quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Coordenador do MDT, Nazareno Afoonso, recebe Medalha Social pela NTU

Medalha Social


Há 25 anos conduzindo ações pelo transporte urbano brasileiro, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos - NTU promoveu o Seminário Nacional 2012 - A Nova Mobilidade Urbana.

O tema principal foi a Lei da Mobilidade Urbana, que passou a vigorar este ano no país. Mais do que diretrizes, a nova lei apresenta instrumentos fundamentais para garantir sustentabilidade e eficiência nos deslocamentos nas cidades.

No Seminário Nacional o coordenador do MDT, Nazareno Affonso recebeu Medalha Social  como reconhecimento pelos esforços em prol do  transporte público no Brasil.


Nazareno Affonso diz que a Lei chega em bom momento, quando o tema está nos palanques de candidatos às eleições municipais, o que ajuda a dar amplitude ao assunto. Ainda coloca que somente incentivando o transporte público de qualidade será possível convencer as pessoas a deixar os automóveis em casa e usar o transporte público.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Jornada Brasileira "Na Cidade Sem Meu Carro" em Brasília

Será realizado em Brasília, com a participação do coordenador do MDT Nazareno Affonso, um evento organizado pelo IDS para o Dia Mundial  Na Cidade Sem Meu Carro deste ano.

O objetivo principal do ato é estimular a reflexão sobre o uso excessivo do automóvel como meio de locomoção e os impactos gerados, sobretudo, nos grandes centros urbanos.

Além disso, a ideia é estimular as pessoas a experimentar, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover – a pé, de ônibus, de metrô, de bonde, de trem, de bicicleta – e vivenciar de perto a cidade onde vivem. 

Titulo: Roda de Conversa: Os desafios da Mobilidade Urbana: para onde vamos?
Promoção: Instituto Democracia e Sustentabilidade e Movimento Nossa Brasília
Apoio: Coletivo "Dia Mundial Sem Carro"
Quando: dia 20/09, das 19h as 21:30h (c/ coquetel na recepção - a confirmar)
Onde: Auditório Águas Claras - Centro de Convenções Ulisses Guimarães
Quem: Nazareno Afonso (MDT), Maria Rosa Abreu (UnB), Renato Boareto (IEMA), Ronaldo Alves (Inst. Pedala Brasilia), Secretário Nacional de Mobilidade (a confirmar).
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Pedágio urbano em SP é considerado justo e urgente, em debate na Câmara

Vários especialistas em mobilidade e transporte incluindo o Presidente da ANTP Ailton Brasiliense Pires e o Coordenador do MDT e responsável pelo Escritório de Brasília da ANTP, Nazareno Affonso, discutiram e consideraram positiva a implantação da cobrança de pedágio urbano na capital paulista, como alternativa para reduzir os impactos do excesso de veículos na região central da capital paulista.

O debate foi realizado na sexta-feira (31), na Câmara de Vereadores de São Paulo. 

Em abril, o Projeto de Lei (PL) 316/2010, do vereador Carlos Apolinário (PMDB), tratando do assunto, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça daquela casa legislativa. O PL sugere a cobrança de uma taxa de R$ 4 por dia para veículos que circulem dentro do perímetro do chamado centro expandido, onde já vigora o regime de rodízio.

Apolinário acredita que o pedágio é urgente em função dos impactos à saúde da população e à economia da cidade. Segundo o vereador, São Paulo tem prejuízos anuais de R$ 52 bilhões em função do trânsito sobrecarregado. O vereador cita que em cidades como Londres e Estocolmo a cobrança de pedágio reduziu a circulação de carros em 20%.

Pelo projeto, os recursos resultantes da taxa seriam investidos na melhora do transporte público. A estimativa é que anualmente seja arrecadado R$ 1,267 bilhões. “Eu não vejo o pedágio como única solução. Vejo como solução para resolver 20% do trânsito, mas vejo também como uma fonte de renda para construir metrô”, disse Apolinário.

Ele apontou ainda que "um quilômetro de metrô custa R$ 200 milhões. Se  arrecadarmos R$ 1,3 bi, nós poderíamos construir mais 6 quilômetros por ano" – atualmente, a Linha 1-Azul do metrô paulistano, entre Jabaquara e Tucuruvi, tem 20,2 quilômetros. O parlamentar seguiu em sua explicação que "o monotrilho custa por quilômetro R$ 181 milhões e com o pedágio urbano também daria para construir quase sete vezes mais do que se faz hoje". Há obras do modal na zona leste da cidade e projetos para a zona sul.

Ainda na avaliação apresentada por Apolinário, "cada quilômetro de um corredor de ônibus custa R$ 29 milhões. Então teríamos dinheiro para isso também.” O autor do projeto citou ainda que os recursos do pedágio urbano podem ser direcionados para a construção de ciclovias, motovias e sinalização.

Positivos

Ainda que algumas ressalvas, a proposta recebeu o apoio de especialistas em transporte e planejamento urbano presentes ao debate. O urbanista Cândido Malta calcula que, se os prejuízos provocados pela circulação excessiva de automóveis no centro expandido de São Paulo fossem transformados em dívidas para os motoristas – aproximadamente um terço da população da capital – cada um deles teria de devolver cerca de R$ 40 por dia à cidade. Por isso, ele considera o valor sugerido na lei adequado. “Do ponto de vista social, é mais do que justo que eles paguem esses R$ 4 para que a cidade inteira não fique sujeita a essas perdas”, acredita.

Paulo Tarso Vilela de Resende, especialista em planejamento em transportes da Fundação Dom Cabral (que trabalha com a formação de gestores públicos), alertou para a necessidade de se criar controles sociais para fiscalizar a utilização do dinheiro na melhora do transporte público e a criação de mecanismos que garantam investimentos em longo prazo. “A estrutura política e tarifária no Brasil garante que o dinheiro vai ser revertido em transporte público? Se assim for, já está passando na hora de implementarmos o pedágio urbano”, provocou.
Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), também vê a cobrança do pedágio como importante, mas enfatiza que outras mudanças estruturais, como a aproximação da moradia dos locais de emprego precisam ser feitas para garantir qualidade da mobilidade de todos. “Se nós não modificarmos o uso do solo nos próximos anos em termos de alocação de moradia, comércio e serviços, ao longo dos grandes eixos de alta capacidade de trilhos e pneus nós estaremos 'condenados' a entrar no pedágio urbano e nunca mais sair dele”, aponta.

Para o urbanista e presidente do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos, Nazareno Affonso, que também defende a cobrança de pedágio, apesar de o problema do transporte e do trânsito em São Paulo,ser antigo, duas “boas notícias” renovam o fôlego para a discussão. A primeira, segundo ele, é a constatação, inclusive pela classe média, de que o modelo baseado no carro está saturado. A segunda é a Política Nacional de Mobilidade Urbana, em vigor desde abril. “Essa lei deixa explícita que a priorização da mobilidade é o transporte não motorizado, em seguida o transporte coletivo e depois o automóvel. Ela diz que, a partir de agora, o poder público vai ter que se justificar muito bem ao fazer viadutos só para carros”, acredita.

 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Aplicativo de celular ajuda deficientes visuais com o transporte coletivo


Busalert, em português Alerta de Ônibus, ajuda deficientes de São Carlos.
Sistema informa quando uma determinada linha se aproxima do ponto.

Um aplicativo de celular ajuda deficientes visuais na hora de usar o transporte coletivo de São Carlos (SP). O sistema Busalert, em português Alerta de Ônibus, que estava sendo desenvolvido há um ano e meio por uma empresa de Ribeirão Preto (SP), avisa por meio de mensagem de texto e de voz a hora que um ônibus está se aproximando do ponto de parada.

Segundo o criador do software, Sérgio Soares, qualquer celular com capacidade de acesso a pacotes de dados, que utilize a linguagem de programação Java, ou tenha os sistemas operacionais Android e Windows ME pode usar o Busalert.

Ailton tinha dificuldade ao pegar os seis ônibus diários que precisa (Foto: Reprodução/EPTV)
Ailton tinha dificuldade ao pegar os seis ônibus
diários que precisa 
O estudante Ailton Alves Guimarães de 38 anos, que é deficiente visual, vive todos os dias o desafio de chegar ao ponto e conseguir a informação do ônibus correto. “Quando estou no ponto às vezes a pessoa oferece ajuda, mas daí vem o ônibus dela, ela vai embora e você fica lá”, disse.

Todos os dias ele utiliza o transporte coletivo pelo menos seis vezes. Na maioria das ocasiões é comum ter que esperar o ônibus chegar para perguntar ao motorista qual é a linha. “Quando não tem ninguém para ajudar, eu vou pelo barulho do ônibus, mas quando vem caminhão o barulho é o mesmo e acabo dando sinal para ele”, contou.

Por meio de mensagem de texto e de voz é possível saber a hora que um ônibus está se aproximando do ponto de parada (Foto: Reprodução/EPTV)
Por meio de mensagem de texto e de voz é possível saber a hora que um ônibus está se aproximando do ponto de parada
 
 

Operadoras

O aplicativo está disponível para cinco operadoras de telefonia celular que operam no Brasil, nas modalidades pré ou pós-pago (confira abaixo os números de cada operadora para fazer o download). Para que o sistema funcione, foram instalados nos pontos números para que o GPS de cada veículo da empresa de transporte possa indicar a localização.

Sistema, que está em fase de teste, está funcionando em 40 linhas (Foto: Reprodução/EPTV)
Sistema, que está em fase de teste, funciona
em 40 linhas 
 
 
 
“Atualmente tem 40 pontos numerados na cidade, em que já estão efetivamente implantados o sistema. A nossa intenção é expandir para todos as paradas do transporte coletivo”, explicou a secretária de Transportes, Regina Romão.
O Busalert também ajuda o deficiente visual na hora de desembarcar. “O deficiente visual coloca o ponto que ele vai descer, quando o sistema tiver a um ponto do indicado, um alarme soa e ele pode dar o sinal de parada, ou seja, ele nunca vai descer no ponto errado”, afirmou Soares.

O sistema do Busalert está em fase de testes, porém segundo o proprietário da empresa responsável pelo transporte coletivo de São Carlos, Miguel Cimatti, a ideia é ampliar para todos os passageiros e linhas da cidade. “O sistema da telefonia da Buslert ainda não está em todas as linhas. Nós estamos instalando gradativamente para que o sistema possa funcionar corretamente”, disse Cimatti.

Depois de muito trabalho para pegar os seis ônibus diariamente, Ailton comemorou o surgimento do software. “É muito bom pois dá autonomia para mim ir e vir, assim como para os outros deficientes visuais”, disse.

Para baixar o aplicativo no seu celular, é preciso mandar um torpedo para a operadora do aparelho.

Vivo – (16) 9717-2277
Claro - (16) 9342-7500
TIM – (16) 8168-4444
Oi – (16) 8836-8888
CTBC – (16) 9996-6999
Os números de suporte do Buslalert é 0800-9429422 ou (16) 3512-9000.

Foram instalados números nos pontos para que o GPS de cada ônibus indique a localização (Foto: Reprodução/EPTV)
Foram instalados números nos pontos para que o GPS de cada ônibus indique a localização      

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Governo mantém IPI menor para carros, eletrodomésticos, material de construção e móveis

O governo decidiu prorrogar o desconto de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de carros, geladeiras, fogões, lavadoras, móveis e material de construção. A previsão era que a redução do IPI de carros e eletrodomésticos terminasse nesta sexta-feira (31). A medida tenta estimular a economia, diante do agravamento da crise econômica global.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O desconto para carros foi prorrogado por mais dois meses e vai até 31 de outubro deste ano. O governo prevê deixar de arrecadar R$ 800 milhões em impostos nesses dois meses.

O desconto para eletrodomésticos da linha branca foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano. Com isso, o governo deve deixar de arrecadar R$ 361 milhões (entre setembro e dezembro).
A isenção para móveis, painéis e laminados vale também até 31 de dezembro. A arrecadação deve ser R$ 371 milhões menor no período, segundo Mantega.

O desconto de IPI para material de construção vai até o fim de 2013. A perda de arrecadação estimada é de R$ 1,8 bilhão.

O governo também zerou o imposto da maioria dos bens de capital (máquinas industriais que produzem os objetos de consumo da população) até o fim de 2013.

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES (Banco Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi prorrogado até o final do ano, e as taxas de juros cobradas nos financiamentos para a aquisição de bens de capital e caminhões foi reduzida de 5,5% para 2,5% ao ano
No total, o governo prevê que vai deixar de arrecadar em impostos R$ 5,5 bilhões neste ano e no próximo. Segundo Mantega, a economia brasileira está em gradual recuperação, mas é preciso continuar dando estímulos. 

Corte de impostos de carros tinha validade original de 3 meses

O corte original de IPI dos carros havia sido anunciado em maio pelo governo e tinha previsão de durar três meses, até 31 de agosto.

O IPI dos carros nacionais 1.0 caiu de 7% para zero. No caso de carros maiores, a redução foi menor, dependendo do combustívei e da procedência (carro nacional ou importado).

Em contrapartida, as fábricas de carros se comprometeram a não demitir funcionários. Com a redução do IPI, o governo previa deixar de arrecadar R$ 1,2 bilhão nos três meses iniciais da isenção (de maio a agosto).

O corte de IPI varia conforme a situação do carro, nacional ou importado, conforme o novo regime automotivo. Esse regime estabelece vantagens para veículos produzidos no país ou que usem mais peças nacionais.

A redução do IPI para carros obedece aos seguintes critérios:

Carros até 1.000 cc
  • No regime automotivo (carros nacionais ou com um percentual de peças brasileiras): IPI cai de 7% para zero
  • Fora do regime automotivo (carros importados): IPI cai de 37% para 30%
Carros até 2.000 cc

Flex
  • No regime automotivo: de 11% para 5,5%
  • Fora do regime automotivo: de 41% para 35,5%

A gasolina
  • No regime automotivo: De 13% para 6,5%
  • Fora do regime automotivo: 43% para 36,5%

Carros utilitários
  • No regime automotivo: de 4% para 1%
  • Fora do regime automotivo: de 34% para 31%
(Com informações da Reuters)

Londres: ouro em mobilidade sustentável


A capital britânica vem mostrando que está disposta a conquistar o ouro também em mobilidade. Já há alguns anos Londres investe em transporte público e alternativas menos poluebtes de mobilidade, principalmente incentivando a população a caminhar mais pela cidade, com iniciativas como o Legible London.

A capital britânica, além de possuir um dos mais tradicionais e eficientes metrôs do mundo, também foi uma das pioneiras na criação do pedágio urbano. Desde 2003, os carros particulares precisam pagar para circular pelo centro da cidade, medida que diminuiu em 30% o número veículos na região, assim como os níveis de poluição. Já em 2010, foi a vez do transporte não-motorizado receber investimentos. O sistema público de aluguel de bicicletas foi lançado, com quase 600 estações e mais de 8 mil bikes.

Observando o transporte público, a prefeitura investiu em novas tecnologias de combustível para os novos modelos dos trdicionais ônibus Routemaster, os vermelhos de dois andares, que ganharam design inovador e já estão circulando com motor híbrido (elétrico e diesel).

Eles diminuem pela metade as emissões de gases de efeito estufa, além de reduzir em cerca de 40% a poluição local, segundo informações da coluna. Já os famosos táxis pretos de Londres, apesar de manter o visual antigo, estão sendo equipados com tecnologia de última geração movidos a hidrogênio, o que significa nenhuma emissão de CO2. Os primeiros táxis limpos devem começar a circular durante os Jogos, em julho, e a previsão é que toda a frota seja renovada com a nova tecnologia até 2020.

As iniciativas britânicas são inspiradoras, mas e o Brasil também vai conseguir disputar o ouro no pódio da mobilidade das Olimpíadas em 2016?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O coordenador do MDT e o presidente da ANTP participam do PENSANDO SÃO PAULO



Com a finalidade de estimular a discussão sobre temas relevantes à Cidade de São Paulo, a Escola do Parlamento promoverá o Ciclo de Debates "Pensando São Paulo". O registro dos debates dará origem à edição de um livro que será entregue ao Prefeito e aos Vereadores eleitos. 

Confira a programação:

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h


Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 15h às 18h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Jurandir Fernandes e Peter Walker confirmam a participação na 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária

O secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, e o presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô/SP, Peter Walker, confirmaram participação na 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, que acontecerá de 11 a 14 de setembro de 2012, no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo (SP).

O secretário – que foi convidado para a cerimônia de abertura - fará a palestra de encerramento da 18ª Semana programada para o dia 14, às 15h30 no auditório.  
Peter Walker estará no painel Como Implantar Projetos Metroferroviários”, que acontecerá no dia 12 de setembro, às 10h30, como parte da programação da Semana de Tecnologia. Walker também foi convidado para participar da cerimônia de abertura e encerramento da 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária.

A palestra terá Jayme Domingo Filho, vice-presidente da AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô) – entidade organizadora do encontro - como moderador e contará com a participação também de: Argimiro Alvarez Ferreira, gerente de Concepção de Projetos Civis do Metrô-SP; Peter Alouche, consultor e Marco Antonio Buoncompagno, gerente de Planejamento Empresarial do Metrô-SP.

Durante os trabalhos, os participantes pretendem apresentar de forma didática os principais passos para se implementar o projeto de uma linha metroferroviária de passageiros, desde seus estudos preliminares até sua construção e operação. “Vamos aproveitar para discutir as atividades críticas e de risco que impactam no cumprimento e na agilização das metas de implantação desse projeto”, diz Domingo Filho.

A 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária acontecerá em paralelo a Metroferr 2012, exposição de produtos e serviços que reunirá em um único local as principais empresas e entidades do setor como: Alstom, Altus, ANPTrilhos, Abifer, Bombardier, CPTM, Crea, EMTU-Gov. de São Paulo, Gerb, GRA, Ieme Brasil, Metrô-SP, Ruf, Siemens e Simefre.

Serviço
18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária
Data: 11 a 14 de setembro de 2012
Horário: 1º dia – 12 às 17h00
Horário: 2º ao 4º dia – 8h30 às 17h00
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
Endereço: Rua Frei Caneca, 596 – São Paulo – SP
Mais informações: eventos@aeamesp.org.br - www.aeamesp.org.br

Boletim da AEAMESP

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Em Salvador, MDT e Senge-BA promovem Seminário sobre a complexidade da implantação e operação de sistemas de metrô

Compreender as implicações da implantação de um sistema metroferroviário em uma grande metrópole mostra-se importante em razão da proposta do governo da Bahia de ter, em três anos, um sistema metroviário com duas linhas, servindo aos municípios de Salvador e Lauro de Freitas. `Por essa razão, o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA) e o MDT promoveram no dia 5 de julho de 2012, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, o seminário Planejamento, Implantação e Operação do Transporte Metroviário.O Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge BA) e o MDT promoveram no dia 5 de julho de 2012, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, o seminário Planejamento, Implantação e Operação do Transporte Metroviário.
 

Obter informações para melhor compreender as implicações da implantação de um sistema metroferroviário em uma grande metrópole mostra-se importante em razão da proposta do governo da Bahia de ter, em três anos, um sistema metroviário com duas linhas (uma delas com obras iniciada há mais de uma década), servindo aos municípios de Salvador e Lauro de Freitas.
Desde 21 de junho de 2012, está aberta a Consulta Pública do PPP (Parceria Público Privado) do Sistema Metroviário de Salvador a Lauro de Freitas. Durante 60 dias, as empresas interessadas em executar a obra poderão analisar o edital e em novembro deverá acontecer um pregão na Bovespa para definir o vencedor.
A previsão é de que as obras da segunda linha comecem no início de 2013 e sejam concluídas em 36 meses, sendo que com apenas 18 meses as linhas comecem a operar. Para os especialistas, a dimensão desse desafio está sendo bastante subestimada.
Opiniões. O expositor do seminário foi o engenheiro Cláudio de Senna Frederico, que atuou nos metrôs de São Paulo e do Rio de Janeiro, foi secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e integra o Conselho Diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos. Como debatedores fizeram apresentações o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), engenheiro José Geraldo Baião, e o engenheiro Emiliano Affonso, ex-presidente da AEAMESP e representante do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) (veja as três apresentações por meio de link ao final desta notícia). Nas exposições, foram destacadas as complexidades envolvidas na implantação, operação, manutenção e gestão de sistemas metroviários que devem ser levadas em conta para oferecer um serviço de qualidade aos usuários.
A deputada estadual, engenheira Maria Del Carmen, disse no seminário que a demonstração de vontade política do governo baiano em realizar a implantação das duas linhas de metrô não amenizou as suas preocupações quanto ao planejamento da implantação do sistema metroviário. O diretor da Escola Politécnica da UFBA, engenheiro Luiz Edmundo Prado, ressaltou o significado do debate, sobretudo em razão de Salvador ser apontada por recentes pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a terceira cidade mais congestionada do País, enquanto o governo federal estimula o crescimento da frota de automóveis com a redução de impostos.
Na opinião do presidente do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (SENGE-BA), Ubiratan Félix, o evento revelou porque o metrô de São Paulo deu certo e esclareceu que conhecer a realidade do projeto em Salvador é de “suma importância” diante do descrédito da população sobre a gestão pública das obras de infraestrutura de transportes na cidade em particular da primeira linha do metrô de Salvador.
Importância do debate. O coordenador nacional do MDT, Nazareno Affonso enalteceu a parceria do MDT com o Sindicato dos Engenheiros da Bahia em promover um debate objetivo a respeito dos diferentes aspectos que cercam infraestruturas de transporte de implantação e operação complexas, como os sistemas de metrô, as quais que envolvem investimentos em volumes significativos, grande tempo de maturação dos projetos e de implantação. “Tais projetos demandam o desenvolvimento de expertise e aplicação de tecnologias não apenas na fase de obras, mas, sobretudo, a partir do momento em que entram em operação”, disse, ao avaliar o encontro.

Durante o seminário, Nazareno Affonso se referiu à vigência no País da Política Nacional de Mobilidade Urbana, instituída pela Lei nº 12.587/12, “Precisamos compreender essa nova lei e, sobretudo, trabalhar firme para torna-la efetiva. Essa lei vira o jogo da mobilidade no Brasil, já que que incentiva a priorização do transporte coletivo, público e não motorizado, em vez do individual, particular e motorizado”, concluiu.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Coordenadora do Denatran representa ministro em evento sobre segurança no trânsito

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é o mais novo aliado do Brasil no combate ao elevado número de acidentes de trânsito no país. Nesta quarta-feira (22/08), a Coordenadora-Geral de Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Maria Cristina Hoffmann, representando o ministro das cidades, Aguinaldo Ribeiro, participou do evento “Construindo o caminho rumo à segurança rodoviária”, em São Paulo (SP), promovido pelo banco e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
A coordenadora apresentou as campanhas educativas realizadas no ano de 2011 pelo Ministério das Cidades (MCidades) e falou sobre a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito" - projeto da Organização das Nações Unidas - que busca reduzir em 50% o número de acidentes de trânsito de 2011 a 2020.
Na ocasião, ela abordou, ainda, as ações e os esforços para aumentar a segurança rodoviária na região. Além disso, ressaltou a importância do Pacto Nacional pela Redução de Acidentes no Trânsito (Parada), lançado pelo ministério, em maio de 2011.
A cerimônia aconteceu no Hotel Renaissance e contou com a participação da embaixadora mundial das Ações de Prevenção e Segurança no Trânsito, Michelle Yeoh, dos pilotos de fórmula 1, Emerson Fittipaldi e Felipe Massa, do presidente do BID, Luis Alberto Moreno, e do presidente da FIA, Jean Todt.

Wlissara Benvindo
Assessoria de Comunicação Social
Ministério das Cidade

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Seminário Nacional da NTU 2012 terá como eixo temático a Lei de Mobilidade Urbana e os benefícios da implantação dos BRTs

Previsto para os dias 28 e 29 de agosto de 2012, em Brasília, o Seminário Nacional NTU 2012 terá como tema geral A Nova Mobilidade Urbana. Representado por seu coordenador nacional, Nazareno Affonso, o MDT participará da sessão que debaterá o tema A Nova Lei da Mobilidade Urbana. Para a tarde de 29 de agosto, está programada a Reunião Extraordinária do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito.O Seminário Nacional NTU 2012, que acontecerá nos dias 28 e 29 de agosto de 2012, em Brasília, terá como tema geral A Nova Mobilidade Urbana. Após a solenidade de instalação dos trabalhos, haverá na manhã do primeiro dia homenagem aos 25 anos do Vale-Transporte, seguida da mesa-redonda A Nova Lei da Mobilidade Urbana.

Participação do MDT.

Representado por seu coordenador nacional, Nazareno Affonso, o MDT participará da sessão do Seminário Nacional NTU 2012 que debaterá o tema A Nova Lei da Mobilidade Urbana. Essa sessão terá exposição a cargo de André Dantas, diretor técnico da NTU; atuarão como debatedores, além do coordenador do MDT, representantes da própria NTU; da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades (SeMob), da Frente Nacional de Prefeitos e da Urbanização de Curitiba S/A (URBS).

Ainda no primeiro dia.

Na tarde do primeiro dia, será desenvolvido o painel inti tulado A Mobilidade Urbana nas Mídias Sociais, com palestra do consultor, empresário e especialista em comunicação digital de Gil Giardelli; mediação de Roberto Sganzerla, especialista em marketing de transportes, e debates conduzidos por Luciana Herszkowicz, sócia e gerente de Comunicação da empresa Viação Paraty; Alessandra Franco, assessora de Comunicação do Setransp/AJU, e José Romano Neto, sócio-diretor da empresa SBCTrans. Na primeira noite, haverá a cerimônia de formatura do MBA em Gestão de Negócios, com apresentação de Leila Navarro sobre o tema Liderança.

Segundo dia. 

Com a retomada dos trabalhos, na manhã de 29 de agosto, será desenvolvido o Workshop Sistemas BRT. Uma das atividades será o painel BRT: Solução global para a mobilidade urbana sustentável. Atuarão como expositores Luiz Antônio Lindau, diretor-presidente da Embarq Brasil; Brendan Finn, consultor internacional, e Guillermo Calderón, diretor do Metrobus/México. Mais tarde, haverá a apresentação do ‘case’ Ações de Marketing do BRT TransOeste, com exposição a cargo de Suzy Balloussier, relações públicas da Fetranspor, do Rio de Janeiro.

Reunião do Fórum Nacional.

Também para o dia 29 de agosto, das 14h30 às 18h, está programada a Reunião Extraordinária do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Pùblicos de Transporte Urbano e Trânsito, em sala específica, nas dependências do Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, onde acontecerá o Seminário Nacional da NTU 2012.

Estará em foco nessa Reunião Extraordinária o tema do PAC da Mobilidade para Pequenas e Médias Cidades Brasileiras, recentemente lançado pelo Ministério das Cidades por meio da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana. A coordenação do Fórum Nacional informa ainda que, aproveitando o evento da NTU, haverá um momento na reunião em que se buscará ouvir o setor empresarial de transporte urbano presente no Seminário, sobre aspectos da lei de mobilidade urbana.
Para a reunião do Fórum Nacional estão convidados o secretário nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana, Júlio Eduardo dos Santos, e o diretor geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Júlio Ferraz Arcoverde, além de deputados federais que compõem a Frente Parlamentar de Transporte Público e membros da Frente Nacional de Prefeitos.

Informarivo Movimentando

terça-feira, 21 de agosto de 2012

TRENSURB recebe visita do secretário nacional de Transporte e Mobilidade Urbana

Na manhã desta sexta-feira, 17, secretário Julio Eduardo dos Santos conheceu novas estações e tecnologia Aeromovel.

Cumprindo agenda na capital, o secretário nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, Julio Eduardo dos Santos, aceitou convite da direção da Trensurb e visitou a empresa na manhã desta sexta-feira, 17. Acompanhado da diretora do Departamento de Mobilidade Urbana da Secretaria Nacional, Luiza Gomide Vianna, ele vistoriou a ponte rodoviária sobre o Rio dos Sinos, que deve ser entregue à população até o final do mês. Seguiu, então, para a Estação Santo Afonso, primeira da Trensurb em Novo Hamburgo. “É coisa de primeira linha”, afirmou o secretário sobre a expansão da Linha 1. A diretora Luiza Vianna classificou como excelente as instalações da nova estação, além de elogiar e ficar impressionada com o "grande uso do bicicletário do terminal".

Mais tarde, no canteiro de obras junto à Estação Santo Afonso, os representantes do Ministério das Cidades assistiram a uma apresentação sobre a expansão, feita pelo coordenador geral das obras, o engenheiro Lino Fantuzzi. Além da situação dos trabalhos e da estrutura de fiscalização da Trensurb, Fantuzzi falou dos serviços complementares e do que o superintendente de Desenvolvimento e Expansão da empresa, Ernani Fagundes, chamou de “filosofia do empreendimento”, que engloba diversos benefícios sociais – como o reassentamento de famílias leopoldenses em situação de vulnerabilidade social e a canalização do Arroio Luiz Rau.

O secretário Julio dos Santos e o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, concordaram quando falaram da fundamental importância do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para iniciativas como a execução da expansão da linha do metrô gaúcho – cujas obras civis iniciaram, justamente, a partir de sua inclusão no PAC, em 2009.

Aeromovel: tecnologia nossa

Após a visita ao canteiro de obras, a comitiva deslocou-se até as oficinas do Grupo Coester, em São Leopoldo. Lá, os presentes conheceram o protótipo do veículo do Aeromovel – tecnologia que interligará a Estação Aeroporto da Trensurb ao Terminal 1 do Salgado Filho –, seus princípios de funcionamento e principais vantagens. Em diálogo com o idealizador do meio de transporte automatizado, Oskar Coester, o secretário Julio dos Santos disse que ele – Coester - estava “ganhando um parceiro” na difusão da tecnologia. Santos visiona a implantação de um grande centro de tecnologia de mobilidade urbana – nos moldes do antigo Centro Técnico Aeroespacial – e uma parceria com universidades públicas a fim de desenvolver o Aeromovel no Brasil. “É disto que nós sentimos mais orgulho do país: ver a tecnologia nossa, ver gente que acredita no desenvolvimento deste país, trabalhando aqui, desenvolvendo tecnologias que nos próximos anos serão utilizadas”, afirmou. Ao fim das atividades relacionadas à Trensurb, o secretário declarou: “Eu saio muito satisfeito daqui. É uma empresa avançada”.

Participaram das atividades de hoje, junto aos representantes do Ministério das Cidades: o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper; o diretor de Operações, Paulo Renato Amaral; o diretor de Administração e Finanças, Leonardo Hoff; o superintendente de Desenvolvimento e Expansão, Ernani Fagundes; o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi; o diretor de contrato do Consórcio Nova Via, Nilton Coelho; o diretor-presidente do Grupo Coester, Oskar Coester; gestores e empregados da Trensurb, do Consórcio Nova Via e do Grupo Coester.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

DF: ciclistas promovem atividades para conscientizar motoristas

Um grupo de ciclistas de Brasília promoveu neste domingo uma série de atividades para conscientizar o motorista sobre o respeito aos pedestres e ciclistas, além de incentivar a substituição do carro por meios de transporte menos prejudiciais ao meio ambiente e mais seguros.
As ações foram promovidas pela organização não governamental (ONG) Rodas da Paz e marcaram os seis anos da morte do biólogo brasiliense Pedro Davison, atropelado em 2006 enquanto andava de bicicleta no Eixão Sul, via expressa da capital federal que é fechada ao tráfego de veículos aos domingos e se transforma em área de lazer.
De acordo com Uirá Felipe Lourenço, presidente da Rodas da Paz, o objetivo do evento foi chamar a atenção da população para o fato de que sistemas de mobilidade alternativos àquele que privilegia o automóvel são possíveis. "É inviável continuar com esse modelo baseado só no automóvel. Ele causa alto número de acidentes, poluição e congestionamentos. Quanto mais bicicletas nas ruas, mais segurança", disse.
Segundo Uirá, apesar de o número de ciclovias na capital federal ainda deixar a desejar, os ciclistas podem optar por vias menos movimentadas para se locomover, e até usar o metrô para transportar a bicicleta. "Muitos ainda não sabem, mas já é possível para quem mora em Taguatinga e Ceilândia (cidades distantes da zona central de Brasília) levar a bicicleta no metrô", destacou.
As ações organizadas pela ONG hoje começaram na parte norte do Eixão. Os integrantes da Rodas da Paz venderam roupas e equipamentos para ciclistas, a fim de levantar fundos para campanhas educativas. Também foram distribuídos panfletos com regras para a convivência pacífica entre veículos e bicicletas.
No começo da tarde, os manifestantes pedalaram em direção à parte sul do Eixão, onde há um memorial no local do acidente que matou o ciclista Pedro Davison. O biólogo, que morreu aos 25 anos, estava na faixa central da via, onde não é permitido o tráfego de carros.
Ele foi atingido pelo veículo do contador Leonardo Luiz da Costa, que em 2010 foi condenado a seis anos de prisão por crime de trânsito. Por ser réu primário, Leonardo recorre em liberdade. Em homenagem à vítima, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei para transformar 19 de agosto, data de sua morte, em Dia Nacional do Ciclista.
Os ciclistas da Rodas da Paz se encontraram com os pais de Pedro no memorial, o casal de economistas Beth Davison, 63 anos, e Pérsio Davison, 64. Eles depositaram flores na bicicleta pintada de branco que homenageia o biólogo.
Beth, que se tornou vice-presidente da ONG após a morte do filho, disse que sempre usou bicicleta para se locomover, mas após o acidente houve um período em que o hábito se tornou menos frequente. "Eu usei menos, confesso que fiquei com um pouco de medo. Só agora estou começando a retomar. Vou de bicicleta ao cabeleireiro, ao verdurão", declarou.
Ela é o marido dizem que gostariam de ver um trânsito mais seguro. "O caso do Pedro foi um marco muito grande. Nosso desejo é que não seja simplesmente uma morte a mais, mas que se transforme em um incentivo ao respeito mútuo (entre motoristas e ciclistas)", ressaltou.
"A ideia é manter viva a necessidade de repensar o nosso trânsito. Se ficássemos quietos, a cada vez que ocorresse uma situação semelhante à do Pedro a gente se sentiria penalizado não só pela tristeza, mas pelo peso de não ter lutado", disse Pérsio Davison.

Regras para uma convivência pacífica entre motorista e ciclista:

Motorista:

- Mantenha distância lateral de 1,5 metro do ciclista
- Reduza a velocidade ao ultrapassá-lo
- Dê a preferência ao ciclista
- Sinalize

Ciclista:
Não ande na contramão dos carros
Use capacete e equipamentos de segurança
 Pare na faixa de pedestres
Atravesse a faixa como pedestre

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ermínia Maricato - Nossas cidades estão ficando inviáveis




Ermínia Maricato, uma das mais importantes urbanistas brasileiras, concedeu a seguinte entrevista à Desafios do Desenvolvimento, em sua casa em São Paulo.


Desenvolvimento - Que interesses imobiliários são esses nas cidades?

Ermínia - As grandes empreiteiras controlam praticamente os investimentos urbanos dentro da lógica do rodoviarismo. O automóvel reina soberano e as empreiteiras propõem aos prefeitos as obras possíveis de serem concluídas em quatro anos. Argumentam que elas irão atrás do financiamento – e isso está ligado ao financiamento de campanha. Aí você tem uma prioridade às obras viárias nos orçamentos municipais no Brasil todo. Mas há algo espantoso. Em dez metrópoles eu tenho um indicador mostrando que 38% das viagens são feitas a pé. Isso significa que muitas pessoas não saem do bairro da periferia. É o chamado exílio da periferia. Em Salvador, segundo o Ubiratan dos Santos, presidente do Sindicato dos Engenheiros, apenas 8% da população anda de automóvel. Vá ver em Salvador o que se gasta em abertura de avenidas, asfaltamento etc. São obras vinculadas ao mercado de imóveis. O [arquiteto e urbanista] Candido Malta chama essas vias de avenidas imobiliárias. Não são rodoviárias. Elas abrem fronteiras da especulação. Há uma lógica que junta o automóvel, a infraestrutura urbana baseada no rodoviarismo e na especulação imobiliária, e o financiamento de campanha. São três forças que intervêm na política urbana e nos levam para o caos completo.

Desenvolvimento - A senhora inclui o automóvel nessa situação?

Ermínia - Claro. Nunca as cidades brasileiras foram assaltadas pelo automóvel como nos últimos anos. A indústria automobilística passou de 13% do Produto Interno Bruto, em 1999, para 19,8% em 2009. Eles são responsáveis por 83% dos acidentes e por 76% da poluição. E muita gente reclama dos ônibus. O professor Paulo Saldiva [da Faculdade de Medicina da USP] lançou um livro recentemente sobre meio ambiente e saúde nas metrópoles. Ele mostra que os dias de pico em poluição são dias de pico de mortes motivadas por doenças coronárias. Não se trata apenas da questão respiratória. Falei de esgoto, das águas e chegamos ao ar. Segundo uma pesquisa da FGV, o trânsito congestionado pode custar 10% do PIB de uma metrópole. São horas paradas não computadas. Durante a crise de 2008-10, de acordo com a Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), a indústria automobilística recebeu subsídio de R$ 12,4 bilhões e investiu no País apenas R$ 3,6 bilhões. Para os urbanistas, o automóvel é o maior fator de desorganização do território. Ele induz a ocupação espraiada do solo e destrói a cidade.

Desenvolvimento - Mas as prefeituras asfaltam bairros que estavam sem calçamento. Quando chovia, as pessoas ficavam literalmente na lama. É uma reivindicação também da população, não acha?

Ermínia - Sim. Mas isso não precisa ser feito como é atualmente. Você pode ter ao lado do rio a céu aberto, uma área impermeável para as pessoas caminharem. Precisamos ter áreas permeáveis, verdes.

Desenvolvimento - No caso das avenidas, não é importante ampliá-las para melhorar o tráfego nas grandes cidades?

Ermínia - A duplicação da Marginal Tietê, em São Paulo, foi feita agora. Isso não aumenta a velocidade do tráfego. Com 600 mil automóveis colocados anualmente nas ruas do país, não há solução se a lógica do transporte individual for mantida. É preciso priorizar o transporte coletivo e dificultar o acesso ao carro.

Desenvolvimento - Mas como fazer as pessoas não quererem o automóvel? Ele acaba sendo um dos sinais da melhoria de renda da população.

Ermínia - Sim, há um problema político a ser resolvido. Mas se pensarmos que não se pode contrariar essa cultura do automóvel, se um político achar que se fizer isso não se reelege, então não há o que se fazer. A lógica é essa mesma. Se os governantes quiserem apostar na indústria automobilística, não tem jeito. E a indústria automobilística está afundando as cidades. É uma escolha política. A única forma de contrariar isso é termos uma sociedade civil mais informada. Quantas pessoas não falam “eu pegaria o transporte coletivo se fosse melhor”?

Foto: Raoni Maddalena
Se pensarmos que não se
pode contrariar essa cultura
do automóvel, se um político
achar que se fizer isso não
se reelege, então não há
o que se fazer

Desenvolvimento - Que cidade brasileira tem um bom planejamento?

Ermínia - Eu acompanhei o desenvolvimento de muitas e ainda tenho um certo respeito por Diadema. Por que? Diadema teria o destino da Baixada Fluminense. Seria uma cloaca. Ela chegou a ter indicadores de violência altíssimos e reverteu essa situação. Na última vez que estive lá, ouvi do prefeito a seguinte frase: “Nós não queremos a mudança do perfil da população”. Acho que é o único prefeito do Brasil que não quer substituir pobre por rico. Um prefeito não pode combater o automóvel, não está nas mãos dele. Mas ele pode incentivar o transporte público. Mesmo para o processo de expansão imobiliária, um prefeito tem restrições. Há uma ameaça constante por parte dos empresários da construção civil, que alegam que tal ou qual prefeito liberou o gabarito para a construção de todo tipo de obras. “Então nós vamos para lá”, dizem. E chantageiam os prefeitos.

Desenvolvimento - Que cidades do terceiro mundo, com condições semelhantes às do Brasil, tem uma situação aceitável no que toca ao planejamento?

Ermínia - Bogotá, na Colômbia, é puro marketing. Mas o corredor de ônibus, o Transmilênio, é uma solução boa, mas limitada. É como Curitiba, que tem um planejamento ao mesmo tempo modernizante e excludente. Há aquela miséria em volta. O planejamento ali sempre foi ligado a uma elite ligada ao capital imobiliário. Eu não vi nada no terceiro mundo, nem na Ásia, na África e na América Latina... Nós tivemos um período de ouro, na década de 1980, com a emergência das chamadas prefeituras democrático-populares, com orçamento participativo, em uma época muito importante, de fim de ditadura. Nós desenvolvemos um conhecimento de urbanização de favelas. Aliás, nesse ponto, o PAC tem uma vantagem muito grande sobre o Minha Casa Minha Vida, que é a prioridade para a urbanização de favelas. Isso conseguiu resolver as deficiências de muitos bairros pelo Brasil, pois dá ótimas condições de vida. Se as cidades não crescessem de forma predatória, seria possível combinar a construção de moradias à urbanização de favelas. Ou seja, partir da cidade existente, que precisa ser recuperada, e melhorar a situação de infraestrutura, de saneamento, da água, do esgoto, do transporte, da iluminação e por aí vai. O PAC tem uma grande qualidade na área de habitação.

Desenvolvimento - A senhora é pessimista com o futuro das cidades?

Ermínia - Sou realista. Eu sempre fui extremamente crítica. Depois de trabalhar por quarenta anos, examinando e formulando propostas nas quais eu acreditava, hoje acho que estamos regredindo e que a correlação de forças – que colocou o agronegócio com essa força toda no Congresso e no governo federal – é negativa para quem quer essas mudanças. Há uma exigência de que sejamos otimistas e o que eu falo é pesado. Nós temos propostas que já foram feitas. Podemos repetir: universalização do saneamento, resolução da questão da reforma fundiária, com a aplicação da função social da propriedade, prioridade para o transporte coletivo etc.... Nós passamos vários anos construindo uma agenda de reforma urbana. Se a reforma não acontece, minha função agora, na idade em que estou, com o conhecimento que tenho, é chutar o pau da barraca.


 O link da materia completa está abaixo:

http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2508%3Acatid%3D28&Itemid=23