sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mobilidade Urbana e a Copa de 2014


Nova linha de trem construída por Johannesburgo (África do Sul),  para a Copa de 2010, para ligar o centro da cidade ao Aeroporto

Eco Desenvolvimento
As próximas edições dos dois principais eventos esportivos
do planeta serão realizadas no Brasil.
O fato de que o país abrigará a Copa do Mundo
de 2014 e as Olimpíadas de 2016 faz com que os
transportes públicos das grandes cidades brasileiras
alimentem momentos de grande expectativa,
uma vez que a mobilidade urbana nacional carece, e muito,
uma infraestrutura capaz de atender as necessidades
da população.
Mas o que está sendo articulado a respeito?
Quais são as alternativas ao uso dos carros que deverão ser implementadas no Brasil nos próximos anos?
Para responder a estas perguntas,
vamos aos principais  pontos das discussões
sobre o futuro da mobilidade urbana brasileira.

PAC da Copa
Em 13 de janeiro deste ano, o governo federal divulgou os
projetos referentes ao chamado PAC (Programa de Aceleração
Crescimento) da Mobilidade Urbana. Na ocasião, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, a então ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Roussef, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, e o ministro do Esporte, Orlando Silva, apresentaram 47 iniciativas que
pretendem melhorar o trânsito das 12 cidades-sede da
Copa do Mundo de 2014: Belo Horizonte, Rio de Janeiro,
Porto Alegre, Curitiba, Natal, Fortaleza, Recife, Salvador,
Cuiabá, Brasília, São Paulo e Manaus.
Esse programa de investimentos elaborado pelo governo
federal junto aos municípios participantes, pautou-se nos
limites de prazo e de recursos disponíveis para selecionar
os projetos viáveis que deverão ser concluídos e entrar em
Copa das Confederações, que será realizada no Brasil
em meados de 2013, e servirá como uma espécie de
aquecimento" para o Mundial do ano seguinte.
Dos 47 projetos previstos na primeira versão do PAC da
Mobilidade Urbana, 34 se referem a obras de implantação de sistemas BRTs e de corredores de ônibus. Foram selecionadas medidas que buscam facilitar a mobilidade entre aeroportos, redes hoteleiras e estádios das cidades-sede, desde que pudessem ser concluídas de acordo com os cronogramas estabelecidos pela Fifa (Federação Internacional de Futebol). Também foram considerados os benefícios que essas iniciativas trarão para os municípios após a realização do mundial.

 planilha oficial
Planilha mostra o resumo de intervenções do PAC da Mobilidade Urbana/Reprodução Ministério das Cidades
Listamos para você os principais projetos de mobilidade urbana voltados para a Copa de 2014, distribuídos pelas cinco regiões do Brasil:
Sudeste
Para financiar a Linha Ouro do monotrilho de São Paulo,
que ligará o aeroporto de Congonhas ao futuro estádio do Corinthians, em Itaquera, o governo Federal disponibilizará
R$ 1,08 bilhão.
Em Belo Horizonte, seis linhas de BRT serão construídas,
com investimentos federais de R$ 783,3 milhões. Outros
R$ 210 milhões do governo federal são destinados a obras
e R$ 30 milhões à ampliação da central de controle de tráfego, totalizando investimentos de R$ 1,02 bilhão na capital mineira.
No Rio de Janeiro, que além da Copa do Mundo de 2014
sediará os Jogos Olímpicos de 2016, a implantação do BRT
ligará o bairro da Penha à Barra da Tijuca, passando pelo
aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. O governo
Federal financia o projeto com R$ 1,19 bilhão.
Sul
Dos R$ 440,6 milhões financiados pelo governo Federal para os projetos de Curitiba, R$ 265,5 milhões são destinados à
implantação de corredores expressos. Os demais recursos
financiarão a construção de linha de BRT, terminal, sistema de monitoramento e obras viárias.
Porto Alegre contará com corredores exclusivos para ônibus, nos quais o governo Federal investe R$ 273,9 milhões. Outros R$ 81 milhões financiarão duas linhas de BRT. Com os R$ 13,7 milhões destinados ao sistema de monitoramento de tráfego, o total do financiamento federal para a a cidade gaúcha é de R$ 368,6 milhões.
Norte
Para Manaus, que contará com trem suspenso do Norte ao Centro da cidade, os investimentos federais são de R$ 600 milhões.
A ligação entre o Leste e Centro será viabilizada pela construção do BRT, que conta com investimentos federais de R$ 200 milhões.
O total investido na cidade é de R$ 800 milhões.
Nordeste
Em Recife, R$ 402 milhões financiarão a implantação de corredores expressos. A capital pernambucana terá duas linhas de BRT, que contam com investimentos federais de R$ 231 milhões. Para a construção do terminal Cosme Damião são destinados
R$ 15 milhões, totalizando de R$ 648 milhões do governo federal em Recife.
O novo aeroporto de Natal será integrado à Arena das Dunas
e ao setor hoteleiro da cidade com a implantação de corredor e com obras viárias, que contam com financiamento de R$ 350,4 milhões.
A Avenida Prudente de Moraes será prolongada, com financiamento de R$ 10,58 milhões, somando o valor de R$ 360,98 milhões do governo federal.
Em Fortaleza, o VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) foi escolhido como o principal modal. O governo federal financiará o projeto com R$ 170 milhões. A capital cearense contará com investimentos federais para implantação de quatro linhas de BRT, que somam investimentos de R$ 113,5 milhões. O projeto contempla ainda a construção de corredor expresso (R$ 97,7 milhões) e das
estações de metrô Padre Cícero e Montese (33,2 milhões).
O total de investimentos do governo federal em Fortaleza é de R$ 414,4 milhões.
Para a implantação do sistema de BRT de Salvador,
o financiamento é de R$ 541,8 milhões. O metrô da capital baiana está em fase de conclusão. Além dele, novas avenidas e
requalificação urbana da Cidade Baixa também estão previstas.
Centro Oeste
A linha de VLT que ligará o aeroporto de Brasília ao terminal
Asa Sul, receberá R$ 263 milhões. O governo do Distrito Federal contará com financiamento para ampliações viárias que facilitam o acesso ao aeroporto, no valor de R$ 98 milhões, totalizando investimentos de R$ 361 milhões na capital federal.
Ao todo, R$ 423,7 milhões é o valor destinado pelo governo
federal para a implantação de duas linhas de BRT em  
Cuiabá. Outros R$ 31 milhões financiarão a construção
do corredor Mario Andreazza. No total, a capital matogrossense contará com financiamento de R$ 454,7 milhões.
O ministro Marcio Fortes destacou que cerca de 30% serão investidos em sistemas de transporte sobre trilhos. Trata-se de projetos de monotrilhos (trens suspensos), que serão implantados em São Paulo e Manaus, e de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), em Brasília e Fortaleza. Os demais recursos financiados pelo governo Federal serão investidos na implantação de corredores exclusivos de ônibus, estações de transferência, terminais e sistemas de monitoramento e BRT’s.
Nos pactos federativos são definidos os valores, prazos e responsabilidades do governo Federal, de governos estaduais e prefeituras. “O documento é um compromisso dos entes
federados com a sociedade”, explicou Fortes. O ministro
lembra que todo cidadão pode acompanhar as ações e gastos que envolvem o mundial de 2014 por meio do
Portal da Transparência, de acordo com o Decreto
nº 7.034, assinado pelo presidente da República.

Foto: Marcelo Casal
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Carrodependência: o MDT combate

Apocalipse Motorizado
Para comemorar o Dia Mundial Sem Carro, dia 22 proximo, aproveito para colocar alguns posts de reflexão.

Quem possui um carro (e algum dinheiro para sustenta-lo), passa a não enxergar nenhum outro horizonte de mobilidade urbana.
Do outro lado, vultuosos montantes envolvidos na construção e manutenção de tudo que os carros precisam para rodar (ruas, pontes, avenidas, combustível, pneus, autopeças, estacionamentos…) e quase 100 anos de técnicas de planejamento urbano e de políticas públicas voltados para atender o fluxo sempre crescente de automóveis deixaram o poder público amarrado ao problema, sem enxergar nem conseguir agir em favor das alternativas (a não ser quando a saturação de carros começa a ser um problema para os próprios carros).
Somado a estes elementos, interesses privados monumentais sustentam e estimulam o desperdício e o individualismo associados ao automóvel, em uma indústria responsável por boa parte do dinheiro em circulação no planeta (junto com as indústrias da guerra e do tráfico de drogas).
A epidemia mundial de cidades degradadas pela presença marcante do automóvel se alimenta desta tríade: indivíduos dependentes, iniciativas privadas altamente lucrativas e poder público inerte e/ou interessado no estímulo ao automóvel.
A proposta do Dia Sem Carro é, em primeiro lugar, experimentar outras formas de deslocamento e deixar o carro em casa. 

Vivenciar a cidade, seus problemas e belezas de maneira não-mediada é um remédio surpreendente para a carrodependência,  um antídoto para a degradação do tecido social, podendo inclusive resultar em transformações coletivas maiores e inesperadas.

Além disso o Dia Sem Carro é um momento de reflexão sobre o impacto do automóvel nas cidades e sobre a carrodependência urbana, momento de exigir condições de deslocamento dignas para quem não possui automóveis e de promover suas alternativas.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fiesp discute Mobilidade Urbana

61 milhões de automóveis no Brasil
O MDT defende aumentar a qualidade do serviço de transporte público e o estimulo a redução do uso de carros e da poluição. Dentro desta linha especialistas em mobilidade urbana reuniram-se ontem na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Vejam as propostas para melhoria do trânsito nas grandes cidades que estiveram presentes no evento que fez parte da 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp.
Apocalipse Motorizado

Brian Lagerberg, diretor do Departamento de Transportes do estado de Washington, no Estados Unidos, apresentou resultados de um programa para redução do número de viagens em automóveis. Implantada em 1991, a iniciativa faz parcerias com empresas para que elas incentivem o uso do transporte público e da carona (transporte solidário) entre funcionários. Até 2007, o programa já tinha reduzido 2,6 mil viagens de automóveis diárias no estado. Após ajustes, reduziu em mais 16% o número de viagens que motoristas faziam sozinhos.

“O comprometimento de empresas e pessoas é fundamental”, afirmou Lagerberg. “Para cada dólar que o governo investe no programa, as empresas investem US$ 18. Isso mostra que elas estão comprometidas e interessadas com o sucesso da ideia.”

"As coisas estão mudando nos Estados Unidos em relação a sua política de Mobilidade, mas o consumo e o desperdício de energia estão extremamente enraizados na cultura americana. Por isso, acho que ainda vai demorar muito tempo para mudar a cultura da população. No entanto, a Califórnia tem mostrado que isso é possível", afirmou Brian.

Martin Lutz, diretor de Saúde e Meio Ambiente de Berlim, na Alemanha, explicou o funcionamento do projeto que baniu de certas vias da cidade o tráfego de veículos mais poluentes. As chamadas zonas de Baixa Emissão de CO2 (LEZ, na sigla em inglês) reduziram em 35% as emissões de gases de efeito estufa em dois anos e já estão sendo copiadas em pelo menos nove países.

“Esta não é a solução para os problemas de congestionamento, porém ajudou a reduzi-los”, afirmou ele, que também é favorável a medidas como o pedágio urbano.

"Tivemos sucesso desde o início da implantação da zona de baixa emissão em Berlim, e ele pode ser medido claramente pela quantidade de veículos mais limpos circulando nas ruas da cidade e com essa medida podemos reduzir as emissões poluentes e ter melhor qualidade de vida e ar mais puro na cidade de Berlin. O fluxo de tráfego não mudou com o LEZ, pois os motoristas tiveram tempo suficiente para mudar de carro ou adaptar seus os filtros. Mas o volume da frota de veículos mais limpos cresceu consideravelmente, resultando logo em seu primeiro ano em algo em torno de 21% de redução das emissões de Materiais Particulados, 15% de redução de NOx. A concentração de fumaça preta também diminuiu em relação a 2008 em cerca de 15%. As concentrações de NO2, foram reduzidas de 7-10%, depois de vários anos de crescimento contínuo. Com o recente lançamento da fase 2 do LEZ, esperamos reduzir as concentrações de Materiais Particulados (PM10) em até 10%", diz Martin.



Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lula fala de Mobilidade Urbana ao jornal “O Estado do Paraná”

O MDT defende investimentos maciços em Mobilidade Urbana. Apontado como uma das principais necessidades de Curitiba para receber a Copa do Mundo de 2014, o metrô de Curitiba ficou de fora das duas etapas do PAC. Veja a argumentação de Lula: 
Lula

Vamos investir na construção de metrôs, mas pensando na melhoria do transporte urbano para a mobilidade e o conforto da população ao longo do tempo e não apenas tendo em vista a Copa do Mundo. O PAC 2, por exemplo, prevê investimentos de R$ 18 bilhões para projetos de mobilidade urbana a serem executados a partir de 2011. A chamada pública para a apresentação formal de projetos está prevista para breve e algumas cidades, entre elas Curitiba, já manifestaram interesse à Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades. Ou seja, a cidade pode vir a contar com recursos previstos no PAC 2 para a construção do metrô. No PAC da Copa, não foram contemplados projetos de construção de metrôs, tendo em conta a sua complexidade e cronograma mais longo, que é incompatível com os prazos da Copa das Confederações (2013) e do Mundo (2014). Para o Mundial, especificamente, foram selecionados outros modais de transportes com cronogramas mais confortáveis, como a construção de linhas de BRT's (sigla, em inglês, para "Ônibus de Trânsito Rápido"), VLT's (Veículos Leves sobre Trilhos), monotrilhos, corredores de ônibus e obras viárias. Os recursos destinados às 12 cidades-sede, originários do FGTS, são de R$ 7,7 bilhões que, somados às contrapartidas dos estados e dos municípios, totalizam R$ 11,5 bilhões. No PAC 1, lançado em 2007, foram priorizados apenas projetos relativos à conclusão das obras de metrô que já estavam em execução através da CBTU e da TRENSURB,empresas vinculadas ao Ministério das Cidades. O volume de recursos destinados a esses projetos foi de R$ 3 bilhões.

FONTE: Blog do Planalto
Cristina Baddini Lucas = Assessora do MDT

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Coordenador do MDT elogia plano de mobilidade de Goiânia e pede implantação imediata de BRTs

Em uma das sessões da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Goiânia, cujos trabalhos foram encerrados em julho de 2010, o Coordenador Nacional do MDT, Nazareno Affonso, elogiou o plano de mobilidade estabelecido para a região metropolitana da capital goiana e defendeu a implantação imediata dos corredores de ônibus (BRTs) indicados nesse plano.
Vista aérea de Goiânia
 
O Coordenador Nacional do MDT, arquiteto e urbanista Nazareno Affonso, elogiou na Câmara Municipal de Goiânia o plano de mobilidade estabelecido para a região metropolitana da capital goiana e defendeu a implantação imediata dos corredores de ônibus (BRTs) indicados nesse plano.

Nazareno foi um dos especialistas ouvidos pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Goiânia que encerrou seus trabalhos em julho de 2010, após quase três meses de reuniões.

Nazareno Affonso

A CEI foi criada para identificar as causas de uma crise no sistema público de transporte na capital goiana após a mudança de 27 linhas de ônibus; houve protestos, quebra-quebras em terminais e paralisação de motoristas. CEI emitiu um relatório ao final, com exigências e recomendações.


Análise positiva do sistema

 
Centro de Controle Operacional da Via Oeste
Em sua exposição, no dia 7 de julho de 2010 – a última sessão da CEI antes da elaboração do relatório – o coordenador do MDT elogiou o plano estabelecido para a região metropolitana. Ele ressaltou que Goiânia elaborou o seu plano diretor e, em seguida, estabeleceu um projeto de transporte integrado ao plano diretor e mais tarde, tudo isso foi incorporado ao plano metropolitano, coordenado pela Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo e promoveram a licitação com base no planejamento realizado.
Terminal de Goiânia
“Agora, estão implantando todo o processo de gestão, que prevê um Centro de Controle Operacional (CCO) para coordenar o serviço de ônibus, algo parecido com o que existe nos sistemas de metrô. Será, então, possível saber onde estará e com que velocidade se deslocará cada ônibus; o CCO saberá se um determinado ônibus de uma determinada linha está adiantado ou atrasado, ou, ainda se encontrou algum problema, o que permitirá intervenções para ajustar o serviço. Serão disponibilizadas informações sobre cada linha por meio do celular e em alguns pontos do sistemas haverá painéis indicando o posicionamento de cada coletivo. E os abrigos e terminais estão sendo requalificados”, disse Nazareno Affonso.
Abrigos de ônibus qualificam o transporte


Contudo, o especialista considerou ser preciso avançar mais e rapidamente, de modo a tornar a Região Metropolitana de Goiânia detentora de um sistema sobr pneus que possa servir muito bem a população e se constituir em referência nacional e mesmo internacional. “É preciso avançar na requalificação do corredor já existente – o Corredor Anhanguera, transformando-o efetivamente num sistema de BRT. E é preciso implantar, também em moldes avançados, o outro corredor previsto no sistema. Com isso, Goiânia passará a contar com um sistema estrutural que cortará cidade nos sentidos Leste-Oeste e Norte-Sul, facilitando a organização do sistema alimentador da própria cidade e cidades vizinhas.”

Requalificar a infra-estrutura

 
BRT de Curitiba
Ele também assinalou que serão necessários investimentos para requalificar a infra-estrutura do transporte público. “O sistema de gestão e as perspectivas dos corredores são uma grande notícia, mas o poder público deverá investir firme na requalificação das vias da cidade. E adotar política que livrem espaço para os veículos de transporte publico; uma forma será proibir o estacionamento de automóveis em certas regiões da cidade, abrindo uma ou mesmo duas faixas de rolamento para os ônibus ou para ciclofaixas”.

Em seu pronunciamento na CEI, Nazareno Affonso mostrou os principais pontos nocivos da política de mobilidade urbana centrada no automóvel, e apresentou a visão do MDT para uma política pública de mobilidade que tenha como base o transporte público de qualidade acessível a toda a população, os transportes não motorizados e o favorecimentos dos pedestres e de pessoas com necessidades especiais.


Informativo Movimentando
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Trilhos Aproximando Cidades e Pessoas

Neste ano o MDT e a AEAMESP, Entidade que faz parte do Secretariado do MDT, consideram que os futuros governantes, independentemente de partidos, precisam firmar um compromisso claro com a sociedade quanto à continuidade dos projetos de mobilidade  nos grandes centros urbanos e nas ligações entre eles.

 A AEAMESP promoverá a16a Semana de Tecnologia Metroferroviária Trilhos Aproximando Cidades e Pessoas em torno de três eixos bem delimitados:

O primeiro deles denominamos de “trilhonegócio”, diz respeito ao envolvimento de todos os segmentos que atuam no transporte, sobre trilhos, de pessoas e de mercadorias em nosso País para fortalecer o setor e mantê-lo permanentemente e economicamente ativo, como qualquer outro da economia e não mais vivendo de altos e baixos. O objetivo final é equilibrar, ainda mais, a matriz de transporte, com maior força para os trilhos, tanto na escala urbana e metropolitana, quanto na regional e nacional.
O segundo e o terceiro eixos vai se discutir a questão da tecnologia, envolvendo os diferentes aspectos de sua aplicação: nas obras civis, nos sistemas, equipamentos e instalações – as estações e suas novíssimas tecnologias voltadas para a eficiência energética, economia e a segurança – a modernização dos trens, os avanços quanto aos sistemas de sinalização, telecomunicações e controle, e as características dos diferentes modos de transporte considerados neste recente surto de crescimento, em que se discute também a adoção de VLTs, monotrilhos e o Trem de Alta Velocidade (TAV), além da expansão da malha ferroviária de carga e sua logística.
Venham debater as políticas públicas e a integração entre elas dentro do município, nas Regiões Metropolitanas e nos Estados, bem como o papel que cabe a cada esfera governamental, em termos de participação e de financiamento dos investimentos públicos em transporte. E colocar em realce a questão do desenvolvimento urbano, pela sintonia entre as políticas de transporte e de uso e ocupação do solo.
A AEAMESP esta empenhada em fazer com que a sua 16a Semana de Tecnologia Metroferroviária e a exposição Metroferr 2010 – que se realizarão de 13 a 16 de setembro de 2010 no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo – sirvam mais uma vez como espaço de intercâmbio de ideias e fórum para o debate das questões tecnológicas, políticas e institucionais que envolvem o setor. 

Confira a programação:
http://www.aeamesp.org.br

Inscrições pela internet até 03/09. Faça já sua!

Não falte! 
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O MDT recomenda: seja sustentável na sua mobilidade

Que tal decidir por uma vida pautada pela sustentabilidade? Há muitas maneiras de ser ecologicamente correto que não demandam grandes investimentos de dinheiro e nem de tempo.

Ai vão algumas dicas práticas:

ANDE MENOS DE CARRO. Use menos o carro. Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano. Lembre-se Dia 22 de setembro se planeje para não usar o carro.

ANDE a PÉ: Faça viagens para locais mais próximos a pé ou de bicicleta..



LUTE POR UM BOM TRANSPORTE PÚBLICO NA SUA CIDADE OU REGIÃO: É seu direito de cidadão se deslocar com qualidade. O Poder Público deve constituir espaços de participação popular.

CURTA O ÔNIBUS, TREM OU METRÔ. Um simples ônibus a diesel chega a fazer cerca de 2 quilômetros por litro de combustível na cidade e emite cerca de 1.300 gramas de dióxido de carbono por quilômetro. Mesmo com 20 passageiros, isso equivale a 65 gramas por pessoa para cada quilômetro viajado, muito menos que a média de um carro que é 169 por quilômetro.

FAÇA UMA ÚNICA VIAGEM. Planeje com antecedência suas saídas. Não desperdice tempo e nem emita tanto carbono.

PEGUE CARONA. Divida sua viagem com alguém que esteja indo para o mesmo destino. Com quatro pessoas no carro, você vai produzir 35 gramas de dióxido de carbono por pessoa num carro que emite 140 gramas. Organizar caronas com amigos muitas vezes depende somente de um telefonema.

LUTE POR UMA REDE CICLOVIÀRIA NA SUA CIDADE: O uso da bicicleta é é um exemplo de alternativa para os problemas causados pela frota crescente de automóveis. 

MANTENHA SEU CARRO REGULADO. Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

LAVE O CARRO A SECO. Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.


QUANDO FOR TROCAR DE CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE. Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Na Grande São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10 km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.

FAÇA COMPRAS POR PERTO. Cerca de 5% dos quilômetros percorridos são para comprar comida. Assim, ir a pé pode fazer uma verdadeira diferença. Não é apenas o meio ambiente que se beneficia com as compras realizadas no comércio do bairro. Uma ampla gama de pequenas lojas é importante para construir comunidades seguras e amigáveis.

USE O TELEFONE OU A INTERNET. A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode ser uma boa alternativa.

PEÇA PARA ENTREGAR EM CASA. É lógico que os veículos que fazem entregas também vão para as ruas, mas podem entregar compras em várias casas em uma só viagem e economizar no número total de circuitos realizados. Se a entrega for feita de bicicleta o ganho para o meio ambiente ainda é maior.

Enfim, tente viver harmoniosamente!

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Mobilidade Sustentável e Inclusão Social

Mobilidade X Cidade
De acordo com o MDT, o setor de transporte é responsável por cerca de 1/4 das emissões dos chamados Gases do Efeito Estufa – GEE, na maior parte devido ao grande crescimento da frota de carros, motos e caminhões. Um crescimento de 45% de 1990 a 2007. Sabemos que a forma como transportamos mercadorias e a nós próprios tem um impacto considerável ao meio ambiente: quer seja na emissão dos GEE, na construção de rodovias e na urbanização não planejada que este processo acarreta.As condições de Mobilidade Urbana são precárias no país: recebem insuficiente atenção do Poder Público.
O Império do Automóvel


No Brasil: a malha rodoviária recebeu grandes incentivos a partir da década de 50, o que possibilitou o seu rápido crescimento, principalmente devido a inserção da indústria automobilística no país. Os recursos são conduzidos dentro de uma lógica perversa, centrada no favorecimento à fluidez do transporte individual motorizado, como fosse possível a todos os  cidadãos possuirem um veículo, e que todos esses automóveis e motos conseguissem trafegar livremente pelas vias urbanas sem gerar crises de falta de espaço e poluição nas cidades . Na última crise, o Governo Federal optou pela baixa nos preços dos automóveis para salvar a economia do país. O país possui uma frota de mais de 61 milhões de veículos e este número cresce a cada dia.
Quanto o automóvel custa para a cidade?


A falta de planejamento urbano é também um agravante à sustentabilidade urbana: há um crescimento que não considera condições básicas à vivência, e muito menos, a sustentabilidade. 80% da população brasileira vivem em áreas urbanas. Ou seja, é urgente criarmos condições para um equilíbrio entre moradia, transporte, circulação de carros e pedestres, manutenção de áreas verdes.
Prioridade ao uso das vias ao automóvel
A prioridade deve ser do coletivo

É necessário mudar esta realidade. A Mobilidade Urbana pode ser inclusiva, sustentável  social e ambientalmente. Sua gestão pode e deve ser compartilhada, participativa e democrática, integrada às demais políticas de desenvolvimento urbano.

Para isto é necessário ampliar atuação organizada da sociedade em torno da Mobilidade Urbana Sustentável e disseminar os conceitos bases e discutir soluções eficazes e duradouras de modo a contribuir para a construção de uma pauta unificada dos movimentos sociais e entidades que atuam nas políticas urbanas.

São muitos os desafios.

Ai vão algumas recomendações do MDT para a gestão urbana adequada:


Priorizar o andar a pé: é preciso garantir espaços seguros, desobstruídos e de qualidade aos pedestres;
Andar a pé

Incentivar a utilização dos modos não poluentes: deve-se criar condições ao uso de transportes não poluentes, como a criação de ciclovias e ciclofaixas;
Andar de Bicicleta

Priorizar o Transporte Público Coletivo: oferecer transporte público de qualidade, que supra as necessidades dos cidadãos;
Prioridade no uso de vias

Controle de tráfego: criar restrinções a carros e motos;
Dia sem Carro em BH

Integração: é preciso integrar pessoas e construções, possibilitando lazer, trabalho e outras atividades em espaços próximos;

Preencher espaços: com o preenchimento de espaços vazios, como terrenos baldios, possibilita essa integração, tornando as atividades possíveis a pé, por exemplo;

>Preservação dos bens: preservar a diversidade sociocultural, os ambientes e belezas naturais da cidade;

Diminuir distâncias: criar conexões entre lugares, possibilitando caminhos diretos e livres; Focar a Gestão na Paz no Trânsito; 

Segurança para as pessoas

Implantar a Inspeção Veicular obrigatória, ambiental e de segurança. 
Reduçao dos impactos ambientais

Fonte: Cartilha do MDT
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lula assina contratos para investimentos em mobilidade urbana em Salvador

O MDT  sempre defendeu a inserção na agenda social e econômica da Nação o Transporte Público como um serviço essencial e um direito para todos.
Finalmente estamos verificando  investimentos do PAC na mobilidade urbana e a prioridade do transporte coletivo no trânsito. 
Transporte público com desenvolvimento tecnológico e respeito ao meio ambiente é a nossa bandeira.



Lula assina contrato em Salvador

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma cerimônia no Palácio Rio Branco nesta quinta-feira (26) onde assinou contratos para que Salvador receba, por meio do PAC da Copa, investimentos de R$ 570 milhões para uso no incremento da mobilidade urbana, e também mais 1.046 moradias, como parte do programa Minha Casa, Minha Vida. Estas unidades habitacionais serão construídas em Salvador, São Francisco do Conde e Santo Antônio de Jesus, todos com dois quartos, com áreas de 44 m² cada.

Lula também assinou a autorização para o edital de licitação para a duplicação da BR-101, no trecho da divisa entre Sergipe e Bahia, entroncamento com a BR-324.

Mobilidade


Parte da verba será usada para a construção do sistema Bus Rapid Transport (BRT), com corredores exclusivos para ônibus e ligação com o metrô. Serão 19,3 quilômetros ligando o Aeroporto ao acesso norte da cidade. Segundo a Agecom, os embarques e desembarques são rápidos e através de plataformas elevadas no mesmo nível dos veículos.

BRT de Bogotá - Transmilênio
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ponto de ônibus sustentável

Ecoshel, o ponto de ônibus verde
A designer britânica Tiffany Roddis desenvolveu um novo modelo de ponto de ônibus, mais futurístico e mais sustentável. Ecoshel, como ficou conhecido, tentará reduzir o impacto causado pelas emissões de carbono dos ônibus de uma forma simples e tecnológica.


 O projeto, inova nas tecnologias verdes empregadas. Ecoshel combina células solares, um gerador elétrico e, até mesmo, materiais recicláveis, o que não só produz energia, como também miniminiza os impactos ambientais
O objetivo é que ônibus também possam se abastecer desses recursos

Além disso, Ecoshel utiliza painéis solares e blocos de pressão para voltar a produzir sua própria eletricidade e calor. A ideia agora é desenvolver ônibus que também se abasteçam desses recursos, diminuindo, assim, as emissões de carbono na atmosfera.


Não há informações sobre a inauguração do ponto de ônibus, entretanto, é um projeto que deve ser levado em consideração no que tange à mobilidade sustentável

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT