quarta-feira, 18 de agosto de 2010

NTU, membro do Secretariado do MDT, abre evento com propostas para melhoria do transporte público

Abertura do Seminário
Teve início ontem, 17 de agosto, o 23º Seminário Nacional da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos). O tema central do encontro é “Transporte de qualidade para uma vida melhor”, que reúne mais de 50 secretários de transportes e representantes de prefeituras de cidades com mais de 500 mil habitantes, empresários do setor e entidades associadas à NTU.

Durante a abertura oficial, Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da NTU, reforçou sobre a importância do momento para discutir sobre as soluções para a mobilidade urbana, já que o País sediará a Copa do Mundo de 2014, e o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos em 2016.
Otávio Vieira Cunha Filho

Segundo o presidente da NTU é preciso que haja união entre o governo federal, os secretários de transportes, prefeitos e os empresários do setor.

“Esta é uma oportunidade única para iniciarmos as resoluções para a mobilidade urbana para os eventos esportivos que acontecerão nos próximos anos. Hoje há cerca de 47 cidades com mais de 500 mil habitantes que comportam projetos para melhoria do transporte. Nesse contexto, o BRT (Bus Rapid Transit) é uma alternativa com custo viável que permitirá às cidades obter um salto no qualidade do transporte público urbano por ônibus”, enfatiza Cunha Filho.

Debate sobre o Transmilênio

No primeiro painel do 23º Seminário Nacional NTU,  o sistema de transporte coletivo de Bogotá (Colômbia), o Transmilênio, se destacou por diversos benefícios relacionados à qualidade de vida para o usuário do transporte público, e contribuição para o desenvolvimento econômico, financeiro, social e ambiental de Bogotá. Com isso, pode ser um case de sucesso para a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) no Brasil para os eventos esportivos de 2014 e 2016, além de servir como legado para a população.

Apresentação do Transmilênio

O Transmilênio, coordenado pelos setores público e privado, impulsionou a transformação da cidade em um pólo de desenvolvimento econômico-financeiro e durante os seus 10 anos de existência, o sistema foi baseado em um conjunto de políticas de mobilidade, das quais as três principais são:

- mobilidade sustentável, ou seja, o sistema é tanto econômica quanto ambientalmente sustentável;

- o pedestre é a prioridade número 1;

- mobilidade inteligente que consiste na construção de um sistema de informação que permite desenhar os serviços para o usuário do transporte coletivo.
Transmilênio

“Atualmente temos 84 quilômetros de sistema em operação e o Transmilênio está em sua terceira fase, com a construção de mais 32 quilômetros de corredores. Além disso, são 107 estações, banheiros públicos, estacionamento para bicicletas e um centro de controle, entre outros. Outro fator importante é que gerou 6 mil empregos diretos, reduziu significativamente o tempo de deslocamento na cidade, além de ter papel fundamental no desenvolvimento e na transformação e consolidação da área urbana”, avalia Arturo Fernando Rojas, representante do governo de Bogotá, Transmilênio S.A..

Outra importante característica do Transmilênio é que o sistema depende exclusivamente da tarifa, por isso, é preciso racionalizar os custos e, ao mesmo tempo, manter a qualidade dos serviços oferecidos aos usuários. “Conseguimos viabilizar essa equação por meio de diálogo constante entre o governo e as empresas para atender aos interesses de todos. O resultado desse trabalho é o índice de satisfação de cerca de 80% da população de Bogotá”, acrescenta Victor Raul Martinez, do Sistema Integrado de Transporte SI 99 S.A..

Para o Brasil, a lição que fica é a de que a iniciativa para implantação dos BRTs deve ser atrativa do ponto de vista ambiental, social, financeiro e jurídico. “O Transmilênio pode ser um bom exemplo de como proporcionar qualidade de vida aos usuários e ao transporte. Para a implantação de um sistema é importante que sejam analisadas as expectativas dos empresários, governo, usuários e não-usuários do sistema. Esse é um importante passo para o sucesso”, finaliza Martinez.

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Seminário que inicia hoje em Brasília apresenta sistema BRT como solução para mobilidade urbana

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) apresentará hoje no 23º Seminário Nacional NTU, que tem como tema “Transporte de Qualidade para uma Vida Melhor”, soluções para a mobilidade urbana focadas no bem-estar e na qualidade de vida da população. Um exemplo é o BRT (Bus Rapid Transport), um sistema de transporte eficiente e confortável, com características de desempenho e comodidade equivalentes aos modernos transportes sobre trilhos.




Criado em Curitiba (PR), em 1974, o BRT é um sistema de transporte de ônibus, que circula em uma rede de canaletas exclusivas com atributos especiais, como múltiplas posições de paradas nas estações, embarque em nível, veículo articulado e com múltiplas portas, pagamento e controle fora do ônibus, bons espaços nas estações e sistema de informações aos usuários. O BRT requer tempo de implantação cerca de 2/3 menor em relação ao metrô e aproximadamente metade do necessário para o sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou “bonde moderno”, o que o torna viável para a Copa de 2014. Esse sistema já opera em mais de 80 cidades em todos os continentes.



“Com a Copa de 2014, além de necessário, o sistema BRT torna-se urgente, pois será uma das soluções para a mobilidade urbana nas cidades-sede. O transporte público urbano deve trazer melhorias para a população, além de ser deixado de legado à população local. O BRT garante benefícios duradouros para o maior número de cidadãos que dependem do transporte coletivo no País”, diz Marcos Bicalho dos Santos, diretor superintendente da NTU. O sistema também proporciona como benefícios a redução do tempo de viagem e da espera nos pontos de parada; mais conforto e menos impacto ambiental, pois utiliza combustíveis alternativos, além de revitalizar o espaço público, entre outras vantagens.



Considerado o maior case mundial de sucesso de BRT, Bogotá, na Colômbia, teve a participação de diversos profissionais brasileiros em sua construção, além de ser operado com veículos produzidos no Brasil. Chamado de Transmilênio, o sistema engloba 84 quilômetros de corredores troncais e 420 quilômetros de linhas alimentadores. O sistema serve, diariamente, a 1,2 milhão de viagens.



O governo federal brasileiro anunciou que, na primeira fase, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade da Copa de 2014 destinará mais de R$ 4,5 bilhões a 20 projetos de BRT em nove das 12 cidades-sede da Copa de 2014. O sistema possui vantagem com relação aos custos e ao tempo de implantação e chega como uma alternativa às grandes cidades, podendo coexistir com os demais tipos de modais, inclusive o metrô.

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tramitação do Projeto de Lei da Mobilidade

Mobilidade urbana sustentável é um direito do cidadão


Mobilidade urbana sustentável é um direito do cidadão. A mobilidade urbana hoje em dia tornou-se um nó difícil de ser desatado pelas grandes metrópoles, por conta do forte apelo pelo transporte individual com milhares de carros novos nas ruas a cada mês.



