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quarta-feira, 15 de junho de 2011

ABC receberá R$ 5,2 bilhões de investimentos em transportes públicos

O governador Geraldo Alckmin anunciou, nesta terça-feira (14), investimento na ordem de R$ 6,3 milhões para o ABC, sendo R$ 5,2 bilhões na área de transportes. Além do já anunciado VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), que tem início das obras previsto para o segundo semestre do próximo ano, há projeto para instalação do Expresso ABC - linha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com menos paradas e trajeto mais rápido do que o da Linha 10 Turquesa.

O VLT (Linha 18 do Metrô) precisará de investimento de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2,8 bi na primeira fase (ligação da estação Tamanduateí até o Centro de São Bernardo) e R$ 1,2 bi na segunda (ligação do Centro de São Bernardo até a região do Alvarenga). “Nosso gargalo é financeiro, por isso, vamos pleitear R$ 850 milhões do PAC 2, além de financiar R$ 400 milhões pelo BNDES e ter contrapartida de R$ 1,6 bilhões”, explica Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos do Estado. A estimativa é de que o início das obras tenha início no segundo semestre de 2012 e que a primeira fase seja entregue em 2014.

Expresso ABC depende de concessão federal

O Expresso ABC, trem que circulará ao lado da Linha 10 Turquesa da CPTM, prevê diminuir o tempo da viagem em até 35%. Entretanto, para que o projeto de PPP (Parceria Público Privada) saia do papel, será necessário solicitar concessão do terreno localizado ao lado dos trilhos da CPTM junto ao Governo Federal. “Esse processo para concessão não pode durar mais do que um ano, já que este é um projeto para 2014”, comenta o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado.
Diferente dos trens da Linha 10 – Turquesa da CPTM, que percorrem 35 quilômetros com 14 paradas, o Expresso ABC percorrerá 25 quilômetros e fará apenas seis paradas. A expectativa é de que o tempo de viagem caia de 36 para 22 minutos. “Estudos nos mostraram que 80% dos usuários circulam por seis pontos principais: Mauá, Santo André, São Caetano, Tamanduateí, Brás e Luz”, destaca o secretário.
A verba de R$ 1,2 bilhões será utilizada para construção de mais dois trilhos (R$ 824 milhões) e para a modernização das estações (R$ 445 milhões). O Expresso receberá 10 trens e a tarifa cobrada será a mesma da Linha 10.

Outros investimentos

A integração tarifária por meio do BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano) foi outro assunto discutido. Inicialmente, será feito projeto piloto a partir do próximo dia 27 com ligação da EMTU, CPTM e Metrô. No ABC, será responsabilidade dos municípios realizarem integração das linhas intermunicipais entre si, para depois aderir a integração com a CPTM e Metrô. Já a Metra, empresa que opera os trólebus no corredor ABD, tem até o fim do ano para introduzir o BOM.

O MDT sempre defendeu que o único caminho para as metrópoles é o transporte coletivo de alta capacidade. Parabenizamos estes investimentos.

 Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

arte: Nazareno Affonso

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Coordenador do MDT e do Escritorio de Brasília da ANTP - Nazareno Affonso discute com os Prefeitos o respeito a faixa de pedestres no Consórcio Intermunicipal do ABC


O projeto da travessia segura na faixa de pedestres foi prposto pelo Consórcio do Grande ABC  para que nas sete cidades que compõem a região do ABC – São Caetano do Sul, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – seja garantido o respeito à faixa de pedestre.

Nazareno Affonso apresentou em sua palestra  que as sociedades que conseguem respeitar a faixa de travessia terão dado um considerável salto de qualidade no tocante à proteção à vida no trânsito.

Nesse processo, o poder público não pode e não deve se ater meramente à administração cotidiana dos fatos, mas, ousar, alçando-se ao conceito estratégico de administrar fenômenos, de mudar mentalidades, de mudar coletivamente o comportamento das pessoas”, afirmou, assinalando: “Conseguir o respeito ao pedestre na faixa é, portanto, adquirir um novo status de cidadania”.

Em seguida, mostrou como foi implantado em Brasília o respeito à faixa de travessia, durante sua gestão como secretário de Transportes do Distrito Federal, no final dos anos 80.

Os Prefeitos das sete cidades concordaram que respeitar o pedestre na faixa é, portanto, se igualar ao primeiro mundo em cidadania e encaminharam para o Grupo de Trabalho de Mobilidade do Consórcio os encaminhamentos para que o ABC se coloque neste novo patamar de mobilidade urbana.

