Por definição, acidentes são
acontecimentos casuais que não podem ser previstos. Mas será que podemos chamar
de acidentes de trânsito de imprevisíveis? A maioria deles acontece por erro
humano – seja por falta de atenção de motoristas e pedestres, ou envolvendo
situações de risco. Cerca de 100 pessoas morrem todos os dias no trânsito
brasileiro e 50% são atropeladas. Dos atropelados, metade são crianças e cerca
de 140 são hospitalizadas. O número de meninos vítimas desses acidentes é
praticamente o dobro do de meninas e a faixa etária mais atingida é entre 11 e
14 anos, pois os meninos brincam mais pelas ruas, correndo, jogando futebol ou
soltando pipa. Por isso, eles são mais vulneráveis que as meninas. E ainda para cada
morte, outras quatro crianças ficam com sequelas permanentes que irá gerar,
provavelmente, consequências emocionais, sociais e financeiras a essa família e
à sociedade.
Como evitar acidentes
Os acidentes de trânsito com
crianças acontecem quase sempre perto às residências. Julgamos que no trânsito
a criança reage como os adultos, engano! Julgamos que a criança vê e ouve como
os adultos os veículos que se aproximam, engano! Estas falsas idéias dos pais
fazem com que amanhã possam ser responsáveis por um acidente com um filho ou
neto.
E mais, a criança procura sempre
satisfazer as suas necessidades imediatas - jogar, movimentar-se e
chegar à escola ou a casa rápido, ir ter com os pais que estão do outro lado da
rua ou apanhar a bola é normalmente mais importante que dar a atenção ao
trânsito. Para fazer o que lhe interessa, é capaz de se precipitar contra um
automóvel que se aproxima, se este a impedir de continuar o seu próprio
percurso.
A
criança também não acredita na morte, é como um jogo, com frequência brinca
como se estivesse morta, depois se levanta e continua a brincar, porque diz que
está viva. Portanto, não tem noção do perigo e dos riscos de morrer.
A
verdade é que a criança não consegue pensar e reagir a vários estímulos ao
mesmo tempo é lhes difícil observar, ao
mesmo tempo o sinal luminoso e os veículos em movimento além do tempo de reação
das crianças ser mais lento que o dos adultos.
A
criança não é um adulto em miniatura! Só
crescendo é que a criança aprende o essencial! Podemos e devemos ajudá-la, mas
é preciso esperar que ela cresça!Nós é que temos de ser prudentes!
Nós, adultos, é que temos que modificar o nosso comportamento e ensina-las e
sempre as acompanhar nas travessias de ruas e avenidas.
Cristina Baddini Lucas
Assessora do MDT