quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Coordenador do MDT debaterá pedágio urbano na Câmara Municipal de São Paulo. Será na tarde de 31 de agosto.

O Ciclo de Debates - Pensando São Paulo, promovido Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, tem por objetivo estimular o debate sobre questões relevantes para a cidade e possibilitará a edição de um livro a ser entregue ao futuro prefeito e aos vereadores a serem eleitos no pleito de outubro próximo. O coordenador nacional do MDT, arquiteto e urbanista Nazareno Affonso, participará do Ciclo de Debates - Pensando São Paulo, promovido Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo. A iniciativa visa estimular o debate sobre questões relevantes para a cidade e possibilitará a edição de um livro a ser entregue ao futuro prefeito e aos vereadores a serem eleitos no pleito de outubro próximo.
Esse primeiro debate da série versará sobre Pedágio Urbano e será realizado na sede da Câmara Municipal em dia 31 de agosto de 2012, das 14h às 17h. O evento será aberto pelo autor do projeto de lei que tramita no parlamento paulistano e terá breve relato sobre o tema, seguido da exposição de quatro convidados e do debate com o público participante. A exposição de cada convidado terá duração de 15 minutos e se destina a apresentação de sua defesa e posição em relação ao tema.
Com posicionamento favorável à adoção do pedágio urbano estarão Nazareno Affonso e o também arquiteto e urbanista Cândido Malta. Com posicionamento contrário ou defendendo de medida alternativa, será feita pelo doutor Paulo Tarso Vilela de Resende, da Fundação Dom Cabral e por outro debatedor ainda não definido.
Informativo Movimentando

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lei de Mobilidade Urbana será lançada nacionalmente em seminários regionais da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana

O lançamento nacional da Lei de Mobilidade Urbana acontecerá logo após as eleições municipais, nas cinco regiões do País, por meio de seminários com participação de gestores e agentes municipais e representantes da sociedade civil atuantes no setor.Membros do Conselho das Cidades, integrantes do Comitê Técnico de Trânsito, Transporte e Mobilidade – Nazareno Affonso, representante do MDT e da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); Laerte Conceição Mathias, em nome do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP); Paulo Ruben Nascimento Cohen da Central de Movimentos Populares (CMP), de Belém; José Geraldo Baião, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP) e Mirce da Cunha Silva Machado (Fórum Nacional de Secretários de Transportes)– participaram no dia 26 de julho de 2012, em Brasília, de reunião com o secretário nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, Júlio Eduardo Santos.

 
Nessa reunião, foi discutida a organização de um conjunto de seminários regionais para divulgar e debater a Lei de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/12), conforme resolução aprovada na 32ª Reunião do Conselho Nacional das Cidades, em 2 de março de 2012.
 
O encontro com Júlio Eduardo dos Santos aconteceu informalmente no mesmo dia a Reunião Extraordinária do Conselho Nacional das Cidades, na qual foi proposta de alteração do artigo 48 do Regimento Interno do Conselho, com o objetivo de garantir recursos para que os membros dos Comitês Técnicos tenham cobertas despesas de viagem, hospedagem e alimentação para participar das reuniões do órgão. Nessa Reunião Extraordinária, foi aprovada ainda a alteração da dinâmica de reuniões do Conselho das Cidades, de modo a tornar mais ágeis a apreciação e a aprovação de resoluções.
 
Seminários sobre a Lei nº 12.587/12.

Nazareno Affonso informou que a ideia é que haja um lançamento nacional da Lei de Mobilidade Urbana nas cinco regiões do País por meio de seminários regionais com participação de gestores e agentes municipais e representantes da sociedade civil atuantes no setor.

 
Os seminários terão essencialmente a mesma estrutura: na parte da manhã, haverá uma abertura política do Secretario da Secretaria Nacional de Transporte e de Mobilidade Urbana (SeMob) e das autoridades locais presentes, e uma apresentação do conteúdo da Lei nº 12.587/12 feita pela SeMob e, seguida, abertura dos debates. À tarde, será formada uma mesa de discussão com a participação de representantes da região em que o seminário estiver sendo realizado. Ao final, será apresentada uma carta sobre a Lei de Mobilidade Urbana, da qual constarão as questões suscitadas naquela região, além de outros dados do evento, e os nomes e entidades dos participantes.
 
Júlio Eduardo dos Santos acrescentou que os seminários terão o apoio da Caixa Econômica Federal e que será publicada pela SeMob uma ‘Cartilha da Lei 12.587/12 – Comentada’, para distribuição aos participantes dos seminários.
 
Cronograma.

Os seminários acontecerão após o segundo turno das eleições, acompanhando o seguinte cronograma: Região Norte – Porto Velho, em 31 de outubro de 2012; Região Centro Oeste – Goiânia, em 7 de novembro de 2012; Região Sul – Porto Alegre, em 13 de novembro de 2012; Região Sudeste – São Paulo, em 21 de novembro de 2012, e Região Nordeste – Fortaleza, em 28 de novembro de 2012.

 
A estruturação do conjunto dos seminários será coordenada por um representante da SeMob e a organização de cada seminário terá a participação de um ou mais conselheiros por região com apoio das entidades públicas locais.
 
Na reunião, o secretário nacional Júlio Eduardo Santos informou ter concretizado parceria com a Caixa Econômica Federal para realização, nos 80 pontos de capacitação daquela instituição financeira, de cursos sobre a Lei de Mobilidade Urbana para 2013. “Os cursos serão ministrados por monitores da própria Caixa, os quais serão preparados sob controle e orientação da SeMob”, explicou.
 
Sistema de Informações.

Júlio Eduardo Santos informou também que já recebeu da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) o banco de dados de dados com informações sobre o setor, de modo a compor o Sistema de Informações da SeMob. E acrescentou que, com o mesmo objetivo, tem procurando contato com outras entidades do setor, em especial, a ANTP, que conta com um banco de dados com indicadores de avaliação; a adoção de indicadores desse tipo é uma das metas da Secretaria para a estruturação do seu Sistema de Informações para servir de indicadores de qualidade e de monitoramento das ações dos governos.

 
Mensagem do secretário da Semob aos membros do Fórum de Secretários em Manaus.

Por ocasião da 78ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte e Trânsito nos dias 28 e 29 de junho de 2012, em Manaus, o secretário Júlio Eduardo dos Santos enviou mensagem específica aos participantes do encontro, na qual manifestou apoio ao Fórum Nacional e apontou os novos desafios da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana.

 
Segundo a mensagem, os desafios concernem à consolidação da Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012, que entrou em vigor em abril de 2012), à implementação do Plano Setorial de Transporte e de Mobilidade Urbana para a Mitigação da Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009), à implantação de uma gestão eficiente dos Programas de Mobilidade Urbana, e ao trabalho de articulação interinstitucional, interfederativa e internacional da Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana. A íntegra da mensagem pode ser lida em nota ao final desta notícia.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Conselho das Cidades discute resoluções de Habitação e Mobilidade Urbana no último dia de reunião


A Secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, e o Secretário Executivo do Conselho das Cidades (ConCidades), Carlos Antônio Vieira, encerraram a 34ª Reunião do Conselho das Cidades, na manhã desta sexta-feira (10/08), que discutiu a edição de resoluções nas áreas de habitação e mobilidade urbana.
Durante a reunião, foram deliberadas quatro resoluções, sendo três da Secretaria Nacional de Habitação (SNH) e uma da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (Semob). Elas terão que ser aprovadas, ainda, pelo plenário do conselho.
Na área de transporte, os conselheiros discutiram a implementação de ações de curto médio e longo prazo do Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária do MCidades, para atender à exigência da Organização das Nações Unidas, que determina redução de 50% das mortes no trânsito de 2010 a 2020.
Já na área de habitação, o debate foi em torno do cronograma de oferta pública do Programa Minha Casa, Minha Vida e da constituição de Grupo de Trabalho (GT) para o desenvolvimento de estudos, com o objetivo de regulamentar o serviço da assistência técnica das unidades habitacionais à população de baixa renda. O GT teria representantes da SNH, da Caixa Econômica Federal, do Conselho das Cidades e de movimentos populares.
O último dia de reunião apresentou, também, relatos dos comitês técnicos de Habitação, Saneamento Ambiental, Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana e do Planejamento e Gestão de Solo Urbano. Ao final, foi apresentado um vídeo sobre a entrega de empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida Entidades no Piauí.
Estiveram presentes na reunião, que começou na quarta-feira (08/08), 73 conselheiros de todo o país, representando o Poder Público, Poder Público Estadual, Poder Público Municipal, movimentos populares, entidades empresariais, de trabalhadores, de profissionais, acadêmicas e de pesquisa, além de Organizações Não-Governamentais.
Wlissara Benvindo
Assessoria de Comunicação Social
Ministério das Cidades

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A solução para as cidades são os ônibus, diz Adalberto Maluf para o Exame.com

Coletivo articulado do Expresso Tiradentes, em São Paulo




Exame.com
Essa tentativa de convencimento de usuários e autoridades é a tarefa complicada de Adalberto Maluf, diretor da cidade de São Paulo dentro do grupo internacional C40,  que reúne as 40 maiores cidades do mundo na troca de experiências sustentáveis. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba integram o time no Brasil, esta última como afiliada.

O C40 não é grupo só de retórica: na Rio+20, em junho, liderados pelo prefeito de Nova York, Michael Blooomberg, 40 mandatários, que representam quase um quinto do PIB mundil,assinaram um ousado acordo de emissão de carbono, enquanto as grandes potências se recusaram a fazer o mesmo.
Agora, Adalberto Maluf defende que há bons exemplos de transporte aplicados nas grandes metrópoles de outros continentes que devem ser replicados aqui. A perspectiva do C40, segundo ele, é que o custo benefício do futuro está nos chamados “Bus Rapid Transit” (BRT), corredores com sistema de pagamento antecipado comuns em Curitiba e com poucos exemplos em São Paulo e outras cidades brasileiras.
Confira abaixo se os argumentos de Adalberto Maluf e do grupo internacional o convencerão a andar de ônibus.

EXAME.com – Por que o BRT é a melhor solução?
Adalberto Maluf
- A C40 fez um estudo em todas as grandes cidades do mundo, inclusive nas que não fazem parte da C40, e comparou os benefícios de investimento seja na viabilidade técnica, política, financeira e operacional do empreendimento. Considerando todos esses fatores, percebeu-se que as cidades que apostaram em corredores de ônibus BRT – que não são simples faixas de ônibus, mas corredores completos, com pagamento antecipado, estações com conforto, calçadas, paisagismo, ônibus mais limpos e articulados, que seguem horários com linhas expressas e semiexpressas – tiveram benefícios maiores, seja porque realmente entregaram o serviço no prazo, seja porque não tiveram grandes aumentos de custo (durante a obra) e conseguiram transportar as pessoas.
EXAME.com – A recomendação do C40 é que São Paulo priorize o BRT em vez do metrô?
Maluf -
Claro. Daqui pra frente, o custo marginal de cada nova linha do metrô vai ser muito alto. Porque as principais, que tem maior demanda, já foram feitas. Então qualquer nova linha, por exemplo, a laranja, vai ter um custo muito grande. Neste caso, de 10 bilhões, para levar 300 mil pessoas a mais, sendo que o que se adiciona ao sistema é a metade, 150 mil. O custo por passageiro adicional ao metrô agora vai ser muito alto, porque as linhas mais ocupadas já foram feitas e cada vez mais as linhas novas terão menos demanda. Mas o custo para fazer em uma cidade já consolidada é muito mais alto. A gente acredita pela experiência das cidades C40 que a maneira mais eficiente de você criar esta rede prioritária que integra todos os cantos da cidade e promove um aumento da produtividade é pela superfície.

EXAME.com – E qual seria a desvantagem do metrô diante deste sistema?
Maluf -
O sistema metroviário não consegue atingir o objetivo prioritário da mobilidade que é uma rede integrada. Porque ninguém mora do lado do metrô e trabalha do lado do metrô, a não ser uma porcentagem muito pequena. Cerca de 82% das pessoas que pegam este meio chegam até ele de ônibus. O sistema de mobilidade precisa de capilaridade e integração modal. No metrô, toda vez que uma linha cruza a outra, as pessoas têm que descer e trocar de linha. Quando você tem várias paradas, o metrô tem que aguardar o que está na frente. Já o ônibus tem flexibilidade, pode simplesmente ultrapassar o outro que está parado se estiver em uma linha expressa, o que aumenta a velocidade operacional. O Expresso Tiradentes, em São Paulo, que é uma linha segregada, tem velocidade aproximada de 38 km/h, que é 60% mais rápido que todos os metrôs do mundo. Com exceção do metrô de Londres, nenhum outro tem capacidade de fazer linha expressa que permite ultrapassagem.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

NTU propõe ações governamentais para desenvolver mobilidade urbana


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Engarrafamento: cena comum nas principais cidades brasileiras. Foto: marcuslyra

Quando o assunto é a mobilidade urbana, falta no Brasil um conjunto de princípios, instrumentos e ações governamentais que estabeleçam compromissos permanentes e bem delimitados para promover avanços significativos. A opinião é de Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente executivo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense de segunda-feira, 6 de agosto, Filho citou o aumento significativo dos deslocamentos urbanos individuais com automóveis, que são energeticamente ineficientes e ambientalmente insustentáveis.
"Ano após ano, a indústria automobilística bate recordes de produção e venda de carros. Esse desempenho pouco surpreende, pois uma das iniciativas preferidas pelo governo tem sido a isenção do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) em tempos de crise mundial financeira e de resultados macroeconômicos recessivos", observou o executivo.
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"Últimas décadas foram marcadas pela inexplicável ausência de investimentos para o transporte público".
Foto:Wilson Dias/ABr
 
Os carros de passeio respondem por mais de 65% das emissões dos poluentes no transporte de passageiros em áreas urbanas.
Na opinião dele, o transporte público urbano tem sido negligenciado nas políticas públicas e sobrecarregado com impostos diversos. "Apesar da recente sanção da Lei nº 12.587/2012, que define a Política Nacional de Mobilidade Urbana, e dos recursos voltados para a infraestrutura por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as últimas décadas foram marcadas pela inexplicável ausência de investimentos para o transporte público urbano", criticou.
Segundo Filho, o setor empresarial vê com bons olhos a adoção de avanços tecnológicos, desde que venham associados a políticas claras e duradouras de governo. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) propõe uma série de ações governamentais em longo prazo para que avanços concretos sejam obtidos. São elas:
  • Criação de condições para que o atual estágio de desenvolvimento tecnológico (Fase P7 do Programa de Controle de Emissões Veiculares - Proconve) seja amplamente implantado por todo o país;
  • Monitoramento do progresso dos sistemas BRT em obras e a multiplicação das experiências de sucesso para as cidades de médio porte;
  • Criação de uma política de avanço tecnológico para o setor;
  • Desenvolvimento de um programa estratégico em longo prazo e a implantação de incentivos graduais à transição de um combustível para outro para viabilizar a adoção de novas tecnologias.
Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2011, os carros de passeio respondem por mais de 65% das emissões dos poluentes no transporte de passageiros em áreas urbanas. Ademais, a contribuição dos automóveis particulares é de cerca de 51% do total de emissões de gases de efeito estufa, segundo relatório do Ministério do Meio Ambiente (2009).
EcoD

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

biciRio 2012 vai debater o uso da bicicleta como modal de transporte


Secretaria Municipal de Meio Ambiente elege a integração da bicicleta aos transportes públicos como tema central do II Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta
Com o objetivo de estimular o uso da bicicleta como modal de transporte urbano na vida do carioca, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SMAC) promove de 23 a 25 de Setembro, dentro Semana Nacional de Trânsito, o II Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta – biciRio 2012.
O evento é parte de um conjunto de ações que estão sendo organizadas pela Prefeitura para a semana em que acontece em várias cidades do mundo o “Dia Mundial Sem Carro”, com o objetivo de contribuir com a melhoria da mobilidade urbana e a redução dos gases de efeito estufa, reforçando a cultura do uso da bicicleta como meio de transporte. A programação do fórum, que será aberto com um passeio ciclístico pela orla da Zona Sul do Rio, no dia 23 de setembro, domingo, é totalmente gratuita e prossegue nos dias 24 e 25 com visitas técnicas e palestras.
O tema central do biciRio este ano será “A integração da bicicleta aos sistemas de transportes públicos”, com a apresentação de modelos já implantados em outras cidades do Brasil e do exterior. Na visão do Secretário Em Exercício de Meio Ambiente do Rio, Altamirando Fernandes Moraes, o quotidiano das pessoas que habitam as grandes cidades do mundo tem sido marcado cada vez mais pelo uso da bicicleta. Iniciativas, indivíduos e instituições no mundo inteiro se dedicam à educação e ao fomento do ciclismo urbano, agora não mais como instrumento de lazer apenas, mas como modal de transporte. “No Rio de Janeiro, não é diferente: a questão virou prioridade para as autoridades da área de meio ambiente e de transportes do Rio de Janeiro – cidade que vai sediar alguns dos principais eventos mundiais nos próximos anos”, afirma o Secretário.
O biciRio é parte das iniciativas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para fomentar o uso da bicicleta como modo de transporte não poluente, eficiente, saudável e ecológico, além de promover a sua maior utilização e integrar o planejamento cicloviário ao planejamento de transportes da Cidade. A proposta do biciRio é promover a troca de informações entre cidades com diferentes níveis de experiências na implantação de sistemas cicloviários.
A iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente vai ao encontro da política de incentivo às práticas ambientalmente sustentáveis da atual gestão municipal, que tem na ampliação de sua malha cicloviária e no desenvolvimento de ações educacionais seus pilares de planejamento estratégico. Para inscrições e mais informações, acesse www.bicirio.com.br.
BRT e “Laranjinhas” no programa técnico
Hoje, o Rio conta com 285 km de malha cicloviária em operação. Até 2016, a previsão é chegar a 450 km de ciclovias construídas, além do incentivo à instalação de bicicletários, pontos de aluguel de bicicletas e equipamentos de apoio, e da conservação das vias já existentes, de maneira a permitir a integração desse modal aos transportes públicos.

Desta forma, além da agenda técnica que acontece no dia 25 de setembro, no Centro Empresarial Rio (Botafogo), com palestras e trabalhos técnicos, o programa do biciRio 2012 vai incluir visitas técnicas, no dia 24/09, ao Centro de Operações do Projeto “Laranjinhas” – Bike Rio (– em São Cristóvão), que implantou no Rio um sistema público de aluguel de bicicletas, com patrocínio do Banco ITAÚ. Na seqüência, será feita uma visita a um dos trechos do Sistema BRT, na Barra da Tijuca.
O Fórum começa no dia 23 de setembro (domingo), pela manhã, com um passeio pela Zona Sul da Cidade integrado às atividades do Dia Mundial Sem Carro, fechando o biciRio. Encerrando o evento internacional, será oferecido um coquetel de confraternização no Palácio da Cidade, com a presença de todos os participantes.
Inscrições
www.bicirio.com.br
Contato
e-mail: secretaria@bicirio.com.br
http://www.facebook.com/biciRio
http://www.twitter.com.br/biciRio

Organização:
Planeja & Informa Comunicação e Marketing

via Carlos Emmiliano

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vítimas sobre duas rodas


Site da Perkons
por Maria Amélia Franco   
A maior parte tem entre 21 e 35 anos, é homem e optou por este tipo de veículo para substituir o transporte coletivo. Este é o perfil do motociclista brasileiro, que tem chamado atenção não só pela ocupação em massa no trânsito de grandes e médias cidades, como também pelo crescente número de acidentes em que está envolvido. Somos o segundo país onde mais motociclistas morrem vítimas de acidente de trânsito – são sete mortes para cada 100 mil habitantes. E esse índice tem aumentado a cada ano, de acordo com estudo do Instituto Sangari divulgado em maio deste ano, que aponta, também, outra triste realidade: até o fim de 2012, mais 13 mil motociclistas deverão morrer em vias brasileiras e mais de 40% deles no próprio local do acidente devido à violência do impacto.

No entanto, culpar apenas os motociclistas pela tragédia que se instalou no trânsito seria no mínimo injusto e, em última instância, desonesto. A responsabilidade passa por quem regulamenta e fiscaliza o trânsito, pelos centros de formação de condutores, por quem oferece infraestrutura e segurança nas vias (ou deveria oferecer), entre tantos outros.

Ao comentar especificamente sobre a formação de motociclistas, uma série de dúvidas pode permear o universo do leitor. É realmente possível reproduzir as condições das ruas em circuitos fechados? As 20 aulas práticas de 50 minutos cada são suficientes para garantir a circulação de novos condutores? E como testar as possíveis situações de conflito que os motociclistas podem vivenciar no trânsito?

Certamente há que se avaliar os vários aspectos que circundam a questão. Motociclistas guiam por pistas esburacadas, com obstáculos, desníveis, em corredores de tráfego intenso, entre condutores e pedestres descuidados, além de, muitas vezes, ficarem no ponto cego dos motoristas. Mais do que uma prova de equilíbrio e conhecimento das regras de circulação, o exame prático para a obtenção da habilitação deveria considerar a habilidade (como sugere o próprio nome) e a destreza do condutor, além de treinar a agilidade de reação diante de imprevistos. Por isso, a realização de provas práticas deveria acontecer, também, nas vias de trânsito intenso.

Não há dúvida de que as autoridades precisam enfrentar um verdadeiro desafio que é frear a violência no trânsito, especialmente aqueles que envolvem as “vítimas sobre duas rodas”. Desafio que começa com o aumento da fiscalização, com blitzes permanentes e em locais diversificados onde seja possível verificar documentação, itens de segurança e permissão de uso profissional do veículo (motofrete e mototáxi). Ademais, trânsito não é composto apenas por motociclistas. Também é dever dos motoristas respeitar o espaço das motos que, em relação aos veículos, são mais vulneráveis. E essa orientação pode partir de quem forma novos condutores, por meio da revisão dos cursos de formação. Apresentar aos futuros motoristas a nova configuração desse cenário – que nos últimos anos se transformou a ponto de 50% das pessoas que adquirem motos o fazem em substituição ao transporte público e ao carro – torna-se essencial para uma convivência menos traumática para todos.

Outra mudança fundamental diz respeito ao comportamento dos envolvidos no trânsito que deveria estar vinculada à regulamentação para a formação de motociclistas considerando a vivência prática deles. Voltar-se à melhoria das ferramentas de fiscalização, ao planejamento da infraestrutura viária calculando o crescimento desta frota e ao esforço em campanhas contínuas de educação. Finalmente, seria necessário encontrar formas de melhorar o transporte coletivo tornando-o mais seguro, ágil e acessível para que ele seja uma opção ao usuário que, atualmente, migra para as motocicletas.

domingo, 5 de agosto de 2012

Ser intermodal é a nova onda pela mobilidade urbana


Mobilidade urbana. O significado é simples, se locomover pelas cidades. A dificuldade está mesmo, em como fazer isso. Em metrópoles como São Paulo, os congestionamentos quilométricos deixam os cidadãos à beira de um ataque de nervos.



Diante dessa realidade, tem gente mudando o rumo, literalmente, e se transformando em cidadão “intermodal”. Gente que aprendeu a usar vários meios de transporte, ao mesmo tempo, e chegar ao destino sem estresse?

Iniciativas de Estado

O governo federal anunciou a lista dos 51 grandes municípios que receberão os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a mobilidade urbana. Ao todo, serão investidos R$ 32 bilhões.

A diretora de Regulação e Gestão do Ministério das Cidades (M.Cidades), Isabel Lins, abordou a importância da lei e as principais políticas para garantir acessibilidade, qualidade e conforto aos usuários do transporte coletivo.

Lins também destacou a expectativa da população quanto ao cumprimento de direitos como transparência de informações sobre aumento das tarifas, linhas e horários disponíveis, além de pontualidade nos serviços oferecidos. A diretora relacionou, ainda, que a execução dos projetos deve considerar questões ambientais para diminuir a emissão de poluentes, incentivando formas não-motorizadas de transporte e a criação de vias para pedestres.
Agência Eatado

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária - acompanhe a programação do evento

AEAMESP
23/12-116
As cidades continuam crescendo desordenadamente, os congestiona
mentos já fazem parte de suas rotinas diárias, independentemente 
de seus tamanhos e em algumas delas a sociedade vive 
à beira do insuportável. 
Deslocar-se nas cidades, chegar ou sair delas tornou-se um grande 
desafio de paciência e de tempo. Ir de uma para a outra, pelo modo 
ferroviário, trata-se de alternativa não disponível.
As políticas de uso e ocupação do solo, transporte e trânsito não 
convergem. 
Os Municípios vivem buscando soluções que só oferecem mais 
lugar para os carros e as motos. 
No âmbito Federal tomam-se decisões para continuar 
a privilegiar o transporte individual, ora com desoneração tributária, 
ora com incentivo ao crédito ou até mesmo segurando os preços dos 
combustíveis, apesar das variações da cotação do barril de 
petróleo no mercado internacional.
Neste contexto, o transporte público coletivo, nos seus diferentes 
modos,quer nas ligações urbanas, regionais ou de longo percurso, 
passa a ter um papel mais relevante na matriz de transporte 
e torna-se agente de transformação socioeconômica.
“A Contribuição dos Trilhos para a Mobilidade” é o tema principal
deste ano, por meio do qual buscaremos mostrar a importância 
de unirmos os esforços  dos governos, da indústria, das 
peradoras, das entidades de classe, 
dos profissionais da área tecnológica e dos cidadãos brasileiros 
para que investimentos permanentes em projetos 
de infraestrutura, principalmente 
em sistemas estruturantes sobre trilhos, continuem sendo feitos 
para melhorar o transporte, a mobilidade e a acessibilidade para todos.
Nesta 18ª edição da Semana de Tecnologia Metroferroviária serão 
apresentados vários trabalhos técnicos, desenvolvidos por profissionais 
 por empresas, com a abordagem de novas tecnologias e discutidos 
temas relevantes para o setor nos painéis de debates.
Em paralelo com a 18ª Semana de Tecnologia realizaremos a 
METROFERR 2012, feira de exposição de produtos e serviços 
de empresas do setor que mostrará o que há de mais 
moderno na área de transporte público sobre trilhos.
Se você quer ampliar seu relacionamento, manter-se atualizado e 
integrado às propostas de solução para o setor, não perca esta 
oportunidade 
e reserve já este período em sua agenda.
Confira a programação preliminar ao lado e venha participar!
Comissão Organizadora
PROGRAMA PRELIMINAR (Sujeito a alterações sem aviso prévio)
11|09|12 - 3ª feira
A partir das 12h00
Credenciamento
14h00 - 15h00
Cerimônia de Abertura
15h00 - 15h30
Coffee Break
15h30 - 16h00
Estação Conhecimento
16h00 - 17h00
Palestra de Abertura - Liderança e Motivação: “O Futuro é agora”
12|09|12 - 4ª feira
08h30 - 09h00
Welcome Coffee
09h00 - 12h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
09h00 - 10h30
Painel 1 - A Política Nacional de Mobilidade Urbana
10h30 - 12h00
Painel 2 - Como Implantar Projetos Metroferroviários
12h00 - 13h30
Intervalo para almoço
13h30 - 15h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
13h30 - 15h00
Painel 3 - A Gestão Estruturada para a Implantação de Projetos
15h00 - 15h30
Coffee Break
15h30 - 17h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
15h30 - 17h00
Painel 4 - A Competitividade da Indústria Metroferroviária
13|09|12 - 5ª feira
08h30 - 09h00
Welcome Coffee
09h00 - 12h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
09h00 - 10h30
Painel 5 - Mobilidade Sustentável - Mudanças Climáticas
10h30 - 12h00
Painel 6 - ITS em Sistemas Metroferroviários
12h00 - 13h30
Intervalo para almoço
13h30 - 15h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
13h30 - 15h00
Painel 7 - Trens Regionais e de Longo Percurso com Média e Alta Velocidade
15h00 - 15h30
Coffee Break
15h30 - 17h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
15h30 - 17h00
Painel 8 - Tecnologias e Interoperabilidade no Transporte Ferroviário
14|09|12 - 6ª feira
08h30 - 09h00
Welcome Coffee
09h00 - 12h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
09h00 - 10h30
Painel 9 - Participação Privada no Setor Metroferroviário - Quando e Como?
10h30 - 12h00
Painel 10 - Os Desafios Operacionais Frente as Demandas
12h00 - 13h30
Intervalo para almoço
13h30 - 15h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
13h30 - 15h00
Painel 11 - O Cenário do Setor Metroferroviário no Brasil e as Perspectivas Futuras
15h00 - 15h30
Coffee Break
15h30 - 16h15
Palestra de encerramento
15h30 - 17h00
Cerimônia de Encerramento

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ANTP cria novo grupo de trabalho

A Comissão Metroferroviária da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) criou mais um grupo de debates, o Grupo de Trabalho de Planejamento e Comercialização (GT P&C), que será responsável pelos debates de planejamento e comercialização das operações metroferroviárias.

Além deste grupo, a comissão conta ainda com o Grupo Permanente de Auto-Ajuda na Área de Manutenção Metroferroviária (GPAA) e o Grupo de Trabalho de Operações (GTO).
O GPAA foi criado há 13 anos com o intuito de resolver os problemas de manutenção da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e foi ampliando sua atuação nos sistemas metroferroviários. Com o tempo, o grupo foi agregado a Comissão Metroferroviária da ANTP.

Entre 8 e 10 de agosto, os grupos se reunirão no Metrô de São Paulo para debater diversos assuntos. No período da manhã serão feitas visitas aos estandes das empresas participantes dos debates e a tarde serão realizadas as palestras.

Outras informações sobre o evento podem ser obtidos no telefone (61)8199-0909.

Fonte: Revista Ferroviária

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

1º Seminário Eleições em Trânsito percorre sete cidades do interior de São Paulo

 
O 1º Seminário Eleições em Trânsito: Compromisso com a Vida já passou por Americana, Campinas, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré, Hortolândia e Monte Mor. Nesta semana percorrerá mais três cidades: Paulínia (01/08), Cosmópolis (02) e Artur Nogueira (03). Semana que vem serão mais quatro cidades visitadas (confira a programação). Confirmações de presença devem ser enviadas para comunicacao@icpbr.org.br.
 
Os candidatos a prefeito das cidades integrantes da RMC (Região Metropolitana de Campinas) foram convidados a entregar cartas-compromisso. O objetivo principal do evento é fazer com que os temas mobilidade urbana sustentável e segurança no trânsito sejam inseridos no Plano de Governo para as próximas gestões. Limeira e Piracicaba também foram incluídas no roteiro, apesar de não integrarem a RMC. Outra meta é divulgar a implantação do Observatório de Trânsito da RMC pelo ICP.
 
Para o Diretor Administrativo do ICP (Instituto Cidadania Plena) e da FAM (Faculdade de Americana) é necessário a união entre os governos. “Somente com ações integradas dos municípios será possível atingir a meta da Década de Segurança Viária (2011-2020), instituída pela ONU que tem o objetivo de reduzir em 50% o número de mortos e feridos por consequência dos acidentes de trânsito”, destacou Gustavo Azzolini, ao fazer avaliação das atividades realizadas até semana passada.
 
O seminário é uma realização do ICP – Instituto Cidadania Plena e conta com o apoio de: FAM - Faculdade de Americana, Observatório Nacional de Segurança Viária, Polícia Militar do Estado de São Paulo, CCR AutoBAn, Denatran – Ministério das Cidades, ABRAMET – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Rota das Bandeiras – Organização Odebrecht e Grupo Bandeirantes de Comunicação.
 
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DE AGOSTO:
 
Horário: A partir das 14h30
 
01/08 - Paulínia - Hotel Ibis
R. 31 de Março, 360, Santa Cecília
 
02/08 - Cosmópolis - Associação Comercial
Rua Baroneza Geraldo de Rezende, 250, Centro
 
03/08 - Artur Nogueira - Bertini Buffet
Rua 7 de Setembro, 1055, Jardim Santa Isabel
 
06/08 - Engenheiro Coelho - Clube Recreativo São Pedro 
Rua Júlio Cardoso de Moraes, 396, Parque das Indústrias
 
07/08 - Limeira - Hotel Carlton Plaza 
Rua Boulevard de La Loi, 601, Centreville
 
08/08 - Santo Antônio de Posse - Instituto Dú Olivério
Avenida Posse de Ressaca, 135, Posse de Ressaca
 
09/08 - Pedreira - Associação Comercial
Rua Félix Moreno, 50, Centro
 
Parabéns pela iniciativa!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Programado para os dias 28 e 29 de agosto, em Brasília, o Seminário Nacional NTU 2012


O Seminário Nacional NTU 2012, programado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) para os dias 28 e 29 de agosto de 2012, em Brasília, terá como tema A Nova Mobilidade Urbana.  


Manhã do primeiro dia

Após a solenidade de instalação dos trabalhos, haverá na manhã do primeiro dia homenagem aos 25 anos do Vale-Transporte, seguida da mesa-redonda intitulada A Nova Lei da Mobilidade Urbana, com exposição a cargo de André Dantas, diretor técnico da NTU, atuando como debatedores representantes da NTU, da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Frente Nacional de Prefeitos , URBS – Curitiba e Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT).  

Tarde do primeiro dia

Na tarde do primeiro dia, será desenvolvido o painel intitulado A Mobilidade Urbana nas Mídias Sociais, com palestra do consultor, empresário e especialista em comunicação digital de Gil Giardelli; mediação de Roberto Sganzerla, especialista em marketing de transportes, e debates conduzidos por Luciana Herszkowicz, sócia e gerente de Comunicação da empresa Viação Paraty; Alessandra Franco, assessora de Comunicação do Setransp/AJU, e José Romano Neto, sócio-diretor da empresa SBCTrans.  

Noite

Na primeira noite, haverá a cerimônia de formatura do MBA em Gestão de Negócios, com apresentação de Leila Navarro sobre o tema Liderança.  

Manhã do segundo dia

Na retomada dos trabalhos, na manhã de 29 de agosto, será desenvolvido o Workshop Sistemas BRT. Uma das atividades será o painel BRT: Solução global para a mobilidade urbana sustentável. Atuarão como expositores Luiz Antônio Lindau, diretor-presidente da Embarq Brasil; Brendan Finn, consultor internacional e Guillermo Calderón, diretor do Metrobus/México. Mais tarde, haverá a apresentação do ‘case’ Ações de Marketing do BRT TransOeste, com exposição a cargo de Suzy Balloussier, relações públicas da Fetranspor, do Rio de Janeiro. 

Tarde do segundo dia

Está prevista para a tarde do segundo dia a palestra master com o tema Conjuntura econômica e cenários do transporte público no Brasil, a ser proferida por Gesner Oliveira, doutor em economia e consultor de negócios.  

Noite de encerramento. Para a noite do segundo e último dia do encontro estão programados a cerimônia de entregada Medalha do Mérito do Transporte e o jantar comemorativo dos 25 anos da NTU.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Hoje é o dia do Motociclista


Cristina Baddini Lucas - Coluna De Olho no Trânsito
Caderno Setecidades - Diario do Grande ABC 

LEVO VIDA NO MEU CAPACETE

27 de julho foi a data criada em 1982 para homenagear um motociclista, mecânico de moto, falecido em 27 de julho de 1974 em uma ocorrência de trânsito. Esta foi uma maneira de homenageá-lo e a todos os demais motociclistas do Brasil. Assim foi convencionado que 27 de julho é o dia do Motociclista. Mas, será que temos motivos para celebrar a data?  A morte nas viagens de motocicletas já virou uma epidemia com o forte aumento de ocorrências  e  atendimentos envolvendo motociclistas. Aumentou 21% nos últimos anos. O risco de morrer no trânsito da cidade de São Paulo para os usuários de motocicleta é 17 vezes maior que dos usuários de automóveis.


O incremento da frota de veículos, o excesso de velocidade e  o consumo de bebida alcoólica antes de dirigir são fatores que, invariavelmente,  contribuem  para o aumento dos acidentes.  Enfim, é um dia de celebração e, acima de tudo  também,  um dia de reflexão,  uma vez que enormes desafios se avizinham com o crescimento exponencial da frota de motocicletas


MOTOQUEIRO E MOTOCICLISTA

Popularmente costuma-se dizer que aqueles trabalham com a motocicleta na entrega de malotes e demais serviços  como motoboy, são motoqueiros, e aqueles que usam  jaquetas, luvas e demais acessórios de couro com suas motos gigantes são os motociclistas.

Outros ainda acham que o motoqueiro é aquele que anda imprudentemente nos corredores  buzinando e quebrando retrovisores, enquanto que o motociclista geralmente é aquele que obedece as leis de trânsito.

Enfim, penso que entre todos eles,  independentemente da denominação, seja motociclista ou motoqueiro, há os que pilotam de forma mais ou menos prudente. Todas as pessoas que pilotam motocicletas devem  respeitar a sinalização e as demais exigências inerentes à legislação de trânsito.    

No fim das contas, o dia do Motociclista é uma data que serve para lembrar o passado, refletir sobre o futuro valendo-se da prudência necessária ao pilotar no presente.



VENCER DESAFIOS TODOS OS DIAS

É vencer preconceitos e ao mesmo tempo aproveitar a liberdade que apenas uma moto pode proporcionar. É difícil explicar: mais fácil é subir na moto e sentir o que é ser motociclista. É uma sensação  tal que, aqueles  que não possuem  motocicletas não conhecem e para os pilotos que tem motocicleta não é preciso explicar.  

Mas, é preciso ressaltar que 35% dos acidentes fatais com motos indicam O  posicionamento no corredor como a causa maior dos acidentes principalmente por conta da velocidade excessiva velocidade praticada pelos pilotos ,  pela invisibilidade ou seja, os pontos cegos dos retrovisores dos carros,  pela queda do motociclista entre veículos e o consequente e muitas vezes inevitável atropelamento do motociclista.  Na mudança de faixa, a visibilidade da moto pelo motorista (auto/caminhão) é prejudicada pela existência dos chamados “pontos cegos”.   Não se pretende diminuir ou desconsiderar as vantagens oferecidas pelas motos, mas é preciso considerar acima de tudo, os aspectos negativos, como a poluição gerada pelas mesmas e a letalidade dos acidentes com esse tipo de veículo de transporte na maioria das vezes individual.

CAMPANHA

Com a proposta de humanizar o trânsito, a Associação Brasileira de Distribuidores Honda (Asso Honda), lançou neste mês, a campanha "Eu curto Motocicleta. Eu levo vida no meu capacete".  A iniciativa tem o apoio de mais de 700 concessionárias e mil pontos de vendas espalhados pelo Brasil.

O principal desafio da iniciativa é evidenciar que o trânsito é movido principalmente por pessoas, em vez de ser dominado unicamente pelos veículos. Assim, deve imperar o respeito e a harmonia entre os protagonistas e deve-se buscar uma convivência pacífica, ética e humanitária. 

Enfim, desejo a todos os motociclistas usuários, profissionais, militares, esportistas e estradeiros, que trabalhem essa filosofia de convivência e curtam a vida numa moto com seus capacetes e acelerando com moderação, prudência e inteligência.