sexta-feira, 3 de junho de 2011

Como salvar o planeta

A falta de políticas públicas para a mobilidade urbana provocou uma queda de cerca de 30% na utilização do transporte público no Brasil nos últimos dez anos. A constatação é do estudo A Mobilidade Urbana no Brasil, divulgado pelo Instituto de Política Econômica Aplicada - IPEA.
O estudo mostra que o governo não apenas investiu muito pouco em mobilidade urbana nas últimas décadas, como também incentivou a utilização do transporte individual. Um dado da pesquisa mostra que 90% dos subsídios federais para transporte de passageiros são destinados à aquisição e operação de carros e motocicletas. Como consequencia, o uso de automóveis nas grandes cidades cresce 9% ao ano, enquanto o de motocicletas dá saltos de 19%.

Somente em 2008, foram vendidos 2,2 milhões de carros e 1,9 milhão de motos e a previsão é que, em 2015, esses números dobrem. Em alguns lugares, dependendo do trajeto que se faça, sai mais barato usar moto ou até mesmo o carro do que o ônibus, metrô ou trem.

Obviamente, esse panorama tem causado sérios problemas para as cidades, como congestionamentos, acidentes e poluição, principalmente. A renda da população está aumentando e, se não houver políticas no sentido de melhorar e incrementar o transporte público, essa situação vai se deteriorar ao ponto em que teremos cidades inviáveis.

A política de combustíveis também contribuiu para o encarecimento do transporte público, pois, segundo o estudo, os ônibus movidos a diesel estão presentes em 85% dos municípios do país e representam o principal meio de transporte de massas nas grandes cidades. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do óleo diesel subiu 50% a mais que o da gasolina nos últimos 10 anos.

Somente cerca de 8% do diesel consumido no Brasil vai para o transporte público, e isso nos permite afirmar que é bem possível subsidiar a compra de diesel para o setor do transporte público e, assim, baratear as passagens.
Congestionamentos fazem a demanda por trem crescer 150%.
No caso do metrô, observamos um crescimento de 54% na última década. O número de passageiros transportados pelos trens gerenciados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) aumentou mais de 63% desde 1999 em Belo Horizonte, Recife, Natal, João Pessoa e Maceió.
O problema é que os sistemas de trem e metrô estão presentes em apenas 13 regiões metropolitanas e têm se expandido em ritmo lento. A malha viária foi expandida em 26,5% enquanto o metrô ampliou a extensão das suas linhas em apenas 8% nos últimos dez anos.

Com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro, a participação desses dois meios de transporte é muito pequena nas demais cidades onde operam,  se comparada à participação dos ônibus, devido a menor capilaridade e a pouca quantidade de vagões em operação, bem abaixo da necessária. A falta de alternativas de transporte público, associada ao aumento da renda do brasileiro, fez a venda de carros crescer 9% ao ano na última década, aumentando os congestionamentos, a poluição e o número de acidentes de trânsito.
Sem maiores investimentos e sem políticas públicas de mobilidade urbana por parte do governo federal, será muito difícil atender à demanda que não pára de crescer. Existem investimentos estruturantes, como linhas de metrô e corredores de transporte urbano, que só podem ser realizados pelo governo, em face da sua inviabilidade de realização pela iniciativa privada. Além disso, é importante desenvolver planos de transporte urbano integrados para as grandes cidades garantindo assim um efetivo sistema de transporte inclusivo. Em não havendo investimentos imediatos para solucionar a questão da mobilidade urbana, o futuro das cidades brasileiras estará comprometido.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
Nazareno Affonso - Arte

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Assista hoje às 16h na ANTPtv a discussão sobre Poluição e Saúde - o MDT recomenda

Impacto da Poluição na Saúde dos Habitantes da Região Metropolitana de São Paulo
Nesta quinta-feira, 2 de junho de 2011, a partir da 16 horas, o programa de entrevistas da ANTP TV, Em Movimento, discutirá o tema Poluição e Saúde - Impacto da Poluição na Saúde dos Habitantes da Região Metropolitana de São Paulo. O programa será transmitido ao vivo e, portanto, será possível a participação dos espectadores.
Um dos convidados do programa é o médico Paulo Hilário Nascimento Saldiva, professor titular e chefe do Laboratório de Poluição Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, que vai abordar os resultados as últimas pesquisas realizadas pelo Departamento de Patologia referentes aos impactos da poluição sobre a saúde da população. Também foram convidados Marcelo Pereira Bales, gerente do Setor de Avaliação de Programas de Trânsito, da Companhia de Tecnologia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) – que falará sobre propostas, programas e ações dessa empresa para mitiga os impactos da poluição gerada pelo trânsito, e Gabriel Branco, presidente da organização Environ Mentality.
Mais detalhes da programação no Informativo ANTP.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O MDT parabeniza São Paulo pela primeira frota de ônibus movido a etanol que começou a circular no Brasil

O transporte urbano da capital paulista recebeu o primeiro lote de 50 ônibus movidos a etanol. A inclusão dos veículos à frota da cidade é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo, Viação Metropolitana, Raízen, Scania e UNICA. 

Os novos ônibus são do modelo K 270 4x2 e possuem motores de última geração, que atendem às exigências da legislação brasileira de emissão de gases poluentes Conama P7, prevista para entrar em vigor no Brasil em 2012, além da EEV (Enhanced Environmentally Friendly), norma da União Europeia.
De acordo com convênio firmado em novembro de 2010 com a Prefeitura de São Paulo, a Scania é responsável pela produção dos motores e chassis, a carroceria é montada pela Caio, a Metropolitana é a operadora, a UNICA fornecerá o etanol e a Raízen será responsável pelo fornecimento do combustível final e instalação da infraestrutura de armazenagem e de abastecimento.
A Metropolitana investiu mais de R$ 20 milhões, financiados pelo BNDES, para a renovação de 50 veículos de uma frota de 330 ônibus urbanos. Os novos modelos movidos a etanol devem circular principalmente nas linhas Jardim Miriam – Vila Gomes; Jardim Miriam – Terminal Princesa Isabel e Jardim Luso – Terminal Bandeira.
São Paulo recebeu o primeiro ônibus-demonstração a etanol em 2007, por meio do projeto BEST (BioEthanol for Sustainable Transport), coordenado no Brasil pelo CENBIO – IEE/USP, em uma iniciativa inédita da Scania, parceiros e do poder público. Após um período de demonstração, o veículo despertou o interesse de outros parceiros, possibilitando a entrega de um segundo ônibus movido pelo combustível em 2009. Juntos, os veículos-demonstração já percorreram mais de 180 mil quilômetros, transportando passageiros em diversas linhas da região metropolitana.
O ônibus movido a etanol é a única tecnologia disponível comercialmente que pode atender em curto prazo, à Lei de Mudanças Climáticas do Município de São Paulo, que prevê a redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa (GEE`s) até 2012.
Atualmente, circular na cidade de São Paulo 15 mil ônibus movidos a diesel. Caso fossem substituídos por modelos movidos a etanol, o impacto ambiental seria equivalente a uma frota de somente 3 mil ônibus.
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A grande vantagem do etanol como combustível no transporte público urbano é o ganho ambiental com a redução de emissões de poluentes. Ressalta-se que a disponibilidade e as perspectivas para a produção do etanol somadas às vantagens ambientais oferecem uma série de benefícios, como a diversificação da matriz energética no setor de transportes e a utilização de um combustível nacional, cuja infraestrutura de distribuição já existe. A cidade de São Paulo detém a maior frota de ônibus do Estado.Parabéns pelo exemplo de interesse pela qualidade do ar que os paulistanos respiram
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 31 de maio de 2011

Mais de 30 grandes cidades participam da quarta edição da conferência internacional que se realiza na capital paulista entre hoje e 3 de junho

O maior evento de sustentabilidade que a cidade de São Paulo já recebeu. Mais de 36 prefeitos e representantes das grandes metrópoles do planeta estão aqui. A C40 São Paulo Summit – reunião de prefeituras que apresenta projetos de combate à mudança climática e promove o desenvolvimento sustentável – será realizada pela primeira vez em uma cidade do Hemisfério Sul e vai colocar São Paulo no centro mundial das discussões ambientais.
Além das capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e Curitiba, que integram a rede C40, outras cidades latinoamericanas participarão do evento, como Buenos Aires, Bogotá, Caracas e Santiago. Dos Estados Unidos, Filadélfia, Nova Orleans, Portland, São Francisco e Seattle também terão representantes na reunião. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, atual presidente da rede, estará na cerimônia de abertura ao lado do prefeito Gilberto Kassab, anfitrião do evento.

As cidades europeias confirmadas incluem Amsterdã, Atenas, Barcelona, Basiléia, Berlim, Copenhague, Heidelberg, Londres, Madri, Moscou, Roterdã e Varsóvia. Do Oriente, Changwon e Seul, ambos municípios sul-coreanos, Hong Kong, na China, Jacarta, na Indonésia, e Ho Chi Minh, no Vietnã, fazem parte dos convidados confirmados para a C40. A prefeita de Sidney, na Austrália, Clever Moore, e o prefeito de Adis Ababa, na Etiópia, também estarão presentes no evento.

Programação

Novidade anunciada pela Prefeitura Municipal de São Paulo, realizadora da reunião, é a programação dos dias 1 e 2 de junho no Sheraton São Paulo WTC Hotel, local do evento. Nas 20 sessões previstas, os palestrantes vão abordar temas como Eficiência Energética em Construções Existentes, Arborização e Florestas Urbanas, Gestão Integrada de Resíduos e Cidades Compactas, entre outros. No último dia da reunião, os convidados ouvirão sobre Táxis Inteligentes, Pedágios Urbanos, Drenagem Urbana e Adaptação, Captura de Gás em Aterro Sanitário e Geração de Energia. As plenárias vão contemplar assuntos como Financiamento, Medição de Emissões e Investimento para Indústria Verde.

Sobre a C40 

 A Rede C40 de Grandes Cidades (C-40 Large Cities Climate Leadership Group) é uma organização que reúne, a cada dois anos, as maiores cidades do mundo para a discussão do papel dos governos locais no combate às mudanças climáticas. Surgiu com uma iniciativa do prefeito de Londres em 2005. Seu propósito é incentivar a cooperação internacional entre as grandes cidades, para reduzir as emissões de carbono, e promover ações entre as instituições privadas e governos nacionais a fim de reduzir os efeitos do aquecimento global.
Atualmente são 40 cidades participantes e 19 afiliadas, distribuídas nos seis continentes e conta, desde 2006, com o apoio da Fundação Bill Clinton, dirigida pelo ex-presidente norteamericano. A parceria garante, entre outras coisas, o desenvolvimento e a efetivação de projetos para o consumo de energia sustentável nas metrópoles.
O Comitê Diretor da C40 é formado pelas cidades de São Paulo, Delhi, Berlim, Johanesburgo, Londres, Los Angeles, Nova York, Toronto e Tóquio. Esse grupo lidera as atividades da Rede e desenha a estratégia internacional da C40.
Em junho de 2008, com o apoio da cidade de São Paulo, o prefeito de Toronto, no Canadá, David Miller, foi nomeado diretor da C40, substituindo Ken Livingstone, ex-prefeito de Londres e um dos fundadores da C40. Em novembro do ano passado, também com o apoio da cidade, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, foi eleito o novo diretor do comitê.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Conam debate políticas públicas com a presença do Coordenador do MDT e da ANTP

Para ampliar o debate em torno das políticas públicas desenvolvidas para as cidades, a Conam (Confederação Nacional das Associações de Moradores) realizou, na Praia Grande, o 11º Congresso, com a finalidade de estabelecer diretrizes para temáticas como Moradia, Saneamento, Transporte e Mobilidade Urbana e o Sistema Único de Saúde.


O evento ocorreu entre os dias 26 e 29 de maio e contou com a presença de mais de 2000 delegados de todo o pais. No ato político falou presidente do PC do B e o Ministério das Cidades
. Estavam presentes também diversas entidades dos movimentos sociais e aliados da luta comunitária brasileira.

A Conam é uma entidade do movimento popular comunitário com o papel de organizar as federações estaduais, uniões municipais, associações comunitárias, entidades de bairro e similares. Atualmente, a Conam reúne mais de 550 uniões municipais de associações de moradores, com presença em 26 estados da Federação e no Distrito Federal. 

O Coordenador do MDT e da ANTP - Brasília, Nazareno Affonso participou do evento da mesa sobre integracao de políticas e dos 10 anos do Estatuto das Cidades e apresentou o andamento do PL da mobilidade que, segundo Nazareno, é um passo importante na luta para que o transporte público de qualidade seja um direito de todos os brasileiros e instrumento de inclusão social, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável, com geração de empregos e de renda e de cidades felizes. "O objetivo é promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas nos municípios  e é a proposta que o MDT vem defendendo", disse Nazareno Affonso. 

Nazareno finalizou sua apresentação dizendo que até o início da Copa de 2014 as sedes do mundial têm um grande desafio: mostrar a capacidade de implantar um modelo de mobilidade urbana sustentável. Um dos primeiros passos para isso é implantar um sistema eficiente de transporte de massa e modificar a política que, desde os anos 50, se instalou no Brasil, a de que o automóvel é a única alternativa básica para o transporte. Isto tem que mudar com a força do movimento popular.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT



Constituída na Assembléia Legislativa paulista frente parlamentar pelo bilhete único na Região Metropolitana de Campinas




O bilhete único possibilita ao passageiro realizar diversas integrações de ônibus com o pagamento de uma passagem num certo período. Na cidade de São Paulo, permite ainda um preço menor nas integrações com o Metrô e a CPTM. Na cidade de Campinas, o instrumento proporcionou aos usuários uma economia superior a R$ 258 milhões em 2010, utilizado por com 450 mil passageiros por mês, com aprovação de 97% dos usuários. Esses argumentos são a base para o trabalho da Frente Parlamentar em Defesa do Bilhete Único Metropolitano da RMC (Região Metropolitana de Campinas), lançada na noite de 19 de maio de 2011, na Câmara Municipal de Campinas.

A frente atuará na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, tem caráter suprapartidário – com adesão de 21 deputados de diferentes partidos (PT, PSDB, PDT, PV e PC do B) – e é uma iniciativa do deputado Gerson Bittencourt, que foi secretário municipal de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas
(EMDEC), e se elegeu em 2010 para a Assembléia Legislativa; nos últimos nove anos, ele participou ativamente do Fórum Nacional e do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito. O MDT manifesta seu apoio à proposta, uma vez que está alinhada com as suas bandeiras.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O MDT defende projeto de lei que que consolida o marco regulatório da mobilidade e dá instrumentos aos Estados e Municípios para enfrentar a crise de mobilidade

Para tentar resolver os problemas de transporte que afetam as cidades brasileiras, causados, sobretudo, pelo uso crescente de carros em detrimento do transporte coletivo, a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei da Câmara (PLC 166/10), que institui uma Política Nacional de Mobilidade Urbana.
Os trabalhos da Comissão  foram acompanhados por Nazareno Stanislau Affonso, responsável pelo Escritório da ANTP em Brasília e Coordenador do MDT. Segundo Nazareno,este é um passo importante na luta para que o transporte público de qualidade e barato seja um direito de todos os brasileiros e instrumento de inclusão social, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável, com geração de empregos e de renda e de cidades felizes.
O objetivo da proposta é promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas nos municípios  e é a proposta que o MDT vem defendendo.
O MDT entende que as condições de deslocamento das pessoas e bens na cidade estão intimamente relacionadas com o desenvolvimento e o bem-estar social.
O projeto tem 28 artigos que dispõem sobre a regulação dos serviços de transporte público coletivo e disciplina a concessão de benefícios e subsídios tarifários. Determina, por exemplo, que os reajustes das tarifas observarão a periodicidade mínima estabelecida pelo poder público no contrato administrativo.
O PLC 166/10 prevê ainda que os municípios deverão divulgar, de forma sistemática e periódica, os impactos dos benefícios tarifários concedidos no valor das tarifas dos serviços de transporte público coletivo. A proposta passará ainda pelo exame da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 25 de maio de 2011

IPEA divulga hoje pesquisa sobre mobilidade urbana

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga hoje, quarta-feira, 25/05, às 10h, o Comunicado do Ipea nº 94 A mobilidade urbana no Brasil.
O estudo será apresentado pela Técnico de Planejamento e Pesquisa, Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, no auditório do 10º andar do Ipea, no Rio de Janeiro (Avenida Presidente Antônio Carlos, 51, Centro).
A pesquisa tem três eixos:
O primeiro é um diagnóstico da mobilidade urbana no Brasil.
O trabalho constata a tendência do crescimento do transporte individual (automóvel), que traz diversas conseqüências no sentido de inviabilizar a vida nas metrópoles, como problemas de congestionamento e poluição.
O segundo eixo trata das políticas federais que vêm afetando o padrão de mobilidade nos centros urbanos brasileiros.
Por fim, o terceiro eixo discute alguns cenários futuros e os grandes desafios para a melhoria das condições de mobilidade urbana.
O estudo faz parte do livro Infraestrutura Social e Urbana no Brasil: subsídios para uma agenda de pesquisa e formulação de políticas públicas, editado por Maria da Piedade Morais e Marco Aurélio Costa.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 24 de maio de 2011

Nazareno Affonso expõe sobre a Década de Redução de Acidentes no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores

O Coordenador do MDT, Nazareno Affonso esteve presente no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores em Transportes Terrestres que ocorreu na manhã da quinta-feira passada (19) no Senado Federal e apresentou propostas para o Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária para a Década 2011-2020, em particular no transporte urbano, rodoviário e carga e do engajamento da Frente nesse sentido.

A principal questão discutida foi sobre a redução de 50% dos mortos em  acidentes de trânsito no mundo. Nazareno enfatizou que esse tipo de violência social precisa acabar. Mostrou a todos que as ocorrências de trânsito refletem um conjunto de fatores estruturais da realidade social, a começar pela prioridade concedida aos automóveis nas vias públicas. “A violência no trânsito é um fenômeno cujas causas são determinadas socialmente e suas consequências são dramáticas para vida das pessoas” frisou, acrescentando que os números dão uma noção da extensão da tragédia em que se transformou o trânsito no País. “Basta verificar que, anualmente, são registrados 1,5 milhão de acidentes, com o envolvimento de 7,5 milhões de pessoas, das quais 400 mil ficam feridas – uma parte considerável dessas com sequelas irreversíveis. E o que é extremamente grave é que cerca de 35 mil pessoas morrem.

De acordo com o dirigente do MDT, para erradicar a violência no trânsito, é preciso uma mudança cultural. “Precisamos democratizar o uso do espaço urbano, mas isso exige das autoridades uma nova postura, uma atitude mais firme em defesa da vida e do meio ambiente. O trânsito seguro é um direito do cidadão e um dever do estado, portanto, a segurança no trânsito deve ser consubstanciada em uma política pública efetiva, definida e implementada sob responsabilidade dos municípios, dos estados e da União”. 

Os pilares que fundamentam as ações do plano governamental são: ações de gestão e fiscalização; educação; saúde; infraestrutura; e segurança veicular; que deverão ser executadas por todos os órgãos de trânsito nos três níveis de governo.


Nazareno também discutiu os investimentos brasileiros na Copa e nas Olimpíadas onde estão previstos para os dois eventos esportivos recursos da ordem de R$ 16 bilhões, sendo R$ 12,5 destinados aos transportes e mais R$ 3,5 bilhões a obras de saneamento.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Coordenador do MDT esteve presente no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores

O lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores em Transportes Terrestres que ocorreu na manhã da quinta-feira passada (19) no Senado Federal foi uma importante vitória para a luta por direitos dos trabalhadores deste setor.

A frente é composta por 30 Senadores da República e quase 200 Deputados Federais de diversos estados que se comprometem a estar do lado dos trabalhadores rodoviários nas matérias que surgirem sobre o tema no Congresso Nacional.

O coordenador do MDT, Nazareno Affonso e o presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná, Epitácio dos Santos, estiveram presentes na solenidade em Brasília, além de outros dirigentes da Fetropar e de sindicatos filiados à Federação, além de membros da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e outros trabalhadores rodoviários, num total de mais de 200 rodoviários presentes.



Dentre os parlamentares presentes à solenidade esteve a senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT/PR) que reafirmou seu compromisso com os trabalhadores rodoviários paranaenses representados pela Fetropar. Além de Gleisi, assinam também a Frente os seguintes Deputados do Estado do Paraná: André Zacharow (PMDB), Assis do Couto (PT), Cida Borghetti (PP), Hermes Parcianello (PMDB), Leopoldo Meyer (PSB), Rosane Ferreira (PV) e Rubens Bueno (PPS).
FOLDER_FRENTE_PARLAMENTAR
Tramitação da regulamentação da profissão
O PLC 319/09 atualmente está na Comissão de Serviços e Infraestrutura do Senado e tem como relator o senador Ricardo Ferraço (PMDB/ES). Desde que chegou ao Senado, após ser aprovado na Câmara, o projeto já teve cinco propostas de alteração, todas prejudiciais aos trabalhadores rodoviários.

As alterações que visam desconfigurar o projeto são dos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE) e Acir Gurgacz (PDT/RO) e visam, por exemplo, excluir o adicional de periculosidade obrigatório no valor mínimo de 30% da remuneração mensal, permitir que o motorista acumule funções caso seja estabelecido em Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho e suprimir o pagamento de seguro obrigatório por parte do empregador para cobrir riscos inerentes à profissão de motorista.

O projeto ainda deve tramitar nas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); de Assuntos Econômicos (CAE); e de Assuntos Sociais (CAS). "Em todo este caminho pelo Senado é possível que novas alterações que prejudicam os trabalhadores surjam e para isto é importante a Frente estar articulada" reafirma Epitácio.
Cristina Baddin i Lucas - Assessora do MDT
fotos: Nazareno Affonso

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Estação Pinheiros do Metrô abriu nesta semana

A Estação Pinheiros da Linha 4-amarela do Metrô de São Paulo começou a operar nesta semana com projeto que prioriza tecnologia. No entanto, a inauguração não terá itens que facilitariam a vida do usuário, como a integração com a Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o terminal de ônibus anexo, banheiros públicos, sinal de celular e wireless (internet sem fio). O local também é o mesmo onde uma cratera em 2007 matou sete pessoas, na maior tragédia já registrada no Metrô.

A estação, cuja plataforma fica 33 metros abaixo do nível da rua, o equivalente a um prédio de dez andares, funcionará de segunda a sexta-feira, das 4h40 às 15h. Usuários que quiserem transferência para a CPTM terão de pagar mais R$ 2,90 - a promessa de “integração improvisada” feita em abril pelo secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, foi inviabilizada pela ViaQuatro, concessionária responsável pela operação da linha.
O “improviso” daria aos passageiros do Metrô tíquete para embarcar de graça na CPTM - e vice versa - até construção da passarela que permitirá integrar os sistemas. A transferência gratuita só deve começar em 30 de junho. O gestor de atendimento da ViaQuatro, José Luiz Bastos, diz que usuários terão opção de descer na Estação Cidade Universitária da CPTM e usar a Ponte Orca, que faz transporte de ônibus até a Estação Vila Madalena da Linha 2-Verde do Metrô.
Já a integração com o Terminal Intermodal Pinheiros, projetado pela Prefeitura, não tem prazo. A obra faz parte da revitalização do Largo da Batata e estava prevista para dezembro. Mas o canteiro de obras, ao lado da estação de Metrô, na Rua Capri, está vazio. A SP Obras informou que a retomada do projeto deve ocorrer no segundo semestre. A conclusão levará mais de um ano.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nesta quinta (19), às 16h, Em Movimento discutirá mobilidade para a Copa de 2014, focalizando a capital baiana


Sob comando do jornalista José Márcio Mendonça, o programa de entrevistas da ANTP TV, Em Movimento, discutirá nesta quinta-feira, 19 de maio de 2011, a partir das 16 horas, o tema Mobilidade para a Copa de 2014 – Salvador. Convidados. Foram convidados para o programa dois dos responsáveis pela Copa de 2014 na capital baiana. São eles Horácio Lucatelli Costa Brasil, superintendente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador, e Francisco Ulisses Santos Rocha, coordenador de Planejamento de Transportes da Secretaria de Transportes Urbanos e Infra Estrutura de Salvador, e coordenador do Grupo Técnico de Implantação da RIT, da mesma secretária. Ambos participarão via Skype. 18º Congresso da ANTP e VII INTRANS. Participarão também do programa, com informações sobre o 18º Congresso da ANTP e VII INTRANS - Exposição Internacional de Transporte e Trânsito, a coordenadora técnica da ANTP, Valeska Peres Pinto, e a coordenadora de Eventos, Valéria Aguiar. Para favorecer o acompanhamento por parte do público, desde o início de 2011 o programa Em Movimento passou ter uma hora de duração. Ao vivo, com participação do público. O programa será transmitido ao vivo e, portanto, será possível aos espectadores encaminharem perguntas por meio de uma caixa de correspondência colocada ao lado da tela de transmissão. As perguntas também podem ser enviadas antecipadamente por e-mail, para o endereço antptv@antp.org.br.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O MDT parabeniza a formação da Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores em transportes

No próximo dia 19 de maio vai ser dado um passo
importante rumo ao reconhecimento e à valorização da
categoria profissional do setor de transportes.
Nesta data, no auditório da Câmara dos
Deputados, em Brasília, será realizada a solenidade de
LANÇAMENTO DA FRENTE PARLAMENTAR
EM DEFESA DOS TRABALHADORES EM
TRANSPORTES TERRESTRES.
É um evento de grande relevância, que
consolidará a união de forças e esforços das entidades
sindicais lideradas pela NCST e CNTTT e
parlamentares (senadores e deputados federais) no
sentido de aprovar projetos, no Congresso Nacional,
destinados a promoção de melhorias nas condições de
trabalho dos profissionais rodoviários, como a
regulamentação da profissão de motorista, cuja matéria
tramita há 23 anos na Casa.
As federações filiadas à Confederação estão
organizando suas delegações.

Vale ressaltar que o  MDT se propõe
a colaborar com esta
Frente Parlamentar
e com quaisquer outros movimentos
populares urbanos 
em prol da constituição 
de uma mobilidade sustentável 
no País.

O MDT, desde sua fundação, 
tem logrado êxito em levar à 
sociedade e aos governos suas 
propostas de barateamento 
das tarifas e melhoria da qualidade
dos transportes públicos,
frisando que tais propostas passaram 
a compor as agendas 
da Frente Nacional de Prefeitos, do Fórum Nacional de 
Secretários e Dirigentes de Transporte Urbano e Trânsito, 
dos Movimentos Populares e ONG’s 
representados pelo
Fórum Nacional da Reforma Urbana 
das entidades sindicais, 
empresariais e associativas que fazem 
parte do secretariado 
nacional o MDT..
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
arte: Nazzareno Afonso
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