O MDT ACREDITA QUE RESPEITAR A FAIXA É DAR QUALIDADE DE VIDA NO GRANDE ABC. BOM EXEMPLO!

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
arte: Nazareno Affonso

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Como salvar o planeta

A falta de políticas públicas para a mobilidade urbana provocou uma queda de cerca de 30% na utilização do transporte público no Brasil nos últimos dez anos. A constatação é do estudo A Mobilidade Urbana no Brasil, divulgado pelo Instituto de Política Econômica Aplicada - IPEA.
O estudo mostra que o governo não apenas investiu muito pouco em mobilidade urbana nas últimas décadas, como também incentivou a utilização do transporte individual. Um dado da pesquisa mostra que 90% dos subsídios federais para transporte de passageiros são destinados à aquisição e operação de carros e motocicletas. Como consequencia, o uso de automóveis nas grandes cidades cresce 9% ao ano, enquanto o de motocicletas dá saltos de 19%.

Somente em 2008, foram vendidos 2,2 milhões de carros e 1,9 milhão de motos e a previsão é que, em 2015, esses números dobrem. Em alguns lugares, dependendo do trajeto que se faça, sai mais barato usar moto ou até mesmo o carro do que o ônibus, metrô ou trem.

Obviamente, esse panorama tem causado sérios problemas para as cidades, como congestionamentos, acidentes e poluição, principalmente. A renda da população está aumentando e, se não houver políticas no sentido de melhorar e incrementar o transporte público, essa situação vai se deteriorar ao ponto em que teremos cidades inviáveis.

A política de combustíveis também contribuiu para o encarecimento do transporte público, pois, segundo o estudo, os ônibus movidos a diesel estão presentes em 85% dos municípios do país e representam o principal meio de transporte de massas nas grandes cidades. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do óleo diesel subiu 50% a mais que o da gasolina nos últimos 10 anos.

Somente cerca de 8% do diesel consumido no Brasil vai para o transporte público, e isso nos permite afirmar que é bem possível subsidiar a compra de diesel para o setor do transporte público e, assim, baratear as passagens.
Congestionamentos fazem a demanda por trem crescer 150%.
No caso do metrô, observamos um crescimento de 54% na última década. O número de passageiros transportados pelos trens gerenciados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) aumentou mais de 63% desde 1999 em Belo Horizonte, Recife, Natal, João Pessoa e Maceió.
O problema é que os sistemas de trem e metrô estão presentes em apenas 13 regiões metropolitanas e têm se expandido em ritmo lento. A malha viária foi expandida em 26,5% enquanto o metrô ampliou a extensão das suas linhas em apenas 8% nos últimos dez anos.

Com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro, a participação desses dois meios de transporte é muito pequena nas demais cidades onde operam,  se comparada à participação dos ônibus, devido a menor capilaridade e a pouca quantidade de vagões em operação, bem abaixo da necessária. A falta de alternativas de transporte público, associada ao aumento da renda do brasileiro, fez a venda de carros crescer 9% ao ano na última década, aumentando os congestionamentos, a poluição e o número de acidentes de trânsito.
Sem maiores investimentos e sem políticas públicas de mobilidade urbana por parte do governo federal, será muito difícil atender à demanda que não pára de crescer. Existem investimentos estruturantes, como linhas de metrô e corredores de transporte urbano, que só podem ser realizados pelo governo, em face da sua inviabilidade de realização pela iniciativa privada. Além disso, é importante desenvolver planos de transporte urbano integrados para as grandes cidades garantindo assim um efetivo sistema de transporte inclusivo. Em não havendo investimentos imediatos para solucionar a questão da mobilidade urbana, o futuro das cidades brasileiras estará comprometido.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
Nazareno Affonso - Arte

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O MDT parabeniza São Paulo pela primeira frota de ônibus movido a etanol que começou a circular no Brasil

O transporte urbano da capital paulista recebeu o primeiro lote de 50 ônibus movidos a etanol. A inclusão dos veículos à frota da cidade é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo, Viação Metropolitana, Raízen, Scania e UNICA. 

Os novos ônibus são do modelo K 270 4x2 e possuem motores de última geração, que atendem às exigências da legislação brasileira de emissão de gases poluentes Conama P7, prevista para entrar em vigor no Brasil em 2012, além da EEV (Enhanced Environmentally Friendly), norma da União Europeia.
De acordo com convênio firmado em novembro de 2010 com a Prefeitura de São Paulo, a Scania é responsável pela produção dos motores e chassis, a carroceria é montada pela Caio, a Metropolitana é a operadora, a UNICA fornecerá o etanol e a Raízen será responsável pelo fornecimento do combustível final e instalação da infraestrutura de armazenagem e de abastecimento.
A Metropolitana investiu mais de R$ 20 milhões, financiados pelo BNDES, para a renovação de 50 veículos de uma frota de 330 ônibus urbanos. Os novos modelos movidos a etanol devem circular principalmente nas linhas Jardim Miriam – Vila Gomes; Jardim Miriam – Terminal Princesa Isabel e Jardim Luso – Terminal Bandeira.
São Paulo recebeu o primeiro ônibus-demonstração a etanol em 2007, por meio do projeto BEST (BioEthanol for Sustainable Transport), coordenado no Brasil pelo CENBIO – IEE/USP, em uma iniciativa inédita da Scania, parceiros e do poder público. Após um período de demonstração, o veículo despertou o interesse de outros parceiros, possibilitando a entrega de um segundo ônibus movido pelo combustível em 2009. Juntos, os veículos-demonstração já percorreram mais de 180 mil quilômetros, transportando passageiros em diversas linhas da região metropolitana.
O ônibus movido a etanol é a única tecnologia disponível comercialmente que pode atender em curto prazo, à Lei de Mudanças Climáticas do Município de São Paulo, que prevê a redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa (GEE`s) até 2012.
Atualmente, circular na cidade de São Paulo 15 mil ônibus movidos a diesel. Caso fossem substituídos por modelos movidos a etanol, o impacto ambiental seria equivalente a uma frota de somente 3 mil ônibus.
.
A grande vantagem do etanol como combustível no transporte público urbano é o ganho ambiental com a redução de emissões de poluentes. Ressalta-se que a disponibilidade e as perspectivas para a produção do etanol somadas às vantagens ambientais oferecem uma série de benefícios, como a diversificação da matriz energética no setor de transportes e a utilização de um combustível nacional, cuja infraestrutura de distribuição já existe. A cidade de São Paulo detém a maior frota de ônibus do Estado.Parabéns pelo exemplo de interesse pela qualidade do ar que os paulistanos respiram
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 31 de maio de 2011

Mais de 30 grandes cidades participam da quarta edição da conferência internacional que se realiza na capital paulista entre hoje e 3 de junho

O maior evento de sustentabilidade que a cidade de São Paulo já recebeu. Mais de 36 prefeitos e representantes das grandes metrópoles do planeta estão aqui. A C40 São Paulo Summit – reunião de prefeituras que apresenta projetos de combate à mudança climática e promove o desenvolvimento sustentável – será realizada pela primeira vez em uma cidade do Hemisfério Sul e vai colocar São Paulo no centro mundial das discussões ambientais.
Além das capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e Curitiba, que integram a rede C40, outras cidades latinoamericanas participarão do evento, como Buenos Aires, Bogotá, Caracas e Santiago. Dos Estados Unidos, Filadélfia, Nova Orleans, Portland, São Francisco e Seattle também terão representantes na reunião. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, atual presidente da rede, estará na cerimônia de abertura ao lado do prefeito Gilberto Kassab, anfitrião do evento.

As cidades europeias confirmadas incluem Amsterdã, Atenas, Barcelona, Basiléia, Berlim, Copenhague, Heidelberg, Londres, Madri, Moscou, Roterdã e Varsóvia. Do Oriente, Changwon e Seul, ambos municípios sul-coreanos, Hong Kong, na China, Jacarta, na Indonésia, e Ho Chi Minh, no Vietnã, fazem parte dos convidados confirmados para a C40. A prefeita de Sidney, na Austrália, Clever Moore, e o prefeito de Adis Ababa, na Etiópia, também estarão presentes no evento.

Programação

Novidade anunciada pela Prefeitura Municipal de São Paulo, realizadora da reunião, é a programação dos dias 1 e 2 de junho no Sheraton São Paulo WTC Hotel, local do evento. Nas 20 sessões previstas, os palestrantes vão abordar temas como Eficiência Energética em Construções Existentes, Arborização e Florestas Urbanas, Gestão Integrada de Resíduos e Cidades Compactas, entre outros. No último dia da reunião, os convidados ouvirão sobre Táxis Inteligentes, Pedágios Urbanos, Drenagem Urbana e Adaptação, Captura de Gás em Aterro Sanitário e Geração de Energia. As plenárias vão contemplar assuntos como Financiamento, Medição de Emissões e Investimento para Indústria Verde.

Sobre a C40 

 A Rede C40 de Grandes Cidades (C-40 Large Cities Climate Leadership Group) é uma organização que reúne, a cada dois anos, as maiores cidades do mundo para a discussão do papel dos governos locais no combate às mudanças climáticas. Surgiu com uma iniciativa do prefeito de Londres em 2005. Seu propósito é incentivar a cooperação internacional entre as grandes cidades, para reduzir as emissões de carbono, e promover ações entre as instituições privadas e governos nacionais a fim de reduzir os efeitos do aquecimento global.
Atualmente são 40 cidades participantes e 19 afiliadas, distribuídas nos seis continentes e conta, desde 2006, com o apoio da Fundação Bill Clinton, dirigida pelo ex-presidente norteamericano. A parceria garante, entre outras coisas, o desenvolvimento e a efetivação de projetos para o consumo de energia sustentável nas metrópoles.
O Comitê Diretor da C40 é formado pelas cidades de São Paulo, Delhi, Berlim, Johanesburgo, Londres, Los Angeles, Nova York, Toronto e Tóquio. Esse grupo lidera as atividades da Rede e desenha a estratégia internacional da C40.
Em junho de 2008, com o apoio da cidade de São Paulo, o prefeito de Toronto, no Canadá, David Miller, foi nomeado diretor da C40, substituindo Ken Livingstone, ex-prefeito de Londres e um dos fundadores da C40. Em novembro do ano passado, também com o apoio da cidade, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, foi eleito o novo diretor do comitê.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Conam debate políticas públicas com a presença do Coordenador do MDT e da ANTP

Para ampliar o debate em torno das políticas públicas desenvolvidas para as cidades, a Conam (Confederação Nacional das Associações de Moradores) realizou, na Praia Grande, o 11º Congresso, com a finalidade de estabelecer diretrizes para temáticas como Moradia, Saneamento, Transporte e Mobilidade Urbana e o Sistema Único de Saúde.


O evento ocorreu entre os dias 26 e 29 de maio e contou com a presença de mais de 2000 delegados de todo o pais. No ato político falou presidente do PC do B e o Ministério das Cidades
. Estavam presentes também diversas entidades dos movimentos sociais e aliados da luta comunitária brasileira.

A Conam é uma entidade do movimento popular comunitário com o papel de organizar as federações estaduais, uniões municipais, associações comunitárias, entidades de bairro e similares. Atualmente, a Conam reúne mais de 550 uniões municipais de associações de moradores, com presença em 26 estados da Federação e no Distrito Federal. 

O Coordenador do MDT e da ANTP - Brasília, Nazareno Affonso participou do evento da mesa sobre integracao de políticas e dos 10 anos do Estatuto das Cidades e apresentou o andamento do PL da mobilidade que, segundo Nazareno, é um passo importante na luta para que o transporte público de qualidade seja um direito de todos os brasileiros e instrumento de inclusão social, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável, com geração de empregos e de renda e de cidades felizes. "O objetivo é promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas nos municípios  e é a proposta que o MDT vem defendendo", disse Nazareno Affonso. 

Nazareno finalizou sua apresentação dizendo que até o início da Copa de 2014 as sedes do mundial têm um grande desafio: mostrar a capacidade de implantar um modelo de mobilidade urbana sustentável. Um dos primeiros passos para isso é implantar um sistema eficiente de transporte de massa e modificar a política que, desde os anos 50, se instalou no Brasil, a de que o automóvel é a única alternativa básica para o transporte. Isto tem que mudar com a força do movimento popular.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT



Constituída na Assembléia Legislativa paulista frente parlamentar pelo bilhete único na Região Metropolitana de Campinas




O bilhete único possibilita ao passageiro realizar diversas integrações de ônibus com o pagamento de uma passagem num certo período. Na cidade de São Paulo, permite ainda um preço menor nas integrações com o Metrô e a CPTM. Na cidade de Campinas, o instrumento proporcionou aos usuários uma economia superior a R$ 258 milhões em 2010, utilizado por com 450 mil passageiros por mês, com aprovação de 97% dos usuários. Esses argumentos são a base para o trabalho da Frente Parlamentar em Defesa do Bilhete Único Metropolitano da RMC (Região Metropolitana de Campinas), lançada na noite de 19 de maio de 2011, na Câmara Municipal de Campinas.

A frente atuará na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, tem caráter suprapartidário – com adesão de 21 deputados de diferentes partidos (PT, PSDB, PDT, PV e PC do B) – e é uma iniciativa do deputado Gerson Bittencourt, que foi secretário municipal de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas
(EMDEC), e se elegeu em 2010 para a Assembléia Legislativa; nos últimos nove anos, ele participou ativamente do Fórum Nacional e do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito. O MDT manifesta seu apoio à proposta, uma vez que está alinhada com as suas bandeiras.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Coordenador do MDT esteve presente no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores

O lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores em Transportes Terrestres que ocorreu na manhã da quinta-feira passada (19) no Senado Federal foi uma importante vitória para a luta por direitos dos trabalhadores deste setor.

A frente é composta por 30 Senadores da República e quase 200 Deputados Federais de diversos estados que se comprometem a estar do lado dos trabalhadores rodoviários nas matérias que surgirem sobre o tema no Congresso Nacional.

O coordenador do MDT, Nazareno Affonso e o presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná, Epitácio dos Santos, estiveram presentes na solenidade em Brasília, além de outros dirigentes da Fetropar e de sindicatos filiados à Federação, além de membros da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e outros trabalhadores rodoviários, num total de mais de 200 rodoviários presentes.



Dentre os parlamentares presentes à solenidade esteve a senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT/PR) que reafirmou seu compromisso com os trabalhadores rodoviários paranaenses representados pela Fetropar. Além de Gleisi, assinam também a Frente os seguintes Deputados do Estado do Paraná: André Zacharow (PMDB), Assis do Couto (PT), Cida Borghetti (PP), Hermes Parcianello (PMDB), Leopoldo Meyer (PSB), Rosane Ferreira (PV) e Rubens Bueno (PPS).
FOLDER_FRENTE_PARLAMENTAR
Tramitação da regulamentação da profissão
O PLC 319/09 atualmente está na Comissão de Serviços e Infraestrutura do Senado e tem como relator o senador Ricardo Ferraço (PMDB/ES). Desde que chegou ao Senado, após ser aprovado na Câmara, o projeto já teve cinco propostas de alteração, todas prejudiciais aos trabalhadores rodoviários.

As alterações que visam desconfigurar o projeto são dos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE) e Acir Gurgacz (PDT/RO) e visam, por exemplo, excluir o adicional de periculosidade obrigatório no valor mínimo de 30% da remuneração mensal, permitir que o motorista acumule funções caso seja estabelecido em Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho e suprimir o pagamento de seguro obrigatório por parte do empregador para cobrir riscos inerentes à profissão de motorista.

O projeto ainda deve tramitar nas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); de Assuntos Econômicos (CAE); e de Assuntos Sociais (CAS). "Em todo este caminho pelo Senado é possível que novas alterações que prejudicam os trabalhadores surjam e para isto é importante a Frente estar articulada" reafirma Epitácio.
Cristina Baddin i Lucas - Assessora do MDT
fotos: Nazareno Affonso

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nesta quinta (19), às 16h, Em Movimento discutirá mobilidade para a Copa de 2014, focalizando a capital baiana


Sob comando do jornalista José Márcio Mendonça, o programa de entrevistas da ANTP TV, Em Movimento, discutirá nesta quinta-feira, 19 de maio de 2011, a partir das 16 horas, o tema Mobilidade para a Copa de 2014 – Salvador. Convidados. Foram convidados para o programa dois dos responsáveis pela Copa de 2014 na capital baiana. São eles Horácio Lucatelli Costa Brasil, superintendente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador, e Francisco Ulisses Santos Rocha, coordenador de Planejamento de Transportes da Secretaria de Transportes Urbanos e Infra Estrutura de Salvador, e coordenador do Grupo Técnico de Implantação da RIT, da mesma secretária. Ambos participarão via Skype. 18º Congresso da ANTP e VII INTRANS. Participarão também do programa, com informações sobre o 18º Congresso da ANTP e VII INTRANS - Exposição Internacional de Transporte e Trânsito, a coordenadora técnica da ANTP, Valeska Peres Pinto, e a coordenadora de Eventos, Valéria Aguiar. Para favorecer o acompanhamento por parte do público, desde o início de 2011 o programa Em Movimento passou ter uma hora de duração. Ao vivo, com participação do público. O programa será transmitido ao vivo e, portanto, será possível aos espectadores encaminharem perguntas por meio de uma caixa de correspondência colocada ao lado da tela de transmissão. As perguntas também podem ser enviadas antecipadamente por e-mail, para o endereço antptv@antp.org.br.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Subsecretário rebate críticas sobre sistema de mobilidade urbana para a Copa

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Percepção do brasileiros sobre a mobilidade urbana foi revelada e pesquisa do IPEA

A impressão que os usuários dos diferentes meios de transporte têm sobre a mobilidade urbana foi o tema da nova edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) divulgado nesta quarta-feira, 6, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).  O estudo revelou, entre outras informações, as formas de deslocamento mais utilizadas nas regiões metropolitanas e não metropolitanas, a avaliação dos usuários e as razões que levam a população a escolher determinado meio de transporte.
De acordo com a pesquisa, 60% dos habitantes das regiões metropolitanas usam o transporte público em seus deslocamentos. O número é significativo quando comparado com os dados dos outros municípios pesquisados. Fora dos grandes centros urbanos, menos de 25% das pessoas optam pelo sistema público de transporte. Nessas regiões, destacam-se os deslocamentos a pé (19,9% dos pesquisados) e em motos (18,9%).
De forma geral, a maior parte da população tem avaliações positivas sobre a qualidade dos meios de transportes. 66,3% consideram “muito bom” ou “bom” a forma de deslocamento que mais utiliza. O pior resultado foi registrado entre aqueles que optam pelo transporte coletivo, com menos de 50% avaliando como bom o serviço. “De qualquer maneira, nem mesmo a avaliação do transporte coletivo é ruim, já que quase metade considera bom e 36% regular”, comentou Ernesto Galindo, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.
O Sips mostrou ainda que a rapidez, a disponibilidade e o custo são os fatores com maior peso na escolha do usuário e também na disposição dele para utilizar o transporte público. “Esses fatores sempre aparecem e estão relacionados com os investimentos feitos pelo poder público, mas as percepções dos usuários podem carregar ideias pré-concebidas. Será que o usuário do carro sabe que o transporte público pode ser mais rápido?”, questionou Galindo.  O pesquisador afirmou que as políticas públicas também devem se preocupar com a disseminação de informações sobre os transportes. “Os preconceitos podem impedir mudanças siginificativas na mobilidade urbana”, concluiu.
A sensação de segurança nos deslocamentos urbanos foi outro ponto abordado na pesquisa. Os usuários do transporte público se mostraram mais preocupados, especialmente aqueles que já sofreram algum tipo de acidente ou foram assaltados –  60% dos que já sofrearam assalto, por exemplo, raramente ou nunca se sentem seguros.
“Os usuários de transporte público são os mais influenciados pela experiência com acidentes e assaltos, enquanto a percepção dos motoristas de carro quase não foi sensível a esses eventos. Isso reforça que pode haver uma ideia pré-concebida sobre a segurança dos meios de transporte”, ressaltou o pesquisador do Ipea.
Leia a íntegra da segunda edição do SIPS sobre Mobilidade Urbana
Veja os gráficos da apresentação sobre Mobilidade Urbana

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 3 de maio de 2011

Somos todos iguais


O Brasil possui 27 milhões de habitantes com algum tipo de deficiência, volume equivalente a 14,5% da população, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na Região Metropolitana de São Paulo, são 3 milhões de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Durante anos elas foram amparadas por políticas assistencialistas, reflexo do pensamento que pessoas com deficiência não podem seguir suas próprias vontades. Ultimamente, esse quadro vem se transformando e os direitos dessas pessoas estão sendo assegurados não apenas por leis, mas por uma percepção da sociedade que as diferenças entre as pessoas podem ser sutis ou marcantes, mas elas existem desde que o mundo é mundo.
Basta conviver com pessoas com algum tipo de deficiência para entender o verdadeiro sentido da palavra respeito, dignidade, admiração e superação.  É incrível a transformação que acontece dentro da gente quando nos defrontamos com pessoas com mobilidade reduzida Ai vem aquela vontade de transformar a cidade num espaço acessível para todos.
Frota acessível
No passado, o número de veículos coletivos adaptados era muito pequeno. Mas com a criação de lei federal, que tornou obrigatório que todos os ônibus saiam de fábrica preparados para atender portadores de alguma necessidade específica, este cenário está mudando. A norma nº 10.098 determina que até 2014 toda a frota em circulação esteja preparada para atender a estes usuários. Hoje, apenas 40% da frota de ônibus urbano em circulação (105 mil veículos) está preparada para atender a estes usuários.

Para ser acessível o veículo deve atender a pelo menos uma das seguintes exigências: possuir piso baixo (total ou parcial), contar com elevador, ou oferecer “embarque em nível” - quando a calçada fica na mesma altura do veículo – sistema comum nos BRTs (Bus Rapid Transit).

Entretanto, a principal preocupação para que a lei seja atendida no tempo determinado não se refere aos ônibus, mas sim, às calçadas e vias para que estes passageiros tenham condições de chegar até o local para desfrutar do transporte.

É preciso aliar veículos adaptados com uma infraestrutura de qualidade. Não adianta oferecer o veículo de acordo com todas as normas se o passageiro não consegue chegar até o ponto de parada devido às más condições das calçadas. O valor estimado necessário para adaptar os veículos é da ordem de R$ 100 milhões.
As grandes metrópoles

Segundo dados da SPTrans, a capital paulista conta com 3,9 mil veículos adaptados de um total de 15 mil. No Rio de Janeiro – cidade onde a frota é composta por 8,8 mil ônibus – dois mil são acessíveis. Em Belo Horizonte, existem hoje 1,3 mil ônibus com elevador e 152 com piso baixo. No total, 2,8 mil veículos circulam pela cidade. Em Porto Alegre, de 1.597 veículos, 470 unidades estão preparadas para atender estes usuários.

E você?

Precisamos ainda trilhar um longo caminho da inclusão. Você também pode ajudar. Nunca pare nas vagas destinadas as pessoas com deficiência nem em frente a guias rebaixadas nas esquinas. Um cadeirante terá dificuldade para tentar atravessar pela faixa de pedestres usando o rebaixamento.

Jornal Diário do Grande ABC
Cristina Baddini Lucas  - Assessora do MDT

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Coordenador do MDT fala sobre paz no trânsito para dirigentes e técnicos da Secretaria de Mobilidade Urbana de São Caetano do Sul


O coordenador do MDT, Nazareno Affonso visitou o município de São Caetano do Sul no dia 4 de abril de 2011. Na ocasião, dirigentes e técnicos Secretária de Mobilidade Urbana do município debateram com ele a questão da mobilidade nesta cidade da Região Metropolitana de São Paulo – integrante do chamado ‘ABC’, sobre a criação de espaços para que a população exercite conceitos de cidadania no trânsito.  

A principal questão discutida foi sobre os acidentes de trânsito. Nazareno enfatizou que esse tipo de violência social precisa acabar. Mostrou a todos que as ocorrências de trânsito refletem um conjunto de fatores estruturais da realidade social, a começar pela prioridade concedida aos automóveis nas vias públicas. “A violência no trânsito é um fenômeno cujas causas são determinadas socialmente e suas consequências são dramáticas para vida das pessoas” frisou, acrescentando que os números dão uma noção da extensão da tragédia em que se transformou o trânsito no País. “Basta verificar que, anualmente, são registrados 1,5 milhão de acidentes, com o envolvimento de 7,5 milhões de pessoas, das quais 400 mil ficam feridas – uma parte considerável dessas com sequelas irreversíveis. E o que é extremamente grave é que cerca de 35 mil pessoas morrem.

De acordo com o dirigente do MDT, para erradicar a violência no trânsito, é preciso uma mudança cultural. “Precisamos democratizar o uso do espaço urbano, mas isso exige das autoridades uma nova postura, uma atitude mais firme em defesa da vida e do meio ambiente. O trânsito seguro é um direito do cidadão e um dever do estado, portanto, a segurança no trânsito deve ser consubstanciada em uma política pública efetiva, definida e implementada sob responsabilidade dos municípios, dos estados e da União”. 

Travessia segura. Nazareno Affonso comentou o projeto que o Consórcio do Grande ABC propôs para as sete cidades que compõem a região do ABC – além de São Caetano do Sul, também Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – e cujo objetivo e garantir o respeito à faixa de pedestre.

“As sociedades que conseguem respeitar a faixa de travessia terão dado um considerável salto de qualidade no tocante à proteção à vida no trânsito. Nesse processo, o poder público não pode e não deve se ater meramente à administração cotidiana dos fatos, mas, ousar, alçando-se ao conceito estratégico de administrar fenômenos, de mudar mentalidades, de mudar coletivamente o comportamento das pessoas”, afirmou, assinalando: “Conseguir o respeito ao pedestre na faixa é, portanto, adquirir um novo status de cidadania”. Em seguida, mostrou como foi implantado em Brasília o respeito à faixa de travessia, durante sua gestão como secretário de Transportes do Distrito Federal, no final dos anos 80.

Crianças em movimento. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de São Caetano do Sul manifestou o interesse em criar um espaço voltado a crianças em idade escolar. A respeito disso, o consultor e coordenador do MDT discorreu sobre como incentivar e estimular a discussão dos conceitos de mobilidade urbana com os públicos infantil e juvenil. Nazareno Affonso assinalou que a questão principal é buscar um modo de levar o crianças e jovens a entender, de forma prática, quais são as diversas formas do “ir e vir” em uma cidade, num processo que associe conceitos como inclusão social, sustentabilidade e ética. Ele salientou a importância de a proposta envolver não apenas a criação de espaços, mas associá-los com ações educacionais, para a apresentação dos conteúdos nas escolas, com a formação de docentes, distribuição de material informativo e, ainda, com diversas outras ações complementares, descritas na sessão.

O primeiro momento proposto diz respeito à construção de uma cidade cenográfica, na qual as crianças vivenciarão, de forma prática e lúdica, as diversas questões relacionadas às políticas de mobilidade urbana e também às ações responsáveis adotadas por cada indivíduo.  Percorrendo as escolas e com o intuito de potencializar os conhecimentos aprendidos na visita à cidade cenográfica e nas ações de formação, a proposta inclui ainda a criação do Ônibus da Mobilidade, exposição interativa em um espaço multimídia. O objetivo é apresentar para crianças e jovens ações e conceitos relativos à mobilidade urbana, de maneira lúdica, divertida.

O Ônibus da Mobilidade apresentará nas escolas diversas técnicas de comunicação e imersão, as quais permitirão aos visitantes vivenciarem uma experiência que integrará elementos virtuais e reais, na apresentação de animações, filmes, teatro e jogos. O veículo proporá aos participantes uma série de problemas e desafios, de modo que possam montar uma solução criativa e sustentável sobre o tema da mobilidade urbana. Com uma maior compreensão e familiaridade sobre esses temas, os participantes terão novos elementos para entender a importância dessa área de estudo, contribuindo para desenvolver sua capacidade de debater e pensar criticamente sobre as formas de se deslocar dentro da cidade.

Para ampliar o acesso de toda a comunidade na discussão sobre mobilidade urbana, o projeto discutido inclui ainda a possibilidade de expansão dessas atividades já delineadas para parques municipais indicados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de São Caetano do Sul. A intenção é que experiências semelhantes às da cidade cenográfica sejam ampliadas e adaptadas para o público em geral, especificamente nesses parques, de modo que os visitantes possam compreender conteúdos relacionados à mobilidade urbana de forma prática. As experiências serão montadas em espaço abertos e serão auto-explicativas, ou seja, terão instruções para uso e informações para que o visitante entenda qual é o objetivo daquela atividade. Com isso o projeto propõe incentivar as discussões sobre a mobilidade para toda a população.

Dia sem Carro. Na parte final de sua exposição, Nazareno Affonso mostrou a importância de haver um questionamento a respeito das consequências para o País e para a sociedade, de um modelo de mobilidade centrada automóvel.  Ele disse que o automóvel tem sorvido muito dinheiro público. As montadoras têm facilidade de acesso a créditos e sabem como aproveitar ocasiões como a crise global de 2008 e 2009 para convencer o governo a ceder estímulos à compra de veículos baseados em renúncia fiscal. Os governos também  promovem isenções de impostos federais e estaduais para  atraírem montadoras, de modo a gerarem empregos e arrecadação, mas se ‘esquecem’ de que a presença crescente de automóveis e motos nas cidades e estradas, propiciam as diversas ‘externalidades negativas’ –  congestionamento e ineficiência urbana, poluição, ocorrências no trânsito com milhares de mortos e feridos por ano, entre outras – , que geram custos e dor para a sociedade e amplias as despesas das administrações públicas e instituições privadas. Por outro lado, institucionalizou-se no País o chamado ‘carro popular’, largamente vendido por meio de facilidades de crédito ao consumidor. 

Segundo o coordenador do MDT, obviamente, não seria possível, num passe de mágica, eliminar automóveis e motos das cidades. Mas ele chamou a atenção para a existência da Jornada Brasileira ‘Na Cidade, Sem Meu Carro’ ou o Dia Mundial Sem Carro, sempre em 22 de setembro – uma iniciativa originária da União Européia e que ‘contaminou’ o mundo e também o Brasil, desde o ano 2000. Com esse evento, se procura envolver a sociedade e a mídia, a partir dos governos municipais, e mostrar a perfeita possibilidade de haver vida sem abuso do uso dos veículos particulares motorizados. “Essas jornadas também procuram salientar a importância de haver consistentes investimentos de recursos em transporte público, em infraestrutura para o transporte não motorizado e para garantir a ampla acessibilidade de pedestres e de pessoas com necessidades especiais em seus deslocamentos – sinônimos eloquentes de respeito à cidadania”, concluiu Nazareno Affonso.


Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT