sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Faltam 5 dias para deixar o carro em casa- Saia da bolha automobilística

Setembro é o mês do Dia Mundial sem Carro, um único dia em todo o ano para você pensar o que pode fazer para melhorar o mundo, sem esperar o governo, as empresas ou as instituições. Pense na sua qualidade de vida, no stress, na poluição e ruídos que você produz ou convive diariamente.

Rua para todos
Quando o MDT veio a público dizer que fabricar automóveis e facilitar sua compra não é essencial ao desenvolvimento sustentável, econômico e social do país muitas pessoas pensaram que estávamos loucos ou contrários aos interesses da nação. Esse senso comum está incorreto. Os dados demonstram que a geração de emprego não justifica o privilégio público aos automóveis, pois a industria automobilística está em 38o lugar no ranking de 41 dos principais setores de geração de emprego no país, segundo o BNDES (gerando 85 empregos enquanto a industria de vestuário gera 211). Além disso, para 2010 estima-se um crescimento da população de 2,5% enquanto a frota de veículos deve crescer 5% já alcançando os 60 milhões de veículos.

Os privilégios dos automóveis
A força da cultura automobilística é enorme. Ela cega e neutraliza as mentes e corações dos brasileiros que não observam o genocídio causado pelo trânsito que mata 100 pessoas por dia no Brasil. Ninguém se dá conta que somente 20% do espaço viário é ocupado pelos ônibus que, por culpa dos automóveis, esses ônibus que transportam 70% dos usuários das vias enquanto são obrigados a trafegar em vias congestionadas pelos próprios automóveis. Mais vias significam mais congestionamentos. Pode-se afirmar também que é um engodo ou um tiro no próprio pé, o sonho e a esperança que cada brasileiro alimenta de algum dia ter seu carro próprio e poder trafegar livremente pelas ruas das cidades.

Enquanto isso no mundo desenvolvido

Em particular na Europa, o poder público tem afinado as suas políticas ambientais e de qualidade de vida começando a reestruturar as cidades para tratar a mobilidade de forma sustentável onde a prioridade é o deslocamento de pessoas e não o deslocamento dos veículos. Essa abordagem tem como eixo estruturador a prioridade ao transporte público e ao ‘não motorizado’, restringindo a circulação dos automóveis nas áreas centrais e corredores de transporte, e igualmente fazendo uso parcial de faixas de circulação do sistema viário para destinar à circulação de pedestres além de estabelecer metas e exigências à indústria automobilística cobrando a fabricação e produção de carros pequenos que utilizem combustíveis limpos.

O Dia sem Meu Carro

Pretende questionar profundamente o paradigma da mobilidade centrado exclusivamente no automóvel e na fluidez desse modo de deslocamento. O MDT  questiona às ações nefastas do automóvel no Brasil que tem sorvido muito dinheiro público financiando montadoras estrangeiras com verbas do BNDES, com incentivos à compra do “automóvel popular” estimulada por uma grande oferta de instrumentos de créditos ao consumidor, e promovendo isenções de impostos federais e estaduais atraindo montadoras que geram empregos e simultaneamente geram muitas externalidades negativas à sociedade.



O MDT acredita um dia ter os recursos públicos aplicados unicamente no transporte público e no não motorizado. Por tudo isto pode-se imaginar no futuro que tenhamos leis que regulamentem as propagandas de automóvel e exijam que ao final das peças publicitárias conste alguma inscrição como por exemplo: “Cuidado : o automóvel mata, polui e degrada a qualidade de vida”.



Saia da bolha automobilística!

Nazareno Affonso e Cristina Baddini Lucas 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O MDT recomenda: dia 22 deixe o carro em casa

Pegada Verde

O impacto destruidor das nossas ações é visível no mundo todo. A situação da Terra é desesperadora. Um número reduzido de habitantes vem causando um dano potencialmente irreversível ao planeta, esgotando seus recursos e colocando em risco o futuro de todas as espécies.

Os cientistas dizem que se não reduzirmos de forma significativa nosso impacto no meio ambiente, em duas décadas ultrapassaremos o ponto de não retorno, além do qual o planeta mudará irreversivelmente, a despeito de todas as medidas.

O grande problema é que a vida não será nada agradável ou sustentável para a espécie humana. O estrago que estamos fazendo é resultado do nosso estilo de vida . Todas as nossas ações exercem um impacto sobre o mundo natural. Assim, qualquer mudança de rotina, do momento que acordamos até a hora de voltar para a cama é uma oportunidade de cuidar do planeta.

Você precisa mesmo do carro todos os dias?

O mundo já tem mais de 1 bilhão de veículos e eles representam uma das principais fontes de emissão de gases que intensificam o efeito estufa e acentuam mudanças do clima. Desde 1961, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) despejada pela humanidade na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis cresceu dez vezes. Essa descarga de poluentes é que provoca o aquecimento do planeta, causando secas, tornados, inundações, acidificação dos oceanos e a extinção de espécies.

É urgente discutir com seriedade a questão ambiental com políticas públicas que colocam o transporte coletivo à frente do individual. Mas, fico pensando como a mídia, que depende da publicidade de automóveis, a indústria automobilística os governos que querem aquecer suas economias federal e estaduais e os governos municipais (com políticas de mobilidade que incentivam a utilização do carro) irão compreender que a mobilidade sustentável é um grande negócio para todos porque poderia melhorar a vida das pessoas. Como os alterar a política de mobilidade baseada em vendas de carros? Esse é o desafio.


Qual é o tamanho da sua pegada?


Os cientistas desenvolveram métodos para calcular a quantidade de carbono que cada pessoa utiliza no dia a dia. Quem tem um carro pequeno e roda até 12 km por litro emite mais de 2 kg de dióxido de carbono por litro de gasolina usado. É só fazer as contas quanto emitimos ao longo de um ano.Infelizmente o consumo e o desperdício de energia estão extremamente enraizados na nossa cultura. Compare-se com os habitantes de outros paises. Se todos vivessem como você seriam necessários três planetas para nos sustentar.

Qual a solução?

Infelizmente o setor de transporte público tem sido esquecido na definição e estabelecimento das prioridades governamentais para uma Política Pública Sustentável. As medidas adotadas para ampliação do crédito que foram direcionadas principalmente para a compra de automóveis e motocicletas apontam para o fortalecimento e ampliação do transporte individual nas cidades brasileiras. A expansão das redes de transporte público é condição básica para mudar a matriz de mobilidade, visando a redução da dependência do petróleo e dos seus efeitos perversos na poluição e no consumo de energia provocados pelo uso intensivo do automóvel e da motocicleta

Precisamos reivindicar aos novos governos uma Política de Mobilidade Urbana Sustentável. Ela também pode ser um bom negócio para a economia nacional.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Contagem regressiva da Jornada Brasileira "Na Cidade Sem Meu Carro" 2010.

BH - Jornada 2007


A Semana Brasileira de Trânsito (16 a 22 de setembro) e a Jornada “Na Cidade Sem Meu Carro” (22 de setembro) oferecem um momento de reflexão sobre a realidade devastadora do trânsito de nossas cidades e sugerem a busca por possibilidades de se alterar este quadro.




O mundo já tem mais de 1 bilhão de veículos e eles representam uma das principais fontes de emissão de gases que intensificam o efeito estufa e acentuam mudanças do clima. Desde 1961, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) despejada pela humanidade na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis cresceu dez vezes. Essa descarga de poluentes é que provoca o aquecimento do planeta, causando secas, tornados, inundações, acidificação dos oceanos e a extinção de espécies.





As invisíveis partículas que saem dos escapamentos dos automóveis matam. Cerca de dez pessoas morrem em São Paulo por dia em decorrência dos poluentes do ar e mais 200 adoecem com pneumonia, asma ou sofrem infarto do miocárdio. A velocidade média nos piores horários vem diminuindo. Em 2005, a velocidade era 28 quilômetros por hora; em 2006, 25 quilômetros por hora; e no ano passado, 24 quilômetros por hora. E o pior, cerca de 35 mil pessoas são enterradas todo ano no Brasil e os feridos lotam os hospitais por conta do trânsito.






A Jornada


A idéia da mobilização por um dia sem carros surgiu na França, em 1997 e em poucos anos conquistou a União Européia. Em 2008, 2102 cidades de 36 países envolvidas na mobilização. A versão brasileira da Jornada começou em 2001 com 11 cidades envolvidas. Em 2002, o número de cidades engajadas subiu, ainda timidamente, para 17. Em 2003, o movimento alcançou 23 cidades, saltando para 33 em 2004, e para 43 em 2005. Em 2006, 51 cidades do País participaram e, entre essas, havia 17 capitais. Em 2007, participaram 56 cidades, dentre as quais 18 capitais e em 2008 participaram apenas 34 cidades, devido às restrições eleitorais. Em 2009 pouco mais de 20 municípios brasileiros aderiram à mobilização.


Vale ainda destacar que este momento é de extrema importância para o Movimento, uma vez que as grandes cidades sofrem com o agravamento da crise de mobilidade, principalmente pelo crescimento indiscriminado do uso do automóvel e da falta de políticas adequadas e de investimentos no transporte público.

O MDT recomenda: dia 22, deixe o carro em casa 

Cristina Baddini Lucas- Assessora do MDT

terça-feira, 14 de setembro de 2010

16ª - SEMANA DE TECNOLOGIA METROFERROVIÁRIA 2010

Está acontecendo a 16ª Semana de Tecnologia Metroferroviária e se estenderá até quinta-feira (16/09), no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo.


A cerimônia de abertura, contou com a presença de autoridades dos Governos Federal, Estadual e Municipal, empresários e executivos envolvidos no segmento de transporte metroferroviário.

A palestra de abertura da 16ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, foi das 16h00 às 17h00, abordando o tema “Responsabilidade Compartilhada pelo Investimento na Expansão Metroferroviária” e contou com a participação de Pablo Barrio Arconad, do BNDES, Plinio Oswaldo Asmann, da BRAIN ENG e Bernardo Guatimosim Alvim, consultor.

A AEAMESP, que faz parte do Secretariado do MDT, é uma entidade não governamental, sem fins econômicos e constituída por profissionais que atuam no setor metroferroviário. Seu principal papel é valorizar e difundir a tecnologia metroferroviária promovendo ns técnicos e desenvolvendo ações para consolidação e expansão dos sistemas de transporte sobre trilhos.

O evento expõe também trabalhos técnicos e discute temas relevantes para o desenvolvimento do transporte público e melhoria da qualidade de vida.

Paralelamente acontece a METROFERR, exposição de produtos e serviços, com a participação de diversas empresas parceiras ligadas ao setor metroferroviário.

Local: Centro de Convenções Frei Caneca

Endereço: Rua Frei Caneca, 569 - Cerqueira César - São Paulo

Até o dia  16/09/2010

Horário: 14/09 a 16/09 das 9h às 17h30

Promotor: Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô - AEAMESP
Website: www.aeamesp.org.br

Veja a programação aqui
http://www.aeamesp.org.br/bblt/16s/d4programa.aspx

Cristina Baddini Lucas- Assessora do MDT

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Propostas dos candidatos à presidência para mobilidade



O MDT avalia que a falta de planejamento urbano adequado, o crescimento populacional, o elevado número de carros nas cidades, a necessidade de melhoria no transporte público e o surgimento de centros comerciais nas grandes metrópoles são alguns dos principais desafios para garantir a mobilidade do cidadão brasileiro.
Por conta das próximas eleições presidenciais vamos analisar as propostas dos 3 principais candidatos ao cargo de Presidente da República no que toca as questões de mobilidade.
Fotos dos candidatos Presidência

Todas as informações foram retiradas dos sites dos candidatos e do programa de governo que foi entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os documentos utilizados (os mesmos apresentados ao TSE) estão disponíveis para download no final desta matéria.
Vamos mostrar as propostas egundo as pesquisas de intenção de voto: Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva.
 
Depois de ler as propostas e analisar os documentos, responda a enquete ao final da matéria: Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria?

Dilma Rousseff

Dilma

(PT, PMDB, PDT, PSB, PR, PC do B, PRP, PTN, PSC e PTC)
A proposta da candidata aposta na elevação da taxa de crescimento econômico do país, e assim afirma que isso exigirá a conclusão das obras do PAC. Na seção de seu plano de governo destinada a “Infra-estrutura para impulsionar o desenvolvimento agrícola, industrial e comercial do país”, os pontos importantes para a logística são:
Dilma

Propostas de Dilma:
. continuidade da reconstrução e ampliação da rede ferroviária, rodoviária, aeroportuária e da navegação costeira, melhorando as condições de vida da população e agilizando a circulação da produção;
.  ampliação das redes de silos e armazéns, que garanta a segurança alimentar da população e favoreça as exportações;
.  ampliação de portos e aeroportos, para atender às exportações e, sobretudo, aos desafios da realização da Copa do Mundo de Futebol e dos jogos Olímpicos e do crescimento exponencial do turismo nacional e internacional.
Dilma

Há ainda uma seção destinada à “Melhor condição de vida nas cidades brasileiras”, onde destaco os seguintes itens:
a) fortalecimento e democratização da mobilidade urbana, por meio da ampliação de linhas de metrô, VLT e corredores de ônibus;
b) continuidade da melhoria e ampliação das redes ferroviárias;
g) incentivo à constituição de consórcios intermunicipais, especialmente para sistemas regionais de saneamento, segurança, saúde, transporte e desenvolvimento econômico;

José Serra

(PSDB, DEM, PTB, PPS, PMN e PT do B)
No documento do candidato José Serra há um discurso que ele fez, que resume as idéias e propostas do candidato. Reproduzo abaixo o trecho que resume as intenções e as idéias dele para nossa área.
José Serra candidato a presidência do Brasil
Serra
Lembro que os investimentos governamentais no Brasil, como proporção do PIB, ainda são dos mais baixos do mundo em desenvolvimento. Isso compromete ou encarece a produção, as exportações e o comércio. Há uma quase unanimidade a respeito das carências da infra-estrutura brasileira: no geral, as estradas não estão boas, faltam armazéns, os aeroportos vivem à beira do caos, os portos, por onde passam nossas exportações e importações, há muito deixaram de atender as necessidades. Tem gente que vê essas carências apenas como um desconforto, um incômodo. Mas essa é uma visão errada. O PIB brasileiro poderia crescer bem mais se a infra-estrutura fosse adequada, se funcionasse de acordo com o tamanho do nosso país, da população e da economia.
Serra
Um exemplo simples: hoje, custa mais caro transportar uma tonelada de soja do Mato Grosso ao porto de Paranaguá do que levar a mesma soja do porto brasileiro até a China. Um absurdo. A conseqüência é menos dinheiro no bolso do produtor, menos investimento e menos riqueza no interior do Brasil. E sobretudo menos empregos.
Serra
Na economia, meu compromisso é fazer o Brasil crescer mais e mais rapidamente. Vamos abrir um grande canteiro de obras pelo Brasil inteiro, como fizemos em São Paulo. Estradas, portos, aeroportos, trens urbanos, metrôs, as mais variadas carências na infra-estrutura serão enfrentadas sem os empecilhos das ideologias que nos impedem de dotar o Brasil das do capital social básico necessário. É a falta de infra-estrutura que cria gargalos para o crescimento futuro e ameaça acelerar a inflação no presente.

Marina Silva (PV)

Marina
As propostas da candidata Marina Silva começam por “Reduzir o endividamento do setor público”:
a. Embora cerca de 39% do PIB transite pelo nosso setor público (36% PIB de carga tributária mais 3% PIB do déficit -nominal), a capacidade de investimento em capital fixo do Estado brasileiro não alcança 2% do PIB.
E seguem propondo “Infraestrutura para economia sustentável”:
Marina Silva candidata a presidência do Brasil
Marina

A infraestrutura é base fundamental para sustentação do crescimento e desenvolvimento econômico. A forma como é planejada “e constituída tem enorme impacto na distribuição geográfica do desenvolvimento, na “qualidade” de vida da população e nos impactos ambientais. Na transição para uma economia de baixo carbono o planejamento da infraestrutura deve ter foco em uma infraestrutura que seja eficiente e sustentável no uso dos recursos naturais.
No sistema de transporte a ênfase deve ser dada às ferrovias, às hidrovias e aos sistemas híbridos combinando biocombustíveis e eletricidade.

Marina
Você pode fazer o download dos documentos utilizados para pesquisa neste post:
Programa de governo de Dilma Rousseff
Programa de governo de José Serra
Programa de governo de Marina Silva

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mobilidade Urbana e a Copa de 2014


Nova linha de trem construída por Johannesburgo (África do Sul),  para a Copa de 2010, para ligar o centro da cidade ao Aeroporto

Eco Desenvolvimento
As próximas edições dos dois principais eventos esportivos
do planeta serão realizadas no Brasil.
O fato de que o país abrigará a Copa do Mundo
de 2014 e as Olimpíadas de 2016 faz com que os
transportes públicos das grandes cidades brasileiras
alimentem momentos de grande expectativa,
uma vez que a mobilidade urbana nacional carece, e muito,
uma infraestrutura capaz de atender as necessidades
da população.
Mas o que está sendo articulado a respeito?
Quais são as alternativas ao uso dos carros que deverão ser implementadas no Brasil nos próximos anos?
Para responder a estas perguntas,
vamos aos principais  pontos das discussões
sobre o futuro da mobilidade urbana brasileira.

PAC da Copa
Em 13 de janeiro deste ano, o governo federal divulgou os
projetos referentes ao chamado PAC (Programa de Aceleração
Crescimento) da Mobilidade Urbana. Na ocasião, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, a então ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Roussef, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, e o ministro do Esporte, Orlando Silva, apresentaram 47 iniciativas que
pretendem melhorar o trânsito das 12 cidades-sede da
Copa do Mundo de 2014: Belo Horizonte, Rio de Janeiro,
Porto Alegre, Curitiba, Natal, Fortaleza, Recife, Salvador,
Cuiabá, Brasília, São Paulo e Manaus.
Esse programa de investimentos elaborado pelo governo
federal junto aos municípios participantes, pautou-se nos
limites de prazo e de recursos disponíveis para selecionar
os projetos viáveis que deverão ser concluídos e entrar em
Copa das Confederações, que será realizada no Brasil
em meados de 2013, e servirá como uma espécie de
aquecimento" para o Mundial do ano seguinte.
Dos 47 projetos previstos na primeira versão do PAC da
Mobilidade Urbana, 34 se referem a obras de implantação de sistemas BRTs e de corredores de ônibus. Foram selecionadas medidas que buscam facilitar a mobilidade entre aeroportos, redes hoteleiras e estádios das cidades-sede, desde que pudessem ser concluídas de acordo com os cronogramas estabelecidos pela Fifa (Federação Internacional de Futebol). Também foram considerados os benefícios que essas iniciativas trarão para os municípios após a realização do mundial.

 planilha oficial
Planilha mostra o resumo de intervenções do PAC da Mobilidade Urbana/Reprodução Ministério das Cidades
Listamos para você os principais projetos de mobilidade urbana voltados para a Copa de 2014, distribuídos pelas cinco regiões do Brasil:
Sudeste
Para financiar a Linha Ouro do monotrilho de São Paulo,
que ligará o aeroporto de Congonhas ao futuro estádio do Corinthians, em Itaquera, o governo Federal disponibilizará
R$ 1,08 bilhão.
Em Belo Horizonte, seis linhas de BRT serão construídas,
com investimentos federais de R$ 783,3 milhões. Outros
R$ 210 milhões do governo federal são destinados a obras
e R$ 30 milhões à ampliação da central de controle de tráfego, totalizando investimentos de R$ 1,02 bilhão na capital mineira.
No Rio de Janeiro, que além da Copa do Mundo de 2014
sediará os Jogos Olímpicos de 2016, a implantação do BRT
ligará o bairro da Penha à Barra da Tijuca, passando pelo
aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. O governo
Federal financia o projeto com R$ 1,19 bilhão.
Sul
Dos R$ 440,6 milhões financiados pelo governo Federal para os projetos de Curitiba, R$ 265,5 milhões são destinados à
implantação de corredores expressos. Os demais recursos
financiarão a construção de linha de BRT, terminal, sistema de monitoramento e obras viárias.
Porto Alegre contará com corredores exclusivos para ônibus, nos quais o governo Federal investe R$ 273,9 milhões. Outros R$ 81 milhões financiarão duas linhas de BRT. Com os R$ 13,7 milhões destinados ao sistema de monitoramento de tráfego, o total do financiamento federal para a a cidade gaúcha é de R$ 368,6 milhões.
Norte
Para Manaus, que contará com trem suspenso do Norte ao Centro da cidade, os investimentos federais são de R$ 600 milhões.
A ligação entre o Leste e Centro será viabilizada pela construção do BRT, que conta com investimentos federais de R$ 200 milhões.
O total investido na cidade é de R$ 800 milhões.
Nordeste
Em Recife, R$ 402 milhões financiarão a implantação de corredores expressos. A capital pernambucana terá duas linhas de BRT, que contam com investimentos federais de R$ 231 milhões. Para a construção do terminal Cosme Damião são destinados
R$ 15 milhões, totalizando de R$ 648 milhões do governo federal em Recife.
O novo aeroporto de Natal será integrado à Arena das Dunas
e ao setor hoteleiro da cidade com a implantação de corredor e com obras viárias, que contam com financiamento de R$ 350,4 milhões.
A Avenida Prudente de Moraes será prolongada, com financiamento de R$ 10,58 milhões, somando o valor de R$ 360,98 milhões do governo federal.
Em Fortaleza, o VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) foi escolhido como o principal modal. O governo federal financiará o projeto com R$ 170 milhões. A capital cearense contará com investimentos federais para implantação de quatro linhas de BRT, que somam investimentos de R$ 113,5 milhões. O projeto contempla ainda a construção de corredor expresso (R$ 97,7 milhões) e das
estações de metrô Padre Cícero e Montese (33,2 milhões).
O total de investimentos do governo federal em Fortaleza é de R$ 414,4 milhões.
Para a implantação do sistema de BRT de Salvador,
o financiamento é de R$ 541,8 milhões. O metrô da capital baiana está em fase de conclusão. Além dele, novas avenidas e
requalificação urbana da Cidade Baixa também estão previstas.
Centro Oeste
A linha de VLT que ligará o aeroporto de Brasília ao terminal
Asa Sul, receberá R$ 263 milhões. O governo do Distrito Federal contará com financiamento para ampliações viárias que facilitam o acesso ao aeroporto, no valor de R$ 98 milhões, totalizando investimentos de R$ 361 milhões na capital federal.
Ao todo, R$ 423,7 milhões é o valor destinado pelo governo
federal para a implantação de duas linhas de BRT em  
Cuiabá. Outros R$ 31 milhões financiarão a construção
do corredor Mario Andreazza. No total, a capital matogrossense contará com financiamento de R$ 454,7 milhões.
O ministro Marcio Fortes destacou que cerca de 30% serão investidos em sistemas de transporte sobre trilhos. Trata-se de projetos de monotrilhos (trens suspensos), que serão implantados em São Paulo e Manaus, e de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), em Brasília e Fortaleza. Os demais recursos financiados pelo governo Federal serão investidos na implantação de corredores exclusivos de ônibus, estações de transferência, terminais e sistemas de monitoramento e BRT’s.
Nos pactos federativos são definidos os valores, prazos e responsabilidades do governo Federal, de governos estaduais e prefeituras. “O documento é um compromisso dos entes
federados com a sociedade”, explicou Fortes. O ministro
lembra que todo cidadão pode acompanhar as ações e gastos que envolvem o mundial de 2014 por meio do
Portal da Transparência, de acordo com o Decreto
nº 7.034, assinado pelo presidente da República.

Foto: Marcelo Casal
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Carrodependência: o MDT combate

Apocalipse Motorizado
Para comemorar o Dia Mundial Sem Carro, dia 22 proximo, aproveito para colocar alguns posts de reflexão.

Quem possui um carro (e algum dinheiro para sustenta-lo), passa a não enxergar nenhum outro horizonte de mobilidade urbana.
Do outro lado, vultuosos montantes envolvidos na construção e manutenção de tudo que os carros precisam para rodar (ruas, pontes, avenidas, combustível, pneus, autopeças, estacionamentos…) e quase 100 anos de técnicas de planejamento urbano e de políticas públicas voltados para atender o fluxo sempre crescente de automóveis deixaram o poder público amarrado ao problema, sem enxergar nem conseguir agir em favor das alternativas (a não ser quando a saturação de carros começa a ser um problema para os próprios carros).
Somado a estes elementos, interesses privados monumentais sustentam e estimulam o desperdício e o individualismo associados ao automóvel, em uma indústria responsável por boa parte do dinheiro em circulação no planeta (junto com as indústrias da guerra e do tráfico de drogas).
A epidemia mundial de cidades degradadas pela presença marcante do automóvel se alimenta desta tríade: indivíduos dependentes, iniciativas privadas altamente lucrativas e poder público inerte e/ou interessado no estímulo ao automóvel.
A proposta do Dia Sem Carro é, em primeiro lugar, experimentar outras formas de deslocamento e deixar o carro em casa. 

Vivenciar a cidade, seus problemas e belezas de maneira não-mediada é um remédio surpreendente para a carrodependência,  um antídoto para a degradação do tecido social, podendo inclusive resultar em transformações coletivas maiores e inesperadas.

Além disso o Dia Sem Carro é um momento de reflexão sobre o impacto do automóvel nas cidades e sobre a carrodependência urbana, momento de exigir condições de deslocamento dignas para quem não possui automóveis e de promover suas alternativas.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fiesp discute Mobilidade Urbana

61 milhões de automóveis no Brasil
O MDT defende aumentar a qualidade do serviço de transporte público e o estimulo a redução do uso de carros e da poluição. Dentro desta linha especialistas em mobilidade urbana reuniram-se ontem na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Vejam as propostas para melhoria do trânsito nas grandes cidades que estiveram presentes no evento que fez parte da 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp.
Apocalipse Motorizado

Brian Lagerberg, diretor do Departamento de Transportes do estado de Washington, no Estados Unidos, apresentou resultados de um programa para redução do número de viagens em automóveis. Implantada em 1991, a iniciativa faz parcerias com empresas para que elas incentivem o uso do transporte público e da carona (transporte solidário) entre funcionários. Até 2007, o programa já tinha reduzido 2,6 mil viagens de automóveis diárias no estado. Após ajustes, reduziu em mais 16% o número de viagens que motoristas faziam sozinhos.

“O comprometimento de empresas e pessoas é fundamental”, afirmou Lagerberg. “Para cada dólar que o governo investe no programa, as empresas investem US$ 18. Isso mostra que elas estão comprometidas e interessadas com o sucesso da ideia.”

"As coisas estão mudando nos Estados Unidos em relação a sua política de Mobilidade, mas o consumo e o desperdício de energia estão extremamente enraizados na cultura americana. Por isso, acho que ainda vai demorar muito tempo para mudar a cultura da população. No entanto, a Califórnia tem mostrado que isso é possível", afirmou Brian.

Martin Lutz, diretor de Saúde e Meio Ambiente de Berlim, na Alemanha, explicou o funcionamento do projeto que baniu de certas vias da cidade o tráfego de veículos mais poluentes. As chamadas zonas de Baixa Emissão de CO2 (LEZ, na sigla em inglês) reduziram em 35% as emissões de gases de efeito estufa em dois anos e já estão sendo copiadas em pelo menos nove países.

“Esta não é a solução para os problemas de congestionamento, porém ajudou a reduzi-los”, afirmou ele, que também é favorável a medidas como o pedágio urbano.

"Tivemos sucesso desde o início da implantação da zona de baixa emissão em Berlim, e ele pode ser medido claramente pela quantidade de veículos mais limpos circulando nas ruas da cidade e com essa medida podemos reduzir as emissões poluentes e ter melhor qualidade de vida e ar mais puro na cidade de Berlin. O fluxo de tráfego não mudou com o LEZ, pois os motoristas tiveram tempo suficiente para mudar de carro ou adaptar seus os filtros. Mas o volume da frota de veículos mais limpos cresceu consideravelmente, resultando logo em seu primeiro ano em algo em torno de 21% de redução das emissões de Materiais Particulados, 15% de redução de NOx. A concentração de fumaça preta também diminuiu em relação a 2008 em cerca de 15%. As concentrações de NO2, foram reduzidas de 7-10%, depois de vários anos de crescimento contínuo. Com o recente lançamento da fase 2 do LEZ, esperamos reduzir as concentrações de Materiais Particulados (PM10) em até 10%", diz Martin.



Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lula fala de Mobilidade Urbana ao jornal “O Estado do Paraná”

O MDT defende investimentos maciços em Mobilidade Urbana. Apontado como uma das principais necessidades de Curitiba para receber a Copa do Mundo de 2014, o metrô de Curitiba ficou de fora das duas etapas do PAC. Veja a argumentação de Lula: 
Lula

Vamos investir na construção de metrôs, mas pensando na melhoria do transporte urbano para a mobilidade e o conforto da população ao longo do tempo e não apenas tendo em vista a Copa do Mundo. O PAC 2, por exemplo, prevê investimentos de R$ 18 bilhões para projetos de mobilidade urbana a serem executados a partir de 2011. A chamada pública para a apresentação formal de projetos está prevista para breve e algumas cidades, entre elas Curitiba, já manifestaram interesse à Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades. Ou seja, a cidade pode vir a contar com recursos previstos no PAC 2 para a construção do metrô. No PAC da Copa, não foram contemplados projetos de construção de metrôs, tendo em conta a sua complexidade e cronograma mais longo, que é incompatível com os prazos da Copa das Confederações (2013) e do Mundo (2014). Para o Mundial, especificamente, foram selecionados outros modais de transportes com cronogramas mais confortáveis, como a construção de linhas de BRT's (sigla, em inglês, para "Ônibus de Trânsito Rápido"), VLT's (Veículos Leves sobre Trilhos), monotrilhos, corredores de ônibus e obras viárias. Os recursos destinados às 12 cidades-sede, originários do FGTS, são de R$ 7,7 bilhões que, somados às contrapartidas dos estados e dos municípios, totalizam R$ 11,5 bilhões. No PAC 1, lançado em 2007, foram priorizados apenas projetos relativos à conclusão das obras de metrô que já estavam em execução através da CBTU e da TRENSURB,empresas vinculadas ao Ministério das Cidades. O volume de recursos destinados a esses projetos foi de R$ 3 bilhões.

FONTE: Blog do Planalto
Cristina Baddini Lucas = Assessora do MDT

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Coordenador do MDT elogia plano de mobilidade de Goiânia e pede implantação imediata de BRTs

Em uma das sessões da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Goiânia, cujos trabalhos foram encerrados em julho de 2010, o Coordenador Nacional do MDT, Nazareno Affonso, elogiou o plano de mobilidade estabelecido para a região metropolitana da capital goiana e defendeu a implantação imediata dos corredores de ônibus (BRTs) indicados nesse plano.
Vista aérea de Goiânia
 
O Coordenador Nacional do MDT, arquiteto e urbanista Nazareno Affonso, elogiou na Câmara Municipal de Goiânia o plano de mobilidade estabelecido para a região metropolitana da capital goiana e defendeu a implantação imediata dos corredores de ônibus (BRTs) indicados nesse plano.

Nazareno foi um dos especialistas ouvidos pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Goiânia que encerrou seus trabalhos em julho de 2010, após quase três meses de reuniões.

Nazareno Affonso

A CEI foi criada para identificar as causas de uma crise no sistema público de transporte na capital goiana após a mudança de 27 linhas de ônibus; houve protestos, quebra-quebras em terminais e paralisação de motoristas. CEI emitiu um relatório ao final, com exigências e recomendações.


Análise positiva do sistema

 
Centro de Controle Operacional da Via Oeste
Em sua exposição, no dia 7 de julho de 2010 – a última sessão da CEI antes da elaboração do relatório – o coordenador do MDT elogiou o plano estabelecido para a região metropolitana. Ele ressaltou que Goiânia elaborou o seu plano diretor e, em seguida, estabeleceu um projeto de transporte integrado ao plano diretor e mais tarde, tudo isso foi incorporado ao plano metropolitano, coordenado pela Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo e promoveram a licitação com base no planejamento realizado.
Terminal de Goiânia
“Agora, estão implantando todo o processo de gestão, que prevê um Centro de Controle Operacional (CCO) para coordenar o serviço de ônibus, algo parecido com o que existe nos sistemas de metrô. Será, então, possível saber onde estará e com que velocidade se deslocará cada ônibus; o CCO saberá se um determinado ônibus de uma determinada linha está adiantado ou atrasado, ou, ainda se encontrou algum problema, o que permitirá intervenções para ajustar o serviço. Serão disponibilizadas informações sobre cada linha por meio do celular e em alguns pontos do sistemas haverá painéis indicando o posicionamento de cada coletivo. E os abrigos e terminais estão sendo requalificados”, disse Nazareno Affonso.
Abrigos de ônibus qualificam o transporte


Contudo, o especialista considerou ser preciso avançar mais e rapidamente, de modo a tornar a Região Metropolitana de Goiânia detentora de um sistema sobr pneus que possa servir muito bem a população e se constituir em referência nacional e mesmo internacional. “É preciso avançar na requalificação do corredor já existente – o Corredor Anhanguera, transformando-o efetivamente num sistema de BRT. E é preciso implantar, também em moldes avançados, o outro corredor previsto no sistema. Com isso, Goiânia passará a contar com um sistema estrutural que cortará cidade nos sentidos Leste-Oeste e Norte-Sul, facilitando a organização do sistema alimentador da própria cidade e cidades vizinhas.”

Requalificar a infra-estrutura

 
BRT de Curitiba
Ele também assinalou que serão necessários investimentos para requalificar a infra-estrutura do transporte público. “O sistema de gestão e as perspectivas dos corredores são uma grande notícia, mas o poder público deverá investir firme na requalificação das vias da cidade. E adotar política que livrem espaço para os veículos de transporte publico; uma forma será proibir o estacionamento de automóveis em certas regiões da cidade, abrindo uma ou mesmo duas faixas de rolamento para os ônibus ou para ciclofaixas”.

Em seu pronunciamento na CEI, Nazareno Affonso mostrou os principais pontos nocivos da política de mobilidade urbana centrada no automóvel, e apresentou a visão do MDT para uma política pública de mobilidade que tenha como base o transporte público de qualidade acessível a toda a população, os transportes não motorizados e o favorecimentos dos pedestres e de pessoas com necessidades especiais.


Informativo Movimentando
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Trilhos Aproximando Cidades e Pessoas

Neste ano o MDT e a AEAMESP, Entidade que faz parte do Secretariado do MDT, consideram que os futuros governantes, independentemente de partidos, precisam firmar um compromisso claro com a sociedade quanto à continuidade dos projetos de mobilidade  nos grandes centros urbanos e nas ligações entre eles.

 A AEAMESP promoverá a16a Semana de Tecnologia Metroferroviária Trilhos Aproximando Cidades e Pessoas em torno de três eixos bem delimitados:

O primeiro deles denominamos de “trilhonegócio”, diz respeito ao envolvimento de todos os segmentos que atuam no transporte, sobre trilhos, de pessoas e de mercadorias em nosso País para fortalecer o setor e mantê-lo permanentemente e economicamente ativo, como qualquer outro da economia e não mais vivendo de altos e baixos. O objetivo final é equilibrar, ainda mais, a matriz de transporte, com maior força para os trilhos, tanto na escala urbana e metropolitana, quanto na regional e nacional.
O segundo e o terceiro eixos vai se discutir a questão da tecnologia, envolvendo os diferentes aspectos de sua aplicação: nas obras civis, nos sistemas, equipamentos e instalações – as estações e suas novíssimas tecnologias voltadas para a eficiência energética, economia e a segurança – a modernização dos trens, os avanços quanto aos sistemas de sinalização, telecomunicações e controle, e as características dos diferentes modos de transporte considerados neste recente surto de crescimento, em que se discute também a adoção de VLTs, monotrilhos e o Trem de Alta Velocidade (TAV), além da expansão da malha ferroviária de carga e sua logística.
Venham debater as políticas públicas e a integração entre elas dentro do município, nas Regiões Metropolitanas e nos Estados, bem como o papel que cabe a cada esfera governamental, em termos de participação e de financiamento dos investimentos públicos em transporte. E colocar em realce a questão do desenvolvimento urbano, pela sintonia entre as políticas de transporte e de uso e ocupação do solo.
A AEAMESP esta empenhada em fazer com que a sua 16a Semana de Tecnologia Metroferroviária e a exposição Metroferr 2010 – que se realizarão de 13 a 16 de setembro de 2010 no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo – sirvam mais uma vez como espaço de intercâmbio de ideias e fórum para o debate das questões tecnológicas, políticas e institucionais que envolvem o setor. 

Confira a programação:
http://www.aeamesp.org.br

Inscrições pela internet até 03/09. Faça já sua!

Não falte! 
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT