terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Propostas de ação do MDT para 2011

arte: Nazareno Affonso
Em reunião realizada em 14 de dezembro de 2010 o Secretariado do MDT

definiu as propostas para 2011. 2010 foi um ano de vitorias e de realizações, seja pela prioridade já

publicamente exposta pela presidenta da República para o PAC da Copa onde a

mobilidade tem mais de 50% dos recursos e que junto com os Estadios

serão os cartões postais de nosso país para o mundo, seja pela perspectiva e

quase garantia de lançamento de um PAC da Mobilidade seja pelo lançamento do PAC I de

atingir a cifra de R$ 12 bilhões para as cidades com mais de 700 mil habitantes atingindo

 um universo de 84 cidades.

Propostas 2011

1.. "Atuar para que os projetos da Copa 2014 e os que virão com o PAC da

Mobilidade saiam do papel e venham a se implantar com qualidade para o

usuário, reduzindo tempo de viagem e garantindo confiabilidade e

pontualidade nos serviços prestados;

2.. Trabalhar pela aprovação, no Senado, dos projetos de lei da Mobilidade

Urbana e da Desoneração Tarifária (barateamento das tarifas), ambos

aprovados na Câmara e em tramitação no Senado Federal, bem como o Projeto do

Vale Transporte (projeto do Ministro Mário Negromonte) e das Mudanças no

Código Brasileiro de Trânsito em favor do Transportes Públicos em um esforço

conjunto com as Frentes Parlamentares do Transporte Público e a da reforma

Urbana, Fórum Nacional de Secretários de Transporte e Trânsito; Frente

Nacional de Prefeitos e Fórum da Reforma Urbana;

3.. Monitorar a efetivação das leis de acessibilidade para pessoas

portadoras de deficiência e de mobilidade reduzida, com as modificações

previstas para os veículos de transporte público, equipamentos de

transferência (terminais e pontos de parada), e calçadas. Essa legislação

deverá estar efetivada até 2014;

4.. Aprofundar, intensificar e aprimorar as relações com o Movimento

Social Urbano e entidades dos Trabalhadores de Transporte principalmente

pela difusão pelo país do curso ‘Mobilidade Urbana e Inclusão Social’

(iniciada em 2010 com curso piloto em Natal, em parceria com o Fórum Nordeste

da Reforma Urbana e com a ampla distribuição da cartilha na 4a Conferencia

das Cidade e eventos dos movimentos sociais e do setor);

5.. Desenvolver o debate de propostas e ações para incluir o automóvel nos

esforços pela mobilidade sustentável, por meio de uma política de

estacionamentos com destinação total dos recursos para investimentos em

transportes públicos, considerando:

a) Que seja uma política pública e não

de mercado;

b) O desestimulo – via taxação – ao estacionamento e à

circulação em área áreas congestionadas;

c) A defesa de implantação de

pedágios urbanos onde se mostrarem viáveis;

d) Instituição de incentivos e

facilidades para integração do transporte individual ao longo dos

corredores de transporte.

6.. Trabalhar para constituição de espaços de controle social dos

investimentos de Mobilidade dos projetos dos Mega Eventos (Copa 2014 e

Olimpíadas 2016) com participação da sociedade civil organizada e das três

instancias de Governo;

7.. Propor novos desenhos dos espaços públicos de mobilidade ao longo dos

corredores estruturais de transportes públicos, nos quais estejam

priorizadas as pessoas e não os veículos;

8.. Atuar para que de fato a questão ambiental seja trazida para debate

público, considerando as fontes, que no setor de transporte (incluindo

automóveis, motos, transporte de carga) respondem pela emissão de poluição

local e de gases de efeito estufa.

Ttrabalhar para que se efetiva a

implantação de combustíveis mais limpos nos ônibus,

como o diesel S10 (com teor reduzido de enxofre) e o gás natural."

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Governo federal lança PAC da Mobilidade Urbana

arte: Nazareno Affonso
O governo federal lançou quarta-feira passada o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da mobilidade Urbana, no Palácio do Planalto, com a participação de mais de 200 autoridades, entre prefeitos, governadores e ministros, além de técnicos.

O Ministério do Planejamento divulgou que serão investidos R$ 18 bilhões (sendo R$ 12 bi por meio de financiamentos) para melhorar a infraestrutura de transporte público nas 24 maiores cidades brasileiras.

A seleção de projetos para o desenvolvimento, por exemplo, de linhas de metrô, trens urbanos, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos), além de corredores exclusivos para ônibus já se iniciou.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mais carros nas ruas


arte: Nazareno Affonso
O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) do IPEA sobre mobilidade urbana  mostra que, de 2000 a 2010, caiu o número de pessoas por automóvel.

O SIPS revela ainda que 44,3% da população brasileira tem no transporte público seu principal meio de deslocamento nas cidades. Em segundo lugar aparece o carro, com 23,8%, seguido por motocicleta com 12,6%. O levantamento feito com 2.770 famílias em todo o país constatou ainda que 12,3% se locomovem a pé.

Na região Sudeste, o percentual atinge 50,7%. Apesar da importância desse tipo de transporte, a quantidade de ônibus em circulação no Brasil cresceu menos, de 2000 a 2010, que a quantidade de veículos particulares. Hoje, há um ônibus para cada 427 habitantes, e, em 2000 era um para 649 pessoas. Em relação aos carros, a proporção hoje é de um automóvel para cada 5,2 habitantes, enquanto há dez anos era de 8,5.

Um dos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), é o de crescimento dos gastos com transporte no País. Em 2000, esse tipo de serviço abocanhava 18,7% das despesas de consumo do cidadão, em média.

Em 2010, chegou a 20,1%, enquanto a alimentação caiu de 21,1% para 20,2% no mesmo período. É um sinal claro de que os preços das tarifas (preços administrados principalmente pelos municípios no caso de transporte urbano) subiram bem mais do que a inflação, que ficou abaixo da alta dos alimentos.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Problema Urbano: cada vez mais carros nas ruas.


arte: Nazareno Affonso
O que significa para uma sociedade um aumento de 146% nas vendas de veículos automotores em apenas um mês?

Para muitos não significa simplesmente nada, uma vez que a grande maioria da população brasileira não tem poder aquisitivo para investir num carro. Muitos que investem num automóvel não conseguem efetivamente utilizá-lo e assim grande parte dos brasileiros continuará preso ao  transporte coletivo. Transporte coletivo que precisa ser bastante melhorado.

A falta de espaço nas vias  públicas do país para o transporte público significa o mais latente sinal de atraso no que diz respeito a políticas públicas de mobilidade urbana. Mostra que temos dificuldade de discutir de forma clara e objetiva o assunto e que estamos desinformados do que acontece no mundo. Muitos continuam achando que ter um carro é o máximo. Se ele será capaz de te levar a algum lugar, isso é outra história.

Quanto maior o número de carros, maiores as chances de um acidente, já que o espaço disponível para circulação de veículos permanece o mesmo. Quanto maior o número de acidentes, maior o número de vítimas, óbvio. Quanto mais vítimas, mais dinheiro público é gasto no atendimento e tratamento dos envolvidos. Entretanto, acidentes de trânsito não são meras fatalidades, e sim, a somatória do despreparo e da imprudência dos motoristas, multiplicados pela impunidade e desrespeito à vida.

Enfim, não temos motivo porque comemorar o crescimento das vendas de veículos automotores, muito pelo contrário,. Assim como crescem as vendas, também irão crescer as estatísticas de acidentes, de mortes e consequentemente, de impunidade sem contar a poluição ambiental que trataremos em outra postagem.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Encontro Estadual de Reforma Urbana do Pará divulga relatório

Foi realizado em Belém do Pará o primeiro Encontro Estadual de Reforma Urbana nos dias 16, 17 e 18 de dezembro de 2010. O encontro teve como objetivo construir o Fórum Estadual de Reforma Urbana e a finalidade de discutir as especificidades dos territórios que compõem o estado do Pará, além de elaborar propostas especificas e adaptadas as diferentes realidades.

arte: Nazareno Affonso
O Relatório das atividades foi divulgado recentemente e propõe que além de garantir os direitos humanos, o território das cidades, seja urbano ou rural, é espaço e lugar de exercício e cumprimento dos direitos coletivos como forma de assegurar a distribuição e uso eqüitativo, universal, justo, democrático e sustentável dos recursos, riquezas, serviços, bens e oportunidades das cidades. Isso significando, também, o direito ao meio ambiente, ao transporte e mobilidade pública, à justiça e, fundamentalmente, à participação no planejamento e na gestão das cidades. Por outro lado, o combate às desigualdades de classe, gênero, raça e etnia deve ser também elemento constitutivo da política de reforma urbana no país.

O Encontro também onsiderou que a criação do Ministério das Cidades, em 2003 - resultado de anos de luta dos movimentos sociais pela Reforma Urbana - representou o reconhecimento de que os desafios urbanos do país precisavam ser enfrentados por meio de uma abordagem integrada. A questão urbana foi recuperada na agenda política nacional, por meio da integração das questões mais relevantes e estratégicas para o desenvolvimento urbano: Habitação, Saneamento Ambiental, Transporte e Mobilidade e Planejamento e Gestão Urbana. Nos últimos quatro anos, o Governo Federal consolidou a Política Nacional de Habitação, com o desenvolvimento e implementação do PLANHAB – Plano Nacional de Habitação; sancionou a Lei Nacional de Saneamento Básico (Lei 11.445/07) e o regulamento 7.217/10, que consolidaram as diretrizes para os serviços públicos de saneamento básico; realizou ações para implementar os Planos Diretores previstos no Estatuto da Cidade; estimulou e financiou os processos de regularização fundiária de interesse social (Lei 11.481/07, que trata da regularização em terras da União; Lei 11.952/09, que agiliza a regularização fundiária em terras do INCRA na Amazônia Legal, e Lei 11.977/09, que fornece instrumentos para implementação da regularização fundiária nos municípios); e estabeleceu diretrizes importantes para a efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Governo Federal prorroga prazo para financiamentos de obras de mobilidade urbana para a Copa

Data limite para contratação com recursos do governo é 30 de setembro de 2011



O Ministério das Cidades prorrogou o prazo para a contratação de financiamentos para realizar as obras de mobilidade urbana nas cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014.




Segundo instrução assinada pelo ministro das Cidades, Mário Negromonte, e publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (4), as cidades-sede terão até o dia 30 de setembro de 2011 para buscar financiamento junto ao Governo Federal para custear os projetos selecionados no âmbito do programa Pró-Transporte, com recursos do Orçamento de 2010.



A medida vale também para programas apoiados pela segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2.



Em julho do ano passado o Ministério já havia alterado a data limite de 2 de julho para 31 de dezembro de 2010.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O futuro do transporte está também nas bicicletas?

Assessoria de Imprensa Perkons

Especialistas falam sobre como alcançar o convívio harmônico entre os veículos motorizados e os não-motorizados, bem como sobre os espaços para a ciclomobilidade



Manter a harmonia entre os 64 milhões de veículos motorizados que circulam pelo Brasil não é muito fácil. Congestionamentos, buzinas, acidentes já viraram rotina nas grandes cidades. Em tempos de lutas pelo meio ambiente e por uma maior qualidade de vida – o que passa também pela qualidade do trânsito –, um veículo não-motorizado reclama seu espaço: a bicicleta. Limpo e renovável por natureza, já que é a propulsão humana e não a combustão, as chamadas bikes ganham cada vez mais importância como alternativa verde de transporte, o que promove também saúde, esporte e lazer.

Mas alguns impasses surgem disso: como incentivar a ciclomobilidade? Como fornecer a devida segurança ao ciclista? E que tipos de vias são ideais para essa classe de tráfego? É consenso entre os especialistas de que, para se alcançar uma real harmonia entre os veículos motorizados e os não-motorizados, é necessária uma infraestrutura adequada (ciclovias, ciclofaixas, entre outras), bem como medidas de educação e fiscalização em relação ao uso e ao respeito a esses espaços. Igualmente importante seria priorizar – em planejamentos e ações – o transporte coletivo.


foto de 2005 mostra homem carregando a filha em uma


via da zona norte de Natal (RN), em um transporte de

alta periculosidade, sem proteção em relação aos outros

veículos. (Crédito: Nei Simas)




“É preciso acabar com a grande insistência nas soluções pontuais, imediatistas e provisórias, que sempre serão necessárias, porém não atuam sobre a base”, defende o arquiteto e urbanista Nei Simas, consultor especializado em Transporte Urbano pela Universidade de Brasília. “Enquanto a Engenharia de Tráfego der prioridade para as obras de ampliação do sistema viário e mais prioridade ainda para o transporte individual, deixando de lado o disciplinamento da operação de tráfego e a segurança, o chamado caos urbano vai se agravar cada vez mais, o que aumenta a desarmonia já existente”, completa.




Já o coordenador de Comunicação da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), André Soares, explica que as cidades, carentes – em geral – de um planejamento urbano, cresceram desordenadamente e conforme as exigências do mercado (especialmente o imobiliário, o comercial e o automotivo). “Com isso, o poder público age com medidas corretivas ou adaptativas, alargando vias, construindo viadutos e túneis, mesmo que isto signifique alterar a arquitetura urbana ou a base geográfica natural”, afirma ele, que – além de mestre em Sociologia Política – já foi membro do Conselho Municipal de Transportes de Florianópolis e secretário-executivo da União de Ciclistas do Brasil (UCB). “A única maneira de os ciclistas, pedestres e motoristas conviverem harmonicamente é planejar e gerir a cidade para as pessoas, e não para as máquinas, buscando o convívio nas vias públicas, ao invés de territorializá-las exclusivamente para os veículos motorizados”, acrescenta.



INFRAESTRUTURA CICLÍSTICA: POR ONDE COMEÇAR?

Com quase 1,1 milhão de habitantes, Campinas – terceiro maior município paulista – já começou a se movimentar no sentido de oferecer a infraestrutura necessária para os ciclistas. No último dia 23, foi inaugurada a ciclofaixa “Campinas – Cidadania em Movimento”, com 18 km de extensão, na região central da cidade. Voltado ao lazer, o espaço só funciona aos domingos e feriados, das 7h às 13h, apoiado por uma grande operação de trânsito, que custa mais de R$ 20 mil por dia à Prefeitura. A média de público usuário tem sido entre 3 mil e 5 mil ciclistas, inclusive de outras cidades. Até maio deve ser entregue nova ciclofaixa, com 10 km de extensão. Mais do que iniciativas isoladas, os projetos fazem parte do Sistema Cicloviário de Campinas, lei que prevê cerca de 100 km de ciclovias e ciclofaixas que - diferente da via inaugurada - serão de uso diário.


“Os estudos começaram em 2005, quando fizemos os primeiros bicicletários e recuperamos uma ciclovia e uma ciclofaixa que já tínhamos. Em 2006, preparamos um plano cicloviário para a cidade, discutido entre a Câmara Municipal e a Prefeitura. Em 2007, o projeto foi aprovado pelo Legislativo, dando as diretrizes para os investimentos em deslocamentos por bicicletas. De lá para cá, de forma gradativa, fomos aumentando os espaços para este fim: sempre que uma nova avenida é planejada, incluímos também esse tipo de espaço no planejamento”, conta o secretário de Transportes, Gerson Luis Bittencourt, que também é presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Crédito: Emdec).


A iniciativa da cidade paulista é um passo alinhado ao que dizem os especialistas. “Deve-se sempre considerar a existência de um sistema, que envolve infraestrutura, planejamento, legislação, fiscalização e controle da operação de tráfego e transporte público, para que motoristas, ciclistas, pedestres e passageiros de transporte público possam conviver em harmonia”, comenta Nei Simas.




O urbanista sugere ainda que o sistema cicloviário não seja considerado apenas um espaço diferenciado, mas que tenha todo um planejamento por trás, levando em conta aspectos como:

• é necessária a montagem de redes de eixos de transporte não-motorizado, não de ciclovias isoladas;

• deve haver o mínimo de proteção ao ciclista contra as intempéries (arborização para proteger da insolação, iluminação especial para maior segurança, pequenos espaços cobertos a cada 300 ou 400 metros para abrigo contra as chuvas, etc);

• há que ter paraciclos espalhados por toda a área urbana e bicicletários em pontos estratégicos, como estações de metrô e terminais de transporte coletivo;

• a obrigatoriedade de transporte de bicicletas em todos os meios de transporte público, com tarifa integrada, também é uma medida fundamental de estímulo à ciclomobilidade.


A opinião é compartilhada por André Soares, da ViaCiclo, que acrescenta que o fornecimento de bicicletas públicas ou de aluguel também é importante. “É preciso ainda incluir nas atribuições do Conselho de Transporte/Trânsito local a mobilidade ciclística e a integração intermodal, ampliando a participação da sociedade civil no processo deliberativo”. Além disso, para ele a iniciativa privada pode se inserir no processo com a implantação de bicicletários para clientes e funcionários e, para estes, vestiários com duchas, o que pode ser incentivado pelo poder público.



REFERÊNCIAS

Muitas cidades ainda carecem de avanços nesse sentido, mas não faltam referências, no Brasil e no exterior, que auxiliam na implantação desse tipo de política. Cidades como Ribeirão Preto, Sorocaba, Santos e Teresina são citadas como locais com investimentos crescentes na área. O Rio de Janeiro se destaca por estar, segundo Nei Simas, implantando uma “verdadeira rede de ciclovias, porém como um programa isolado dos demais modos de transporte”.

Fora do País, Amsterdã e Roterdã, na Holanda, são referências internacionais. Londres inaugurou em julho de 2010 pistas rápidas exclusivas para bicicletas – conhecidas como Barclays Cycle Superhighways, que estimulou o aumento do uso deste modo em 70%, segundo relatório publicado pela Transport for London (TfL). Outro destaque fica para Bogotá, na Colômbia, que tem uma das maiores redes cicloviárias do mundo. “A cidade construiu ciclovias e bicicletários e apoiou a criação e consolidação do serviço de bici-táxis nas áreas periféricas, criando empregos”, conta Simas.

A exemplo dessas cidades, o desafio das brasileiras que ainda estão em processo de planejamento ou implantação de políticas para a ciclomobilidade, é avançar em um plano de longo prazo. “A população não pode deixar recuar; tem que ser um projeto da cidade, não de um governo; quando isso acontece, não existe possibilidade de retrocesso”, afirma Gerson Luis Bittencourt, presidente da Emdec. “O ciclista, para ser incluído, precisará se movimentar não apenas na via pública, mas politicamente; precisa cumprir a cidadania, que se refere não apenas ao usufruto dos direitos e ao cumprimento dos deveres, mas fundamentalmente ao processo contínuo da elaboração destes”, finaliza André Soares.


Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nesta quarta-feira, a ANTP divulgou os resultados da Pesquisa de Imagens dos Transportes na RMSP


Na manhã desta quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011, a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) divulgou os resultados da mais recente Pesquisa de Imagem dos Transportes na Região Metropolitana de São Paulo, realizada pela Toledo & Associados. O evento foi realizado na sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiro do Estado de São Paulo (Setpesp) e contou com a presença de alguns secretários, além de dirigentes das entidades patrocinadoras da pesquisa.

Dados e análise.

Além dos tradicionais resultados da pesquisa, que avalia a imagem de todos os serviços de transporte coletivo junto à população em geral e a percepção daqueles que usam os sistemas, também é realizada uma análise dos pontos fortes e pontos fracos associados a cada serviço. Essas informações são importantes para que as empresas de transporte coletivo possam identificar insuficiências e aspirações apontadas pelos usuários para melhoria dos serviços prestados.

Desde 1985.

A ANTP e as empresas responsáveis pelo transporte coletivo na RMSP vêm realizando, periodicamente, esta pesquisa para conhecer a imagem de seus serviços junto à população e usuários. Patrocinadores. As entidades patrocinadoras da pesquisa são: Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU, Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, São Paulo Transporte – SPTrans, Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo – Setpesp e Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo – SP-Urbanuss.



Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ruído urbano aumenta risco de derrame em idosos


arte: Nazareno Affonso


Folha de São Paulo 
A exposição ao ruído de trânsito aumenta o risco de derrame em pessoas com 65 anos ou mais, segundo estudo publicado nesta quarta-feira na edição on-line da revista especializada "European Heart Journal".




Na pesquisa feita com mais de 50 mil pessoas, cada 10 decibéis a mais de barulho de trânsito aumenta o risco de derrame em 14%, em média, em todos as faixas etárias.



Para aqueles abaixo dos 65 anos, o risco não foi estatisticamente significativo. Mas a probabilidade aumentou enormemente no grupo de pessoas com mais de 65 anos, aumentando 27% para cada 10 decibéis a mais de barulho.



Acima de 60 decibéis, o risco de derrame aumentou ainda mais, afirmaram os cientistas.



Uma rua movimentada pode facilmente gerar níveis de ruído entre 70 e 80 decibéis. Comparativamente, um cortador de grama ou uma serra elétrica atingem de 90 a 100 decibéis, enquanto um avião a jato produz 120 decibéis de ruído na decolagem.