O automóvel fomenta a lógica da sociedade pouco solidária. Objetivamente, não há espaço suficiente se todos os cidadãos decidirem usar seus automóveis em seus deslocamentos diários. A principal medida a ser tomada é considerar o transporte público como uma necessidade básica, ao mesmo nível de importância dado para a Educação, a Saúde, a habitação, o saneamento e para a segurança.



Cidades como as da Grande São Paulo literalmente começam a parar, causando prejuízos e transtornos incalculáveis para a população.



PL DA MOBILIDADE

O Projeto de Lei da Mobilidade (PL 1687/07) do Poder Executivo esteve adormecido na Câmara desde agosto de 2007, quando foi criada a Comissão Especial e levou quase dois anos para ser instaurada. Esse PL foi apensado ao Projeto de Lei 694, de 1995, de autoria do então deputado Alberto Goldman, que institui diretrizes para o transporte coletivo urbano, e trata de planejamento, gestão e desenvolvimento desse sistema de transporte do País. Os trabalhos foram efetivamente iniciados em maio de 2009.



A ideia foi priorizar o público em detrimento do coletivo, e não o contrário. O carro no País sempre foi subsidiado seja direta ou indiretamente. Há uma enxurrada de viadutos, pontes, estacionamentos, isenções tarifárias, empréstimos para montadoras de veículos ampliarem seus negócios e iniciativas semelhantes. Isto sem falar das inúmeras oportunidades de financiamento de veículos a médio e longo prazos oferecidas pelas instituições de crédito.



PROPOSTAS INTERESSANTES

Ao alcance dos prefeitos estão a criação de corredores exclusivos; o aperfeiçoamento da integração tarifária com a bilhetagem eletrônica integrando as linhas urbanas e metropolitanas; a garantia de respeito aos idosos e pessoas com deficiência reduzindo custos para os passageiros, além de admitirem a necessidade de melhorar o transporte público noturno com a simultânea realização de campanhas e ações educativas sobre as leis de trânsito; sobre a acessibilidade universal além do uso de combustíveis não poluentes.



A aprovação do PL estabelece um verdadeiro marco regulatório para o setor, corresponde a uma conquista, representa uma referência e um novo patamar para formulação e execução de políticas públicas na área, uma vez que se trata de projeto que tem como princípio a equidade social e como objetivo a sustentabilidade socioeconômica e ambiental das cidades brasileiras.



MUDANÇAS

Houve algumas mudanças nas exigências aos municípios que pleiteiam recursos federais para o setor, como a retirada da exigência de realização da licitação dos transportes. Ao mesmo tempo, foi estendida a todas as cidades com mais de 20 mil habitantes a exigência de apresentar um plano de mobilidade. Outra importante alteração no texto é a suspensão da autorização para que os municípios, isolados ou em consórcio, possam instituir fundos específicos para o custeio da operação e dos investimentos em infraestrutura.



Mesmo assim houve avanços e enfim teremos uma política nacional para o setor que sinaliza uma melhoria dos transportes públicos coletivos urbanos, beneficiando mais de 30 milhões de brasileiros que utilizam diariamente os serviços de transporte público nas cidades do País.

TRAMITAÇÃO

O projeto ira tramitar ainda nas seguintes comissões:

- Comissão de Constituição e Justiça;

- Comissão de Assuntos Econômicos;

- Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor;

- Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo;

- Comissão de Infraestrutura.



Vale lembrar que a última é a de mérito, ou seja, pode modificar o que for decidido nas anteriores.


Conheça o projeto de Lei:

http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/transporte-e-mobilidade/projeto-de-lei-da-mobilidade-urbana/PL%201867-2007%20Mobilidade.pdf
 
Cristina Baddini Lucas Assessora do MDT

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Londres inaugura sistema de aluguel de bicicletas

Londres acaba de dar mais um passo para se tornar a cidade mais verde do mundo até 2012. O prefeito da capital britânica, Boris Johnson, inaugurou um programa de aluguel de bicicletas públicas. Até agora, mais de 11 mil pessoas se registraram para usar as cinco mil bicicletas disponíveis para a população.
O programa é coordenado pela Transport for London (TfL) em parceria com a operadora Serco e conta com mais de 330 estações espalhadas por diversos pontos da cidade. O sistema funcionará 24 horas por dias, todos os dias do ano e tem a pretensão de chegar a seis mil bicicletas e 400 estações até o fim de 2010.

Funcionamento
Assim como projetos semelhantes existentes em cidades como Barcelona, Paris, Rio de Janeiro e João Pessoa, a iniciativa pretende estimular a população a deixar o carro em casa e optar pela bicicleta como meio de transporte.
O processo é simples, barato e qualquer pessoa com mais de 14 anos pode participar. Basta o interessado se cadastrar pelo site, telefone ou nas próprias estações e esperar pela sua chave, que custa £ 3,00. Até agora, mais de 12.450 chaves já foram entregues (já que os membros podem solicitar chaves para pessoas da família) e a pretensão do governo é aumentar ainda mais esse número.
Depois, os membros podem ir a qualquer estação e liberar uma bicicleta. O processo é rápido e oferece algumas vantagens para aqueles que farão uso regular do programa.
Outra opção é o aluguel casual, sem a necessidade de cadastramento. O serviço é o mesmo, com a diferença de que o interessado solicita a liberação da bicicleta nas próprias estações, sem a necessidade de chaves. Essa alternativa é indicada para pessoas que não usam o sistema com frequência, como visitantes.
O tempo de uso é que determinará o valor do aluguel. Períodos inferiores a 30 minutos são gratuitos e a hora custa apenas £ 1,00. Já as pessoas que utilizarem a bicicleta por 24 horas terão que pagar £ 50,00 e os membros cadastrados podem comprar pacotes anuais.
A devolução das bikes pode ser feita em qualquer estação e a manutenção será de responsabilidade da TfL. As bicicletas pesam 23 quilos e têm três marchas. Elas não vêm com travas e são trancadas automaticamente quando colocadas de volta nas estações, encerrando o período de aluguel
Desafio
Segundo informações do jornal BBC, a TfL afirmou que espera enfrentar problemas com o programa no início. “Isso poderá incluir alguns problemas técnicos, e precisamos ainda entender quais os padrões de uso do programa”, disse um porta-voz do órgão.
Eles ainda garantiram que não faltarão bicicletas, mesmo que o número de usuários cadastrados seja maior que o de equipamentos. As únicas críticas até o momento são referentes à falta de travas e ao tamanho da cesta, considerada pequena.
“O programa também precisa ser monitorado de perto para garantir que o custo não evite que londrinos com rendas mais baixas usem as bicicletas”, alertou o membro do partido Verde na Assembléia de Londres, Jenny Jones.
Recentemente, a prefeitura inaugurou uma série de ciclofaixas exclusivas em diversas regiões da cidade.

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Trânsito em grandes cidades só melhora com o metrô

Sob risco de um "apagão da mobilidade", mais do que simplesmente adotar soluções para receber torcedores para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, é urgente destravar os gargalos urbanos que chegam a roubar do Brasil pelo menos R$ 4 bilhões a cada ano, segundo cálculos complexos e rigorosos da Fundação Dom Cabral (FDC). O valor é o resultado das perdas em São Paulo. Mas, segundo a instituição, em menor ou maior grau, as quase 500 cidades brasileiras com populações entre 50 mil e 500 mil habitantes sofrem perdas econômicas devido a congestionamentos.

Na falta de transporte urbano eficiente e confortável, as populações lançam mão dos automóveis, complicando cada vez mais o trânsito. As medições do estudo da FDC registram, desde 2004, crescimento de 15% ao ano no tempo perdido pelas pessoas no trânsito das grandes cidades.

O pouco, ou nenhum, investimento nessa área começou a mudar no começo deste ano, quando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade reservou R$ 7,8 bilhões para 47 projetos para as 12 cidades-sede envolvidas nos eventos na Copa do Mundo de 2014 e também na Olimpíada, em 2016. No PAC 2, a mobilidade consolidou seu status de prioridade. "Mantivemos as prioridades de saneamento e habitação, mas colocamos novas frentes, como mobilidade urbana, pavimentação e prevenção em áreas de riscos", afirma Márcio Fortes, ministro das Cidades.

Os recursos para essa área são da ordem de R$ 18 bilhões, para a construção de corredores de ônibus, para Veículo Leve sobre Trilho (VLTs), BRTs (corredores de ônibus com operação semelhante a metrôs), obras viárias e metrôs.

Os BRTs continuam sendo bem vistos pelo governo federal. São mais baratos e rápidos para construir, além de não exigir grandes investimentos do poder público. Para construir 10 quilômetros de BRTs são necessários R$ 100 milhões e cerca de 2,5 anos. Para a mesma extensão, o Veículos Leve sobre Trilhos (VLT) custa R$ 404 milhões e cinco anos de obras. Dez quilômetros de metrô custam R$ 1 bilhão e nove anos de construção.

"A única solução definitiva para os transportes urbanos das grandes cidades é o metrô", diz Leonardo Vianna, diretor de novos negócios da CCR, grupo do qual faz parte a Via Quatro, integrante da Parceria Público-Privada (PPP) para a construção da Linha Amarela, de 12,8 quilômetros, do metrô de São Paulo. Com custo de mais de US$ 1 bilhão, a nova linha subterrânea irá elevar a 65 quilômetros a rede de metrô São Paulo.

Outros especialistas concordam que o metrô deveria ser o protagonista na movimentação das cidades. Não há muito espaço para esperanças. Ceará, Salvador, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre são exemplos de tentativas de construção de metrôs que pouco avançaram.

"Não acredito em aprovações para projetos de metrô antes do final do ano", diz Vianna. Segundo ele, o problema é que o metrô precisa de subsídios por incorporar tecnologia complexa e cara. "A tarifa precisa ser atraente, para que atenda à finalidade de oferecer transporte confortável e eficiente, capaz de competir com o transporte individual."

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 09/08/2010

Megaônibus - ônibus que anda sobre os carros na China

Um megaônibus que anda por cima dos carros é a sugestão chinesa para aliviar os engarrafamentos que atormentam a maioria das metrópoles do planeta. Sob o argumento de que ônibus normais não conseguem circular nos congestionamentos e o metrô é caro e demorado para ser construído, a Shenzhen Hashi desenvolveu o "Ônibus Rápido 3D", que lembra um trem elevado correndo por sobre os bordos da pista.
O ônibus 3D tem entre quatro e 4,5 metros de altura e dois andares: no de cima ficam os passageiros enquanto veículos de até dois metros passam por baixo. Ele usa energia elétrica ou solar, chega a 60km/h e pode transportar até 1.400 passageiros. A empresa calcula que o meio de transporte possa reduzir engarrafamentos em 20 a 30%.
Segundo Song Youzhou, presidente da Shenzhen Hashi, a adaptação de 40 km de vias para o veículo leva um ano, enquanto a mesma distância de metrô consome três vezes mais tempo. Construir o ônibus e 40 km de vias para ele sai por 500 milhões de yuans (cerca de US$ 74 milhões), ou 10% do custo de um metrô.
Para implantar o projeto é preciso remodelar as vias públicas e construir estações de embarque e desembarque. Nas ruas, pode-se construir trilhos nas bordas das pistas, o que economiza 30% de energia, ou pintar linhas brancas que são seguidas pelo piloto automático do ônibus.

Os ônibus são condutores elétricos e dois trilhos no alto deles correm para permitir que a energia seja recarregada enquanto ele anda. A energia do ônibus é recarregada a cada parada, enquanto ele pega passageiros.
Segundo Youzhou, esse sistema é capaz de economizar até 860 toneladas de combustível por ano, reduzindo 2.640 toneladas de emissões de carbono no mesmo período. Além disso, eles não precisam de estacionamento, pois podem ficar parados no ponto final sem atrapalhar o trânsito.
O novo megaônibus foi apresentado pela primeira vez durante a 13ª Exposição Internacional de Alta-Tecnologia de Pequim, em maio. O modelo será colocado em uso no distrito de Mentougou, em Pequim. Já estão projetados 186 km de vias adaptadas, que começarão a ser construídas no final do ano.
postado por: Cristina Baddini Lucas  Assessora do MDT 

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Em 13 de setembro, em São Paulo, começará a 16ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, promovida pela Aeamesp

Trilhos Aproximando Cidades e Pessoas foi definido como tema principal da 16ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, que a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), entidadeque faz parte do Secretariado do MDT promoverá no período de 13 a 16 de setembro de 2010, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, juntamente com a exposição de produtos e serviços para o setor, a Metroferr 2010. Durante o encontro, a Aeamesp estará comemorando vinte anos de atividades.

Continuidade.

A proposta da Aeamesp é fazer com que as sessões da 16ª Semana, como ocorreu em anos anteriores, sirvam como espaço de intercâmbio de ideias e fórum para o debate das questões tecnológicas, políticas e institucionais que envolvem o setor.

Três eixos.

Os debates da 16ª a Semana se darão em torno de três eixos bem delimitados. O primeiro deles é denominado ‘trilhonegócios’ e se refere ao envolvimento de todos os segmentos do setor que, no Brasil, contribuam para o transporte sobre trilhos Um segundo eixo diz respeito à questão da tecnologia, envolvendo os diferentes aspectos de sua aplicação. Haverá ainda, como terceiro eixo, o debate sobre políticas públicas e a integração entre elas dentro do município, nas Regiões Metropolitanas e nos Estados, bem como o papel que cabe a cada esfera governamental, em termos de participação e de financiamento dos investimentos públicos em transporte. Será também colocada em destaque a questão do desenvolvimento urbano, pela sintonia entre as políticas de transporte e de uso e ocupação do solo.

