quarta-feira, 11 de julho de 2012

Em Londres, ministro das cidades destaca gestão do transporte

 


O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, elogiou o transporte público da capital britânica. Foto: Vagner Magalhães/Terra O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, elogiou o transporte público da capital britânica
Foto: Vagner Magalhães/Terra


Terra 
O ministro das cidades, Aguinaldo Ribeiro, encerrou nesta quarta-feira um roteiro de visitas à cidade de Londres, sede dos Jogos Olímpicos de 2012. Na pauta, encontro com autoridades inglesas para a discussão de mobilidade urbana, habitação e saneamento básico. Os encontros também trataram de novas tecnologias de combustíveis e eficiência energética.

De acordo com ele, o que mais impressionou durante a visita foi o sistema de transporte londrino, com a interligação entre trens de superfície, metrô e linhas de ônibus. "A Inglaterra está em um momento bem diferente do Brasil. Esses investimentos foram feito ainda no pós-guerra, no final dos anos 40. Foi bastante interessante conhecer como é feita a gestão do transporte e um pouco disso pode ser levado ao Brasil", disse.
O ministro afirmou ter convidado as autoridades inglesas para conhecer o País e acompanhar os trabalhos que estão sendo feitos para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016, que serão disputados no Rio de Janeiro.
De acordo com ele, uma das experiências mais bem sucedidas do Brasil em comparação com o que foi apresentado a ele pelos ingleses está no uso de energia limpa. "Aqui, eles estão investindo no uso de uma frota de ônibus híbrida, com a utilização da eletricidade e a redução na emissão de gases. Isso, acredito, possa ser utilizado de forma rápida no Brasil", afirmou.
Ribeiro deverá voltar a Londres, ainda este mês, durante a visita da presidente da República Dilma Rousseff, que estará na Inglaterra no período de abertura dos Jogos.
O ministro disse também que a alternativa menos poluente de mobilidade, com a implantação de pistas rápidas exclusivas para bicicletas é algo que pode ser levado ao Brasil. A Inglaterra pretende aumentar em 400% o uso da bicicleta na cidade de Londres até 2015. Somente com a construção de infraestrutura adequada para os Jogos Olímpicos, o uso da bicicleta aumentou cerca de 70% na cidade.
A secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, que também participou dos encontros, disse que entre o que viu em Londres e que pode ser utilizado no Brasil são os bairros planejados, dentro do projeto Minha Casa, Minha Vida.
"O que não podemos repetir é a construção de cidades dormitórios. Já estamos implantando no Brasil, um conceito de bairros, em que os equipamentos urbanos sejam construído ao mesmo tempo que as residências, para que se evitem grandes deslocamentos todas as vezes que se precisa utilizar um deles", disse ela.
Segundo ela, as construções precisam dialogar com o planejamento, o que, no Brasil, nem sempre foi assim. "Também observamos algumas soluções no uso de materiais, principalmente no que diz respeito às novas tecnologias. Vamos conversar sobre o uso de algumas novas tecnologias, que estão em desenvolvimento", disse.
Nesta terça-feira, o ministro se encontrou com técnicos do Ministério de Comunidades e Governos Locais. Também esteve na Aecom, empresa britânica que venceu a concorrência pública para desenvolver o Plano Diretor do Parque Olímpico de Londres e do Rio de Janeiro.
"Pudemos conhecer projetos de revitalização urbana (East London), acessibilidade e mobilidade urbana, além de habitação social e resíduos. Temos de trabalhar forte para também deixar um legado ao Brasil", afirmou.
No fim do dia, o ministro foi recebido para um coquetel na casa do embaixador brasileiro Roberto Jaguaribe, nas imediações do Hyde Park.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ministro Aguinaldo Ribeiro vai reestrutura licitações na sua pasta

Há algum tempo, o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, anunciou que sua pasta passará a exigir que todas as obras de mobilidade urbana sob sua responsabilidade sejam licitadas somente depois de concluídos os projetos executivos de engenharia. O objetivo é evitar que, depois de assinado o contrato com base no projeto básico, a empresa contratada alegue necessidades não previstas para exigir aditamentos, justificar atrasos ou a simples paralisação do trabalho. É o caso de perguntar: ao contratar uma obra, o governo não deveria saber exatamente o que será feito? Deveria, mas, na grande maioria dos casos, não sabe.


Aguinaldo Ribeiro, deputado federal pelo PP da Paraíba, assumiu o cargo em fevereiro, em substituição a Mario Negromonte. Muitas obras de responsabilidade do Ministério, especialmente as ligadas à Copa de 2014, estão atrasadas. Além dessas, há obras na área de mobilidade urbana para 22 cidades, anunciadas em abril pela presidente Dilma Rousseff. É para a contratação dessas obras que o Ministério exigirá a apresentação do projeto executivo. A mesma exigência passará a ser feita por outros órgãos e empresas do governo, entre as quais a Valec, estatal responsável por grandes projetos no setor ferroviário.

A regra tem sido a contratação a partir do projeto básico, que não contém o detalhamento da obra, como, no caso de uma rodovia, o traçado exato, as pontes, viadutos e alças ao longo do traçado, as especificações técnicas e o tipo de material a ser utilizado, as necessidades e os custos da mão de obra e serviços complementares, entre outros itens.

Como, geralmente, o critério de escolha do vencedor da licitação é o menor preço, a empresa comprime sua oferta para derrotar os concorrentes e, assinado o contrato, começa a pedir correções de preços. Pode alegar, por exemplo, inadequação do projeto básico em relação às exigências da obra, tanto em termos de tipo de material como de quantidade. Em caso de paralisação das obras por greves dos trabalhadores, pode argumentar igualmente que os valores básicos da licitação não atendem às necessidades do mercado de trabalho.

Obras contratadas de acordo com essas regras têm sido embargadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por terem sido reajustadas de maneira irregular ou por não atenderem aos requisitos da licitação. Em seus relatórios sobre as contas da União, o TCU tem apontado frequentemente as dificuldades técnicas do governo para administrar "grandes obras de engenharia e projetos complexos" - um problema típico dos governos do PT - e, nas obras de infraestrutura, especialmente as incluídas no PAC, a baixa qualidade dos projetos básicos.

Projeto malfeito provoca revisões durante as obras "e, por conseguinte, afeta seu cronograma e custo", diz o TCU na avaliação da prestação de contas de 2011 do governo Dilma.

Esses problemas são particularmente notáveis nas obras de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mais frequentemente apontadas como irregulares pelo TCU. Mas são observados também em outras obras, como as de transposição do Rio São Francisco, muitas paradas porque há necessidade de se rever, ou simplesmente elaborar, os projetos executivos.

Acelerar a contratação de obras não significa realizá-las mais rapidamente - em muitos casos, significa o contrário. Por isso, nada justifica a pressão do governo para que seja estendido às obras do PAC o regime diferenciado de contratação que pode ser utilizado nas obras da Copa do Mundo e da Olimpíada. Isso só facilitaria a vida de um governo que administra mal seus projetos e programas, sem nenhuma garantia de benefícios à população.



O Estado de S.Paulo- 02 de julho de 2012.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Bicicleta e caminhada em Londres

Enfrentando problemas com os motoristas de ônibus de Londres, que deflagraram uma greve a poucas semanas da Olimpíada e ainda acenam com outra durante os Jogos, o Comitê Organizador de Londres-2012 (Locog) já tem o que seria um 'plano B' para uma possível paralisação rodoviária. Com o 'Programa de Viagem Ativa', os organizadores esperam incentivar o uso de bicicletas e até mesmo a caminhada até as arenas de competição.

O programa disponibiliza bicicletas, mapas, caminhadas guiadas, tudo para facilitar a vida de quem for chegar aos locais de competição a pé ou de bicicleta. No total, haverá 18.800 vagas para estacionar bicicletas em todas as arenas da Olimpíada, além de um serviço de manutenção gratuito. A expectativa dos organizadores é que cerca de 300 mil pessoas utilizem os serviços do programa.
– A questão não é apenas disponibilizar uma alternativa ao sistema público de transporte para as pessoas que virão aos Jogos, mas inspirar os ingleses a serem menos sedentários. O objetivo a longo prazo é mudar a cabeça das pessoas, mostrá-las que essa é uma escolha simples e uma ótima alternativa para se locomover na cidade – disse David Stubbs, diretor da área de sustentabilidade do Locog.
O POVOonline

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Construindo uma Política de Mobilidade Urbana*

Portal Vermelho 

Getulio Vargas Junior - Diretor da Conan -discute no Vermelho a Lei da Mobilidade que foi sancionada em janeiro e que institui da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Sancionada em janeiro a lei entrou em vigor em abril e consolida avanços fundamentais que pretende tornar o transito e mobilidade nas cidades mais democráticos, avançando em práticas e conceitos que priorizem as pessoas e o meio ambiente.

Esta é a quarta lei setorial das políticas urbanas, que vem se somar ao Estatuto da Cidade, lei 10.257, ao Fundo e Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social, lei 11.124, e o ao Marco Regulatório do Saneamento, lei 11.445. Aprovada com poucos vetos, esta lei é a síntese de um debate de praticamente 25 anos e que estava sendo articulada desde a criação do Conselho Nacional das Cidades.

A Lei da Mobilidade prioriza o transporte público coletivo e os meios não motorizados de transporte, como a bicicleta, integrando-a com os modos de transporte coletivo. A integração dos múltiplos modais, O objetivo é integrar os diferentes modos de transportes e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas.

As questões ambientais também estão entre as prioridades da Lei, que pretende estabelecer diretrizes para a redução da emissão de poluentes incentivando a valorização das formas não-motorizadas de transporte e o incentivo de criação de vias para pedestres nas cidades brasileiras.

Sobre a Política a lei afirma: “A Política Nacional de Mobilidade Urbana tem por objetivo contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições que contribuam para a efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana. O Sistema Nacional de Mobilidade Urbana é o conjunto organizado e coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infraestruturas que garante os deslocamentos de pessoas e cargas no território do Município.”

Entre as principais diretrizes da Política Nacional da Mobilidade Urbana esta a integração com a política de desenvolvimento urbano e respectivas políticas setoriais de habitação, saneamento básico, planejamento e gestão do uso do solo no âmbito dos entes federativos; a prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado; a mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas na cidade; e a integração entre os modos e serviços de transporte urbano.

Entre os objetivos da lei destaco: a) redução das desigualdades e promoção da inclusão social; b) promover acesso aos serviços básicos e equipamentos sociais e c) proporcionar melhoria nas condições urbanas da população no que se refere à acessibilidade e à mobilidade;

Talvez uma das principais mudanças estabelecidas pela lei é a obrigatoriedade da elaboração do Plano de transportes e trânsito para as cidades com mais de 20 mil habitantes. Antes era previsto pelo Estatuto das Cidades que apenas cidades acima de 60 mil habitantes elaborassem este Plano, com a criação da lei. Isto em um prazo de 3 anos. Como forma de induzir a construção deste Plano de Mobilidade somente as cidades que elaborarem terão acesso aos recursos federais para as políticas de mobilidade.

Mas a elaboração do plano em si não basta ele deve ser elaborado de forma democrática e participativa, integrado com os outros planos setoriais entre os quais o Plano Diretor.

Este conjunto de medidas, aliadas a outras são fundamentais para que se construa uma nova consciência nas cidades. O transporte coletivo tem que ser atrativo. Uma cidade que não consiga ter no transporte coletivo uma boa alternativa não conseguirá construir uma nova mentalidade. Ao mesmo tempo que temos tantos incentivos para aquisição de mais veículos, como superar os gargalos de nossas cidades? Somente muito debate e participação poderão apontar caminhos para nossas cidades.

Lembrando que medidas importantes. Temos desafios grandes, a integração entre modais, a construção de bicicletários e estacionamentos públicos, além da qualificação do transporte coletivo, ônibus e lotações em especial, os tornando atrativos.

A médio e longo prazo as grandes cidades devem se planejar para a retomada do transporte metroviário, visto os grandes investimentos que estão sendo retomados no financiamento da infraestrutura urbana.

A curto prazo medidas como a proibição de estacionamento em vias que passa o transporte coletivo, aumento de linhas, redimensionamentos dos veículos que circulam no centro das cidades, pontos de conexão. Enfim são muitos debates importantes que nossas cidades devem fazer neste próximo período, fruto da aprovação desta importante lei.

* Getulio Vargas Junior - Diretor da CONAM – Confederação Nacional das Associações de Moradores e Membro do Conselho Nacional das Cidades e da sua Câmara Técnica de Mobilidade Urbana.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Em 5 de julho, o coordenador do MDT participará de seminário na capital baiana sobre barreiras e oportunidades do metrô em Salvador.


Em 5 de julho de 2012, às 19 horas, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cláudio de Senna Frederico, presidente da Comissão de Ônibus e integrante do Conselho Diretor ANTP, será o palestrante do seminário Planejamento, Implantação e Operação do Transporte Metroviário, promovido pelo Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA).  

Debatedores

Participarão do encontro como debatedores Nazareno Affonso, que responde pelo Escritório da ANTP em Brasília e é coordenador do Movimento Nacional pelo Transporte Público e de Qualidade para Todos (MDT); José Geraldo Baião, presidente da Associação de Engenheiro e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), e o ex-presidente e membro do Conselho Consultivo dessa entidade, Emiliano Affonso.  

Motivação

O presidente do Sindicato dos Engenheiros da Bahia, Ubiratan Félix, assinala que, neste momento de início de vigência da Lei Nacional de Mobilidade Urbana, o metrô de Salvador tem a sua primeira linha ainda em fase de implantação do trecho inicial e a segunda linha com inicio de obras previsto para 2013. “Embora exista muita discussão sobre o assunto, há pouco esclarecimento qualificado sobre a realidade da implantação do transporte metroviário na cidade. O seminário propõe mostrar a experiência de implantação e operação de metrô desde sua fase pré-operacional, identificando as barreiras e oportunidades em que o poder público deve focar sua atenção", disse o dirigente sindical, acrescentando que o evento levará a experiência do metrô de São Paulo, cidade na qual se encontra o maior número de linhas em operação e que tem um amplo plano de expansão de sua rede até 2015.  

Inscrições gratuitas

As inscrições pra o seminário devem ser feitas via portal do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (www.sengeba.org.br). Não haverá cobrança de ingresso; será solicitada apenas a doação opcional de 2 kg de alimentos não perecíveis, a serem entregues para a campanha da União dos Municípios da Bahia (UPB) para minimizar os efeitos da seca.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

I WORKSHOP MOTOFRETE DÉCADA MUNDIAL DE SEGURANÇA NO TRÂNSITO

A CET-Santos vai realizar amanhã o evento I WORKSHOP MOTOFRETE com o
objetivo de mobilizar a categoria profissional, tomadores de serviços de motofrete
e demais interessados acerca da vigência da Resolução 356/2010, que estabelece
requisitos mínimos de segurança para o serviço de motofrete a partir de 04/08/2012.


Local: Av. Ana Costa, 25
Vila Mathias
Santos/São Paulo

DIA 03 DE JULHO DE 2012 (3ª feira)
9 HORAS
Sindicato do Comércio

PROGRAMAÇÃO
9h00
Recepção com Welcome Coffee
9h30
Abertura
10h00
REGULAMENTAÇÃO DO SERVIÇO DE MOTOFRETE
Rogerio Crantschaninov
Diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos e do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Transportes e Trânsito
10h30
ACIDENTES COM MOTOCICLISTAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS
João Rafael Alvarez Lopez
Médico Coordenador de Acesso do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência/SAMU Santos
11h00
O PAPEL DA FISCALIZAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR NO COMPORTAMENTO DOS MOTOCICLISTAS
Gustavo Pereira Lima Magnani
Capitão PM Comandante da 2ª Cia do 6º BPM/I

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Ontem e hoje Manaus recebe a 78ª Reunião do Fórum Nacional



A cerimônia de instalação dos trabalhos, na manhã de ontem foi conduzida por José Ademar Gondim Vasconcelos, presidente do Fórum Nacional e Trânsito e da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), e contou com a participação do governador do Amazonas, Omar Aziz, e do prefeito de Manaus, Amazonino Armando Mendes. Também participaram da mesa de honra Domingos Gomes de Aguiar Neto, deputado federal e presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal; representante da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (SeMob), do Ministério das Cidades; Júlio Ferraz Arcoverde, diretor geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), também vinculado Ministério das Cidades; Walter Rodrigues da Cruz Júnior, superintendente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (ManausTrans). O encontro teve ainda a presença de representante da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos de Manaus. 
A ANTP está representada por seu presidente, Ailton Brasiliense Pires e o coordenador do Escritório de Brasília da ANTP e do MDT, Nazareno Affonso também está participando do evento.

Temas

A programação incluiu o debate dos seguintes temas: 

Desafios e Perspectivas para a Mobilidade Urbana em Manaus; 
Década de Segurança Viária 2011/2020, 
Acessibilidade, 
Informes das Coordenações e Representações do Fórum Nacional, 
Lei da Mobilidade Urbana: 
BRT ou Monotrilho (Alternativas para as Cidades). 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Novo secretário nacional de Mobilidade Urbana afirma que dará celeridade aos projetos da área


Há menos de um mês no cargo, o novo secretário nacional de transporte e da mobilidade urbana, Júlio Eduardo dos Santos, afirmou que o principal objetivo neste momento, em sua gestão, é dar agilidade aos processos de obras que tramitam em suas diretorias, para que os benefícios sejam usufruídos o mais rápido possível pela população.

À frente de importantes projetos para o desenvolvimento do país, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Grandes Cidades, PAC Pavimentação e das obras de mobilidade urbana para Copa do Mundo, Júlio Eduardo pretende destinar uma atenção especial a esses projetos. “Todos da Semob estão trabalhando intensamente em um novo relatório desses projetos. Serão informações importantíssimas que deveremos manter sempre atualizadas para que respaldem o ministério nas tomadas de decisão rápidas e manter a sociedade conhecedora de todos os seus desenvolvimentos”, disse.

Ele destacou que, após uma avaliação criteriosa das necessidades, pretende reestruturar toda a secretaria estabelecendo métodos mais efetivos para o atendimento das demandas. “A secretaria está recebendo novos projetos de grande impacto para sociedade. Por isso, precisamos estar preparados. Como bem disse o ministro Agnaldo Ribeiro, em sua posse, “gestão” é a palavra chave e, com uma boa gestão, você consegue multiplicar o desempenho dos técnicos, para atender mais e colher melhores resultados. O corpo técnico do Ministério das Cidades é de primeira qualidade e, para obter esses resultados, não basta somente o envolvimento deles, precisamos sim, valorizá-los e ter seus comprometimentos. Esta será minha grande tarefa junto a eles”, observou.

Júlio Eduardo ressaltou, ainda, que os planos estabelecidos pelo Governo Federal para melhorar o transporte e a mobilidade urbana no país são muito bons e que pretende dar maior apoio aos municípios e aos estados em sua gestão, através de investimentos, treinamentos e capacitação para o desenvolvimento de projetos da área. “A nossa obrigação é levar o que temos de melhor a todos os nossos parceiros, para que possam estar preparados para as demandas na área. Temos que informar aos municípios que, hoje, existe a Lei de Mobilidade Urbana, recentemente aprovada, que define novos padrões de atuação e suas responsabilidades. Além disso, mostrar que eles têm linhas de crédito, que podem investir com segurança e que terão nosso apoio em todas as etapas do processo”, destacou.
Para o novo secretário, o Ministério das Cidades precisa atuar, firmemente, antes da assinatura dos contratos de obras com os municípios. “A nossa função é dar suporte aos municípios para que tenham facilidade no preenchimento dos pré-requisitos e na apresentação da documentação necessária exigida pelo Governo, evitando a perda de prazos. A sociedade não tem interesse nos problemas intermediários, ela quer a obra pronta. Evitar os gargalos que levam a perda de tempo é a nossa tarefa e obrigação”, acrescentou.
O secretário frisou que os projetos devem dar atenção especial à acessibilidade. “Todos os projetos somente são aprovados se estiverem enquadrados na legislação específica de acessibilidade em vigor, que contempla as facilidades para o atendimento desta situação. O transporte e a mobilidade urbana devem estar preparados para que todos possam utilizá-los, independentemente de suas limitações”, enfatizou.
O novo secretário lembrou, também, do discurso do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, em abril deste ano, na cerimônia de lançamento do PAC Mobilidade Grandes Cidades, na qual ele destacou o tempo perdido diariamente por um trabalhador em sua vida no percurso de casa ao trabalho.

“Nosso objetivo é reduzir esse tempo, por meio da implantação ou melhorias nos modais de transporte urbano. É difícil, mas não é impossível fazer com que as pessoas utilizem o transporte coletivo. Isso só vai acontecer no dia em que elas se sentirem bem com a mudança, através de opções seguras e de qualidade. Este é o nosso desafio e daqueles que querem uma qualidade de vida melhor para toda sociedade, principalmente aquela parcela que mais precisa”, afirmou.

Por fim, Júlio Eduardo alertou para necessidade e obrigação da sociedade pensar em modais de transporte e de mobilidade urbana não poluentes, através de novas matrizes energéticas menos poluentes e o incentivo do transporte individual não motorizado como o caminhar e a utilização de bicicletas. Segundo ele, é fundamental a participação da sociedade civil organizada nas decisões dessa área: “A secretaria sempre estará aberta às sugestões vindas através do Conselho das Cidades e participará intensamente com os conselheiros naquilo que seja para o bem comum da sociedade”.

Júlio Eduardo foi empossado pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, no último dia 23 de maio.

Biografia

Natural de Santos (SP), Júlio Eduardo é engenheiro civil e administrador de empresas pela Universidade Mackenzie (SP). Já atuou como assistente técnico na EMURB - Empresa Municipal de Urbanização (1974); chefe do Setor de Planejamento e Controle de Obras de Construtora em Santos (1975 a 1977); gerente de engenharia em Empresa Multinacional (1977 a 1988) e diretor técnico de Empresa de Engenharia (1988 a 1996).
Na Prefeitura Municipal de Santos (1997 a 2004) foi secretário municipal da Administração Regional da Zona Noroeste (1997 a 1998), diretor de Transporte Público da CET (1998 a 1999), secretário municipal de Administração (1999 a 2000), e chefe de gabinete do Prefeito Municipal e secretário municipal de Governo (2001 a 2004). Atuou, também, como Secretário Parlamentar na Câmara dos Deputados (2007 a 2012).

Site do Ministériodas Cidades

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Rede Ferroviária: Investimentos e Modernização

Na última terça-feira (19/06), na sede do SINICESP, em São Paulo, o Secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, e o presidente da ABIFER, Vicente Abate, foram os palestrantes no “Fórum no Sinicesp - Rede Ferroviária: Investimentos e Modernização”.

Abate ressaltou o desenvolvimento da indústria ferroviária brasileira, especialmente no vagão gôndola para minério de ferro. “Na Estrada de Ferro Carajás, com as inovações tecnológicas, é possível transportar 11 mil toneladas a mais em uma única viagem”, declarou.

O executivo também traçou um panorama sobre a expansão da malha ferroviária de carga e de passageiros, além de ter destacado o projeto de Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo-Campinas.

Já Fernandes abordou os avanços da malha paulista e ressaltou que atualmente a Secretaria coordena seis obras metroferroviárias ao mesmo tempo. “São mais de 2 mil carros de passageiros encomendados para a indústria ferroviária nesse período de revitalização”, frisou.

Fonte: ABIFER

terça-feira, 26 de junho de 2012

SEMINÁRIO INTERNACIONAL BRASIL – EUA: TRANSPORTE PÚBLICO NAS REGIÕES METROPOLITANAS – ETAPA SÃO PAULO



Confira a abertura do Seminário Internacional Brasil – EUA: Transporte Público nas Regiões Metropolitanas, que ocorreu no Observatório dos Consórcios Públicos




No dia 11 de junho foi realizado em São Paulo, no Sindicado dos Engenheiros, o Seminário Internacional Brasil-EUA - Transporte Público nas Regiões Metropolitanas, parceria do Observatório dos Consórcios Públicos e do Federalismo com a Associação Americana de Planejamento - APA, a Associação Nacional de Transportes Públicos - ANTP, a Comissão de Desenvolvimento Urbano - CDU da Câmara dos Deputados, o Senado Federal e o Governo de São Paulo, com apoio do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo – SEESP e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo - CAU/SP.

A mesa de abertura do evento foi composta pelo Diretor de Relações Institucionais do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo - CAU/SP, Arq.Cláudio Mazzetti; o Presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, Murilo Celso Pinheiro; o Secretário Estadual de Desenvolvimento
Metropolitano de São Paulo, Edson Aparecido; o Deputado Federal William Dib; o Deputado Federal José de Filippi Jr.; a Senadora Marta Suplicy; o Presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos - ANTP, Engo. Ailton Brasiliense; e o Diretor de Programas internacionais da American Planning Association - APA, Jeff Soule. Na 1ª. mesa, as exposições de Robin Blair, Diretor Executivo de Ações Estratégicas da Autoridade Metropolitana de Transportes de Los Angeles, e de Irving Taylor, Vice-Presidente da TranSystems Planejamento, apresentaram as experiências de mobilidade, governança e financiamento
desenvolvidas em Los Angeles. O pesquisador e professor da Universidade Estadual de Portland - Oregon, Gil Kelley apresentou a experiência de Portland com o transporte coletivo, com destaque para a participação popular no processo. Um público qualificado prestigiou o evento, que contou com 150 inscritos.
As exposições foram seguidas de debate, iniciado com os comentários do Sociólogo e Engenheiro Eduardo
Vasconcelos, consultor da ANTP; da Professora Doutora Nadia Someck, daUniversidade Mackenzie, e de George Winnik, representante da Rede Nossa São Paulo.
O debate contou com perguntas dos presentes, entre eles Nazareno Affonso, coordenador nacional do MDT, e o Deputado Edinho Araujo.
O almoço, servido no local do evento, permitiu uma maior interação entre os participantes.


Confira todo o evento no BOLETIM OCPF nº 14