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sexta-feira, 11 de março de 2011

Atropelador de ciclistas em Porto Alegre é declarado são e vai para presídio

arte: Nazareno Affonso


A 1ª Vara do Júri de Porto Alegre (RS) determinou que o motorista que atropelou ciclistas na cidade em 25 de fevereiro seja removido imediatamente do hospital para o Presídio Central. Segundo avaliação psiquiátrica, o bancário Ricardo José Neis não tem nenhuma doença diagnosticada.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (11/3), após a juíza Rosane Ramos de Oliveira Michels ter recebido laudo do IPF (Instituto Psiquiátrico Forense). Segundo o laudo, não há indicação para internação do motorista no instituto psiquiátrico.

A juíza salientou ainda que o quadro depressivo, com risco de suicídio, e a necessidade de atendimento médico especializado, em unidade psiquiátrica fechada, sob cuidado e vigilância contínuos, não foram constatados pelo perito médico avaliador. Também não foi confirmada a exigibilidade de investigação psiquiátrica.

“Não persistem, portanto, as recomendações médicas contidas nos atestados oriundos do Hospital Parque Belém. Assim, afastada a necessidade de internação e tratamento pelo perito oficial do juízo, nenhuma causa impeditiva há para que o investigado seja removido do Hospital Parque Belém e recolhido a estabelecimento prisional, concluiu a Juíza Rosane.

Ricardo Neis alega que se sentiu ameaçado pelo grupo de ciclistas que cercava seu carro, e, por isso teria acelerado veículo deixando diversas pessoas feridas. Ele poderá responder à Justiça por tentativa de homicídio.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

sexta-feira, 4 de março de 2011

Paim quer penas mais duras para motorista que desrespeitar ciclistas


Ao receber dezenas de ciclistas que 
fizeram hoje (3) uma manifestação 
em frente ao Congresso Nacional 
em defesa da bicicleta como 
instrumento
 de lazer e alternativa de mobilidade 
urbana, o senador Paulo Paim 
(PT-RS) 
destacou projeto de sua autoria que 
cria o Estatuto do Motorista, com 
penas mais duras para motoristas 
que cometem infrações de trânsito 
e desrespeitam ciclistas.
Segundo o senador, a proposta é 
aperfeiçoar o CTB. 
“Será um instrumento importante para 
assegurar 
direitos, mas, principalmente, para cobrar 
responsabilidades". "Será um 
regulamento 
importante, a exemplo do que existe para 
o idoso ou para a criança e o adolescente", 
observou Paim.
Cerca de 100 ciclistas foram hoje ao 
Congresso para protestar contra a 
atitude do motorista Ricardo Neis 
que, no último dia 25, avançou com 
o carro contra ciclistas que faziam 
manifestação favorável à difusão 
do uso da bicicleta como meio de 
transporte, em Porto Alegre, 
atropelando 16 deles.
Os ciclistas que estiveram no 
Congreso pertencem ao Movimento 
Bicicletada, que representa ciclistas 
de todo o país e à organização não 
governamental (ONG) Rodas da Paz, 
de Brasília. Na ocasião, foram 
entregues propostas de 
interesse dos ciclistas ao 
senador, que é presidente da 
Comissão de Direitos Humanos 
do Senado.
Para Paim, o que ocorreu na capital 
gaúcha "foi uma tentativa de homicídio" 
e acontecimentos assim vêm contando 
com a aplicação de penas brandas. 
"Os ciclistas devem continuar insistindo 
na defesa do seu direito à segurança, 
pois só por meio da mobilização, se 
consegue aprovar alguma proposta 
no Congresso em benefício da 
sociedade", disse o senador.
Depois da concentração em frente ao 
Congresso, os ciclistas percorreram a 
Esplanada dos Ministérios e fizeram o 
enterro simbólico do Código Penal e 
do Código Trânsito de Brasileiro, que, 
segundo destacou o ciclista Weimar 
Pettengrill, "estão completamente 
desatualizados e complacentes 
com a violência no trânsito".
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 2 de março de 2011