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Festival escolherá melhores vídeos e fotografias sobre mobilidade urbana

Espaço aberto para quem gosta ou quer se arriscar na produção de pequenos vídeos (curtas) ou fotografias com a temática Mobilidade Urbana, construídos com câmeras digitais e/ou celulares. Essa é a proposta da segunda edição do Festival ArteMOB, promovido pela Empresa Municipal de desenvolvimento de Campinas (EMDEC).
O Festival ArteMOB vai distribuir, em 2010, R$ 6 mil em dinheiro aos vencedores. E para concorrer basta o participante registrar flashes do cotidiano em fotos ou vídeo com esses aparelhos e estar atento ao que acontece ao seu redor. Para participar a inscrição deve ser feita até o dia 1º de setembro. O ArteMob, como o próprio nome faz referência, é destinado àqueles que apreciam a produção artística construída em movimento.
O objetivo, segundo a EMDEC, é, não só estimular as produções com foco nas questões da Mobilidade Urbana em Campinas, mas também incentivar o desenvolvimento da percepção da população sobre o olhar para a cidade e para reflexões que remetam às formas de deslocamento (seja pelo transporte público, a pé, com caronas e outros meios alternativos ao carro), à redução da acidentalidade, à convivência harmônica na circulação e, agora, à valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural, que pode ser contemplado nos trajetos de cada cidadão.
O 2º Festival ArteMOB integrará a programação da Semana Municipal de Trânsito. Os trabalhos selecionados serão veiculados durante o evento e no site da EMDEC, podendo também serem apresentados em eventos técnicos da área como congressos, seminários e outros relacionados.
Os interessados poderão se inscrever nas duas categorias: audiovisual e fotografia, concorrendo em três temas: Um dia sem meu carro; Vida sobre duas rodas, e, a grande novidade desse ano, Cidade e circulação.
Em "Um dia sem meu carro", os participantes poderão destacar o uso do transporte coletivo, da bicicleta, pequenos trajetos a pé, caronas programadas; enfim, escolhas que garantam benefícios ao meio ambiente e melhorias na qualidade de vida. Poderão, ainda, abordar o uso do automóvel e alternativas ao seu uso, nos deslocamentos diários; entre outros.
Já na temática "Vida sobre duas rodas", o enfoque deve ser o crescimento da frota de motos e dos acidentes com esse segmento, iniciativas para mudar esse quadro e como conciliar, de maneira harmoniosa e segura, a interseção espacial entre motociclistas, ciclistas, motoristas e pedestres?
Novidades
No quesito temática, a principal novidade, ficou com o tema "Cidade e Circulação". Nesse item, os participantes poderão tratar o conhecimento e valorização da cidade, do seu patrimônio histórico, artístico e cultural, parques, praças e jardins a partir do olhar que o trajeto a pé possibilita no relacionamento entre o ambiente urbano, rural e de seus cidadãos.
Os interessados poderão se inscrever com apenas um vídeo em um dos três temas definidos e até três trabalhos fotográficos para cada tema na categoria fotografia.
As inscrições para concorrer ao ArteMOB são gratuitas e serão feitas, exclusivamente, no site da EMDEC, no endereço www.emdec.com.br.
Para a categoria audiovisual, deverão ser respeitadas as seguintes exigências::
- os registros deverão ser produzidos, por meio de celulares e câmeras digitais, com duração de 30 a 120 segundos;
- os arquivos deverão ter, no máximo, 10Mb, resolucão mínima de 128x96e, máxima, de 720x480 pixels. Serão aceitos arquivos gerados nos formatos MP4, AVI, 3GP, RMVB, WMV, MPG ou MOV.
Nessa categoria (audiovisual), será aceito apenas um vídeo por tema do mesmo autor/produtor.
Já na categoria Fotografia, os trabalhos deverão ser produzidos, por meio de celulares e câmeras digitais e, em nenhuma hipótese, serão aceitas imagens com montagem ou manipulacão digital criativa.
As fotografias poderão ser em cores ou preto e branco. Cada foto deverá ter um título e endereço do espaço retratado (para o tema: Cidade e Circulação).
Os arquivos fotográficos deverão ter, no máximo, 04 MB, dimensão mínima de 800x600 pixels, em formato JPEG ou TIF.
O vencedor em cada categoria, dentro dos três temas, será premiado com R$1.000,00. Segundo a EMDEC, serão selecionados por um júri especializado 18 trabalhos que vão para votação pública, em seu site. O júri popular é quem definirá os vencedores. Para conhecer as regras e detalhes do concurso, acesse o site da EMDEC e busque por 2º Festival ArteMOB.
Uma boa proposta para ser feita também por outras Prefeituras. Parabéns!

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hoje, quinta-feira, 5 de agosto, a partir das 16h, ANTPtv discute o relacionamento do setor da mobilidade com os seus clientes

 Com transmissão ao vivo via Internet prevista para o horário das 16h às 18h, o programa de entrevistas Em Movimento, da ANTPtv,  discutirá nesta quinta-feira, 5 de agosto de 2010, o tema Relacionamento com Clientes, avaliando como o setor ausculta os desejos e percepções dos seus clientes e quais as ações de comunicação que emprega.
Estão convidados para participação no estúdio Maria Beatriz Barbosa, gerente de Relacionamento com o Cliente, da Companhia do Metropolitano de São Paulo e Carlos Abras, gerente de Marketing, da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Participarão à distância, via Skype, Jânio Mendes Ayres, gerente de Comunicação da Trensurb, de Porto Alegre; Denise Navegantes, gerente de Marketing do Rio Ônibus, do Rio de Janeiro e Márcia Maria Medeiros Costa, gerente de Marketing do Grande Recife – Consórcio de Transporte, de Recife.
A transmissão será ao vivo, com perguntas do público, por meio de uma caixa de correspondência colocada ao lado da tela de transmissão. As perguntas também podem ser enviadas antecipadamente por e-mail, para o endereço antptv@antp.org.br.
   http://www.antptv.com.br/
Veja mais detalhes da programação no Informativo ANTP.
postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Mesa Redonda de Mobilidade Urbana Sustentável discutirá um novo olhar para a mobilidade das cidades



Não perca a mesa redonda que discutirá alternativas para mobilidade sustentável  para as cidades!

postado por: Cristina Baddini Lucas- Assessora do MDT

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Com R$ 24 bilhões eu...

A Perkons convidou especialistas para responderem como aplicariam R$ 24 bilhões em ações de trânsito e de transporte e por quê. Esta é a quantidade que pode chegar os recursos do PAC-2 para mobilidade urbana.


Confira nesta matéria a opinião de Cristina Baddini Lucas - Especialista em Transporte e Trânsito, Colunisra de Mobilidade do Diário do Grande ABC,  Diretora da ONG Rua Viva e Assessora do MDT ,
Cristina Baddini Lucas
R$ 24 bilhões. Ora parece ser bastante dinheiro, ora parece pouco para ações urbanas em todo o Brasil. Cheguei à conclusão que este dinheiro deveria ser aplicado em questões e obras simples, que sempre dissemos que as cidades deveriam ter e fazer e nunca havia dinheiro para tal. A qualidade de vida das cidades está degradada devido aos congestionamentos e a ocupação desordenada dos espaços. Portanto estes R$ 24bi devem ser aplicados em obras e ações que melhorem a qualidade de vida das pessoas que moram nas cidades. Para tal é preciso ter um transporte público de qualidade e, por conseguinte, um bom trânsito. Vejamos alguns pontos.


Estrutura adequada - eu iniciaria minhas ações com a estruturação dos órgãos de gerência de transporte e trânsito dos três níveis de governo, começando com o fortalecimento e democratização do Denatran e da Semob - para que possam cumprir seu papel e coordenar a mobilidade urbana no Brasil - e removeria os Detrans da alçada das Secretarias de Segurança Pública, para que possam cumprir seu papel no Sistema Nacional de Trânsito de forma integrada às demais políticas públicas relacionadas à circulação.

Transporte Público - proponho uma sincronia entre a política de transporte e mobilidade urbana e os recursos nas diferentes estruturas federativas. Não promoveria incentivos fiscais e obras de infraestrutura para privilegiar o transporte individual. Priorizaria a circulação, fluidez e a paz no trânsito por meios de transporte coletivo e do transporte não motorizado.
Prioridade ao Transporte ´Coletivo

Trânsito Seguro - Todo acidente pode e deve ser evitado. É preciso combinar regras severas com educação rotineira, fiscalização permanente e punição célere e justa para os infratores. Eu seguiria o que a Organização Mundial da Saúde propôs como passos básicos para reduzir a mortalidade no trânsito.

Paz no Trânsito


Transporte não motorizado e bicicletas - proponho reconquistar o sistema viário – ruas, calçadas, as travessias e passeios – para uso e deslocamento seguro e confortável, implicando em dar-se atenção redobrada às obras e ações para as áreas de circulação a pé. Priorizar a implantação e manutenção de calçadas nas vias de grande movimentação e de estruturas de ciclovias, ciclofaixas, além de bicicletários. Assim teríamos uma importante contribuição para o caos motorizado em que se encontram nossas cidades.

Enfim, temos que erradicar a violência no trânsito e proporcionar uma mudança cultural e uma democratização do uso do espaço urbano. Espero que estes R$ 24bi possam ser o primeiro passo para uma política pública que atenda os interesses do coletivo preservando a qualidade de vida de todos que vivem e circulam no país. E proponho uma discussão transparente com a sociedade, a responsabilização pública pelas ações e o princípio da cidade para todos.

Cristina Baddini Lucas

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Com R$ 24 bilhões eu...

A Perkons convidou especialistas para responderem como aplicariam R$ 24 bilhões em ações de trânsito e de transporte e por quê. Esta é a quantidade que pode chegar os recursos do PAC-2 para mobilidade urbana. Confira nesta matéria a opinião de José Mario de Andrade, engenheiro especialista em trânsito.


Os problemas enfrentados no trânsito e transporte nas cidades brasileiras hoje são inúmeros. Mas mesmo levando em consideração todos eles – desperdício de tempo e dinheiro por conta de congestionamentos e deficiência no transporte público, questões de poluição ambiental, entre outros – ainda assim acredito que o combate aos acidentes de trânsito deve ser a prioridade nº 1.


Prevenção de acidentes e inteligência de tráfego

O Denatran até já declarou que o país gasta em torno de R$ 28 bilhões/ano com estes acidentes, mas a perda de uma vida, as sequelas físicas de um acidentado e o dano psicológico sofrido pelos familiares e amigos das vítimas e dos causadores dos acidentes, não cabem na matemática financeira. Além do mais, o combate aos acidentes já atuaria indiretamente nos outros problemas citados, pois indiscutivelmente precisa atuar na segurança veicular (o que envolve inspeção e atua na questão ambiental), programas de engenharia (que precisarão englobar a questão da mobilidade e, consequentemente, o congestionamento, planejamento viário e o estímulo do transporte público por meio de sua ampla melhoria de qualidade e atendimento) e a educação.

Assim sendo, eu investiria:

- R$ 10 bilhões em sistemas inteligentes de engenharia de tráfego, com ações desde fiscalização eletrônica de veículos - como medida para segurança viária, segurança pública e restrição veicular com prioridade ao transporte coletivo - até monitoramento e gestão de tráfego.

- R$ 10 bilhões em transporte público de massa, com a construção de redes de metrô e vias rápidas exclusivas de ônibus

- R$ 4 bilhões em educação, com campanhas, mas, principalmente, com a instituição e cobrança da educação de trânsito nas escolas públicas e particulares, do ensino básico ao superior.



José Mario de Andrade
Engenheiro especialista em trânsito e diretor de negócios internacionais da Perkons

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

sexta-feira, 30 de julho de 2010

ANTP e Fórum Nacional integram o Observatório dos Consórcios Públicos e do Federalismo, criado pela ONU



A ANTP e o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito, entre outras entidades da sociedade civil e órgãos ministeriais, passaram a compor no dia 28 de julho de 2010, em solenidade do Ministério das Cidades, em Brasília, o Conselho Consultivo do Observatório dos Consórcios Públicos e do Federalismo Brasileiro, organismo recentemente instituído por meio de convênio entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e a Caixa Econômica Federal (Caixa). 

O Observatório foi criado para operar como um centro de produção de informações e de troca de conhecimentos, e para orientar municípios e estados que realizam obras em parceria com a União. Além disso, deverá gerar e disponibilizar um banco de dados sobre a primeira geração de consórcios públicos no Brasil e experiências internacionais correlatas.    


Empossado como diretor-geral do observatório, o vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos e prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, informou que já foi estabelecido um Plano de Ação, cuja primeira meta é recolher todas as experiências de consórcios públicos existentes no Brasil. Ele assinalou que, com o advento da Constituição Federal de1988, os municípios brasileiros ganharam status de entes federados, o que lhes permite criar consórcios para resolver problemas comuns. Segundo o prefeito, os consórcios esbarram em trâmites burocráticos e na incompreensão, e para que a cooperação solidária funcione essa cultura deve ser mudada. 

A cooperação entre as três esferas de governo foi baseada em um instrumento novo na legislação brasileira, a chamada Lei de Consórcios Públicos. Sancionada em 2005, a lei tem como objetivo retirar entraves legais para que cidades interessadas – em parceria com os Estados e a União – possam se unir na resolução de um problema.

O consultor da presidência da Caixa Econômica Federal, Vicente Trevas, assinalou que o observatório deverá constituir um banco de dados que armazenará todos os protocolos de intenções e contratos de formação referentes aos consórcios públicos, para que os entes que quiserem estabelecer um novo consórcio possam partir de modelos já existentes e em operação. Todos os dados, relatórios e estudos serão em breve disponibilizados via Internet.

 O presidente da ANTP, Ailton Brasiliense Pires, considera de fundamental importância esta iniciativa e acredita que os dados do Sistema de Informações da ANTP poderão ser bastante úteis para o Observatório. 
Nazareno Stanislau Affonso é o representante  titular da ANTP no Observatório e o considera uma grande necessidade para as regiões metropolitana tratarem o transporte público e o trânsito..


Adicionalmente, haverá um acompanhamento da interpretação dos juristas brasileiros sobre a Lei de Consórcios. Pois, segundo o assessor da Caixa, esses doutrinadores  orientam os setores jurídicos, tribunais de contas e outros órgãos das prefeituras. “Ou seja, o trabalho deles afeta a forma como os municípios vão enxergar a lei e a possibilidade de usá-la. Se a interpretação começar a ter um sentido restritivo, o Observatório vai acionar uma discussão sobre o assunto. Uma jurisprudência restritiva pode prejudicar a potência dessa ferramenta", concluiu.

Conheça do Sistema de Informação da Mobilidade Urbana da ANTP, a que se referiu o presidente Ailton Brasiliense Pires


Veja a íntegra da Lei de Consórcios Públicos


Informativo ANTP 
Brito Júnior - fotógrafo da FNP
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 29 de julho de 2010

ANTP participa da posse do diretor-geral do Observatório de Consórcios Públicos e do Federalismo Brasileiro, em Brasília

A Caixa Econômica Federal e a Frente Nacional de Prefeitos estão criando o Observatório de Consórcios Públicos, uma iniciativa apoiada pelo PNUD que visa construir um banco de dados para municípios e estados que realizam obras em parceria com a União. A cooperação entre estas três esferas do governo foi baseada em um instrumento novo na legislação brasileira, a chamada lei de Consórcios Públicos. Sancionada em 2006, tem como objetivo tirar entraves legais para que cidades interessadas — com estados e União — possam se unir na resolução de um problema. Os grandes centros urbanos são especialmente beneficiados por essa nova lei, porque alguns problemas não podem ser resolvidos sem a participação de todas as cidades.


Vicente Trevas
A fim de acompanhar essas experiências, surgiu a idéia da criação do Observatório de Consórcios Públicos. Para o consultor da Presidência da Caixa Econômica Federal Vicente Trevas, o observatório “vai formar um banco de dados que arquivará todos os protocolos de intenções e contratos de formação, para que quem quiser fazer o seu consórcio já tenha um modelo". Além de funcionar como um centro de informações, a entidade fará estudos sobre a situação dessa “primeira geração” de consórcios: como eles se estruturam, como se financiam, qual sua capacidade técnico-administrativa e quais os elementos necessários para que eles se tornem sustentáveis. Além disso, observa o prefeito de Aracaju, "o observatório pretende realizar encontros, seminários e outras ações para difundir e fomentar novos consórcios”.A entidade também conta com a participação de alguns ministérios e entidades não-governamentais. O presidente da ANTP considera de fundamental importância esta iniciativa e acredita que os dados do Sistema de Informações da ANTP poderá ser bastante útil para o Observatório.

Ailton Brasiliense
Será feito um acompanhamento da interpretação que os juristas brasileiros estão dando sobre a Lei de Consórcios. O consultor da CEF explica que “são esses doutrinadores que orientam os setores jurídicos, tribunais de conta e outros órgãos das prefeituras”. Ou seja, o trabalho deles afeta como os municípios vão enxergar a lei e a possibilidade de usá-la.

“Se [a interpretação] começar a ter um sentido restritivo, o Observatório vai acionar uma discussão sobre o assunto. Uma jurisprudência restritiva pode prejudicar a potência dessa ferramenta”, afirma Trevas. Todos os dados, relatórios e estudos serão disponibilizados na internet, num endereço que deve entrar no ar junto com o início das atividades do Observatório.

Prefeito Edvaldo Nogueira
O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, foi empossado nesta quarta-feira, 28, como diretor-geral do Observatório de Consórcios Públicos e do Federalismo Brasileiro.  A posse de Edvaldo e do Conselho dirigente foi no auditório do Ministério das Cidades, em Brasília. O Observatório vai acompanhar e orientar municípios e estados que realizam obras em parceria com a União. O consórcio entre Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão para a criação de um aterro sanitário conjunto foi citado como exemplo quando da indicação de Edvaldo Nogueira para coordenar o Observatório de Consórcios Públicos e do Federalismo Brasileiro, em maio deste ano.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ANTP tv


Nesta quinta (29), às 16h, ANTPtv discute os acidentes de trânsito – as causas, por que estudá-los e como reduzir número de vítimas.
Um documento da Make Road Safe estimulou a ONU a decretar a Década da Segurança no Trânsito que propiciará medidas e ações que trarão a redução dos acidentes no mundo todo, pois, em 2015, o trânsito será a principal causa de morte no mundo se nada for feito para corrigir o atual quadro.  
Com ações corretas e pontuais, até cinco milhões de vidas poderiam ser salvas e 50 milhões de feridos evitados durante a Década de Ação. Isso representa uma redução de cerca de 50% sobre a estimativa global do número de mortes até 2020.   Cada qual tem que cumprir seu papel.  Ao contrário, o atual cenário de mortes violentas perdurará eternamente, enlutando a cada ano no Brasil, mais de 35 mil famílias.

Uma discussão sobre os chamados ‘acidentes de trânsito’, considerando a importância de seu registro, o estudo e o entendimento de suas causas, a adoção de medidas para reduzir o número de ocorrências e de vitimas, e o desenvolvimento de ações de educação de trânsito.  
Assim será a próxima edição do programa semanal de entrevistas da ANTP TV, Em Movimento, que será transmitido ao vivo via Internet (acessar  www.antp.org.br e acionar o ícone da ANTP TV, no canto superior direito da tela) nesta quinta-feira, 29 de julho de 2010, das 16h às 18h, direto de Brasília, com o comando do jornalista José Márcio Mendonça.  
 José Márcio Mendonça.  
Convidados. 
Estão convidados Deborah Carvalho Malta, Coordenadora Geral da Area de Doenças e Agravos de Doenças não Transmissíveis, do Departamento de Análise de Situação de Saúde, do Ministério da Saúde; 
Deborah Carvalho Malta

Victor Pavarino, Professor do Núcleo de Ensino e Aprendizagem em Transportes – NEAT – Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes, da Universidade de Brasilia; 

Victor Pavarino

o Arquiteto e Urbanista Nazareno Stanislau Affonso, Coordenador do Escritório ANTP em Brasília e Coordenador Nacional do MDT, 
Nazareno Stanislau Affonso
e José Aurélio Ramalho, diretor do CESVI Brasil – Centro de Experimentação e Segurança Viária.  
José Aurélio Ramalho

Ao vivo
Participe! A transmissão será ao vivo, com perguntas do público, por meio de uma caixa de correspondência colocada ao lado da tela de transmissão. 
As perguntas também podem ser enviadas antecipadamente por e-mail, para o endereço antptv@antp.org.br. 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Especialistas respondem como utilizariam a verba do PAC-2 para a mobilidade urbana

A Perkons convidou especialistas para responderem como aplicariam R$ 24 bilhões em ações de trânsito e de transporte e por quê. Esta é a quantidade que pode chegar os recursos do PAC-2 para mobilidade urbana. Ailton Brasiliense Pires - Presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos - ANTP disse:

O Brasil precisa ter planos de desenvolvimento urbano, regionais e nacionais. Isto vale para regiões urbanizadas - como as regiões metropolitanas (RM) onde as questões de trânsito e transportes públicos, relacionados aos planos diretores, precisam ser integrados para que os custos dos congestionamentos imponham menores custos aos mais pobres. Não só, pois a poluição resultante dos congestionamentos, hoje, matam só em São Paulo, capital, mais que o trânsito. Logo precisamos tratar as questões ambientais em destaque.


Trem de Alta Velocidade - Precisamos desenvolver planos que ultrapassam estas RM, como a macrometrópole de São Paulo, constituída por regiões compreendidas entre as cidades de São José dos Campos até a Baixada Santista, e entre Sorocaba e Campinas, entre outras. Neste sentido, o Trem de Alta Velocidade (TAV) cumpre este papel, ao ligar as regiões de Campinas, São Paulo e São José dos Campos. Aí, segundo estudos, é atendida 70% da demanda futura da ligação São Paulo-Rio.

Assim, o cronograma de implantação desta obra precisa considerar outras prioridades. Um plano que distribua estes recursos, dentro de um período razoável de implantação, pode dar respostas muito significativas para estas regiões, otimizando os recursos públicos. Isto tudo, no campo dos transportes.

Gestão e educação no trânsito - Há muito que fazer no trânsito. Projetos nacionais de educação de trânsito precisam ser implantados da melhor forma e o mais rápido possível. Investir na operação, fiscalização e policiamento é fundamental. Rever nossos processos de habilitação é igualmente urgente. Expandir a tecnologia para complementar as ações dos órgãos públicos trará, com certeza, a redução dos acidentes, que segundo estudos do DENATRAN/IPEA/ANTP, estimam em mais de R$ 30 bilhões/ano. Portanto, é muito importante investir nos projetos, cujo custo-benefício é altamente favorável à sociedade, assim como permitir a redução de custos, perfeitamente evitáveis, como os tais acidentes de trânsito.



Ailton Brasiliense Pires
Presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos - ANTP

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

domingo, 25 de julho de 2010

EDITORIAL - FOLHA DE SÃO PAULO - O país das motos

O aumento explosivo da quantidade de motocicletas nas cidades brasileiras cria novos problemas e exige medidas do poder público

O office-boy virou motoboy. O transporte público se rendeu ao mototáxi. O jegue deu lugar à moto. E, para escapar de engarrafamentos ou de ônibus caros, lentos e desconfortáveis, muita gente decidiu se tornar motociclista." Assim começava a reportagem da Folha do último domingo que dava conta do impressionante aumento da frota de motocicletas no país na última década.
Os números levantados falam por si: 46% das cidades brasileiras têm mais motos do que carros. No início da década passada, em 2001, isso ocorria em 26% das cidades, contra 74% com predominância de automóveis.
É um fenômeno explosivo. Nos últimos cinco anos, mais do que dobrou a quantidade de motos. Havia 7,4 milhões delas em 2005; hoje, são 15,3 milhões -variação de 105%. No mesmo período, o número de carros, hoje cerca de 35,4 milhões, cresceu 40%.
O predomínio de motos está concentrado em cidades brasileiras de pequeno e médio porte. Mas já há duas capitais onde elas superam os automóveis: Rio Branco, no Acre, e Boa Vista, em Roraima. São cidades de ocupação mais recente -o que parece indicar uma tendência. Por exemplo, em Ji-Paraná, a segunda área urbana mais populosa de Rondônia, os ônibus municipais não chegam a 30, enquanto os mototáxis são cerca de 200.
Vista no conjunto, a expansão das motos indica que vai se consolidando no Brasil um modelo típico de países emergentes asiáticos, como o Vietnã ou a Índia.
A expansão, no caso brasileiro, deve-se em primeiro lugar ao preço mais acessível e às novas facilidades de financiamento. Estímulos como a redução de impostos e a legalização do mototáxi, aliados às carências do transporte público, empurram a população na direção dessa modalidade mais popular de locomoção individual.
Não é o caso de desconsiderar as vantagens oferecidas pelas motos, mas é preciso considerar também os aspectos negativos, como a poluição e a letalidade dos acidentes com esse tipo de veículo.
O número de motociclistas mortos saltou de 725 em 1996 para mais de 8.000 no ano passado. Isso significa que morreram, em média, 22 pessoas por dia em acidentes com motos em 2009. É uma estupidez alarmante.
Está certo o engenheiro e sociólogo Eduardo Vasconcellos quando diz que, diante de um fenômeno que não tem volta, é preciso "reprogramar o trânsito".
Para enfrentar o problema, uma política que pretenda ser mais do que paliativa deveria começar revendo a tolerância excessiva com desvios de conduta dos motociclistas. Impor limites mais severos de velocidade é necessário. Mais do que isso: na cidade de São Paulo, por exemplo, onde existem mais de 800 mil motos, muitos radares nem sequer estão capacitados a registrar infrações, uma vez que esses biciclos não possuem placa dianteira.
A própria legislação de trânsito precisa ser rediscutida. Em 1998, foi suprimido do Código de Trânsito Brasileiro o artigo que proibia a circulação de motos entre as faixas de veículos. Seria o caso de rever tal decisão, impondo aos motoqueiros algum tipo de restrição.
Nem seria preciso repetir que o investimento prioritário em transporte público é parte da solução do problema. Mas as autoridades e os responsáveis pelas políticas de trânsito precisam agir com energia e celeridade diante dessa nova realidade, para a qual o país ainda não está preparado.

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Transmissão ao vivo de sessões da 46ª Reunião do Fórum Paulista

Acompanhe durante todo o dia de hoje, 22 de julho, transmissão ao vivo pelo ANTP TV das sessões abertas da 46ª Reunião do Fórum Paulista.
Às 16h será exibido o programa de entrevistas Em Movimento, que trará debates com os secretários municipais de transporte público e trânsito presentes na Reunião.
Na manhã de sexta-feira, 23 de julho, será retomada a transmissão das sessões do Fórum Paulista.
Veja mais informações no Informativo ANTP.
postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

"Paris-Plage". Uma boa ideia!


Pelo nono ano consecutivo, as margens do rio Sena, na capital francesa, estão com uma longa linha de areia bloqueando as margens do rio ao trânsito para desenvolver infraestruturas de lazer e promover diversas atividades.

A cada ano, a via George Pompidou, aumenta as atividades na imensa praia onde cadeiras de lonas e atividades desportivas são desenvolvidas. 

Parisienses e turistas que fogem do calor ou com uma súbita saudade de praia podem, durante um mês, usufruir de mais uma edição da “Paris Plage”.

A câmara municipal equaciona a expansão da iniciativa lançada em 2002 ao resto do ano, bloqueando as margens do rio ao trânsito para desenvolver infraestruturas de lazer e promover diversas atividades.

As autoridades locais estimam que a praia parisiense receberá cinco milhões de visitas até ao dia 20 de Agosto, seja para usufruir da areia, seja pelas atividades desportivas e concertos gratuitos propostos.

Paris Plage transforma a cidade e os seus usos, fazendo as delícias dos turistas como dos que não podem ir de férias. Bem que poderíamos copiar esta brilhante iniciativa em nossas cidades tão cheias de automóveis.
Vale a pena conferir.


Mais informações:
Site oficial do evento: Paris Plage
 

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 20 de julho de 2010

Especialistas respondem como utilizariam a verba do PAC-2 para a mobilidade urbana

    A Perkons convidou especialistas para responderem como aplicariam R$ 24 bilhões em ações de trânsito e de transporte e por quê. Esta é  a quantidade que pode chegar os recursos do PAC-2 para mobilidade urbana.
    Confira nesta matéria a opinião de David Duarte Lima, Doutor em Segurança de Trânsito pela Université Libre de Bruxelles.


Bom, vamos começar pelo começo, ou seja, pelo diagnóstico da situação atual e proposição de possíveis soluções para os problemas.
    Em primeiro lugar, a mobilidade no Brasil é deficiente, em alguns locais ou para alguns modos de locomoção é precária. No meio urbano há dificuldades, no meio rural as estradas são ruins. E R$ 24 bilhões não dariam para resolver tudo. Mas há como melhorar.
    Em segundo lugar, três problemas do trânsito merecem atenção especial: a questão energética, a questão ambiental e os acidentes. Os dois primeiros precisam ser melhor equacionados. A eficiência energética dos veículos e da mobilidade de forma geral passa por uma reengenharia das vias, melhoria do transporte de massa, políticas estatais de incentivo a veículos eficientes. Ou seja, deve fazer parte de um grande programa. A questão ambiental é igualmente complexa, tem a ver com a eficiência energética, e exige medidas amplas, de longo prazo. A inspeção veicular, que é uma espécie de check-up da saúde dos veículos, é um requisito imprescindível nesse processo.
    O terceiro problema, os acidentes de trânsito, requerem um esforço extraordinário para sua abordagem correta e controle. No Brasil, todos os anos morrem 40 mil pessoas, 700 mil ficam feridas, e dessas pelo menos 150 mil ficam com sequelas ou incapacidades. É um enorme problema de Saúde Pública que custa 30 bilhões de reais à sociedade.

Prioridades     Para mitigar essa chaga social é preciso estabelecer prioridades.
- Primeiro, diminuir o número de mortes. E dá para fazer isso sem reduzir o número de acidentes. Por exemplo, se todos usassem o cinto de segurança, inclusive no banco de trás, reduziríamos pelo menos 3000 mortes por ano. Uma medida simples e efetiva.
- Segundo, reduzir o número de feridos graves e incapacitados. Além do cinto, seria preciso melhorar o resgate, reduzir a velocidade em pontos ou áreas específicas.
- Terceiro, reduzir o número de feridos, e assim sucessivamente. Porém, o programa deve ser abrangente, detalhando especificidades e com um cronograma bem estabelecido, no qual haja metas e métodos. Motociclistas, que este ano passam a ser o grupo que mais morre, devem ter tratamento especial, uma abordagem específica. Pedestres, ciclistas, idosos, crianças, motoristas jovens merecem segmentação e atenção especial.
    É, portanto, uma tarefa muitíssimo grande. Hoje, porém, se o governo colocasse R$ 24 bilhões para resolver os problemas do trânsito não teríamos como utilizar todo esse dinheiro. Faltam-nos órgãos eficientes, diagnóstico preciso, prioridades e planos. De outro lado, somente para melhorar a trafegabilidade das nossas rodovias seriam necessários 200 bilhões de reais. Olhando o tamanho do problema, 24 bilhões é pouco, mas pode ser um excelente começo.

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Especialistas respondem como utilizariam a verba do PAC-2 para a mobilidade urbana

    A Perkons convidou especialistas para responderem como aplicariam R$ 24 bilhões em ações de trânsito e de transporte e por quê. Esta é  a quantidade que pode chegar os recursos do PAC-2 para mobilidade urbana.

    Confira nesta matéria a opinião dada à Assessoria de Imprensa da Perkons por Luis Vilanova - Responsável pelo site Sinal de Trânsito 


Inicialmente, eu devolveria R$ 12 bilhões para que fossem aplicados em Educação Básica. É disso o que mais o Brasil precisa.
    Bem, agora que ficamos R$ 12 bilhões mais pobres, vamos distribuir os outros 12 - que ficariam em R$ 8 bilhões para Transporte e R$ 4 bi para Trânsito.
    No que tange ao Trânsito, eu distribuiria os R$ 4 bilhões da seguinte forma:
- R$ 1,5 bilhão para a implementação de projetos e adoção de medidas voltadas à Segurança Viária.
- R$ 1,2 bilhão para a implementação de projetos e adoção de medidas voltadas à Fluidez.
- R$ 600 milhões para construir sistemas centralizados de monitoração das condições de trânsito, a fim de subsidiar ações operacionais e disponibilização de informações aos usuários.
- R$ 500 milhões dedicados à fiscalização de trânsito, englobando fiscalização automática (80%) e manual (20%).
- R$ 200 milhões para a implementação de programas de Educação de Trânsito.

Transporte

    No que se refere ao setor de Transporte, confesso que não sou especialista no assunto. Por isso, vou apenas sugerir uma macro-divisão dos R$ 8 bilhões que lhe couberam. Eu separaria R$ 5 bilhões para o transporte ferroviário (metrô e trem), R$ 2 bi para o sistema de ônibus (principalmente com a implementação de faixas exclusivas à esquerda) e R$ 1 bilhão para efetivar a integração entre os diversos modos de transporte.

postado por: Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT