terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cedatt promove I Fórum Paulista de Prevenção de Acidentes de Trânsito e Transportes


O Conselho Estadual para Diminuição de Acidentes de Trânsito e Transportes (Cedatt) promove no dia 24 de agosto, em São Paulo, o I Fórum Paulista de Prevenção de Acidentes de Trânsito e Transportes. O evento, que reunirá os principais representantes de empresas, entidades e especialistas do setor para a construção de um trânsito mais seguro e humano, será gratuito e aberto ao público.



A cerimônia de abertura do fórum será realizada pelo secretário estadual de Logística e Transportes e então presidente do Cedatt, Saulo de Castro Abreu Filho. Na ocasião, acontecerá a assinatura do "Compromisso Empresarial pela Preservação da Vida", que será apresentado pelo o secretário executivo da entidade, Fábio Racy. Deverão assinar o documento todos os empresários e associações sensíveis ao tema, que estarão presentes.



Entre os nomes confirmados estão J. Pedro Corrêa, consultor do programa Volvo de segurança no trânsito (PVST); Diza Gonzaga, presidente da Fundação Thiago Gonzaga de Porto Alegre/RS; Coronel Jean Charles, comandante do policiamento rodoviário estadual; Mercedes Maldonado, consultora internacional da unidade técnica de desenvolvimento sustentável e saúde ambiental da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS); Mario Sarrubo, promotor de justiça do Ministério Público Estadual; Dr. Mauro Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET); e Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP.





A programação está dividida em cinco painéis. Dois na parte da manhã e três no período da tarde. Além disso, entre os períodos, o Professor Heliodoro Bastos ECA/USP e seus alunos apresentarão as peças publicitárias da nova campanha de prevenção de acidentes, doadas para o Cedatt.



Programação

Manhã

- A mídia e a comunicação na construção de um trânsito mais seguro

O tema será discutido entre representantes do CONAR (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), do Ministério Público Estadual e do Clube de Criação e Programa Volvo de Segurança no Trânsito. O especialista em redes sociais Marcelo Zalo, também participará da mesa e apresentará o contraponto entre a mídia e o potencial de contribuição para a conscientização dos jovens no trânsito.



- A Responsabilidade social e ações pró-ativas na cadeia de bebidas

Neste painel estão previstas as participações da ABRABE (Associação Brasileira de Bebidas), Sindicato dos Bares e Restaurantes, Fundação Thiago Gonzaga e SINDICERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja).



Tarde

- Impactos na Saúde: custos sociais e financeiros dos acidentes

Durante a discussão, os representantes da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) e da OMS (Organização Mundial de Saúde) apresentarão dados consistentes sobre o trânsito e a saúde pública, além de informações sobre a “Década de Ações para Segurança no Trânsito” proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU).



- A Responsabilidade social e ações pró-ativas de segurança na cadeia automotiva

O painel tem o objetivo de debater a minimização do impacto dos acidentes de trânsito na sociedade. Participarão representantes da ABRACICLO (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), AEA (Associação de Engenharia Automotiva) e Sindicato das Auto-Moto Escolas.



- Ações em prol da segurança Rodoviária

Para encerrar as discussões, serão apresentadas pela ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), NTC & Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), CPRV (Comando de Policiamento Rodoviário Estadual) e SETPESP (Sindicado das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo) as boas práticas de prevenção de acidentes.



Sobre a Cedatt

Regido pelo DECRETO ESTADUAL nº 48.981 de 24/9/2004, o Cedatt (Conselho Estadual para a Diminuição de Acidentes de Trânsito e Transporte) é um conselho composto por 35 membros, entre secretarias estaduais e associações setoriais ligadas ao setor de trânsito e transportes - formado para discutir ações e estratégias coletivas de redução de acidentes e vítimas no trânsito, analisar os dados estatísticos sobre acidentes e integrar as estruturas de transporte rodoviário e urbano, entre outros objetivos.

Serviço

I Fórum Paulista de Prevenção de Acidentes de Trânsito e Transportes

Data: 24 de agosto de 2011

Horário: 09h às 18h

Local: Auditório do Instituto de Engenharia (IE), com estacionamento próprio (pago a parte)

Endereço: Av. Doutor Dante Pazzanese, 120 – Vila Mariana – São Paulo

Mais informações e inscrições: www.transportes.sp.gov.br/cedatt

Acesso: Gratuito, mediante inscrição prévia (vagas limitadas)

Contato: (011) 2137-2700 com Celina

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT 




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

TRANSMILENIO - V Feira Internacional de Transporte Massivo - 16-18 de Novembro - Bogotá - Colômbia

Tema do evento: TRANSMILENIO S.A. realizará a Quinta edição da Feira Internacional de Transporte Massivo, que acontecerá no salão CORFERIAS de 16 a 18 de Novembro deste ano. Nas suas últimas versões, ele se consolidou como o evento mais importante do setor na Colômbia, com ampla projeção internacional e ponto de encontro para diversos especialistas de transporte público.




“Cidades desenvolvidas para os cidadãos” será um objetivo que só se poderá alcançar por meio da Mobilidade e a aplicação voltada a realidade local, encarando seguintes desafios: crescimento urbano, gestão de políticas públicas, sustentabilidade, inovação tecnológica, cultura de cidadania, administração financeira e renovação de cultura corporativa.



A V Feira Internacional de Transporte Massivo girará em torno do tema: Integração, intermodalidade e humanização: Ponto crucial do desenvolvimento Urbano Sustentável.



Mais informações no site:

http://www.transportemasivo.com/

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dilma e a mobilidade urbana na Copa


UOL
O Palácio do Planalto mandou avisar: está acesa a luz amarela do PAC da Copa quanto aos prazos de entrega das obras de mobilidade urbana, consideradas como herança benigna do maior evento do futebol mundial. Alguns projetos estão tecnicamente condenados por problemas de orçamento básico.




Mais técnica que política, a presidente Dilma Rousseff quer todas as obras previstas dentro de um cronograma de metas o mais rápido possível. Dos 55 projetos apresentados para captação do dinheiro do Fundo de Garantia, via Caixa Econômica Federal, apenas 38 foram contratados. O governo federal tem R$ 7,8 bilhões para financiar as obras, mas alguns projetos estão sendo reprovados. Mesmo os projetos contratados podem ter sua abrangência reduzida dramaticamente, caso a obra não seja entregue até dezembro de 2013.



O motivo para a rejeição de mais de 31% das propostas é a falta de competência técnica das prefeituras e governos estaduais que compõem as 12 sedes da Copa-2014, na elaboração correta das propostas e plano executivo das obras.



Em entrevistas, a presidente vem usando a chamada vacina contra o descrédito da população, afirmando que “todas obras serão entregues no prazo previsto”. Mas nos bastidores de Brasília, nove pessoas estão dobrando o horário para estudar as planilhas na Secretaria de Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades. A chefe do grupo, Luiza Gomide, tem deixado de almoçar para cumprir a meta de consolidação dos dados.



“Acho que os projetos foram feitos com alguns problemas na origem: falta de análise para licenciamento do Ibama; falta de análise de custos sobre desapropriações e reassentamentos urbanos. É um problema de cultura, mesmo. Nós estamos aprendendo com tudo isso, mas a presidente quer datas e responsabilidade na execução das obras. Vamos atendê-la”, explicou a diretora executiva da Secretaria de Mobilidade Urbana, órgão que existe desde 2003.



Dois casos merecem destaque especial e devem cair na malha fina do Planalto: Cuiabá e Salvador. A primeira sede apresentou projeto de corredor expresso de ônibus a um custo de R$ 323 milhões, com financiamento de 95% por parte da Caixa Econômica Federal (FGTS). Agora, surgiu um projeto de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) com preço muito mais alto o tempo para finalizar as obras é curto.



Na avaliação do ministro do Esporte, Orlando Silva, nenhum projeto que tenha custo alterado será beneficiado pelo PAC da Copa. “ Esses governos municipais e estaduais deverão procurar outras fontes de financiamento. O governo quer a data limite de 31 de dezembro de 2011 para liberar o dinheiro de mobilidade urbana da Copa. As obras que puderem ser entregues até dezembro de 2013 ficarão no pacote. Quem não puder, ficará de fora do PAC”, explicou Orlando Silva.



Luiza Gomide conhece esses projetos de cor: “Salvador e Cuiabá estão mudando os projetos. Nada temos contra o transporte VLT mas duas perguntas precisam de respostas imediatamente: esses projetos podem ser entregues no prazo? Qual a maneira mais apropriada de fecharmos essa planilha de responsabilidade sobre a obra toda? Estamos refazendo essas perguntas nessa consolidação de dados, pedida pelo Planalto”, comentou a diretora executiva, Luiza Gomide.



Quatro sedes sem projetos



Brasília iniciou a formatação de dois projetos de mobilidade urbana a um custo R$ 364 milhões com 95% de financiamento pela CEF. Um dos projetos tentaria montar a estrutura para operação do VLT em seis quilômetros de extensão com quatro estações. O segundo projeto iria melhorar o acesso ao aeroporto pela rodovia DF 047. Nada disso foi aprovado até agora. Manaus também apresentou dois projetos de monotrilho a um custo de R$1,3 bilhão para 20 quilômetros de extensão, 9 estações e 10 trens. A CEF bancaria 42%, mas nada foi contratado até o momento porque o projeto não cumpre todo o protocolo de viabilidade ambiental e social.





PAC DA MOBILIDADE URBANA

SEDES CUSTO ( milhões R$) FINANCIAMENTO PROJETOS CONTRATADOS

Belo Horizonte 1.465,97 1.023,25 8 8

Brasília 380,00 361.00 2 0

Cuiabá 488,83 454,70 3 3

Curitiba 463,79 440,60 12 12

Fortaleza 562,00 409,80 7 2

Manaus 1.689,00 800,00 2 0

Natal 441,07 361,00 3 0

Porto Alegre 480,09 426,78 10 10

Recife 884,89 678,00 5 0

Rio de Janeiro 1.610,00 1.179,00 1 1

Salvador 570,32 541,80 1 1

São Paulo 2.860,00 1.082,00 1 1

TOTAL 11.895,96 7.757,93 55 38



Natal parece ser o caso mais emblemático de incapacidade técnica para formatar um projeto de grande magnitude. O estádio é o mais atrasado de todas as sedes. As obras de mobilidade urbana foram desenhadas em 3 projetos para melhoria das vias públicas e construção de viadutos. Tudo a um custo de R$ 441 milhões, com financiamento de 85% por parte da CEF. Nenhum projeto atende as exigências básicas do Ministério das Cidades.



Recife aparece com 5 projetos para a construção de um corredor de ônibus, melhorias urbanas, viadutos e metrô. Custo de R$ 880 milhões com 76% de financiamento federal. Nada foi contratado até agora.



Fortaleza montou sete projetos entre VLT e corredores de ônibus (BRT). O custo total chega a R$ 562 milhões, com financiamento federal de 72%. Apenas 2 projetos estão contratados mas o quadro de execução também é crítico.



Na opinião da diretora executiva da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, o governo vai mudar sua atitude a partir do programa que beneficiará cidades com mais de 700 mil habitantes. “Para evitar problemas de orçamentos tecnicamente comprometidos como no PAC da Copa por falta de inclusão de vários itens como impacto ambiental e reassentamento urbano, exigiremos isso com antecedência”, explicou Luiza Gomide.



O programa de aceleração de crescimento para as 25 cidades com mais de 700 mil habitantes vai liberar R$ 18 bilhões para obras de transportes urbanos, nos próximos meses. “Nós vamos financiar o desenho do projeto. O prefeito terá de cuidar de seu plano diretor e seguir o protocolo a partir de suas necessidades estratégicas. Alguns projetos do PAC da Copa estão com contas abaixo do necessário. Agora, a soma não bate”, concluiu Gomide

Cristina Baddini Lucas - Assessora do Mdt

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Colóquio sobre Mobilidade Urbana Sustentável reune governo e engenheiros em Salvador

A estruturação e implantação de uma rede integrada e eficiente de transporte coletivo urbano em Salvador é tema de discussão acirrada em diversos setores sociais.

No dia 12 de agosto de 2011, de 8h às 10h, profissionais de engenharia e representantes do governo estarão presentes no Colóquio Mobilidade Urbana Sustentável, com o objetivo de aprofundar esse debate do ponto de vista ambiental, social, econômico e articulado com política de habitação, saneamento básico e metropolitana.

O evento, que acontece no Hotel Vila Galé (Salvador), contará com a presença do secretário de Planejamento do Estado, Zezéu Ribeiro, e do arquiteto Nazereno Affonso Stanislau, Coordenador do MDT e responsável pelo Escritório de Brasília da ANTP..


Entre os principais pontos serão avaliados o custo/benefício na implantação do Modal mais eficiente em Salvador; a definição de tarifas do sistema integrado de transportes; a ampliação do trecho do metrô até Pirajá para os bairros de Cajazeiras e Simões Filho e o sistema de mobilidade que integre as Regiões Metropolitanas de Salvador.


A iniciativa é do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (SENGE-BA), da Federação Interinstadual dos Sindicatos dos Engenheiros (FISENGE) e do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade (MDT).

Contatos
Ubiratan Félix -
Presidente do SENGE-BA
71 8122-4163
Tanara Régis -
Assessora de Comunicação do SENGE-BA
71 8763-2085

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

Não perca o Encontro da NTU

Evolução da mobilidade urbana será o tema central do 25º Seminário Nacional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos

No período de 24 a 26 de agosto de 2011, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, acontecerão o 25º Seminário Nacional NTU, organizado pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano – entidade integrante do Secretariado Nacional do MDT – e a 3ª Transpúblico, uma exposição de produtos e serviços para o segmento. As inscrições podem ser realizadas por meio do hotsite do evento até 15 de agosto (acesse o link ao final desta notícia). Os temas discutidos neste ano os temas: Sistemas BRT no Brasil, Parcerias Público-Privadas no Transporte Público, Consórcios Empresariais no Transporte Urbano: Visão Jurídica, Novos Negócios Movimentam o Setor e, ainda, o painel Conjuntura Econômica e Perspectivas para o Brasil, com participação da jornalista Miriam Leitão. Futuro do transporte. O presidente da Diretoria Executiva da NTU, Otavio Cunha, salienta: “Este evento é o principal espaço de discussão sobre o futuro do transporte urbano no País. Por conta dos jogos esportivos, o Brasil está entrando em uma nova era em relação à mobilidade urbana e o debate sobre novos modais, como o Bus Rapid Transit (BRT), é fundamental”. Paralelamente às palestras, haverá a Transpúblico 2011, uma exposição com 12 mil metros quadrados, reunindo mais de 100 estandes das mais significativas empresas do setor.


Semanal ANTP
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Investimentos públicos em mobilidade urbana para a Copa/2014

O Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, com seus pares no Governo, mapearam um pacotão de investimentos públicos com a finalidade de oferecer transporte aos torcedores durante os 30 dias da competição. São as obras de mobilidade urbana.

Veja o que se pretende fazer:


BRT - Um modelo de transporte coletivo em que os ônibus trafegam por corredores exclusivos

CORREDORES EXCLUSIVOS - São faixas exclusivas de rodagem para ônibus, em médias ou longas distâncias

VLT/METRÔ - Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é um sistema de transporte por meio de trens, movidos por eletricidade ou a diesel, espécie de metrô de superfície

MONOTRILHO - São trens que utilizam pneus e trafegam normalmente em vias elevadas

VIAS EXPRESSAS - São vias fechadas a ciclistas e pedestres, sem cruzamentos ou semáforos, que permitem velocidades maiores

Veja quais cidades-sedes utilizarão cada um desses transportes e o tamanho de sua extensão

Belo Horizonte - Investimento R$ 1,5 bilhão

BRT (41,4 km) + CORREDORES EXPRESSOS (9,1 km) + VIAS EXPRESSAS (8,6 km)

Brasília – Investimento R$ 364 milhões

VLT/METRÔ (6,4 km) + VIAS EXPRESSAS (2 km)

Cuiabá – Investimento R$ 481 milhões

BRT (23,2 km) + CORREDORES EXPRESSOS (10 km)

Curitiba – Investimentos R$ 453 milhões

BRT (4,1 km) + CORREDORES EXPRESSOS (71,5 km) + VIAS EXPRESSAS (8,5 km)

Fortaleza – Investimento R$ 562 milhões

BRT (15,5 km) + CORREDORES EXPRESSOS (7 km) + VLT/METRÔ (19 km)

Manaus – Investimentos R$ 1,5 bilhão

BRT (23 km) + MONOTRILHO (20,2 km)

Natal – Investimentos R$ 411 milhões

CORREDORES EXPRESSOS (22 km) + VIAS EXPRESSAS (4,8 km)

Porto Alegre – Investimentos R$ 525 milhões

BRT (27,3 km) + CORREDORES EXPRESSOS (12,4 km) + VIAS EXPRESSAS (2 km)

Recife – Investimentos R$ 872 milhões

BRT (18 km) + CORREDORES EXPRESSOS (16,5 km) + VIAS EXPRESSAS (4 km)

Rio de Janeiro – Investimentos R$ 1,6 bilhão

BRT (41 km)

Salvador – Investimentos R$ 570 milhões

BRT ( 19 km)

São Paulo – Investimentos R$ 3,7 bilhões

MONOTRILHO (6 km)

Fonte: CEF, BNDES, Ministério das Cidades e do Esporte, Comitê Paulista da Copa do Mundo
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FNRU e MDT NA 10ª JORNADA BRASILEIRA “na cidade, sem meu carro”

O Fórum Nacional de Reforma Urbana entrou na luta para que no dia 22 de setembro deste ano realmente as pessoas se mobilizem e discutam a prioridade que é dada no uso das cidades. O texto a seguir foi aprovado pelo Conselho e será utilizado para a discussão do movimento neste ano:

A RUA É DAS PESSOAS, E NÃO DOS CARROS

Andamos todos os dias em calçadas estreitas enquanto carros ocupam extensos espaços da “via pública” para estacionarem. Essas mesmas calçadas, quase sempre esburacadas, constituem verdadeira aventura para os transeuntes, notadamente os idosos, mães com carrinhos de crianças e pessoas com deficiência fazem ao superarem obstáculos físicos para chegarem a seus destinos, sofrendo acidentes, pois as casas deixam as calçadas cheias de rampas para a entrada dos carros.


O que dizer dos ciclistas, heróis anônimos que diariamente arriscam suas vidas para chegarem a seus trabalhos, e as crianças às suas escolas ? A rua, espaço de vida, tornou-se espaço do medo, espaço da morte, onde carros transitam em alta velocidade por entre bairros repletos de crianças, idosos e pessoas com deficiência – os seres mais frágeis- trazendo diariamente a morte a vários locais das cidades.

Os ônibus, por falta de alternativas, trafegam em meio aos imensos congestionamentos provocados pelo excesso de carros e tornam a tarifa mais cara. Já a rotina de deslocamento do transporte fluvial é insuportável, pois carece de políticas públicas ficando vulnerável às soluções de mercado.

Essa introdução é para alertar a sociedade de que a responsabilidade da administração do uso das ruas (espaço entre uma casa e outra do lado oposto, o que é diferente do que diz o senso comum, no qual a calçada, o estacionamento e a via de passagem pertencem...ao carro) é da Prefeitura, dos Governos Estaduais e do Governo Federal com suas casas legislativas. E foram eles que escolheram os automóveis como centro da política de mobilidade e não os transportes públicos: gastando dinheiro público para favorecer os financiamentos dos automóveis ao promover renúncias fiscais de IPI; isenção da CIDE Combustível da gasolina por um ano inteiro; aumentando o preço do óleo diesel dos ônibus em quatro vezes mais que o da gasolina; cobrando dos usuários todos os impostos sobre os serviços de transportes, além de transferir todos os ônus financeiros das políticas sociais aos usuários aumentando as tarifas (gratuidades para os portadores de deficiência e idosos, bem como a concessão da meia passagem aos estudantes, benefícios sociais que ardorosamente defendemos); e construindo mais de 90% das vias e viadutos para serem utilizados pelos automóveis.

Esse quadro de injustiça levou o país a uma mobilidade da exclusão social , insustentável do ponto de vista financeiro e ambiental além de tratar o transporte público como mercadoria .

Há, no entanto, sinais de mudança com a implementação das leis e decreto de acessibilidade universal para pessoas com deficiência, do PAC da Copa(R$ 11,48 bilhões) e mais R$18 bilhões para cidades com mais de 700 mil habitantes ( PAC da Mobilidade) para implantarem sistemas estruturais de transportes público (metrôs, ferrovias urbanas, corredores exclusivos de ônibus (BRTs) , de bondes modernos (VLTs), e monotrilho além de R$ 6 bilhões para calçadas, ciclovias e vias para ônibus como sistemas complementares.

Outro sinal de mudança é a possibilidade de aprovação do Marco Regulatório da Mobilidade (PL da Mobilidade), onde a prioridade de Estado é o transporte público e o transporte não-motorizado

É com esse propósito que o Fórum Nacional da Reforma Urbana –FNRU e o MDT - Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos - vem se engajar na 10ª Jornada Brasileira “na cidade, sem meu carro”, propondo à população um dia de reflexão e consciência sobre a MOBILIDADE QUE TEMOS E A MOBILIDADE QUE QUEREMOS, e que A RUA SEJA DAS PESSOAS E NÃO DOS CARROS, e propor:

1. a transformação dos estacionamentos na via pública em aumentos de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, ou até mesmo em um jardim;

2. a garantia de que todo investimento em novas ruas, incluindo os viadutos, sejam exclusivamente destinados aos pedestres, ônibus e bicicletas;

3. a utilização de faixa ou faixas de vias, hoje dos automóveis, para a implantação de corredores exclusivos de ônibus, BRTs, e bondes modernos (VLT) e que os mesmos sejam fiscalizados eletronicamente para não serem invadidos;

4. o enfrentamento da tragédia das mortes e feridos na circulação veicular nas ruas é fazendo os Governos se engajarem na Década da Redução de Mortes no trânsito da ONU, assumindo o compromisso público de que o dinheiro recolhido das multas de trânsito não sejam contingenciados ou desviados para pagar salários e construir vias para os automóveis, mas sim aplicados na fiscalização, educação de trânsito, reforma de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, e que, todo ano, a Prefeitura Governo do Estado e Governo federal prestem contas publicamente da aplicação desse dinheiro;

5. a criação de calçadas públicas acessíveis a pessoas portadoras de deficiência (pagas e fiscalizadas pelo poder público), onde o fluxo de pedestre for muito alto. Nas demais calçadas, implantar normas para que o cidadão reduza a um pequeno aclive o acesso do automóvel e garanta a circulação em nível para o pedestre, bem como o e plantio de árvores;

6. nos bairros, as Prefeituras estreitem as vias e alarguem as calçadas para os pedestres e implantem ciclo faixas e ciclovias para bicicletas, e em muitos lugares, a calçada deve atravessar a rua para que os carros saibam que essa rua é das pessoas;

7. a fiscalização com multa da faixa de pedestre, para que a respeitem da forma que acontece em Brasília, e em outras cidades, onde os motoristas se tornaram, a partir de então, “motoristas cidadãos”;

8. a utilização da rua de forma racional pelo poder público, integrando entre si metrôs, ferrovias urbanas, bondes modernos , barcos e ônibus , todos com acessibilidade para pessoas com deficiência e onde houver sistemas estruturais de ônibus, ferrovia, VLT e Metrô estes tenham integração com as bicicletas, calçadas acessíveis e implante a bilhetagem eletrônica temporal (“bilhete único”), onde o usuário utiliza o transporte público por 1 ou 2 horas , garantindo cidadania e redução de custo;

9. que a política de estacionamento de automóveis seja de regulação pública, incentivando a localização junto aos corredores estruturais de transportes públicos e conforme estejam próximas aos centros urbanos, os estacionamentos tenham taxas progressivamente mais altas, e com esses recursos seja criado um fundo público para aplicar em obras de transportes públicos, calçadas e ciclovias;

10. o direito à qualidade do ar nas cidades, utilizando em todo o país, com apoio de recursos federais e estaduais, os motores Euro 5 e o Diesel com S10 ppm (partículas por milhão de enxofre) que eliminam a fumaça preta dos ônibus bem como o bio-combustível, gás e outros combustíveis que são de responsabilidade federal,;

11. E que os investimentos do PAC da Copa e do PAC da Mobilidade em sistemas estruturais de transportes públicos sejam aplicados com controle social, integrados , acessíveis e implantados até 2014 com calçadas e ciclovias e política pública de estacionamentos de automóveis para transformar a “rua dos carros” em “rua das pessoas”, acompanhados do barateamento das tarifas em todo território nacional.

Brasília, 22 de setembro de 2011



FNRU- Fórum Nacional da Reforma Urbana


MDT – Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte de Qualidade para Todos

Cristina Baddini Lucas -Assessora do MDT

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NTU participa de workshop para discutir desafios da mobilidade urbana

A NTU, Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbanos, vai abordar os desafios da mobilidade urbana durante Workshop Internacional, promovido pela Ordem dos Advogados da Bahia (OAB-BA). O evento acontece hoje, 5 de agosto, no auditório da OAB, e contará com a presença do diretor Administrativo e Institucional da entidade, Marcos Bicalho.




A NTU levará para o debate os impactos na melhoria da qualidade de vida da população a partir de projetos de mobilidade urbana, traçando um paralelo com experiências internacionais na área.



“O transporte urbano de passageiros sobre pneus está pronto e preparado para enfrentar os grandes desafios da mobilidade urbana que o país viverá nos anos que antecedem a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016”, afirma o executivo.



Principal defensora da adoção dos BRTs (sigla em inglês de Bus Rapid Transit) como a solução mais eficaz para o transporte de passageiros nas grandes cidades, a NTU acredita que o modal por suas características - como redução do número de carros nas ruas, vias segregadas que impedem o contato com outros veículos e excelência em acessibilidade por meio de amplas rampas de acesso às estações - é o meio mais adequado e seguro.



O workshop contará com alguns dos maiores especialistas da área de mobilidade urbana, como o diretor-geral da Transmilênio, Fernando Paez, que vai falar sobre a modernização do sistema de transporte na Colômbia. Além dele, estarão entre os palestrantes convidados a chefe da divisão latino-americana da União Internacional dos Transportes Públicos (UITP), Eleonora Pazos e a representante da Associação Brasileira de Transporte Publico (ANTP), Valeska Perez.



Agenda



Workshop Internacional para discutir mobilidade urbana e cidadania em Salvador

Data: 05 de agosto

Horário: 09:00 às 12:00

Endereço: Auditório OAB – Rua Portão da Piedade, nº 16 (antiga Praça Teixeira de Freitas) - Barris – Salvador – BA



Bus Rapid Transit (BRT)



O BRT é um sistema de transporte utilizado em mais de 80 cidades no mundo, no qual os ônibus equipados circulam em uma rede de canaletas exclusivas com atributos especiais, como múltiplas posições de paradas nas estações, embarque em nível, veículo articulado e múltiplas portas, pagamento e controle fora do ônibus, rampas de acesso ás plataformas de embarque garantindo acessibilidade universal, bons espaços nas estações e equipamentos de informações aos usuários.



A NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) representa as empresas de transporte coletivo urbano e metropolitano perante os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais e as entidades nacionais do setor; promove a integração e a troca de experiência entre as empresas, sindicatos, associações e federações, buscando a unidade e o fortalecimento do setor; desenvolve estudos técnicos e propõe medidas para a melhoria dos serviços de transporte coletivo urbano e metropolitano de passageiros; e preserva e divulga a história do setor. www.ntu.org.br.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

17ª SEMANA DE TECNOLOGIA

Continuam as inscrições para a 17ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, que a AEAMESP realizará em setembro
Prosseguem no Portal da AEAMESP as inscrições para a 17ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, que acontecerá no período de 13 a 16 de setembro de 2011, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Acesse o link ao final desta notícia com informações sobre os valores e indicações para proceder à inscrição.

PROGRAMAÇÃO

Está disponível no Portal da AEAMESP a programação da 17ª Semana de Tecnologia Metroferroviária. O encontro acontecerá no período de 13 a 16 de setembro de 2011, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, paralelamente à Metroferr 2011, exposição de produtos e serviços metroferroviários, que reúne as empresas mais representativas do setor, para mostrar o que há de mais moderno em termos de equipamentos, sistemas e serviços na área metroferroviária. A organização e comercialização está a cargo da Marcelo Fontana Promoções & Eventos.

PATROCÍNIOS E APOIO

A exemplo das edições anteriores, a 17ª Semana de Tecnologia Metroferroviária conta com o patrocínio da Alstom e Invensys Rail e apoio institucional da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), AESabesp (Associação dos Engenheiros da Sabesp) – AECesp (Associação dos Engenheiros das Companhias Energéticas no Estado de São Paulo), AEEFSJ (Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Santos à Jundiaí), ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportes de Passageiros sobre Trilhos), CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), Metrô-SP, STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos), Governo do Estado de São Paulo, SEESP (Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo), Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), VDI (Associação de Engenheiros Brasil - Alemanha e SPConvention.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Em seu boletim de julho, MDT afirma repúdio à tentativa de retardamento da aprovação e sanção do Projeto de Lei da Mobilidade Urbana

Em sua edição de julho, o boletim Movimentando afirma que o Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público para Todos (MDT) repudia a tentativa de retardamento da aprovação e sanção do Projeto de Lei da Mobilidade Urbana – PLC nº 166/2010, assinalando que essa manobra rompe o processo democrático estabelecido no País e configura desrespeito aos diferentes setores do próprio governo, ao Congresso Nacional e ao Conselho das Cidades, bem como às diversas organizações civis que contribuíram para aprimorar e fortalecer esse projeto, considerado pelo MDT e por várias organizações e lideranças do setor como imprescindível para o País. 
Boletim ANT|P|.
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 2 de agosto de 2011

NTU - A evolução da Mobilidade Urbana – 25 e 26 de Agosto – São Paulo - Brasil

Tema do evento: O desenvolvimento de estratégias, ideias e novos negócios, de forma a preparar o setor e beneficiar a sociedade com essa evolução são os desafios e propósitos do Seminário Nacional NTU 2011.



Esta edição se constituirá na oportunidade de realizar avaliações acerca dos projetos de Bus Rapid Transit (BRT) e traçar os rumos ideais para o sucesso desses futuros sistemas. A modalidade de Parceria Público-Privada (PPP) também se descortina como opção empresarial no transporte público para atendimento à crescente demanda por tais serviços pela sociedade, em um ambiente de escassos recursos públicos.


Mais informações no site:

http://www.eventosdantu.com.br/seminario2011/
 
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fórum Paulista de Secretários de Transporte e Trânsito

Nesta quinta-feira passada (28/07), em São Bernardo, aconteceu a 49ª reunião do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte e Trânsito. O encontro, que acontece três vezes ao ano, discutiu propostas e políticas de mobilidade urbana do País.




A solenidade de abertura contou, além do Prefeito Luís Marinho,  com a presença do presidente do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte e Trânsito e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET/Santos), Rogério Crantschaninov, secretário de Estado de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, Ailton Brasiliense Pires, Presidente da ANTP,  Daniel Annenberg, e o secretário de Transportes e Vias Públicas de São Bernardo do Campo, Oscar José Gameiro Silveira Campos além de outras autoridades.



“Este é um evento que se repete há 18 anos, cujo objetivo é encontrar pontos em comum e dar andamento a projetos que melhorem efetivamente a questão de transporte e trânsito no Brasil”, destacou o presidente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Ailton Brasiliense Pires.

Entre os assuntos em pauta foram a Política Nacional de Trânsito, a rede cicloviária de Santos e do Grande ABC, o respeito a faixa de pedestres de Santos e São Paulo, além da expansão do metrô para o ABC.



O evento seguiu  sexta-feira (29), das 9h às 13h, com sessões técnicas sobre Ações de Mobilidade Urbana de São Bernardo e os projetos inscritos no PAC Mobilidade Grandes Cidades, com apresentações das cidades de São Bernardo, Campinas e Guarulhos, todas com projetos já inscritos. Houve ainda visitas técnicas à fábrica da Mercedes Benz do Brasil e à Metra, empresa operadora do corredor ABD.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Hoje é o Dia do Motociclista


   Dia 27 de julho, mais uma vez celebramos o Dia do Motociclista. Data essa criada em 1982 em homenagem póstuma ao ex-mecânico e motociclista Marcus Bernardi, falecido em 27 de julho de 1974.
    Entra e sai ano, lá estão os motociclistas no centro de todas as discussões relativas à segurança no trânsito, notadamente neste período em que vivenciamos a Década de Ações para a Segurança Viária. À medida em que as vendas avançam, as mortes continuam a ocorrer, sendo que em algumas localidades os índices de acidentes diminuem, no entanto, a severidade e o percentual desses condutores que morrem vítimas de acidentes só aumentam.
    Para muitos motociclistas, ser um bom condutor se resume a colocar o capacete (uma salva de palmas se o faz corretamente), subir na motocicleta e acelerar tudo que o motor permitir entre veículos, desrespeitando sinal de parada, placas de retorno proibido, colocando o pé ou a mão na placa para que o equipamento medidor de velocidade não registre o excesso praticado dentre outras infrações tão corriqueiras que podem ser constatadas nas vias públicas.
    A situação tem se tornado tão complicada, que os tais “ases” no guidon passaram a representar perigo aos motociclistas que usufruem do veículo de maneira correta, os quais ficam a mercê de uma queda por conta da imprudência alheia, há certo prazer em passar ao lado de outro motociclista a alguns poucos centímetros.
    Os órgãos de trânsito se esforçam, elaboram campanhas educativas para tentar conscientizar, leis e resoluções são editadas em benefício dos motociclistas, mas de nada vale esse esforço se os principais interessados insistem em arriscar a vida, infelizmente.
    Enfim, para todos aqueles que utilizam a motocicleta em seus deslocamentos, de forma correta, respeitando as regras de circulação e condutas previstas no Código de Trânsito Brasileiro - CTB, desejamos um ótimo “Dia do Motociclista” e também para aqueles que ainda têm uma visão equivocada sobre o que é utilizar adequadamente uma motocicleta, que essa data sirva de reflexão para uma mudança de comportamento, principalmente para manter-se vivo e não causar dor as pessoas que lhes querem bem.
Renato CampestriniAdvogado
Especialista em Trânsito Mobilidade e Segurança.

Site da Perkons

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

terça-feira, 26 de julho de 2011

A opção pelo transporte coletivo em Curitiba, por João Carlos Cascaes

   Sonhar não é crime. Vale à pena imaginar que antes de sair do local de trabalho, lazer, de casa ou até da escola pudéssemos saber quanto tempo faltaria para um ônibus (bonde, metrô etc.) chegar ao ponto de embarque, assim reduziríamos ao máximo o tempo de espera na “parada” do carro ou composição. Ao sair, pudéssemos caminhar com segurança, sem medo de sermos assaltados, mordidos por animais, atropelados ou ainda cair em buracos, tropeçar em obstáculos, bater com o rosto em algum orelhão. Melhor ainda se, ao utilizar ônibus, ele viesse com piso rebaixado, encostando no meio fio de uma rua e passeio (iluminado, acessível, limpo) bem pavimentados e mantidos.
    Nos pontos abrigados e iluminados e nos terminais diversos sistemas de aviso orientassem os usuários do transporte coletivo urbano. O ônibus (bonde, metrô, barcos etc.), com algum desconforto no horário de maior demanda, algo quase inevitável, oferecesse bancos seguros, barras de apoio bem feitas, não tivesse catracas e a bilhetagem fosse sempre externa (interna como exceção), suspensão inteligente, direção segura e calma, ar condicionado, controle de aceleração e frenagem, motor silencioso, avisos sonoros e luminosos para os passageiros. O motorista, bem treinado e educado, sendo observado à distância por uma central de operação, que lhe orientasse em caso de problemas na via ou no veículo e também comandasse o tráfego de carros de toda espécie. Tarifas? Para quem usa sempre, a oferta de diversos padrões de desconto, de facilidades.
    Tudo isso existe ou quase tudo em cidades famosas, com o adicional de oferecerem sistemas metroviários e outros.
    Começamos bem. Curitiba é o resultado de muitas cirurgias plásticas e de um processo de organização exemplar, desde os tempos do Plano Agache. O saneamento básico eficaz da antiga “capital dos sapos”, a definição viária, organização e gerenciamento das concessionárias que atuavam no Paraná e em sua capital, enfim, uma série sucessiva de bons prefeitos e governadores deu à cidade sua imagem melhor, um exemplo de urbanismo. Curitiba teve, por exemplo, na década 70, o primeiro sistema de supervisão ótica do trânsito do Hemisfério Sul. Nesse processo a criação das canaletas e terminais de integração foi o ápice de um longo processo, pois significou um tremendo subsídio espacial, social e fiscal ao transporte coletivo urbano. Mais adiante, a formação da frota pública, a não permissão de inclusão dos custos da Urbs nas tarifas, o pagamento por quilômetro rodado, a integração metropolitana, definição firme de padrões para os veículos e fiscalização enérgica apontavam para a evolução que, infelizmente, começou a     refluir. Regredimos até cobrar pelo edital de licitação e exploração (concessão onerosa) de um serviço essencial.
    É natural, portanto, que a maioria da população curitibana prefira não deixar o carro na garagem. Nas condições atuais, utiliza o sistema quem não tem outra opção.
    Obviamente os subsídios devem ser atentos às necessidades de quem depende do transporte coletivo. O vale-transporte foi criação de um ilustre paranaense, o ex-ministro dos Transportes Affonso Camargo Neto (1929 – 2011); é um marco relevante na história do Brasil. Para os demais possíveis usuários, a qualidade e segurança são essenciais para que se faça a opção pelo sistema sem medo ou repugnância de usá-lo. Infelizmente nosso povo aceita embevecido a mídia criada há muito tempo e paga caro por um serviço ruim.
    Concluímos com a pergunta: nas condições atuais, quem deixa o transporte individual pelo coletivo?

  João Carlos Cascaes - Engenheiro e mestre, é ex-diretor de Planejamento e Engenharia da Urbs e ex-diretor e ex-presidente da Copel
site da Perkons

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Motorista:é preciso respeitar a faixa de pedestre

Faixas pintadas em cor branca espaçadas no asfalto constituem o que se conhece universalmente como a faixa de pedestres. É aí que se concentra um grande desafio aos pedestres com relação à sua integridade física e à sua própria vida. Um desafio de civilidade e respeito.




Segundo a boa regra internacional, basta o pedestre por o pé na faixa para o motorista de um veículo estar obrigado a parar e dar-lhe passagem o que representa dizer que pondo o pé sobre a faixa o pedestre teria garantida a sua imunidade e segurança para atravessar a via.



A faixa de pedestre, quando amparada por um semáforo, conta com um aliado dotado de um mais forte instrumento educativo, qual seja, a punição. Passou no sinal fechado o motorista está sujeito à multa. Muitas vezes, o guarda ou agente de trânsito nem precisa estar presente, a infração é registrada por radar e o resultado é a multa. Por essa razão, em geral a faixa é respeitada. O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que o desrespeito à faixa de pedestres é considerado infração “gravíssima”, punida com multa de 191,54 reais e 7 pontos na carteira. Porém, é a faixa sem semáforo que no Brasil costuma ser ampla e invariavelmente desrespeitada.



A CET-SPrealizou uma pesquisa diante de uma faixa sem semáforo em que um pesquisador observou o comportamento dos motoristas. Outro agente, a poucos metros adiante, entrevistava os mesmos motoristas, perguntando-lhes se costumavam respeitar as faixas. Noventa por cento dos motoristas não pararam na faixa; mas, na entrevista, 76% disseram que costumam respeitá-la. Como explicar? Para muitos, aquela seria apenas a marcação do lugar em que preferencialmente os pedestres deveriam atravessar a rua, porém desde que não haja carros passando.



Campanhas



É necessário que as campanhas de travessia dêem destaque à educação dos motoristas de forma que eles passem a respeitar os pedestres. São os carros que agridem e matam. São eles a parte forte do confronto e, a partir do momento em que os motoristas forem educados, a educação dos pedestres virá por gravidade.



Campanhas realmente para valer exigem a prévia revisão geral da localização das travessias. Nem sempre a faixa deve ficar exatamente na esquina; muitas vezes, ela seria mais eficaz se colocada em outro local como mais para o meio do quarteirão.

As campanhas de respeito à faixa de pedestres devem acenar com futuras punições.

Campanhas efetivas seriam aquelas que fixassem um prazo a partir do qual a ação educativa daria lugar à aplicação de multas.

Brasília

Multas e colisões

Foi o que ocorreu na única capital brasileira em que a população aprendeu a respeitar a faixa de pedestres. Não há educação que não acene com a punição ao infrator. Tantos casos de atropelamento se acumularam na cidade que, em 1996, o Governo, com apoio do jornal “Correio Brasiliense” iniciou uma campanha contra os desmandos dos motoristas. As notícias de atropelamentos passaram a ser publicadas nas primeiras páginas. Na mesma edição, vinham os editoriais e comentários. Houve uma passeata articulada pela imprensa e Governo à qual compareceram cerca de 25.000 pessoas.

O governo primeiro cobriu as vias expressas com radares, para coibir os excessos de velocidade. Em seguida, em janeiro de 1997, iniciou A campanha para estimular o respeito à faixa de pedestres. A campanha consistiu em anúncios nos meios de comunicação e na ação de guardas que orientavam os motoristas. Mas desde o início os motoristas foram avisados de que, a partir de abril, seriam aplicadas multas. O motorista brasiliense aprendeu que, ao avistar um pedestre com um único pé na faixa, no simples gesto de iniciar a travessia, deve parar.

Catorze anos se passaram e Brasília continua a dar a mesma atenção à faixa de pedestres. Em 2010, registraram-se apenas sete mortes por atropelamento em todo o Distrito Federal. Nos últimos catorze anos, 77. No ano passado, foram aplicadas 3.512 multas por desrespeito à faixa. Finalmente o pedestre passou a sentir segurança ao atravessar na faixa ao mesmo tempo em que o motorista se sente responsável e orgulhoso ao respeitar e parar na faixa dos pedestres.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Assista o Programa "Em Movimento" da ANTPtv

Considerando que as discussões sobre a questão dos acidentes com ciclistas tem tido muito repercussão na mídia, nem sempre sob o foco adequado, a ANTP tv pautou para hoje, dia 21 de julho de 2011, o 65º programa do "Em Movimento" da TV ANTP, com o tema “Segurança das Bicicletas na Cidade”.

Sob a recomendação do GT de Bicicleta da ANTP de que se "deve ouvir os ciclistas", foi pautada a discussão com dois ciclistas com pratica no uso urbano de bicicletas.

Na ocasião serão discutidos quatro pontos principais:

1. Da bicicleta no Trânsito

2. Do veículo

3. Das intervenções dos Poderes Públicos

4. Das estatísticas de acidentes com bicicletas e pedestres.


Os debatedores convidados são Arturo Alcorta e Maria Teresa Murray.

O programa é conduzido pelo jornalista José Márcio Mendonça - Tel. 11.8226.0590 - jmarciomendonca@gmail.com

O programa "Em Movimento" será transmitido diretamente do Estúdio ProEmpresa, Jundiaí/SP, das 16h00 às 17h00 – nesta 5ª feira - com participação de internautas.

Assistam! O MDT recomenda!


Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A 49ª Reunião do Fórum Paulista, marcada para os dias 28 e 29 de julho, em São Bernardo do Campo.

A 49ª Reunião do Fórum Paulista de Secretário e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito acontecerá nos dias 28 e 29 de julho de 2011, em São Bernardo do Campo. Ao lado do presidente do Fórum Paulista e presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET/Santos), Rogério Crantschaninov, participarão da cerimônia de inauguração do encontro os prefeitos Luiz Marinho, de São Bernardo do Campo, e Mário Reali, de Diadema, este, presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC; o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes; o coordenador geral do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, Daniel Annenberg, e o secretário de Transportes e Vias Públicas de São Bernardo do Campo, Oscar José Gameiro Silveira Campos. A ANTP estará representada por seu presidente Ailton Brasiliense Pires.

Endereço ACISBEC - Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo


Rua do Imperador, nº 14 (esquina com a Rua Dom Pedro Mariano, 66) Bairro Nova Petrópolis –
São Bernardo do Campo/SP –
Tel.: (011) 2131-4802
 
Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sobre carros e lobos

Revista Vida Simples
Por que somos tão selvagens no trânsito
Rush. Era com essa palavra inglesa que no Brasil de décadas atrás nos referíamos aos horários de pico no trânsito - o começo e o fim do dia. O rush, naquela época, era traduzido em uma pessoa chegar 15 minutos mais tarde a algum lugar. Sim, míseros 15 minutos eram sinal de que as coisas não iam muito bem. Falar em atraso semelhante hoje equivale a dizer que (ufa, graças a Deus!) chegamos na hora, fomos pontuais. O tempo gasto em deslocamentos nos grandes centros urbanos tem piorado ano a ano. Moradores de cidades como São Paulo, por exemplo, perdem cerca de 2 horas e 40 minutos diários dirigindo num ritmo de tartaruga. É um teste de paciência que poucos tiram de letra e com bom humor.




Não é fácil perceber-se privado da mobilidade em um ambiente em que deveria ocorrer o inverso. O automóvel, afinal, foi inventado para transportar as pessoas com mais rapidez que um cavalo, carroça ou trem e não para imobilizá-las, como praticamente acontece hoje nas cidades mais populosas do mundo. Não é novidade o fato de que, abarrotadas de veículos, elas estão quase parando. Mas poucos percebem que junto com isso há uma transformação social que não se resolve com políticas de mobilidade urbana: as pessoas estão cada vez mais desumanas no trânsito e não dá para engatar a marcha à ré e fugir dessa realidade.



O incrível é que esse comportamento foi anunciado há tempos. Em 1950, quando o Brasil somava 426 mil veículos (hoje somente a capital paulista conta 7 milhões), a Walt Disney Company lançou o curta-metragem Motor Mania retratando como o boapraça Pateta se transformava em um "monstrorista" ao simples girar da ignição de seu carro. Bastava ele pisar no acelerador para arreganhar os dentes, eriçar os pelos e sair dirigindo como um desvairado, metendo a mão na buzina, xingando e costurando os outros motoristas (para assistir ao filme, digite "Pateta no Trânsito", no YouTube). Visionário que era, Disney não só fez uma crítica ao comportamento ao volante como também já preconizava como as relações entre os motoristas se agravariam.





Na defensiva

Essa mudança sobre rodas é reflexo do comportamento individual das pessoas, aliado ao sistema de trânsito de cada país e à eficiência (ou não) da fiscalização e punição dos infratores. "Na Suíça, os condutores param diante da faixa de pedestres ou das placas ‘Pare’ até quando não tem gente por perto", conta Patrícia Cabral, que vive mudando de país devido às transferências do marido, executivo de multinacional. Em contrapartida, em países megapopulosos como a Índia, a situação é completamente inversa. Nova Délhi, que foi ranqueada em uma pesquisa da IBM como a quinta cidade com o trânsito mais desgastante do mundo (seguida por São Paulo), é um desafi o até para os mais destemidos. Além dos elementos básicos do trânsito - pedestres, bicicletas, motocicletas, carros, vans, carretas, ônibus e caminhões -, há riquixás, carroças, charretes, vacas, cachorros, elefantes, cavalos, camelos, cortejos fúnebres a pé e, claro, um mar de pessoas que, sem espaço nas calçadas, invade as ruas de caminho rente ao meio-fio. Tudo isso embalado por um buzinaço incessante de enlouquecer qualquer um.



No livro Por Que Dirigimos Assim?, o jornalista norte-americano Tom Vanderbilt cita uma explicação do ex-líder de policiamento de trânsito de Nova Délhi sobre o caos nas ruas: "A presença de uma vaca em uma área urbana congestionada não representa um perigo (...), também força o motorista a desacelerar. O impacto geral é reduzir a tendência de exceder a velocidade e de um comportamento imprudente e negligente ao volante." Ao ler isso, entendi por que não vi um acidente de trânsito grave quando estive na Índia. Presenciei discussões entre motoristas (o do nosso riquixá quando ele raspou num carro novinho, por exemplo) que não resvalaram para a agressividade, fi caram só em alguns xingamentos.



Em outros países, a situação não é bem essa. Aqui mesmo, no Brasil, uma discussão mais acalorada entre condutores pode resultar em agressão física e até em tiroteio. Por que isso acontece? Não porque a sociedade ocidental ande armada até os dentes, mas porque as pessoas, principalmente quem as que dirigem carros, saem de casa com um pensamento bélico na mente. "Elas têm a sensação de que em algum momento vão ser sacaneadas enquanto estão dirigindo e já se previnem contra isso", diz Pedro Paulino, psicólogo do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Ou seja, já giramos a chave predispostos a sermos atacados e a nos defender - "e reagir contra qualquer tipo de violência é inato do ser humano", justifica Paulino.





Selva no asfalto

O resultado é um rosário de mau comportamento. Motoristas que fecham cruzamentos, que jogam farol alto no carro da frente porque ele está devagar, que aceleram tão logo o semáforo abre forçando a barra para o pedestre atravessar correndo. Sem falar nos apressados crônicos que fazem conversões proibidas, dirigem na contramão e não ficam felizes se não sentam a mão na buzina vez ou outra. É um imbróglio tremendo que embute valores de hierarquia social e de pseudoproteção.



No artigo "A Ideologia Social do Automóvel "(publicado no livro Apocalipse Motorizado), o filósofo austro-francês André Gorz escreve: "Quando foi inventado, o carro tinha a finalidade de proporcionar a alguns burgueses muito ricos um privilégio totalmente inédito: o de circular muito mais rapidamente do que todos os demais. Ninguém até então tinha sequer sonhado com isso: a velocidade de todas as charretes era essencialmente a mesma, fosse você rico ou pobre; as carruagens dos ricos não eram muito mais velozes do que as carroças dos camponeses e os trens carregavam todos à mesma velocidade (eles não possuíam velocidades diferentes até começarem a competir com o automóvel e o avião). Assim, até a virada do século, a elite não viajava a uma velocidade diferente do povo. O automóvel iria mudar tudo isso: pela primeira vez as diferenças de classe seriam estendidas à velocidade e aos meios de transporte".



E assim criou-se a hierarquia social no trânsito ainda tão visível em países como o nosso. Sair pela cidade a bordo de um SUV (utilitário urbano), como aquele carrão da propaganda em que o motorista se gaba de "ficar mais alto que os outros" e se sentir poderoso, dá ao condutor a falsa ideia de que ele pode mais e está mais protegido. Por "poder mais" entenda que ele se acha no direito de colar no motorista da frente porque é grande e de espremer um carro forçando a entrada em sua frente sem sequer acionar a seta de direção. Enquanto isso, quem dirige um automóvel com motor 1.0 ou com mais de cinco anos de uso é encarado como uma mosca chata zunindo ao redor da cabeça.





Você é o trânsito

"O que falta é as pessoas perceberem que cada uma é uma parte do trânsito e que as relações entre elas deve ser de colaboração", afi rma o sociólogo e consultor de trânsito Eduardo Biavati. Isso nada mais é que a metáfora da engrenagem. Cada peça com seu lugar e função e o entendimento comum de que tudo está interligado. Não dá mais para cada pessoa achar que está sozinha na rua; também não há como fechar os olhos para realidades tão simples como o espaço que os ciclistas vêm conquistando. Eles fazem parte do sistema trânsito e não é passando com o carro por cima de uma dúzia deles que a situação vai retroceder. "O ciclista tem seus deveres e direitos assegurados pelo Código Nacional de Trânsito", afirma Thiago Benicchio, biker de carteirinha e fundador da ONG Ciclocidade.



Segundo Benicchio, o motorista atento a pontos básicos pode garantir a harmonia na sempre atribulada relação veículo-bicicleta: manter distância lateral de 1,5 metro do ciclista, não buzinar, dirigir em velocidade reduzida perto do ciclista e não ultrapassá- lo para entrar numa rua à direita ou à esquerda. "Se as pessoas não fazem isso com um caminhão, devem entender que ultrapassar um ciclista em velocidade elevada para entrar à direita na sua frente é muito mais perigoso, devido ao deslocamento de ar", explica.



O maior problema nessa equação, como dito acima, está no fato de as pessoas não se encararem como iguais. Em vez disso, parece que todos saem às ruas com uma venda nos olhos ou com os olhos voltados para o seu próprio umbigo e totalmente vulneráveis aos fatores que os fazem perder a educação. Daí a partir para o ataque basta um vacilo do motorista da frente. "Estudiosos da agressividade apontam que fatores como aglomerações, calor, barulho e poluição correlacionamse a episódios de agressão. Se pensarmos que um congestionamento pode reunir muitos desses fatores, o trânsito é potencialmente estressor, levando muitas pessoas, já expostas a outros estressores, ao seu limite emocional", explica Cláudia Aline Soares Monteiro, da Universidade Federal do Maranhão, autora de estudo sobre a agressividade do motorista brasileiro.



Segundo ela, todos reagem diante de situações que perturbam e essas reações variam. "Uma pessoa agressiva pode não reagir agressivamente diante de algo estressante por estar em uma situação em que não há possibilidade de agressão, ou por ter aprendido a reagir de forma não agressiva na resolução de seus problemas. Enquanto que alguém calmo pode ter uma reação agressiva por estar em uma situação que permite e até incentiva isso." Resumindo, o trânsito é um ambiente em que as pessoas não somente externam sua irritação e impaciência com um congestionamento, mas também se aproveitam (inconscientemente) para descarregar outros incômodos. O cenário, diga-se de passagem, é totalmente favorável, porque em geral os motoristas estão sozinhos no carro e escondidos atrás da película escura, garantindo seu anonimato.





Sem saída

Mas se simplesmente aceitarmos essa situação porque ela é assim, e ponto, onde vamos parar? Mesmo que houvesse fiscalização e punição eficientes, só isso não seria suficiente. Não é a lei que ensina às pessoas valores de cordialidade e de respeito aos outros. Isso vem do berço. É com a família que aprendemos a ser educados, e nosso comportamento como motoristas é um espelho da forma como nossos pais dirigem. Afinal, as crianças aprendem por repetição e copiam os adultos. Fechar um cruzamento, avançar sobre um pedestre e não dar passagem não tem nada a ver com o excesso de veículos, com a enchente ou a falta de transporte público de qualidade que desanima qualquer um a trocar o carro pelo ônibus. "Além da educação, o modo de vida que adotamos, cujos valores se pautam na competitividade, na velocidade e no consumo, nos tem feito desconsiderar as noções de convívio social, de respeito ao espaço público, de coletivo e de ética", afrma Gislene Maia de Macedo, psicóloga da Universidade Federal de Pernambuco, que estudou a irritabilidade dos motoristas paulistanos.



No livro Fé em Deus e Pé na Tábua, o sociólogo Roberto DaMatta aponta o individualismo sobre rodas como um grande problema do trânsito. "A tão falada questão da educação não diz respeito somente a cultivar a paciência diante dos sinais e respeitá-los", escreve. "Trata-se de ensinar que o sujeito ao lado existe como cidadão. Que ele, por ser desconhecido, não pode ser tratado como um inferior ou um débil mental." A mensagem de DaMatta é que devemos olhar ao redor e observar.



Leon James, professor de psicologia da Universidade do Havaí, também defende a importância de observar o outro e a si próprio. Anos de pesquisa acerca das atitudes dos motoristas norte-americanos levaram- no a concluir que a condução colaborativa é uma boa medida para melhorar o convívio nas ruas. "É preciso que as pessoas treinem para ter uma nova visão do trânsito. A solução para sofrer menos é adotar uma atitude de tolerância em relação aos outros, baseada na conscientização de que a competição prejudica a todos", afirma.



O professor não está pedindo para a vida ser só sorrisos nas ruas. O que ele propõe é que cada um identifique em si os três pontos que ele batizou de Estratégia AWM (Acknowledge/ reconhecer, Witness/testemunhar, Modify/modificar). Nessa identificação, James ensina que a pessoa deveria pensar: Eu reconheço que sou um motorista/ciclista/ motociclista ou pedestre agressivo e tenho que mudar para ser um cidadão e uma pessoa melhor; eu testemunho quando tenho sentimentos e pensamentos agressivos enquanto dirijo; eu modifi co minhas emoções e pensamentos enquanto dirijo. "Também é importante o motorista se colocar no lugar do pedestre, que sofre com calçadas mal conservadas, com a ausência de faixas para a travessia e com a agressividade de quem dirige", diz Eduardo Biavati. O especialista em segurança no trânsito também enfatiza que existe uma grande margem de transformação na mão das pessoas. É questão de colocar em prática. Para exemplifi car, ele cita a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança no Brasil. No começo, muitos resistiram e hoje é hábito. Com a cordialidade e a educação no trânsito pode ser igual. Quem sabe a princípio pareça meio boboca dar passagem ou não ultrapassar o carro que está mais lento, mas, com o tempo, vai que a gentileza pega de vez. É uma ideia nirvânica demais? Pode ser. Mas certamente é uma das saídas para o caos no trânsito.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

Livros


Fé em Deus e Pé na Tábua, Roberto DaMatta, Rocco
Por Que Dirigimos Assim?, Tom Vanderbilt, Campus/Elsevier
Apocalipse Motorizado, Ned Ludd (org.), Conrad





Duas rodas, mente e coração

Outras Palavras

Assim como o auditório do Teatro Paulo Autran, os bicicletários do Sesc Pinheiros, no Largo da Batata, em São Paulo, ficaram lotados na última terça-feira (12/7). Pode-se dizer que o principal responsável pelo número de pessoas era David Byrne, guitarrista da banda Talking Heads, cicloativista, escritor e organizador do Fórum “Cidades, bicicletas e o futuro da mobilidade”, realizado no local. Mas o que mais parecia reunir os participantes era o tema, tão presente na vida dos paulistanos: a mobilidade urbana. Muitos dos que participaram do encontro compartilham a ideia de que a bicicleta é a melhor alternativa ao trânsito caótico, à poluição e à ocupação das ruas – sentimento crescente em grandes cidades nos últimos anos.




Além de Byrne, estavam presentes Arturo Alcorta, cicloativista do site escoladebicicleta; Marcelo Branco, secretário de Transportes do município de São Paulo e Eduardo Vasconcellos, da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). Os participantes tinham apenas quinze minutos para falar sobre mobilidade urbana, e abrangeram diversos assuntos ligados ao tema. As bicicletas e a cidade de São Paulo ficaram no centro das discussões na maior parte do tempo.



David Byrne baseou sua apresentação em algumas fotos de lugares por onde passou, de Los Angeles à Itália, ao centro de São Paulo. Começou comentando algumas fotos de seu país, mostrando avenidas largas, prédios altos, ruas vazias… Um modelo urbanístico que, segundo ele, é insustentável e isolador. Baseou-se em projetos de arquitetos e urbanistas do século 20, que tinham como principal objetivo tirar as pessoas das ruas. A cidade imaginada pela General Motors – maior empresa do mundo à época – é a que mais produz calafrios, com suas avenidas largas monumentais. Mas também as visões de urbanistas mais ligados ao mundo da cultura e das artes – Le Corbusier, Frank Lloyd Wright e Fuller – submetem-se ao mesmo ideal: prédios muito altos, ninguém na rua, avenidas que facilitam o fluxo de automóveis e um grande e generalizado tédio. Praticamente citando Jane Jacobs em seu livro “Morte e vida de grandes cidades”, Byrne contesta: seres humanos gostam de estar na rua e é lá que devem ficar; temos de devolver a cidade às pessoas. Estamos usando muito espaço para a infra-estrutura necessária para automóveis, é só prestar atenção em quanto espaço morto é reservado apenas para estacionamentos.



Ilustrando formas de como fazer isso, ele mostra fotos de favelas brasileiras pintadas por artistas plásticos, resignificando o espaço urbano; sistemas de bicicletas compartilhadas (como em Paris e Buenos Aires); ruas mais estreitas, que encorajam as pessoas a estar e transitar por elas… E termina com um dado de Nova York, sua cidade: apesar de parecerem contraditórios, os números mostram que quanto mais pessoas usam bicicleta como meio de transporte, menos acidentes ocorrem. Esse tipo de mudança, acredita Byrne, é mais bem-vindos na América Latina que na do Norte.







Praticamente contradizendo David Byrne, Arturo Alcorta fez sua fala voltado pra o Norte. Contou que acabava de voltar de Nova York, com uma péssima impressão de nosso país. Estava assustado com a “incapacidade dos brasileiros” de conseguir transformar suas cidades para o bem. Para este cicloativista, perdemos a noção do que é mobilidade e, acima de tudo, do que é uma cidade. Existentes há séculos, elas foram feitas para juntar pessoas, não para afastá-las. Como construir uma cidade nos dias de hoje? A resposta: com união, estrutura, legitimidade, de acordo com sua necessidade, respeitando o passado e buscando resultados perenes.



Mais adiante (e menos fixada no norte…) a fala de Alcorta reforça a de Byrne: temos que trazer as pessoas para as ruas por meio da informação, da cultura e da participação. Com a falta de interesse atual, não conseguiremos mudar. Em seu site, o debatedor, ciclista há décadas, reúne textos que ajudam pessoas que queiram aprender a andar de bicicleta na cidade. Tira dúvidas e oferece dicas essenciais, ajudando quem tem interesse pelo assunto mas ainda está inseguro. No final, expõe o nome de Meli Malatesta, a responsável na Prefeitura de São Paulo pelas ciclovias da cidade.



Provavelmente por ter sido vaiado de leve nas apresentações e percebido o tom do encontro, o secretário Marcelo Branco resolveu mudar sua fala. O que a princípio seria uma propaganda das poucas políticas de integração da bicicleta em São Paulo, virou uma conversa breve e até franca sobre a incapacidade histórica da maior cidade do país com relação à mobilidade urbana.



Branco manteve no projetor, durante sua breve exposição, um slide com uma frase de Jan Gehl, arquiteto e urbanista dinamarquês que transformou Copenhage nos anos 60 – com um projeto que convertia uma grande avenida da cidade em uma rua apenas para pedestres. Mas o exemplo do urbanista ficou apenas na citação. Ao que parece, os projetos para São Paulo, ainda são muito tímidos. O secretário explicou que a Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) foi criada nos anos 1980, especificamente para melhorar o fluxo do transporte individual. É muito difícil e leva tempo para transformar essa visão, segundo ele. Tentou demonstrar que entende a necessidade do incentivo das bicicletas na cidade, dizendo que é necessário dar ao cidadão o direito de escolher esse meio de transporte. Alegou que é importante compartilhar as vias no trânsito, pois segundo ela as ciclovias são uma forma de segregação. Defendeu a chamada “ciclofaixa de lazer”, e a “rota de bicicleta”, que consiste em pintar bicicletas nas ruas e propor aos motoristas que diminua a velocidade.



O mais aplaudido na conversa foi Eduardo Vasconcellos, da ANTP. Ligando sua fala à do Secretário de Transportes, começou dizendo que devemos abandonar conceitos antigos, principalmente o da eficiência. Precisamos começar a pensar na cidade e na mobilidade urbana com equidade, acima de tudo. Afirmou repetidamente que se todos são iguais, um ônibus, com o menor número de pessoas que tenha, deve ter muito mais prioridade que um automóvel individual: aí, sim, teremos uma cidade igualitária. Mostrou como nossos valores estão invertidos quando pensamos apenas no fluxo dos automóveis na cidade. E trouxe muitos dados: com relação ao consumo de espaço na mobilidade, enquanto um pedestre ou um ônibus ocupam 1m² do espaço público (relativo ao número de pessoas, no caso do coletivo), uma bicicleta 2m², e uma moto, 8m², um automóvel individual ocupa nada menos que 50m². Além disso, uma família de classe alta que tenha dois carros é responsável por 16 vezes mais acidentes que uma que não tenha nenhum. Isso é uma profunda falta de democracia e uma privatização do espaço público da cidade.



Como afirma Eduardo, isso só acontece porque é a classe dominante quem domina o transporte individual — e tira proveito dele — enquanto os demais sofrem as consequências. A opção está ligada a um projeto que associa desenvolvimento a automóveis, começou a ser imposto na década de 1940 e continua vigente até hoje — essa elite conserva poder. “Nós perdemos o primeiro tempo”, brinca Eduardo, mas temos que continuar jogando o jogo para não perder o segundo: lutando sempre pela democracia, cidadania e equidade. Sugere também algumas ideias para São Paulo, como baixar a velocidade em todas as vias, tirar das ruas 30% dos automóveis e dedicar esse espaço ao transporte público. Não será fácil, nem conseguiremos em dez anos, mas temos que seguir.



E o que fazer? Os quatro debatedores dizem, quase com as mesmas palavras, que devemos sempre imaginar qual futuro queremos. Mas apresentam alternativas que estão quase sempre nas mãos de governantes. David Byrne talvez esteja certo, ao dizer que a arte e a cultura levam as pessoas às ruas. Elas gostam de estar lá e talvez só precisem perceber isso: basta reparar nas marchas que estão se multiplicando pelas cidades brasileiras, uma apropriação doespaço urbano para reivindicar direitos. Mesmo a Virada Cultural de São Paulo ou a avenida Paulista, completamente lotada de gente na época do Natal, quando os prédios se enfeitam, são sinais. Se as ruas se mostrarem atrativas às pessoas, para que elas vão querer se trancar em condomínios fechados, automóveis e shopping centers?



Mas talvez a melhor lição do Fórum tenha sido a de Arturo, ao criticar a plateia por ter vaiado o secretário dos Transportes: não sejamos bipolares, as coisas não são boas nem ruins, são humanas. Ao tomar uma posição “nós contra eles” em relação ao pensamento mais ortodoxo, perde-se diálogo e todos, de alguma forma, são prejudicados.



Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Procure compartilhar o transporte

Uma experiência lançada neste ano entre universitários da cidade de São Paulo, batizada de Campus Aberto, está testando um jeito de economizar dinheiro com o táxi. Cada corrida pode sair até 70% mais barato. A ideia, muito simples, só é viável por causa das novas tecnologias da informação.

Em mapas publicados na internet, as pessoas registram seu trajeto diário para a universidade e descobrem quem mora perto. Combinam, então, de se encontrar num ponto de táxi. Simples assim. E sem nenhum risco à segurança.

Dependendo da distância que se percorra diariamente, é melhor negócio não ter carro e só pegar táxi. Rachar o custo da corrida, então, faria essa conta ainda mais favorável, estimulando o cidadão a deixar o veículo na garagem.

Os automóveis são fonte permanente de problemas na locomoção dos indivíduos e favorecem o aquecimento global. Há uma criatividade planetária empenhada em domesticá-los. Em algumas cidades, estão implantando medidas mais radicais, como o pedágio urbano.

Espalha-se pelo mundo o projeto de compartilhamento de bicicletas, depois da visibilidade que ganhou em Paris e de chegar a Nova York. No Brasil, o teste está sendo feito no campus da USP.

Em Londres, há um movimento para estimular os vizinhos a emprestar seus carros. No final, o custo fica mais baixo que o de uma corrida de táxi. O único inconveniente seria a dificuldade de compartilhar a chave, problema que foi resolvido em San Francisco, nos Estados Unidos, o mais efervescente centro mundial de inovação em tecnologia da informação, onde desenvolveram um sistema que permite abrir e acionar o carro pelo celular.

Quando um empreendedor decidiu criar, nos Estados Unidos, uma empresa (ZipCar) para alugar carros por hora, foi chamado de maluco. Ele percebeu que muita gente preferia não ter um automóvel. A "maluquice" entrou na Bolsa de Valores, arrecadou, no mês passado, R$ 250 milhões e está obrigando as empresas tradicionais de aluguel de veículos a se reciclarem.

Há uma sensação de que, em lugares como São Paulo, estamos próximos de um colapso. A informação está cada vez mais veloz, e o trânsito, mais lento e ameaçador à saúde.Apenas na cidade de São Paulo, a poluição mata 4.000 pessoas por ano -mais do que a Aids e a tuberculose juntas.


Mas o consenso  é de que, numa cidade diferenciada -isso significa civilizada-, os carros são domesticados e as bicicletas e os pedestres têm prazer de andar nas ruas e vencer maiores distâncias de transporte público.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

quarta-feira, 13 de julho de 2011

SPTrans começa a testar ônibus híbrido em São Paulo

A São Paulo Transporte S.A. (SPTrans) está testando desde a semana passada um ônibus híbrido - movido a diesel ou a eletricidade - nas ruas da capital paulista. O objetivo é reduzir a poluição do ar e economizar combustível não renovável.




O veículo fabricado na Suécia foi trazido ao Brasil para passar por testes de adaptação pela Fundação Clinton. O ônibus ficará em testes na Empresa Transppass, por 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias, e irá circular na linha 7904 - Jardim Maria Luiza-Clínicas, na zona oeste da cidade. O desempenho será monitorado pela Gerência de Desenvolvimento Tecnológico da SPTrans.



O novo sistema híbrido foi projetado para um ônibus com dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para dar partida no veículo e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 km/hora, e também como gerador de energia durante as frenagens.



Essa tecnologia pode proporcionar uma redução no consumo de combustível de até 35%. Já a diminuição das emissões de poluentes que saem do escape pode variar de 80% a 90%, na comparação com motores a diesel convencionais.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
Arte: Nazareno Affonso

terça-feira, 12 de julho de 2011

Aparelho bloqueia funcionamento do celular dentro do carro

Nos EUA, 5.500 pessoas foram mortas por acidentes causados por distração ao volante, em 2009.


Quando dirige falando no celular, o motorista reage de maneira mais lenta, esquece o retrovisor, não vê placas de sinalização, avança o sinal, reduz ou ultrapassa a velocidade indicada, tem dificuldade de trocar as marchas e não consegue manter o trajeto correto.

De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, o tempo de reação do motorista quando está no celular aumenta em 50%, e o número de acidentes triplica.

Ainda assim, muitas pessoas têm dificuldade de largar o celular quando estão na direção. Um novo sistema promete ajudar quem não consegue se controlar.

A americana Taser lançou o Protector,  que bloqueia funções do telefone que exigem muito o uso das mãos, como envio de mensagem de texto ou navegação na Internet.

É preciso instalar um aplicativo no celular e um dispositivo no carro, que fica conectado ao veículo.

Quando o aparelho detecta que o motorista ligou o carro, se conecta via Bluetooth ao aplicativo no celular e bloqueia as quase todas as funções do telefone. Ligações para serviços de emergência continuam ativas.

O aparelho custa US$ 100, pode ser importado, mas é preciso contratar um plano de serviços do fabricante.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
Arte: Nazareno Affonso

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Celulares são responsáveis por 25% dos acidentes de trânsito nos EUA

O uso do celular definitivamente aumenta consideravelmente o risco de acidentes
Um estudo do Governors Highway Safety Association (GHSA), um grupo sem fins lucrativos que trabalha com segurança no trânsito, analisou mais de 350 papéis científicos sobre o tema publicados desde 2000, chegando a números bastante impressionantes sobre o uso do celular no trânsito.

Segundo o GHSA, o uso do celular definitivamente aumenta consideravelmente o risco de acidentes, que vão de batidas leves a fatalidades. Somente em 2009, 500 mil acidentes tiveram como causa a distração do motorista, e 5.500 desses acidentes acabaram em fatalidades.

E o problema só vem piorando. Em relação a 2005, esse número já subiu cerca de 10% nos EUA - isso porque o uso de celular no trânsito é proibido em 41 estados do país. O estudo também afirma que não há provas conclusivas que os sistemas ''hands-free'' (viva-voz, por exemplo) reduzem o risco de acidentes.

Digitar um SMS no trânsito é obviamente ainda mais perigoso, pois exige maior concentração do motorista na tarefa, desviando totalmente sua atenção do trânsito. Ainda assim, o grupo diz que há muito para ser estudado nessa área, para que se chegue a números mais conclusivos.

20% são atropelados perto de passarelas



ALENCAR IZIDORO
FOLHA DE SÃO PAULO
Em 2010, 99 pedestres morreram nas rodovias de São Paulo nessas condições -22% mais que no ano anterior

Além da imprudência, falhas em conservação de estruturas também explicam desrespeito de quem se arrisca na pista

Um de cada cinco atropelamentos nas rodovias estaduais de São Paulo ocorre perto de passarelas. Só em 2010, 99 pedestres foram mortos nessas condições -22% mais que em 2009.

O mapeamento do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), de um lado, mostra a imprudência das pessoas na travessia a pé.

Mas não isenta a responsabilidade do poder público -por trás do desrespeito, não são raras as falhas no planejamento, construção e manutenção de passarelas.

Às vezes, mais perigoso do que um trecho de via sem passarela é se ele tiver uma passarela ruim, que ninguém usa. Isso porque, na prática, ela transmite ao motorista a ideia de que não haverá pedestres cruzando a estrada - relaxando sua atenção.

O mapa do DER mostra que rodovias de ligação ao litoral sul estão na liderança dos atropelamentos a menos de 500 metros de passarelas.

O ponto com mais casos -13, em dois anos- foi na altura do km 67 da Imigrantes, em São Vicente. Na Padre Manoel da Nóbrega, só num trecho inferior a 13 km, entre Mongaguá e Itanhaém, houve 29 atropelamentos nessas condições em 2009 e 2010.


PROBLEMAS

"A passarela às vezes é pouco atrativa porque a pessoa tem que andar três vezes mais do que em linha reta", diz Reinaldo Fré, do DER.

O especialista Philip Gold, que já foi consultor sobre esse tema no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), ressalva: esses atropelamentos não podem levar à falsa ideia de que as passarelas têm pouca utilidade.

Ao contrário, defende ele, é preciso expandir as alternativas de travessia segura, inclusive com mais passarelas.

Nas rodovias estaduais de SP, há hoje 365 estruturas desse tipo -cinco a mais do que na metade da década. Uma passarela nova pode custar perto de R$ 1 milhão.

"Quais as condições de travessia onde os outros 80% dos pedestres morreram? Será que se houvesse passarelas lá muitos não estariam vivos hoje?", questiona Gold.

Técnicos avaliam que, ainda que haja desrespeito, a maioria dos pedestres usa as passarelas que são bem projetadas. Além de fatores educacionais e de embriaguez, a desobediência, diz, é agravada porque algumas não são "utilizáveis" -sujas, inseguras, sem luz nem cobertura.

O DER diz estar investindo na melhoria das passarelas, incluindo iluminação, e em barreiras (telas e muros) contra a travessia insegura.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Na próxima semana, Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito discutirá plano para reduzir número de vítimas do trânsito

Semanal ANTP
O presidente Ailton Brasiliense Pires e o responsável pelo Escritório de Brasilia e Coordenador do MDT, Nazareno Affonso, representarão a ANTP na 10ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito, convocada para os dia 12 e 13 de julho de 2011, em Brasilia.

O foco principal do encontro será a análise e seleção das proposta e sugestões recebidas de instituições e pessoas físicas para o Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária para a Década 2011/2020, elaborado pelo Comitê e posteriormente colocado na internet para consulta pública.

Representantes do Fórum Nacional.

Participarão também do encontro, representando o Fórum Nacional de Secretários(as) e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito, o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET-Santos) e presidente do Fórum Paulista de Secretários, Rogério Crantschaninov, e a especialista da Companhia de Engenharia de Tráfego de São paulo (CET-SP), Dulce Lutfalla.

DOCUMENTO DA ANTP E ENTIDADES

Depois do lançamento, em 11 de maio de 2011, da Década Mundial de Segurança Viária - 2011/2020, convocada pela ONU e à qual o Brasil aderiu, a ANTP e organizações do setor continuam divulgando o documento com propostas para que o País enfrente, de forma efetiva e imediata, a grave realidade das ocorrências de trânsito.

Propostas.

O documento apresenta 44 propostas concretas de ação imediata – com objetivos, forma de implementação, metas físicas, cronograma de execução e parcerias recomendadas –, referentes a seis objetivos estratégicos, que cobrem todos os aspectos envolvidos na questão do trânsito: gestão do sistema de trânsito, fiscalização, educação, saúde, segurança viária e segurança veicular.

Números no País são graves.

No Brasil, estima-se, o trânsito mata cerca de 37 mil pessoas por ano, ferindo e incapacitando em torno de outras 400 mil, com custos superiores a R$ 30 bilhões anuais para os cofres públicos, as empresas e as famílias, sem contar todo o luto e o sofrimento.

Hotsite.

Desde 25 de maio de 2011 está disponível no Portal da ANTP o Hotsite ANTP sobre a Década Mundial de Segurança Viária - 2011/2020 com os documentos produzidos pela ANTP e entidades párceiras, documentos e relatórios oficiais brasileiros e internacionais, e notícias (escritas, em áudio e vídeo) sobre ações oficiais ou da sociedade voltadas para a redução do número de mortos e ferido no trânsito desenvolvidas em diferentes pontos do País.

Cristina Baddini Lucas - Assessora do MDT
arte: Nazareno Affonso

Mauá mostra horários de ônibus em tempo real

Sistema de GPS (Global Positioning System) colocado nos ônibus de MauáSP permite que passageiros tenham acesso em tempo real à localização dos veículos e ao tempo estimado de chegada ao ponto de parada. Para acessar o serviço, os internautas devem utilizar computador ou celular com acesso à internet. Cada uma das empresas - Leblon e Cidade de Mauá - será responsável pelas informações das próprias linhas.

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Renato Moreira dos Santos, afirmou que a Prefeitura pretende implementar painéis eletrônicos nos pontos de parada para facilitar a divulgação das informações das viagens em tempo real. "A parcela da população que tem acesso rápido à internet é pequena, então buscamos outras alternativas. Já estamos fazendo um levantamento para ver quais locais seriam propícios para a colocação desses painéis", explicou o secretário.

Segundo o titular da Pasta, os equipamentos serão colocados apenas em locais com grande demanda de passageiros.
Na opinião de Moreira dos Santos, a ferramenta auxiliará o trabalho de fiscalização das linhas, já que a Prefeitura terá acesso a informações sobre atrasos e velocidade média dos coletivos. "Isso também vai nos fornecer subsídios para eventuais mudanças nas linhas", acrescentou.

FUNCIONAMENTO
O sistema utilizado pela viação Cidade de Mauá, operadora do lote 1, é mais simples de ser compreendido e, portanto, mais eficaz.O sistema da Leblon é mais sofisticado, baseado no Google Maps. Por conter imagens, a página demora mais para carregar e ser atualizada, o que atrasa a informação ao usuário. 


COMO ACESSAR
O internauta que quiser acompanhar o trajeto das linhas municipais em tempo real deve acessar o site www.maua.sp.gov.br/onibus, selecionar o lote desejado e, em seguida buscar o itinerário a ser utilizado.

Cristina Baddini Lucas - Assessora deo MDT