sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Secretariado Nacional do MDT se reuniu no dia 14 para avaliar ações realizadas neste ano e traçar metas para 2011
Dia 14 de dezembro passado, das 9h às 13h30, na sede da ANTP, em São Paulo, aconteceu uma reunião do Secretariado do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT).
O coordenador nacional do MDT, Nazareno Affonso, coordenou o encontro que contou com os seguintes pontos:
1) Balanço das ações para aumentar a mobilidade urbana desenvolvidas pelo MDT em 2010;
2) Avaliação financeira de 2010 e planejamento financeiro para 2011;
3) Planejamento das ações do MDT para 2011.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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Nazareno Affonso
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Apoio ao PL da Mobilidade
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| Dilson Pinheiro - Presidente do Fórum |
O Fórum Nacional de Secretários destaca os seguintes pontos deste projeto, que consolida o marco regulatório da mobilidade e dá instrumentos aos Estados e Municípios para enfrentar a crise de mobilidade:
a) Afirmação do conceito do transporte público coletivo de passageiros como serviço público essencial, acessível a toda população mediante pagamento individualizado, com itinerários e preços fixados pelo poder público.
b) Necessidade de priorização do transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado na utilização do sistema viário.
c) Prioridade dos investimentos públicos em sistemas de massa estruturantes (metrôs, BRTs, VLTs, trens urbanos, etc.) integrados entre si e ao transporte não motorizado, sendo indutores de desenvolvimento urbano integrado.
d) Necessidade da definição de espaços exclusivos nas vias públicas para o transporte público coletivo de passageiros.
e) Possibilidade de redução das desigualdades e promoção da inclusão social, inclusive a acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência.
f) Importância da política tarifária incluir a contribuição dos beneficiários diretos e indiretos dos serviços de transporte coletivo urbano, para o custeio da operação dos serviços, possibilitando o barateamento das tarifa através de subsídios públicos e da sociedade como todo.
g) Necessidade das gratuidades passarem a ser custeadas com recursos financeiros específicos, previstos em lei, sendo vedado o seu repasse para os demais usuários, observadas as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.
h) Fortalecimento do poder de fiscalização dos serviços de transporte público e de combate ao transporte ilegal de passageiros, podendo ser efetivado em parceria com órgãos das três esferas de governo.
i) Possibilidade do poder público estabelecer restrições e políticas de controle de acesso e de circulação, temporária ou permanente, dos veículos motorizados particulares em determinados locais.
j) Obrigatoriedade de elaboração de Plano de Mobilidade Urbana para todos os municípios com população acima de 20 mil habitantes.
a) Afirmação do conceito do transporte público coletivo de passageiros como serviço público essencial, acessível a toda população mediante pagamento individualizado, com itinerários e preços fixados pelo poder público.
b) Necessidade de priorização do transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado na utilização do sistema viário.
c) Prioridade dos investimentos públicos em sistemas de massa estruturantes (metrôs, BRTs, VLTs, trens urbanos, etc.) integrados entre si e ao transporte não motorizado, sendo indutores de desenvolvimento urbano integrado.
d) Necessidade da definição de espaços exclusivos nas vias públicas para o transporte público coletivo de passageiros.
e) Possibilidade de redução das desigualdades e promoção da inclusão social, inclusive a acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência.
f) Importância da política tarifária incluir a contribuição dos beneficiários diretos e indiretos dos serviços de transporte coletivo urbano, para o custeio da operação dos serviços, possibilitando o barateamento das tarifa através de subsídios públicos e da sociedade como todo.
g) Necessidade das gratuidades passarem a ser custeadas com recursos financeiros específicos, previstos em lei, sendo vedado o seu repasse para os demais usuários, observadas as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.
h) Fortalecimento do poder de fiscalização dos serviços de transporte público e de combate ao transporte ilegal de passageiros, podendo ser efetivado em parceria com órgãos das três esferas de governo.
i) Possibilidade do poder público estabelecer restrições e políticas de controle de acesso e de circulação, temporária ou permanente, dos veículos motorizados particulares em determinados locais.
j) Obrigatoriedade de elaboração de Plano de Mobilidade Urbana para todos os municípios com população acima de 20 mil habitantes.
A carta foi encaminhada pela Frente Nacional de Prefeitos ao Senador Flecha Ribeiro em 08 de dezembro de 2010, sendo que o recebimento já foi acusado pelo gabinete do Senador.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
23% das famílias na linha de pobreza possuem veículo próprio
Cerca de 23% das famílias com renda per capita de até meio salário mínimo – consideradas na linha de pobreza – possuem veículo próprio – carro ou motocicleta -, de acordo com a pesquisa "Mobilidade Urbana e Posse de Veículos: Análise da PNAD 2009", divulgada nesta terça-feira (14) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Na faixa de pobreza extrema, com renda per capita de até um quarto do salário mínimo, 17,7% das famílias possuem carro ou moto. Nessa faixa, segundo o instituto, por conta do preço, há maior incidência de moto do que de automóvel.
De acordo com o Ipea, “a tendência é de que, nas faixas mais baixas de renda, ocorram as maiores taxas de crescimento da posse de veículos privados, em função das demandas historicamente reprimidas, das políticas de aumento de renda da população mais pobre e da ampliação do crédito para essas famílias”.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Mobilidade na Copa
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| arte: Nazareno Affonso |
Fonte: HSM Online
Conhecido por BRT (Bus Rapid Transit), o sistema de Ônibus de Trânsito Rápido tem ocupado cada vez maior espaço na mídia, sendo citado como um eficiente modelo de transporte coletivo para cidades com população a partir de 500 mil habitantes.
Criado em Curitiba, sob a gestão de Jaime Lerner em 1974, o sistema veio se aprimorando e tem sido replicado em diversas cidades do mundo, como Los Angeles, Nova Iorque, Cleveland, Bogotá, Quito, São Paulo e, brevemente, no Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
O sistema funciona em corredores segregados, com paradas pré-determinadas ou em operação como linha expressa. Livre dos automóveis, o ônibus realiza uma velocidade média de 20 a 25 km/hora, tornando o deslocamento mais eficaz para o usuário e apresentando, inclusive, maior eficiência energética, quando comparado ao transporte realizado por automóvel ou moto, já que desloca mais passageiros utilizando menos combustível (energia).
Outra grande vantagem são os equipamentos modernos que vem sendo aplicados pela indústria automobilística que viabiliza o uso de combustível renovável como etanol, energia elétrica (trólebus), biodiesel (b100 em fase de testes) ou modelos híbridos, que conjugam eletricidade e etanol. E ainda está em fase de testes o ônibus movido a hidrogênio.
Todos eles possuem baixíssima emissão de gases que provocam o efeito estufa e outros poluentes.
Criado em Curitiba, sob a gestão de Jaime Lerner em 1974, o sistema veio se aprimorando e tem sido replicado em diversas cidades do mundo, como Los Angeles, Nova Iorque, Cleveland, Bogotá, Quito, São Paulo e, brevemente, no Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
O sistema funciona em corredores segregados, com paradas pré-determinadas ou em operação como linha expressa. Livre dos automóveis, o ônibus realiza uma velocidade média de 20 a 25 km/hora, tornando o deslocamento mais eficaz para o usuário e apresentando, inclusive, maior eficiência energética, quando comparado ao transporte realizado por automóvel ou moto, já que desloca mais passageiros utilizando menos combustível (energia).
Outra grande vantagem são os equipamentos modernos que vem sendo aplicados pela indústria automobilística que viabiliza o uso de combustível renovável como etanol, energia elétrica (trólebus), biodiesel (b100 em fase de testes) ou modelos híbridos, que conjugam eletricidade e etanol. E ainda está em fase de testes o ônibus movido a hidrogênio.
Todos eles possuem baixíssima emissão de gases que provocam o efeito estufa e outros poluentes.
Eficácia do Sistema
Quando comparados aos modais VLT – Veículo Leve sobre Trilho e Metrô, demonstra melhores resultados, tanto pelo investimento realizado quanto ao tempo de deslocamento para o usuário ou, ainda, à eficiência energética proporcionada.
Veja o estudo preparado por Jaime Lerner Arquitetos Associados. O cenário das projeções é a cidade de Curitiba.
O quadro abaixo apresenta o tempo necessário para se percorrer uma distancia de 10 km, pelos modais METRÔ, BRT, VLT e o sistema de ônibus convencional.
Veja o estudo preparado por Jaime Lerner Arquitetos Associados. O cenário das projeções é a cidade de Curitiba.
O quadro abaixo apresenta o tempo necessário para se percorrer uma distancia de 10 km, pelos modais METRÔ, BRT, VLT e o sistema de ônibus convencional.
No quadro a seguir são apresentados os custos e prazos de implantação por km entre os diferentes modais.
Em seguida, uma análise comparativa referente à eficiência energética entre os três modais: ônibus, moto e automóvel.
“Neste caso, observa-se que as motocicletas poluem 32 vezes mais e consomem cinco vezes mais energia por pessoa transportada do que os ônibus. No caso de automóveis, poluem 17 vezes mais e consomem 13 vezes mais energia por pessoa transportada do que os ônibus” relata o estudo.Sustentabilidade como premissa
Tendo em vista os eventos Copa de 2014 e Olimpíadas, o governo tem dedicado muita atenção à questão da mobilidade urbana e ao transporte de pessoas destinando por meio da Caixa Econômica Federal e BNDES na provisão de recursos da ordem de 6,5 bilhões de reais, para a construção de sistemas BRT nas principais capitais. Também o BID e o Banco Mundial oferecem linhas de crédito com custos similares.
Algumas cidades-sede já estão se capacitando para acessar estes recursos. É o caso do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, Manaus, Recife, Salvador entre outras.
Os projetos que contemplem o desenvolvimento sustentável nas áreas impactadas pela implantação serão, sem dúvida alguma, uma das principais exigências nas licitações.
Entretanto, sem um amplo e bem estruturado programa de gestão que dê forma às políticas de sustentabilidade exigidas nos editais, será inviável a captação destes recursos por parte das prefeituras, empresas ou consórcios interessados.
Algumas cidades-sede já estão se capacitando para acessar estes recursos. É o caso do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, Manaus, Recife, Salvador entre outras.
Os projetos que contemplem o desenvolvimento sustentável nas áreas impactadas pela implantação serão, sem dúvida alguma, uma das principais exigências nas licitações.
Entretanto, sem um amplo e bem estruturado programa de gestão que dê forma às políticas de sustentabilidade exigidas nos editais, será inviável a captação destes recursos por parte das prefeituras, empresas ou consórcios interessados.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
BNDES prevê investimentos para mobilidade urbana vinculados a Copa
O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, afirmou na última terça-feira (7) que a Copa de 2014 pode ter impacto de R$ 183,2 bilhões na economia brasileira.
O montante inclui investimentos diretos de aproximadamente R$ 47,5 bilhões, e engloba também estimativa de investimentos indiretos da ordem de R$ 135,7 bilhões.
As 12 sedes do torneio serão as grandes beneficiadas. Apenas na ampliação e modernização dos aeroportos dessas praças a Infraero projeta investimentos de R$ 5,5 bilhões. Além disso, as obras de mobilidade urbana programadas somam R$ 11,5 bilhões, contando com recursos estaduais, municipais e financiamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviços).
Outro ponto-chave do Mundial é a construção ou reformas dos estádios, que injetará outros R$ 5,8 bilhões na economia do país. O banco estatal abriu linha de crédito de R$ 400 milhões por arena e financia projetos de mobilidade vinculados ao Mundial.
Segundo Coutinho, o Rio de Janeiro precisará de R$ 28,8 milhões para as obras da Olimpíada de 2016.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
O montante inclui investimentos diretos de aproximadamente R$ 47,5 bilhões, e engloba também estimativa de investimentos indiretos da ordem de R$ 135,7 bilhões.
As 12 sedes do torneio serão as grandes beneficiadas. Apenas na ampliação e modernização dos aeroportos dessas praças a Infraero projeta investimentos de R$ 5,5 bilhões. Além disso, as obras de mobilidade urbana programadas somam R$ 11,5 bilhões, contando com recursos estaduais, municipais e financiamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviços).
Outro ponto-chave do Mundial é a construção ou reformas dos estádios, que injetará outros R$ 5,8 bilhões na economia do país. O banco estatal abriu linha de crédito de R$ 400 milhões por arena e financia projetos de mobilidade vinculados ao Mundial.
Segundo Coutinho, o Rio de Janeiro precisará de R$ 28,8 milhões para as obras da Olimpíada de 2016.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Seminário discute ações de sustentabilidade para a Copa 2014
Os ministérios do Esporte e Meio Ambiente promoverão nos próximos dias 15 e 16 de dezembro o Seminário Nacional do Meio Ambiente e Sustentabilidade. A iniciativa faz parte do projeto Copa Verde, um conjunto de medidas adotado para desenvolver as ações de sustentabilidade na Copa do Mundo 2014. O evento acontecerá no auditório do Tribunal de Contas da União, na Praça da República, 54/56 (Prédio anexo ao principal) – Centro – Rio de Janeiro.
O Seminário Nacional vai discutir a integração e cooperação com países e organizações internacionais que já desenvolveram experiências nessa área, promover o diálogo entre as áreas de esporte e meio ambiente a fim de identificar possibilidades de integração que promovam a sociedade brasileira para a Copa 2014, apresentar os resultados alcançados pelas câmaras temáticas, bem como colher sugestões para o processo de construção da agenda de sustentabilidade
As questões da sustentabilidade foram inseridas nos megaeventos esportivos nos jogos olímpicos de Sydney em 2000 e depois adotadas na Copa de 2006 na Alemanha, numa parceria da Fifa com o governo alemão, quando foi criada a iniciativa Green Goal – programa de redução de impactos e proteção ambiental. Essas medidas foram incorporadas institucionalmente pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Fifa, e adotadas também na Olimpíada de Pequim e na Copa de 2010, na África do Sul.
Segundo Cláudio Langone, coordenador da Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade a Copa 2014 será marcada pelo início da vigência do novo regime climático global. Mesmo não sabendo seus contornos, já é possível afirmar que teremos um novo regime e ele terá metas mais abrangentes do que o estabelecido no Protocolo de Kioto.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
O Seminário Nacional vai discutir a integração e cooperação com países e organizações internacionais que já desenvolveram experiências nessa área, promover o diálogo entre as áreas de esporte e meio ambiente a fim de identificar possibilidades de integração que promovam a sociedade brasileira para a Copa 2014, apresentar os resultados alcançados pelas câmaras temáticas, bem como colher sugestões para o processo de construção da agenda de sustentabilidade
As questões da sustentabilidade foram inseridas nos megaeventos esportivos nos jogos olímpicos de Sydney em 2000 e depois adotadas na Copa de 2006 na Alemanha, numa parceria da Fifa com o governo alemão, quando foi criada a iniciativa Green Goal – programa de redução de impactos e proteção ambiental. Essas medidas foram incorporadas institucionalmente pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Fifa, e adotadas também na Olimpíada de Pequim e na Copa de 2010, na África do Sul.
Segundo Cláudio Langone, coordenador da Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade a Copa 2014 será marcada pelo início da vigência do novo regime climático global. Mesmo não sabendo seus contornos, já é possível afirmar que teremos um novo regime e ele terá metas mais abrangentes do que o estabelecido no Protocolo de Kioto.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara discutirá sustentabilidade urbana
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| arte: Nazareno Affonso |
Serão discutidas as conquistas e os novos desafios do Estatuto da Cidade; o planejamento e a execução da política urbana para as próximas décadas; e o aproveitamento adequado dos recursos naturais nas cidades brasileiras.
Nos dois dias de seminário, serão realizados três painéis com dez palestras ministradas por pesquisadores e prefeitos. O primeiro painel apresentará um diagnóstico das cidades no mundo. Já o segundo tratará dos condicionantes para o desenvolvimento urbano e o enfrentamento das desigualdades no País. No terceiro painel, serão apresentadas as novas tendências para o planejamento urbano.
O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), autor do requerimento para a realização da conferência juntamente com os deputados Cassio Taniguchi (DEM-PR) e Angela Amin (PP-SC), lembra que o principal objetivo do evento, realizado todos os anos desde 1999, é discutir medidas para a consolidação de políticas públicas para os municípios. "Trata-se de um momento de amplo debate com a sociedade. A conferência consegue fazer com que projetos que dificilmente avançariam sejam aprovados", afirma Zezéu Ribeiro.
Resultados práticos
O parlamentar destaca que as dez edições anteriores tiveram resultados práticos positivos. Ele lembra que a primeira Conferência das Cidades, por exemplo, teve o mérito de reafirmar a importância jurídica do Estatuto das Cidades, cuja tramitação se estendeu por mais de uma década. Zezéu Ribeiro ainda lembrou que o Fundo da Habitação de Interesse Social foi outro tema discutido e amadurecido nas conferências antes de virar lei.
"A própria ideia do desenho do Ministério das Cidades como existe hoje também foi resultado de discussões que surgiram na 4ª Conferência", afirma. Zezéu ainda cita, entre os grandes temas e propostas oriundos ou fortalecidos nas conferências, a gestão dos resíduos sólidos. A edição deste ano, segundo ele, se reveste de uma importância adicional que é refletir sobre temas que serão encaminhados aos novos governantes do País.
Selo Cidade Cidadã
Neste ano, a Comissão de Desenvolvimento Urbano vai premiar projetos que estimulem a recuperação de áreas degradadas e propostas para enfrentar situações de risco, como enchentes e deslizamentos de encostas. Serão premiadas quatro cidades: duas com menos de 100 mil habitantes e outras duas mais populosas. Além do troféu, os municípios receberão o selo Cidade Cidadã, que vale por um ano e pode, por exemplo, facilitar financiamentos públicos.
No ano passado, foram premiados com o selo quatro municípios que adotaram projetos bem-sucedidos na área de mobilidade urbana. Na categoria dos municípios com até 100 mil habitantes foram premiadas as cidades Forquilhinha (SC) e Leme (SP). Na categoria dos municípios com mais de 100 mil habitantes, foram premiadas Natal (RN) e Contagem (MG).
Agência Câmara
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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Mobilidade Urbana: ônibus é o principal meio de transporte do país
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| arte: Bosco |
Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que os ônibus urbanos continuam com principal modal de mobilidade urbana do país em todas as faixas de renda.
O estudo mostra que, entre os 25% mais pobres e os 5% mais ricos, houve uma frequência de 23,1% e de 28,4%, respectivamente. Os dados indicam ainda que é alta a participação dos gastos com transporte público na despesa das famílias mais pobres.
Usado por 38,5% do universo de 25% da população mais pobre, o transporte público, segundo o Ipea consumia 8,7% da renda dessas famílias; enquanto que dos 5% mais ricos, 40,7% utilizavam transporte público, mas as despesas representavam apenas 0,8% de suas rendas.
“O levantamento aponta um aumento de demanda pelo transporte público, entre 2002 e 2009, com a população mais pobre usando mais o ônibus por causa do emprego e da necessidade de deslocamento diário”, disse o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Pedro Humberto Carvalho.
Segundo ele, a pesquisa revela que a população mais rica tem utilizado mais o transporte individual. O estudo do Ipea mostra também que os 25% mais pobres tiveram frequência maior no uso do transporte pirata (VANS, lotadas, moto-táxis, e kombis). A análise do Ipea comparou os dados de 2002/2003 com os de 2008/2009.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Sugestão do MDT: Crianças em Movimento
Acabou de ser lançada a tradução do livro "Kids on the Move", do DG Environment da Comunidade Européia agora "Crianças em Movimento".
Tradução da Associação Transporte Ativo.
Material muito bom e interessante sobre mobilidade urbana para pais, educadores, políticos e gestores preocupados com a saúde mobilidade sustentável e o meio ambiente.
Disponível no link abaixo:
http://www.ta.org.br/educativos/docs/criancas_em_movimento.pdf
Recomendamos!
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
Tradução da Associação Transporte Ativo.
Material muito bom e interessante sobre mobilidade urbana para pais, educadores, políticos e gestores preocupados com a saúde mobilidade sustentável e o meio ambiente.
Disponível no link abaixo:
http://www.ta.org.br/educativos/docs/criancas_em_movimento.pdf
Recomendamos!
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Mobilidade Urbana é desafio para a Copa
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| Desenho de Nazareno Affonso |
O ministro das Cidades, Marcio Fortes, reafirmou ontem (29) que a mobilidade urbana é um dos principais desafios do Rio para a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Segundo ele, as três esferas de governo estão desenvolvendo inúmeras parcerias para resolver a questão. “Tudo já está na mesa e isso significa vontade de fazer. Estamos discutindo parcerias, em uma relação nunca vista antes entre a União, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. Recursos existem [para as obras]”, disse ao participar, no Rio, da abertura de um fórum sobre a infraestrutura urbana para os Jogos Olímpicos de 2016.
Ele destacou que a integração entre os meios de transporte precisa ser desenvolvida para garantir a efetiva melhora no tráfego urbano. “É preciso ordenar o trânsito, o transporte coletivo e também garantir que os modais se integrem. [Além disso] não adianta ter metrô, trem, ônibus ótimos se o intervalo entre eles for de dez minutos. Precisamos de efetividade para convencer a população a deixar o carro em casa”, acrescentou.
De acordo com Fortes, os investimentos previstos para os dois eventos esportivos devem chegar a R$ 16 bilhões, sendo R$ 12,5 destinados aos transportes e mais R$ 3,5 bilhões a obras de saneamento.
Cristina Baddini Lucas - Assessora deo MDT
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
A contrapropaganda dos automóveis
Você já se deu conta dos conceitos que as propagandas dos automóveis estão passando?
Robôs que se transformam em carros, pessoas que se livram do "fim do mundo" quando estão dentro de seus automóveis, alta velocidade explícita, conquista através do poder do carro e muito luxo. Filmes publicitários para a TV podem estimular comportamentos que comprometem a segurança no trânsito. É o aspecto mais nocivo das campanhas que trabalham o emocional do consumidor estimulando o individualismo e a competitividade de maneira exacerbada, em detrimento de valores como união, cooperação, solidariedade, inclusão e convivência, aspectos fundamentais para um trânsito mais humano e melhor qualidade de vida. Os consumidores também passam a adotar um comportamento de risco sob a falsa segurança propiciada pelas propagandas de automóveis. Como construir a mobilidade urbana sustentável quando, além de diversos obstáculos, ainda não há cooperação dos fabricantes de automóveis?O que fazer?
A proporção dos investimentos governamentais que pregam atitudes seguras no trânsito é irrelevante frente ao volume de investimentos da indústria automobilística em suas propagandas no país. O poder da publicidade é avassalador e as três esferas de governo deveriam investir mais em educação no trânsito que hoje está circunscrita e isolada em algumas iniciativas de campanhas. Os recursos alocados pelos governos invariavelmente são muito reduzidos e uma alternativa possível será utilizar parte do valor arrecadado das multas e DPVAT com a finalidade de financiar campanhas de publicidade por meio da mídia. A melhor maneira de mudar a consciência do povo brasileiro seria usar nas criações publicitárias, argumentos de venda de automóveis com apelos voltados à responsabilidade social.
Regulamentação
O Estado também deveria se mais firme como agente regulador do setor publicitário, evidentemente que não atuando como órgão de censura mas sim, como já fazem outros países em que a regulamentação da publicidade certamente não permite anúncios como os do Brasil.
A sociedade organizada também deve participar ativamente do processo de busca da cidadania no esforço de reduzir acidentes de trânsito.
O que já foi feito sobre os conteúdos desse tipo na publicidade indevida da indústria automobilística agora serão seguidos de uma mensagem educativa. É o começo mas já é melhor do que nada.
Pelo mundo
A Nova Zelândia é taxativa ao proibir anúncios que exaltem a velocidade excessiva e, na Inglaterra, também há restrições similares. Em muitos países, o que interessa é a segurança que o automóvel oferece, não o status que ele vai representar. Essa questão já está sendo discutida no Brasil e agora é lei que todos os carros do país tenham, até 2014, itens de segurança que venham de fábrica, como air bag e freios ABS. Os melhores carros não devem ser os mais rápidos e fortes, e sim os completos, com itens de segurança de série, mesmo nos veículos de menor valor e menor conforto.
É claro que não podemos atribuir exclusivamente à publicidade, a responsabilidade pelo mau comportamento dos motoristas no trânsito, mas devemos tentar transformá-la em uma grande aliada na construção de uma sociedade mais harmônica, equânime, justa e responsável. Essa deve ser a função da comunicação social. Queremos veículos em que equipamentos de segurança não sejam meros acessórios e devemos rever a razão pela qual desejamos comprar veículos cada vez mais rápidos quando o limite de velocidade no Brasil é 120 km/h .
A indústria, automobilística deveria se interessar pelo cliente vivo, até para manter seu mercado e seu consumidor!
Cristina Baddini Lucas - assessora do MDT
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Desafio de Salvador é implantar modelo de mobilidade sustentável até 2014
O MDT defende que não basta fazer obras, é preciso oferecer à população meios efetivos de uma mobilidade sustentável para todos
Até o início da Copa de 2014, Salvador e outras sedes do mundial têm um grande desafio: mostrar a capacidade de implantar um modelo de mobilidade urbana sustentável. Um dos primeiros passos para isso é implantar um sistema eficiente de transporte de massa e modificar a política que, desde os anos 50, se instalou no Brasil, a de que o automóvel é a única alternativa básica para o transporte. No País, essa realidade ganhou mais força, neste governo, com as facilidades de financiamentos de carros.
O tema foi debatido, no seminário Infraestrutura do Agenda Bahia, na quarta (17), por Nazareno Affonso, coordenador do MovimentoNacional pelo Direito ao Transporte Público e coordenador da ANTP em Brasília. Na palestra Mobilidade Urbana, o atalho para o futuro, Nazareno comentou que há 15 anos, o problema já havia sido sinalizado, mas como Salvador ainda não sofria com engarrafamentos, pouco se pensava no assunto.
“Hoje é mais fácil falar sobre isso, porque as pessoas não conseguem andar. Estamos precisando sonhar e provar que somos capazes de implantar a mobilidade com sustentabilidade, em Salvador”, frisa. Nazareno acredita que o Brasil tem engenharia, tecnologia de ponta, construtoras e capacidade para tanto, porém, ainda falta vontade política. “Não podemos pensar só em fazer obras. Se o trânsito não mudar, pode-se construir viadutos e daqui a quatro anos, estará pior. Precisamos ter estrategicas, saber como vamos operar a cidade no jogo e depois. Temos que ter sistema operando com qualidade, e automóveis e bicicletas devem estar integrados a isso. Também devemos melhorar as calçadas”, defende.Alguns números apresentados pelo palestrantes mostram que os automóveis são responsáveis por27% das viagens feitas; as bicicletas por apenas por 2,8%, enquanto que o deslocamento a pé fica com 38, 1%. Quando se fala em custos, os carros têm custos oito vezes maiores do que, por exemplo, os ônibus, além de poluir seis vezes mais. Entre o ano de 1992 e meados dos anos 2000, o sistema de transporte perdeu 29 bilhões de passageiros, o que faz acreditar que esses fatores colaboraram bastante para transformar o trânsito do Brasil em algo tão caótico.
EXEMPLO - Nazareno mostrou em sua palestra a iniciativa de Bogotá, que conseguiu, em três anos e em plena guerra civil, modificar completamente seu sistema de transporte público, o que pode ser comparado a países desenvolvidos como o Canadá. Com o projeto Transmilênio, a cidade de sete milhões de habitantes, que tinha 85% de suas vias ocupadas por carros, construiu corredores e adotou medidas para fazê-los funcionar bem como é hoje.
Rodizios de placa (duas vezes por semana), politica de estacionamento com aumento de preços, construção de 300 quilômetros de ciclovia, qualificação de calçadas, construção de espaços públicos, criação do dia sem carro (com punição de multas a quem descumprisse) e melhoria da qualidade de vida. Essas foram algumas das iniciativas que modificarm a situação em Bogotá. O fluxo melhou muito e o sistema passou a carregar 5,1 passageiros por quilômetro, 52 mil passageiros hora/sentido e o custo de passagem é o que equivale a R$ 1,3 sem gratuidade, ou seja, o usuário não é quem pela por isso.”Eles tiveram recursos disponíveis, decisão e integração política. Além da equipe técnica comprometida, coesa e empolgada”, pontua Nazareno.
Na opinião de Nazareno, o projeto BRT em Salvador deverá contar com alguns pontos para obter sucesso:
pontualidade no corredor (horário certo para o transporte passar), confiabilidade (no tráfego), veículos de qualidade, redução do tempo de viagem, respeito à diversidade e gestão da qualidade. Outra medida importante é acabar com a fila de onibus nos pontos; se preciso for, é interessante fazer duas vias, pois com isso se ganha em operacionalidade. Essa é a diferença, você vai planejar sua viagem”, comenta.“Em Bogotá, o sistema de operação tem painel de controle que possibilita visualizar os ônibus em seus percursos, e há comunicação com cada um dos condutores. Eles não podem não parar em um ponto da linha, por exemplo” , conta. Tudo isso, diz Nazareno, pode ser feito no Brasil, porque foram empresas brasileiras que implementaram isso em Bogotá. Mas também é preciso pensar no sistema de arrecadação. “Hoje” , ressalta o palestrante, “o transporte público ainda é uma solução de mercado, quando deveria ser de responsabilidade do poder público”. Na Europa, ressalta Nazareno, não se fala em empresário de ônibus como aqui no Brasil. Isso porque lá, é feito um cálculo financeiro, que mostra quanto o estado vai gastar; o usuário paga 30% disso. “Não podemos viver em uma sociedade na qual a população paga a gratuidade”.
Para mudar a situação no Brasil, em especial em Salvador, não vamos partir do zero, pois já temos alguma infraestrutura que precisa ser melhorada e ainda temos modelos como o do Transmilênio de Bogotá e os sistemas implantados na África por ocasião da Copa 2010. Esses projetos mostram, ainda, que melhorando o sistema de transporte, além de mudar a qualidade de vida nas cidades, se reduz a poluição ambiental e se aplica melhorias também no entorno desses corredores, fazendo aumentar produtividade e lucratividade de shoppings e outros estabelecimentos comerciais, por exemplo.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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Mobilidade Urbana será discutida no IPEA com a participação do Coordenador do MDT
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| Nazareno Affonso |
Mobilidade Urbana será discutida amanhã, dia 26, das10 às 12h.
Panorama geral da mobilidade da população nos grandes centros urbanos e o transporte público.
www.ipea.gov.br/code/pdf/mobilidade_urbana.pdf
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Nazareno Affonso
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
BRT: uma alternativa mais barata para a mobilidade das cidades
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| ilustração: Nazareno Affonso |
Fonte: MarketPlace
A demanda por transporte publico é cada vez mais crescente. No entanto, as autoridades ao longo do país, estão todas passando por uma fase de contenção de custos e assim revendo seus orçamentos.
Varias cidades estão testando o sistema BRT, que é centenas de milhões de dólares mais barato que as linhas de trem ou de metrõ.
Nesta materia o reporter Dan Bobkoff utilizou o BRT da cidade de Cleveland, EUA, na linha chamada de Healthline. Esta linha possui 16 km de extensão e conecta o centro à zona leste da cidade, onde se concentram os principais hospitais da cidade.
Dan comenta: _“ Vamos fazer um brevissima associação entre palavras: “onibus” – A que voce associa? Lentidão?Superlotação?Atrasos? Ou tudo isso junto?
Transporte em onibus não possui necessáriamente a melhor reputação.
Mas uma nova solução em transporte por onibus está surgindo pelo país afora; é o BRT- Bus Rapid Transit, são linhas segregadas, separadas do resto do trafego. Tudo em nome de se proporcionar velocidade, conforto para o ususário, e tudo isso sobre rodas nas vias regulares de transito de uma cidade."
Enrique Penalosa, ex-prefeito de Bogotá, Colombia, participa desta reportagem e participa desta viagem pelo BRT de Cleveland, onde, durante o trajeto tece alguns comentários , junto á outros especialistas em BRT e gestão publica do municipio.
Penalosa: O sistema BRT, possui linhas segregadas(exlusivas) e o seu próprio sistema de semáforos, isto permite maior velocidades aos veiculos.
Outro beneficio é que o usuário pode utilizar o sistema “ pré-pago tanto para estação quanto para o embarque”. ....voce compra o seu bilhete antes , nas estações ou postos, evitando filas para o embaque. Outra vantagen é que o embarque é em piso elevado, o que facilita o fluxo dos passageiros para entrar no veiculo.
“ Construímos o sistema em Bogotá em apenas 3 anos, durante o meu mandato como prefeito. Foi um recorde. E hoje este sistema transporta 1,7 milhões de pessoas/dia."
Isto tem impressionado os especialistas nos EUA. Varias cidades americanas esta passando por uma fase de revisão dos seus grandes orçamentos, reduzindo-os.
O modelo BRT, sendo mais barato e eficaz tem sido bem visto pelos gestores publicos. Por conta disto, cidades como Los angeles, Kansas City, entre outras, tem optado por implantar o BRT.
Joe Calabreze, um especilaista em transito da cidade de Cleveland diz: “ nós gastamos 200 milhões USD, neste sistema. O sistema de trem custaria por volta de 800 milhões USD."
"A construção desta linha extinguiu diversos negócios que existiam no locais que foram desapropriados, mas desde que a linha passou a operar há 3 anos atrás, o desenvolvimento recomeçou.
Existem estimativas que apontam para investimentos na ordem pelo menos 4 bilhões de dólares em novos negócios,por conta da nova linha."
Varias cidades estão testando o sistema BRT, que é centenas de milhões de dólares mais barato que as linhas de trem ou de metrõ.
Nesta materia o reporter Dan Bobkoff utilizou o BRT da cidade de Cleveland, EUA, na linha chamada de Healthline. Esta linha possui 16 km de extensão e conecta o centro à zona leste da cidade, onde se concentram os principais hospitais da cidade.
Dan comenta: _“ Vamos fazer um brevissima associação entre palavras: “onibus” – A que voce associa? Lentidão?Superlotação?Atrasos? Ou tudo isso junto?
Transporte em onibus não possui necessáriamente a melhor reputação.
Mas uma nova solução em transporte por onibus está surgindo pelo país afora; é o BRT- Bus Rapid Transit, são linhas segregadas, separadas do resto do trafego. Tudo em nome de se proporcionar velocidade, conforto para o ususário, e tudo isso sobre rodas nas vias regulares de transito de uma cidade."
Enrique Penalosa, ex-prefeito de Bogotá, Colombia, participa desta reportagem e participa desta viagem pelo BRT de Cleveland, onde, durante o trajeto tece alguns comentários , junto á outros especialistas em BRT e gestão publica do municipio.
Penalosa: O sistema BRT, possui linhas segregadas(exlusivas) e o seu próprio sistema de semáforos, isto permite maior velocidades aos veiculos.
Outro beneficio é que o usuário pode utilizar o sistema “ pré-pago tanto para estação quanto para o embarque”. ....voce compra o seu bilhete antes , nas estações ou postos, evitando filas para o embaque. Outra vantagen é que o embarque é em piso elevado, o que facilita o fluxo dos passageiros para entrar no veiculo.
“ Construímos o sistema em Bogotá em apenas 3 anos, durante o meu mandato como prefeito. Foi um recorde. E hoje este sistema transporta 1,7 milhões de pessoas/dia."
Isto tem impressionado os especialistas nos EUA. Varias cidades americanas esta passando por uma fase de revisão dos seus grandes orçamentos, reduzindo-os.
O modelo BRT, sendo mais barato e eficaz tem sido bem visto pelos gestores publicos. Por conta disto, cidades como Los angeles, Kansas City, entre outras, tem optado por implantar o BRT.
Joe Calabreze, um especilaista em transito da cidade de Cleveland diz: “ nós gastamos 200 milhões USD, neste sistema. O sistema de trem custaria por volta de 800 milhões USD."
"A construção desta linha extinguiu diversos negócios que existiam no locais que foram desapropriados, mas desde que a linha passou a operar há 3 anos atrás, o desenvolvimento recomeçou.
Existem estimativas que apontam para investimentos na ordem pelo menos 4 bilhões de dólares em novos negócios,por conta da nova linha."
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
O MDT defende a mobilidade sustentável
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| Paul - foto tirada hoje às 14Hs |
As cidades são muito mais atrativas quando contempladas de bicicleta.
Enquanto centenas de fãs se aglomeravam na porta do Hotel Hyatt, localizado na região da Av. Berrini, um dos maiores pólos comerciais e de geração de tráfego de São Paulo,cuja mobilidade é extremamente comprometida pelo acúmulo de automóveis e pela falta de alternativas, o ex-Beatle saía de bicicleta por uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo até o Parque do Povo.
Pena que o povo de São Paulo não viu Paul Mc Carteney andando feliz de bicicleta pelas ruas. Mais um bom exemplo de cidadania do ex Beatle. Lembram da travessia na faixa de pedestres?
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| Quarenta anos atrás, John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George |
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Os desafios da nova Presidenta com a mobilidade urbana
A partir de 1º de janeiro de 2011, o Brasil terá a primeira mulher Presidente da República depois de oito anos de governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um dos temas mais relevantes, ao lado da educação, segurança pública e da saúde, é o da mobilidade urbana, principalmente relacionada às condições de trânsito e transporte nas principais cidades brasileiras. Trata-se de assunto bastante complexo e que atinge seu ápice no conflito de interesses dos personagens envolvidos, os pedestres, os motoristas e os passageiros.
Democratização do espaço
A melhor divisão do espaço urbano precisa receber das autoridades a necessária importância através da busca do verdadeiro consenso sobre a utilização mais viável e adequada dos espaços urbanos. Outros aspectos fundamentais para nortear e elevar os debates são a elaboração de planos de mobilidade, a definição dos conceitos de cidadania, da dignidade da pessoa humana e da sustentabilidade.
Este é o momento de Dilma Rousseff se comprometer com a sociedade para definir se vai e como vai mudar a política de mobilidade do país que, desde os anos 50, vem priorizando os investimentos públicos para facilitar o acesso ao automóvel e recentemente às motocicletas.
Transporte Público
O setor de transporte público não pode ser esquecido na definição e no estabelecimento das prioridades governamentais vez que as medidas adotadas pelo Governo atual de ampliação do crédito que foram direcionadas principalmente para a compra de automóveis e motocicletas só apontam para o fortalecimento e ampliação do transporte individual nas cidades brasileiras. Dilma demonstrou vontade política no enfrentamento do problema da mobilidade urbana sustentável e com qualidade quando declarou no último debate que uma de suas prioridades de governo será o desenvolvimento e o cuidado com o transporte público.
O Brasil parece estar na contramão da tendência mundial entupindo suas cidades com carros enquanto o restante do mundo desenvolvido já vem desde longa data investindo em transporte público urbano de massa. A expansão das redes de transporte público é a condição básica para se mudar a matriz de mobilidade, visando a redução da dependência do petróleo e dos seus efeitos perversos na poluição ambiental e no consumo de energia provocados pelo uso intensivo do automóvel e da motocicleta, sem contar os danos causados pelas mortes e feridos em acidentes de trânsito.
Custo do serviço
Dilma Rousseff também deverá enfrentar a questão da mobilidade urbana relacionada ao custo do transporte. Hoje, é o usuário quem paga o custo do transporte e compensa as gratuidades do sistema e, no entanto, poucas são as linhas disponibilizadas e os ônibus ficam lotados o que vem contribuindo para fechar a equação com resultados negativos.
A verdade é que, em todos os lugares do mundo onde o transporte público é eficiente e de qualidade, ele é subsidiado pelo governo com dinheiro público.
Claro que, dependendo do sistema de transporte, o subsídio precisa ser ainda maior. Para enfrentar essa questão, é necessária uma desoneração do setor estimulando a redução de custos e menores preços dos combustíveis e da energia elétrica proporcionando uma tarifa mais baixa aos usuários vez que haveria redução de custos às empresas que operam os sistemas de transportes.
Enfim, todos queremos uma mobilidade sustentável que venha a ser fator de desenvolvimento econômico e social. Só com o comprometimento de investimentos em obras de longa maturação será possível desafogar o trânsito das metrópoles.
Queremos a universalização do acesso ao transporte público de qualidade estendendo-se essa qualidade às calçadas, às travessias e às ciclovias, entendendo que a solução definitiva do problema somente será alcançada com o firme compromisso das autoridades governamentais em programas de obras e investimentos de longo prazo.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
APROVADO O PROJETO DA POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), do Senado Federal, aprovou, nesta quarta-feira, 17 de novembro, o projeto de lei que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana, que visa estabelecer diretrizes para o transporte urbano, cumprindo, assim, a primeira etapa de sua tramitação no Senado. O projeto ainda vai ser votado em outras quatro comissões da Casa, segundo informações da Agência Senado.
Em seu relatório sobre a matéria, o senador Eliseu Resende (DEM-MG) afirmou que o projeto é resultado da combinação de quatro propostas "que já tramitavam na Câmara dos Deputados há bastante tempo". Uma delas foi apresentada há 15 anos pelo então deputado federal Alberto Goldman (PSDB), atual governador de São Paulo.
Agora, o projeto terá de ser votado nos seguintes colegiados do Senado: Comissão de Assuntos Econômicos (CAE); Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA); Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR); e Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI). Nesta última, a matéria recebe decisão terminativa.
Eliseu Resende ressaltou, em seu relatório, que a análise da matéria feita na CCJ se restringiu aos aspectos jurídicos-institucionais, já o texto será examinado pelas outras comissões.
Agora, vamos aguardar as próximas etapas.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
Em seu relatório sobre a matéria, o senador Eliseu Resende (DEM-MG) afirmou que o projeto é resultado da combinação de quatro propostas "que já tramitavam na Câmara dos Deputados há bastante tempo". Uma delas foi apresentada há 15 anos pelo então deputado federal Alberto Goldman (PSDB), atual governador de São Paulo.
Agora, o projeto terá de ser votado nos seguintes colegiados do Senado: Comissão de Assuntos Econômicos (CAE); Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA); Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR); e Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI). Nesta última, a matéria recebe decisão terminativa.
Eliseu Resende ressaltou, em seu relatório, que a análise da matéria feita na CCJ se restringiu aos aspectos jurídicos-institucionais, já o texto será examinado pelas outras comissões.
Agora, vamos aguardar as próximas etapas.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
O MDT E A 4a CONFERÊNCIA DAS CIDADES – III
As recomendações do Eixo 3 são as que maiores relações guardam com as questões da Mobilidade Urbana e com as teses do MDT
Quando ao Eixo 3 da 4a Conferência das Cidades – referente à integração da política urbana no território: política fundiária, habitação, saneamento e mobilidade e acessibilidade urbana – Nazareno Affonso destaca nada menos do que 15 pontos, tendo em vista serem as recomendações desse eixo as que maiores relações guardam com as questões da Mobilidade Urbana e com as teses do MDT.
Houve destaque para a recomendação de “implementar o SNDU, prevendo o caráter deliberativo do CONCIDADES, em todos os entes federados, e com dotação orçamentária, criação do FNDU com participação e controle social, promovendo a capacitação técnica para elaborar e implementar, de forma integrada e ambientalmente sustentável, as políticas de saneamento ambiental, mobilidade e acessibilidade urbana (no transporte coletivo ferroviário, hidroviário, metroviário, rodoviário, aeroviário, entre outros), habitação, regularização fundiária urbana, urbanização de assentamentos, loteamentos irregulares, urbanização de povoados e distritos, com garantia de segurança, saúde, educação, geração de trabalho e renda e seguridade social, estimulando também a criação de consórcios e outras formas de associação municipal e regional”.
E também para a recomendação de defenda a garantia da “melhoria da mobilidade e acessibilidade urbana e rural, por meio de políticas de transporte, trânsito e sistema viário, priorizando o sistema de transporte urbano coletivo não-poluente (ferroviário, hidroviário, metroviário, rodoviário, aeroviário, entre outros) e não motorizado, ao invés do individualizado, incluindo a noção de mobilidade urbana sustentável e integrada com segurança; facilitar a circulação de pessoas com mobilidade reduzida no intuito de democratizar os espaços públicos e garantir o acesso à cidade, integrando esta proposta às demais políticas setoriais, condicionada à criação e funcionamento dos Conselhos das Cidades, tanto nos Estados como nos Municípios”.
Nazareno sublinhou ainda a recomendação de “integrar as políticas públicas de acessibilidade e mobilidade (segundo a ABNT- NBR 9050), saneamento, habitação e regularização fundiária, em todos os municípios (independentemente, do número de habitantes), respeitando as especificidades regionais, com as políticas sociais e econômicas, utilizando instrumentos e métodos de participação popular e controle social (nos municípios conurbados), visando à articulação de diretrizes urbanísticas, especialmente nas Regiões Metropolitanas e RIDE; criar grupos técnicos de trabalho regional com a participação popular e apoio da União e Estados” .
E a recomendação de “desburocratizar, desonerar, facilitar e ampliar o acesso a recursos e financiamentos para todos os municípios, inclusive os de população inferior a vinte mil habitantes, vinculando-os aos Planos Diretores Municipais e às Políticas Nacional e Estadual de Desenvolvimento Urbano, visando à criação de planos integrados de saneamento básico e ambiental, mobilidade e acessibilidade urbana, habitação e regularização fundiária, com o financiamento também para compra de terrenos destinados à Habitação de Interesse Social, considerando as demandas apresentadas pelas entidades locais, condicionada à criação e funcionamento dos Conselhos das Cidades, tanto nos Estados como nos Municípios”.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
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