Decretada a prisão de atropelador de ciclistas

No mesmo dia em que centenas de ciclistas protestaram nas ruas de Porto Alegre contra o atropelamento coletivo ocorrido na sexta-feira, quando 15 pessoas ficaram feridas, o advogado do motorista, o bancário Ricardo Neis, 47 anos, confirmou a internação de seu cliente em uma clínica psiquiátrica ontem. À noite, de acordo com o promotor Eugênio Amorim, a Justiça decretou a prisão de Neis. E o delegado Gilberto Montenegro anunciou que vai indiciar o motorista por tentativa de homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e uso meio que impediu a defesa das vítimas). Ele teria agido com a intenção de matar ao avançar com seu carro sobre um grupo de ciclistas que participava do passeio no bairro Cidade Baixa, segundo o delegado.
– As imagens chocam bastante. O motorista usou o carro como arma. Em depoimento, deixou claro que tinha plena consciência do que estava fazendo – afirmou Montenegro.
O número de pessoas atropeladas por ele ainda não está definido, mas pode chegar a 40, segundo o delegado.
Quase no mesmo horário do atropelamento da sexta, cerca de 1,5 mil ciclistas, segundo a Brigada Militar, ou 2 mil, conforme a organização do protesto, se reuniram ontem no Largo Zumbi dos Palmares. Às 19h, eles partiram pela Rua José do Patrocínio, para refazer o trajeto de sexta.
Logo na saída da manifestação, o grupo começou a ganhar a adesão de simpatizantes – outros ciclistas e moradores do bairro. Quando os manifestantes chegaram à esquina com a Rua Luiz Afonso, ponto onde ocorreu o atropelamento coletivo, o protesto atingiu um caráter simbólico. Centenas deles largaram as bicicletas e deitaram sobre o asfalto, representando os feridos no episódio.
Internação em clínica psiquiátrica
O grupo entrou na Rua Lopo Gonçalves, percorreu a Rua Lima e Silva, atravessou a Perimetral e, já no Centro, pela Avenida Borges de Medeiros, chegou à prefeitura, às 20h20min. A multidão tomou as escadarias e entoou cânticos de justiça e paz no trânsito.
O fato também gerou novo mal-estar entre policiais civis e promotores por causa de dois pedidos de prisão preventiva (um encaminhado pela Polícia Civil e outro pelo Ministério Público), mas o delegado responsável pelo inquérito evitou falar sobre a atitude do promotorEugênio Amorim que encaminhou pedido de prisão para o bancário, mesmo com o inquérito recém-aberto pelo Polícia Civil.
– Conversei, por telefone, com o promotor Amorim e disse a ele que pediria a prisão após o depoimento dos ciclistas e do motorista. E foi o que fiz – garantiu o delegado.
Amorim tem outra versão:
– O delegado não me deu nenhum indicativo de pedir a prisão. Inclusive disse que não estava com pressa. Se tivesse me dito que pediria a prisão, eu daria parabéns a ele e aguardaria.
Um dos dois defensores de Neis, o advogado Jair Antonio Jonco, confirmou que seu cliente se encontra sob supervisão médica.
– Ele estava quase em crise psicológica, está muito abalado com todo o assédio que vem sofrendo – afirmou.
Segundo Jonco, a localização da clínica é mantida sob sigilo para preservar a intimidade de Neis. No mesmo dia, ele já havia passado pela Clínica São José, na Capital. O advogado declara apenas que o estabelecimento onde o bancário fica “na Região Metropolitana”. Não há previsão para o motorista deixar o local.


 Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O futuro do transporte está também nas bicicletas?

Assessoria de Imprensa Perkons

Especialistas falam sobre como alcançar o convívio harmônico entre os veículos motorizados e os não-motorizados, bem como sobre os espaços para a ciclomobilidade



Manter a harmonia entre os 64 milhões de veículos motorizados que circulam pelo Brasil não é muito fácil. Congestionamentos, buzinas, acidentes já viraram rotina nas grandes cidades. Em tempos de lutas pelo meio ambiente e por uma maior qualidade de vida – o que passa também pela qualidade do trânsito –, um veículo não-motorizado reclama seu espaço: a bicicleta. Limpo e renovável por natureza, já que é a propulsão humana e não a combustão, as chamadas bikes ganham cada vez mais importância como alternativa verde de transporte, o que promove também saúde, esporte e lazer.

Mas alguns impasses surgem disso: como incentivar a ciclomobilidade? Como fornecer a devida segurança ao ciclista? E que tipos de vias são ideais para essa classe de tráfego? É consenso entre os especialistas de que, para se alcançar uma real harmonia entre os veículos motorizados e os não-motorizados, é necessária uma infraestrutura adequada (ciclovias, ciclofaixas, entre outras), bem como medidas de educação e fiscalização em relação ao uso e ao respeito a esses espaços. Igualmente importante seria priorizar – em planejamentos e ações – o transporte coletivo.


foto de 2005 mostra homem carregando a filha em uma


via da zona norte de Natal (RN), em um transporte de

alta periculosidade, sem proteção em relação aos outros

veículos. (Crédito: Nei Simas)




“É preciso acabar com a grande insistência nas soluções pontuais, imediatistas e provisórias, que sempre serão necessárias, porém não atuam sobre a base”, defende o arquiteto e urbanista Nei Simas, consultor especializado em Transporte Urbano pela Universidade de Brasília. “Enquanto a Engenharia de Tráfego der prioridade para as obras de ampliação do sistema viário e mais prioridade ainda para o transporte individual, deixando de lado o disciplinamento da operação de tráfego e a segurança, o chamado caos urbano vai se agravar cada vez mais, o que aumenta a desarmonia já existente”, completa.




Já o coordenador de Comunicação da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), André Soares, explica que as cidades, carentes – em geral – de um planejamento urbano, cresceram desordenadamente e conforme as exigências do mercado (especialmente o imobiliário, o comercial e o automotivo). “Com isso, o poder público age com medidas corretivas ou adaptativas, alargando vias, construindo viadutos e túneis, mesmo que isto signifique alterar a arquitetura urbana ou a base geográfica natural”, afirma ele, que – além de mestre em Sociologia Política – já foi membro do Conselho Municipal de Transportes de Florianópolis e secretário-executivo da União de Ciclistas do Brasil (UCB). “A única maneira de os ciclistas, pedestres e motoristas conviverem harmonicamente é planejar e gerir a cidade para as pessoas, e não para as máquinas, buscando o convívio nas vias públicas, ao invés de territorializá-las exclusivamente para os veículos motorizados”, acrescenta.



INFRAESTRUTURA CICLÍSTICA: POR ONDE COMEÇAR?

Com quase 1,1 milhão de habitantes, Campinas – terceiro maior município paulista – já começou a se movimentar no sentido de oferecer a infraestrutura necessária para os ciclistas. No último dia 23, foi inaugurada a ciclofaixa “Campinas – Cidadania em Movimento”, com 18 km de extensão, na região central da cidade. Voltado ao lazer, o espaço só funciona aos domingos e feriados, das 7h às 13h, apoiado por uma grande operação de trânsito, que custa mais de R$ 20 mil por dia à Prefeitura. A média de público usuário tem sido entre 3 mil e 5 mil ciclistas, inclusive de outras cidades. Até maio deve ser entregue nova ciclofaixa, com 10 km de extensão. Mais do que iniciativas isoladas, os projetos fazem parte do Sistema Cicloviário de Campinas, lei que prevê cerca de 100 km de ciclovias e ciclofaixas que - diferente da via inaugurada - serão de uso diário.


“Os estudos começaram em 2005, quando fizemos os primeiros bicicletários e recuperamos uma ciclovia e uma ciclofaixa que já tínhamos. Em 2006, preparamos um plano cicloviário para a cidade, discutido entre a Câmara Municipal e a Prefeitura. Em 2007, o projeto foi aprovado pelo Legislativo, dando as diretrizes para os investimentos em deslocamentos por bicicletas. De lá para cá, de forma gradativa, fomos aumentando os espaços para este fim: sempre que uma nova avenida é planejada, incluímos também esse tipo de espaço no planejamento”, conta o secretário de Transportes, Gerson Luis Bittencourt, que também é presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Crédito: Emdec).


A iniciativa da cidade paulista é um passo alinhado ao que dizem os especialistas. “Deve-se sempre considerar a existência de um sistema, que envolve infraestrutura, planejamento, legislação, fiscalização e controle da operação de tráfego e transporte público, para que motoristas, ciclistas, pedestres e passageiros de transporte público possam conviver em harmonia”, comenta Nei Simas.




O urbanista sugere ainda que o sistema cicloviário não seja considerado apenas um espaço diferenciado, mas que tenha todo um planejamento por trás, levando em conta aspectos como:

• é necessária a montagem de redes de eixos de transporte não-motorizado, não de ciclovias isoladas;

• deve haver o mínimo de proteção ao ciclista contra as intempéries (arborização para proteger da insolação, iluminação especial para maior segurança, pequenos espaços cobertos a cada 300 ou 400 metros para abrigo contra as chuvas, etc);

• há que ter paraciclos espalhados por toda a área urbana e bicicletários em pontos estratégicos, como estações de metrô e terminais de transporte coletivo;

• a obrigatoriedade de transporte de bicicletas em todos os meios de transporte público, com tarifa integrada, também é uma medida fundamental de estímulo à ciclomobilidade.


A opinião é compartilhada por André Soares, da ViaCiclo, que acrescenta que o fornecimento de bicicletas públicas ou de aluguel também é importante. “É preciso ainda incluir nas atribuições do Conselho de Transporte/Trânsito local a mobilidade ciclística e a integração intermodal, ampliando a participação da sociedade civil no processo deliberativo”. Além disso, para ele a iniciativa privada pode se inserir no processo com a implantação de bicicletários para clientes e funcionários e, para estes, vestiários com duchas, o que pode ser incentivado pelo poder público.



REFERÊNCIAS

Muitas cidades ainda carecem de avanços nesse sentido, mas não faltam referências, no Brasil e no exterior, que auxiliam na implantação desse tipo de política. Cidades como Ribeirão Preto, Sorocaba, Santos e Teresina são citadas como locais com investimentos crescentes na área. O Rio de Janeiro se destaca por estar, segundo Nei Simas, implantando uma “verdadeira rede de ciclovias, porém como um programa isolado dos demais modos de transporte”.

Fora do País, Amsterdã e Roterdã, na Holanda, são referências internacionais. Londres inaugurou em julho de 2010 pistas rápidas exclusivas para bicicletas – conhecidas como Barclays Cycle Superhighways, que estimulou o aumento do uso deste modo em 70%, segundo relatório publicado pela Transport for London (TfL). Outro destaque fica para Bogotá, na Colômbia, que tem uma das maiores redes cicloviárias do mundo. “A cidade construiu ciclovias e bicicletários e apoiou a criação e consolidação do serviço de bici-táxis nas áreas periféricas, criando empregos”, conta Simas.

A exemplo dessas cidades, o desafio das brasileiras que ainda estão em processo de planejamento ou implantação de políticas para a ciclomobilidade, é avançar em um plano de longo prazo. “A população não pode deixar recuar; tem que ser um projeto da cidade, não de um governo; quando isso acontece, não existe possibilidade de retrocesso”, afirma Gerson Luis Bittencourt, presidente da Emdec. “O ciclista, para ser incluído, precisará se movimentar não apenas na via pública, mas politicamente; precisa cumprir a cidadania, que se refere não apenas ao usufruto dos direitos e ao cumprimento dos deveres, mas fundamentalmente ao processo contínuo da elaboração destes”, finaliza André Soares.


Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Campus Aberto

O Green Mobility em parceria com o Catraca Livre ( Gilberto Dimenstein) e com a Ativbs, Biblioteca Viva,  estão lançando em fevereiro um site para Universitários de Compartilhamento, trata-se de um espaço onde será possível compartilhar uma Carona, uma Rota de Bicicleta, procurar parceiros para ir de bicicleta para faculdade, procurar um livro ou doar um livro para biblioteca da faculdade.
Muito legal esta parceria em prol da Mobilidade Urbana Sustentável!
Vamos conferir em fevereiro o site do Campus Aberto.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Londres preocupada com a mobilidade urbana


Londres inaugurou as Cycle Superhigways, duas vias que se ligarão a outras dez até 2015, e formarão o mais ousado projeto de ciclovias do mundo.




Mas ainda é cedo pra atirar confetes. As vias estão em fase de teste. No primeiro dia de funcionamento, ciclistas ouvindos pelo jornal The Times acusaram a Prefeitura de Londres de ter feito apenas uma maquiagem em antigas ciclovias.



O projeto, segundo o órgão responsável pelo transporte da cidade (TFL, ou Transport For London), deve transformar a capital inglesa na melhor cidade para ciclismo no mundo.



A mobilidade no trânsito não é um assunto restrito aos grandes centros urbanos, mas bons exemplos devem ser vistos com carinho.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O MDT defende a mobilidade sustentável

 Paul -  foto tirada hoje às 14Hs

As cidades são muito mais atrativas  quando contempladas de bicicleta.
Enquanto centenas de fãs se aglomeravam na porta do Hotel Hyatt, localizado na região da Av. Berrini, um dos maiores pólos comerciais  e de geração de tráfego de São Paulo,cuja mobilidade é extremamente comprometida pelo acúmulo de automóveis e pela falta de alternativas, o ex-Beatle saía de bicicleta por uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo até o Parque do Povo.
Pena que o povo de São Paulo não viu Paul Mc Carteney andando feliz de bicicleta pelas ruas. Mais um bom exemplo de cidadania do ex Beatle. Lembram da travessia na faixa de pedestres?

Quarenta anos atrás, John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George 
Help! O Brasil precisa incentivar o uso da bicicleta!

Cristina Baddini Lucas  - Assessora do MDT

terça-feira, 19 de outubro de 2010

ANTPtv discute Planos Cicloviários Municipais e Programas de Bicicletas Públicas

Nesta quinta-feira, 21 de outubro de 2010, no horário das 16h às 18h, o programa Em Movimento, da ANTPtv, debaterá ao vivo o tema Planos Cicloviários Municipais e Programas de Bicicletas Públicas , com a presença dos principais responsáveis pelas ações destinadas a garantir melhores condições para a circulação com conforto e segurança dos ciclistas em importantes municípios do País.
A coordenação técnica do programa é da Comissão de Bicicletas da ANTP.
O comando do programa é do jornalista José Márcio Mendonça.  

Convidados

Foram convidados para esta edição de Em Movimento Reginaldo Paiva, presidente da Comissão de Bicicletas da ANTP; Rogério Crantschaninov (CET/Santos), que falará sobre programas cicloviários em Santos e outros municípios da Baixada Santista; Ângelo Leite, da empresa Serttel, que fará uma exposição sobre o programa de bicicletas publicas do Rio de Janeiro e fará referências também a programas em implantação Blumenau-SC e outras cidades; Suzana Nogueira, da Prefeitura Municipal de Guarulhos. Participará via skype Vera Lúcia Gonçalves da Silva, diretora de Transportes e Terminais, do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis.  

Perguntas 'on line'.

Durante o programa, os espectadores poderão encaminhar perguntas aos entrevistados por meio de uma caixa de correspondência colocada ao lado da tela de transmissão. As perguntas também podem ser enviadas antecipadamente por e-mail, para o endereço antptv@antp.org.br.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Com R$ 24 bilhões eu...

A Perkons convidou especialistas para responderem como aplicariam R$ 24 bilhões em ações de trânsito e de transporte e por quê. Esta é a quantidade que pode chegar os recursos do PAC-2 para mobilidade urbana.


Confira nesta matéria a opinião de Cristina Baddini Lucas - Especialista em Transporte e Trânsito, Colunisra de Mobilidade do Diário do Grande ABC,  Diretora da ONG Rua Viva e Assessora do MDT ,
Cristina Baddini Lucas
R$ 24 bilhões. Ora parece ser bastante dinheiro, ora parece pouco para ações urbanas em todo o Brasil. Cheguei à conclusão que este dinheiro deveria ser aplicado em questões e obras simples, que sempre dissemos que as cidades deveriam ter e fazer e nunca havia dinheiro para tal. A qualidade de vida das cidades está degradada devido aos congestionamentos e a ocupação desordenada dos espaços. Portanto estes R$ 24bi devem ser aplicados em obras e ações que melhorem a qualidade de vida das pessoas que moram nas cidades. Para tal é preciso ter um transporte público de qualidade e, por conseguinte, um bom trânsito. Vejamos alguns pontos.


Estrutura adequada - eu iniciaria minhas ações com a estruturação dos órgãos de gerência de transporte e trânsito dos três níveis de governo, começando com o fortalecimento e democratização do Denatran e da Semob - para que possam cumprir seu papel e coordenar a mobilidade urbana no Brasil - e removeria os Detrans da alçada das Secretarias de Segurança Pública, para que possam cumprir seu papel no Sistema Nacional de Trânsito de forma integrada às demais políticas públicas relacionadas à circulação.

Transporte Público - proponho uma sincronia entre a política de transporte e mobilidade urbana e os recursos nas diferentes estruturas federativas. Não promoveria incentivos fiscais e obras de infraestrutura para privilegiar o transporte individual. Priorizaria a circulação, fluidez e a paz no trânsito por meios de transporte coletivo e do transporte não motorizado.
Prioridade ao Transporte ´Coletivo

Trânsito Seguro - Todo acidente pode e deve ser evitado. É preciso combinar regras severas com educação rotineira, fiscalização permanente e punição célere e justa para os infratores. Eu seguiria o que a Organização Mundial da Saúde propôs como passos básicos para reduzir a mortalidade no trânsito.

Paz no Trânsito


Transporte não motorizado e bicicletas - proponho reconquistar o sistema viário – ruas, calçadas, as travessias e passeios – para uso e deslocamento seguro e confortável, implicando em dar-se atenção redobrada às obras e ações para as áreas de circulação a pé. Priorizar a implantação e manutenção de calçadas nas vias de grande movimentação e de estruturas de ciclovias, ciclofaixas, além de bicicletários. Assim teríamos uma importante contribuição para o caos motorizado em que se encontram nossas cidades.

Enfim, temos que erradicar a violência no trânsito e proporcionar uma mudança cultural e uma democratização do uso do espaço urbano. Espero que estes R$ 24bi possam ser o primeiro passo para uma política pública que atenda os interesses do coletivo preservando a qualidade de vida de todos que vivem e circulam no país. E proponho uma discussão transparente com a sociedade, a responsabilização pública pelas ações e o princípio da cidade para todos.

Cristina Baddini Lucas

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT