segunda-feira, 17 de setembro de 2012

XI Jornada Brasileira “Na Cidade Sem Meu Carro"

Setembro chegou e com ele, o  Instituto Ruaviva vem reforçar sobre XI Jornada Brasileira “Na Cidade Sem Meu Carro”, que se realizará dia 22 de Setembro de 2012.
A campanha representa uma oportunidade perfeita para apresentar alternativas sustentáveis ​​para os cidadãos e explicar os desafios que as cidades estão enfrentando a fim de induzir uma mudança de comportamento e de progredir no sentido de uma estratégia de uma mobilidade sustentável.
O momento para a realização da Jornada é prospero, uma vez que os congestionamentos provocados pelos automóveis está em pauta em todos os meios de comunicação e nas conversas do dia a dia.
A Jornada se organiza com o engajamento das Prefeituras definindo uma área da cidade ou uma via protegida dos automóveis e motos onde as pessoas possam resgatar a rua como local de convívio social, a qualidade do meio ambiente , onde os ônibus circulam sem congestionamento dos automóveis e onde as bicicletas e pedestres não sofrem ameaças dos automóveis . Nesse local podem também acontecer através de atividades de lazer e cultura. Também podem ser incentivada a população a deixarem seus carros em casa e procurarem formas sustentáveis de se deslocar. Para tal a Prefeitura precisa garantir transporte público de qualidade , para que a população se sinta estimulada.
A Jornada visa que difundir os preceitos da Mobilidade Sustentável - onde os pedestres, os ciclistas e principalmente o transporte público - entrem de forma definitiva para as agendas das políticas públicas em suas diversas esferas bem como para as pautas dos meios de comunicação.
O RUAVIVA espera que as Prefeituras que desejem que sua cidade seja mais aprazíveis e mais justas se engajem assinando uma carta de adesão. 
Formalizar a adesão é assumir uma participação ousada, que polemize os conflitos ocultos no “caos no trânsito.” Que coloque seu município na mídia local, regional ou nacional. Que instigue outros municípios a buscarem fazer mais e melhor. Que mobilize nossa juventude para discutir como o padrão de mobilidade concorre para se construir uma cidade mais equânime, justa, democrática, acessível, saudável, segura, eco-ativa, próspera e participativa
Para mais informações entre em contato com o Instituto Rua Viva através do e-mail : ruaviva@ruaviva.org.br ou pelo telefone (31) 3224 0906
Blog do Instituto Rua Viva

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Seminário Internacional Andar a Pé nas Cidades

São Paulo, 21 de setembro de 2012
FIESP – Av. Paulista, 1313, 4º andar


Programa Preliminar
O objetivo é realizar um seminário internacional para abordar as condições existentes ou a serem criadas para estimular as viagens a pé na cidade de São Paulo, na Semana do Dia Mundial sem Carro. No evento, autoridades e especialistas convidados apresentarão as suas realidades ou projetos para cidades amigáveis a que deslocamentos cotidianos sejam efetuados primordialmente a pé. A discussão engloba questões como: calçadas devem ser tratadas como viário e, portanto, sujeitas ao planejamento e à fiscalização de trânsito; a necessidade de rediscussão da calçada dentro do contexto de um novo Plano Diretor em elaboração; o tratamento das viagens a pé como meio de transporte; se a ampliação das viagens a pé implica propor um tratamento diferenciado para calçadas, prevendo uma nova padronização, entre outros assuntos.

8h30 Credenciamento

Vídeo – A cidade que se deseja

Abertura
Marcelo Cardinale Branco, Secretário Municipal de Transportes
Ronaldo Camargo, Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras

- Diálogo entre as duas pastas sobre as dificuldades para os cidadãos andarem a pé em São Paulo seja nas calçadas seja nas faixas de travessia e o que está sendo feito para melhorar essa mobilidade.
As Cidades Somos Nós: princípios para o transporte na vida urbana
Expositor: Michael Replogle – ITDP

A padronização das calçadas em Foz do Iguaçu em busca da acessibilidade nos espaços públicos.
Expositora: Pricila Bevervanço Mantovani, Engenheira de Tráfego do FozTrans
Instituto de Transporte e Trânsito de Foz do Iguaçu.

