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quarta-feira, 1 de junho de 2011

O MDT parabeniza São Paulo pela primeira frota de ônibus movido a etanol que começou a circular no Brasil

O transporte urbano da capital paulista recebeu o primeiro lote de 50 ônibus movidos a etanol. A inclusão dos veículos à frota da cidade é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo, Viação Metropolitana, Raízen, Scania e UNICA. 

Os novos ônibus são do modelo K 270 4x2 e possuem motores de última geração, que atendem às exigências da legislação brasileira de emissão de gases poluentes Conama P7, prevista para entrar em vigor no Brasil em 2012, além da EEV (Enhanced Environmentally Friendly), norma da União Europeia.
De acordo com convênio firmado em novembro de 2010 com a Prefeitura de São Paulo, a Scania é responsável pela produção dos motores e chassis, a carroceria é montada pela Caio, a Metropolitana é a operadora, a UNICA fornecerá o etanol e a Raízen será responsável pelo fornecimento do combustível final e instalação da infraestrutura de armazenagem e de abastecimento.
A Metropolitana investiu mais de R$ 20 milhões, financiados pelo BNDES, para a renovação de 50 veículos de uma frota de 330 ônibus urbanos. Os novos modelos movidos a etanol devem circular principalmente nas linhas Jardim Miriam – Vila Gomes; Jardim Miriam – Terminal Princesa Isabel e Jardim Luso – Terminal Bandeira.
São Paulo recebeu o primeiro ônibus-demonstração a etanol em 2007, por meio do projeto BEST (BioEthanol for Sustainable Transport), coordenado no Brasil pelo CENBIO – IEE/USP, em uma iniciativa inédita da Scania, parceiros e do poder público. Após um período de demonstração, o veículo despertou o interesse de outros parceiros, possibilitando a entrega de um segundo ônibus movido pelo combustível em 2009. Juntos, os veículos-demonstração já percorreram mais de 180 mil quilômetros, transportando passageiros em diversas linhas da região metropolitana.
O ônibus movido a etanol é a única tecnologia disponível comercialmente que pode atender em curto prazo, à Lei de Mudanças Climáticas do Município de São Paulo, que prevê a redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa (GEE`s) até 2012.
Atualmente, circular na cidade de São Paulo 15 mil ônibus movidos a diesel. Caso fossem substituídos por modelos movidos a etanol, o impacto ambiental seria equivalente a uma frota de somente 3 mil ônibus.
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A grande vantagem do etanol como combustível no transporte público urbano é o ganho ambiental com a redução de emissões de poluentes. Ressalta-se que a disponibilidade e as perspectivas para a produção do etanol somadas às vantagens ambientais oferecem uma série de benefícios, como a diversificação da matriz energética no setor de transportes e a utilização de um combustível nacional, cuja infraestrutura de distribuição já existe. A cidade de São Paulo detém a maior frota de ônibus do Estado.Parabéns pelo exemplo de interesse pela qualidade do ar que os paulistanos respiram
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ônibus poluirá menos


Arte: Nazareno Affonso

Via Info
Os veículos pesados, como caminhões e ônibus, deverão reduzir pela metade os atuais níveis de emissão de gases poluentes, a partir de janeiro de 2012.
A determinação faz parte da resolução Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) Fase P-7, também conhecida como Euro 5. Para cumprir esta meta, a indústria automotiva está desenvolvendo catalisadores e outros equipamentos que serão acoplados aos motores, além de aditivos para combustíveis.
Mauro Simões, gerente executivo da MAN (antiga fábrica de caminhões e ônibus da Volkswagen) na América Latina, disse que o setor está passando por uma transformação para gerenciar as novas determinações ambientais e admitiu que os veículos menos poluentes chegarão ao mercado custando entre 10% e 15% mais caros. O executivo participa do Congresso Internacional de Motores, Combustíveis e Lubrificantes, no Rio de Janeiro.
“Essa nova legislação já está implantada em alguns países da Europa e nos Estados Unidos e verificamos que a maior complexidade dos motores acabou gerando um custo adicional. Claro que aqui no Brasil estamos trabalhando para minimizar ao máximo esse efeito e garantir, assim, a competitividade de cada uma das marcas que atuam no mercado brasileiro. Mas, algum repasse do custo será inevitável”, previu Simões.
Para abastecer a nova geração de motores, a Petrobras está desenvolvendo novos aditivos, que também estarão disponíveis nos postos de combustíveis a partir de janeiro de 2012. “Além da gasolina, do diesel e do álcool, vamos ter uréia nos catalisadores. Também vamos disponibilizar nos postos de todo o país um [óleo] diesel com menos enxofre”, explicou o gerente de Soluções Comerciais de Abastecimento da Petrobras, Frederico Kremer.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT