segunda-feira, 6 de abril de 2015

Coordenador do MDT, Nazareno Affonso, faz palestra no EMDS


No III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos , que tem como objetivo de transpor as discussões para o campo prático, o III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS) propõe diversas ações de qualificação do transporte coletivo e acessibilidade,


Veja as mesas que acontecerão os debates:

Mesa C - Os planos de mobilidade e a qualificação do transporte coletivo: corredores, BRTs e outras experiências positivas
08/04 - 14h às 15h30 Local: Sala 13
Serão temas de debates nesta mesa as iniciativas já realizadas em prol do transporte coletivo urbano, com destaque para BRT’s e Corredores e como avaliar e replicar as experiências; avaliações de desempenho, como o aumento de velocidade do sistema e a melhora da qualidade do serviço. Além disso, diante do fim do prazo para apresentação dos planos de mobilidade urbana – condição para captação de financiamento para implantação de projetos – a mesa irá discutir ainda a falta de capacitação técnica na maioria das cidades.


Palestrantes convidados
Secretário Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades
Confirmado
Presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação da Prefeitura de Porto Alegre - RS
Confirmado
Diretor-presidente da EMBARQ Brasil
Confirmado
Secretário Municipal de Transportes de São Paulo - SP
Confirmado


Moderadores convidados
Diretor Presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social - URBES e Secretário Municipal de Transportes de Sorocaba - SP e Presidente do Fórum de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito
Confirmado
Mesa D - Cidades para as pessoas: calçadas, travessias, acessibilidade e o incentivo à inserção da bicicleta no sistema viário
08/04 - 15h45 às 17h30 Local: Sala 13
O modelo urbano ideal de cidade requer mais do que um transporte público eficiente. O uso indiscriminado do automóvel cresceu ao lado da precariedade das calçadas, o que configura uma redução dos espaços públicos para as pessoas. Como melhorar as calçadas para o principal meio de locomoção: andar a pé? Como incentivar a bicicleta como alternativa de transporte, inserindo-a no sistema urbano com segurança e eficiência? Quais as experiências e resultados visíveis?


Palestrantes convidados
Prefeito de Sorocaba - SP e Vice-Presidente para assuntos de Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeito (FNP)
Confirmado
Deputada Federal - SP. Membro da Frente Parlamentar Mista do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência
Convidado
Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo - SP
Convidado
Jornalista especializada em planejamento urbano. Criadora do projeto Cidades para Pessoas.
Confirmado
Coordenador Nacional do Movimento pelo Direito ao Transporte - MDT
Confirmado
Diretor de Participação da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) e Líder da Rede Bicicleta para Todos
Confirmado
Presidente do Instituto Mobilidade Verde
Confirmado


Moderadores convidados
Engenheiro Especialista em Mobilidade Urbana e Planejamento de Transporte Urbano
Confirmado
Mesa E - As cidades e a Década de Ação pela Segurança no Trânsito da ONU - resultados e desafios
09/04 - 09h às 10h30 Local: Sala 13
Meta assumida com a ONU prevê a redução de, no mínimo, 50% do número de vítimas no trânsito até 2020: o que foi feito até agora? Serão debatidos casos de sucesso e o que pode ainda ser feito e, principalmente, o custo do “não fazer”.


Palestrantes convidados
Especialista Líder em Transportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
Confirmado
Diretor Presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária.
Confirmado
Consultora Técnica da Área Técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes
Confirmado
Secretário Municipal de Acessibilidade Mobilidade Trânsito e Transporte de Palmas - TO
Convidado
Secretário Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá – MT
Convidado
Deputado Federal - RJ
Convidado


Moderadores convidados
Secretário de Mobilidade do Governo do Distrito Federal
Confirmado
Mesa F - Estatuto da metrópole e autoridade metropolitana: como organizar os sistemas de mobilidade nas regiões conurbadas
09/04 - 10h45 às 12h15 Local: Sala 13
A mesa fará uma discussão do “Estatuto da Metrópole”, que estabelece diretrizes gerais para o planejamento, a gestão e a execução das funções públicas de interesse comum em regiões metropolitanas e em aglomerações urbanas. Abordará também a ação dos agentes públicos (formatos colegiados) no planejamento, controle, gestão e operação dos sistemas de mobilidade e os impactos externos: programas habitacionais, pressão imobiliária, entre outros.


Palestrantes convidados
Diretor adjunto de Estudos e Políticas Regionais Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Confirmado
Secretário Estadual de Transportes do Rio de janeiro
Confirmado
Autor do Estatuto das Metrópoles - Ex-Deputado Federal - SP
Convidado
Secretário Municipal de Transporte e Trânsito de Guarulhos - SP
Confirmado
Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR)
Confirmado


Moderadores convidados
Presidente da Fundação João Mangabeira
Confirmado



Frente Nacional de Prefeitos e o III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável



Acontecerá em Brasília, de 07 a 09 de abril, o III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos. Com o objetivo de transpor as discussões para o campo prático, o III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS) propõe diversas ações que tornam o tema Sustentabilidade algo palpável. Entre elas está um plano de mobilidade urbana, idealizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizadores do III EMDS, com o respaldo técnico da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) e parceria do Governo do Distrito Federal (GDF).

Veja as primeiras mesas que acontecerão os debates sobre mobilidade urbana:

Mesa A - Financiamento, custeio e gratuidades – quem paga a conta: quem usa ou quem se beneficia?
08/04 - 09h às 10h30 Local: Sala 13
Quem deve pagar pelo custo do transporte público, quem se beneficia do sistema ou apenas quem o utiliza? Como produzir uma planilha tarifária transparente para a sociedade? Quais as fontes viáveis de financiamento do sistema e as perspectivas de curto e médio prazo? Esta mesa pretende apontar caminhos para responder essas questões.


Palestrantes convidados
Diretor Financeiro da São Paulo Transporte (SPTrans) da Prefeitura de São Paulo - SP

Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Diretor-presidente da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbanos (NTU)

Ex-secretário Municipal de Transportes de São Paulo - SP

Diretora Delegada para assuntos Europeus e Internacionais no Centro francês de estudos e peritagem sobre os riscos; o meio ambiente; a mobilidade e o ordenamento do território

Presidente da Urbanização de Curitiba SA (URBS)



Moderadores convidados
Prefeito de Guarulhos - SP
Confirmado
Mesa B - Arena
08/04 - 10h45 às 12h15 Local: Auditório Planalto
No horário desta Mesa, os participantes desta Sala Temática estão convidados a participar da ARENA 03 - Mobilidade urbana de qualidade e para todos.


sábado, 4 de abril de 2015

Oficina - A Mobilidade Urbana e o Direito à Cidade

A mobilidade urbana e sua estreita relação com o direito à cidade é tema de oficina a ser realizada pelo Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU), em conjunto com instituições parceiras, na quinta-feira 9 de abril, no âmbito do III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos.

A oficina apresentará as conclusões e recomendações intermediárias da pesquisa “Fortalecendo o Direito Urbanístico e a Mobilidade Urbana para a Efetivação do Direito à Cidade”, conduzida pelo IBDU com o apoio da Fundação Ford, que busca – em seu eixo “mobilidade urbana” – mapear e monitorar as políticas públicas do setor em São Paulo e Santos, tendo em vista sua adequação e concretização dos preceitos, diretrizes e instrumentos da Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana (lei 12.587/2012).
O papel do estudo da mobilidade urbana para o direito urbanístico é central. A edição da lei 12.587/12 trouxe concretude para as diretrizes já previstas no Estatuto da Cidade e canalizou para o debate de implementação de instrumentos jurídicos as demandas políticas acerca da mobilidade urbana.
O objetivo da oficina, portanto, será de sensibilizar, mobilizar e capacitar tecnicamente as lideranças das prefeituras municipais e de organizações da sociedade civil sobre a política nacional de mobilidade urbana e a sua interação com o direito à cidade e o desenvolvimento econômico urbano, visando contribuir para que atuem de forma qualificada e crítica na discussão dos Planos de Mobilidade Urbana, Planos Diretores, e nos Conselhos Locais de Transporte e Mobilidade.
A oficina proporá, adicionalmente, a reflexão sobre os desafios e oportunidades do processo de gestão da mobilidade urbana e integração de políticas públicas nas cidades brasileiras, trazendo experiências internacionais bem sucedidas.

Serviço: Oficina “A Mobilidade Urbana e o Direito à Cidade”, concedida pelo coordenador da pesquisa José Leandro R. Fernandes e pelas pesquisadoras Diana Daste e Irene Quintáns.
Data: 09 de Abril, às 14:00h.
Local: Centro de Convenções Ulisses Guimarães, Sala 8, SDC Eixo Monumental - Lote 05, Brasília (DF).
Inscrições pelo site: http://www.emds.fnp.org.br/

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Coordenador do MDT participa de discussão da PEC que torna o transporte direito do cidadão

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou no final da manhã desta segunda-feira (30) um pedido de urgência, a ser encaminhado ao presidente Renan Calheiros, para a apreciação da PEC 74/2013. Essa PEC inclui o transporte como um direito social.  O requerimento foi aprovado por sugestão de Paulo Henrique Santarém, do Movimento Passe Livre (MPL) que citou pesquisas que demonstram que um grande número de mortos no trânsito são de jovens negros das periferias.
Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), as questões relativas à mobilidade urbana estão entre os principais problemas da sociedade brasileira. Ele presidiu audiência pública interativa sobre o tema na CDH que contou com a participação de gestores e especialistas. Paim lembrou que a mobilidade esteve no centro dos protestos ocorridos nas ruas brasileiras em junho de 2013.
— É pelo direito às cidades, à mobilidade que a nossa juventude se mobiliza. Não foi por R$ 0,20, mas por cidades mais humanizadas — disse o senador.
Paim lembrou ainda que o Brasil é o país onde mais gente morre no trânsito, cerca de 50 mil pessoas a cada ano.
— É uma média de 136 mortes diárias, quase um avião boeing por dia, é índice de guerra — afirmou.
Como uma das alternativas para um trânsito mais civilizado, Paim acredita que as capitais deveriam investir mais em ciclovias. O senador ainda lamenta que iniciativas nesse sentido tomadas pela Prefeitura de São Paulo estejam enfrentando resistências locais. O investimento em ciclovias também foi uma das principais reivindicações lembradas por internautas de todo o país que colaboraram nos trabalhos da audiência.

Expansão da frota

Edison Nunes, representante da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na audiência, lembrou que a frota brasileira tem crescido cerca de 8% ao ano, tendo sofrido um aumento de 136% nos últimos dez anos. Isso estabelece uma tendência de aumento em acidentes graves e mortes, que a PRF tem conseguido reverter com a campanha "Rodovida", adotada, por exemplo, durante as festas de fim de ano e no Carnaval.
Nos estados onde ocorrem mais desses casos houve quedas significativas durante o mais recente Carnaval. No Paraná foram 67% menos mortes, em Minas Gerais, 47%, e na Bahia, 39%, se comparados com os números de 2014.
Maria Rosa Ravelli, professora da Universidade de Brasília (UnB), relembrou que a velocidade média no trânsito de São Paulo hoje está em torno de 8 km/h, devido aos grandes engarrafamentos. Acredita que a solução para esse gargalo passa necessariamente pelo que chamou de "renascimento do transporte sobre trilhos", com a priorização de metrôs, VLTs e trens.
Carlos Tomé, da secretaria de Mobilidade Urbana do DF, observou que nenhuma cidade no mundo resolveu seus problemas de mobilidade urbana priorizando o transporte individual. Ele lembrou ainda que outro grande problema das metrópoles, como Brasília, é o fato de um grande contingente da população habitar em locais com déficits de infraestrutura, que levam a longos deslocamentos para trabalhar ou estudar, entre outras atividades. Tomé lembra que esse fato é comum pois no Brasil o Estado está sempre "correndo atrás" da ocupação territorial irregular, e que essa lógica precisa ser modificada.
Já Uirá Lourenço, da ONG Mobilize, considera contraditório o fato de o Detran-DF, no período de 2012 a 2014, ter arrecadado R$ 356 milhões em multas, tendo destinado apenas 3,5% deste montante para campanhas educacionais no trânsito.

Incentivos

O senador José Medeiros (PPS-MT) reiterou que, devido à crise, as empresas automobilísticas já têm reivindicado junto ao governo federal novas políticas de incentivo fiscal. O senador indaga se essas políticas, caso adotadas, serão tomadas em conjunto com o Ministério das Cidades e outros órgãos ligados ao tráfego nas grandes capitais.
Medeiros também lamenta o grande número de mortes no trânsito e acredita que a opção pelo transporte coletivo, por parte dos usuários que já possuem automóveis, passa necessariamente pela melhoria da infraestrutura nesse setor.
O senador Helio José (PSD-DF) propôs que os senadores em cada estado articulem sempre emendas coletivas ao Orçamento da União, voltadas para a mobilidade urbana. Afirmou que tomará essa iniciativa em relação ao Distrito Federal, apresentando emendas voltadas para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e de ciclovias.
Agência Senado 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Pontes para pessoas

O MDT se preocupa com a prioridade ao pedestre. 
Esta a de proiorização foi debarida pela Mobilize, que destaca 
nesta matéria, a acessibilidade das pontes, substitutas ideais às ultrapassadas 
passarelas nas cidades

Ponte sobre o parque Millennium, em Chicago (EUA)
Ponte sobre o Millennium Park, em Chicago (EUA)


Em Manaus, como em outras cidades brasileiras, as rodovias urbanas vêm sendo construídas cada vez mais. A ideia é facilitar o fluxo exclusivo dos veículos automotores, e a consequência não poderia ser pior: criam-se barreiras de acessibilidade, e uma pessoa se torna um ponto excludente no processo de crescimento urbano. As ruas se transformam em vias expressas e as avenidas em longas rodovias; e a tendência é essa anormalidade crescer como "modelo de progresso". 

Se o planejamento urbano não for repensado, segundo a noção de que as cidades são para pessoas, e não exclusivamente para carros, nunca vamos conseguir solucionar o 'caos urbano'.

Esta discussão nos leva a pensar que podemos projetar no plano do ideal, e conceber algo que garanta à pessoa tornar-se valorizada e figura prioritária na hierarquia da mobilidade urbana. Segundo o Plano Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal Nº 12.587/2012) os pedestres têm prioridade sobre toda e qualquer obra viária na cidade. Assim, antes de pensar nas 'soluções' para melhorar o fluxo dos carros, é urgente favorecer, sobre todos os aspectos, a segurança do pedestre no seu deslocamento e travessia.

Pontes para pessoas
Um dos conceitos mais nobres e satisfatórios nessa linha de pensamento é o planejamento de ‘Pontes para Pessoas’, termo que uso e que vem substituir o conceito das tradicionais passarelas. 

Estruturas anti-ergonômicas, as passarelas não estimulam a segurança dos pedestres. Também escadarias e elevadores não são atrativos arquitetônicos que favoreçam a mobilidade e a acessibilidade universal. Existem milhares de pessoas que nutrem algum tipo de conflito com esses modelos ultrapassados, e ainda mais pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes, idosos, animais, crianças em carrinhos, cegos, portadores de necessidades especiais e quem usa a bicicleta.

No que então as pontes são diferentes? 'Ponte' encerra o conceito de ligar um ponto a outro, com segurança e comodidade. Desse modo, é uma das melhores estruturas já construídas pelo homem e, quando instaladas sobre movimentadas vias e rodovias, se tornam uma excelência na relação da cidade com a paisagem urbana, a acessibilidade, a segurança e a mobilidade, pois se integram de forma harmônica ao partido adotado. 

Um exemplo: a ponte sobre o parque Millennium, em Chicago (EUA). Ali, a forma orgânica integrou-se perfeitamente ao entorno constituído principalmente por uma vegetação densa, que favorece a atratividade do local sem criar interrupções no trânsito, nem de pessoas, nem de veículos: o fluxo é contínuo e seguro para ambos os modais.

Criar pontes em cidades é adotar uma 'ferramenta' de desenho urbano que permite proporcionar um ambiente mais conectado, substituindo integralmente todo tipo de passarela.

Exemplos pelo mundo de travessias mais seguras do tipo 'Pontes para Pessoas': Aterro do Flamengo (RJ); Memorial da América Latina (SP); Rodovia expressa em Vancouver (Canadá); Amsterdã (Holanda); e estruturas em cidades da Dinamarca, China, Japão, Xangai e Espanha, entre outras.

Foto atual da passarela do Aterro do Flamengo (RJ). Foto: Reprodução

Ponte para pedestres em Vancouver. Foto: Reprodução

Com projeto do arquiteto Affonso Eduardo Reidy e paisagismo de Roberto Burle Marx, a ponte construída durante as obras do Aterro do Flamengo, na década de 1960 no Rio de Janeiro, substituiu modelos de passarelas convencionais com escadarias. A proposta era projetar uma conexão moderna sobre uma rodovia urbana, que tinha como finalidade permitir aos pedestres atravessar com segurança as pistas de tráfego intenso. Além da elegância em curva contínua, essa estrutura em concreto armado aparente, que se tornou um elemento artístico na paisagem, proporciona leveza com 56 metros de vão livre.
É preciso repensar o modo de usar a cidade, entender quais são as problemáticas e conflitos de desordem urbana, para daí encontrar soluções, grandes soluções, com ideias criativas. 

Para discutir todos esses pontos, com a sociedade e o poder público, existe  mecanismo de consultas públicas. Instâncias como essa são ideiais para abordar tanto a proposta de pontes para as pessoas, como ainda discutir soluções mais simples também, como as travessias elevadas (faixas elevadas ou lombofaixas). Para a mobilidade ativa (pedestres, portadores de necessidades e ciclistas), elas são excelentes infraestruturas urbanas, que asseguram também integralmente a vida de quem quer atravessar uma via, pois proporciona naturalmente o controle da velocidade dos veículos, um dos fatores que contribuem para graves acidentes e mortes a quem tenta atravessar as convencionais faixas pintadas no asfalto. 

Faixas elevadas e passagens subterrâneas
As faixas elevadas funcionam como "lombadas", reduzindo a velocidade dos carros antes mesmo que eles cheguem à faixa; assim, pedestres/animais/ciclistas conseguem obter um percentual muito elevado de segurança e conforto. Essa solução resolve também a imprescindível questão da acessibilidade; com ela, cadeirantes, idosos e portadores de necessidades especiais têm total segurança de travessia, já que as faixas são projetadas na mesma altura das calçadas. Funcionam como uma extensão das calçadas, mas sem o rebaixamento das guias, que geralmente é fator de risco e barreira a todos os que possuem mobilidade reduzida.
Passagem subterrânea em Brasília (DF). Foto: Reprodução
Há ainda as passagens subterrâneas, outra solução viável para uma travessia segura e ininterrupta do tráfego de pessoas em vias de alto risco. Foi a solução adotada pelo urbanista Lúcio Costa no planejamento de Brasília. Algumas passagens subterrâneas são transformadas em galeria de arte, uso que ajuda a tornar a cidade mais conectada, acessível e segura.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Onde e como puder



Caminhar nas ruas das cidades nos obriga a enfrentarmos diariamente várias travessias em cruzamentos e interseções pois se repetem a cada cem ou duzentos metros em média. Isto significa, para um percurso cotidiano a pé de 15 minutos, cerca de oito a dez travessias. Ao voltarmos, este número duplica, certo? E o que significa para as nossas vidas esta ação tão corriqueira?
Atravessar ruas são momentos muito importantes em nossa vida: é a hora da negociação da utilização do espaço e do tempo urbanos (das ruas e avenidas) com os usuários das outras formas de mobilidade, majoritariamente a mobilidade motorizada: automóveis, motos, ônibus, caminhões, utilitários.
Alguns destes locais tem uma negociação de uso pré-formalizada por sinalização de trânsito (placas, faixa de pedestre, semáforo de pedestres), mas a maioria não, valendo a equação mental básica que realizamos de forma automática em nosso cérebro: tempo necessário para ir de uma calçada à outra X velocidade do carro que se aproxima. Na maioria das vezes este cálculo funciona, mas quando falha, o pior resultado é sempre para quem não está pilotando uma pesada máquina motorizada.

No caso dos pontos contemplados com sinalização de trânsito, pode se afirmar com muita certeza que quem atravessa a pé geralmente não confia muito na faixa de pedestre. Para que isto ocorra é necessário haver sempre fiscalização e intensas campanhas de trânsito para garantir seu respeito pelos motoristas. 
Maria Ermelina Brosch Malatesta
Ponto de Vista ANTP

segunda-feira, 16 de março de 2015

Fórum Nacional de Secretários(as) e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito

O Fórum Nacional de Secretários(as) e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito e a Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP, que secretaria os Fóruns, em parceria com o anfitrião desta edição, a Prefeitura Municipal de Aracajú/SE, através da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, convida os Secretarios de Transportes e Trânsito a participar da 85ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários(as) e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito e do 19º Encontro Nordeste de Gerenciadores de Transporte Urbano e Trânsito.

Após 10 anos, a Reunião do Encontro Nordeste retoma suas atividades especificas. O evento será realizado no período de 18 a 20 de Março de 2015, no Hotel Real Classic, na cidade de Aracajú/SE.

A programação técnica detalhada da 85ª Reunião do Fórum Nacional foi organizada pela coordenação do Fórum Nacional,

Segue um cronograma preliminar do evento:

Dia 18.03.2015 – Quarta-Feira Das 13h00 às 17h30 – 19º ENCONTRO NORDESTE – programa preliminar disponível no site da ANTP na agenda de eventos. Das 17h30 às 19h00 – Visita Técnica ao Sistema de Transporte Coletivo e Trânsito de Aracajú/SE Dia 19.03.2015 – Quinta-Feira 08h30 às 18h00 – Abertura e Inicio da 85ª Reunião do Fórum Nacional A noite – Jantar de Confraternização em local externo Dia 20.03.2015 – Sexta-Feira Das 09h00 às 13h00 – Continuação da 85ª Reunião do Fórum Nacional Das 13h30 às 15h30 – Almoço por adesão em local externo Dia 21.03.2015– Sábado Às 10h00 - Visita Técnica ao Sistema de Transporte Coletivo e Trânsito de Aracajú/SE

O Regulamento do Fórum Nacional que encontra-se disponível no site da ANTP www.antp.org.br – determina que nesta edição do Fórum Nacional em Aracajú, será realizada a eleição para Presidência do Fórum Nacional e Vices Presidentes. 

Radar que vai controlar invasão de faixa do Move e excesso de velocidade já está instalado em BH



O primeiro equipamento eletrônico de Belo Horizonte que vai flagrar, ao mesmo tempo, invasão de faixa exclusiva de ônibus e excesso de velocidade praticado pelos coletivos do Move já está posicionado na Avenida Antônio Carlos. O radar ainda não foi ligado e está instalado na busway em frente ao número 6.510, Bairro Liberdade, Região da Pampulha, onde passou por um período de testes. Ele é diferente do modelo convencional que a população está acostumada, o tradicional Pardal com sensores no asfalto. Nesse caso, a BHTrans não permitiu o uso dos sensores, pois para instalá-los seria necessário quebrar o concreto por onde circulam os coletivos. No local há três postes fixados e uma série de dispositivos eletrônicos para flagrar os abusos. Além desse, outros 92 pontos espalhados pelas pistas de concreto das avenidas Pedro I, Antônio Carlos, Cristiano Machado, Paraná e Santos Dumont também serão vigiados simultaneamente para coibir excesso de velocidade, avanço de semáforo e invasão de pista exclusiva. Apesar de a licitação já estar concluída, a BHTrans não informa quando os equipamentos estarão multando os infratores.
A expansão dos radares em BH conta ainda com outros 153 pontos que serão fiscalizados em pistas de tráfego misto, porém, sempre nas áreas de influência do BRT/Move. Juntos, esses dois grupos vão somar mais 246 vigias aos 138 já existentes na cidade, quase dobrando a quantidade atual.
A intenção da BHTrans é reduzir os acidentes e o grau de severidade das batidas, principalmente dando melhores condições aos pedestres que circulam no entorno das estações de transferência de passageiros, segundo nota enviada pela assessoria de comunicação.No início do mês, o prefeito Marcio Lacerda se mostrou preocupado com o fato de os ônibus trafegarem em "maior velocidade” por rodar em pistas exclusivas, que normalmente ficam livres.
TENDÊNCIA MUNDIAL
O professor Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Logística da Fundação Dom Cabral, lamenta que a expansão dos radares não acompanhou a inauguração do Move em BH. "Aumentar a presença dos radares é uma tendência mundial. Estudos internacionais dizem que quando você cria exclusividade de mobilidade para algum tipo de veículo, a tendência é o aumento de velocidade”, afirma Resende. O especialista ainda lembra que no segundo grupo de aparelhos previstos para serem instalados em BH, destinados para o trânsito misto, a fiscalização de avanço de semáforo será muito importante. "Temos muitos acidentes no Brasil por conta de condutores que avançam o sinal vermelho. Nesse caso, o choque com o pedestre é muito mais perigoso. Com a implantação do BRT/Move e o aumento do fluxo de pedestres, essa situação ficou mais séria”, completa.
Atualmente, dos 138 radares que multam os apressados, invasores de faixa exclusiva, furões de sinal e excesso de peso em BH, nenhum deles tem a tecnologia necessária para flagrar dois tipos de infrações de uma só vez, segundo a BHTrans. Assim que as empresas Splice, Indústria, Comércio e Serviços Ltda.e Consórcio Vias BH, responsáveis pelos dois lotes de equipamentos previstos para a expansão do sistema, começarem a ligar os aparelhos, será a primeira vez que a capital mineira terá olhos eletrônicos capazes de multar por duas infrações diferentes.

A reportagem procurou a BHTrans para confirmar qual o tipo de tecnologia o Consórcio Vias BH vai usar nos radares das pistas de concreto, mas a empresa disse que só vai se pronunciar quando os radares forem ativados.O edital prevê opções como radiofrequência, emissão de freqüência luminosa ou videomonitoramento.Ninguém foi encontrado no Consórcio Vias BH para comentar o assunto.

Estado de Minas