terça-feira, 16 de setembro de 2014

O papel do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana



O objetivo do Fórum Paulista – assim como do Fórum Nacional e de outros Fóruns em 
atividade em Minas Gerais e no Paraná – é permitir aos secretários e dirigentes públicos 
trocarem informações e experiências, conhecerem novos conceitos e ideias sobre mobilidade 
urbana, transporte e trânsito e, discutir e opinar a respeito de projetos de lei, normas e outros 
dispositivos legais, com vistas a buscar esclarecimentos junto a autoridades ou mesmo sugerir 
alterações. 
Teses e temas políticos debatidos no Fórum Paulista reforçaram mudanças significativas no 
País, como a aprovação do Código de Trânsito Brasileiro, em 1997; a implantação do Ministério 
das Cidades, dentro da ideia de integração de políticas públicas para o meio urbano, onde 
moram aproximadamente 82% da população do País; e mais, recentemente, em 2012, a 
aprovação da Lei de Mobilidade Urbana. 
Além de focalizar os grandes temas nacionais, o Fórum Paulista tem proporcionado o 
ambiente adequado para a compreensão e a busca de soluções para dezenas e dezenas de 
questões que afetam grandes, médios e mesmo pequenos municípios do Estado no campo do 
trânsito urbano, do transporte coletivo e da mobilidade urbana em todas as suas vertentes.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Seminário Internacional sobre Desestímulo ao Uso do Automóvel



O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) convida V. Sª a participar do Seminário Internacional sobre Desestímulo ao Uso do Automóvel, no qual serão debatidos instrumentos, estratégias e casos internacionais com foco no processo de implantação e superação de barreiras locais.
Os exemplos internacionais apontam para a necessidade da construção de uma política de mobilidade que contemple a qualificação, o incentivo e priorização do transporte coletivo e não motorizado juntamente com medidas que desestimulem o uso frequente/cotidiano de meios de transporte individual motorizado. As ações de desestímulo ao uso do transporte individual têm cumprido um importante papel nas metas de mudança modal em diversas cidades do mundo, onde sua adoção ocorre já há algumas décadas.
Num momento no qual a política de mobilidade e a elaboração dos planos municipais de mobilidade urbana estão na pauta de governos, imprensa e sociedade civil, o Instituto de Energia e Meio Ambiente vê a oportunidade de trazer à luz as questões de desestímulo ao transporte individual motorizado como forma de enriquecer o debate público e fomentar a criação de políticas públicas mais efetivas e inclusivas.

domingo, 14 de setembro de 2014

O silêncio dos principais candidatos a presidente sobre mobilidade urbana

 O urbanista Nazareno Stanislaw Affonso, coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade, e o ex-governador do Paraná Jaime Lerner foram os convidados para um seminário que debateu a economia verde e criativa no Museu da República, no Rio na abertura do Green Nation..
Os conflitos da mobilidade existem porque estão envolvidos interesses de atores bem diversos como o pedestre, o passageiro do transporte coletivo, o motorista, o morador e o dono do comércio, lembrou Nazareno. Ele entende que é um grande desafio respeitar todos esses interesses e milita por uma causa: a de minimizar a violência no trânsito.
Por não se sentir respeitado, por não conseguir abrir mão do que acha seu direito ou até por pura irresponsabilidade, o cidadão comum dos grandes aglomerados, quer esteja na pele de motorista, morador, pedestre ou comerciante, pode se tornar um assassino. E 40 mil pessoas morrem anualmente no Brasil vítimas de acidentes de trânsito, que deixam outros 120 mil em cadeiras de rodas.
Aqui vale um parêntesis para contar a vocês como a vida pode ilustrar bem a teoria. Saí do museu e peguei um táxi dirigido por um rapaz visivelmente com sono, sem o cinto de segurança e ansioso. Chamei a atenção dele, disse que deveria parar o carro para dormir um pouco e desci antes de chegar ao ponto que eu queria. Ainda tive que ouvir uns resmungos, provavelmente fui chamada de chata, mas, se tem uma coisa da qual não abro mão, é da minha vida. Quando consigo, me livro de um acidente infeliz. Fecha o parêntesis, voltamos ao encontro.
Jaime Lerner abriu sua palestra tocando num ponto que também venho observando desde o início da campanha política: a total ausência do tema mobilidade urbana (nem vou falar em sustentabilidade) nos discursos e entrevistas dos candidatos.
“Não temos um panorama claro sobre o que eles pretendem fazer nesse sentido. É possível mudar uma cidade, não se precisa mais do que três anos para oferecer mais qualidade de vida a seus moradores. Mas tem que ter vontade política e saber como transformar cada problema em solução”, disse ele.
Como gosta de fazer em suas palestras, dessa vez o ex-governador também contou a história do dia em que, dando entrevista para um jornalista do “The New York Times”, disse a ele que os ônibus em Curitiba passavam pelos pontos de 1 em 1 minuto e foi questionado pela sua própria mulher. Levou os dois à varanda de casa, que dava para uma rua com as canaletas características que conduzem os ônibus e contou: não estava demorando nem 40 segundos.
Hoje, porém, quando muitas cidades no mundo inteiro estão copiando o sistema implantado por Lerner nos anos 70, Curitiba já não é mais exemplo para ninguém. Mal operado, segundo o ex-governador, o método agora não respeita horários, e os passageiros superlotam os tubos de embarque.
“Funcionou muito bem durante mais de quinze anos e ainda é um bom sistema. Mas foi canibalizado para justificar a construção de meia linha de metrô. Como os ônibus passaram a demorar demais, o pessoal voltou a usar carro, e hoje Curitiba é a cidade que tem mais carros do Brasil. É duro assistir a isso. Dói mais do que abandono de mulher amada”, brincou o urbanista, quase um poeta.
E os carros voltaram às ruas de Curitiba. Como não saíram de São Paulo, do Rio, de outras grandes metrópoles brasileiras. Por coincidência, neste fim de semana assisti ao documentário “Entre Rios”, de Caio Silva Ferraz, que mostra a origem da cidade paulista. Para construir cada vez mais rodovias e assim ficar em dia com a indústria automobilística, os empregos e a geração de renda, os dirigentes foram matando, sufocando, os rios que sustentaram a vida de São Paulo durante quase 300 anos desde sua criação.
Nesse mesmo documentário há uma espécie de chamada para a responsabilidade de cada cidadão que ilustra bem o que o organizador do Green Nation quis dizer quando falou sobre o caráter punitivo da sustentabilidade. O pouco dos rios que ainda sobraram na cidade foi sendo poluído pelos próprios cidadãos que não têm medida, jogam nele toda sorte de lixo. “Cabe a nós proteger o que pretendemos valorizar”, diz a voz do narrador.
Jaime Lerner ratificou esse pensamento ao lembrar que “quando uma cidade sabe o que quer, o empreendedor trabalha a favor dela, mas quando ela não sabe, ele se torna um especulador”.
Não custa relembrar que estamos a pouco menos de um mês das eleições e que projetos de sistemas estruturais de transporte público não são benefícios, mas obrigação de quem governa o estado. No dia 3 de janeiro de 2012 entrou em vigor a lei 12.587, na qual está escrito que o transporte público, as bicicletas e as calçadas devem constituir política prioritária de Estado e os governos devem cumpri-la.

Amelia Gonzalez
G1

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Coordenador Nacional do MDT faz palestra sobre Mobilidade Sustentável em Goiânia

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Palestra de Nazareno Affonso 
Mobilidade Sustentável é possível
Universalizar o uso e a propriedade do automóvel é a política de mobilidade de estado brasileiro desde a década de 1950. Isso tem como consequência a degradação da qualidade do transporte público e da mobilidade do pedestre.
Hoje, começam a existir sinais de mudanças desse quadro, como a promulgação da Lei de Mobilidade Urbana n. 12.587/2012, pelos recursos alocados para implantação de sistemas estruturais de transporte, também a implantação de ciclofaixa e ciclovias, bem como a falência do modelo mais carros e mais vias públicas.
Portanto, hoje, no Brasil, acreditamos que é possível ser implantada a Mobilidade Urbana Sustentável.


 

Palestrante

nazareno afonso 
 Nazareno Stanislau Affonso é Arquiteto e Urbanista da Mobilidade pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (1972)
Mestre em "Estruturas Ambientais Urbanas" pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (1987) com a Tese: "Chega de Enrolação, Queremos Condução" 1979 a 1982

FUNÇÕES QUE EXERCE ATUALMENTE - Urbanista da Mobilidade

  • Coordenador do Escritório da ANTP em Brasília e Relações Institucionais da ANTP em Brasília www.antp.org.br
  • Coordenador Nacional do MDT - Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos, desde 2003
  • Diretor do Instituto da Mobilidade Sustentável – RUAVIVA www.ruaviva.org.br
  • Membro da Coordenação do Fórum Nacional de Reforma Urbana representando a ANTP e o MDT
  • Conselheiro Suplente do Conselho das Cidades pela ANTP
  • Membro do Comitê de Mobilização da Saúde e Paz no Transito
  • Membro do Conselho de Planejamento do Governo do Distrito Federal CONPLAN

Confira a programação de hoje da 20 Semana de Tecnologia Metroferroviária

 

Auditório - 09:00 às 10:20

Painel 5 - A Gestão como Fator Crítico de Sucesso de Grandes Empreendimentos de Infraestrutura

Discutir fatores críticos de sucesso de grandes empreendimentos de infraestrutura, abordando como a gestão pode influenciar o seu desempenho.
Em diversas partes do mundo, pesquisas indicam que o sucesso no gerenciamento de grandes projetos de infraestrutura, como é o caso da implantação de sistemas de transportes metroferroviários, tem sido um objetivo difícil de ser alcançado por empresas públicas, privadas e órgãos governamentais responsáveis por sua execução.
  • Coordenador:
    Guilherme Ary Plonski – Professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade – FEA e da Escola Politécnica – POLI, ambas da USP
  • Palestrantes:
    José Roberto Bernasconi – Presidente, Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva – Sinaenco
    Marco Antonio Buoncompagno – Gerente, Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô
    Margareth F. Santos Carneiro – Professora e Consultora da Fundação Getúlio Vargas – FGV

Sala 1 - 9:00 às 9:40

A Influência da Conectividade na Configuração da Rede Metroferroviária e no Desenvolvimento da Cidade - T17
Apresentador e autor
  • Dionísio M. M. Gutierres
Autores
  • Dionísio M. M. Gutierres
  • Leonardo C. L. dos Santos
Categoria 1 – Políticas públicas, planejamento urbano, mobilidade sustentável, planejamento e concepção de sistemas de transporte

Sala 4 - 9:00 às 9:40

Proposta de Terminal de Manobra para Sistemas de Transporte Metroferroviário de Alto Desempenho. Um Projeto Integrado - T18
Apresentador e autor
  • Rubens Tadeu de Azevedo
Trabalho finalista do Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários 2014

Sala 5 - 9:00 às 9:40

O Tratamento Paisagístico nas Estações do Metrô - T185
Apresentador
  • Michelle Nazakato Mikaro
Autores
  • Michelle Nazakato Mikaro
  • Neila Custódio

Sala 1 - 9:40 às 10:20

Impacto da Proximidade a Estações de Metrô sobre o Comportamento da Demanda por Transportes - T19
Apresentador
  • Dionísio M. M. Gutierres
Autores
  • Dionísio M. M. Gutierres
  • Orlando Strambi
Trabalho finalista do Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários 2014

Sala 4 - 9:40 às 10:20

Palestra ALSTOM - T20

Sala 5 - 9:40 às 10:20

Sistema de Monitoramento Automatizado 3D em Tempo Real - T205
Apresentador
  • Jaderson Antunes Pinto
Autores
  • Jaderson Antunes Pinto
  • Jorge Massayoshi Ono
  • Monique C. Curtulo
  • Patrick Carlos Pires
  • Paulo Wagner
  • Roberto Akira Kawahara
  • Sergio R. Arruda Leme


Visite a MetroFerr - intervalo 20 minutos


Auditório - 10:40 às 12:00

Painel 6 - Trens Regionais, uma Necessidade e Oportunidade de Reorganização Territorial

No espaço em que se configura a macrometrópolepaulista concentra-se expressiva parte da população e do PIB do estado, o que implica reconhecer o transporte sobre trilhos como sistema estruturador essencial ao desenvolvimento econômico e social dessa ampla região.
Este painel evidenciará a urgência na concretização dessa infraestrutura e apresentará projetos de trens regionais em São Paulo, analisando benefícios diretos e indiretos vinculados à viabilização de projetos dessa natureza, vetores da reordenação do uso e ocupação do território, gerando oportunidades para o mercado imobiliário e qualificando a evolução sustentável das metrópoles brasileiras.
  • Coordenador:
    Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira – Presidente, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM
  • Palestrante
    Raul Coleto Sierra – Consultor, IDOM
    Renato Pires de Carvalho Viegas – Presidente, Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano – EMPLASA
    Thierry Besse – Assessor Técnico, Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo


Sala 1 - 10:40 às 11:20

Automatização do Sistema de Sinalização de Rotas de Fuga em Túneis do Metrô de São Paulo - T21
Apresentador
  • José Augusto de Araujo Junior
Autores
  • José Augusto de Araujo Junior
  • Renato Ferreira da Costa
  • Ricardo Frade Mouriño

Sala 4 - 10:40 às 11:20

Palestra: Mobilidade, Poluição e Saúde
Apresentador
  • Evangelina Vormittag
    Instituto Saúde e Sustentabilidade

Sala 5 - 10:40 às 11:20

Sistema de Gestão de Base de Conhecimento de Requisitos para Sinalização e Controle - T225
Apresentador
  • Carlo Borsoi Moura
Autores
  • Carlo Borsoi Moura
  • Rubens Navas Borloni

Sala 1 - 11:20 às 12:00

Melhoria da Precisão do Ponto de Parada dos Trens nas Estações, na Modalidade Ato, nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô-SP - T23
Apresentador
  • Paulo Sérgio Siqueira de Carvalho
Autores
  • Paulo Sérgio Siqueira de Carvalho
  • Regis Peleggi
Categoria 3: Tecnologias de implantação, operação e manutenção de sistemas de transporte

Sala 4 - 11:20 às 12:00

Palestra: Alternativas de Transporte Público Sustentável de Média Capacidade - T24
Apresentador
  • Peter Ludwig Alouche

Sala 5 - 11:20 às 12:00

Tecnologias de Segurança e Detecção de Vulnerabilidades em Sistemas de Automação Metroviária - T245
Apresentador
  • Gilmario Ribeiro
Autores
  • Bruno Leça Ribeiro
  • Gilmario Ribeiro

período da manha
Tarde de Quinta feira, 10/09/2014

Auditório - 13:30 às 15:00

Painel 7 - Integração e Racionalização para Eficiência e Melhoria do Transporte Público

A integração e racionalização dos sistemas sãos fundamentais para a redução de custos e aumento da eficiência do transporte público. Este painel debaterá os benefícios da racionalização dos sistemas e os impactos das políticas de integração multimodal e tarifária, do congelamento de tarifas e da remuneração dos operadores privados, nas finanças públicas e nos riscos para os operadores.
  • Coordenador
    Pedro Armante Carneiro Machado - Membro do Conselho Deliberativo da AEAMESP
  • Palestrantes:
    Alberto Epifani – Gerente, Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô
    Ana Odila de Paiva Souza – Diretora, São Paulo Transporte S.A. – SPTrans
    Raul Velloso – Consultor

Sala 1 - 13:30 às 14:15

Gerenciamento de Programas - Modelo de Gestão Integrada em Projetos de Expansão do Setor Metroferroviário - Conceito PMI (Project Management Institute) - T25
Apresentador e autor
  • Jayme Domingo Filho
Trabalho finalista do Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários 2014

Sala 4 - 13:30 às 14:15

Palestra CAF BRASIL: VLT como solução ideal para transporte de média capacidade - T26
Apresentador
  • Ricardo Sanchez

Sala 5 - 13:30 às 14:15

Palestra ABIFER: Panorama da indústria ferroviária no Brasil - T265
Apresentador
  • Vicente Abate

Sala 1 - 14:15 às 15:00

Artefatos para Gerenciamento de Projetos em Infraestrutura - T27
Apresentador
  • Leandro Kojima
Autores
  • Leandro Kojima
  • Rafael Barreto Gatti
Trabalho finalista do Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários 2014

Sala 4 - 14:15 às 15:00

Palestra Consolis: Sistemas de Via sem Lastro - Tecnologia Francesa a Serviço dos Transportes Urbanos - T28
Apresentador
  • Rafaella Franco

Sala 5 - 14:15 às 15:00

Palestra TRENSURB: Tecnologia Aeromóvel Aplicada - T285
Apresentador
  • Ernani da Silva Fagundes


Visite a MetroFerr - intervalo 20 minutos


Auditório - 15:30 às 17:00

Painel 8 - Monotrilho e VLT contribuindo para a mobilidade urbana no Brasil

Fazer um balanço dos empreendimentos em implantações e projetados no Brasil e como estes novos modais irão contribuir na mobilidade urbana.
Apresentar o que o Metrô de SP está fazendo para garantir um nível de operação e manutenção equivalente ao das suas linhas em operação no Monotrilho da Linha 15 - Prata. No âmbito dos sistemas de VLT, apresentar o sistema em implantação pela EMTU-SP.
  • Coordenador
    Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro – Diretor, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM
  • Palestrantes:
    Halan Lemos Moreira – Presidente, Associação Brasileira de Monotrilhos – ABRAMON
    Joaquim Lopes da Silva Júnior – Presidente, Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo – EMTU
    Augusto Schei Consórcio VLT Carioca
    Paulo Sérgio Amalfi Meca – Gerente, Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô


Sala 1 - 15:30 às 16:15

A Sinergia entre o Hidroanel Metropolitano e Expansão da Rede de Trilhos Paulistana - T29
Apresentador e autor
Murilo Macedo Gabarra
Trabalho finalista do Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários 2014

Sala 4 - 15:30 às 16:15


Retirada de Tirantes com Interferência no Traçado do Túnel - T30
Apresentador
Sergio Renato de Arruda Leme
Autores
Sergio Renato de Arruda Leme
Thiago de Oliveira Pires
Waldir José Giannotti
Trabalho finalista do Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários 2014


Sala 1 - 16:15 às 17:00

Identificação dos Principais Fatores de Risco em Projetos de Infraestrutura de Transporte de Passageiros sobre Trilhos na Modalidade Parceria Público-Privada - T31
Apresentador e autor
Vagner Sanches Vasconcelos
 
Categoria 2 – Financiamento (funding) e gestão de empreendimentos de transporte

Sala 4 - 16:15 às 17:00

Manual de Entrega de Obras: Ferramenta Fudamental para a Manutençãodas Estações- T32
Apresentador
Celio Marcos Penteado Emerique
Autores
Celio Marcos Penteado Emerique
Marcio Guimarães Mende
Renato Klages Giannela



Auditório - 17:00

Palestra CREA-SP



Visite a MetroFerr
Terça 09 Quarta 10 Quinta 11 Sexta 12
Fim da quinta feira, 11/09/2014
período da manha período da tarde

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Dia Mundial Sem Carro

No dia 22 de setembro, em cidades do mundo todo, são realizadas atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro.


O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A ideia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do para-brisa.

No Brasil



A data foi criada na França, e no Brasil, veio através do Instituto Rua Viva, em 1997 adotada por vários países europeus já no ano 2000. Na cidade de São Paulo são realizadas atividades desde 2003. Com pedalada-manifesto em 2004, No ano de 2005 houve até visita à Câmara de Vereadores. Até 2006 essas atividades eram realizadas principalmente por iniciativa de cicloativistas e participantes da Bicicletada, com apoio da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.


As iniciativas dos ciclistas paulistanos continuaram ocorrendo em 2007 e 2008, mas desde 2007 passamos a contar com o Movimento Nossa São Paulo para engrossar o coro, realizando novas atividades e eventos e trazendo mais visibilidade para a data.


Várias outras cidades brasileiras passaram a “comemorar” a data, no mínimo com uma Bicicletada, no dia 22. Em 2010, houve atividades na semana toda em vários estados. Já em 2011, algumas cidades programaram eventos para o mês inteiro, que começou a ser chamado informalmente de Mês da Mobilidade. De lá para cá, a adesão de cidadãos e poder público só aumentou, bem como o esclarecimento correto sobre o DMSC.

Mas qual o problema em andar de carro?

Andar de carro por si só não parece um grande problema. Para entender melhor o real cenário, é preciso afastar-se da visão individual e analisar todo o conjunto.

Locomotiva abandonada em Paranapiacaba. Foto: Versurix, via Flickr

Como chegamos aqui


Ao longo do último século, nossas cidades foram adaptadas para atender prioritariamente ao carro, não às pessoas que nelas vivem. Investiu-se muito mais no uso individual do automóvel do que em soluções de transporte de massa. À medida que as cidades e o país cresciam, deu-se ênfase em possibilitar a venda massificada de automóveis (com incentivos contínuos às montadoras) e à criação de infraestrutura para que esses carros rodassem.

Nessa política, cada cidadão deveria resolver por conta própria o “seu” problema de mobilidade. O carro incorporava cada vez a imagem de liberdade de ir e vir quando, na realidade, não era sinônimo de liberdade, mas a alternativa que restou. Para mover “massas” de pessoas, deveria haver mais opções de transporte “de massa”.


As ferrovias foram desmanteladas ao longo do século e as hidrovias não saíram do papel. As rodovias se espalharam por todo país, até no coração da floresta amazônica, levando o desmatamento e a poluição no porta-malas. Mesmo os investimentos em transporte coletivo sobre rodas foram sempre muito menores que os investimentos diretos ou indiretos no modelo de mobilidade individual e particular. As ruas, avenidas, pontes e túneis, supostamente criados para atender à demanda, foram agindo como estimuladores dessa demanda, criando um círculo difícil de quebrar: cada vez mais carros ocupando a estrutura criada acabam necessitando de ainda mais espaço, exponencialmente.

As cidades deixaram de ter caminhos por onde as pessoas e os rios passavam para ter caminhos para “chegar rápido de carro”. Atravessar as ruas sem uma armadura de uma tonelada se tornou, cada vez mais, uma aventura perigosa. As cidades deixaram de ser das pessoas e passaram a ser dos carros.

O mau uso do automóvel



O carro é uma invenção maravilhosa. Com um veículo a motor, você pode carregar centenas (milhares?) de vezes o que conseguiria carregar com as mãos. Pode levar pessoas enfermas até um hospital, suprir deficiências de mobilidade e transpor distâncias enormes.

O problema começa a se mostrar quando você percebe que a quase totalidade dos motoristas nas cidades são pessoas sem nenhuma restrição de mobilidade, que estão carregando apenas uma blusa ou um caderno, não estão sendo levadas a hospital algum e estão fazendo um trajeto que muitas vezes não chega nem a 10 km
.
Todos saindo com seus carros no mesmo horário causam o efeito mais visível da mobilidade baseada no automóvel: o congestionamento. Outros efeitos são mais difíceis de perceber e alguns até impossíveis de mensurar com exatidão: mortes e sequelas de vítimas de acidentes, stress,isolamento e frustração, agressividade e violência, doenças cardiovasculares e respiratórias, menor tempo para convívio com a família, poluição do ar e das águas, consumo exagerado de recursos naturais, impermeabilização do solo e aumento da temperatura das cidades, diminuição do espaço para convívio entre as pessoas, mudanças na sociedade e degradação nas relações entre as pessoas, prestígio e autoestima atreladas ao automóvel e outras mais.

Nossa! Então tá! O que eu posso fazer?



O dia 22 de setembro é uma oportunidade para que as pessoas experimentem vivenciar a cidade de outra forma. Transporte público, bicicleta e mesmo a caminhada são alternativas saudáveis e cidadãs, que contribuem com o meio ambiente, com a sua saúde e até com a locomoção daqueles que realmente necessitam utilizar o carro, sobretudo em situações especiais de mobilidade (melhor idade, gestantes, transporte de crianças pequenas, pessoas com necessidades especiais, etc). Até a carona solidária, combinada com um colega de escritório que more perto da sua casa, já ajuda bastante.

Se você utiliza o carro no dia a dia, faça um desafio a si mesmo no mês de setembro e descubra se você é capaz de passar um único dia útil no ano sem seu carro. A cidade, o planeta e nossas crianças agradecem!

Vá de Bike