Evolução da Acessibilidade nas calçadas em Joinville: a adesão da população.
Expositora: Rosane Mebs, Gerente de Engenharia e Projetos – ITTRAN Instituto
de Trânsito e Transportes de Joinville / SC

A legislação brasileira e os problemas para a manutenção e fiscalização das calçadas.
Expositores:
Amauri Pastorello, Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras.
José Ignácio Sequeira de Almeida, ABRASPE

Almoço

Acidentes nas calçadas (subnotificações de ocorrências, custos ignorados e fontes de recursos)
Mediador: Philip Gold, Ombudsman da CET
Debatedores:
Julia Maria D’Andrea Greve, Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP
Adalberto Maluf, Representante da Fundação Clinton

Luiz Carlos Mantovani Néspoli “Branco”, Superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP
Como transformar as grandes cidades em ambientes amigáveis aos deslocamentos a pé?
Expositora: Helle Soholt, Copenhague

Projetos urbanísticos internacionais com foco na sustentabilidade das cidades e ênfase no pedestrianismo.
Expositor: Rodney Tolley, Reino Unido

Intervalo para café

São Paulo – superando desafios para garantir acessibilidade, conforto e segurança nas calçadas e faixas de travessia.
Expositores:
Eugênio Pavicic, Secretário Adjunto de Coordenação das Subprefeituras.
Irineu Gnecco Filho, Diretor de Planejamento e Educação no Trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego CET-SP

O caminho do pedestre - calçadas e faixas de travessia em São Paulo → problemas e soluções.
Mediador: Silvio Soares Macedo, Professor de paisagismo da FAU/USP
Marcelo Bruni, Assessoria Técnica de Obras e Serviços da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras.

Silvana Cambiaghi, Secretária Executiva da Comissão Permanente de Acessibilidade CPA da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida SMPED.
Wlamir Lopes da Costa, Diretoria de Operações da CET-SP

Apontamento de sugestões de soluções

Encerramento

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Conheça o texto aprovado pelo Fórum da Reforma Urbana,MDT e Ruaviva para a 11 Jornada Brasileira "Na Cidade Sem Meu Carro"


LEI DA MOBILIDADE URBANA : AGORA A RUA É DOS PEDESTRES, BICICLETAS E TRANSPORTES PÚBLICOS





Andamos todos os dias em calçadas estreitas, enquanto os carros ocupam extensos espaços da “via pública” para estacionarem. Essas mesmas calçadas, quase sempre esburacadas, constituem verdadeira aventura para os transeuntes. Os idosos, mães com carrinhos de crianças e as pessoas com deficiência enfrentam obstáculos físicos para chegarem aos seus destinos e sofrem acidentes nas calçadas das casas, transformadas em rampas para a entrada dos carros.

O que dizer dos ciclistas, heróis anônimos que diariamente arriscam suas vidas para chegarem ao trabalho? E as crianças que pedalam até a escola? A rua, espaço de vida, tornou-se espaço do medo, da morte, onde carros transitam em alta velocidade entre bairros repletos de crianças, idosos e pessoas com deficiência, trazendo diariamente a morte a vários locais das cidades.

Os ônibus, por falta de alternativas, trafegam em meio aos imensos congestionamentos provocados pelo excesso de carros, o que torna a tarifa 20% mais cara. Já a situação do transporte fluvial é insustentável, pois carece de políticas públicas e permanece vulnerável às soluções de mercado.

Essa introdução é para alertar a sociedade de que a responsabilidade da administração das ruas e calçadas é da Prefeitura, dos Governos Estaduais e do Governo Federal com suas casas legislativas. Foram eles que escolheram os automóveis como centro da política de mobilidade e não os transportes públicos e não-motorizados, ao gastar dinheiro público para favorecer os financiamentos dos automóveis; ao promover renúncias fiscais de IPI; ao isentar a CIDE Combustível da gasolina; ao aumentar o preço do óleo diesel dos ônibus quatro vezes mais do que o da gasolina; ao cobrar dos usuários todos os impostos sobre os serviços de transportes, além de transferir todo o ônus financeiro das políticas sociais aos usuários, aumentando as tarifas; e construindo mais de 90% das vias e viadutos para serem utilizados pelos automóveis.

O quadro de injustiça levou o país a uma mobilidade da exclusão social, insustentável do ponto de vista financeiro, social e ambiental além de tratar o transporte público como mercadoria, abandonar as calçadas e entupir as ruas de automóveis.

Felizmente, o ano de 2012 iniciou com duas grandes notícias: Finalmente, a sociedade percebeu que não há como abrigar nas ruas tantos carros; e entra em vigência a Lei da Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012) que cria UM NOVO PARADIGMA: a prioridade no uso e nos investimentos públicos feito nas ruas é dos pedestres, bicicletas e transporte público. Ela se soma a outras conquistas da luta histórica pela Mobilidade Sustentável, como as leis e o decreto sobre acessibilidade universal, os investimentos de mobilidade da Copa e dos PACs da Mobilidade Grandes e Médias Cidades, que implantarão sistemas estruturais de transportes públicos como metrôs, ferrovias urbanas, corredores exclusivos de ônibus segregados e monitorados (BRTs), corredores fiscalizados eletronicamente para não serem invadidos (BRS), bondes modernos (VLTs) e monotrilhos; além do PAC da pavimentação de calçadas, ciclovias e vias para ônibus como sistemas complementares, alcançando o valor de 50 bilhões. Somam-se a estes os investimentos dos Governos Estaduais - 45 bilhões de SP e 10 bilhões do RJ.

Por causa desta conjuntura que o Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU), o Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT) e o Instituto RUAVIVA fazem esse manifesto na 11ª Jornada Brasileira “na cidade, sem meu carro”, propondo à população um dia de reflexão e consciência sobre a MOBILIDADE QUE TEMOS E A MOBILIDADE QUE QUEREMOS COM A RUA SENDO DAS PESSOAS E NÃO DOS CARROS.

Para isso, defendem a mobilização da sociedade para implementar a Lei da Mobilidade - nosso ESTATUTO DA MOBILIDADE SUSTENTÁVEL e para isso propõem:


01. Aplicação da LEI DA MOBILIDADE de forma a garantir que os investimento em vias públicas, incluindo os viadutos, sejam prioritariamente destinados aos pedestres, ônibus e bicicletas e que esses sejam os eixos principais dos Planos de Mobilidade;
02. Agora é lei a possibilidade de utilização de faixa ou faixas de vias, hoje dos automóveis, para corredores exclusivos de ônibus segregados e monitorados (BRTs), corredores fiscalizados eletronicamente para não serem invadidos (BRS), bondes modernos (VLTs) e monotrilhos;
03. A integração dos sistemas estruturais de transporte como metrôs, ferrovias urbanas, bondes modernos, barcos e ônibus (BRT e BRS). Todos devem ter acessibilidade para pessoas com deficiência e integração com as bicicletas (publicas e privadas), calçadas acessíveis e bilhetagem eletrônica temporal (“bilhete único”), onde o usuário utiliza o transporte público por 1 ou 2 horas, garantindo cidadania e redução de custos;
04. A criação de calçadas públicas acessíveis a pessoas portadoras de deficiência (implantadas e fiscalizadas pelo poder público), onde houver grande fluxo de pedestres. Nas demais calçadas, implantar normas para que se garanta a circulação com acessibilidade universal, bem como para o plantio de árvores. Isso também está nas LEIS DE ACESSIBILIDADE para pessoas com deficiência;
05. Nos bairros, que as prefeituras estreitem as vias e alarguem as calçadas para os pedestres, implantem ciclofaixas e ciclovias para as bicicletas. Em muitos lugares, a calçada deve atravessar a rua para que os carros saibam que essa rua é das pessoas;
06. A fiscalização da faixa de pedestre, com multa, para que seja respeitada, como acontece em Brasília, onde os motoristas se tornaram cidadãos e respeitam a cidadania dos pedestres, fazendo valer o CODIGO BRASILEIRO DE TRÂNSITO;
07. Que se cumpra a LEI DE MOBILIDADE, implantando nos municípios políticas de estacionamento de automóveis com regulação pública, localizados junto aos corredores estruturais de transportes públicos e com taxas progressivamente mais altas conforme se aproximem aos centros urbanos. Que com esses recursos seja criado um fundo público para aplicar em obras de transportes, calçadas e ciclovias;
08. A utilização dos estacionamentos na via pública para aumentos de calçadas, ciclovias, faixas exclusivas de ônibus e ÁREAS VERDES;
09. O direito à qualidade do ar nas cidades, utilizando em todo o país com apoio de recursos federais e estaduais, os motores Euro 5 e o Diesel com S10 ppm (partículas por milhão de enxofre) que eliminam a fumaça preta dos ônibus e lutar para que os ônibus sejam movidos a biocombustível, gás, álcool e outros combustíveis limpos;
10.  O enfrentamento da tragédia dos mortos e feridos no trânsito, pressionando os Governos a se engajarem na Década da Redução de Mortes no trânsito da ONU, assumindo o compromisso público de que o dinheiro recolhido das multas de trânsito não seja contingenciado ou desviado para pagar salários e construir vias para os automóveis, mas aplicados na fiscalização, educação de trânsito, reforma de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, e que, todo ano, o Poder Público preste contas publicamente da aplicação desse dinheiro;
11. E que os investimentos em sistemas estruturais de transportes públicos na Copa, PACs da Mobilidade e dos governos estaduais entrem em operação com controle social, integrados, acessíveis, com calçadas, ciclovias e estacionamentos geridos pelo governo e acompanhados do barateamento das tarifas em todo território nacional. Para finalmente transformar a “rua dos carros” em “rua das pessoas”.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Portal da AEAMESP divulga a programação completa da 18ª Semana, incluindo os temas dos painéis e dos trabalhos técnicos



 
Veja a programação completa da 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, com os painéis, seus expositores e debatedores, e as sessões de apresentação de trabalho, com o temas e autores.
Está disponível no Portal da AEAMESP a grade de programação (incluindo temas dos painéis e dos trabalhos técnicos) da 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, a ser realizada no período de 11 a 14 de setembro de 2012 no Centro de Convenções Frei Caneca, paralelamente à exposição de produtos e serviços Metroferr 2012. O tema central do encontro é A contribuição dos trilhos para a mobilidade. Serão desenvolvidos 12 painéis e apresentados 44 trabalhos técnicos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Coordenador do MDT, Nazareno Afoonso, recebe Medalha Social pela NTU

Medalha Social


Há 25 anos conduzindo ações pelo transporte urbano brasileiro, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos - NTU promoveu o Seminário Nacional 2012 - A Nova Mobilidade Urbana.

O tema principal foi a Lei da Mobilidade Urbana, que passou a vigorar este ano no país. Mais do que diretrizes, a nova lei apresenta instrumentos fundamentais para garantir sustentabilidade e eficiência nos deslocamentos nas cidades.

No Seminário Nacional o coordenador do MDT, Nazareno Affonso recebeu Medalha Social  como reconhecimento pelos esforços em prol do  transporte público no Brasil.


Nazareno Affonso diz que a Lei chega em bom momento, quando o tema está nos palanques de candidatos às eleições municipais, o que ajuda a dar amplitude ao assunto. Ainda coloca que somente incentivando o transporte público de qualidade será possível convencer as pessoas a deixar os automóveis em casa e usar o transporte público.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Jornada Brasileira "Na Cidade Sem Meu Carro" em Brasília

Será realizado em Brasília, com a participação do coordenador do MDT Nazareno Affonso, um evento organizado pelo IDS para o Dia Mundial  Na Cidade Sem Meu Carro deste ano.

O objetivo principal do ato é estimular a reflexão sobre o uso excessivo do automóvel como meio de locomoção e os impactos gerados, sobretudo, nos grandes centros urbanos.

Além disso, a ideia é estimular as pessoas a experimentar, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover – a pé, de ônibus, de metrô, de bonde, de trem, de bicicleta – e vivenciar de perto a cidade onde vivem. 

Titulo: Roda de Conversa: Os desafios da Mobilidade Urbana: para onde vamos?
Promoção: Instituto Democracia e Sustentabilidade e Movimento Nossa Brasília
Apoio: Coletivo "Dia Mundial Sem Carro"
Quando: dia 20/09, das 19h as 21:30h (c/ coquetel na recepção - a confirmar)
Onde: Auditório Águas Claras - Centro de Convenções Ulisses Guimarães
Quem: Nazareno Afonso (MDT), Maria Rosa Abreu (UnB), Renato Boareto (IEMA), Ronaldo Alves (Inst. Pedala Brasilia), Secretário Nacional de Mobilidade (a confirmar).
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Pedágio urbano em SP é considerado justo e urgente, em debate na Câmara

Vários especialistas em mobilidade e transporte incluindo o Presidente da ANTP Ailton Brasiliense Pires e o Coordenador do MDT e responsável pelo Escritório de Brasília da ANTP, Nazareno Affonso, discutiram e consideraram positiva a implantação da cobrança de pedágio urbano na capital paulista, como alternativa para reduzir os impactos do excesso de veículos na região central da capital paulista.

O debate foi realizado na sexta-feira (31), na Câmara de Vereadores de São Paulo. 

Em abril, o Projeto de Lei (PL) 316/2010, do vereador Carlos Apolinário (PMDB), tratando do assunto, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça daquela casa legislativa. O PL sugere a cobrança de uma taxa de R$ 4 por dia para veículos que circulem dentro do perímetro do chamado centro expandido, onde já vigora o regime de rodízio.

Apolinário acredita que o pedágio é urgente em função dos impactos à saúde da população e à economia da cidade. Segundo o vereador, São Paulo tem prejuízos anuais de R$ 52 bilhões em função do trânsito sobrecarregado. O vereador cita que em cidades como Londres e Estocolmo a cobrança de pedágio reduziu a circulação de carros em 20%.

Pelo projeto, os recursos resultantes da taxa seriam investidos na melhora do transporte público. A estimativa é que anualmente seja arrecadado R$ 1,267 bilhões. “Eu não vejo o pedágio como única solução. Vejo como solução para resolver 20% do trânsito, mas vejo também como uma fonte de renda para construir metrô”, disse Apolinário.

Ele apontou ainda que "um quilômetro de metrô custa R$ 200 milhões. Se  arrecadarmos R$ 1,3 bi, nós poderíamos construir mais 6 quilômetros por ano" – atualmente, a Linha 1-Azul do metrô paulistano, entre Jabaquara e Tucuruvi, tem 20,2 quilômetros. O parlamentar seguiu em sua explicação que "o monotrilho custa por quilômetro R$ 181 milhões e com o pedágio urbano também daria para construir quase sete vezes mais do que se faz hoje". Há obras do modal na zona leste da cidade e projetos para a zona sul.

Ainda na avaliação apresentada por Apolinário, "cada quilômetro de um corredor de ônibus custa R$ 29 milhões. Então teríamos dinheiro para isso também.” O autor do projeto citou ainda que os recursos do pedágio urbano podem ser direcionados para a construção de ciclovias, motovias e sinalização.

Positivos

Ainda que algumas ressalvas, a proposta recebeu o apoio de especialistas em transporte e planejamento urbano presentes ao debate. O urbanista Cândido Malta calcula que, se os prejuízos provocados pela circulação excessiva de automóveis no centro expandido de São Paulo fossem transformados em dívidas para os motoristas – aproximadamente um terço da população da capital – cada um deles teria de devolver cerca de R$ 40 por dia à cidade. Por isso, ele considera o valor sugerido na lei adequado. “Do ponto de vista social, é mais do que justo que eles paguem esses R$ 4 para que a cidade inteira não fique sujeita a essas perdas”, acredita.

Paulo Tarso Vilela de Resende, especialista em planejamento em transportes da Fundação Dom Cabral (que trabalha com a formação de gestores públicos), alertou para a necessidade de se criar controles sociais para fiscalizar a utilização do dinheiro na melhora do transporte público e a criação de mecanismos que garantam investimentos em longo prazo. “A estrutura política e tarifária no Brasil garante que o dinheiro vai ser revertido em transporte público? Se assim for, já está passando na hora de implementarmos o pedágio urbano”, provocou.
Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), também vê a cobrança do pedágio como importante, mas enfatiza que outras mudanças estruturais, como a aproximação da moradia dos locais de emprego precisam ser feitas para garantir qualidade da mobilidade de todos. “Se nós não modificarmos o uso do solo nos próximos anos em termos de alocação de moradia, comércio e serviços, ao longo dos grandes eixos de alta capacidade de trilhos e pneus nós estaremos 'condenados' a entrar no pedágio urbano e nunca mais sair dele”, aponta.

Para o urbanista e presidente do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos, Nazareno Affonso, que também defende a cobrança de pedágio, apesar de o problema do transporte e do trânsito em São Paulo,ser antigo, duas “boas notícias” renovam o fôlego para a discussão. A primeira, segundo ele, é a constatação, inclusive pela classe média, de que o modelo baseado no carro está saturado. A segunda é a Política Nacional de Mobilidade Urbana, em vigor desde abril. “Essa lei deixa explícita que a priorização da mobilidade é o transporte não motorizado, em seguida o transporte coletivo e depois o automóvel. Ela diz que, a partir de agora, o poder público vai ter que se justificar muito bem ao fazer viadutos só para carros”, acredita.

 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Aplicativo de celular ajuda deficientes visuais com o transporte coletivo


Busalert, em português Alerta de Ônibus, ajuda deficientes de São Carlos.
Sistema informa quando uma determinada linha se aproxima do ponto.

Um aplicativo de celular ajuda deficientes visuais na hora de usar o transporte coletivo de São Carlos (SP). O sistema Busalert, em português Alerta de Ônibus, que estava sendo desenvolvido há um ano e meio por uma empresa de Ribeirão Preto (SP), avisa por meio de mensagem de texto e de voz a hora que um ônibus está se aproximando do ponto de parada.

Segundo o criador do software, Sérgio Soares, qualquer celular com capacidade de acesso a pacotes de dados, que utilize a linguagem de programação Java, ou tenha os sistemas operacionais Android e Windows ME pode usar o Busalert.

Ailton tinha dificuldade ao pegar os seis ônibus diários que precisa (Foto: Reprodução/EPTV)
Ailton tinha dificuldade ao pegar os seis ônibus
diários que precisa 
O estudante Ailton Alves Guimarães de 38 anos, que é deficiente visual, vive todos os dias o desafio de chegar ao ponto e conseguir a informação do ônibus correto. “Quando estou no ponto às vezes a pessoa oferece ajuda, mas daí vem o ônibus dela, ela vai embora e você fica lá”, disse.

Todos os dias ele utiliza o transporte coletivo pelo menos seis vezes. Na maioria das ocasiões é comum ter que esperar o ônibus chegar para perguntar ao motorista qual é a linha. “Quando não tem ninguém para ajudar, eu vou pelo barulho do ônibus, mas quando vem caminhão o barulho é o mesmo e acabo dando sinal para ele”, contou.

Por meio de mensagem de texto e de voz é possível saber a hora que um ônibus está se aproximando do ponto de parada (Foto: Reprodução/EPTV)
Por meio de mensagem de texto e de voz é possível saber a hora que um ônibus está se aproximando do ponto de parada
 
 

Operadoras

O aplicativo está disponível para cinco operadoras de telefonia celular que operam no Brasil, nas modalidades pré ou pós-pago (confira abaixo os números de cada operadora para fazer o download). Para que o sistema funcione, foram instalados nos pontos números para que o GPS de cada veículo da empresa de transporte possa indicar a localização.

Sistema, que está em fase de teste, está funcionando em 40 linhas (Foto: Reprodução/EPTV)
Sistema, que está em fase de teste, funciona
em 40 linhas 
 
 
 
“Atualmente tem 40 pontos numerados na cidade, em que já estão efetivamente implantados o sistema. A nossa intenção é expandir para todos as paradas do transporte coletivo”, explicou a secretária de Transportes, Regina Romão.
O Busalert também ajuda o deficiente visual na hora de desembarcar. “O deficiente visual coloca o ponto que ele vai descer, quando o sistema tiver a um ponto do indicado, um alarme soa e ele pode dar o sinal de parada, ou seja, ele nunca vai descer no ponto errado”, afirmou Soares.

O sistema do Busalert está em fase de testes, porém segundo o proprietário da empresa responsável pelo transporte coletivo de São Carlos, Miguel Cimatti, a ideia é ampliar para todos os passageiros e linhas da cidade. “O sistema da telefonia da Buslert ainda não está em todas as linhas. Nós estamos instalando gradativamente para que o sistema possa funcionar corretamente”, disse Cimatti.

Depois de muito trabalho para pegar os seis ônibus diariamente, Ailton comemorou o surgimento do software. “É muito bom pois dá autonomia para mim ir e vir, assim como para os outros deficientes visuais”, disse.

Para baixar o aplicativo no seu celular, é preciso mandar um torpedo para a operadora do aparelho.

Vivo – (16) 9717-2277
Claro - (16) 9342-7500
TIM – (16) 8168-4444
Oi – (16) 8836-8888
CTBC – (16) 9996-6999
Os números de suporte do Buslalert é 0800-9429422 ou (16) 3512-9000.

Foram instalados números nos pontos para que o GPS de cada ônibus indique a localização (Foto: Reprodução/EPTV)
Foram instalados números nos pontos para que o GPS de cada ônibus indique a localização      

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Governo mantém IPI menor para carros, eletrodomésticos, material de construção e móveis

O governo decidiu prorrogar o desconto de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de carros, geladeiras, fogões, lavadoras, móveis e material de construção. A previsão era que a redução do IPI de carros e eletrodomésticos terminasse nesta sexta-feira (31). A medida tenta estimular a economia, diante do agravamento da crise econômica global.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O desconto para carros foi prorrogado por mais dois meses e vai até 31 de outubro deste ano. O governo prevê deixar de arrecadar R$ 800 milhões em impostos nesses dois meses.

O desconto para eletrodomésticos da linha branca foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano. Com isso, o governo deve deixar de arrecadar R$ 361 milhões (entre setembro e dezembro).
A isenção para móveis, painéis e laminados vale também até 31 de dezembro. A arrecadação deve ser R$ 371 milhões menor no período, segundo Mantega.

O desconto de IPI para material de construção vai até o fim de 2013. A perda de arrecadação estimada é de R$ 1,8 bilhão.

O governo também zerou o imposto da maioria dos bens de capital (máquinas industriais que produzem os objetos de consumo da população) até o fim de 2013.

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES (Banco Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi prorrogado até o final do ano, e as taxas de juros cobradas nos financiamentos para a aquisição de bens de capital e caminhões foi reduzida de 5,5% para 2,5% ao ano
No total, o governo prevê que vai deixar de arrecadar em impostos R$ 5,5 bilhões neste ano e no próximo. Segundo Mantega, a economia brasileira está em gradual recuperação, mas é preciso continuar dando estímulos. 

Corte de impostos de carros tinha validade original de 3 meses

O corte original de IPI dos carros havia sido anunciado em maio pelo governo e tinha previsão de durar três meses, até 31 de agosto.

O IPI dos carros nacionais 1.0 caiu de 7% para zero. No caso de carros maiores, a redução foi menor, dependendo do combustívei e da procedência (carro nacional ou importado).

Em contrapartida, as fábricas de carros se comprometeram a não demitir funcionários. Com a redução do IPI, o governo previa deixar de arrecadar R$ 1,2 bilhão nos três meses iniciais da isenção (de maio a agosto).

O corte de IPI varia conforme a situação do carro, nacional ou importado, conforme o novo regime automotivo. Esse regime estabelece vantagens para veículos produzidos no país ou que usem mais peças nacionais.

A redução do IPI para carros obedece aos seguintes critérios:

Carros até 1.000 cc
  • No regime automotivo (carros nacionais ou com um percentual de peças brasileiras): IPI cai de 7% para zero
  • Fora do regime automotivo (carros importados): IPI cai de 37% para 30%
Carros até 2.000 cc

Flex
  • No regime automotivo: de 11% para 5,5%
  • Fora do regime automotivo: de 41% para 35,5%

A gasolina
  • No regime automotivo: De 13% para 6,5%
  • Fora do regime automotivo: 43% para 36,5%

Carros utilitários
  • No regime automotivo: de 4% para 1%
  • Fora do regime automotivo: de 34% para 31%
(Com informações da Reuters)

Londres: ouro em mobilidade sustentável


A capital britânica vem mostrando que está disposta a conquistar o ouro também em mobilidade. Já há alguns anos Londres investe em transporte público e alternativas menos poluebtes de mobilidade, principalmente incentivando a população a caminhar mais pela cidade, com iniciativas como o Legible London.

A capital britânica, além de possuir um dos mais tradicionais e eficientes metrôs do mundo, também foi uma das pioneiras na criação do pedágio urbano. Desde 2003, os carros particulares precisam pagar para circular pelo centro da cidade, medida que diminuiu em 30% o número veículos na região, assim como os níveis de poluição. Já em 2010, foi a vez do transporte não-motorizado receber investimentos. O sistema público de aluguel de bicicletas foi lançado, com quase 600 estações e mais de 8 mil bikes.

Observando o transporte público, a prefeitura investiu em novas tecnologias de combustível para os novos modelos dos trdicionais ônibus Routemaster, os vermelhos de dois andares, que ganharam design inovador e já estão circulando com motor híbrido (elétrico e diesel).

Eles diminuem pela metade as emissões de gases de efeito estufa, além de reduzir em cerca de 40% a poluição local, segundo informações da coluna. Já os famosos táxis pretos de Londres, apesar de manter o visual antigo, estão sendo equipados com tecnologia de última geração movidos a hidrogênio, o que significa nenhuma emissão de CO2. Os primeiros táxis limpos devem começar a circular durante os Jogos, em julho, e a previsão é que toda a frota seja renovada com a nova tecnologia até 2020.

As iniciativas britânicas são inspiradoras, mas e o Brasil também vai conseguir disputar o ouro no pódio da mobilidade das Olimpíadas em 2016?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O coordenador do MDT e o presidente da ANTP participam do PENSANDO SÃO PAULO



Com a finalidade de estimular a discussão sobre temas relevantes à Cidade de São Paulo, a Escola do Parlamento promoverá o Ciclo de Debates "Pensando São Paulo". O registro dos debates dará origem à edição de um livro que será entregue ao Prefeito e aos Vereadores eleitos. 

Confira a programação:

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h


Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 15h às 18h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

Local: Plenário 1º de Maio
Horário: 14h às 17h

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Jurandir Fernandes e Peter Walker confirmam a participação na 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária

O secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, e o presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô/SP, Peter Walker, confirmaram participação na 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, que acontecerá de 11 a 14 de setembro de 2012, no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo (SP).

O secretário – que foi convidado para a cerimônia de abertura - fará a palestra de encerramento da 18ª Semana programada para o dia 14, às 15h30 no auditório.  
Peter Walker estará no painel Como Implantar Projetos Metroferroviários”, que acontecerá no dia 12 de setembro, às 10h30, como parte da programação da Semana de Tecnologia. Walker também foi convidado para participar da cerimônia de abertura e encerramento da 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária.

A palestra terá Jayme Domingo Filho, vice-presidente da AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô) – entidade organizadora do encontro - como moderador e contará com a participação também de: Argimiro Alvarez Ferreira, gerente de Concepção de Projetos Civis do Metrô-SP; Peter Alouche, consultor e Marco Antonio Buoncompagno, gerente de Planejamento Empresarial do Metrô-SP.

Durante os trabalhos, os participantes pretendem apresentar de forma didática os principais passos para se implementar o projeto de uma linha metroferroviária de passageiros, desde seus estudos preliminares até sua construção e operação. “Vamos aproveitar para discutir as atividades críticas e de risco que impactam no cumprimento e na agilização das metas de implantação desse projeto”, diz Domingo Filho.

A 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária acontecerá em paralelo a Metroferr 2012, exposição de produtos e serviços que reunirá em um único local as principais empresas e entidades do setor como: Alstom, Altus, ANPTrilhos, Abifer, Bombardier, CPTM, Crea, EMTU-Gov. de São Paulo, Gerb, GRA, Ieme Brasil, Metrô-SP, Ruf, Siemens e Simefre.

Serviço
18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária
Data: 11 a 14 de setembro de 2012
Horário: 1º dia – 12 às 17h00
Horário: 2º ao 4º dia – 8h30 às 17h00
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
Endereço: Rua Frei Caneca, 596 – São Paulo – SP
Mais informações: eventos@aeamesp.org.br - www.aeamesp.org.br

Boletim da AEAMESP

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Em Salvador, MDT e Senge-BA promovem Seminário sobre a complexidade da implantação e operação de sistemas de metrô

Compreender as implicações da implantação de um sistema metroferroviário em uma grande metrópole mostra-se importante em razão da proposta do governo da Bahia de ter, em três anos, um sistema metroviário com duas linhas, servindo aos municípios de Salvador e Lauro de Freitas. `Por essa razão, o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA) e o MDT promoveram no dia 5 de julho de 2012, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, o seminário Planejamento, Implantação e Operação do Transporte Metroviário.O Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge BA) e o MDT promoveram no dia 5 de julho de 2012, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, o seminário Planejamento, Implantação e Operação do Transporte Metroviário.
 

Obter informações para melhor compreender as implicações da implantação de um sistema metroferroviário em uma grande metrópole mostra-se importante em razão da proposta do governo da Bahia de ter, em três anos, um sistema metroviário com duas linhas (uma delas com obras iniciada há mais de uma década), servindo aos municípios de Salvador e Lauro de Freitas.
Desde 21 de junho de 2012, está aberta a Consulta Pública do PPP (Parceria Público Privado) do Sistema Metroviário de Salvador a Lauro de Freitas. Durante 60 dias, as empresas interessadas em executar a obra poderão analisar o edital e em novembro deverá acontecer um pregão na Bovespa para definir o vencedor.
A previsão é de que as obras da segunda linha comecem no início de 2013 e sejam concluídas em 36 meses, sendo que com apenas 18 meses as linhas comecem a operar. Para os especialistas, a dimensão desse desafio está sendo bastante subestimada.
Opiniões. O expositor do seminário foi o engenheiro Cláudio de Senna Frederico, que atuou nos metrôs de São Paulo e do Rio de Janeiro, foi secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e integra o Conselho Diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos. Como debatedores fizeram apresentações o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), engenheiro José Geraldo Baião, e o engenheiro Emiliano Affonso, ex-presidente da AEAMESP e representante do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) (veja as três apresentações por meio de link ao final desta notícia). Nas exposições, foram destacadas as complexidades envolvidas na implantação, operação, manutenção e gestão de sistemas metroviários que devem ser levadas em conta para oferecer um serviço de qualidade aos usuários.
A deputada estadual, engenheira Maria Del Carmen, disse no seminário que a demonstração de vontade política do governo baiano em realizar a implantação das duas linhas de metrô não amenizou as suas preocupações quanto ao planejamento da implantação do sistema metroviário. O diretor da Escola Politécnica da UFBA, engenheiro Luiz Edmundo Prado, ressaltou o significado do debate, sobretudo em razão de Salvador ser apontada por recentes pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a terceira cidade mais congestionada do País, enquanto o governo federal estimula o crescimento da frota de automóveis com a redução de impostos.
Na opinião do presidente do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (SENGE-BA), Ubiratan Félix, o evento revelou porque o metrô de São Paulo deu certo e esclareceu que conhecer a realidade do projeto em Salvador é de “suma importância” diante do descrédito da população sobre a gestão pública das obras de infraestrutura de transportes na cidade em particular da primeira linha do metrô de Salvador.
Importância do debate. O coordenador nacional do MDT, Nazareno Affonso enalteceu a parceria do MDT com o Sindicato dos Engenheiros da Bahia em promover um debate objetivo a respeito dos diferentes aspectos que cercam infraestruturas de transporte de implantação e operação complexas, como os sistemas de metrô, as quais que envolvem investimentos em volumes significativos, grande tempo de maturação dos projetos e de implantação. “Tais projetos demandam o desenvolvimento de expertise e aplicação de tecnologias não apenas na fase de obras, mas, sobretudo, a partir do momento em que entram em operação”, disse, ao avaliar o encontro.

Durante o seminário, Nazareno Affonso se referiu à vigência no País da Política Nacional de Mobilidade Urbana, instituída pela Lei nº 12.587/12, “Precisamos compreender essa nova lei e, sobretudo, trabalhar firme para torna-la efetiva. Essa lei vira o jogo da mobilidade no Brasil, já que que incentiva a priorização do transporte coletivo, público e não motorizado, em vez do individual, particular e motorizado”, concluiu.