sexta-feira, 19 de abril de 2013

Azar do Brasil



O MDT considerou a frase  da presidente da Petrobras, Graça Foster "acho lindo engarrafamento", pois "meu negócio é vender combustível" politicamente inconveniente, ecologicamente incorreta e contraria a uma politica pública includente assim como Ruy Castro na coluna "Azar do Brasil".

A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse ao jornal gaúcho "Zero Hora" que "acha lindo engarrafamento", pois "seu negócio é vender combustível". E informou, orgulhosa: "Estou faturando". Pelo visto, parece satisfeita com os engarrafamentos que vê a bordo de seu helicóptero ou de que toma conhecimento pelo rádio e pela TV.

Como o verbo é livre a ponto de comportar tais afirmações, atrevo-me a dizer que preferiria uma pessoa mais delicada à frente da Petrobras. Por mais que tenha vindo ao mundo para vender gasolina, seu cargo não a autoriza a se comportar como uma frentista de estrada. A Petrobras deve ter compromissos com o povo que a sustenta, e não apenas com o conteúdo dos buracos que perfura.

É verdade que a culpa dos engarrafamentos não é exatamente sua, mas do governo a que pertence --o qual vive baixando alíquotas e estimulando a produção e venda de carros para fechar suas contas, com o que asfixia e torna inabitáveis nossas cidades. Isso a despeito da tendência internacional a devolver as cidades aos cidadãos, tirando carros da rua e estimulando o transporte público, as bicicletas e a simples caminhada.

Sei também que o pensamento de Graça Foster deve repetir o de todos que a antecederam na presidência da Petrobras, e que a esta cabe somente cuidar de seus negócios, não "pensar o país". Talvez devêssemos até agradecer-lhe por ser tão franca: ao contrário de seus antecessores, mais dissimulados, ela torce explicitamente pelo carro, pelo engarrafamento, pelo mau humor no trânsito, pela poluição, e contra o cidadão que lhe paga o salário e compra a sua gasolina.

A tal desprezo pelo equilíbrio urbano e pela qualidade de vida dos brasileiros das cidades, deve corresponder um equivalente pelos contínuos estragos ambientais provocados por sua empresa. Azar do Brasil. 

Folha de São Paulo
Ruy Castro - colunista
Folha de São Paulo
Ff

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Engº Ubiratan Felix, do SENGE - Ba e do secretariado do MDT, fala sobre metrô de Salvador em entrevista para Record




"Devido longo atraso das obras, o sistema do metrô em
construção ficou velho", diz.
 
A obra do metrô já completou 13 anos (quatro vezes o tempo previsto) e ainda não há previsão para que os trens entrem em operação. Só com a metade do trajeto, o governo gastou duas vezes e meia o que era previsto para a obra inteira. O prazo de construção inicial era de 40 meses, a partir do início das obras, em janeiro de 2000.
O mais recente impasse entre o governo do Estado e a Prefeitura de Salvador é sobre a integração do sistema metroviário com o ônibus, depois que os 12 km da Lapa até Pirajá ficarem construídos. Nesta semana, o acordo para de transferência da gestão do sistema metroviário da Prefeitura para o governo do Estado sofreu mais um adiamento devido à complexidade e extensão do documento.
O presidente do Senge BA, engº civil Ubiratan Félix, concedeu entrevista sobre o tema para o programa Balanço Geral, da emissora Record, divulgada na manhã desta sexta-feira (12).
Confira abaixo a entrevista completa:

Quais os prejuízos das obras do metrô de Salvador?
Ubiratan Félix - São três tipos de prejuízos. O primeiro é o econômico, uma dívida de R$ 1 bilhão, que foi o empréstimo que a Prefeitura Municipal fez para construção do metrô.  O segundo é o atraso de 14 anos na mobilidade urbana da cidade. O metrô estava previsto para ser concluído entre o período de 2003 a 2004. O atraso só piorou a situação do trânsito em Salvador, gerando prejuízo diário no bolso das pessoas que circulam na cidade. O terceiro prejuízo é que, devido todo atraso, o sistema do metrô em construção ficou velho. Por exemplo, os trens já perderam a garantia do fabricante sem mesmo serem utilizados. Então, o atraso criou uma dívida que a cidade paga mensalmente com juros e gerou toda essa dificuldade na mobilidade das pessoas. Uma obra não concluída é prejuízo para todos
.
Devido os anos de atraso da obra, serão necessários quais reparos?
Ubiratan Félix - Inicialmente, a primeira etapa da obra iria até a Estação Pirajá. O Acesso Norte seria apenas uma estação de passageiros, e não de transbordo. Então, nesses 6 km, não estavam previstos condições técnicas importantes. Com a criação do transbordo Acesso Norte, será necessário adaptar as novas obras nesse trecho inicial, como: o pátio de manobra, o sistema de controle operacional (instalado de forma provisória), a oficina de manutenção e a área de estacionamento para os trens que, atualmente, estão distribuídos ao longo da via. Os trens terão ainda que passar por toda uma reavaliação, uma vez que já foi perdido a garantia do fabricante. Foram ainda constatadas vulnerabilidades nas três subestações, como a ausência de abertura para saída do ar quente na sala do gerador. Outra questão é a integração do metrô com o ônibus na Estação Pirajá, que não foi preparada para isso, podendo gerar um “estrangulamento” no local.

dscn5367.jpgMão de obra qualificada é um desafio a ser superado?
Ubiratan Félix - É preciso contratar uma equipe técnica qualificada para operar. O custo mensal estimado com pessoal por mês é de 1 milhão e oitocentos mil reais, e para colocar o sistema em operação é de R$ 30 milhões. É estimada a contratação de 340 pessoas, excetuando-se o setor de vendas de bilhetes que pode ser terceirizado. É uma mão de obra extremamente específica, qualificada e cara. A Prefeitura de Salvador e o Estado não têm esse quadro em quantidade suficiente. Como atrair essa mão de obra se os salários do município e Estado para engenheiros são comprimidos? Para se ter uma ideia um engenheiro que atua no metrô de São Paulo ganha em média R$ 18 mil por mês. Um operador R$ 12 mil.

Quem vai “bancar” o subsídio do metrô?
Ubiratan Félix - Será preciso subsídio do governo federal e estadual para equalizar a passagem do transporte de ônibus com a do metrô. A população de Salvador, em sua maioria, é muito pobre e não pode pagar um valor muito alto pela tarifa. Então têm desafios muito importantes do ponto de vista operacional, financeiro e de gestão. Afinal, quem vai gerir o sistema? Em São Paulo é o governo do Estado, no Rio Grande do Sul, o governo Federal, em Recife é gestão metropolitana compartilhada e no Rio de Janeiro, são empresas privadas. No caso do metrô de Salvador, com o convênio entre município e Estado, o governo Estadual será o responsável. Mas terá concessão para empresa privada operar?  Se tiver, ainda será necessário um gestor estadual para fiscalizar. Portanto, a situação é complexa e com maior grau de dificuldade de solução.



L

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Nazareno Affonso fala sobre Lei de Mobilidade Urbana, no Canal Futura



O programa Conexão Futura , falou ontem sobre "transportes públicos no Brasil".

O coordenador do MDT -  da ANTP Brasília  e presidente do Instituto Rua Viva, Nazareno Affonso, participou do programa com Orlando Strambi, Professor  de Transporte Urbano da USP, Walter Porto, Professor de Engenharia de Transportes da COPPE, Isabel Sales de Melo Lins, diretora de Regulação e Gestão da Secretaria Transportes e de Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades.

Nazareno  defendeu alguns dos princípios  do MDT. Defendeu a prioridade do transporte público sobre o individual diferentemente do que é praticado pelo poder público  usualmente. Defendeu também a aplicação da Lei da Mobilidade,  que foi uma luta de 15 anos  para a aprovação, com a prioridade de espaço nas cidades para o transporte coletivo, os pedestres e bicicletas, política de estacionamento, subsídio ao transporte público, custo do diesel e congestionamentos.

Veja o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=mqnbNb_t3qg


 

terça-feira, 16 de abril de 2013

São Paulo sai à frente na implantação dos preceitos da Lei de Mobilidade e do eixo do MDT de prioridade para o transporte público na via


Para construir 150 quilômetros de corredores de ônibus até 2016, como prometido na campanha eleitoral, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pretende arrecadar parte dos R$ 6,1 bilhões estimados para as obras com a venda de terrenos particulares. Em vez de só desapropriar imóveis para erguer paradas e abrir faixas de ultrapassagem, a administração vai repassar quarteirões inteiros para a iniciativa privada. Os recursos, então, serão investidos em corredores como os das avenidas 23 de Maio e Bandeirantes. 
A proposta, divulgada pelo secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, ainda não explica como imóveis particulares, depois de desocupados, serão entregues a empreiteiras - que poderão construir unidades residenciais ou comerciais. Segundo Tatto, uma das justificativas para a proposta é o adensamento de áreas perto dos corredores.  Segundo o advogado e conselheiro da Comissão de Habitação e Urbanismo da OAB-SP Carlos Artur André Leite, a polêmica está no fato de a Prefeitura usar bens particulares para lucrar e executar projetos. "As indenizações devem ser calculadas de forma a ressarcir os antigos proprietários também da valorização que eles teriam com esse imóvel." Ele afirmou que uma das melhores maneiras para executar esse plano é por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), em que empresas particulares que recebessem esses terrenos tivessem a obrigação de construir os corredores.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Presidente da Petrobrás dá declarações absurdas



A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou em entrevista ao jornal gaúcho "Zero Hora", publicada neste domingo (14), que não há previsão de novo aumento de diesel e gasolina em 2013.

"Olhando hoje para o quadro do Brent [tipo de petróleo negociado no mercado de Londres] e para a taxa de apreciação do real, para o câmbio, não há previsão de aumento de combustível", disse ela à publicação.

Questionada sobre as parcerias da Petrobras com o grupo do empresário Eike Batista, a executiva afirmou que discute oportunidades de negócios com a empresa desde setembro.
"O grupo X tem uma infraestrutura muito grande e estamos trabalhando projeto a projeto com eles", disse.

"Tem navios que ganharam licitações e outros assuntos que estamos discutindo. Mas tudo será alvo de licitação."

CONGESTIONAMENTO

Na entrevista, Graça ainda afirmou "achar lindo engarrafamento", pois "o meu negócio é vender combustível".

"Acho lindo carro na rua, estou faturando", disse. Mas ponderou: "Só entendo que deveríamos ter sempre planos diretores para orientar o fluxo de carros a favor da sociedade."

A assessoria de imprensa da Petrobras não foi localizada na tarde deste domingo para comentar as declarações de Graça.

Folha de São Paulo

Encontro programado pela ABRACICLO para o dia 16 de maio, em São Paulo, espera receber 200 participantes


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IV Fórum Abraciclo: Inscrições Abertas


As inscrições para a quarta edição do Fórum Abraciclo – Mobilidade & Segurança em Duas Rodas, promovido pela ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, já estão abertas no site da entidade, emwww.abraciclo.com.br.
O evento, a ser realizado no dia 16 de maio, a partir das 8h30, no Renaissance Sao Paulo Hotel, irá contar com a participação de especialistas do Brasil e de outros países.
“A quarta edição ocorre em momento especial, em que as bicicletas e motocicletas ganham espaço na mídia e junto à opinião pública, posicionando-se como opções flexíveis, práticas, ágeis e mais econômicas para a mobilidade, diante das crescentes dificuldades de tráfico nas médias e grandes cidades brasileiras. Todavia, é preciso buscar a circulação segura dos veículos de duas rodas, alinhada aos objetivos de um trânsito cada vez mais pacífico, com condutores e pedestres conscientes sobre a prática da tolerância, do respeito e da cooperação nas vias públicas”, comenta José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo.

Palestra Internacional
Ramón Ledesma Muñiz, do Departamento de Trânsito da Espanha, tem sido responsável pela regulação e gestão do tráfego de motocicletas na Espanha. Muñiz irá apresentar a atual situação dos veículos de duas rodas na Espanha, como é feito o processo de habilitação de motociclistas, as ações implementadas para reduzir as ocorrências com ciclistas e motociclistas e como funciona a fiscalização nas vias das médias e grandes cidades do país.

Bicicleta – Um Movimento Seguro
O aumento do uso da bicicleta e as ações para garantir sua mobilidade com segurança serão discutidos no primeiro painel do dia. Com mediação da jornalista Renata Falzoni, o debate contará com a presença de Felipe Aragonez, diretor do Instituto CicloBR, Nabil Bonduki, vereador da cidade de São Paulo, Paulo Saldiva, pesquisador e professor da USP e Willian Cruz, presidente da ONG Vá de Bike!.

Brasil Busca a Segurança em Duas Rodas
Com mediação do jornalista Geraldo Simões, painel prevê a discussão de ações do governo voltadas a segurança dos motociclistas e conta com a participação de Cezar Augusto de S. Oliveira, presidente do Carpe Dien Moto Clube, de São Paulo, Hugo Leal, deputado federal, e Samuel Ometto, coordenador de atendimento por motocicletas URAM/SAMU.

Duas rodas - Movimento que Cresce
Último painel do dia apresenta as perspectivas de crescimento da mobilidade urbana em duas rodas. Daniel Annenberg, presidente do Detran-SP, Marcelo Araújo, presidente da Comissão de Trânsito e Transporte da OAB/PR e Maria Cristina Hoffmann, coordenadora geral de qualificação do fator humano no trânsito irão analisar a convivência com segurança no novo perfil de trânsito urbano. O jornalista Roberto Agresti fará a mediação.
Na quarta edição, a Abraciclo espera superar o número das edições anteriores e receber cerca de 200 participantes.
O Fórum Abraciclo é dirigido à imprensa, autoridades, universitários e entidades do setor de Duas Rodas, com foco na mobilidade e segurança dos veículos no trânsito. A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.

Serviço
IV Fórum Abraciclo – Mobilidade & Segurança em Duas Rodas
Data: 16 de maio

Horário: das 08h30 às 16h30

Local: Renaissance Sao Paulo Hotel
Endereço: Rua Haddock Lobo, nº 746 - Jardim Paulista
Inscrições: www.abraciclo.com.br

Sobre a ABRACICLO e o Setor de Duas Rodas
Com 36 anos de história e 13 associadas, a ABRACICLO - Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares - representa, no país, os interesses dos fabricantes de transporte em Duas Rodas, além de investir fortemente em ações que tenham por objetivo a busca pela paz no trânsito e pilotagem defensiva.
Representativa, a fabricação nacional de motocicletas - majoritariamente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM) - está entre as cinco maiores do mundo. Já no segmento de bicicletas, o Brasil se encontra na terceira posição entre os principais produtores mundiais. No total, o Setor de Duas Rodas gera em suas indústrias cerca de 20 mil empregos diretos.

MOTOCICLETAS
BICICLETAS
Frota Nacional: mais de 20 milhões
Frota Nacional: mais de 70 milhões
Produção anual: cerca de 1,7 milhão de unidades
Produção anual: mais de 4 milhões
de unidades
5º maior produtor mundial
3º maior produtor mundial

Fonte: ABRACICLO

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Paulistano poderá usar Bilhete Único compartilhar Bicicletas Públicas


Ciclistas em São Paulo
Ciclistas em São Paulo
créditos: Circuito Fora do Eixo


Preocupada em integrar, definitivamente, a bike como um meio de transporte e não apenas lazer, a prefeitura de São Paulo está planejando licitar um novo sistema de aluguel de bicicletas públicas na capital, totalmente integrado ao Bilhete Único. A ideia é possibilitar que as pessoas utilizem as magrelas para complementar trajetos antes e após o ônibus, sem depender do automóvel.



De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a prefeitura pretende investir pesado e oferecer uma grande rede de aluguel de bikes. Devem ser instaladas estações por todas as regiões da cidade, com cerca de 50 mil bicicletas à disposição da população. Porém, o modelo ainda está em análise. O secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto, não deu prazo para a licitação e nem divulgou custos envolvidos, mas afirmou que o projeto já foi apresentado ao prefeito Fernando Haddad.
Mobilize

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Greenpeace quer mais corredores de ônibus

Cada vez mais a sociedade tem se conscientizado de que os investimentos em transportes públicos trazem benefícios para a mobilidade das pessoas, mas também para outros setores, como o econômico, social e para a preservação do meio ambiente.
E diversos movimentos em todo o mundo, inclusive no Brasil, reconhecem a importância dos corredores de ônibus para que as cidades tenham o espaço ocupado de forma democrática e com o menor impacto ambiental possível.
O Greenpeace Brasil colocou em diversos pontos da cidade de São Paulo faixas e cartazes cobrando das autoridades mais agilidade na priorização dos ônibus no espaço urbano.
Um ônibus consegue substituir em média 45 carros de passeio, o que significa menos congestionamento e poluição. Mas as pessoas que hoje usam carros só vão migrar para o transporte público se ele oferecer conforto e rapidez, o que é possível por meio de corredores bem elaborados.
No viaduto Guadalajara, sobre a Radial Leste, uma das vias de maior movimento da cidade de São Paulo, a ONG colocou uma faixa de 10 metros coma frase “Cadê o Corredor de Ônibus que poderia estar aqui?”
O Greenpeace também cobra outros corredores, como o da Vila Sônia, além de mais ciclovias, calçadas que ofereçam acessibilidade e melhoria nas travessias para pedestres.
Nesta terça-feira, dia 09 de abril, o secretário municipal de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, apresentou um plano de corredores de ônibus para a cidade, que totalizam 147 quilômetros, muitos dos quais do estilo BRT, com possibilidade de pagamento da passagem nas estações para agilizar as operações de embarque e desembarque, estações com o piso no mesmo nível do assoalho dos ônibus, oferecendo acessibilidade, e pontos de ultrapassagem para evitar filas de ônibus nos pontos e aumentar a velocidade média dos transportes públicos sobre pneus.
A entidade mundial, com representação no Brasil, realiza a campanha “Cadê o Plano de Mobilidade” em nível nacional.
O objetivo é alertar a população para participar cobrando das autoridades o cumprimento da lei federal 12.587, de janeiro de 2012, que determina que até 2015 as cidades com mais de 20 mil habitantes tenham um Plano de Mobilidade que priorize o pedestre, o ciclista e os transportes coletivos.
De acordo com levantamento do Greenpeace Brasil apenas sete capitas apresentaram planos até agora: Rio Branco, Porto Velho, Salvador, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro. A maior parte inclui o ônibus como solução de transportes.
Contanto com especialistas em cidades e meio ambiente e com milhares de ativistas em todo o mundo, o Greenpeace sabe do papel do transporte público para cidades mais sustentáveis e da importância do ônibus neste processo.


Blog Ponto de Ônibus

terça-feira, 9 de abril de 2013

Inscrições para 80ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários de Transportes, em Brasília, devem ser feitas até 16 de abril.


As inscrições para a 80ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito, no dia 23 de abril, no Centro de Convenções Espaço Brasil 21, em Brasília, deverão ser feitas "impreterivelmente até o dia 16 de abril", a terça-feira da próxima semana. O alerta consta de carta enviada pelo presidente da ANTP, Ailton Brasiliense Pires, e pela secretária do Fórum Nacional, Valéria Aguiar, a todos os secretários e dirigentes

Reservas no hotel garantidas só até 9 de abril. Valéria acrescenta que foi prorrogado somente até esta terça-feira, 9 de abril, o bloqueio de vagas no Hotel Naoum Plaza Brasília (próximo ao local do evento) para participantes da 80ª Reunião do Fórum Nacional, depois dessa data, o hotel estará liberado para destinar as vagas para quaisquer interessados. 

Significado. "O objetivo central do Fórum é reunir as principais autoridades municipais, responsáveis pelas políticas públicas de mobilidade urbana nas cidades brasileiras de grande, médio e pequeno porte, visando à troca de experiências, conhecimento de novas tecnologias, discussão de problemas comuns e consequentemente encaminhamentos que se façam necessários junto a todas as esferas de governo", assinala a carta. 

Desenvolvimento sustentável. A 80ª Reunião do Fórum Nacional acontecerá simultaneamente com o II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável promovido pela Frente Nacional de Prefeitos, e que tem por tema geral Desafios dos novos governantes locais.

AGENDA

A reunião exclusiva dos secretários está marcada para o dia 23 de abril; das 9h às 18h. Nos dias 24 e 25, no contexto do II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável haverá uma sala temática intitulada Desafios da Mobilidade Urbana e Metropolitana aberta à participação de todos os prefeitos e secretários. 

Novos secretários e dirigentes. Aseleições de 2012 trouxeram mudanças nos quadros de dirigentes municipais razão pela qual a primeira reunião do Fórum Nacional em 2013 tratará nos seguintes pontos: 1) Os novos dirigentes, a estrutura e o papel do Fórum Nacional; 2) As ações em andamento; 3) A relação do Fórum Nacional com o governo federal através do Ministério das Cidades (Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana - SeMob e Departamento Nacional de Trânsito - Denatran); 4) A importância do engajamento dos secretários e dirigentes municipais na elaboração de uma pauta do setor para 2013/2014; e 5) A eleição do novo presidente do Fórum Nacional. 

Inscrições e hospedagem. A ANTP orienta os secretários a providenciarem a inscrição e a reserva de hospedagem o mais rapidamente possível, tendo em vista os eventos que acontecerão em Brasília na mesma ocasião do Fórum Nacional.

 Semanal ANTP

sábado, 6 de abril de 2013

Falta de prioridade ao transporte público também encarece ter carro



ônibus
São Paulo é a segunda cidade no mundo onde é mais caro adquirir e manter um carro particular, de acordo com levantamento internacional. Falta de rede suficiente de transporte público cria um modelo de uso de automóvel que encarece a manutenção do veículo particular. Foto: Adamo Bazani.
Falta de prioridade ao transporte público contribui para que São Paulo seja a segunda cidade do mundo mais cara para ter e manter automóvel
Levantamento é da Revista The Economist e leva em consideração os principais custos de um veículo. Modo de uso do carro pelo paulistano deixa manutenção cara
ADAMO BAZANI – CBN
Se o excesso de veículos nas cidades não é bom para o trânsito e para a o meio ambiente, em São Paulo, também é problema para o bolso.
De acordo com levantamento da revista inglesa The Economist, São Paulo é a segunda cidade do mundo onde é mais caro comprar e manter um carro de passeio.
Os especialistas na revista levaram em conta veículos de porte médio, com 1800 cilindradas, para que a comparação entre as diversas cidades do mundo não fosse prejudicada pelas diferentes características dos veículos em cada região. Foram usadas as marcas Audi e Mercedes Benz.
Comprar e manter um carro na cidade de São Paulo por três anos faz o motorista desembolsar mais de US$ 120 mil dólares.
O valor só é menor que na cidade de Nova Déli, na Índia, onde para ter e manter um carro por três anos, o cidadão gasta em média US$ 140 mil dólares.
Os dados levam em consideração diversos gastos, como aquisição, impostos, combustível, manutenção e taxas.
Nos países em desenvolvimento, os gastos são maiores por causa da maior carga de impostos nestas nações.
Chama atenção o fato de que nas cidades onde não há investimento suficiente em transporte público, os custos para manter carros são maiores por diversos motivos.
O primeiro deles é porque o uso do carro é maior, o que eleva os gastos para o proprietário do veículo.
Em Nova Iorque, por exemplo, onde para os deslocamentos cotidianos para a escola ou trabalho a maior parte das pessoas usa ônibus ou metrô, o dono de um carro gasta pouco mais de US$ 40 mil dólares em três anos. E a taxa de motorização da população é alta, mas o carro é usado eventualmente ou para passeios de final de semana.
Mas a falta de transporte público não deixa a manutenção do carro mais cara apenas pelo uso maior, mas pela forma de utilização do veículo.
Sem rede de corredores de ônibus e metrô suficiente, as pessoas ficam mais tempo presas nos congestionamentos, o que aumenta ainda mais os gastos com os carros parados a toa nas ruas.
O transporte público consegue atender a uma grande quantidade de pessoas ocupando menor espaço urbano. Assim, a prioridade ao transporte urbano significa vias mais livres.
Para o transporte público, no entanto se tornar interessante, ele deve ter baixo custo e velocidade maior.
Algumas cidades já restringiram algumas áreas para carros.
É o que São Paulo fez recentemente na região do Largo Treze de Maio, na zona Sul de São Paulo, que nos horários de maior movimento da manhã e da tarde restringiu a circulação de carros de passeio em algumas ruas.
De acordo com a SPTrans – São Paulo Transportes, gerenciadora dos serviços, por causa da restrição de circulação dos carros, a velocidade média dos ônibus que trafegam pelo corredor da Avenida Santo Amaro e que depois servem a região do Largo Treze de Maio passou de 11 quilômetros por hora para 21 quilômetros por hora, segundo as medições feitas pelo sistema Olho Vivo dos aparelhos de GPS dos ônibus.
Blog Ponto de Ônibus
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Mobilidade e transporte público serão temas de debate entre gestores municipais


Mobilidade e transporte público serão temas de debate entre gestores municipais
Paralelamente ao II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (II EMDS), que ocorrerá em Brasília (DF), durante os dias 23 a 25 de abril, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) juntamente com a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) realizará a 80ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito. O Fórum será realizada na sala Vera Cruz 2, no Centro de Eventos Brasil 21, na capital federal.

O objetivo central do Fórum é reunir as principais autoridades municipais, responsáveis pelas políticas públicas de mobilidade urbana nas cidades brasileiras de grande, médio e pequeno porte para criar um espaço de troca de experiências, conhecimento de novas tecnologias, discussão de problemas comuns e consequentemente encaminhamentos que se façam necessários junto a todas esferas de governo.

Os convidados do Fórum terão a oportunidade de participar também da programação do II EMDS que será realizado no mesmo centro de eventos e terá em sua agenda a inovadora apresentação TED-alike com o tema ‘Desafios da sustentabilidade urbana e metropolitana’ – no dia 24, das 9h às 12h30 – além de muitos outros temas que interessam os gestores municipais que buscam a qualidade de vida dos cidadãos.

Outras informações sobre o II EMDS, como a programação, os temas que estarão em debate e esclarecimentos sobre as inscrições, estão disponíveis no site da Frente Nacional de Prefeitos.

FNP

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mobilidade Urbana e Transporte sobre Trilhos serão debatidos em Campinas - SP

mobilidade
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O evento será aberto à população e é promovido pela Frente Parlamentar Paulista do Bilhete Único, junto com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas (SindPaulista). O objetivo dos organizadores é construir um diagnóstico na RMC para elaborar projetos de integração do transporte público.

Sérgio Benassi, secretário municipal de Transportes e presidente da Emdec, disse que a questão central é a integração dos diversos tipos de modais. “O novo sistema de transporte exige o uso de rodovias, ferrovias e até de hidrovias, tanto na interligação das estruturas como na unificação do sistema tarifário”, afirmou. “Neste sentido, a ampliação do sistema de bilhetagem eletrônica do Bilhete Único torna-se fundamental”, disse Benassi.

A ideia é retomar o transporte sobre trilhos como elemento estrutural da Mobilidade Urbana e da qualificação da infraestrutura e logística do transporte como um todo. “Neste processo, a recuperação do transporte sobre trilhos será indispensável, por ser um sistema eficiente de transporte de massas”, resumiu Benassi.

O ciclo se propõe também a construir cenários, identificar gargalos e estabelecer ações e parcerias para a construção de cidades sustentáveis e um país da inclusão social.

De Campinas, com informações do portal da Prefeitura.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Artigo de Flávio Amary sobre mobilidade urbana





O assunto mobilidade urbana, pouco falado no passado em nosso país, passou a ser debatido com muita frequência em vários contextos e por muitas pessoas, principalmente com o crescimento das cidades onde até há pouco tempo atrás era possível se deslocar com certa facilidade e em um curto espaço de tempo. Com o Estatuto das Cidades (Lei 10.257/2001), cidades com mais de 500 mil habitantes foram obrigadas a elaborar um plano de transporte urbano integrado compatível com o plano diretor.

Em 3 de janeiro de 2012 foi sancionada a Lei 12.587 que instituiu as diretrizes da política nacional de mobilidade urbana e determinou que os municípios com mais de 20 mil habitantes teriam três anos para elaborar seus planos, sob pena de não receber mais recursos federais destinados à mobilidade.



Estamos em um momento de discussão do plano diretor, legislação mais importante da cidade, pois regula através de discussões entre os poderes legislativo e executivo em conjunto com a sociedade civil organizada, o uso e ocupação do solo e todo o critério de ocupação. Ideal que se faça essa discussão considerando também os assuntos ambientais e de transporte.

Acredito que uma boa forma de construir uma proposta seja conhecer cidades do mundo com características semelhantes e que tiveram sucesso. A cidade de Portland, na costa oeste americana, eleita como uma das 5 melhores para se viver nos Estados Unidos por diversos indicadores e institutos, com área geográfica de 376 km2 e com 593 mil habitantes, se assemelha à realidade de Sorocaba com seus 600 mil habitantes e 446 km2.



Os habitantes de Portland não têm incentivo para usar o transporte de forma individualizada pois o transporte coletivo atende com trens, ônibus e metrô todo o território urbano, além de através do planejamento urbano e territorial a região central ter uma ocupação não somente para o comércio, mas também para residência. Desta forma o centro passa a ser opção de bares, restaurantes e eventos culturais também fora do horário comercial.

Morar perto do trabalho, do estudo e de onde se diverte é a melhor solução para o transporte, pois desta forma se minimiza os deslocamentos.



Importante a ação da prefeitura de Sorocaba em iniciar a pesquisa de deslocamento, mas precisamos de soluções rápidas principalmente no incentivo ao uso do transporte coletivo.

O BRT (Bus Rapid Transit) pode ajudar bastante no deslocamento, mas precisa ser parte de um conjunto de ações. A implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) também deve fazer parte do plano de mobilidade de Sorocaba, pois podemos e devemos nos utilizar da rede ferroviária já implantada em nossa cidade cruzando-a de ponta a ponta, inclusive ligando bairros bastante populosos.

Uma outra solução utilizada em várias regiões do mundo que planejam a ocupação de longo prazo são os TOD (Transit Oriented Development), que de forma simplificada, são estratégias de uso e ocupação do solo que permitem criar de forma planejada regiões dentro de uma cidade, núcleos com serviços, trabalho, residências e diversão e com facilidade de locomoção.

Podemos aproveitar a rede ferroviária existente para criar ao longo dela ou em alguns pontos que o município acredite ser interessante, esses núcleos com usos mistos.



O planejamento é muito importante, mas precisamos também de ações positivas e rápidas para que a cidade não pare.

Acredito que temos duas frentes de trabalho: a) criar mecanismos de incentivo ao uso de transporte coletivo, fazendo com que as pessoas prefiram deixar o carro na garagem, mas para isso é necessário ter uma estrutura que funcione; b) criar através do plano diretor formas onde moradia, trabalho, estudo, diversão não sejam distantes, e que cada família não precise se deslocar todos os dias várias vezes para ter suas necessidades atendidas, usando o conceito do TOD, melhor aproveitamento residencial para a zona central e com os usos mistos das regiões.


Jornal Cruzeiro do Sul
Flávio Amary é vice-presidente do Interior do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) - famary@uol.com.br



terça-feira, 2 de abril de 2013

Governo prorroga o IPI reduzido





O governo anunciou na noite de sábado a prorrogação das atuais alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis e caminhões até 31 de dezembro de 2013. O tributo sobre veículos subiria a partir de hoje.

O governo reduziu o IPI sobre veículos no final de maio do ano passado, em meio a uma queda nas vendas do setor, responsável por cerca de 23% do PIB (Produto Interno Bruto) industrial. O incentivo começou a ser retirado gradualmente neste ano. “Com essa medida, o governo não só estimula o setor automotivo, um dos principais motores da economia, como toda a cadeia automobilística”, afirmou o Ministério da Fazenda.

Para alguns analistas, no entanto, a redução do IPI já não estaria gerando o mesmo impacto.

METRO.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Parabéns Brasília pela cidadania na faixa do trânsito!


"A partir do próximo ano, será mentira dizer que o pedestre não existe em Brasília"
Coronel Azevedo há 16 anos atrás, quando escolheu o dia da mentira para iniciar a fiscalização das faixas de pedestres.
Me lembro muito bem quando perguntei ao Cel Azevedo, o mentor da idéia da "faixa cidadã em Brasília", do porquê iniciar a fiscalização da faixa no dia primeiro de abril - o dia da mentira - e assim ele me respondeu : "Porque desejo que a partir do proximo ano será mentira dizer que o pedestre não existe em Brasília". Saudades desse grande combatente pela paz no trânsito, ele que faleceu no ano passado, deixando um grande vazio nessa luta.
Lembro dele levando para mim (então Secretário de Transporte) e ao Robero Aguiar (Secretario de Segurança Pública, ambos do Goveno Cristovam Buarque) a proposta de fiscalizar as faixas de pedestre, desde aquela epóca faz parte do Codigo Brasileiro de Trânsito (lei 9503/97) e praticamente sem qualquer fiscalização do Poder Público em todo Brasil. Era um acinte à cidadania, que infelizmente ainda continua assim na grande maioria das cidades do país, onde o pedestre é um cidadão de segunda classe.
O Coronel Azevedo, com nosso apoio e principalmente, com a anuência do Governado Cristovam Buarque, voltou a articular ao que chamamos de "Midia Cidadã do Trânsito", uma parceria do Correio Brasiliense e a TV Globo (na pessoa do Alexandre Garcia) , com o Programa Paz no Trânsito, que em três anos reduziu em 50% o número de mortos no trânsito. Uma contagem regressiva no jornal avisava aos motoristas que começaria a partir do dia primeiro de abril a fiscalização com multas das faixas de pedestre no Distrito Federal. Apareceram bailarinas (como a da imagem dessa materia do Correio Brasiliense); escolas e mais escolas com seus alunos atravessando na faixa de pedestre com a ajuda de policiais do batalhão de trânsito; entrega de rosas brancas para os motoristas que paravam nas faixas; e por aí vai.
Então no dia primeiro de abril, o Cel. Azevedo colocou no Plano Piloto um policial em cada faixa com um talão de multa. Foram inumeras colisões nas traseiras dos carros noticiada em primeira página pelo Jornal Correio Brasiliense. No final, o mês de abril foi considerado como "O Mês de Educação dos Motoristas" e as multas foram anistiadas.
O interessante foi notar que rapidamente os motoristas se disciplinaram e começaram a parar mesmo quando o pedestre atravessava fora da faixa. Foi a partir daí que o Governo iniciou a campanha para educar o pedestre que era mais seguro atravessar na ir para a faixa e respeitar a sinalização semafórica quando esta dava prioridade aos veículos. Em seguida, junto com o DETRAN, a fiscalização se espalhou pelas demais Administrações do Distrito Federal e três meses depois, nascia em Brasília o motorista cidadão, dando cidadania aos pedestres nas faixas de segurança.
E essa cidadania, mesmo em Governos contrários ao Programa Paz no Trânsito, continuou vivo no povo brasiliense e nas ações de Governos.
Quero com essas linhas trazer nesta data a lembrança e homenagear com saudades esse grande combatente, o Coronel Renato Azevedo, que permitiu a Brasília ser o ícone da cidadania na faixa de pedestre no Brasil.
Parabéns Brasília pela cidadania na faixa do trânsito!
Urbanista Nazareno Stanislau Affonso

quinta-feira, 28 de março de 2013

Governo deve ampliar desoneração sobre transportes, inclusive os não poluentes



A proposta de equipe econômica da presidente Dilma Rousseff de isentar os impostos PIS / Cofins sobre o óleo diesel dos ônibus urbanos pode ser ampliada.
Há um estudo para que a desoneração destes tributos seja sobre o faturamento das empresas de transportes e com isso, poderiam ser incluídos outros meios de transporte urbano que não usam diesel, como trem, metrô e trólebus.
E caminhos para isso, o Governo Federal tem. Ele pode aproveitar o projeto de lei número 310, que tramita na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que cria o Reitup – Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros.
A facilidade é que o projeto do Reitup pode ser analisado em caráter terminativo, ou seja, somente pela Comissão, sem a necessidade de entrar nas longas filas das pautas de votação do plenário.
O Reitup prevê menos impostos nos combustíveis, tanto os fósseis como os renováveis e energia elétrica, pneus, peças, chassis e carrocerias e outros insumos usados diretamente na prestação de serviços.
Se as empresas não atenderem todas as exigências de contrapartida do Reitup num período de seis meses, como redução nos índices de aumentos das tarifas, pagamento em dia de impostos e salários, investimentos em melhorias da frota e serviços e oferta de integrações, elas perderão individualmente ser excluídas do regime.
Estados e municípios também pode participar desonerando as prestadoras de serviços de tributos como ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços e ISS – Imposto sobre Serviços.
Com a disposição agora do Governo Federal, preocupado com a perda do controle da inflação e com os impactos dos aumentos das tarifas de transportes nos índices inflacionários, o Reitup pode agora começar a sair do papel.
As expectativas para a aprovação do Reitup são positivas. Um dos autores do projeto, deputado Carlos Zarattini, acredita que o regime pode reduzir entre 20% e 25% o valor das tarifas e os próximos aumentos.
Pelo projeto, a Cide – Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico continuaria zerada para o óleo diesel de ônibus. Também seria desonerado o custo de energia elétrica para transportes de tecnologia limpa, como trólebus, metrô e trens.
Mas com ou sem Reitup, as desonerações fiscais que devem ocorrer serão condicionadas a ações das empresas prestadoras de serviços, como reajustes menores das passagens e integrações tarifárias nos moldes do Bilhete Único.


Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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quarta-feira, 27 de março de 2013

A Mídia e a Segurança no Trânsito: uma Radiografia da Cobertura de 11 Diários Brasileiros



Os acidentes de trânsito são responsáveis por 1,3 milhão de mortes por ano em todo o mundo e são a primeira causa de mortes da população entre 15 e 29 anos. No Brasil, o cenário não é diferente. As mortes no trânsito figuram entre as primeiras causas de óbitos por causas externas, sendo a primeira entre jovens e adultos jovens.

De forma a impulsionar o enfrentamento desta verdadeira epidemia, entre outras medidas a Or­ganização Mundial de Saúde (OMS) vem operando em 10 países, incluindo o Brasil, o projeto inti­tulado “Road Safety in Ten Countries” (RS-10). A iniciativa, que recebeu entre nós o nome “Vida no Trânsito”, é desenvolvida em cinco capitais brasileiras1 desde 2010: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Palmas (TO) e Teresina (PI), sob a coordenação conjunta do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) – que atua como escritório regional da OMS nas Américas.

Como parte desse trabalho, a OPAS firmou com a ANDI – Comunicação e Direitos parceria para a realização de um diagnóstico sobre a cobertura dedicada pela imprensa brasileira ao tema Trân­sito. A proposta é conhecer a extensão e profundidade desse noticiário, identificando a atuação das redações no agendamento de questões relevantes, na difusão de informações contextualiza­das e no acompanhamento de programas e políticas na área.

O presente documento traz os resultados de uma análise da produção editorial de 11 jor­nais diários de todo o País sobre o tema, no período de 01 de dezembro 2011 a 31 de maio de 2012. Além dos dados quantitativos – que derivam da mensuração dos temas mais discutidos, das fon­tes de informação mais mencionadas e de várias características gerais da cobertura –, estiveram em foco aspectos como o perfil dos envolvidos em acidentes de trânsito, a legislação citada e as causas e soluções apresentadas para o problema, dentre outros pontos qualitativos relevantes.

Espera-se que os dados aqui apresentados possam contribuir para o processo de qualificação dos profissionais de imprensa para a cobertura sobre o assunto, assim como para a sensibilização dos atores sociais em relação ao importante papel desempenhado pela mídia no enfrentamento dos desafios do trânsito no País.

ANDI

terça-feira, 26 de março de 2013

Número de mortos e feridos no trânsito cai em 2013 na Grande SP


Na cidade de São Paulo, ninguém morreu vítima de homicídio doloso (quando há intenção de matar) no trânsito neste primeiro bimestre. No mesmo período de 2012, foram seis. Já o número de homicídios culposos (quando não há intenção de matar) em acidentes de trânsito caiu de 118 em janeiro e fevereiro de 2012, para 75 em 2013, o que equivale a uma queda de 36,4%. O número de lesões corporais culposas em acidentes de trânsito também teve redução neste primeiro bimestre: passou de 3.972 em 2012 para 3.728 em 2013.
As reduções coincidem com o período em que entrou em vigor a resolução do Conselho Nacional de Trânsito que tornou mais rígidos os índices máximos de álcool para o motorista que for flagrado dirigindo após beber. A lei estabelece que, no caso do teste do bafômetro, o limite para que o condutor não seja multado passa de 0,1 miligramas de álcool por litro de ar para 0,05 mg.
Na Grande São Paulo, porém, houve um aumento dos casos de homicídio doloso no trânsito em janeiro e fevereiro. Foram quatro neste ano ante nenhum registrado nos dois primeiros meses de 2012. Já o número de casos de homicídios culposos por acidentes de trânsito caiu para 75 neste primeiro bimestre, face a 84 registrados no mesmo período de 2012.
Dois casos chamam a atenção da opinião pública em março - eles não estão incluídos nas estatísticas divulgadas nesta segunda-feira, que fazem refererência apenas aos dois primeiros meses do ano. Neste domingo (24), um skatista de 15 anos morreu após ser atropelado por um motorista alcoolizado, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O estudante Gabriel Luiz da Silva Pinto foi atingido perto da calçada na Rua Noel Rosa, no Jardim Paraventi. O comerciante Tiago da Silva, de 26 anos, não possuía habilitação e dirigia em alta velocidade. Ele foi detido em flagrante e caso foi registrado como homicídio simples com dolo eventual.
No dia de março, o jovem David Santos Sousa, de 21 anos, teve o braço decepado após ser atingido pelo carro dirigido pelo estudante Alex Kosloff Siwek na Avenida Paulista, na capital. Depois do acidente, o motorista jogou o braço do jovem em um córrego, na Zona Sul da capital. Siwek ficou detido do dia do acidente até quinta-feira (21), quando deixou a penitenciária de Tremembé, no interior do estado. No mesmo dia, o Ministério Público o denunciou à Justiça por tentativa de assassinato.
G1 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Governo quer dividir conta de tarifa de ônibus


De olho em reduzir os preços da passagem de ônibus e metrô às vésperas da eleição presidencial, o governo federal trabalha em uma medida para fazer com que Estados e municípios também cortem seus impostos sobre o transporte coletivo urbano.
A proposta, ainda em discussão, prevê uma "desoneração casada" em que todos os entes da federação abram mão de tributos por meio de convênios para baratear as tarifas.
A presidente Dilma Rousseff já tem pronta desde o início de março uma medida para zerar a cobrança de 3,65% de PIS/Cofins sobre as empresas de ônibus e metrô de todo o país, conforme antecipou a Folha em reportagem publicada no último dia 6. Conforme revelou o Painel ontem, o Palácio do Planalto espera anunciar a desoneração no próximo 1º de maio, Dia do Trabalho.
Ocorre que, nas contas do Executivo, esse percentual de redução é insuficiente para neutralizar o aumento nas passagens programados para este ano, apesar de representar algum alívio no preço.
Para ampliar o efeito da "bondade", discute-se agora um regime de tributação especial, em que o poder público retira ou reduz tributação e obriga as empresas de transporte a transferir esse "desconto" para o consumidor.
O Ministério da Fazenda já havia autorizado a desoneração da folha de pagamento do setor, que passou a vigorar em janeiro deste ano, mas não exigiu nenhuma contrapartida das empresas para baixar o preço da passagem.
A "desoneração casada" é inspirada em projeto de lei do deputado petista Carlos Zarattini (SP). Apresentado em 2009, a proposta praticamente "mofou" no Congresso. Nesse período, recebeu vetos até da Fazenda, contrária à perda de arrecadação.
Mas a desaceleração da economia em 2012 fez com que Dilma intensificasse a política de desonerações do governo (como as da cesta básica e da folha de pagamento), abrindo brecha para negociar um regime especial.
A ideia do Executivo não é adotar o projeto integral. Há, por exemplo, pessimismo quanto às chances de desoneração do óleo diesel (federal) e do ICMS sobre pneus, veículos e outros componentes (estadual).
No caso dos municípios, a redução do ISS (Imposto sobre Produtos e Serviços) é vista como mais tranquila. Muitas cidades, inclusive, já praticamente zeraram essa cobrança, caso de São Paulo.
"É feito um pacto e todo mundo desonera. Em São Paulo, se a cadeia fosse desonerada, haveria uma redução de até 25% na tarifa. Não é uma renúncia fiscal muito grande, dá para fazer", afirmou Zarattini.
"A Fazenda agora se interessou porque diminui o custo de vida da população. Para o povão, é importante", completou o deputado.
    Folha de São Paulo - 22 de março de 2013