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terça-feira, 1 de março de 2011

Os desafios dos sistema de transporte passageiros de alta e média capacidade em SP

O Grupo de Trabalho Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo, em parceria com a Comissão de Transportes da Câmara, promoveu o ano passado diversos seminários que resultaram em um documento com diretrizes para um “Plano Municipal de Mobilidade e Transportes Sustentáveis”. Deste processo resultou uma emenda ao Orçamento Municipal de 2011 , que destinou R$ 15 milhões para que o poder executivo faça um  plano municipal de transportes e mobilidade, como o Plano Diretor da cidade exige.

Este ano, o GT quer aprofundar aspectos importantes do plano e vai realizar uma série de debates sobre o tema, subsidiando a sociedade civil para que participe efetivamente desta discussão. Além disso, continuaremos levando ao poder público as propostas sistematizadas por estudos, pesquisas e indicadores técnicos da situação da mobilidade em nossa cidade.

O primeiro seminário acontecerá no próximo dia 01 de março, terça-feira, das 9h30 às 12h30, no auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, na rua Genebra, 25 - Centro , e terá como tema “Os desafios dos sistemas de transporte de passageiros de alta e média capacidade na cidade de São Paulo”.

Estão confirmados para a mesa:
Marcos Kassab, assessor da Presidência do Metrô que irá representar o secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernando Ribeiro Fernandes; Marcos Kiyoto, arquiteto e consultor da TC Urbes na área de transportes de alta capacidade; Manuel Xavier Lemos Filho, diretor da Federação Nacional dos Metroviários (FENAMETRO) e representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, no Conselho das Cidades do Ministério das Cidades; Ailton Brasiliense Pires, assessor da diretoria de planejamento da CPTM e presidente da ANTP; o engenheiro Edilson Reis, coordenador do Comitê Temático "Cidade em Movimento" do Conselho Tecnológico do SEESP -Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo;  Epaminondas Duarte Júnior, assistenta da Diretoria de Planejamento e Expansão dos Transportes Metropolitanos do Metrô, e o coordenador da secretaria Executiva da RNSP, Maurício Broinizi Pereira.

Os próximos seminários previstos terão com tema:
– Maio: O desafio do transporte público – ônibus e corredores
– Setembro: Os modais não motorizados –  (ciclistas, pedestres/saúde/acidentes)
– Novembro: Orçamento da cidade de São Paulo e do Estado para as áreas de transportes e mobilidade urbana.

Após o seminário, o público poderá participar do debate.

Inscrições gratuitas pelo e-mail: andrea@isps.org.br
 
Horário: 1 março 2011 de 9:30 a 12:30
Local: auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de SP
Organizado por: GT Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo
 
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

VLT pode ligar Grande ABC a metrô de São Paulo até 2014

Arte: Nazareno Affonso


Do Diário do Grande ABC

Em reunião na qual se anunciou o novo presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, fez a previsão de que a ligação da Estação Tamanduateí com o Grande ABC deverá destravar a partir do fim de 2014. Ao lado do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), e do deputado estadual Alex Manente (PPS), que requisitaram a audiência, Jurandir enfatizou a vontade política do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em tornar o projeto, obra executada.

"Tudo leva a crer pelos prazos de hoje que até o fim de 2014 nós tenhamos alguns trechos em operação, pois a ideia é, eventualmente, vir inaugurando algumas estações parciais e fechar até o Ferrazópolis ou Alvarenga (em São Bernardo), que dá uma diferença de cerca de seis quilômetros de uma para outra", detalhou o titular da Pasta de Transportes. Dentro deste prazo, a intervenção entrará em andamento no fim do mandato tucano.

Segundo o secretário, primeiramente serão necessários de dois a três meses para a licitação por conta do prazo regimental, depois cerca de sete meses para o projeto básico em si. Após esse período, a equipe fará contratação, desapropriações e licenças ambientais. "Essa obra física não começa antes de março de 2012."

Jurandir já delegou ao novo comandante do Metrô as atribuições de tocar o projeto. "O Avelleda, que é ex-presidente da CPTM, vai possivelmente ser responsável pela obra. Foi importante essa demonstração de empenho, fundamental para que a intervenção aconteça. O respaldo não é só do Executivo, mas também do Legislativo dentro desse projeto."

O traçado funcional, que já está concluído, servirá para balisamento do contrato seguinte do projeto básico. Sobre os custos da obra, o coordenador de planejamento da secretaria, Renato Viegas, disse que é prematuro estimar valores, porém que devem girar em torno de US$ 60 milhões a US$ 80 milhões se for elevado e a metade disso em termos térreos. "É prognóstico grosseiro, já que depende de muita coisa. Por exemplo, em elevado há economia em desapropriações. A desapropriação social traz algo de negativo."

A obra irá variar de 14 a 20 quilômetros de extensão com distância média de 600 a 1.000 metros de distância média entre paradas e caso seja de média capacidade receberá 30 mil passageiros/hora. "Temos que começar a enxergar a engenharia financeira. O trem de superfície me parece a maior possibilidade segundo nosso planejamento, pois o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é sofisticado e não tão caro. Se for elevado será 2,5 vezes superior. O veículo tem o custo parecido e definiremos em outubro", disse Viegas, sobre a possibilidade de VLT, monotrilho ou BRT (Bus Rapid Transit), sistema de ônibus elevado, além de misto entre fase térrea e elevada.

Ao salientar que São Caetano não consegue arcar com gastos de caráter metropolitano, o chefe do Executivo ouviu pedido do secretário de Transportes. "O prefeito pode me dar alguns terrenos, pois desapropriações já ajudam."

De acordo com Jurandir, a ajuda federal e PPPs (Parcerias Público-Privadas) serão preponderantes ao andamento. "Obviamente necessitamos de duas fontes: União e privado. Vou optar pelas duas."
 
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O novo governo de São Paulo e a mobilidade

arte: Nazareno Affonso
O governo paulista anunciou nesta quinta-feira (6) novos planos para a expansão da rede de metrô de São Paulo para cidades da região metropolitana. Os projetos incluem a construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará a linha 2-verde ao ABC, a extensão da linha 4-amarela até o centro de Taboão da Serra e implantação de um novo ramal ferrometroviário para Guarulhos.




O projeto do VLT prevê 18 estações. No total, serão 23 km entre o bairro Alvarenga, em São Bernardo do Campo, passando por São Caetano do Sul e Santo André, até a Estação Tamanduateí do metrô.



O governo paulista, no entanto, não divulgou a data de início da obra nem o custo das intervenções. O VLT tem apenas projeto básico concluído, bancado pelo governo federal.



Em Taboão da Serra, a estação de metrô já estava prevista no contrato de Parceria Público-Privada (PPP) que deu origem à linha-4. Como no caso do VLT, não há data para o início das intervenções.



Atrasos

Apesar de anunciar a criação de novas estações e linhas do metrô, o governo paulista também anunciou hoje que a abertura de nove estações da linha 4-amarela atrasarão novamente. O governo já divulgou oito datas para o término da primeira fase das obras. As estações Butantã, Pinheiros, República e Luz não têm previsão de término.



Segundo o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, a entrega das obras deve ocorrer até o fim de 2011. Apenas as estações Faria Lima e Paulista estão em funcionamento. Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis, Morumbi e Vila Sônia, que fazem parte da segunda fase da obra, devem ficam prontas em 2012. O governo não especificou o mês de abertura.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT 



Vamos fazer São Paulo andar, diz novo Secretário

Jurandir Fernandes

O  engenheiro Jurandir Fernandes, novo secretário dos Transportes Metropolitanos assumiu ontem a STM em cerimônia bastante concorrida na rua Boa Vista.

Em seu discurso de posse enfatizou que o paulistano terá que esperar pelo menos mais seis meses para receber as próximas estações de metrô -Butantã e Pinheiros, da linha 4-amarela. Elas serão inauguradas na metade do ano.

E a conclusão da primeira fase dessa linha, que terá ainda as estações República e Luz, apenas no final de 2011.

A linha 4 é a primeira gerida pela iniciativa privada. Foi preparada e licitada na gestão anterior de Alckmin.

Em maio passado, um trecho de 3,6 km, com as estações Faria Lima e Paulista, foi inaugurado -mas continua restrito, das 9h às 15h.

A ampliação do horário de operação dessa linha e das novas estações da 2-verde (Tamanduateí e Vila Prudente) será neste semestre.

O secretário prometeu continuar projetos da gestão anterior (como os monotrilhos da linha 2-verde, até Cidade Tiradentes, e 17-ouro, do Morumbi, além da linha 6-laranja e a segunda etapa da 4), mesmo sem a garantia de entrega em até quatro anos.

Mas também sinalizou a retomada de participação privada em linhas do metrô, começando pelo prolongamento da 5-lilás (do Largo Treze até Chácara Klabin), cuja licitação suspeita tende a ser anulada pelo governo.

Se isso for confirmado, a nova deve ser por meio de Parceria Público-Privada. Mas a entrega até 2014, ano de Copa, está comprometida.

"Quem sabe se for PPP faz uma bela economia e já começa outra linha, como a de Guarulhos ou estica a 9 da CPTM até Varginha", disse.

Ele citou os projetos das linhas 13 (trem normal, e não direcionado a Cumbica) e 14 (Expresso Aeroporto). Mas a nova gestão pode priorizar o primeiro caso haja avanço do trem-bala da União.

Finalizou o discurso de posse salientando que também vai cuidar do sistema viário de interesse metropolitano e das calçadas, sem esquecer o transporte não motorizado.
 
O MDT lhe deseja boa sorte em mais esta empreitada!
 
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Hoje às 16h toma posse o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes

Jurandir Fernandes toma posse hoje às 16h
no Mezanino /Auditorio
da Rua Boa Vista, 170 
Jurandir Fernandes é formado em engenharia pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e mestre e doutor em engenharia elétrica pela Unicamp e fez o pós-doutorado em uma instituição da Bélgica.

Entre 1993 e 1996, foi secretário dos Transportes de Campinas e em 1999 foi diretor de planejamento da Dersa. No ano seguinte, foi diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). Na gestão Alckmin, entre 2001 e 2006, Fernandes foi o secretário estadual de Transportes Metropolitanos.

Foi presidente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) entre 2001 e 2005. Entre 2007 e 2009, foi presidente da Emplasa (Empresa Metropolitana de Planejamento).

O MDT lhe deseja uma boa gestão!


Cristina Baddini Lucas - Ass3essora do MDT