"Estudos anteriores vincularam o ruído do tráfego a uma elevação da pressão sanguínea e de ataques cardíacos", disse o chefe das pesquisas, Mette Sorensena, da Sociedade Dinamarquesa de Câncer.



"Nosso estudo demonstra que a exposição ao ruído de tráfego parece aumentar o risco de derrame", acrescentou.



O estudo revisou históricos médicos e de residência de 51.485 pessoas que participaram da pesquisa Dieta Dinamarquesa, Câncer e Saúde, realizada em Copenhague e arredores entre 1993 e 1997.



Um total de 1.881 pessoas sofreu derrame neste período.



Segundo o artigo, 8% de todos os casos de derrame e 19% destes casos registrados em pessoas acima dos 65 anos poderiam ser atribuídos ao barulho do trânsito.



Os cientistas sugerem que o ruído atua como um fator de estresse e perturbador do sono, o que resulta na elevação da pressão sanguínea e da frequência cardíaca, bem como no aumento do nível de hormônios de estresse.



O estudo contabilizou os efeitos da poluição do ar, da exposição ao ruído de trens e aviões e uma série de fatores de estilo de vida, potencialmente desconcertantes, como o tabagismo, a alimentação e o consumo de álcool.



Os participantes da pesquisa viviam, em sua maioria, em áreas urbanas e, portanto, não representavam a totalidade da população em termos de exposição ao ruído do trânsito.



A proximidade com este barulho também está relacionada com a classe social, uma vez que os mais abonados conseguem pagar para morar em regiões mais silenciosas.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Campus Aberto

O Green Mobility em parceria com o Catraca Livre ( Gilberto Dimenstein) e com a Ativbs, Biblioteca Viva,  estão lançando em fevereiro um site para Universitários de Compartilhamento, trata-se de um espaço onde será possível compartilhar uma Carona, uma Rota de Bicicleta, procurar parceiros para ir de bicicleta para faculdade, procurar um livro ou doar um livro para biblioteca da faculdade.
Muito legal esta parceria em prol da Mobilidade Urbana Sustentável!
Vamos conferir em fevereiro o site do Campus Aberto.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Reunido em dezembro, Secretariado Nacional define linhas de ação para o MDT em 2011



arte: Nazareno Affonso

Reunido na sede da ANTP, em São Paulo, no dia 14 de dezembro de 2010, o Secretariado Nacional definiu as quatro principais linhas de ação para Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT) em 2011. A reunião foi presidida pelo coordenador nacional, Nazareno Affonso, e serviu também para que se fizesse uma avaliação das atividades desenvolvidas em 2010 (ver matéria a seguir) e da situação financeira do MDT, que se mostrou equilibrada.



Mesmo considerando o equilíbrio das contas, o Secretariado Nacional avaliou que será necessário desenvolver projetos de captação de recursos para garantir a manutenção básica do MDT e, particularmente, para permitir a capacitação de lideranças dos movimentos sociais e de multiplicadores do curso Mobilidade Urbana e Inclusão Social, entre outras novas atividades que se mostram necessárias.



As linhas de ação. Uma das linhas de ação se refere à consolidação e, sobretudo, à ampliação das ações de comunicação do MDT, entendidas como ferramentas de ajudam na tarefa de difusão política das propostas do Movimento. Outra linha diz respeito à identificação de temas que exigirão esforço de mobilização política durante o ano.



Uma terceira diretriz trata do aprimoramento das relações institucionais com entidades do setor da mobilidade urbana e com autoridades, sobretudo no âmbito do Executivo e do Legislativo, nas três esferas de poder. A quarta linha é referente às relações com organizações do movimento social – um campo de atividade que o Secretariado Nacional reputa de significativa importância, especialmente porque alcança o extrato social que mais é beneficiado com a ampliação e qualificação do transporte público e do qual também se tem conseguido importante respaldo político para as teses e propostas do MDT.



COMUNICAÇÃO



Quanto às ações de comunicação, a proposta é que seja dada continuidade ao Blog do MDT, implantado em 2010, e que se notabilizou por garantir apoio às atividades e difundir as propostas do Movimento, além de ter se mostrado consideravelmente participativo. “O Secretariado Nacional decidiu prosseguir com o Blog do MDT, considerando a importância das ‘postagens’ de noticias referentes à mobilidade, às ações do MDT e de suas entidades e às atividade da sociedade civil. E considerando também o compromisso das entidades e lideranças do Secretariado de se engajarem na difusão e no apoio direto da produção do blog, enviando textos informativos e de opinião, relatos de ações de suas entidades referentes aos objetivos e teses do MDT, e comentando também temas da política nacional e setorial”, disse Cristina Baddini, editora do Blog do MDT.



O MDT deve também continuar com as edições mensais do informativo Movimentando – um instrumento de informação e análise do Secretariado e da Coordenação sobre os temas atuais, mas, também, uma verdadeira base de dados com a história do MDT. A proposta definida na reunião do Secretariado Nacional é de promover a inserção do Movimentando nos 'sites' das entidades que integram o MDT e o reenvio da publicação para associados e para o público dessa organizações, incluindo presença periódica de notícias do MDT no Informativo ANTP e no boletim eletrônico Semanal, veículos que alcançam todo o público da ANTP.



O MDT deverá ainda reorganizar, de forma mais dinâmica e abrangente, a disposição das informações do MDT no Portal da ANTP. Dessa forma, será mais facilmente acessado todo o acervo a respeito do MDT existente naquela base de dados: manifestos, documentos, cartas, cursos, cartilhas, apresentações em eventos, filmes e outros textos de referência.



Também se buscará estruturar um trabalho de assessoria de imprensa, com a remessa periódica de material para a mídia impressa e eletrônica e para as assessoria de imprensa das entidades; além de tratar de informações institucionais, a intenção é difundir e promover o debate público mais amplo de temas polêmicos que ajudem na compreensão das bandeiras e teses do MDT. A ação de assessoria de imprensa poderá ser complementarmente organizada por meio da contratação de profissional ou empresas para projetos específicos, que tiverem o perfil de campanhas de alcance nacional, tendo como modelo a campanha Tarifa Cidadã, lançada nacionalmente em 2005, e que conseguiu difundir as teses do MDT sobre barateamento das tarifas.



TEMAS DE AÇÃO POLÍTICA



O Secretariado Nacional definiu que entre os temas que exigirão a mobilização do MDT em 2011 estão os projetos concernentes ao PAC da Copa e a aprovação e implementação de projetos do PAC da Mobilidade.



Além disso, será necessário impulsionar os chamados ‘planos de longo prazo’, referentes aos Planos Diretores de Mobilidade e ao uso dos instrumentos econômicos do Estatuto das Cidades pelos municípios, de modo a incentivar e concretizar investimentos que favoreçam e qualifiquem o transporte público, o transporte não motorizado e os deslocamentos a pé nas cidades.



Outros pontos arrolados foram o estímulo à adoção pelos municípios de uma política pública de estacionamento e de debate sobre a implantação do pedágio urbano, com garantia de que essas modalidades de disciplinamento do uso dos automóveis destinem os recursos arrecadados para investimento em transportes públicos. Também houve concordância quanto ao MDT se articular com a organização do Programa BRT Brasil, liderado pela ANTP, Fórum Nacional de Secretários, NTU e Instituto Energia e Meio Ambiente e que tem como meta formar opinião no setor e na sociedade a respeito da importância de se implantarem corredores estruturados e eficazes de ônibus que promovam a Paz no Trânsito, a integração política entre Municípios e Estado nas regiões metropolitanas, e sejam indutores de qualidade dos espaços públicos e do meio ambiente no seu entorno, propostas que guardam perfeita sintonia com as propostas do MDT.



PLANO INSTITUCIONAL



Considerado o plano institucional, uma das propostas definidas pelo Secretariado do MDT é a continuidade da colaboração com o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte e Trânsito (conhecido simplesmente como Fórum Nacional de Secretários), Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Frente Parlamentar do Transporte Público-(FPTP), e com o Conselho das Cidades, em especial, para a definição de uma agenda referente às novas administrações no governo federal e nos governos estaduais, sem deixar de considerar as administrações municipais, tendo em vista a implementação dos investimentos e a aprovação de leis de mobilidade sustentável. O Secretariado Nacional do MDT entende que este é um ano de grandes desafios, tendo em vista a aprovação de medidas de significativa importância para o setor, como o Projeto de Lei da Mobilidade Urbana e o Projeto de Lei do Barateamento das Tarifas, além da implementação dos investimentos do PAC da Copa e concretização da promessa do PAC da Mobilidade, estes, considerando a implementação, com qualidade, de corredores de ônibus no padrão BRT (Bus Rapid Transit), além de ampliação ou recondicionamento tecnológico de sistemas sobre trilhos de maior carregamento, como metrôs e trens metropolitanos, ou sistemas de média capacidade, como Veículos Leves sobre Trilhos (VLT).



A direção do MDT se mostra disposta também a desenvolver ações de engajamento nas questões vinculadas na defesa do meio ambiente nas cidades, combatendo o efeito estufa e a poluição automobilística.



MOVIMENTO SOCIAL



Quanto à relação com o movimento social, a proposta é dar continuidade ao trabalho junto com o Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU) e entidades da sociedade civil, participando incluisve das atividades de planejamento dessas organizações.



A ideia para 2011 é contribuir para que se constituam espaços de controle social de modo a acompanhar e propor aperfeiçoamentos e integração de políticas nos investimentos de mobilidade para a Copa 2014 e para Jogos Olímpicos de 2016, bem como no que diz respeito aos prometidos investimentos do PAC da Mobilidade.



O MDT também se propõe a manter participação ativa nas ações do Conselho Nacional das Cidades e no Comitê de Mobilidade, levando em conta que 2011 será um ano importante de articulação com os novos governantes, em especial com o ministro e outros dirigentes do Ministério das Cidades. Quanto a este ponto, um fato significativo foi a escolha do deputado Mário Negromonte , ex-secretário de Transporte de Salvador, para comandar o Ministério das Cidades, que por sua vez convidou o velho combatente das causas da mobilidade sustentável, Carlos Batinga, para atuar à frente da Secretaria Nacional dos Transportes e da Mobildiade (SeMob).



O MDT continuará buscando levar os temas da mobilidade para o Pleno do Conselho das cidades, e procurará participar do GT da Copa.Quanto ao caderno Mobilidade Urbana e Inclusão Social, ficou definido que, para 2011, o desafio é prosseguir na procura de parceiros interessados em providenciar novas edições da publicação – estratégia de sucesso empreendida em 2010, com a publicação de uma nova edição pelo Sindicato dos Engenheiros da Bahia. A ideia definida na reunião foi de buscar financiamento para remunerar professores, e recursos materiais para viagens , estadas e para elaboração de 'kits' (com publicações e arquivos digitalizados com informações e textos de análise do MDT). Foi proposta uma meta ousada - a ser avaliada quanto à sua viabilidade, em especial no que diz respeito aos recursos materiais e humanos necessários - de realização de seis cursos no ano, sendo cinco para as lideranças e um para formar multiplicadores de modo que em 2012 o MDT possam reproduzir os cursos por todo o Brasil.



Outra decisão para o ano que se inicia é dar continuidade ao apoio a iniciativas destinadas à inclusão do automóvel nas políticas de integração aos sistemas estruturais de transporte público. Também se decidiu prosseguir com o engajamento na Jornada Brasileira ‘Na Cidade, Sem meu Carro’, juntamente com o FNRU e ONG RUAVIVA; a idéia é que se mantenha a iniciativa, desenvolvida com êxito em 2010, de elaborar e divulgar, pelo Blog do MDT, e pelo informativo eletrônico Movimentando e ainda por outros meios, um manifesto conjunto das três organizações e de outras que quiserem também apoiar esta causa.



Por fim, o Secretariado decidiu dar seqüência ao processo de aproximação com entidades de trabalhadores de transporte – em especial as vinculadas à CNTT-CUT, que na reunião assumiu o compromisso de fazer esse envolvimento–, buscando contribuir na produção de políticas para esse segmento e no engajamento dos trabalhadores nas ações pelo Direito ao Transporte; o MDT e as entidades que o integram vêm mantendo esse princípio de ação desde 2009.

Boletim Movimentando do MDT











quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sociedade do Automóvel

O Sistema de Indicadores de Percepção Social - SIPS ( IPEA) sobre mobilidade urbana também mostra que, de 2000 a 2010, caiu o número de pessoas por automóvel.



O SIPS divulgado nesta segunda-feira, 24, revela ainda que 44,3% da população brasileira tem no transporte público seu principal meio de deslocamento nas cidades. Em segundo lugar aparece o carro, com 23,8%, seguido por motocicleta com 12,6%. O levantamento feito com 2.770 famílias em todo o país constatou ainda que 12,3% se locomovem a pé.

Na região Sudeste, o percentual atinge 50,7%. Apesar da importância desse tipo de transporte, a quantidade de ônibus em circulação no Brasil cresceu menos, de 2000 a 2010, que a quantidade de veículos particulares. Hoje, há um ônibus para cada 427 habitantes, e, em 2000 era um para 649 pessoas. Em relação aos carros, a proporção hoje é de um automóvel para cada 5,2 habitantes, enquanto há dez anos era de 8,5.


Apresentado pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o SIPS de mobilidade urbana mostra os contrastes nos tipos de transporte de cada região brasileira. Quase 50% das pessoas que andam de ônibus no país estão na região Sudeste, enquanto 45,5% daqueles que utilizam bicicleta moram na região Nordeste. Da mesma forma, 43,4% dos utilizadores de motocicleta também estão no Nordeste.


“Houve uma mudança de ponto de vista da composição da frota. Em 2000, os automóveis eram 62,7% do total de veículos no Brasil. As motos eram 13,3%. Agora, em 2010, os automóveis são 57,5%, contra 25,2% das motos”, afirmou Pochmann. “Para cada ônibus novo surgido colocado em circulação nos últimos dez anos, apareceram 52 automóveis”, continuou o presidente do Ipea. Resulta disto o aumento substancial dos congestionamentos e da poluição nas cidades (inclusive sonora), sobretudo nas maiores.


Acima da inflação


Um dos dados citados na apresentação do estudo, retirado da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), é o de crescimento dos gastos com transporte no País. Em 2000, esse tipo de serviço abocanhava 18,7% das despesas de consumo do cidadão, em média.


Em 2010, chegou a 20,1%, enquanto a alimentação caiu de 21,1% para 20,2% no mesmo período. É um sinal claro de que os preços das tarifas (preços administrados principalmente pelos municípios no caso de transporte urbano) subiram bem mais do que a inflação, que ficou abaixo da alta dos alimentos.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

De acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira, em São Paulo, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 20,5% dos brasileiros enfrentam congestionamento pelo menos uma vez por dia.

Arte: Nazareno Affonso

Segundo o presidente do Ipea, o economista Marcio Pochmann, os dados mostram que 69% dos brasileiros convivem com congestionamentos pelo menos uma vez por semana.
O estudo na área de Mobilidade Urbana faz parte do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips), que aponta a compreensão da população brasileira sobre a qualidade dos serviços públicos e que entrevistou 2.770 pessoas em todos os Estados, em 2010. A margem de erro é de 5%.
Conforme a pesquisa, a região Sudeste é a que mais sofre com o trânsito, com 21,6%, seguida pelo Centro-Oeste, com 20,8% dos que declararam ter problemas de deslocamento. Quase um terço dos entrevistados, porém, afirmou que nunca enfrentou congestionamentos (39,3% na região Norte, e 34,4% na região Centro-Oeste).
Transporte público


Os dados do Sips na área de Mobilidade Urbana analisaram também a eficácia do transporte público, as dificuldades encontradas em sua utilização, condições das vias e os motivos de utilizações, entre outros. O estudo traz dados sobre as diferentes concepções que os brasileiros têm sobre a mobilidade urbana em análises por regiões, etnias, nível de escolaridade e faixa salarial.
Segundo a pesquisa, 88,8% da população brasileira faz uso de transporte público, sendo que para 44,3% da população esse é o principal meio de locomoção. A percepção da qualidade do transporte público, porém, é de "muito ruim" na opinião de 19,8% dos entrevistados. No plano geral, 31,3% dos brasileiros acham o transporte público "regular".
Na avaliação por região, o estudo mostra que o Sudeste é que mais depende do transporte público, com 50,7%. Essa região também é a que mais sofre com a falta de pontualidade na frequência do transporte público. Ou seja, 51,5% da população, acima da média nacional (41,5%), declararam que sempre há atrasos. No Sul, esse índice cai para 28,4%, abaixo da média do País, de acordo com os dados do Ipea.
Segundo Pochmann, foi verificado o crescimento da importância da compra de veículos na vida do brasileiro. Para ele, a decisão pelo transporte individual tem relação com a falta de eficiência do transporte público no País.
"Os avanços econômicos nesta primeira década foram convergentes com decisões de transporte individual. Justamente a expansão da frota se deu por motos e automóveis. Houve crescimento na frota de ônibus, mas não a mesma identificada na aquisição de veículos. Percebe-se que a população tem interesse no uso de transporte coletivo, mas não usa porque não se identifica com qualidade, rapidez e segurança, o que mostra que há espaço para o avanço das políticas públicas pelos governos estaduais e também federal".

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Londres preocupada com a mobilidade urbana


Londres inaugurou as Cycle Superhigways, duas vias que se ligarão a outras dez até 2015, e formarão o mais ousado projeto de ciclovias do mundo.




Mas ainda é cedo pra atirar confetes. As vias estão em fase de teste. No primeiro dia de funcionamento, ciclistas ouvindos pelo jornal The Times acusaram a Prefeitura de Londres de ter feito apenas uma maquiagem em antigas ciclovias.



O projeto, segundo o órgão responsável pelo transporte da cidade (TFL, ou Transport For London), deve transformar a capital inglesa na melhor cidade para ciclismo no mundo.



A mobilidade no trânsito não é um assunto restrito aos grandes centros urbanos, mas bons exemplos devem ser vistos com carinho.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A mobilidade em São Paulo

A tarifa de transporte público é o aspecto que mais incomoda o paulistano quando o assunto é mobilidade urbana na cidade de São Paulo – que inclui, além dos meios de transporte, o trânsito – segundo a pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), divulgada nesta quinta-feira (20) pela Rede Nossa São Paulo. O item recebeu nota 3,6 – em uma escala de 0 a 10. O levantamento foi feito entre 29 de novembro e 12 de dezembro de 2010, antes do anúncio e do aumento da tarifa dos ônibus municipais para R$ 3, efetivada em 5 de janeiro de 2011.

No total, 1.512 moradores da cidade foram ouvidos pelo Ibope e deram suas opiniões sobre 169 itens em 25 temas. Ainda na mobilidade urbana, o respeito ao pedestre também recebeu nota 3,6. Outros aspectos mal avaliados foram a quantidade de ciclovias na cidade e a segurança no trânsito (3,7) e a qualidade das calçadas (3,9). A nota mais alta no tema foi para o tamanho da rede de Metrô, com 6,2.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Procurador-geral entra com ação no Supremo contra mototáxi. Uma vitoria importante e ele colocou as argumentações do MDT, ANTP, FNSTT e FPTP

A atividade é perigosa, muitas vezes fatal e pode trazer prejuízos para a saúde pública.

A regulamentação da profissão de mototaxista em todo o território nacional corre o risco de ser derrubada. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contestou no Supremo Tribunal Federal (STF) os trechos de uma lei de 2009 que regulamentou o serviço. Para o procurador, a atividade é perigosa, muitas vezes fatal e pode trazer prejuízos para a saúde pública.

Na ação direta de inconstitucionalidade (adin), protocolada no fim de dezembro no STF, Gurgel afirma que a norma também não tem razoabilidade, porque estabeleceu critérios mais rigorosos para a atividade de transporte de mercadorias do que de passageiros. "Admite-se maior proteção no transporte de coisas do que no de pessoas", disse o procurador.

Para demonstrar o grau de periculosidade do serviço, o procurador citou dados debatidos no Congresso Nacional durante o processo de aprovação da lei, que também regulamentou as atividades de motofrete (entrega de mercadorias) e serviço comunitário de rua. Nas discussões, foi citada a informação de que o município baiano de Jequié, de 148 mil habitantes, teria registrado mais acidentes com motocicletas do que Salvador. Na época a população da capital baiana era de 3 milhões de habitantes e a cidade não contava com serviço de mototáxi.

Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), também mencionado na ação, teria concluído que os casos graves de internação de pacientes acidentados com motos tinham um custo hospitalar médio de R$ 92.314, em valores referentes a abril de 2003. Os gastos com reabilitação poderiam chegar a R$ 56 mil nos 18 meses após o atendimento hospitalar.

A regulamentação do transporte de passageiros em motocicletas representou grave prejuízo no campo da saúde pública, por quase nada dispor sobre a prática de uma atividade sabidamente perigosa, permitindo, ao contrário, que o risco de acidentes aumente, inclusive os fatais", alegou o procurador. Os evidentes riscos, inclusive para a vida dos usuários dos serviços deficientemente regulamentados, bem ilustrados nas estatísticas, confirmam a urgência na suspensão de tal atividade.


Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Corte o carbono

Mapa evidencia a intensidade das ondas de calor sobre a Terra em 2010, incluindo o Ártico: Imagem: Divulgação


O ano de 2010 empatou com 2005 como o ano mais quente desde 1880, quando a Organização Meteorológica Mundial (OMM) iniciou as medições. A última temporada encerrou uma década de temperaturas excepcionalmente altas devido às emissões humanas de gases de efeito estufa, segundo informações da agência de noticias Reuters.

A temperatura da superfície terrestre no ano passado foi 0,62 grau Celsius superior à média do século 20, de acordo com relatório divulgado quarta-feira, 12 de janeiro, pelo Centro Nacional de Dados Climáticos (NCDC), ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

“Esses resultados mostram que o clima está continuando a demonstrar a influência dos gases de efeito estufa. Está demonstrando a evidência do aquecimento”, afirmou David Easterling, chefe da divisão de serviços científicos do NCDC, em teleconferência com jornalistas.


Muitos países, como Rússia e Paquistão, sofreram em 2010 com ondas de calor e inundações que deixaram milhares de mortos e destruíram lavouras. Não é possível atribuir nenhuma catástrofe climática diretamente ao aquecimento global, mas a tendência de elevação das temperaturas desde 2000 aumenta a possibilidade de que ocorram novas ondas de calor, inundações e secas, segundo Easterling.


Desde 2000, todos os anos subsequentes estiveram entre os 15 mais quentes já registrados. O ano passado foi também o mais úmido já registrado, e uma atmosfera mais aquecida contém mais água, o que em geral pode resultar em mais inundações, explicou o cientista.


Tendência de futuro efervescente

O relatório não fez previsões para o clima no futuro, mas uma comissão científica da Organização das Nações Unidas (ONU) indica que a tendência neste século é de fenômenos climáticos mais extremos, devido ao acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente em decorrência da queima de combustíveis fósseis e da destruição de florestas.


Durante a 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16), realizada entre novembro e dezembro de 2010, em Cancún (México), cerca de 200 países se comprometeram a tentar limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

No entanto, cientistas apontam que as reduções de emissões de gases de efeito estufa prometidas por grandes poluidores, como Estados Unidos e China, são insuficientes para alcançar tal meta, segundo cientistas

Carbono
 
O Duoóxido de carbono (CO2)  é um componente essencial a Terra. Ele aprisiona os rais solares na atmosfera, o que garante uma temperatura propícia à vida. Com a atividade humana, porém, especialmente a queima de combustíveis fósseis, hoje o CO2 na atmosfera é o mais alto em 650 mil anos. Ele funcionando
como um cobertor grosso demais, aquecendo o planeta a ponto de alterar o equilíbrio climático que sustenta a vida tal qual conhecemos.
 
O ato de dirigir um automóvel produz CO2. No Reino Unido, por exemplo, uma pessoa gera 11 toneladas de Co2 por ano e nos EUA esse número sobe para 20. Os cientistas recomendam que cada pessoa tente reduzir a metade a "pegada de carbono". Parece muito mas este objetivo pode ser alcançado com a mudança no estilo de vida.
Ande,de transporte público e de transporte não motorizado.
 
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

VLT pode ligar Grande ABC a metrô de São Paulo até 2014

Arte: Nazareno Affonso


Do Diário do Grande ABC

Em reunião na qual se anunciou o novo presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, fez a previsão de que a ligação da Estação Tamanduateí com o Grande ABC deverá destravar a partir do fim de 2014. Ao lado do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), e do deputado estadual Alex Manente (PPS), que requisitaram a audiência, Jurandir enfatizou a vontade política do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em tornar o projeto, obra executada.

"Tudo leva a crer pelos prazos de hoje que até o fim de 2014 nós tenhamos alguns trechos em operação, pois a ideia é, eventualmente, vir inaugurando algumas estações parciais e fechar até o Ferrazópolis ou Alvarenga (em São Bernardo), que dá uma diferença de cerca de seis quilômetros de uma para outra", detalhou o titular da Pasta de Transportes. Dentro deste prazo, a intervenção entrará em andamento no fim do mandato tucano.

Segundo o secretário, primeiramente serão necessários de dois a três meses para a licitação por conta do prazo regimental, depois cerca de sete meses para o projeto básico em si. Após esse período, a equipe fará contratação, desapropriações e licenças ambientais. "Essa obra física não começa antes de março de 2012."

Jurandir já delegou ao novo comandante do Metrô as atribuições de tocar o projeto. "O Avelleda, que é ex-presidente da CPTM, vai possivelmente ser responsável pela obra. Foi importante essa demonstração de empenho, fundamental para que a intervenção aconteça. O respaldo não é só do Executivo, mas também do Legislativo dentro desse projeto."

O traçado funcional, que já está concluído, servirá para balisamento do contrato seguinte do projeto básico. Sobre os custos da obra, o coordenador de planejamento da secretaria, Renato Viegas, disse que é prematuro estimar valores, porém que devem girar em torno de US$ 60 milhões a US$ 80 milhões se for elevado e a metade disso em termos térreos. "É prognóstico grosseiro, já que depende de muita coisa. Por exemplo, em elevado há economia em desapropriações. A desapropriação social traz algo de negativo."

A obra irá variar de 14 a 20 quilômetros de extensão com distância média de 600 a 1.000 metros de distância média entre paradas e caso seja de média capacidade receberá 30 mil passageiros/hora. "Temos que começar a enxergar a engenharia financeira. O trem de superfície me parece a maior possibilidade segundo nosso planejamento, pois o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é sofisticado e não tão caro. Se for elevado será 2,5 vezes superior. O veículo tem o custo parecido e definiremos em outubro", disse Viegas, sobre a possibilidade de VLT, monotrilho ou BRT (Bus Rapid Transit), sistema de ônibus elevado, além de misto entre fase térrea e elevada.

Ao salientar que São Caetano não consegue arcar com gastos de caráter metropolitano, o chefe do Executivo ouviu pedido do secretário de Transportes. "O prefeito pode me dar alguns terrenos, pois desapropriações já ajudam."

De acordo com Jurandir, a ajuda federal e PPPs (Parcerias Público-Privadas) serão preponderantes ao andamento. "Obviamente necessitamos de duas fontes: União e privado. Vou optar pelas duas."
 
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Projetos de Mobilidade Urbana para a Copa

Para a próxima Copa do Mundo de Futebol que será realizada no Brasil,em 2014 as cidades que serão sedes dos jogos iniciaram uma corrida pelos preparativos para esta grande  festa esportiva. Doze cidades foram escolhidas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Natal, Recife, Brasília, Cuiabá e Manaus.


E cada cidade já vem trabalhando para garantir a mobilidade urbana, uma das exigências dos organizadores do evento.

Abaixo segue o que cada cidade vem preparando para solucionar problemas de circulação, adotando a modalidade de transporte urbano de acordo com a decisão de sua equipe de planejamento, seja de âmbito do governo estadual ou municipal. De doze cidades, nove preverem a modalidade Bus Rapid Transit - BRT como transporte urbano.


RIO DE JANEIRO

Modalidade Escolhida: Bus Rapid Transit - BRT


A capital carioca terá quatro trajetos de Bus Rapid Transit – BRT, com previsão de atender 1,2 milhão de passageiros por dia. 1) TRANSOLÍMPICA, com uma extensão de 26km ligará o Recreio dos Bandeirantes a Deodoro, passando por mais seis bairros; 2) TRANSCARIOCA, que ligará o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim até a Barra da Tijuca, percorrendo 41km; 3) TRANSOESTE, com 56km e 53 estações, ligando os bairros do Jardim Oceânico a Campo Grande; e 4) TRANSBRASIL, ligando o Centro à Baixada Fluminense, passando pela Avenida Brasil.



SÃO PAULO


Modalidade Escolhida: Monotrilho


A construção do Monotrilho paulista ligará linhas de Metrô e Trem ao Aeroporto de Congonhas e ao Estádio do Morumbi. A resistência de moradores e à exclusão da arena no projeto da Copa pode inviabilizar as obras na região do Morumbi. Ainda indefinido.



BELO HORIZONTE


Modalidade Escolhida: Bus Rapid Transit – BRT


Belo Horizonte construirá seis linhas de BRT, orçadas em R$ 1,27 bilhão. Somados a estes investimentos, há previsão de mais R$ 240 milhões em obras viárias e na ampliação da Central de Controle de Tráfego.



CURITIBA

Modalidade Escolhida: Bus Rapid Transit – BRT

Além do corredor que interligará a capital à região metropolitana, haverá o corredor expresso, unindo o Aeroporto Afonso Pena ao terminal rodoferroviário. Uma parte dos recursos financiará a construção de uma linha de BRT, terminais, sistemas de monitoramento e obras viárias. Curitiba foi a primeira cidade brasileira a implantar o BRT, hoje servindo de modelo para as grandes cidades mundiais.



PORTO ALEGRE

Modalidade Escolhida: Bus Rapid Transit – BRT


Três corredores exclusivos de ônibus serão construídos, duas linhas de BRT e melhorias no sistema de monitoramento de tráfego. Ampliação do Metrô, a nova ponte do Guaíba e o Aeromóvel, obras pleiteadas pela prefeitura, não foram contempladas no PAC da Copa.


FORTALEZA

Modalidade Escolhida: Bus Rapid Transit – BRT e Veículo Leve sobre Trilhos – VLT

Implantação do VLT Parangaba-Mucuripe, de BRT nas avenidas Dedé Brasil, Raul Barbosa, Alberto Craveiro e Paulino Rocha, além da construção do corredor expresso Norte-Sul e das estações de metrô Padre Cícero e Montese.


SALVADOR

Modalidade Escolhida: Bus Rapid Transit


Financiamento de R$ 541,8 milhões para o BRT que conectará o Aeroporto Internacional de Salvador à zona norte da cidade. Ainda novidade na cidade é o Metrô, obra que durou 10 anos para a sua construção e que foi recentemente inaugurado. Dos 41km previsto, apenas 6km foram construídos. O trajeto atual liga os bairros Lapa e Rótula do Abacaxi e custou R$ 1,06 bilhão. Estima-se que o bilhete do metrô soteropolitano custe entre R$ 10 a R$ 15, um preço que cobriria os altos custos de operação.



NATAL

Modalidade Escolhida: Melhorias Viárias.

São 16 projetos viários que permitirão as ligações entre o novo aeroporto e o setor hoteleiro à Arena das Dunas, que receberá jogos da Copa. Duplicação da Avenida Mor Gouveia, ligação da Via Costeira com a Avenida Engenheiro Roberto Freire, construção de elevados, entre outros complexos viários.


RECIFE


Modalidade Escolhida: Bus Rapid Transit

Serão cinco intervenções viárias e dois corredores expressos, o Caxangá e o Via Mangue, além dos BRTs Norte-Sul e Leste-Oeste. Cerca de R$ 15 milhões serão aplicados no terminal Cosme Damião.


BRASÍLIA


Modalidade Escolhida: Veículo Leve sobre Trilhos – VLT


Orçado em R$ 1,5 bilhão, o projeto do VLT de Brasília prevê a construção de 25 estações. O trajeto de 22 km ligará o Aeroporto Juscelino Kubitschek à Asa Norte, no final da W3 Norte. A expectativa é que o VLT transporte de 180 a 200 mil passageiros por dia.


CUIABÁ

Modalidade Escolhida: Bus Rapid Transit

Construção de duas linhas de BRT e duplicação da rodovia Mario Andreazza que dá acesso ao estádio Verdão, a ser usado na Copa. Serão ainda reformados pequenos pontos de acesso público, como terminais e passarelas.



MANAUS

Modalidade Escolhida: Bus Rapid Transit – BRT e Monotrilho


Um corredor de 17km, ligando a zona Norte ao Centro da capital manauara (Zona Sul), será preparado pela Prefeitura para receber a implantação do BRT. R$ 230 milhões serão aplicados na construção do corredor, que ligará a zona mais populosa da cidade ao Centro Histórico, passando por vários bairros da Zona Leste. Por parte do Governo Estadual, a proposta escolhida foi o Monotrilho, também ligando a Zona Norte ao Centro Histórico, sendo que esta modalidade passa pela Zona Oeste da Cidade e pela Arena da Amazônia, local onde serão realizados os jogos da Copa. O monotrilho terá 21 km com custo de R$ 1, 3 bilhão, com financiamento de R$ 600 milhões do FGTS. A Controladoria Geral da União – CGU apontou irregularidades no projeto básico do Monotrilho, concluindo que a construção tem custo maior do que o previsto e a tarifa é maior que a estimada pelo governo estadual.

FONTE: SINAENCO

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

José Carlos Xavier Grafite vai cuidar da area de mobilidade urbana de Goiânia

Grafite
No dia 5 de janeiro de 2011, quarta-feira da semana passada, o engenheiro José Carlos Xavier – que todos no setor conhecem também como Grafite – assumiu a presidência da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), de Goiânia.
Formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em 1982, ele é especialista em Planejamento de Transporte pela Empresa Brasileira de Transportes Urbanos/Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (EBTU/EBPT) e Universidade de Brasília (UnB).
Experiência.
Em mais de 25 anos de atividades no setor, José Carlos Xavier trabalhou no Plano Diretor de Transporte Urbano de Goiânia, Transurb, Superintendência Municipal de Trânsito de Goiânia. Foi diretor geral do Departamento Metropolitano do Transporte Ur bano do Distrito Federal, assessor de Planejamento do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Goiânia (Setransp), presidiu o Grupo Executivo de Gestão da Rede de Transporte (Getrans) e no período de 2003 a agosto de 2007, foi secretário Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, conduzindo o processo que desembocou na apresentação, pelo Executivo, do Projeto de Lei da Mobilidade Urbana, em 2007. Mais recentemente assumiu a coordenação nacional do Projeto Pensar o Brasil, do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea) – 2008/2011.
O MDT lhe deseja boa sorte!

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT