| Jaime Sautchuck |
| Correio Braziliense - 07/05/2013 |
Uma grande conquista dos trabalhadores brasileiros na primeira metade do século passado foi sem dúvida a jornada de oito horas diárias de trabalho. Foi uma luta que nasceu com o capitalismo e significa o direito ao tempo livre, ou à preguiça, que quer dizer melhor qualidade de vida.
Entretanto, hoje são raros os trabalhadores tupiniquins que gastem menos de duas horas por dia nos deslocamentos casa-trabalho e vice-versa. E não estamos falando apenas de São Paulo, Rio de Janeiro ou de outros grandes centros. Nas médias e nas pequenas cidades, está ocorrendo o mesmo problema.O automóvel virou definitivamente o rei da cocada preta e ocupa as ruas, calçadas, praças, quintais e onde mais puder se enfiar. E o pobre coitado que depende de transportes coletivos, mesmo em cidades planejadas, como Brasília, gasta até quatro horas diárias nesses deslocamentos. A jornada de oito horas já era, faz tempo. É certo que tudo começa no fato de o automóvel ser, para boa parte da nossa sociedade, o símbolo maior de poder, de riqueza, de prosperidade ou de outros delírios quaisquer. É o mais poderoso fetiche pequeno-burguês da atualidade. A chamada nova classe média brasileira vê algo mágico nessa tralha do automóvel. Muitos, mesmo em cidades do interior, moram a menos de um quilômetro do trabalho, mas vão de carro. E os mais aquinhoados às vezes saem da mesma moradia em dois ou três carros para percorrer trajeto semelhante. As desculpas para isso são as mais esfarrapadas possíveis. Todos alegam suposta liberdade de locomoção. Um vai pra escola, algum culto religioso ou reunião política depois do trabalho; outro vai pra gandaia mesmo, mas tudo justifica. E a alegação é sempre a mesma: não dá pra contar com os transportes coletivos. Nesse ponto é que entram outros aspectos relevantes da questão. Começando pelo começo. O carro tem isenção de impostos, mais uma porção de outros incentivos. O ônibus, o trem e o metrô, quando existem, são latas de sardinha insuportáveis. E caros. O fato é que a imobilidade urbana é flagrante país afora. Mesmo para os que andam de carro particular, pois não encontram vagas para estacionar, precisam se proteger dos larápios e por aí vai. E poucas luzes se veem em medidas de governos estaduais ou locais, com algumas raras e louváveis exceções. Já tem um ano e pouco que foi aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff a Lei da Mobilidade Urbana. É um instrumento fruto de décadas de debates e de estudos técnicos de excelente qualidade. Pela lei, as cidades com mais de 20 mil habitantes terão que fazer seus planos de mobilidade, por exemplo. A implantação da lei, no entanto, esbarra nos mesmos empecilhos que a matriz dela, que é o Estatuto das Cidades, em vigor há 12 anos, mas ainda sem os resultados que se esperava. Para todos os efeitos, os municípios até fazem seus planos diretores, como essa norma determina, mas daí a implantá-los é outra história. A prioridade que deve ser dada ao pedestre, ao ciclista e ao transporte público esbarra nos interesses do mercado imobiliário e parece que todos vivem felizes com a mania do automóvel. Só que a maioria da população fica de fora, andando em ônibus emporcalhados, mambembes e superlotados. Pesquisas recentes revelam que 75% dos usuários de transportes públicos em algumas capitais ganham menos de um salário e meio. Qualquer centavo faz diferença, portanto. As calçadas e faixas de pedestres são descuidadas, quando existem. A ciclovia é vista como equipamento de lazer, não como via de transporte. Ou seja, essa visão prioriza a ciclovia para o lazer daqueles que já andam de carro. Mesmo esse privilegiado poderia, porém, deixar o carro em casa e ir pro trabalho de bicicleta ou usar o transporte público. Mas isso, de modo geral, não é o que se vê nas cidades brasileiras. O que estaria faltando? O próprio Estatuto da Mobilidade ensina o caminho das pedras. É acoplar um plano de mobilidade local ao plano diretor e fazer valer. Ou seja, as autoridades locais, onde mora o problema, devem adotar as medidas necessárias e fazer também campanhas públicas que demovam a paixão pelo automóvel. Junto, é claro, há que se ter transporte público eficiente e barato. Mesmo que isso seja feito com subsídios e isenções. Ou até bancado pelo poder público, que em muitos casos pode muito bem fornecer transporte com qualidade gratuitamente. Mas esse custo pode ser coberto pela cobrança de pedágios ou taxa de estacionamento a quem não quer abrir mão do carro particular. Há, enfim, muitas formas de dificultar a vida de quem quiser manter esse privilégio. É uma questão de vontade política. Do jeito que está a situação, é pior pra todos, inclusive pra quem só anda de carro. E o problema cresce a cada dia. É de se supor, portanto, que esse será um tema candente nas próximas campanhas eleitorais. Na prática, os instrumentos legais para isso já existem, é só querer fazer. Ou, então, a imobilidade só aumentará. |
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Imobilidade urbana
Artigo, Caminhar Seguro
Na edição deste ano da 2ª Semana Mundial de Segurança no Trânsito,
ampliam-se as discussões sobre o espaço e sobre o pedestres, onde o foco maior é
a segurança dos pedestres. Sob a bandeira "Make Walking Safe" (Torne
o Caminhar Seguro), o evento é realizado em 70 países, com o objetivo de chamar
a atenção para a segurança dos pedestres, gerar ações e medidas para
protegê-los e assim contribuir para a meta da Década de Ação pela Segurança no
Trânsito: salvar cinco milhões de vidas até 2020.
De acordo com a Organização
Mundial da Saúde, (OMS), mais de 270 mil pedestres perdem a vida por ano no
mundo, isso representa 22% do total de 1,24 milhão de mortes no trânsito.
Devemos ter sempre em mente que
somos todos pedestres e que os governos devem por em prática medidas para nos
proteger. Além de salvar vidas, é preciso criar condições que incentivem as
pessoas a caminharem mais, melhorando a saúde e protegendo o meio ambiente.
Calçadas para todos
A lei que anistia multas e dá
maior prazo para que donos de imóveis consertam as suas calçadas irregulares
foi sancionada pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. A regulamentação
foi publicada No Diário Oficial da cidade, no sábado (4).
Segundo o texto, quem for
notificado terá 60 dias para regularizar a calçada. A lei prevê também a
anistia para quem foi multado desde setembro de 2011. ESSA medida pode
beneficiar mais de 15 mil imóveis. O dono do imóvel terá a multa cancelada e 60
dias para efetuar o conserto. O projeto já havia sido aprovado no início de abril na
Câmara Municipal de São Paulo.
Caso os problemas apontados pelas subprefeituras não sejam sanados, a multa será de R$ 300 por metro linear e a penalidade será renovada a cada 60 dias. A Prefeitura de São Paulo poderá, a
seu critério, executar as obras na calçada irregular cobrando do proprietário
pelos serviços realizados.
Além do incremento das calçadas,
limitar a velocidade do tráfego, garantir travessias seguras e instalar
redutores de velocidade também fazem parte das medidas que algumas cidades
estão utilizando para tornar as cidades
mais amigáveis.
A velocidade
Um estudo da Organização Mundial de
Saúde (OMS) aponta que o corpo humano tem alguma resistência a choques
contra veículos que andam a até 30 km/h. Depois, a chance de morte aumenta
progressivamente CHEGANDO até quase 100% a partir dos 60 km/h. Isto é, a
segurança do pedestre depende diretamente do limite de velocidade IMPOSTO AOS
VEÍCULOS.
Portanto, a saída para reduzir o
número de mortos e feridos no trânsito das grandes cidades está na redução
drástica da velocidade permitida nas áreas residenciais. Reduzir 10 km/h no limite da velocidade permitida, já fará uma grande diferença para o pedestre. Quem
crítica a redução do limite argumentando que isso só aumentaria os congestionamentos,
não sabe que a velocidade média nas cidades fica em torno de 20 km/h. Quer
dizer, se acelera para chegar mais rápido ao congestionamento. Na Europa esta tendência
está se mostrando como uma boa medida é chamada de traffic calming (moderação
do tráfego).
Acidentes
Nos próximos quatro anos, o
trânsito no Brasil vai deixar 150 mil mortos e 500 mil feridos graves, segundo
indica projeção do movimento Chega de
Acidentes, que tem como um de seus objetivos sensibilizar a população sobre
a redução dos acidentes. ATÉ 2014, Os
acidentes devem gerar ao país UM custo de R$ 140 bilhões em resgates,
tratamentos e as perdas de produção das vítimas. Se nada for feito, os números
podem ser ainda piores.
Esses números podem ser
revertidos, se o poder público investir nos eixos de ação apontados pela ONU
(Organização das Nações Unidas) quais sejam: a melhoria dos veículos e das
vias; a educação para o trânsito; o atendimento às vítimas e o fortalecimento
institucional (legislação, fiscalização, troca de informações entre os entes
públicos).
Cristina Baddini Lucas
Coluna "De Olho no Trânsito"
Diário do Grande ABC
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Coordenador do MDT apresenta o quadro conjuntural da mobilidade urbana no Brasil em mesa redonda com a Fundação Ford
Abordando questões relacionadas com a mobilidade nas cidades brasileiras, o coordenador nacional do MDT, Nazareno Affonso, participou em 9 abril passado, na sede do Instituto Polis, em São Paulo, da mesa redonda Desenvolvimento e Direitos Urbanos: Desafios e Possibilidades Enfrentados pelos Pobres em São Paulo, organizada como parte do programa de visita de quatro dias ao Brasil do representante da Fundação Ford, Don Chen, que, além desse encontro na capital paulista, desenvolveu atividades também no Rio de Janeiro e em Curitiba.
Mobilidade urbana. Nazareno fez uma explanação sobre a conjuntura da mobilidade do Brasil. Descreveu o processo de universalização do uso e propriedade do carro como uma política de Estado, implementada ao mesmo tempo em que a gestão dos transportes públicos e das calçadas eram relegadas à alçada do mercado. Ele resumiu: “Após a promulgação da Constituição de 1988, por aproximadamente duas décadas, houve um vazio de atuação do governo federal no campo da mobilidade, com ausência de investimentos da União no setor de transporte público. Nesse período, com ampla facilidade de financiamento e incentivos baseados, sobretudo, em renúncia fiscal do governo federal e de governos estaduais, explodiu a frota de automóveis particulares e de motocicletas, com crescimento significativo dos congestionamentos, do número de vítimas no trânsito e da poluição”.
Investimentos. O dirigente do MDT explicou que, mais recentemente, em razão da crise de mobilidade, da existência de recursos por conta do bom momento da economia e também por causa dos grandes eventos esportivos agendados para o País nesta década – a FIFA, por exemplo, exige que projetos de transporte façam parte do legado de suas competições –, houve uma mudança de mentalidade do governo federal, que decidiu investir significativamente em projetos estruturadores do transporte urbano, ao lado dos governos dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Atualmente, os recursos concatenados pelo governo federal para o setor - incluindo verbas do Orçamento Geral da União e linhas de crédito, além da exigência de contrapartidas bancadas por outros entes estatais federados e pela iniciativa privada -, somados aos investimentos paulistas e fluminenses alcançam a cifra de R$ 120 bilhões.
Lei de Mobilidade Urbana. “Em 2012, foi sancionada a Lei de Mobilidade Urbana (Lei no 12.587/12) e, imediatamente, iniciamos a luta para fazê-la ‘pegar’, de modo que tenha efetividade. A lei é muito clara, mas, mesmo assim, estamos empenhados em explicar para os gestores e para a população em geral as características e consequências positivas de seus principais pontos, como definição do Sistema de Mobilidade Urbana e de seus elementos constitutivos; os princípios, diretrizes e objetivos da Política de Nacional de Mobilidade Urbana e aspectos como questão tarifária e gratuidades – incluindo transparência dos custos e regularização dos contratos e controle social; obrigatoriedade dos planos municipais de mobilidade; proteção dos ciclistas, e proteção dos pedestres, em especial, os mais frágeis, como crianças, idosos e pessoas com limitações; equidade na utilização das vias, o que deve garantir mais espaço, melhor desempenho e redução de custos para o transporte público.
Capital paulista. Ainda a respeito do tema da mobilidade urbana, Renato Boareto, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) falou sobre a situação e as perspectivas no município de São Paulo – a maior cidade do País, em termos populacionais e de frota de veículos.
Outros pontos. Na abertura da reunião, acompanhado de Leticia Osorio, Don Chen fez uma breve exposição sobre a atuação da Fundação Ford. Outros temas da mesa redonda foram: O Planejamento Urbano e Agenda de Desenvolvimento para São Paulo: desafios e possibilidades – Revisão do plano mestre, desenvolvido por Nelson Saule Júnior, do Instituto Polis; Governança democrática e participação, desenvolvido por Oded Grajev, do movimento Nossa São Paulo, e por Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares; e Conflitos de terra e o direito à cidade: assentamentos informais, áreas de risco ambiental e megaprojetos, a cargo de Paulo Romeiro, do Instituto Brasileiro de Lei Urbana e por Luís Kohara, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.
Informativo MDT
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Não perca o Seminário de Sustentabilidade e Mobilidade Urbana

Acontecerá em Porto Alegre o Seminário sobre Sustentabilidade e Mobilidade Urbana, dia 17 de maio, organizado pela OSCIP Todavida.
Os temas são:integração modal, combustível alternativo, transporte alternativo e universidade.Sempre tendo em mente esta questão:O QUE ESTÁ SENDO FEITO PARA TORNAR NOSSAS CIDADES MAIS SUSTENTÁVEIS?
Além das palestras e debates será servido um almoço orgânico, com direito a nutróloga para fazer cardápios personalizados.
Todo o conteúdo foi montado pensando em trazer informação a sociedade de forma geral.
Espero todos lá. É gratuito mas tem vagas limitadas
Local: Edifício Santa Cruz, Rua dos Andradas, 1234, 8 andar
Porto Alegre/RS
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Lei dá 60 dias para proprietário regularizar calçada em SP
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| Após notificação, dono de imóvel terá 2 meses para conserto |
A lei que anistia multas e dá maior prazo para que donos de imóveis com calçadas irregulares seram consertadas foi sancionada pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). A regulamentação foi publicada do Diário Oficial da cidade, no sábado (4).
Segundo o texto, quem for notificado terá 60 dias para regularizar a calçada. A lei prevê também a anistia para quem foi multado desde setembro de 2011 - a medida pode beneficiar mais de 15 mil imóveis. O dono do imóvel terá a multa cancelada e 60 dias para efetuar o conserto. O projeto havia sido aprovado no início de abril na Câmara Municipal.
Caso os problemas apontados pela subprefeitua não sejam sanados, a multa é de R$ 300 por metro linear. A penalidade será renovada a cada 60 dias. A Prefeitura de São Paulo poderá, a seu critério, executar as obras na calçada irregular cobrando do proprietário pelo serviço.
Na sanção da lei, a Prefeitura informou que poderá distribuir, usando o cadastro do IPTU, uma cartilha simplificada sobre as responsabilidades de construção e manutenção de calçadas, com orientações técnicas e legais para o conserto, manutenção e adequação das calçadas. No site da Prefeitura já há uma cartilha sobre o tema.
Propostas
Durante a votação do projeto, no dia 10 de abril, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) propôs que a Prefeitura assumisse a responsabilidade pelas calçadas. "O projeto resolve o problema das multas, mas não das calçadas", disse o líder do PSDB, Floriano Pesaro, que defendeu a proposta apresentada por Matarazzo.
Integrante do PT, o vereador Nabil Bonduki afirmou que assumir a responsabilidade sobre todas as calçadas custaria à Prefeitura cerca de R$ 10 bilhões, preço com o qual o município não tem condições de arcar sozinho.
"É preciso um plano de médio e longo prazo identificando inclusive a forma de financiamento", afirmou. "É preciso fazer o debate em sua totalidade", disse o vereador Paulo Fiorilo. Desde setembro de 2011 a Prefeitura aplica multas sobre proprietários de imóveis flagrados pela fiscalização em desacordo com a legislação.
Mobilize
terça-feira, 7 de maio de 2013
Leia o artigo "As cidades do futuro"
Em 2050, teremos 7 bilhões de pessoas vivendo em cidades,
9,3 bilhões ao todo no mundo. Em 2050, provavelmente
Rio e São Paulo serão uma só? Se você
olhar o crescimento das duas cidades, verá que estão se aproximando. Teremos
infraestrutura urbana contínua entre ambas. Será uma única megalópole? Nesse
momento, teremos seis ou sete espaços no mundo com 50 milhões de pessoas.
Considerando que a expectativa de vida das pessoas vai em
direção aos cem anos, até mesmo no Brasil, quer dizer que, em 2050, 2 bilhões
de pessoas vivendo em cidades terão mais de 60 anos. Se olharmos nossas ruas,
veremos que não pensamos a cidade para pessoas mais velhas. Pensamos nos
jovens? Também não. A cidade foi desenhada para pessoas que trabalham, para a
idade de trabalho, entre 22, 25 anos até os 65 anos. Questões como envelhecer e
ter saúde serão mais críticas. Este é o pensamento de Mark Wigley, um dos
principais pensadores do futuro das cidades e segundo ele, vamos ter que criar
uma solução para a vida saudável nas megalópoles.
Os mais de 1 bilhão de carros no mundo já são hoje
responsáveis por grandes congestionamentos e problemas. Hoje o tráfego de
automóveis em Londres, por exemplo, é mais lento que o das carruagens há cem
anos. Caso não haja mudanças, o problema será ainda maior. A expectativa é de
que em 2050 cerca de 4 bilhões de carros estejam rodando e entupindo estradas e
ruas de cidades em todo o planeta. Só o transporte coletivo público integrado
poderá equacionar a mobilidade urbana futura. O transporte coletivo pode
transformar as cidades! A frase não vem de nenhum entusiasta ou operador de
transporte público, mas é uma constatação de especialistas do Banco Mundial que
realizaram diversos estudos em vários locais do planeta.
Zona 30
A alemã Heike Aghte juntou-se à organização ativista FUSS
e.V. que é a favor de uma mobilidade sustentável para lançar uma
iniciativa de Cidadania Europeia que visa a implementação de limites de
velocidade de 30 km/h nas zonas urbanas ou residenciais dos países da União
Europeia. O objetivo é recolher
assinaturas até ao final de 2013 para levar o assunto à Comissão Europeia.
Os impulsionadores da
iniciativa argumentam que o controle da velocidade é um meio eficaz para
melhorar não só a segurança rodoviária, mas também a qualidade do ar,
permitindo diminuir o ruído e as emissões de gases com efeito de estufa e que a
melhoria no fluxo do trânsito torna ainda as deslocações a pé e em
bicicleta mais seguras e agradáveis.
Os limites de velocidade de 30km/h salvam vidas. Desde de
que foi criada a primeira zona 30 como projeto-piloto na pequena cidade alemã
de Buxtehude em 1983, que numerosas zonas 30 provaram o seu valor por toda a
Europa. Onde quer que tenham sido instaladas, o número e a seriedade dos
acidentes foi reduzida consideravelmente, explica o mesmo site.
Para obter mais informações e apoiar a iniciativa, consulte
o site http://pt.30kmh.eu
Medellin
Medellín, na Colômbia, foi eleita pelo público como a
cidade mais inovadora do mundo num concurso realizado pela ONG americana Urban
Land Institute. A cidade surge no ranking à frente de Tel Aviv e Nova
Iorque, graças à sua aposta na mobilidade sustentável.
Medellín destacou-se especialmente por ter investido em
infraestruturas que visam a melhoria da mobilidade dos habitantes das
regiões mais pobres. A cidade conta atualmente com um eficiente sistema de
metro e teleféricos, que permitem aos habitantes deslocarem-se com facilidade
da periferia até ao centro da cidade.
Uma das infratesturas que pesou na distinção da cidade
foi uma escada rolante gigante e um sistema de teleférico que permite aos
habitantes com rendimentos mais reduzidos – e que vivem nas periferias
- usufruirem de um desconto nos bilhetes e chegarem rapidamente ao centro.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Andar de carro mata: OMS sobre Mobilidade x Saude
No blog pt de onibus "OMS liga Transporte a saude".
De acordo com estudo da Organização Mundial da Saúde, mobilidade urbana interfere em aspectos como qualidade do ar, estresse e até mesmo em questões como sedentarismo e obesidade. Ônibus, metrô e bicicletas devem receber mais incentivos
É de conhecimento de todos que um sistema de mobilidade urbana que privilegie os transportes coletivos, com redes de corredores de ônibus e metrô, e o uso de bicicletas, traz inúmeras vantagens em diversos aspectos, como a garantia do direito de ir e vir, menores gastos públicos em várias áreas e mais qualidade de vida com a redução do trânsito e da poluição.
Mas é possível dimensionar esses ganhos trazidos pelos transportes públicos e as bicicletas às pessoas?
A OMS – Organização Mundial da Saúde realizou levantamentos que mostram que o transporte coletivo vai além dos benefícios de reduzir problemas como os gerados pela poluição. Os trabalhos, coordenados pelo Dr. Carlos Dora, um dos mais conceituados do planeta quando o assunto é qualidade de vida nas cidades, revelam que uma rede de transportes públicos e de ciclovias eficientes interfere em muito mais áreas da saúde do que se imaginava e pode também ajudar no combate a problemas como estresse, sedentarismo e obesidade, que custam milhões de vidas por ano.
Coordenador de Ambientes Saudáveis da OMS para Departamentos de Saúde, Carlos Dora, usou os dados de mais de 300 estudos mundiais sobre saúde, mobilidade urbana, planejamento e gestão urbana, urbanismo e arquitetura.
Foi possível estabelecer relações incríveis que mostram que transporte coletivo priorizado não é apenas uma necessidade urbana e sim uma necessidade humana.
De acordo com as revisões sobre os cerca de 300 estudos, os transportes coletivos são importantes para a saúde pública por uma série de fatores. Vários problemas poderiam ser reduzidos de maneira significativa com menos carros nas ruas para deslocamentos cotidianos e redes maiores e mais eficientes metroferroviárias e de ônibus.
- ACIDENTES: Por ano, a OMS calcula que 1,2 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito. O número pode ser reduzido toda vez que um corredor de ônibus é construído e as pessoas optam por deixar o carro em casa. Quanto mais corredores, menos carros e menos acidentes, de acordo com o órgão internacional.
- INATIVIDADE FÍSICA E OBESIDADE: Quem anda de transporte coletivo gasta por dia em média 350 calorias a mais em comparação com quem faz o mesmo percurso de carro. A OMS aponta que por ano, devido a problemas agravados pela inatividade física, como diabetes e hipertensão arterial, 19 milhões de pessoas morrem. Cerca de 3,2 milhões estavam aparentemente saudáveis e apresentavam poucos sintomas, mas não caminhavam, não pedalavam e só faziam atividades físicas esporadicamente. Segundo os estudos, estas 350 calorias gastas por dia a mais poderiam fazer muita diferença no ano.
- POLUIÇÃO DO AR: A OMS relevou que anualmente, 2 milhões de pessoas morrem por causa da poluição do ar. Em todo o mundo, a frota de automóveis é responsável por 68% dos poluentes na atmosfera. Se forem consideradas as áreas urbanas, os automóveis são responsáveis por 90% da poluição do ar. Se o cidadão tiver à disposição ônibus e metrôs eficientes e com custo de passagem acessível, para ele vai ser mais vantajoso deixar o carro em casa, o que vai impactar diretamente nestes altos índices de poluição. Mas analisando ainda os cerca de 300 estudos, Dr. Carlos Dora diz que as políticas públicas em todo o mundo precisam de fato levar os transportes coletivos e o deslocamento por bicicleta a sério: De 2002 a 2004, 66% dos empréstimos do Banco Mundial para intervenções relacionadas a transportes foram para construções de vias ou rodovias voltadas para o trânsito comum. A minoria dos recursos foi para corredores do ônibus, metrô e ciclovias que ofereçam de fato segurança a quem opta por se deslocar de bicicleta.
Outro dado importante é sobre o “tipo de poluição”. Os elementos mais perigosos no ar são as Partículas PM 10, mais presentes na queima de combustíveis de carros de passeio que de ônibus e caminhões. As PM 10 são as que medem 10 micrômetros ou menos. Elas entram no corpo humano e invadem a corrente sanguinea de forma muito fácil e rápida e podem provocar males como asma, bronquite, infecções respiratórias inferiores, doenças cardíacas e câncer no pulmão. A OMS orienta que o índice suportável, na média anual, de PM 10 no ar é de 20 microgramas por metro cúbico. Mas nas metrópoles, o que inclui Nova Iorque, Cidade do México e São Paulo, este índice anual alcançou a 300 microgramas por metrô cúbico.
E o número mais alarmante vem agora: Das 2 milhões de pessoas que morrem por ano por causa da poluição, 1,34 milhões são mortes prematuras. E o mais importante ainda: deste total, ainda de acordo com a OMS, 1,09 milhões de mortes poderiam ser evitadas, se os parâmetros estabelecidos pela Organização fossem seguidos.
“Um sistema de transporte público, como o BRT – Bus Rapid Transit – pode gerar redução na poluição do local onde é instalado pois pode ter como resultado menos congestionamentos, menos pessoas usando carros” – disse o Dr. Carlos Dora.
BlogPonto de Ônibus
Adamo Bazani
É de conhecimento de todos que um sistema de mobilidade urbana que privilegie os transportes coletivos, com redes de corredores de ônibus e metrô, e o uso de bicicletas, traz inúmeras vantagens em diversos aspectos, como a garantia do direito de ir e vir, menores gastos públicos em várias áreas e mais qualidade de vida com a redução do trânsito e da poluição.
Mas é possível dimensionar esses ganhos trazidos pelos transportes públicos e as bicicletas às pessoas?
A OMS – Organização Mundial da Saúde realizou levantamentos que mostram que o transporte coletivo vai além dos benefícios de reduzir problemas como os gerados pela poluição. Os trabalhos, coordenados pelo Dr. Carlos Dora, um dos mais conceituados do planeta quando o assunto é qualidade de vida nas cidades, revelam que uma rede de transportes públicos e de ciclovias eficientes interfere em muito mais áreas da saúde do que se imaginava e pode também ajudar no combate a problemas como estresse, sedentarismo e obesidade, que custam milhões de vidas por ano.
Coordenador de Ambientes Saudáveis da OMS para Departamentos de Saúde, Carlos Dora, usou os dados de mais de 300 estudos mundiais sobre saúde, mobilidade urbana, planejamento e gestão urbana, urbanismo e arquitetura.
Foi possível estabelecer relações incríveis que mostram que transporte coletivo priorizado não é apenas uma necessidade urbana e sim uma necessidade humana.
De acordo com as revisões sobre os cerca de 300 estudos, os transportes coletivos são importantes para a saúde pública por uma série de fatores. Vários problemas poderiam ser reduzidos de maneira significativa com menos carros nas ruas para deslocamentos cotidianos e redes maiores e mais eficientes metroferroviárias e de ônibus.
- ACIDENTES: Por ano, a OMS calcula que 1,2 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito. O número pode ser reduzido toda vez que um corredor de ônibus é construído e as pessoas optam por deixar o carro em casa. Quanto mais corredores, menos carros e menos acidentes, de acordo com o órgão internacional.
- INATIVIDADE FÍSICA E OBESIDADE: Quem anda de transporte coletivo gasta por dia em média 350 calorias a mais em comparação com quem faz o mesmo percurso de carro. A OMS aponta que por ano, devido a problemas agravados pela inatividade física, como diabetes e hipertensão arterial, 19 milhões de pessoas morrem. Cerca de 3,2 milhões estavam aparentemente saudáveis e apresentavam poucos sintomas, mas não caminhavam, não pedalavam e só faziam atividades físicas esporadicamente. Segundo os estudos, estas 350 calorias gastas por dia a mais poderiam fazer muita diferença no ano.
- POLUIÇÃO DO AR: A OMS relevou que anualmente, 2 milhões de pessoas morrem por causa da poluição do ar. Em todo o mundo, a frota de automóveis é responsável por 68% dos poluentes na atmosfera. Se forem consideradas as áreas urbanas, os automóveis são responsáveis por 90% da poluição do ar. Se o cidadão tiver à disposição ônibus e metrôs eficientes e com custo de passagem acessível, para ele vai ser mais vantajoso deixar o carro em casa, o que vai impactar diretamente nestes altos índices de poluição. Mas analisando ainda os cerca de 300 estudos, Dr. Carlos Dora diz que as políticas públicas em todo o mundo precisam de fato levar os transportes coletivos e o deslocamento por bicicleta a sério: De 2002 a 2004, 66% dos empréstimos do Banco Mundial para intervenções relacionadas a transportes foram para construções de vias ou rodovias voltadas para o trânsito comum. A minoria dos recursos foi para corredores do ônibus, metrô e ciclovias que ofereçam de fato segurança a quem opta por se deslocar de bicicleta.
Outro dado importante é sobre o “tipo de poluição”. Os elementos mais perigosos no ar são as Partículas PM 10, mais presentes na queima de combustíveis de carros de passeio que de ônibus e caminhões. As PM 10 são as que medem 10 micrômetros ou menos. Elas entram no corpo humano e invadem a corrente sanguinea de forma muito fácil e rápida e podem provocar males como asma, bronquite, infecções respiratórias inferiores, doenças cardíacas e câncer no pulmão. A OMS orienta que o índice suportável, na média anual, de PM 10 no ar é de 20 microgramas por metro cúbico. Mas nas metrópoles, o que inclui Nova Iorque, Cidade do México e São Paulo, este índice anual alcançou a 300 microgramas por metrô cúbico.
E o número mais alarmante vem agora: Das 2 milhões de pessoas que morrem por ano por causa da poluição, 1,34 milhões são mortes prematuras. E o mais importante ainda: deste total, ainda de acordo com a OMS, 1,09 milhões de mortes poderiam ser evitadas, se os parâmetros estabelecidos pela Organização fossem seguidos.
“Um sistema de transporte público, como o BRT – Bus Rapid Transit – pode gerar redução na poluição do local onde é instalado pois pode ter como resultado menos congestionamentos, menos pessoas usando carros” – disse o Dr. Carlos Dora.
BlogPonto de Ônibus
Adamo Bazani
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Ciclovia em Santos será retirada para diminuir congestionamentos
Cidade de Santos na contramão da história. E a lei da Mobilidade, onde está? A prioridade nas vias deve ser do pedestre e do ciclista e do transporte coletivo.
A ciclovia do canteiro central da praia do bairro José Menino, em Santos, no litoral de São Paulo, vai ser retirada para melhorar o trânsito no local. As obras devem começar na primeira quinzena de junho. A expectativa é que os congestionamentos na divisa entre Santos e São Vicente diminuam.
Atualmente, o trecho é um dos gargalos do trânsito nas duas cidades, principalmente nos horários de pico. As obras de remoção da ciclovia, um trecho de 500 metros que já está desativado desde fevereiro deste ano, prometem melhorar essa situação. Da Avenida Presidente Wilson, em São Vicente, até o Canal 1, em Santos, passam pelo menos 1.800 veículos entre 7h e 9h. Somam-se a eles as cerca de 250 lotações que disputam o espaço até a divisa dos municípios. A partir do próximo semestre, a promessa da prefeitura é que o problema seja amenizado.
Durante a retirada da ciclovia o trânsito deve ficar complicado no trecho. "A previsão de início da obra é para a primeira quinzena de junho. Essa logística já está sendo pensada em conjunto com a CET, pois vai impactar muito esse trânsitro que já é difícil aqui na região", explica Nilson Barreiro, secretário-adjunto de Infraestrutura.
Uma das mudanças que devem acontecer durante a obra é o acesso que está fechado para o motorista que vem da Rua Santa Catarina. Hoje, ele precisa ir até São Vicente e depois fazer o retorno para Santos. Depois da obra concluída, esse acesso será reaberto. A obra deve durar dois meses. Para melhorar mais ainda o trânsito, um estacionamento que fica em frente aos prédios do techo vai ser retirado. O espaço dificulta a passagem dos ônibus, e com a alteração a pista ganhará pelo menos mais dois metros. "Parece que não, mas ela vai permitir uma melhor fluidez, com quatro faixas de rolamento confortáveis", conclui o secretário.
A ciclovia do canteiro central da Avenida Francisco Glicério, em Santos, também, está desativada. No local a prefeitura disse que vai aguardar o projeto do Estado do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), para saber o que será feito.
G1
A ciclovia do canteiro central da praia do bairro José Menino, em Santos, no litoral de São Paulo, vai ser retirada para melhorar o trânsito no local. As obras devem começar na primeira quinzena de junho. A expectativa é que os congestionamentos na divisa entre Santos e São Vicente diminuam.
Atualmente, o trecho é um dos gargalos do trânsito nas duas cidades, principalmente nos horários de pico. As obras de remoção da ciclovia, um trecho de 500 metros que já está desativado desde fevereiro deste ano, prometem melhorar essa situação. Da Avenida Presidente Wilson, em São Vicente, até o Canal 1, em Santos, passam pelo menos 1.800 veículos entre 7h e 9h. Somam-se a eles as cerca de 250 lotações que disputam o espaço até a divisa dos municípios. A partir do próximo semestre, a promessa da prefeitura é que o problema seja amenizado.
Durante a retirada da ciclovia o trânsito deve ficar complicado no trecho. "A previsão de início da obra é para a primeira quinzena de junho. Essa logística já está sendo pensada em conjunto com a CET, pois vai impactar muito esse trânsitro que já é difícil aqui na região", explica Nilson Barreiro, secretário-adjunto de Infraestrutura.
Uma das mudanças que devem acontecer durante a obra é o acesso que está fechado para o motorista que vem da Rua Santa Catarina. Hoje, ele precisa ir até São Vicente e depois fazer o retorno para Santos. Depois da obra concluída, esse acesso será reaberto. A obra deve durar dois meses. Para melhorar mais ainda o trânsito, um estacionamento que fica em frente aos prédios do techo vai ser retirado. O espaço dificulta a passagem dos ônibus, e com a alteração a pista ganhará pelo menos mais dois metros. "Parece que não, mas ela vai permitir uma melhor fluidez, com quatro faixas de rolamento confortáveis", conclui o secretário.
A ciclovia do canteiro central da Avenida Francisco Glicério, em Santos, também, está desativada. No local a prefeitura disse que vai aguardar o projeto do Estado do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), para saber o que será feito.
G1
quinta-feira, 2 de maio de 2013
‘Os desafios da mobilidade sustentável’ é definido como tema principal da 19ª Semana de Tecnologia da AEAMESP
A Coordenação Técnica definiu 'Os desafios da mobilidade sustentável' como tema principal da 19ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, encontro programado para o período de 10 a 13 de setembro de 2013, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, paralelamente á exposição de produtos e serviços para o setor Metroferr 2012.
Desafio. Um texto divulgado agora em abril destaca alguns dos principais focos dos debates nas sessões da 19ª Semana. O documento assinala: “Enfrentamos hoje no Brasil um enorme desafio, que é o de acelerar o desenvolvimento da infraestrutura sem perder qualidade na implantação dos projetos, ao mesmo tempo em que aproveitamos a oportunidade para desenvolver a engenharia nacional e absorver e fixar novas tecnologias para colocar o País em um novo patamar de competitividade global”.
TEMAS
O texto sublinha que durante os quatro dias da 19ª Semana de Tecnologia, autoridades, técnicos das operadoras, dirigentes e especialistas da indústria e profissionais do setor de transporte debaterão questões relevantes, diretamente relacionadas com a mobilidade urbana nas grandes e médias cidades e a adoção de propostas de soluções sustentáveis, sob os pontos de vista técnico, econômico, social e ambiental.
Trabalhos técnicos. Haverá apresentações de trabalhos técnicos, desenvolvidos por profissionais e por empresas, com a abordagem de modernas práticas de gestão, inovações tecnológicas e a aplicação de novas metodologias de trabalho.
Maior rapidez na implantação de projetos. Nos painéis de debates, estará em discussão a superação dos desafios que impedem que os projetos saiam do papel e se tornem realidade mais rapidamente. Também se debaterá como colocar em prática a nova Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que na sexta-feira passada, 12 de abril de 2013, completou um ano de vigência.
O tema do financiamento do setor. Além disso, a 19ª Semana de Tecnologiadiscutirá como tornar mais efetiva a participação dos Estados, Municípios, Governo Federal e da iniciativa privada no financiamento dos projetos de expansão da malha metroferroviária do País para que investimentos permanentes continuem sendo feitos para melhorar o transporte, a mobilidade e a acessibilidade para todos.
O significado do desempenho dos sistemas. Outro ponto em foco será o bom desempenho operacional dos sistemas, equipamentos e instalações e a boa formação dos profissionais, todos fatores críticos de sucesso para a sustentabilidade e manutenção da qualidade dos serviços prestados aos usuários, com confiabilidade e segurança.
Trabalhos técnicos. Haverá apresentações de trabalhos técnicos, desenvolvidos por profissionais e por empresas, com a abordagem de modernas práticas de gestão, inovações tecnológicas e a aplicação de novas metodologias de trabalho.
Maior rapidez na implantação de projetos. Nos painéis de debates, estará em discussão a superação dos desafios que impedem que os projetos saiam do papel e se tornem realidade mais rapidamente. Também se debaterá como colocar em prática a nova Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que na sexta-feira passada, 12 de abril de 2013, completou um ano de vigência.
O tema do financiamento do setor. Além disso, a 19ª Semana de Tecnologiadiscutirá como tornar mais efetiva a participação dos Estados, Municípios, Governo Federal e da iniciativa privada no financiamento dos projetos de expansão da malha metroferroviária do País para que investimentos permanentes continuem sendo feitos para melhorar o transporte, a mobilidade e a acessibilidade para todos.
O significado do desempenho dos sistemas. Outro ponto em foco será o bom desempenho operacional dos sistemas, equipamentos e instalações e a boa formação dos profissionais, todos fatores críticos de sucesso para a sustentabilidade e manutenção da qualidade dos serviços prestados aos usuários, com confiabilidade e segurança.
METROFERR 2013 SERÁ MAIOR
O texto ressalta que a exposição de produtos e serviços Metroferr 2013 – a ser realizada junto com a 19ª Semana de Tecnologia Metroferroviária – contará com mais de 1.200 m² em área de exposição para receber as principais empresas que atuam no setor e que mostrarão as mais recentes inovações desenvolvidas para atender os projetos voltados para os sistemas metroferroviários já em execução ou que devem ser executados em todo o País (VLTs, monotrilhos, metrôs, trens urbanos, trens regionais, TAV e outros).
Qualidade de vida. “Vivemos um momento especial nos investimentos para a mobilidade urbana, em todo o País! O sucesso na implantação dos projetos se refletirá em melhoria substancial na qualidade de vida das cidades”, conclui o texto sobre a 19ª Semana de Tecnologia.
Qualidade de vida. “Vivemos um momento especial nos investimentos para a mobilidade urbana, em todo o País! O sucesso na implantação dos projetos se refletirá em melhoria substancial na qualidade de vida das cidades”, conclui o texto sobre a 19ª Semana de Tecnologia.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Veja os corredores em São Paulo cujas licitações já foram aprovadas
A prefeitura de São Paulo homologou mais dois resultados de licitação para corredores de ônibus na Capital Paulista dia 30 de abril.
Ao todo já são onze propostas que já foram aprovadas, restando apenas a assinatura dos contratos para o início das obras.
São cerca de 60 quilômetros de corredores e terminais urbanos, cujos certames foram abertos na gestão passada, de Gilberto Kassab. O custo será de R$ 2,2 bilhões. As obras devem ter duração de até três anos, dependendo do tipo de intervenção a ser realizada.
Os terminais construídos serão em Itaquera (zona Leste de São Paulo) e Jardim Ângela, na zona Sul.
Os corredores e os terminais cujo resultado da licitação já foi aprovado são:
1 Corredor Leste - Radial 1 Vencedor: OAS/EI, Preço: R$ 439.751.838,21 Prazo 36 meses
2 Corredor Leste – Radial, Vencedor: CR Almeida/Consbem; Preço: R$ 148.757.190,16, Prazo: 30 meses
4 Corredor Leste – Itaquera; Vencedor: Carioca/Heleno & Fonseca; Preço: R$ 150.782.571,58 Prazo: 36 meses
5 Corredor Capão Redondo/Campo Limpo/Vila Sônia. Vendecor: Paulista/Construbase, Preço: R$ 213.598.686,17; Prazo 36 meses
6 Corredor M'Boi Mirim: Vencedor: Arvek/Simioni Viesti, Preço: R$ 98.494.741,69; Prazo: 18 meses
7 Binário Santo Amaro: Vencedor: Enpavi/Cetenco; Preço R$ 39.998.460,66; Prazo: 18 meses
8 Corredor Berrini; Vencedor: Camargo Campos/JZ, Preço: R$ 45.288.227,09; Prazo: 18 meses
9 Corredor Inajar de Souza ; Vencedor: Serveng/Galvão; Preço: R$ 169.751.131,88; Prazo:24 meses
10 Terminal Itaquera; Vencedor: Camargo Corrêa/Constran ; Preço R$ 417.908.715,39; Prazo:36 meses
13 Terminal Jardim Ângela: Vencedor: Andrade Gutierrez/Engeform; Preço: R$ 307.663.532,71; Prazo:36 meses
14 Complexo viário - Terminal Jardim Ângela; Vencedor: Gomes Lourenço/Santa Bárbara, Preço: R$ 154.752.339,97; Prazo: 36 meses
TOTAL R$ 2.186.747.435,51
2 Corredor Leste – Radial, Vencedor: CR Almeida/Consbem; Preço: R$ 148.757.190,16, Prazo: 30 meses
4 Corredor Leste – Itaquera; Vencedor: Carioca/Heleno & Fonseca; Preço: R$ 150.782.571,58 Prazo: 36 meses
5 Corredor Capão Redondo/Campo Limpo/Vila Sônia. Vendecor: Paulista/Construbase, Preço: R$ 213.598.686,17; Prazo 36 meses
6 Corredor M'Boi Mirim: Vencedor: Arvek/Simioni Viesti, Preço: R$ 98.494.741,69; Prazo: 18 meses
7 Binário Santo Amaro: Vencedor: Enpavi/Cetenco; Preço R$ 39.998.460,66; Prazo: 18 meses
8 Corredor Berrini; Vencedor: Camargo Campos/JZ, Preço: R$ 45.288.227,09; Prazo: 18 meses
9 Corredor Inajar de Souza ; Vencedor: Serveng/Galvão; Preço: R$ 169.751.131,88; Prazo:24 meses
10 Terminal Itaquera; Vencedor: Camargo Corrêa/Constran ; Preço R$ 417.908.715,39; Prazo:36 meses
13 Terminal Jardim Ângela: Vencedor: Andrade Gutierrez/Engeform; Preço: R$ 307.663.532,71; Prazo:36 meses
14 Complexo viário - Terminal Jardim Ângela; Vencedor: Gomes Lourenço/Santa Bárbara, Preço: R$ 154.752.339,97; Prazo: 36 meses
TOTAL R$ 2.186.747.435,51
Fonte: Secretaria Municipal de Transportes
terça-feira, 30 de abril de 2013
19ª Semana de Tecnologia Metroferroviária - Prazo para inscrição de trabalho técnico foi prorrogado
O evento acontecerá de 10 a 13 de setembro de 2013, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.
A participação na edição de 2013 é aberta à todos os profissionais com atividades relacionadas ao setor metroferroviário.
A entrega da síntese é feita de forma imediata pela internet através do preenchimento de um formulário eletrônico, no site da AEAMESP, entidade integrante do secretariado do MDT.
As propostas recebidas serão selecionadas por uma comissão julgadora.
A versão completa do trabalho técnico poderá ser entregue até o dia 25/07/2013.
Os temas sugeridos são:
> Urbanismo
|
> Via Permanente
|
> Manutenção
|
> Arquitetura
|
> Estações
|
> Operação
|
> Material Rodante
|
> Construção Civil
|
> Inovação tecnológica
|
> Gestão de Projetos
|
> Sistemas de Sinalização
|
> Energia e Alimentação Elétrica
|
> Direito Público e Administrativo
|
> Recursos
Humanos |
> Sustentabilidade e Meio Ambiente
|
> Logística e Modos de Transportes
|
> Técnicas de Planej. Urbano e Empresarial
|
> Telecom e Controle de Processos
|
Veja calendário para a entrega dos trabalhos:
- Prazo de entrega dos Trabalhos Técnicos - Sínteses:
30 de abril de 2013 - Publicação do resultado do julgamento da seleção:
03 de junho de 2013 - Prazo de entrega dos Trabalhos Técnicos - Escrito:
25 de julho de 2013 - Prazo de entrega dos Trabalhos Técnicos - Apresentação:
20 de agosto de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Vida de quem anda carro vai ficar mais difícil, diz Haddad
A vida de quem anda só de carro na cidade de São Paulo vai ficar mais difícil ainda.
É o que afirmou o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, em discurso no seminário Lide – Grupo de Líderes Empresariais.
Em compensação, Haddad afirmou que quem usa o transporte coletivo vai encontrar uma situação melhor de deslocamento nos próximos anos. Para isso, ele destacou o plano de entrega em seu mandato de 147 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus. Alguns serão do tipo BRT – Bus Rapid Transit, com pontos de ultrapassagem, embarque no mesmo nível do assoalho do ônibus e pagamento de passagem antes mesmo da parada do veículo.
Haddad disse que parte das vias que hoje são usadas por carros e mal aproveitadas devido à alta ocupação dos veículos de passeio frente a baixa capacidade será destinada ao transporte público, que leva mais gente, em menor área e polui proporcionalmente bem menos.
Com os investimentos, entretanto, em uma Central Integrada de Monitoramento de Transportes e Trânsito e em semáforos inteligentes, Haddad diz que a velocidade dos carros vai aumentar, o que deve compensar a perda de espaço em algumas vias.
O prefeito também disse que São Paulo precisa elevar seu nível de investimento. O objetivo é subir para R$ 6 bilhões anuais e chegar a R$ 22 bilhões.
Para ele, a meta é ousada, mas necessária, inclusive com a participação do Governo Estadual e do Governo Federal.
Haddad deixou claro que empréstimos e investimentos em São Paulo não são favores para ninguém. Isso porque, segundo ele, se a cidade de São Paulo cresce, há crescimento também no Estado e no País, devido a importância econômica do município.
O prefeito diz que deve intensificar as parcerias público privadas PPP, com maior participação também de micros e pequenas empresas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN,
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Grande bandeira do MDT, barateamento das tarifas, foi eleita como prioridade pelos prefeitos na Frente Nacional de Prefeitos
A mobilidade urbana foi um dos principais temas debatidos na tarde desta quinta-feira, dia 25 de abril, no 2º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável.
Mobilidade dentro de uma cidade é um dos maiores indicadores de qualidade de vida. Ir de um lugar para outro com rapidez e segurança é uma necessidade para a maioria das pessoas. O uso do transporte público tornou-se essencial pois grande parte dos problemas de poluição atmosférica e poluição sonora nas cidades é advinda do excesso de veículos nas ruas, o que pode ser minimizado com uma rede eficiente de transporte coletivo.
Os corredores de ônibus ganharam destaque por serem espaços de fácil implantação e que podem atender a uma grande demanda de pessoas com baixos custos.
Com os corredores, a velocidade dos veículos de transportes coletivos se torna maior, o ônibus pode ter mais equipamentos e oferecer mais conforto, e o custo de operação acaba sendo reduzido em comparação com as situações nas quais os ônibus ficam parados no congestionamento. Com isso, quem usa carro pode se sentir atraído a se deslocar com o transporte público, o que é uma ação em prol da sustentabilidade.
Além da prioridade ao transporte público, os custos para o bolso do passageiro foram discutidos.O novo presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, José Fortunati, que fica no comando da associação no biênio 2013/2014, disse que é hora das diversas instâncias governamentais se unirem, com desonerações e investimentos, para que as passagens de ônibus, trem e metrô sejam acessíveis a todos.
Forturnati no seu discurso de posse, na presença do presidente em exercício Temer e do prefeito de SP Hadadd disse que entre as propostas prioritáritárias da FNPde incluir nos itens da Cesta Básica a "redução do preço da passagem dos transportes públicos".
Para isso defende o Projeto do REITUP PLS 310/09 e a criação de um novo tributo ou utilizando a CIDE combustível para subsidiar a tarifa dos Transportes Público. Proposta já defenda publicamente pelo Prefeito Haddad de São Paulo.
Em 2005 foi levada pelo MDT para o Grupo Interfederativo do barateamento das passagens a proposta para Petrobras aumentar 10 centavos no preço da gasolina para reduzir 10% da tarifa em todo país, infelizmente a Petrobras optou por fazer um gigantesco subsídio a gasolina utilizando inclusive os recursos da CIDE combustível que é uma renuncia fiscal da ordem de 3 bilhões de reais anuais.
“Temos, e isso nos deixa muito felizes, uma clara compreensão, por parte da equipe do governo, que passagem de transporte coletivo veio para compor a cesta básica do cidadão brasileiro”. – disse à Agência Brasil.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Renato Gianola foi eleito Presidente do Fórum Nacional de Secretários de Transportes
Nesta terça-feira, dia 23 de abril de 2013, no Centro de Convenções Espaço Brasil 21, em Brasília, foi desenvolvida a 80ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito.
Desenvolvimento sustentável.
O encontro acontece de forma integrada com o II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável promovido pela Frente Nacional de Prefeitos, e que tem por tema geral Desafios dos novos governantes locais.
O encontro acontece de forma integrada com o II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável promovido pela Frente Nacional de Prefeitos, e que tem por tema geral Desafios dos novos governantes locais.
A reunião exclusiva dos secretários ocorreu terça; das 9h às 18h. Nos dias 24 e 25, no contexto do II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável haverá uma sala temática intitulada Desafios da Mobilidade Urbana e Metropolitana aberta à participação de todos os prefeitos e secretários.
Novos secretários e dirigentes.
As eleições de 2012 trouxeram mudanças nos quadros de dirigentes municipais razão pela qual a primeira reunião do Fórum Nacional em 2013 tratou dos seguintes pontos:
1) Os novos dirigentes, a estrutura e o papel do Fórum Nacional;
2) As ações em andamento;
3) A relação do Fórum Nacional com o governo federal através do Ministério das Cidades (Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana - SeMob e Departamento Nacional de Trânsito - Denatran);
4) A importância do engajamento dos secretários e dirigentes municipais na elaboração de uma pauta do setor para 2013/2014;
e 5) O novo presidente do Fórum Nacional é o Presidente da Urbes Sorocaba, Renato Gianola.
Novos secretários e dirigentes.
As eleições de 2012 trouxeram mudanças nos quadros de dirigentes municipais razão pela qual a primeira reunião do Fórum Nacional em 2013 tratou dos seguintes pontos:
1) Os novos dirigentes, a estrutura e o papel do Fórum Nacional;
2) As ações em andamento;
3) A relação do Fórum Nacional com o governo federal através do Ministério das Cidades (Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana - SeMob e Departamento Nacional de Trânsito - Denatran);
4) A importância do engajamento dos secretários e dirigentes municipais na elaboração de uma pauta do setor para 2013/2014;
e 5) O novo presidente do Fórum Nacional é o Presidente da Urbes Sorocaba, Renato Gianola.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Governo Federal deve desonerar PIS/Cofins mas não o diesel
O Ministério da Fazenda deve reduzir ou isentar o PIS/Cofins das empresas de ônibus, mas não deve desonerar o óleo diesel dos ônibus.
A possibilidade foi anunciada nesta segunda-feira, dia 22 de abril, pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos – CAE, do Senado, que estuda o Regime Especial de Tributação sobre o Transporte Público Urbano e Metropolitano de Passageiros.
Apesar de alguns estados já apontarem para a redução do ICMS – Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços - sobre o diesel de ônibus urbanos, como é o caso do Paraná, o Governo Federal não quer abrir mão dos tributos sobre o combustível para não impactar ainda mais as deficitárias contas da Petrobrás, que no ano passado, com o congelamento do preço da gasolina, serviu de artifício para tentar minimizar o descontrole da inflação.
Os senadores que defendem a desoneração acreditam que os efeitos positivos para que os próximos aumentos das passagens não sejam tão grandes só serão possíveis se também houver a participação dos governos estaduais, com a redução do ICMS, e dos municipais com a desoneração do ISS – Imposto sobre Serviços, dos transportes.
Os parlamentares reconhecem que será difícil controlar o uso do diesel desonerado pelos ônibus. Há o temor, por exemplo, que diesel seja comprado em nome de empresa de ônibus e usado para outro fim. Muitos empresários de ônibus também têm frotas de caminhões e utilitários.
Os parlamentares defendem mecanismos de fiscalização e distribuição pelas refinarias.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN
Dilma anuncia a compra de mais 2,6 mil ônibus escolares
A presidenta Dilma Rousseff anunciou há pouco no programa matinal de rádio “Café com a Presidente” a compra de mais 2 mil 600 ônibus escolares para o PAC Equipamentos e Programa Caminho da Escola.
Os veículos devem atender crianças e adolescentes de cerca de 4 mil municípios.
Segundo Dilma, só em seu governo, foram investidos R$ 2,7 bilhões na compra de 13 mil 440 ônibus escolares. Desde quando foi criado, em 2007, o Programa Caminho da Escola colocou em circulação 25 mil 020 veículos de transporte coletivo.
Os ônibus também são comprados pelo Programa PAC Equipamentos (Programa de Aceleração do Crescimento).
Dilma fez um balanço de investimentos na ordem de R$ 8 bilhões para a aquisição de diversos produtos, como máquinas agrícolas, de asfaltamento, ônibus escolares e até barcas para transportes de estudantes.
Deste total, R$ 5 bilhões em equipamentos foram para a recuperação de estradas vicinais de municípios atingidos pela seca e atendidos pela SUDENE – Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste.
Dilma também anunciou a compra de 2 mil 180 ambulâncias para o SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que serão usadas em cerca de mil cidades no País.
O Caminho da Escola além de facilitar o acesso de estudantes aos estabelecimentos de ensino localizados em áreas de difícil acesso e rurais, e ter sido um grande estímulo à indústria no ano passado, que registrou queda de vendas, não deixa de ser uma das plataformas políticas mais usadas por Dilma, cada vez mais presente nas entregas dos veículos, ainda mais em regiões que o PT sofre a ameaça de perder aliados.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN
Os veículos devem atender crianças e adolescentes de cerca de 4 mil municípios.
Segundo Dilma, só em seu governo, foram investidos R$ 2,7 bilhões na compra de 13 mil 440 ônibus escolares. Desde quando foi criado, em 2007, o Programa Caminho da Escola colocou em circulação 25 mil 020 veículos de transporte coletivo.
Os ônibus também são comprados pelo Programa PAC Equipamentos (Programa de Aceleração do Crescimento).
Dilma fez um balanço de investimentos na ordem de R$ 8 bilhões para a aquisição de diversos produtos, como máquinas agrícolas, de asfaltamento, ônibus escolares e até barcas para transportes de estudantes.
Deste total, R$ 5 bilhões em equipamentos foram para a recuperação de estradas vicinais de municípios atingidos pela seca e atendidos pela SUDENE – Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste.
Dilma também anunciou a compra de 2 mil 180 ambulâncias para o SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que serão usadas em cerca de mil cidades no País.
O Caminho da Escola além de facilitar o acesso de estudantes aos estabelecimentos de ensino localizados em áreas de difícil acesso e rurais, e ter sido um grande estímulo à indústria no ano passado, que registrou queda de vendas, não deixa de ser uma das plataformas políticas mais usadas por Dilma, cada vez mais presente nas entregas dos veículos, ainda mais em regiões que o PT sofre a ameaça de perder aliados.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN
sábado, 20 de abril de 2013
Haddad quer desonerações para aumento de ônibus ser menor
Ele disse à presidente e depois aos jornalistas que a prefeitura de São Paulo faz o máximo para ajudar o Governo Federal no controle à inflação, cuja meta foi estourada, mas defendeu o aumento da passagem de ônibus em junho para manutenção econômica do sistema, que completará dois anos e meio sem reajuste.
Se o que Haddad prometeu for cumprido, de seguir apenas a inflação, o aumento da passagem de ônibus, que hoje custa R$ 3,00 deve ser de 12%, fazendo com que com a passagem fosse para algo em torno de R$ 3,36.
O prefeito paulistano quer que o Governo Federal e o governo do Estado desonerem os transportes coletivos do PIS/Cofins e o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços -, respectivamente para que o aumento da passagem seja menor.
Ele disse que as prefeituras não têm mais o que desonerar e que isso cabe agora às outras esferas governamentais pela importância social e econômica dos transportes, que beneficiam todo o País e não apenas as cidades.
Além disso, com as desonerações, ele entende que toda a sociedade de alguma maneira possa contribuir com o transporte público, em sua maioria, bancado apenas pelos passageiros. O transporte coletivo beneficia não apenas quem o usa, mas toda a população por contribuir para a diminuição do trânsito e da poluição que causam gastos em infraestrutura, saúde pública e fazem com que se perca qualidade de vida nas cidades.
O Ministério da Fazenda estuda zerar a alíquota de 3,6% sobre a tarifa do transporte público em São Paulo. O Governo do Estado não sinalizou com a desoneração.
Numa convenção de prefeitos em São Paulo, Haddad também defendeu que parte da Cide _ Contribuição sobre Intervenção de Domínio Econômico, o chamado imposto da gasolina, também seja usada para subsidiar tarifas e investimentos em transportes públicos.
Seria uma forma de o motorista de carro de passeio, que individualmente polui mais e ocupa mais espaço urbano, auxiliar na mobilidade financiando parte dos transportes coletivos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Azar do Brasil
O MDT considerou a frase da presidente da Petrobras, Graça Foster "acho lindo engarrafamento", pois "meu negócio é vender combustível" politicamente inconveniente, ecologicamente incorreta e contraria a uma politica pública includente assim como Ruy Castro na coluna "Azar do Brasil".
A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse ao jornal gaúcho "Zero Hora" que "acha lindo engarrafamento", pois "seu negócio é vender combustível". E informou, orgulhosa: "Estou faturando". Pelo visto, parece satisfeita com os engarrafamentos que vê a bordo de seu helicóptero ou de que toma conhecimento pelo rádio e pela TV.
Como o verbo é livre a ponto de comportar tais afirmações, atrevo-me a dizer que preferiria uma pessoa mais delicada à frente da Petrobras. Por mais que tenha vindo ao mundo para vender gasolina, seu cargo não a autoriza a se comportar como uma frentista de estrada. A Petrobras deve ter compromissos com o povo que a sustenta, e não apenas com o conteúdo dos buracos que perfura.
É verdade que a culpa dos engarrafamentos não é exatamente sua, mas do governo a que pertence --o qual vive baixando alíquotas e estimulando a produção e venda de carros para fechar suas contas, com o que asfixia e torna inabitáveis nossas cidades. Isso a despeito da tendência internacional a devolver as cidades aos cidadãos, tirando carros da rua e estimulando o transporte público, as bicicletas e a simples caminhada.
Sei também que o pensamento de Graça Foster deve repetir o de todos que a antecederam na presidência da Petrobras, e que a esta cabe somente cuidar de seus negócios, não "pensar o país". Talvez devêssemos até agradecer-lhe por ser tão franca: ao contrário de seus antecessores, mais dissimulados, ela torce explicitamente pelo carro, pelo engarrafamento, pelo mau humor no trânsito, pela poluição, e contra o cidadão que lhe paga o salário e compra a sua gasolina.
A tal desprezo pelo equilíbrio urbano e pela qualidade de vida dos brasileiros das cidades, deve corresponder um equivalente pelos contínuos estragos ambientais provocados por sua empresa. Azar do Brasil.
Folha de São Paulo
Ruy Castro - colunista
Folha de São Paulo
Ff
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Engº Ubiratan Felix, do SENGE - Ba e do secretariado do MDT, fala sobre metrô de Salvador em entrevista para Record
"Devido longo atraso das obras, o sistema do metrô em
construção ficou velho", diz.
construção ficou velho", diz.
A obra do metrô já completou 13 anos (quatro vezes o tempo previsto) e ainda não há previsão para que os trens entrem em operação. Só com a metade do trajeto, o governo gastou duas vezes e meia o que era previsto para a obra inteira. O prazo de construção inicial era de 40 meses, a partir do início das obras, em janeiro de 2000.
O mais recente impasse entre o governo do Estado e a Prefeitura de Salvador é sobre a integração do sistema metroviário com o ônibus, depois que os 12 km da Lapa até Pirajá ficarem construídos. Nesta semana, o acordo para de transferência da gestão do sistema metroviário da Prefeitura para o governo do Estado sofreu mais um adiamento devido à complexidade e extensão do documento.
O presidente do Senge BA, engº civil Ubiratan Félix, concedeu entrevista sobre o tema para o programa Balanço Geral, da emissora Record, divulgada na manhã desta sexta-feira (12).
Confira abaixo a entrevista completa:
Quais os prejuízos das obras do metrô de Salvador?
Ubiratan Félix - São três tipos de prejuízos. O primeiro é o econômico, uma dívida de R$ 1 bilhão, que foi o empréstimo que a Prefeitura Municipal fez para construção do metrô. O segundo é o atraso de 14 anos na mobilidade urbana da cidade. O metrô estava previsto para ser concluído entre o período de 2003 a 2004. O atraso só piorou a situação do trânsito em Salvador, gerando prejuízo diário no bolso das pessoas que circulam na cidade. O terceiro prejuízo é que, devido todo atraso, o sistema do metrô em construção ficou velho. Por exemplo, os trens já perderam a garantia do fabricante sem mesmo serem utilizados. Então, o atraso criou uma dívida que a cidade paga mensalmente com juros e gerou toda essa dificuldade na mobilidade das pessoas. Uma obra não concluída é prejuízo para todos
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Devido os anos de atraso da obra, serão necessários quais reparos?
Ubiratan Félix - Inicialmente, a primeira etapa da obra iria até a Estação Pirajá. O Acesso Norte seria apenas uma estação de passageiros, e não de transbordo. Então, nesses 6 km, não estavam previstos condições técnicas importantes. Com a criação do transbordo Acesso Norte, será necessário adaptar as novas obras nesse trecho inicial, como: o pátio de manobra, o sistema de controle operacional (instalado de forma provisória), a oficina de manutenção e a área de estacionamento para os trens que, atualmente, estão distribuídos ao longo da via. Os trens terão ainda que passar por toda uma reavaliação, uma vez que já foi perdido a garantia do fabricante. Foram ainda constatadas vulnerabilidades nas três subestações, como a ausência de abertura para saída do ar quente na sala do gerador. Outra questão é a integração do metrô com o ônibus na Estação Pirajá, que não foi preparada para isso, podendo gerar um “estrangulamento” no local.
Mão de obra qualificada é um desafio a ser superado?
Ubiratan Félix - É preciso contratar uma equipe técnica qualificada para operar. O custo mensal estimado com pessoal por mês é de 1 milhão e oitocentos mil reais, e para colocar o sistema em operação é de R$ 30 milhões. É estimada a contratação de 340 pessoas, excetuando-se o setor de vendas de bilhetes que pode ser terceirizado. É uma mão de obra extremamente específica, qualificada e cara. A Prefeitura de Salvador e o Estado não têm esse quadro em quantidade suficiente. Como atrair essa mão de obra se os salários do município e Estado para engenheiros são comprimidos? Para se ter uma ideia um engenheiro que atua no metrô de São Paulo ganha em média R$ 18 mil por mês. Um operador R$ 12 mil.
Quem vai “bancar” o subsídio do metrô?
Ubiratan Félix - Será preciso subsídio do governo federal e estadual para equalizar a passagem do transporte de ônibus com a do metrô. A população de Salvador, em sua maioria, é muito pobre e não pode pagar um valor muito alto pela tarifa. Então têm desafios muito importantes do ponto de vista operacional, financeiro e de gestão. Afinal, quem vai gerir o sistema? Em São Paulo é o governo do Estado, no Rio Grande do Sul, o governo Federal, em Recife é gestão metropolitana compartilhada e no Rio de Janeiro, são empresas privadas. No caso do metrô de Salvador, com o convênio entre município e Estado, o governo Estadual será o responsável. Mas terá concessão para empresa privada operar? Se tiver, ainda será necessário um gestor estadual para fiscalizar. Portanto, a situação é complexa e com maior grau de dificuldade de solução.
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