quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Conquistando o povo para o transporte público


Marketing e marcas.Qualquer experiência de Marketing ou de Comunicação Pública não é importável nem do exterior e nem de qualquer outro lugar. Ela é sempre adequada ao lugar e à hora. Isto é verdade para um produto que deve ser comercializado no comércio competitivo, e é mais ainda quando se trata de um serviço, sobretudo o transporte público.
A grande mídia moderna produziu uma competência de Marketing na qual a Marca ocupa o lugar principal. A popularização das marcas foi nos últimos 20 anos nitidamente função do meio da sua divulgação, essencialmente a televisão aberta. A televisão e as marcas cresceram juntas e foram a grande distinção na comunicação do século XX. Não é por outra razão que Agencias de Publicidade são hoje um gigantesco business.
A medida que a Televisão Digital prevista para daqui há 2 anos no Brasil permitir não meia dúzia de canais ao público como hoje mas dezenas, e os sites da Web se multiplicarem e a vida do consumidor evoluir, torna-se mais difícil encontrar grandes públicos para marcas como acontece hoje. Haverá uma grande fragmentação da comunicação de divulgação comercial. Os anunciantes atingirão no futuro mais facilmente grupos de indivíduos e mais dificilmente vão encontrar as audiências de massa.
As vinhetas de alguns segundos na televisão são muitas delas obras de arte, merecedoras de premiação internacional. Vários brasileiros foram ganhadores de láurea máxima nos concursos internacionais de Cannes.
Os russos deram um banho de Marketing no início de sua Revolução bolchevique de 1917. Conseguiram transformar propaganda em arte de vanguarda. Não apenas nas artes gráficas que utilizaram amplamente em outdoors como também no cinema e nas artes plásticas.
O Marketing de serviços é mais sofisticado do que o de produtos. Não porque não possa utilizar os mesmos instrumentos, mas essencialmente o cliente é agente muitas vezes ativo na comunicação e a qualidade do que se oferta não termina na fábrica e não dá para fazer recall. Mais ainda quando se trata de serviço como o Transporte Público.
A organização da concessão do transporte pelo poder público confere-lhe uma tipicidade pelo caráter monopolista do serviço onde a competição intra-setorial é controlada até mesmo quando coexiste com a clandestinidade. Isto implica em dificuldade de inserção de marca do serviço a não ser no sub-setor sobre trilhos naturalmente pela sua especificidade. A baixa qualidade do serviço na maioria dos casos inibe o marketing para promoção de aumento da demanda. Mas, não obstante há nichos de oportunidades e não são poucos.
Conquistando o povo para o Metrô de São Paulo. No caso de projetos de implantação há que distinguir a fase inicial da obra da fase de operação. Um caso emblemático foi o da implantação do Metrô de São Paulo.
Tratava-se de implantar uma linha metroviária pioneira onde praticamente tudo era desconhecido. Entre outros, o sistema da construção e da futura operação, a tecnologia, o público lindeiro, o usuário, o político e o corporativo.
Em contraposição sabia-se o que não se sabia mas, tinha-se a vontade de fazer o que precisava ser feito. O sucesso da implantação da primeira linha abriria espaço para uma rede metroviária em São Paulo e exemplarmente sistemas semelhantes em outras cidades enquanto que, por outro lado seu fracasso representaria um atraso irremediável na melhor qualidade de vida urbana em nosso país.
A Cia. do Metrô constituiu uma forte, bem selecionada equipe de técnicos para construção e montagem do sistema e sua futura operação treinada no Brasil e no exterior. Tudo a partir do zero uma vez que a experiência disponível era ou nula em certos casos ou indesejável em outros. Esta equipe aprendeu a assumir riscos no processo gerencial da empresa e a administração com eles a dividi-los.
Durante a construção a Cia. procurou dialogar com a população lindeira que foi sempre informada do progresso das obras e de seus percalços e transformada em seu fiscal. Tapumes foram desenhados de modo que os pedestres ao passarem pudessem ver os trabalhadores em ação. Os gerentes dos trechos de obra recebiam os lindeiros para visitas rotineiras de explicações técnicas e com frequência ouvir sugestões. As obras desenvolviam-se num regime de 24 horas, 7 dias por semana com serviço pesado mesmo em áreas residenciais. A presença da administração da Cia. e de autoridades públicas nas obras era permanente.
A Cia. do Metrô decidiu fazer com que suas obras fossem acompanhadas permanentemente pela mídia. Para tal não permitiu qualquer censura em suas comunicações. A publicação diária de notícias do Metrô a favor ou contra em todos jornais de grande circulação deu origem aos cadernos especiais de cidades em separado do corpo do jornal. As únicas e principais notícias de cidades eram até então apenas os destaques policiais. Isto mostra que o transporte é notícia porque simplesmente é parte essencial, e grande, da vida urbana.
Atualmente a presença noticiosa do transporte é escassa. Muito inferior sua importância. E é preciso pelo menos superficialmente entender o porquê. Em primeiro lugar vale mencionar a falta de aptidão para Marketing e comunicação dos dirigentes. Vale mencionar que a implantação no Metrô de São Francisco na Califórnia, provavelmente a cidade mais rica dos EEUU, foi presidida por um jornalista. Sem a audácia do dirigente tudo fica mais difícil.
Depois a estrutura mesma dos órgãos técnicos internos encarregados da comunicação nas empresas principalmente as públicas, pouco entenderem do sistema e de sua operação e muitas vezes estão muito mais atentos na promoção da imagem dos chefes do que do serviço ou da empresa.
Conhecedora da falta de preparo especializado, a Cia. do Metrô proporcionou a todos os jornalistas que cobriam a cidade de são Paulo curso de treinamento em Metrô, suas tecnologias específicas, seu impacto urbano e a integração de transportes que iria proporcionar. Toda promoção do Metrô foi feita então sem nenhuma verba gasta com publicidade ou propaganda.
A população futura usuária foi treinada no uso do sistema, ainda enquanto na fase de testes, antes mesmo dele entrar em operação. A Cia. do Metrô estabeleceu em convênio com a secretaria de educação do município de são Paulo pelo qual "Metrô” seria matéria curricular para o primeiro grau, objeto de nota mínima para aprovação do aluno ao final do ano. A prova para o exame era preparada pelos técnicos do Metrô e era bastante difícil. Poderia, no entanto ser respondida em casa com o auxilio dos pais. Assim o Metrô entrou no ambiente familiar. Foram atingidas todas as escolas públicas num raio de um a dois quilômetros em toda extensão de 17 km da primeira linha.
Durante todo fim de semana durante 3 anos, o Metrô se abria para essas crianças que poderiam andar no trem gratuitamente desde que acompanhadas de suas professoras. Para as crianças da redondeza, fatalmente atraídas pelos eventos, o Metrô providenciou monitores que ministravam cursos nas próprias obras. Para que nenhuma das crianças se perdesse no sistema ainda pouco dominado, todas eram obrigadas a seguir sua professora segurando as mãos numa corda grossa.
Essas crianças hoje são adultas e são as principais usuárias do sistema. São as verdadeiras donas do Metrô.
O Metrô mostrou-se um transporte seguro e por isso tudo foi e é mantido tão limpo e conservado hoje como quando de sua inauguração. Foi muito bem aceito pela população superados todos os receios iniciais de riscos de muita gente deslocando-se nos túneis em trens lotados operados automaticamente em velocidade até 80 km por hora e a curta distância uns dos outros.
O marketing para conquistar o povo. Há dois públicos a considerar. Os usuários e os não usuários e dentre estes os que já foram usuários e que não são mais e os que podem ser.
Para os usuários dos sistemas sobre trilhos no que diz respeito a comunicação com o usuário, a maior carência é a falta de informações sobre a situação da operação sobretudo nas condições de falha ou deficiência. No sistema de ônibus a implantação, atualmente em cogitação, em São Paulo de terminais inteligentes que informam o usuário das condições operacionais do fluxo de ônibus apresentado em grandes e facilmente visíveis displays monitorados por um CCO Centro de Controle Operacional muito simples e sustentado pela propaganda, é uma solução prática que pode ser aplicada amplamente com baixo custo adaptado às várias circunstâncias. A mesma situação vale para estações de Metrô e trem.
A dificuldade não está do lado do setor de transportes. A dificuldade reside na conceituação de uma propaganda adequada, que preserve o lado promocional público do transporte e que se dirija a um usuário que forma um mercado seletivo de milhares e não de milhões como é a atual experiência das agências de publicidade que promovem produtos de massa. Talvez o jeito seja o próprio setor encontrar meio para desenvolver este know-how.
Para os não usuários há que distinguir os dos serviços ou linhas existentes e os de novas linhas. a atração de mais usuários de serviços existentes nem sempre é possível ou conveniente pelo excesso de demanda existente. Mas melhorar a comunicação com eles é alguma coisa muito necessária. Os contratos de concessão ou permissão normalmente não abordam esta matéria quando não a proíbem transferindo esta responsabilidade aos órgãos gestores que normalmente não o fazem. Para as novas linhas além do caso do Metrô de São Paulo citado acima, temos algumas experiências atuais muito interessantes como a T9 da Carris de Porto Alegre.
O caminho do marketing ...”se hace caminando..” como disse Cervantes. O primeiro passo foi o da criação da comissão de Marketing na ANTP. Mas a caminhada é longa.
 
ANTP - Plínio Oswaldo Assmann –Engenheiro pela escola Politécnica da USP, assumiu em 1971 a Presidência do Metrô de São Paulo. Apoiou a realização do Encontro Internacional de Metrôs da UITP (São Paulo, 1976), quando propôs a criação da ANTP, tendo sido o seu 1º presidente. Ocupou outras funções: Presidente da COSIPA, secretário de estado dos Transportes de São Paulo e Presidente do IPT- Instituto de Pesquisa Tecnológica de São Paulo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Mobilidade ao Avesso

Com 2ª maior frota do mundo, SP tem até 12 helipontos em raio de 500 metros

Pela primeira vez, a Prefeitura de São Paulo realizou uma análise de impacto de vizinhança dos helipontos e constatou que, na Vila Olímpia, há até 12 pontos de pouso e decolagem, um ao lado do outro. Na região da Avenida Paulista, são 9. Com a segunda maior frota do mundo - 452 helicópteros -, a capital, pelas normas de segurança do Comando da Aeronáutica (Comar), deveria ter no máximo um heliponto a cada raio de 500 metros.
A pedido do Ministério Público Estadual, o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Cades) formou comissão com técnicos da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e representantes de universidades e de ONG para fazer a avaliação.
Duas exigências foram observadas: nenhum heliponto pode estar a menos de 200 metros de instituição de ensino ou hospital, segundo a lei municipal de abril deste ano, nem desrespeitar o raio estabelecido pelo Comar. Foi verificado também o limite de 65 decibéis em área residencial, o equivalente a um liquidificador - um helicóptero no pouso emite 85 decibéis.
O parecer final da comissão passou pelo crivo do secretário municipal do Verde e presidente do Cades, Ricardo Teixeira. Até agora, ele referendou quatro reprovações feitas pelo colegiado, em setembro, em resposta a pedidos de licença para novos helipontos nas duas áreas com o maior tráfego de helicópteros do País - Vila Olímpia e Avenida Paulista.
Desde abril, quando foi sancionada a lei municipal sobre instalação de pontos de pouso e decolagem, apenas dois novos helipontos foram autorizados.
Rigidez. O cerco da fiscalização teve início há cinco meses, após o prefeito Fernando Haddad (PT) reduzir a distância mínima entre os helipontos e escolas e hospitais - de acordo com a primeira lei que regulou o setor, de setembro de 2009, eram 300 metros. Um deles, o do Edifício Millenium, por exemplo, está a apenas 98 metros das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) no Itaim-Bibi.
Havia dois anos o MPE solicitava a verificação. A fiscalização constatou o que a promotoria alertou em nova ação de agosto: a situação da maior parte dos cerca de 300 pontos de pousos das duas áreas continua em desacordo com as normas. "Isso mostra que vivemos uma situação de insegurança aérea. Nunca houve fiscalização efetiva de helipontos. E eles se propagaram de forma muito irregular", diz o promotor Maurício Ribeiro Lopes, cuja ação resultou na suspensão de novas licenças.
Parte dos helipontos, porém, tem licenças da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), expedidas antes da vigência das leis municipais, cujas validades expiram em dez anos.

O Estado de São Paulo

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Seminário de Sensibilização para a Política e o Plano de Mobilidade

Esta é uma excelente oportunidade para a divulgação da Lei 12.587/2012 e para a promoção de diálogos com os Municípios, Estados e Distrito Federal, além da sociedade civil e representantes das demais instituições envolvidas, para a elaboração dos Planos de Mobilidade.

Data: 22/10/2013Horário: de 08h30 às 17h30
Local: Auditório do Ministério das Cidades – Brasília DF
SAUS - Setor de Autarquias Sul Quadra 1 Lotes 01/06 – Bloco H Ed. Telemundi II, Subsolo
Programação Provisória
8h30 – Credenciamento
9h - Abertura
- Marco Antonio Vivas Motta – Diretor de Cidadania e Inclusão Social da SeMob
- Nazareno Stanislau Affonso - Conselho Nacional das Cidades
- Paulo Victor Rada de Rezende – Secretário Adjunto de Transportes do DF
10h - Política Nacional de Mobilidade Urbana – Principais Tópicos da Lei 12.587/12
- Martha Martorelli – SeMob
11h - Mesa Redonda: Desafios Políticos da Implementação da Lei 12.587/12
- Clarisse Linke - ITDP
- Alexandre Gomide – IPEA
- Nazareno Stanislau Affonso - Conselho das Cidades
- Mediador – a confirmar
12h - Almoço
14h - Mesa Redonda: Debate sobre Planos de Mobilidade e Instrumentos de Gestão
- José Ribamar Rocha de Góes – CODEPLAN
- Daniela Facchini – EMBARQ
- Inês Damaceno - Conselho das Cidades
- Mediador – a confirmar
15h30 - Coffee Break
16h - Mesa Redonda: Debate sobre Controle Social e Política Tarifária
- Renato Boareto - IEMA
- Umberto Rafael de Menezes Filho – Secretaria de Transportes do DF
- Conselho das Cidades
- Mediador - Marco Antonio Vivas Motta - SeMob
17h30 – Encerramento

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mobilização pela Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito


17 de Novembro é o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes no Trânsito. Durante este dia a OPAS/ OMS anima você a desenvolver ações para fomentar na redução das vitimas causadas pelo trânsito.

Pesquise no site 


assim como observem o link abaixo  para  organizar ações durante este data.
 

( em espanhol, inglês e russo...português não existe ainda)

Cada cidade que  compartilha suas ações  também poderá divulgar internacionalmente com os parceiros globais na China, Rússia,e outros paíse suas atividades. É uma boa oportunidade para realizar lançamentos de campanhas, ações educativas, campanhas de fiscalização, passeatas, bicicleatas e atividades lúdicas.

Contribua e dissemine essa importante atividade. 

O MDT se solidariza com a atividade, lembrando a recente  violenta morte do companheiro Laerte do nosso secretariado.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

MORRE LAERTE : UM GUERREIRO DO DIREITO AO TRANSPORTE PÚBLICO DE QUALIDADE

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O MDT dá um adeus ao militante, amigo e querido engenheiro Laerte Conceição Mathias de Oliveira, um guerreiro do Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos, que faleceu no dia 12 de outubro em acidente automobilístico. Metroviário a 25 anos no Metrô de São Paulo e Vice-Presidente do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, é fundador e membro do Secretariado do MDT. Foi ex-presidente, fundador e membro do conselho consultivo da AEAMESP. Como Conselheiro das Cidades, participou da coordenação da 4ª, e agora da 5ª Conferencia das Cidades, representando a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) no segmento de entidades dos Trabalhadores, pelo qual foi membro do Comitê de Mobilidade e Transporte.
 Laerte fez sua militância em prol da mobilidade urbana sustentável participando ativamente da elaboração da Lei da Mobilidade Urbana (lei 12.587/12), das lutas por mais recursos para os transportes públicos conquistados nos PACs e nos recursos para sistemas estruturais em São Paulo. Recentemente estava na linha de frente na elaboração do Pacto Nacional da Mobilidade, e também da implantação de um Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano, foco da discussão da 5ª Conferência Nacional das Cidades.
 Sua perda para a violência no trânsito nos entristece ainda mais, por saber que também lutou por um país melhor com Paz no Transito.
 Fiquemos com a nossa última lembrança maravilhosa dele, no café da manhã dos 10 anos do MDT, que ele fez questão de prestigiar e enriquecer com a sua presença.

Nazareno Stanislau Affonso- Coordenador Nacional do MDT
Raphael Dornelles- Secretario Executivo do MDT
Cristina Baddini -Responsável pelo Blog do MDT

sábado, 12 de outubro de 2013

Nazareno Affonso, coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte participa do Panorama Ipea

Estudo recente do Ipea estimou o impacto orçamentário caso os projetos de lei que propõem o Vale Transporte Social e o Passe Livre sejam aprovados. A Nota Técnica Ampliação do acesso ao Transporte Público Urbano - Propostas em Tramitação no Congresso Nacional contribui com o atual debate colocado no país acerca do custo e do financiamento do transporte público urbano (TPU), aprofundando as discussões sobre as formas de ampliar o acesso a este serviço público de caráter essencial à reprodução das condições de vida nas cidades.

E para discutir esse assunto, o Panorama Ipea recebeu Renato Balbim, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, e Nazareno Stanislau Affonso, presidente do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte.

Assista à gravação do programa pelo Portal Ipea

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Após 3ª greve de 2013, Prefeitura de SP descredencia empresa de transporte coletivo

A Prefeitura de São Paulo descredenciou a viação Itaquera-Brasil, empresa de ônibus que atende 24 linhas de transporte coletivo na zona leste da capital. Com isso, a partir de segunda-feira (14), a empresa não poderá mais realizar o transporte dos cerca de 150 mil passageiros/dia que eram atendidos. A informação é do SPTV, da Rede Globo.

A decisão foi tomada pela administração municipal nesta sexta-feira (11), quando motoristas e cobradores da empresa realizam a terceira paralisação do ano por conta de atrasos de salários. A última greve havia sido no início do mês passado, quando o prefeito Fernando Haddad (PT) já havia ameaçado a Itaquera-Brasil com o descredenciamento. A primeira paralisação do ano foi em julho.

"Estamos parados desde as três horas porque a empresa ainda não pagou os salários que deveriam ter sido depositados até o dia 5 nem as horas extras de cinco quinzenas", justificou um dos funcionários, Alessandro Roberto de Lima. Ele informou que essa situação afeta 1,7 mil funcionários.

De acordo com a SPTrans (São Paulo Transportes, foi acionado o Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência) para atender aos usuários.
No total, 119 ônibus das viações Sambaíba, Via Sul e VIP Transportes foram colocados em circulação. A paralisação ocorre na garagem de Cidade Tiradentes, um dos bairros afetados e de onde são operadas 24 linhas com 220 ônibus.

O diretor do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Francisco Inácio dos Santos, informou que a empresa prometeu depositar 22% dos vencimentos até o período da tarde. A Agência Brasil procurou um porta-voz da companhia, mas foi informada de que a direção estava reunida para definir os procedimentos em torno da greve. (* com Agência Brasil)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Para Haddad, privilegiar o carro é como privatizar São Paulo


O uso irresponsável do carro e sua supremacia em detrimento a outros meios de transporte são os maiores erros no direcionamento das políticas públicas para o trânsito paulistano. A crítica é do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), ao abrir na manhã desta quarta-feira (9) o primeiro dia do Fórum de Mobilidade Urbana da
Veja o especial sobre mobilidade urbana
Para ele, a sensação é de que toda a superfície da cidade foi privatizada com a escolha do meio de transporte classificada por ele como 'indigesta'. "Todo investimento viário de São Paulo teve o carro como beneficiário direto. As marginais são prova disso", analisou.
Ele também analisou sua principal bandeira no que diz respeito ao transporte público: as faixas exclusivas de ônibus. Haddad afirmou que acreditava que fosse perder apoio. Mas isso não aconteceu, segundo ele próprio.
"Estou muito otimista com o futuro de São Paulo", disse o prefeito no auditório do Tucarena, na zona oeste da cidade.
Para o prefeito, São Paulo tem uma malha viária significativa, mas não há espaço para todos os veículos particulares. "O problema não é todo mundo ter carro. O problema é o modo de usar", afirma. "Os meios viários dão foco demais no carro como meio de transporte. Toda a superfície de São Paulo é privada", analisa.
A maioria das faixas exclusivas de ônibus foram implantadas pela gestão de Haddad após o início da onda de protestos que derrubou o preço da tarifa, em junho. Inicialmente, a meta era fazer 150 km até 2016. Após os protestos, passou para 220 km e já foi superada: a cidade atingiu 224,6 km de faixas com essa última ação.
A exclusividade para o transporte coletivo na faixa vale de segunda a sexta-feira no sentido centro das 5h às 9h e, no sentido bairro, das 16h às 21h. Os corredores de ônibus possuem regras diferentes --também são compartilhados com os táxis em qualquer dia e horário, desde que o veículo esteja com passageiro e não usem películas escuras nos vidros.
Ele citou o legado de Curitiba que, na década de 1970, criou o sistema de corredores exclusivos para ônibus articulados, o BRT e revolucionou o ir e vir dos curitibanos.
"Nós exportamos para o mundo inteiro [tecnologia de transporte] e não exportamos essa mesma tecnologia para outras cidades", disse.
Folha de São Paulo

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ato comemorativo dos dez anos do MDT e da Frente Parlamentar do Transporte Público


O coordenador do MDT, Nazareno Affonso participou de um  café da manhã e sessão comemorativa dos dez anos de atuação do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade (MDT). A comemoração aconteceu na quarta-feira, 2 de outubro de 2013, no Restaurante SENAC, Anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília. 

Entre outros parlamentares e representantes de entidades participaram do ato o coordenador da Frente Parlamentar do Transporte Público, deputado Mauro Lopes, e o presidente José Geraldo Baião representou a AEAMESP . Houve a distribuição de uma peça impressa consignando os principais acontecimentos em dez anos de atuação do MDT e também foram apresentados dois vídeos do MDT, destacando a importância do transporte público para a mobilidade.

Articulações democráticas e suprapartidárias.

O MDT e a Frente Parlamentar do Transporte Público são articulações democráticas e suprapartidárias em defesa do barateamento e da qualificação do transporte público urbano. Ambas foram lançadas no dia 25 de setembro de 2003 em sessão solene no Congresso Nacional. O MDT teve uma de suas sessões de pré-lançamento em 5 de setembro de 2003, durante a 9ª Semana de Tecnologia Metroferroviária. Agora em 2013, uma das comemorações referentes a uma década de atuação do MDT aconteceu durante o primeiro painel de debates da 19ª Semana de Tecnologia Metroferrovia.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

'Metrô não vai resolver problema', diz Peñalosa sobre trânsito em Salvador


 
 
 
Peñalosa participará de evento em Salvador (Foto: Ruan Melo/G1)Peñalosa participará de evento em Salvador
(Foto: Ruan Melo/G1)

Ele diz que faixa exclusiva para ônibus é opção para solução de mobilidade.
Ex-prefeito de Bogotá participa na terça de evento no Teatro Castro Alves.

 

 

 

 

 

 

 

 

Faixas exclusivas para ônibus e restrição ao uso de veículos particulares. Estas são as soluções para a mobilidade de Salvadorapontadas pelo urbanista e ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa.
O especialista é considerado um dos principais nomes sobre mobilidade urbana no mundo. Na terça-feira (1), ele irá participar do projeto Fronteiras do Pensamento, que acontece na sala principal do Teatro Castro Alves (TCA), na capital baina. No evento,Peñalosa irá debater sobre as ideias implantadas durante sua gestão como prefeito da capital da Colômbia.
 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Coordenador do MDT, Nazareno Affonso, participa de do I Seminário de Transporte Coletivo em Fortaleza



I Seminário Sindiônibus de Transporte Coletivo
Prioridade ao Transporte Coletivo de Passageiros
Local:
Auditório do SEST-SENAT
R. Dona Leopoldina, 1050 - Centro - Fortaleza/CE
Informações:
VAGAS LIMITADAS
4005-0990 e 4005-0995

Realização: Sindionibus
Inscrição gratuita:
www.sindionibus.com.br
Apoio: NTU/ SEST/SENAT
Programação:

Credenciamento e welcome coffee.
Abertura.
Prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.
O transporte coletivo de passageiros frente aos desafios da mobilidade urbana.
Apresentação: Dimas Barreira, presidente do Sindiônibus e conselheiro da NTU (Associação
Nacional das Empresas de Transportes Urbanos).
Lançamento do Prêmio Sindiônibus Imprensa de Transporte Coletivo.
Investimentos na área de transporte coletivo e seus reflexos na mobilidade.
Apresentação: Otávio Cunha, presidente executivo da NTU e André Dantas, diretor técnico da NTU.
Pacto da mobilidade: custo e qualidade do transporte público.
Apresentação: Nazareno Affonso, Coordenador do Escritório da ANTP em Brasília/Coordenador
Nacional do MDT/ Presidente do Instituto RUA VIVA.
Cofee-break.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Limite de velocidade no centro de SP será de 40 km/h

As ruas e avenidas do centro histórico de São Paulo terão limite de velocidade de 40 km/h ainda este ano, de acordo com o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto.
Ele disse que a ideia é terminar a implantação das faixas exclusivas de ônibus na chamada Rótula Central e depois reduzir a velocidade. A área é delimitada por avenidas como Ipiranga, São Luís, Rangel Pestana, Mercúrio e Senador Queiroz.
"Quando terminar isso talvez a gente já implante", disse. Em algumas das avenidas que fazem parte da Rótula , a velocidade irá cair de 60 km/h para 50 km/h, já na parte interna ela será padronizada em 40 km/h.
O primeiro trecho de faixas da Rótula, na avenida Ipiranga, foi implantado no último dia dia 16. A próxima etapa, na avenida São Luís e na rua Maria Paula, está prevista para a próxima segunda (24).
Segundo Tatto, um dos objetivos da redução é ampliar a segurança de ciclistas.
"Bicicleta não pode andar na calçada, tem que andar no viário. Se tiver ciclovia, de preferência [nela]. Se não tiver, anda na rua. Por isso que nós precisamos baixar a velocidade dos carros. Vamos diminuir da Paulista e outras. Toda a região central nós vamos abaixar pra 40 km/h, na Rótula também vamos diminuir", disse.

Editoria de Arte/Folhapress
De acordo com o secretário, a redução do limite da avenida Paulista, de 60 km/h para 50 km/h, também deve começar neste ano. Ele disse que a fiscalização será feita com a implantação de novos radares.
"Nós vamos ampliar os radares, não só na Paulista, mas na cidade inteira. Ele serve tanto em relação à velocidade, como ao rodízio, a invasão da faixa, serve para tudo", disse.
Segundo o secretário, essa ampliação irá ocorrer com aditivos nos contratos de fiscalização, mas ele não informou prazos. O mesmo expediente será usado para a instalação de 200 radares nas faixas exclusivas de ônibus.
Inicialmente, a intenção da pasta era reformar todo o parque de radares com uma licitação única. A previsão era que ela estivesse concluída em agosto, mas o processo foi paralisado pelo Tribunal de Contas do Município.
EMPRESA
Tatto disse que a secretaria continua realizando estudos sobre a criação de uma empresa municipal de transportes, semelhante à CMTC, que foi privatizada em 1993.
Os estudos foram solicitados pelo prefeito Fernando Haddad (PT) no início do mês, após greves de motoristas de algumas das operadoras.
A ideia do prefeito é que a empresa atuasse em situações de emergência, como greves, ou assumisse áreas do sistema consideradas problemáticas, como na zona leste.
"Tem várias ideias: de uma empresa que possa fazer investimento em tecnologia, tanto embarcada quanto de controle operacional, uma empresa que compre ônibus, e tem a proposta também de comprar e operar. Tem de todo tipo, nós estamos levantando", disse Tatto.
No dia 5 de setembro, Hadadd disse ter encomendado um estudo de viabilidade ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Socia) e afirmou que a existência de uma empresa municipal "é um expediente inteligente para não manter o poder público refém do setor privado".
Folha de São Paulo

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Grandes eventos e mobilidade urbana



Rio+20, Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O que estes eventos têm em comum? Todos evidenciaram as fragilidades das cidades-sede em termos de mobilidade urbana nas recepções internacionais de grande porte. Com a estrutura existente, especialistas dizem que é preciso planejamento e medidas preventivas para aumentar a capacidade de mobilidade e apostam em investimentos para o gerenciamento do sistema viário de forma mais inteligente. 

Na visão de estudiosos no assunto, se o transporte e as vias não comportam o volume diário de usuários, não serão suficientes para atender à demanda de grandes eventos. Para Luiz Gustavo Campos, engenheiro especialista em trânsito da Perkons, “o problema é que o planejamento viário e de transportes não é desenhado para atender um volume concentrado de pessoas em uma região. Uma rota que atende bem 100 pessoas por dia não conseguirá atender 1000 com a mesma qualidade. As medidas adotadas nestas ocasiões apenas reduzem o impacto”, analisa. 

Há dois pontos importantes a serem observados na organização de eventos de massa, de acordo com Cesar Cavalcanti, especialista em Planejamento de Transportes. Para ele, eventos realizados em estruturas em que é conhecida a capacidade máxima de usuários e as vias de acesso foram testadas anteriormente tendem a ter efeitos negativos minimizados. Ele cita como exemplos a JMJ transferida para a praia carioca de Copacabana e os acessos à Arena Pernambuco na Copa das Confederações, em Recife. “Em ambos os casos, a possibilidade do subatendimento é quase uma certeza, que pode, mesmo assim, ser minimizado através de medidas criativas do tipo: cancelamento de aulas, ponto facultativo e diluição da demanda com estacionamentos diversificados, atrações passatempo etc.”, pontua Cavalcanti. 

Planejamento competente pode reduzir falhas
 
O aprimoramento da mobilidade deve levar em consideração a melhor gestão do trânsito. Segundo Campos, é necessário planejar as melhores rotas e informar a população com antecedência e até mesmo com sinalização temporária os trajetos para chegar ao evento. Além disso, colocar em circulação um número maior de veículos nas várias opções de transporte público. E levar para as ruas um número maior de agentes de trânsito, especialmente nas proximidades do evento. 

Cavalcanti defende que técnicos sejam ouvidos no processo de planejamento e implantação de novas soluções. “Um planejamento competente, oportuno e respaldado por informações confiáveis pode reduzir, significativamente, resultados negativos e é neste momento que entram os técnicos do setor, com seu conhecimento e instrumentos de simulação”, esclarece. 

Cidadãos precisam abdicar do conforto para tornar evento viável
 
Crises de mobilidade urbana não são exclusivas de nações em desenvolvimento. Países ricos ou pobres, de todos os continentes, lidam com algum tipo de restrição quanto ao deslocamento nas cidades. Grandes eventos impactam na rotina dos participantes, mas também do restante da população. As intervenções no trânsito são pensadas primeiramente para beneficiar o evento. “Na organização dos jogos olímpicos em Londres, por exemplo, os londrinos reclamaram bastante; provavelmente sofreram com as intervenções que foram necessárias ”, relembra Luiz Gustavo Campos. 

Por lá, o Departamento de Trânsito publicou anúncios incentivando a população a fazer a pé o trajeto até o trabalho ou assistir aos jogos em casa. Também fez uso das redes sociais para informar as condições do tráfego em tempo real. “A adoção de bloqueios e a criação da linha olímpica (faixa exclusiva) foram benéficas para que os atletas e organizadores não se atrasassem para os eventos, porém gerou engarrafamentos para os moradores”, ressalta Campos. Entretanto, “como as mudanças eram por um período estipulado e com um objetivo claro, o resultado foi positivo”, completa. 

Transporte de massa
 
Tendo em vista a realização da Copa do Mundo no Brasil daqui menos de um ano, algumas ações na gestão do transporte são necessárias. Segundo Cesar Cavalcanti, é preciso certificar qual é o real nível de demanda que os equipamentos e a infraestrutura que constituem a cadeia de transporte são capazes de atender. Para o especialista, “não existe uma ‘receita de bolo’ que possa ser ministrada em qualquer situação. São necessários levantamentos precisos e confiáveis das características operacionais dos equipamentos, suas limitações, assim como um levantamento meticuloso das edificações que fazem parte da interface indispensável ao bom funcionamento de todo o sistema”, justifica. 

Para Campos, investimentos na ampliação do sistema de transporte coletivo são essenciais. “Essas aplicações devem ser um legado a ser deixado para a população e a infraestrutura deve ser mantida”, diz. Na opinião de Cavalcanti, “o metrô é uma tecnologia imbatível quando se trata de grandes demandas. E, por este motivo, a existência dos maiores metrôs do Brasil, em São Paulo e no Rio, poderiam indicar, a priori, as cidades mais bem preparadas para movimentar tais demandas”, ressalta. “Cidades como Curitiba e Porto Alegre, que contam com sistemas de transporte urbano equilibrados e mais bem distribuídos, também são capazes de proporcionar um atendimento razoável”, acrescenta. 

Investimentos em tecnologia
 
Em médio e longo prazos são necessários investimentos para um gerenciamento do transporte e do trânsito mais inteligente. “Dispositivos de monitoramento e rastreamento da frota de ônibus, trens e metrôs e canais de comunicação com o usuário sobre horários, tempo de chegada e itinerário são algumas soluções”, cita Luiz Gustavo Campos. 

“Quanto à operação do trânsito é preciso destinar verbas para tecnologias em sistemas de semáforos que melhorem as condições de fluidez e em mecanismos para orientação de fluxo e de rotas alternativas, controle de vias de acesso e fiscalização”, completa.

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Você trocaria o automóvel pelo transporte coletivo?


Por ocasião do evento realizado em nível mundial, denominado Dia Mundial sem Carro, a organização Rede Nossa São Paulo realizou uma pesquisa com habitantes da capital paulista. A pesquisa foi conduzida pelo Ibope e, basicamente, tinha como objetivo saber a resposta para a questão: “Você deixaria de usar o carro se houvesse boa alternativa de transporte público”?
Dentre uma série de dados obtidos pela pesquisa, registrou-se que 79% dos paulistanos que fazem uso do automóvel particular todos os dias ou quase todos os dias disseram sim. Outro dado importante revelado foi que 93% dos entrevistados se manifestaram favoráveis à ampliação das faixas exclusivas para ônibus, que é uma das principais ações da atual administração municipal no setor de transporte. Apenas 5% dos entrevistados responderam que são contrários à medida.
Por outro lado, 69% dos paulistanos apontaram que o trânsito da cidade é ruim ou péssimo. Uma das justificativas para esta avaliação é que, em média, o tempo médio gasto pelas pessoas para seus deslocamentos cotidianos pela cidade é de 2 horas e 15 minutos.
O uso do automóvel, disseminado pelo mundo inteiro e, nos dias atuais, em franco crescimento em países emergentes, como são os casos de Brasil, China, México, Índia, África do Sul, dentre outros, pressupõe todo um prazer de dirigir. Este bem estar está associado, obviamente, a um conforto inerente ao automóvel, uma vez que ele permite realizar, em tese, viagens porta a porta. Adicionalmente, pode-se desfrutar de benefícios como ar condicionado, som ambiente, abrigo das condições climáticas desfavoráveis, etc.
Acontece que isto efetivamente não está ocorrendo, principalmente nas metrópoles e cidades de médio e grande portes. O que se constata são congestionamentos crônicos, assaltos, acidentes, altos preços de estacionamento, etc. Enfim, todas as condições inicialmente favoráveis aos usuários dos veículos individuais estão sendo paulatinamente substituídas por um caos generalizado, com a consequente perda de qualidade de vida. Esta mesma qualidade que, por pressuposto, o “senhor” automóvel seria capaz de proporcionar ao seu proprietário.
Diante deste fracasso da opção preferencial pelo automóvel, os paulistanos começam a mudar de ideia. Mas, não precisariam chegar a esta condição crítica para começar a se conscientizar que se todo mundo fizesse a opção pelo automóvel, não haveria espaço no sistema viário para acomodar a todos. É uma questão de física. Até hoje não se conseguiu a proeza de colocar dois ou mais corpos ocupando simultaneamente o mesmo espaço.
Condições extremamente desfavoráveis ao uso maciço do automóvel já foram relatadas, por exemplo, por Wilfred Owen, nos anos 1960, para as condições americanas. “... a substituição da ferrovia pela rodovia e do transporte público pelo particular acrescenta enormes encargos às autoestradas e à condução urbana, criando o aparentemente insolúvel problema de estacionamento e dos terminais”. “É baixíssima a velocidade do tráfego nas áreas comerciais do centro durante as chamadas horas do rush, caindo muitas vezes para dez ou quinze km horários; o problema não é apenas achar espaço para onde se mover, mas também um local para estacionar”.
Enfim, a falta de visão e de planejamento das autoridades brasileiras – e as de vários outros países – conduziram a esta situação caótica das cidades nacionais e do exterior. A correção de rota, se iniciada neste momento, só chegará a bom termo daqui a muitas décadas.
No entanto, não parece ser, em geral, este o caminho escolhido pelos gestores urbanos, apesar da existência do Plano Nacional de Mobilidade Sustentável que, ao que parece, ficou quase que restrito ao papel. Os custos sociais proporcionados por esta situação alarmante são enormes e os recursos desperdiçados poderiam ser mais bem aplicados em áreas essenciais à qualidade de vida, tais como: saúde, educação, saneamento básico, habitação, segurança, etc. Tudo isto, claro, acompanhado de investimentos adequados em transporte coletivo.
Metrópoles mundiais, tais como Londres, Nova York, Tóquio, dentre outras, possuem redes metroviárias variando de 300 a 400 km de metrô, além de modais complementares, que garantem acessibilidade e mobilidade adequadas aos seus moradores. São Paulo tem pouco mais de 70 km de trilhos metroviários. Parece, no entanto, que a gestão municipal paulistana está acordando, ao ampliar a rede de corredores exclusivos para ônibus. Esta situação é desejável e salutar, porém não suficiente.
Espera-se que, não só em São Paulo, como nas demais cidades brasileiras, os políticos passem a pensar efetivamente naqueles que seriam a razão de ser de seus mandatos: o povo. Só assim poderemos ter um futuro melhor para nossos bisnetos, tataranetos...


*Prof. Dr. Archimedes Azevedo Raia Jr.
Site da Perkons




Por ocasião do evento realizado em nível mundial, denominado Dia Mundial sem Carro, a organização Rede Nossa São Paulo realizou uma pesquisa com habitantes da capital paulista. A pesquisa foi conduzida pelo Ibope e, basicamente, tinha como objetivo saber a resposta para a questão: “Você deixaria de usar o carro se houvesse boa alternativa de transporte público”?
Dentre uma série de dados obtidos pela pesquisa, registrou-se que 79% dos paulistanos que fazem uso do automóvel particular todos os dias ou quase todos os dias disseram sim. Outro dado importante revelado foi que 93% dos entrevistados se manifestaram favoráveis à ampliação das faixas exclusivas para ônibus, que é uma das principais ações da atual administração municipal no setor de transporte. Apenas 5% dos entrevistados responderam que são contrários à medida.
Por outro lado, 69% dos paulistanos apontaram que o trânsito da cidade é ruim ou péssimo. Uma das justificativas para esta avaliação é que, em média, o tempo médio gasto pelas pessoas para seus deslocamentos cotidianos pela cidade é de 2 horas e 15 minutos.
O uso do automóvel, disseminado pelo mundo inteiro e, nos dias atuais, em franco crescimento em países emergentes, como são os casos de Brasil, China, México, Índia, África do Sul, dentre outros, pressupõe todo um prazer de dirigir. Este bem estar está associado, obviamente, a um conforto inerente ao automóvel, uma vez que ele permite realizar, em tese, viagens porta a porta. Adicionalmente, pode-se desfrutar de benefícios como ar condicionado, som ambiente, abrigo das condições climáticas desfavoráveis, etc.
Acontece que isto efetivamente não está ocorrendo, principalmente nas metrópoles e cidades de médio e grande portes. O que se constata são congestionamentos crônicos, assaltos, acidentes, altos preços de estacionamento, etc. Enfim, todas as condições inicialmente favoráveis aos usuários dos veículos individuais estão sendo paulatinamente substituídas por um caos generalizado, com a consequente perda de qualidade de vida. Esta mesma qualidade que, por pressuposto, o “senhor” automóvel seria capaz de proporcionar ao seu proprietário.
Diante deste fracasso da opção preferencial pelo automóvel, os paulistanos começam a mudar de ideia. Mas, não precisariam chegar a esta condição crítica para começar a se conscientizar que se todo mundo fizesse a opção pelo automóvel, não haveria espaço no sistema viário para acomodar a todos. É uma questão de física. Até hoje não se conseguiu a proeza de colocar dois ou mais corpos ocupando simultaneamente o mesmo espaço.
Condições extremamente desfavoráveis ao uso maciço do automóvel já foram relatadas, por exemplo, por Wilfred Owen, nos anos 1960, para as condições americanas. “... a substituição da ferrovia pela rodovia e do transporte público pelo particular acrescenta enormes encargos às autoestradas e à condução urbana, criando o aparentemente insolúvel problema de estacionamento e dos terminais”. “É baixíssima a velocidade do tráfego nas áreas comerciais do centro durante as chamadas horas do rush, caindo muitas vezes para dez ou quinze km horários; o problema não é apenas achar espaço para onde se mover, mas também um local para estacionar”.
Enfim, a falta de visão e de planejamento das autoridades brasileiras – e as de vários outros países – conduziram a esta situação caótica das cidades nacionais e do exterior. A correção de rota, se iniciada neste momento, só chegará a bom termo daqui a muitas décadas.
No entanto, não parece ser, em geral, este o caminho escolhido pelos gestores urbanos, apesar da existência do Plano Nacional de Mobilidade Sustentável que, ao que parece, ficou quase que restrito ao papel. Os custos sociais proporcionados por esta situação alarmante são enormes e os recursos desperdiçados poderiam ser mais bem aplicados em áreas essenciais à qualidade de vida, tais como: saúde, educação, saneamento básico, habitação, segurança, etc. Tudo isto, claro, acompanhado de investimentos adequados em transporte coletivo.
Metrópoles mundiais, tais como Londres, Nova York, Tóquio, dentre outras, possuem redes metroviárias variando de 300 a 400 km de metrô, além de modais complementares, que garantem acessibilidade e mobilidade adequadas aos seus moradores. São Paulo tem pouco mais de 70 km de trilhos metroviários. Parece, no entanto, que a gestão municipal paulistana está acordando, ao ampliar a rede de corredores exclusivos para ônibus. Esta situação é desejável e salutar, porém não suficiente.
Espera-se que, não só em São Paulo, como nas demais cidades brasileiras, os políticos passem a pensar efetivamente naqueles que seriam a razão de ser de seus mandatos: o povo. Só assim poderemos ter um futuro melhor para nossos bisnetos, tataranetos...


*Prof. Dr. Archimedes Azevedo Raia Jr.
Engenheiro, Mestre e Doutor em Engenharia de Transportes pela USP, professor e coordenador do Núcleo de Estudos em Engenharia e Segurança de Tráfego Sustentável da UFSCar e co-autor do livro "Segurança no Trânsito", Ed. São Francisco. E-mail: raiajr@ufscar.br
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Por ocasião do evento realizado em nível mundial, denominado Dia Mundial sem Carro, a organização Rede Nossa São Paulo realizou uma pesquisa com habitantes da capital paulista. A pesquisa foi conduzida pelo Ibope e, basicamente, tinha como objetivo saber a resposta para a questão: “Você deixaria de usar o carro se houvesse boa alternativa de transporte público”?
Dentre uma série de dados obtidos pela pesquisa, registrou-se que 79% dos paulistanos que fazem uso do automóvel particular todos os dias ou quase todos os dias disseram sim. Outro dado importante revelado foi que 93% dos entrevistados se manifestaram favoráveis à ampliação das faixas exclusivas para ônibus, que é uma das principais ações da atual administração municipal no setor de transporte. Apenas 5% dos entrevistados responderam que são contrários à medida.
Por outro lado, 69% dos paulistanos apontaram que o trânsito da cidade é ruim ou péssimo. Uma das justificativas para esta avaliação é que, em média, o tempo médio gasto pelas pessoas para seus deslocamentos cotidianos pela cidade é de 2 horas e 15 minutos.
O uso do automóvel, disseminado pelo mundo inteiro e, nos dias atuais, em franco crescimento em países emergentes, como são os casos de Brasil, China, México, Índia, África do Sul, dentre outros, pressupõe todo um prazer de dirigir. Este bem estar está associado, obviamente, a um conforto inerente ao automóvel, uma vez que ele permite realizar, em tese, viagens porta a porta. Adicionalmente, pode-se desfrutar de benefícios como ar condicionado, som ambiente, abrigo das condições climáticas desfavoráveis, etc.
Acontece que isto efetivamente não está ocorrendo, principalmente nas metrópoles e cidades de médio e grande portes. O que se constata são congestionamentos crônicos, assaltos, acidentes, altos preços de estacionamento, etc. Enfim, todas as condições inicialmente favoráveis aos usuários dos veículos individuais estão sendo paulatinamente substituídas por um caos generalizado, com a consequente perda de qualidade de vida. Esta mesma qualidade que, por pressuposto, o “senhor” automóvel seria capaz de proporcionar ao seu proprietário.
Diante deste fracasso da opção preferencial pelo automóvel, os paulistanos começam a mudar de ideia. Mas, não precisariam chegar a esta condição crítica para começar a se conscientizar que se todo mundo fizesse a opção pelo automóvel, não haveria espaço no sistema viário para acomodar a todos. É uma questão de física. Até hoje não se conseguiu a proeza de colocar dois ou mais corpos ocupando simultaneamente o mesmo espaço.
Condições extremamente desfavoráveis ao uso maciço do automóvel já foram relatadas, por exemplo, por Wilfred Owen, nos anos 1960, para as condições americanas. “... a substituição da ferrovia pela rodovia e do transporte público pelo particular acrescenta enormes encargos às autoestradas e à condução urbana, criando o aparentemente insolúvel problema de estacionamento e dos terminais”. “É baixíssima a velocidade do tráfego nas áreas comerciais do centro durante as chamadas horas do rush, caindo muitas vezes para dez ou quinze km horários; o problema não é apenas achar espaço para onde se mover, mas também um local para estacionar”.
Enfim, a falta de visão e de planejamento das autoridades brasileiras – e as de vários outros países – conduziram a esta situação caótica das cidades nacionais e do exterior. A correção de rota, se iniciada neste momento, só chegará a bom termo daqui a muitas décadas.
No entanto, não parece ser, em geral, este o caminho escolhido pelos gestores urbanos, apesar da existência do Plano Nacional de Mobilidade Sustentável que, ao que parece, ficou quase que restrito ao papel. Os custos sociais proporcionados por esta situação alarmante são enormes e os recursos desperdiçados poderiam ser mais bem aplicados em áreas essenciais à qualidade de vida, tais como: saúde, educação, saneamento básico, habitação, segurança, etc. Tudo isto, claro, acompanhado de investimentos adequados em transporte coletivo.
Metrópoles mundiais, tais como Londres, Nova York, Tóquio, dentre outras, possuem redes metroviárias variando de 300 a 400 km de metrô, além de modais complementares, que garantem acessibilidade e mobilidade adequadas aos seus moradores. São Paulo tem pouco mais de 70 km de trilhos metroviários. Parece, no entanto, que a gestão municipal paulistana está acordando, ao ampliar a rede de corredores exclusivos para ônibus. Esta situação é desejável e salutar, porém não suficiente.
Espera-se que, não só em São Paulo, como nas demais cidades brasileiras, os políticos passem a pensar efetivamente naqueles que seriam a razão de ser de seus mandatos: o povo. Só assim poderemos ter um futuro melhor para nossos bisnetos, tataranetos...


*Prof. Dr. Archimedes Azevedo Raia Jr.
Engenheiro, Mestre e Doutor em Engenharia de Transportes pela USP, professor e coordenador do Núcleo de Estudos em Engenharia e Segurança de Tráfego Sustentável da UFSCar e co-autor do livro "Segurança no Trânsito", Ed. São Francisco. E-mail: raiajr@ufscar.br
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Por ocasião do evento realizado em nível mundial, denominado Dia Mundial sem Carro, a organização Rede Nossa São Paulo realizou uma pesquisa com habitantes da capital paulista. A pesquisa foi conduzida pelo Ibope e, basicamente, tinha como objetivo saber a resposta para a questão: “Você deixaria de usar o carro se houvesse boa alternativa de transporte público”?
Dentre uma série de dados obtidos pela pesquisa, registrou-se que 79% dos paulistanos que fazem uso do automóvel particular todos os dias ou quase todos os dias disseram sim. Outro dado importante revelado foi que 93% dos entrevistados se manifestaram favoráveis à ampliação das faixas exclusivas para ônibus, que é uma das principais ações da atual administração municipal no setor de transporte. Apenas 5% dos entrevistados responderam que são contrários à medida.
Por outro lado, 69% dos paulistanos apontaram que o trânsito da cidade é ruim ou péssimo. Uma das justificativas para esta avaliação é que, em média, o tempo médio gasto pelas pessoas para seus deslocamentos cotidianos pela cidade é de 2 horas e 15 minutos.
O uso do automóvel, disseminado pelo mundo inteiro e, nos dias atuais, em franco crescimento em países emergentes, como são os casos de Brasil, China, México, Índia, África do Sul, dentre outros, pressupõe todo um prazer de dirigir. Este bem estar está associado, obviamente, a um conforto inerente ao automóvel, uma vez que ele permite realizar, em tese, viagens porta a porta. Adicionalmente, pode-se desfrutar de benefícios como ar condicionado, som ambiente, abrigo das condições climáticas desfavoráveis, etc.
Acontece que isto efetivamente não está ocorrendo, principalmente nas metrópoles e cidades de médio e grande portes. O que se constata são congestionamentos crônicos, assaltos, acidentes, altos preços de estacionamento, etc. Enfim, todas as condições inicialmente favoráveis aos usuários dos veículos individuais estão sendo paulatinamente substituídas por um caos generalizado, com a consequente perda de qualidade de vida. Esta mesma qualidade que, por pressuposto, o “senhor” automóvel seria capaz de proporcionar ao seu proprietário.
Diante deste fracasso da opção preferencial pelo automóvel, os paulistanos começam a mudar de ideia. Mas, não precisariam chegar a esta condição crítica para começar a se conscientizar que se todo mundo fizesse a opção pelo automóvel, não haveria espaço no sistema viário para acomodar a todos. É uma questão de física. Até hoje não se conseguiu a proeza de colocar dois ou mais corpos ocupando simultaneamente o mesmo espaço.
Condições extremamente desfavoráveis ao uso maciço do automóvel já foram relatadas, por exemplo, por Wilfred Owen, nos anos 1960, para as condições americanas. “... a substituição da ferrovia pela rodovia e do transporte público pelo particular acrescenta enormes encargos às autoestradas e à condução urbana, criando o aparentemente insolúvel problema de estacionamento e dos terminais”. “É baixíssima a velocidade do tráfego nas áreas comerciais do centro durante as chamadas horas do rush, caindo muitas vezes para dez ou quinze km horários; o problema não é apenas achar espaço para onde se mover, mas também um local para estacionar”.
Enfim, a falta de visão e de planejamento das autoridades brasileiras – e as de vários outros países – conduziram a esta situação caótica das cidades nacionais e do exterior. A correção de rota, se iniciada neste momento, só chegará a bom termo daqui a muitas décadas.
No entanto, não parece ser, em geral, este o caminho escolhido pelos gestores urbanos, apesar da existência do Plano Nacional de Mobilidade Sustentável que, ao que parece, ficou quase que restrito ao papel. Os custos sociais proporcionados por esta situação alarmante são enormes e os recursos desperdiçados poderiam ser mais bem aplicados em áreas essenciais à qualidade de vida, tais como: saúde, educação, saneamento básico, habitação, segurança, etc. Tudo isto, claro, acompanhado de investimentos adequados em transporte coletivo.
Metrópoles mundiais, tais como Londres, Nova York, Tóquio, dentre outras, possuem redes metroviárias variando de 300 a 400 km de metrô, além de modais complementares, que garantem acessibilidade e mobilidade adequadas aos seus moradores. São Paulo tem pouco mais de 70 km de trilhos metroviários. Parece, no entanto, que a gestão municipal paulistana está acordando, ao ampliar a rede de corredores exclusivos para ônibus. Esta situação é desejável e salutar, porém não suficiente.
Espera-se que, não só em São Paulo, como nas demais cidades brasileiras, os políticos passem a pensar efetivamente naqueles que seriam a razão de ser de seus mandatos: o povo. Só assim poderemos ter um futuro melhor para nossos bisnetos, tataranetos...


*Prof. Dr. Archimedes Azevedo Raia Jr.
Engenheiro, Mestre e Doutor em Engenharia de Transportes pela USP, professor e coordenador do Núcleo de Estudos em Engenharia e Segurança de Tráfego Sustentável da UFSCar e co-autor do livro "Segurança no Trânsito", Ed. São Francisco. E-mail: raiajr@ufscar.br
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