segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Jurandir Fernandes e Peter Walker confirmam a participação na 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária

O secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, e o presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô/SP, Peter Walker, confirmaram participação na 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, que acontecerá de 11 a 14 de setembro de 2012, no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo (SP).

O secretário – que foi convidado para a cerimônia de abertura - fará a palestra de encerramento da 18ª Semana programada para o dia 14, às 15h30 no auditório.  
Peter Walker estará no painel Como Implantar Projetos Metroferroviários”, que acontecerá no dia 12 de setembro, às 10h30, como parte da programação da Semana de Tecnologia. Walker também foi convidado para participar da cerimônia de abertura e encerramento da 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária.

A palestra terá Jayme Domingo Filho, vice-presidente da AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô) – entidade organizadora do encontro - como moderador e contará com a participação também de: Argimiro Alvarez Ferreira, gerente de Concepção de Projetos Civis do Metrô-SP; Peter Alouche, consultor e Marco Antonio Buoncompagno, gerente de Planejamento Empresarial do Metrô-SP.

Durante os trabalhos, os participantes pretendem apresentar de forma didática os principais passos para se implementar o projeto de uma linha metroferroviária de passageiros, desde seus estudos preliminares até sua construção e operação. “Vamos aproveitar para discutir as atividades críticas e de risco que impactam no cumprimento e na agilização das metas de implantação desse projeto”, diz Domingo Filho.

A 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária acontecerá em paralelo a Metroferr 2012, exposição de produtos e serviços que reunirá em um único local as principais empresas e entidades do setor como: Alstom, Altus, ANPTrilhos, Abifer, Bombardier, CPTM, Crea, EMTU-Gov. de São Paulo, Gerb, GRA, Ieme Brasil, Metrô-SP, Ruf, Siemens e Simefre.

Serviço
18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária
Data: 11 a 14 de setembro de 2012
Horário: 1º dia – 12 às 17h00
Horário: 2º ao 4º dia – 8h30 às 17h00
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
Endereço: Rua Frei Caneca, 596 – São Paulo – SP
Mais informações: eventos@aeamesp.org.br - www.aeamesp.org.br

Boletim da AEAMESP

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Em Salvador, MDT e Senge-BA promovem Seminário sobre a complexidade da implantação e operação de sistemas de metrô

Compreender as implicações da implantação de um sistema metroferroviário em uma grande metrópole mostra-se importante em razão da proposta do governo da Bahia de ter, em três anos, um sistema metroviário com duas linhas, servindo aos municípios de Salvador e Lauro de Freitas. `Por essa razão, o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA) e o MDT promoveram no dia 5 de julho de 2012, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, o seminário Planejamento, Implantação e Operação do Transporte Metroviário.O Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge BA) e o MDT promoveram no dia 5 de julho de 2012, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, o seminário Planejamento, Implantação e Operação do Transporte Metroviário.
 

Obter informações para melhor compreender as implicações da implantação de um sistema metroferroviário em uma grande metrópole mostra-se importante em razão da proposta do governo da Bahia de ter, em três anos, um sistema metroviário com duas linhas (uma delas com obras iniciada há mais de uma década), servindo aos municípios de Salvador e Lauro de Freitas.
Desde 21 de junho de 2012, está aberta a Consulta Pública do PPP (Parceria Público Privado) do Sistema Metroviário de Salvador a Lauro de Freitas. Durante 60 dias, as empresas interessadas em executar a obra poderão analisar o edital e em novembro deverá acontecer um pregão na Bovespa para definir o vencedor.
A previsão é de que as obras da segunda linha comecem no início de 2013 e sejam concluídas em 36 meses, sendo que com apenas 18 meses as linhas comecem a operar. Para os especialistas, a dimensão desse desafio está sendo bastante subestimada.
Opiniões. O expositor do seminário foi o engenheiro Cláudio de Senna Frederico, que atuou nos metrôs de São Paulo e do Rio de Janeiro, foi secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e integra o Conselho Diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos. Como debatedores fizeram apresentações o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), engenheiro José Geraldo Baião, e o engenheiro Emiliano Affonso, ex-presidente da AEAMESP e representante do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) (veja as três apresentações por meio de link ao final desta notícia). Nas exposições, foram destacadas as complexidades envolvidas na implantação, operação, manutenção e gestão de sistemas metroviários que devem ser levadas em conta para oferecer um serviço de qualidade aos usuários.
A deputada estadual, engenheira Maria Del Carmen, disse no seminário que a demonstração de vontade política do governo baiano em realizar a implantação das duas linhas de metrô não amenizou as suas preocupações quanto ao planejamento da implantação do sistema metroviário. O diretor da Escola Politécnica da UFBA, engenheiro Luiz Edmundo Prado, ressaltou o significado do debate, sobretudo em razão de Salvador ser apontada por recentes pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a terceira cidade mais congestionada do País, enquanto o governo federal estimula o crescimento da frota de automóveis com a redução de impostos.
Na opinião do presidente do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (SENGE-BA), Ubiratan Félix, o evento revelou porque o metrô de São Paulo deu certo e esclareceu que conhecer a realidade do projeto em Salvador é de “suma importância” diante do descrédito da população sobre a gestão pública das obras de infraestrutura de transportes na cidade em particular da primeira linha do metrô de Salvador.
Importância do debate. O coordenador nacional do MDT, Nazareno Affonso enalteceu a parceria do MDT com o Sindicato dos Engenheiros da Bahia em promover um debate objetivo a respeito dos diferentes aspectos que cercam infraestruturas de transporte de implantação e operação complexas, como os sistemas de metrô, as quais que envolvem investimentos em volumes significativos, grande tempo de maturação dos projetos e de implantação. “Tais projetos demandam o desenvolvimento de expertise e aplicação de tecnologias não apenas na fase de obras, mas, sobretudo, a partir do momento em que entram em operação”, disse, ao avaliar o encontro.

Durante o seminário, Nazareno Affonso se referiu à vigência no País da Política Nacional de Mobilidade Urbana, instituída pela Lei nº 12.587/12, “Precisamos compreender essa nova lei e, sobretudo, trabalhar firme para torna-la efetiva. Essa lei vira o jogo da mobilidade no Brasil, já que que incentiva a priorização do transporte coletivo, público e não motorizado, em vez do individual, particular e motorizado”, concluiu.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Coordenadora do Denatran representa ministro em evento sobre segurança no trânsito

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é o mais novo aliado do Brasil no combate ao elevado número de acidentes de trânsito no país. Nesta quarta-feira (22/08), a Coordenadora-Geral de Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Maria Cristina Hoffmann, representando o ministro das cidades, Aguinaldo Ribeiro, participou do evento “Construindo o caminho rumo à segurança rodoviária”, em São Paulo (SP), promovido pelo banco e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
A coordenadora apresentou as campanhas educativas realizadas no ano de 2011 pelo Ministério das Cidades (MCidades) e falou sobre a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito" - projeto da Organização das Nações Unidas - que busca reduzir em 50% o número de acidentes de trânsito de 2011 a 2020.
Na ocasião, ela abordou, ainda, as ações e os esforços para aumentar a segurança rodoviária na região. Além disso, ressaltou a importância do Pacto Nacional pela Redução de Acidentes no Trânsito (Parada), lançado pelo ministério, em maio de 2011.
A cerimônia aconteceu no Hotel Renaissance e contou com a participação da embaixadora mundial das Ações de Prevenção e Segurança no Trânsito, Michelle Yeoh, dos pilotos de fórmula 1, Emerson Fittipaldi e Felipe Massa, do presidente do BID, Luis Alberto Moreno, e do presidente da FIA, Jean Todt.

Wlissara Benvindo
Assessoria de Comunicação Social
Ministério das Cidade

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Seminário Nacional da NTU 2012 terá como eixo temático a Lei de Mobilidade Urbana e os benefícios da implantação dos BRTs

Previsto para os dias 28 e 29 de agosto de 2012, em Brasília, o Seminário Nacional NTU 2012 terá como tema geral A Nova Mobilidade Urbana. Representado por seu coordenador nacional, Nazareno Affonso, o MDT participará da sessão que debaterá o tema A Nova Lei da Mobilidade Urbana. Para a tarde de 29 de agosto, está programada a Reunião Extraordinária do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte Urbano e Trânsito.O Seminário Nacional NTU 2012, que acontecerá nos dias 28 e 29 de agosto de 2012, em Brasília, terá como tema geral A Nova Mobilidade Urbana. Após a solenidade de instalação dos trabalhos, haverá na manhã do primeiro dia homenagem aos 25 anos do Vale-Transporte, seguida da mesa-redonda A Nova Lei da Mobilidade Urbana.

Participação do MDT.

Representado por seu coordenador nacional, Nazareno Affonso, o MDT participará da sessão do Seminário Nacional NTU 2012 que debaterá o tema A Nova Lei da Mobilidade Urbana. Essa sessão terá exposição a cargo de André Dantas, diretor técnico da NTU; atuarão como debatedores, além do coordenador do MDT, representantes da própria NTU; da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades (SeMob), da Frente Nacional de Prefeitos e da Urbanização de Curitiba S/A (URBS).

Ainda no primeiro dia.

Na tarde do primeiro dia, será desenvolvido o painel inti tulado A Mobilidade Urbana nas Mídias Sociais, com palestra do consultor, empresário e especialista em comunicação digital de Gil Giardelli; mediação de Roberto Sganzerla, especialista em marketing de transportes, e debates conduzidos por Luciana Herszkowicz, sócia e gerente de Comunicação da empresa Viação Paraty; Alessandra Franco, assessora de Comunicação do Setransp/AJU, e José Romano Neto, sócio-diretor da empresa SBCTrans. Na primeira noite, haverá a cerimônia de formatura do MBA em Gestão de Negócios, com apresentação de Leila Navarro sobre o tema Liderança.

Segundo dia. 

Com a retomada dos trabalhos, na manhã de 29 de agosto, será desenvolvido o Workshop Sistemas BRT. Uma das atividades será o painel BRT: Solução global para a mobilidade urbana sustentável. Atuarão como expositores Luiz Antônio Lindau, diretor-presidente da Embarq Brasil; Brendan Finn, consultor internacional, e Guillermo Calderón, diretor do Metrobus/México. Mais tarde, haverá a apresentação do ‘case’ Ações de Marketing do BRT TransOeste, com exposição a cargo de Suzy Balloussier, relações públicas da Fetranspor, do Rio de Janeiro.

Reunião do Fórum Nacional.

Também para o dia 29 de agosto, das 14h30 às 18h, está programada a Reunião Extraordinária do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Pùblicos de Transporte Urbano e Trânsito, em sala específica, nas dependências do Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, onde acontecerá o Seminário Nacional da NTU 2012.

Estará em foco nessa Reunião Extraordinária o tema do PAC da Mobilidade para Pequenas e Médias Cidades Brasileiras, recentemente lançado pelo Ministério das Cidades por meio da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana. A coordenação do Fórum Nacional informa ainda que, aproveitando o evento da NTU, haverá um momento na reunião em que se buscará ouvir o setor empresarial de transporte urbano presente no Seminário, sobre aspectos da lei de mobilidade urbana.
Para a reunião do Fórum Nacional estão convidados o secretário nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana, Júlio Eduardo dos Santos, e o diretor geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Júlio Ferraz Arcoverde, além de deputados federais que compõem a Frente Parlamentar de Transporte Público e membros da Frente Nacional de Prefeitos.

Informarivo Movimentando

terça-feira, 21 de agosto de 2012

TRENSURB recebe visita do secretário nacional de Transporte e Mobilidade Urbana

Na manhã desta sexta-feira, 17, secretário Julio Eduardo dos Santos conheceu novas estações e tecnologia Aeromovel.

Cumprindo agenda na capital, o secretário nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, Julio Eduardo dos Santos, aceitou convite da direção da Trensurb e visitou a empresa na manhã desta sexta-feira, 17. Acompanhado da diretora do Departamento de Mobilidade Urbana da Secretaria Nacional, Luiza Gomide Vianna, ele vistoriou a ponte rodoviária sobre o Rio dos Sinos, que deve ser entregue à população até o final do mês. Seguiu, então, para a Estação Santo Afonso, primeira da Trensurb em Novo Hamburgo. “É coisa de primeira linha”, afirmou o secretário sobre a expansão da Linha 1. A diretora Luiza Vianna classificou como excelente as instalações da nova estação, além de elogiar e ficar impressionada com o "grande uso do bicicletário do terminal".

Mais tarde, no canteiro de obras junto à Estação Santo Afonso, os representantes do Ministério das Cidades assistiram a uma apresentação sobre a expansão, feita pelo coordenador geral das obras, o engenheiro Lino Fantuzzi. Além da situação dos trabalhos e da estrutura de fiscalização da Trensurb, Fantuzzi falou dos serviços complementares e do que o superintendente de Desenvolvimento e Expansão da empresa, Ernani Fagundes, chamou de “filosofia do empreendimento”, que engloba diversos benefícios sociais – como o reassentamento de famílias leopoldenses em situação de vulnerabilidade social e a canalização do Arroio Luiz Rau.

O secretário Julio dos Santos e o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, concordaram quando falaram da fundamental importância do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para iniciativas como a execução da expansão da linha do metrô gaúcho – cujas obras civis iniciaram, justamente, a partir de sua inclusão no PAC, em 2009.

Aeromovel: tecnologia nossa

Após a visita ao canteiro de obras, a comitiva deslocou-se até as oficinas do Grupo Coester, em São Leopoldo. Lá, os presentes conheceram o protótipo do veículo do Aeromovel – tecnologia que interligará a Estação Aeroporto da Trensurb ao Terminal 1 do Salgado Filho –, seus princípios de funcionamento e principais vantagens. Em diálogo com o idealizador do meio de transporte automatizado, Oskar Coester, o secretário Julio dos Santos disse que ele – Coester - estava “ganhando um parceiro” na difusão da tecnologia. Santos visiona a implantação de um grande centro de tecnologia de mobilidade urbana – nos moldes do antigo Centro Técnico Aeroespacial – e uma parceria com universidades públicas a fim de desenvolver o Aeromovel no Brasil. “É disto que nós sentimos mais orgulho do país: ver a tecnologia nossa, ver gente que acredita no desenvolvimento deste país, trabalhando aqui, desenvolvendo tecnologias que nos próximos anos serão utilizadas”, afirmou. Ao fim das atividades relacionadas à Trensurb, o secretário declarou: “Eu saio muito satisfeito daqui. É uma empresa avançada”.

Participaram das atividades de hoje, junto aos representantes do Ministério das Cidades: o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper; o diretor de Operações, Paulo Renato Amaral; o diretor de Administração e Finanças, Leonardo Hoff; o superintendente de Desenvolvimento e Expansão, Ernani Fagundes; o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi; o diretor de contrato do Consórcio Nova Via, Nilton Coelho; o diretor-presidente do Grupo Coester, Oskar Coester; gestores e empregados da Trensurb, do Consórcio Nova Via e do Grupo Coester.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

DF: ciclistas promovem atividades para conscientizar motoristas

Um grupo de ciclistas de Brasília promoveu neste domingo uma série de atividades para conscientizar o motorista sobre o respeito aos pedestres e ciclistas, além de incentivar a substituição do carro por meios de transporte menos prejudiciais ao meio ambiente e mais seguros.
As ações foram promovidas pela organização não governamental (ONG) Rodas da Paz e marcaram os seis anos da morte do biólogo brasiliense Pedro Davison, atropelado em 2006 enquanto andava de bicicleta no Eixão Sul, via expressa da capital federal que é fechada ao tráfego de veículos aos domingos e se transforma em área de lazer.
De acordo com Uirá Felipe Lourenço, presidente da Rodas da Paz, o objetivo do evento foi chamar a atenção da população para o fato de que sistemas de mobilidade alternativos àquele que privilegia o automóvel são possíveis. "É inviável continuar com esse modelo baseado só no automóvel. Ele causa alto número de acidentes, poluição e congestionamentos. Quanto mais bicicletas nas ruas, mais segurança", disse.
Segundo Uirá, apesar de o número de ciclovias na capital federal ainda deixar a desejar, os ciclistas podem optar por vias menos movimentadas para se locomover, e até usar o metrô para transportar a bicicleta. "Muitos ainda não sabem, mas já é possível para quem mora em Taguatinga e Ceilândia (cidades distantes da zona central de Brasília) levar a bicicleta no metrô", destacou.
As ações organizadas pela ONG hoje começaram na parte norte do Eixão. Os integrantes da Rodas da Paz venderam roupas e equipamentos para ciclistas, a fim de levantar fundos para campanhas educativas. Também foram distribuídos panfletos com regras para a convivência pacífica entre veículos e bicicletas.
No começo da tarde, os manifestantes pedalaram em direção à parte sul do Eixão, onde há um memorial no local do acidente que matou o ciclista Pedro Davison. O biólogo, que morreu aos 25 anos, estava na faixa central da via, onde não é permitido o tráfego de carros.
Ele foi atingido pelo veículo do contador Leonardo Luiz da Costa, que em 2010 foi condenado a seis anos de prisão por crime de trânsito. Por ser réu primário, Leonardo recorre em liberdade. Em homenagem à vítima, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei para transformar 19 de agosto, data de sua morte, em Dia Nacional do Ciclista.
Os ciclistas da Rodas da Paz se encontraram com os pais de Pedro no memorial, o casal de economistas Beth Davison, 63 anos, e Pérsio Davison, 64. Eles depositaram flores na bicicleta pintada de branco que homenageia o biólogo.
Beth, que se tornou vice-presidente da ONG após a morte do filho, disse que sempre usou bicicleta para se locomover, mas após o acidente houve um período em que o hábito se tornou menos frequente. "Eu usei menos, confesso que fiquei com um pouco de medo. Só agora estou começando a retomar. Vou de bicicleta ao cabeleireiro, ao verdurão", declarou.
Ela é o marido dizem que gostariam de ver um trânsito mais seguro. "O caso do Pedro foi um marco muito grande. Nosso desejo é que não seja simplesmente uma morte a mais, mas que se transforme em um incentivo ao respeito mútuo (entre motoristas e ciclistas)", ressaltou.
"A ideia é manter viva a necessidade de repensar o nosso trânsito. Se ficássemos quietos, a cada vez que ocorresse uma situação semelhante à do Pedro a gente se sentiria penalizado não só pela tristeza, mas pelo peso de não ter lutado", disse Pérsio Davison.

Regras para uma convivência pacífica entre motorista e ciclista:

Motorista:

- Mantenha distância lateral de 1,5 metro do ciclista
- Reduza a velocidade ao ultrapassá-lo
- Dê a preferência ao ciclista
- Sinalize

Ciclista:
Não ande na contramão dos carros
Use capacete e equipamentos de segurança
 Pare na faixa de pedestres
Atravesse a faixa como pedestre

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ermínia Maricato - Nossas cidades estão ficando inviáveis




Ermínia Maricato, uma das mais importantes urbanistas brasileiras, concedeu a seguinte entrevista à Desafios do Desenvolvimento, em sua casa em São Paulo.


Desenvolvimento - Que interesses imobiliários são esses nas cidades?

Ermínia - As grandes empreiteiras controlam praticamente os investimentos urbanos dentro da lógica do rodoviarismo. O automóvel reina soberano e as empreiteiras propõem aos prefeitos as obras possíveis de serem concluídas em quatro anos. Argumentam que elas irão atrás do financiamento – e isso está ligado ao financiamento de campanha. Aí você tem uma prioridade às obras viárias nos orçamentos municipais no Brasil todo. Mas há algo espantoso. Em dez metrópoles eu tenho um indicador mostrando que 38% das viagens são feitas a pé. Isso significa que muitas pessoas não saem do bairro da periferia. É o chamado exílio da periferia. Em Salvador, segundo o Ubiratan dos Santos, presidente do Sindicato dos Engenheiros, apenas 8% da população anda de automóvel. Vá ver em Salvador o que se gasta em abertura de avenidas, asfaltamento etc. São obras vinculadas ao mercado de imóveis. O [arquiteto e urbanista] Candido Malta chama essas vias de avenidas imobiliárias. Não são rodoviárias. Elas abrem fronteiras da especulação. Há uma lógica que junta o automóvel, a infraestrutura urbana baseada no rodoviarismo e na especulação imobiliária, e o financiamento de campanha. São três forças que intervêm na política urbana e nos levam para o caos completo.

Desenvolvimento - A senhora inclui o automóvel nessa situação?

Ermínia - Claro. Nunca as cidades brasileiras foram assaltadas pelo automóvel como nos últimos anos. A indústria automobilística passou de 13% do Produto Interno Bruto, em 1999, para 19,8% em 2009. Eles são responsáveis por 83% dos acidentes e por 76% da poluição. E muita gente reclama dos ônibus. O professor Paulo Saldiva [da Faculdade de Medicina da USP] lançou um livro recentemente sobre meio ambiente e saúde nas metrópoles. Ele mostra que os dias de pico em poluição são dias de pico de mortes motivadas por doenças coronárias. Não se trata apenas da questão respiratória. Falei de esgoto, das águas e chegamos ao ar. Segundo uma pesquisa da FGV, o trânsito congestionado pode custar 10% do PIB de uma metrópole. São horas paradas não computadas. Durante a crise de 2008-10, de acordo com a Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), a indústria automobilística recebeu subsídio de R$ 12,4 bilhões e investiu no País apenas R$ 3,6 bilhões. Para os urbanistas, o automóvel é o maior fator de desorganização do território. Ele induz a ocupação espraiada do solo e destrói a cidade.

Desenvolvimento - Mas as prefeituras asfaltam bairros que estavam sem calçamento. Quando chovia, as pessoas ficavam literalmente na lama. É uma reivindicação também da população, não acha?

Ermínia - Sim. Mas isso não precisa ser feito como é atualmente. Você pode ter ao lado do rio a céu aberto, uma área impermeável para as pessoas caminharem. Precisamos ter áreas permeáveis, verdes.

Desenvolvimento - No caso das avenidas, não é importante ampliá-las para melhorar o tráfego nas grandes cidades?

Ermínia - A duplicação da Marginal Tietê, em São Paulo, foi feita agora. Isso não aumenta a velocidade do tráfego. Com 600 mil automóveis colocados anualmente nas ruas do país, não há solução se a lógica do transporte individual for mantida. É preciso priorizar o transporte coletivo e dificultar o acesso ao carro.

Desenvolvimento - Mas como fazer as pessoas não quererem o automóvel? Ele acaba sendo um dos sinais da melhoria de renda da população.

Ermínia - Sim, há um problema político a ser resolvido. Mas se pensarmos que não se pode contrariar essa cultura do automóvel, se um político achar que se fizer isso não se reelege, então não há o que se fazer. A lógica é essa mesma. Se os governantes quiserem apostar na indústria automobilística, não tem jeito. E a indústria automobilística está afundando as cidades. É uma escolha política. A única forma de contrariar isso é termos uma sociedade civil mais informada. Quantas pessoas não falam “eu pegaria o transporte coletivo se fosse melhor”?

Foto: Raoni Maddalena
Se pensarmos que não se
pode contrariar essa cultura
do automóvel, se um político
achar que se fizer isso não
se reelege, então não há
o que se fazer

Desenvolvimento - Que cidade brasileira tem um bom planejamento?

Ermínia - Eu acompanhei o desenvolvimento de muitas e ainda tenho um certo respeito por Diadema. Por que? Diadema teria o destino da Baixada Fluminense. Seria uma cloaca. Ela chegou a ter indicadores de violência altíssimos e reverteu essa situação. Na última vez que estive lá, ouvi do prefeito a seguinte frase: “Nós não queremos a mudança do perfil da população”. Acho que é o único prefeito do Brasil que não quer substituir pobre por rico. Um prefeito não pode combater o automóvel, não está nas mãos dele. Mas ele pode incentivar o transporte público. Mesmo para o processo de expansão imobiliária, um prefeito tem restrições. Há uma ameaça constante por parte dos empresários da construção civil, que alegam que tal ou qual prefeito liberou o gabarito para a construção de todo tipo de obras. “Então nós vamos para lá”, dizem. E chantageiam os prefeitos.

Desenvolvimento - Que cidades do terceiro mundo, com condições semelhantes às do Brasil, tem uma situação aceitável no que toca ao planejamento?

Ermínia - Bogotá, na Colômbia, é puro marketing. Mas o corredor de ônibus, o Transmilênio, é uma solução boa, mas limitada. É como Curitiba, que tem um planejamento ao mesmo tempo modernizante e excludente. Há aquela miséria em volta. O planejamento ali sempre foi ligado a uma elite ligada ao capital imobiliário. Eu não vi nada no terceiro mundo, nem na Ásia, na África e na América Latina... Nós tivemos um período de ouro, na década de 1980, com a emergência das chamadas prefeituras democrático-populares, com orçamento participativo, em uma época muito importante, de fim de ditadura. Nós desenvolvemos um conhecimento de urbanização de favelas. Aliás, nesse ponto, o PAC tem uma vantagem muito grande sobre o Minha Casa Minha Vida, que é a prioridade para a urbanização de favelas. Isso conseguiu resolver as deficiências de muitos bairros pelo Brasil, pois dá ótimas condições de vida. Se as cidades não crescessem de forma predatória, seria possível combinar a construção de moradias à urbanização de favelas. Ou seja, partir da cidade existente, que precisa ser recuperada, e melhorar a situação de infraestrutura, de saneamento, da água, do esgoto, do transporte, da iluminação e por aí vai. O PAC tem uma grande qualidade na área de habitação.

Desenvolvimento - A senhora é pessimista com o futuro das cidades?

Ermínia - Sou realista. Eu sempre fui extremamente crítica. Depois de trabalhar por quarenta anos, examinando e formulando propostas nas quais eu acreditava, hoje acho que estamos regredindo e que a correlação de forças – que colocou o agronegócio com essa força toda no Congresso e no governo federal – é negativa para quem quer essas mudanças. Há uma exigência de que sejamos otimistas e o que eu falo é pesado. Nós temos propostas que já foram feitas. Podemos repetir: universalização do saneamento, resolução da questão da reforma fundiária, com a aplicação da função social da propriedade, prioridade para o transporte coletivo etc.... Nós passamos vários anos construindo uma agenda de reforma urbana. Se a reforma não acontece, minha função agora, na idade em que estou, com o conhecimento que tenho, é chutar o pau da barraca.


 O link da materia completa está abaixo:

http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2508%3Acatid%3D28&Itemid=23

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

GOVERNO ANUNCIA INVESTIMENTOS PARA TRANSPORTES

O Governo Federal anunciou na manhã de quarta-feira, 15  - investimentos de R$ 133 bilhões em rodovias e ferrovias para os próximos 25 anos.
Uma parcela de R$ 79,5 bilhões já deve ser investida nos primeiros cinco anos.
Os investimentos do Governo Federal privilegiam o setor ferroviário, que dos R$ 133 bilhões deve receber R$ 91 bilhões ante R$ 42 bilhões para as rodovias.
A divisão será a seguinte:
TOTAL DE INVESTIMENTOS: R$ 133 bilhões (R$ 79,5 bilhões nos cinco primeiros anos e R$ 53,5 bilhões nos demais)
PARA FERROVIAS – R$ 56 bilhões nos cinco primeiros anos e R$ 35 bilhões em 25 anos.
PARA RODOVIAS – R$ 23,5 bilhões nos cinco primeiros anos e R$ 18,5 bilhões em 20 anos.
Os planejamentos e o acompanhamento dos projetos serão feitos pela EPL – Empresa de Planejamento e Logística, criada nesta quarta-feira pelo Governo Federal para promover a integração nacional na área dos transportes.
O ministro dos transportes, Paulo Sérgio Passos, revelou nesta quarta-feira que entre as principais obras previstas dentro deste pacote de investimentos estão duplicações de rodovias federais e ampliação e modernização da malha ferroviária.
INICIATIVA PRIVADA:
O Governo Federal também anunciou que vai estimular a maior participação da iniciativa privada nas ferrovias e rodovias. Estão previstas concessões de cerca de 7,5 mil quilômetros de estradas e 10 mil quilômetros de trilhos que cruzam o País.
- RODOVIAS: No caso das rodovias, o regime de concessão vai privilegiar o menor preço de tarifa para o usuário, como pedágios, e serviços, apresentado pelas empresas interessadas em administrar, conservar e ampliar as vias.
O modelo propõe formas de operação das rodovias que protejam o motorista urbano, ou seja, aquele que precisa da estrada para se deslocar numa cidade ou região metropolitana. Assim, não será permitida cobrança de pedágio em área urbana.
Não haverá cobrança de outorga para os vencedores das licitações que devem usar o valor que seria para a outorga em ações como redução de preços para os usuários e obras mais rápidas e abrangentes.
Os investimentos dos concessionários devem se concentrar nos cinco primeiros anos após a assinatura do contrato. Entre as obras prioritárias estão duplicações, construção e modernização de vias marginais, transversais, contornos, pontes e viadutos. Os pedágios só poderão ser cobrados depois de 10% da conclusão das obras iniciais.
Para financiar os projetos, em contrapartida, o Governo vai possibilitar condições favoráveis como juros no índice da TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo mais 1,5% , carência de três anos e amortização de até 20 anos.
FERROVIAS - Já em relação às ferrovias, o modelo preferencial será de PPP – Parceira Público Privada na qual o Governo Federal será responsável pela contração da construção, da operação e da manutenção da ferrovia. O objetivo é garantir investimentos para 12 trechos em oito estados, incluindo o distrito Federal.
A Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa vinculado ao Ministério dos Transportes, vai comprar a capacidade geral das ferrovias e vender em oferta pública para usuários individuais que queiram transportar suas cargas, operadoras independentes de trens e concessionárias de transporte ferroviário.
Uma novidade é a quebra do monopólio de operação em cada trecho para que as tarifas de transportes de cargas sejam reduzidas pela concorrência de mercado.
Para reduzir o custo tarifário dos transportes, os trens poderão passar por todas as malhas ferroviárias, não se limitando mais às áreas de cada operadora.
No caso das ferrovias, as condições de financiamento serão melhores ainda: juros pela TJPL mais 1%, carência de sete anos e amortização até de 25 anos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Coordenador do MDT debaterá pedágio urbano na Câmara Municipal de São Paulo. Será na tarde de 31 de agosto.

O Ciclo de Debates - Pensando São Paulo, promovido Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, tem por objetivo estimular o debate sobre questões relevantes para a cidade e possibilitará a edição de um livro a ser entregue ao futuro prefeito e aos vereadores a serem eleitos no pleito de outubro próximo. O coordenador nacional do MDT, arquiteto e urbanista Nazareno Affonso, participará do Ciclo de Debates - Pensando São Paulo, promovido Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo. A iniciativa visa estimular o debate sobre questões relevantes para a cidade e possibilitará a edição de um livro a ser entregue ao futuro prefeito e aos vereadores a serem eleitos no pleito de outubro próximo.
Esse primeiro debate da série versará sobre Pedágio Urbano e será realizado na sede da Câmara Municipal em dia 31 de agosto de 2012, das 14h às 17h. O evento será aberto pelo autor do projeto de lei que tramita no parlamento paulistano e terá breve relato sobre o tema, seguido da exposição de quatro convidados e do debate com o público participante. A exposição de cada convidado terá duração de 15 minutos e se destina a apresentação de sua defesa e posição em relação ao tema.
Com posicionamento favorável à adoção do pedágio urbano estarão Nazareno Affonso e o também arquiteto e urbanista Cândido Malta. Com posicionamento contrário ou defendendo de medida alternativa, será feita pelo doutor Paulo Tarso Vilela de Resende, da Fundação Dom Cabral e por outro debatedor ainda não definido.
Informativo Movimentando

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lei de Mobilidade Urbana será lançada nacionalmente em seminários regionais da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana

O lançamento nacional da Lei de Mobilidade Urbana acontecerá logo após as eleições municipais, nas cinco regiões do País, por meio de seminários com participação de gestores e agentes municipais e representantes da sociedade civil atuantes no setor.Membros do Conselho das Cidades, integrantes do Comitê Técnico de Trânsito, Transporte e Mobilidade – Nazareno Affonso, representante do MDT e da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); Laerte Conceição Mathias, em nome do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP); Paulo Ruben Nascimento Cohen da Central de Movimentos Populares (CMP), de Belém; José Geraldo Baião, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP) e Mirce da Cunha Silva Machado (Fórum Nacional de Secretários de Transportes)– participaram no dia 26 de julho de 2012, em Brasília, de reunião com o secretário nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, Júlio Eduardo Santos.

 
Nessa reunião, foi discutida a organização de um conjunto de seminários regionais para divulgar e debater a Lei de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/12), conforme resolução aprovada na 32ª Reunião do Conselho Nacional das Cidades, em 2 de março de 2012.
 
O encontro com Júlio Eduardo dos Santos aconteceu informalmente no mesmo dia a Reunião Extraordinária do Conselho Nacional das Cidades, na qual foi proposta de alteração do artigo 48 do Regimento Interno do Conselho, com o objetivo de garantir recursos para que os membros dos Comitês Técnicos tenham cobertas despesas de viagem, hospedagem e alimentação para participar das reuniões do órgão. Nessa Reunião Extraordinária, foi aprovada ainda a alteração da dinâmica de reuniões do Conselho das Cidades, de modo a tornar mais ágeis a apreciação e a aprovação de resoluções.
 
Seminários sobre a Lei nº 12.587/12.

Nazareno Affonso informou que a ideia é que haja um lançamento nacional da Lei de Mobilidade Urbana nas cinco regiões do País por meio de seminários regionais com participação de gestores e agentes municipais e representantes da sociedade civil atuantes no setor.

 
Os seminários terão essencialmente a mesma estrutura: na parte da manhã, haverá uma abertura política do Secretario da Secretaria Nacional de Transporte e de Mobilidade Urbana (SeMob) e das autoridades locais presentes, e uma apresentação do conteúdo da Lei nº 12.587/12 feita pela SeMob e, seguida, abertura dos debates. À tarde, será formada uma mesa de discussão com a participação de representantes da região em que o seminário estiver sendo realizado. Ao final, será apresentada uma carta sobre a Lei de Mobilidade Urbana, da qual constarão as questões suscitadas naquela região, além de outros dados do evento, e os nomes e entidades dos participantes.
 
Júlio Eduardo dos Santos acrescentou que os seminários terão o apoio da Caixa Econômica Federal e que será publicada pela SeMob uma ‘Cartilha da Lei 12.587/12 – Comentada’, para distribuição aos participantes dos seminários.
 
Cronograma.

Os seminários acontecerão após o segundo turno das eleições, acompanhando o seguinte cronograma: Região Norte – Porto Velho, em 31 de outubro de 2012; Região Centro Oeste – Goiânia, em 7 de novembro de 2012; Região Sul – Porto Alegre, em 13 de novembro de 2012; Região Sudeste – São Paulo, em 21 de novembro de 2012, e Região Nordeste – Fortaleza, em 28 de novembro de 2012.

 
A estruturação do conjunto dos seminários será coordenada por um representante da SeMob e a organização de cada seminário terá a participação de um ou mais conselheiros por região com apoio das entidades públicas locais.
 
Na reunião, o secretário nacional Júlio Eduardo Santos informou ter concretizado parceria com a Caixa Econômica Federal para realização, nos 80 pontos de capacitação daquela instituição financeira, de cursos sobre a Lei de Mobilidade Urbana para 2013. “Os cursos serão ministrados por monitores da própria Caixa, os quais serão preparados sob controle e orientação da SeMob”, explicou.
 
Sistema de Informações.

Júlio Eduardo Santos informou também que já recebeu da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) o banco de dados de dados com informações sobre o setor, de modo a compor o Sistema de Informações da SeMob. E acrescentou que, com o mesmo objetivo, tem procurando contato com outras entidades do setor, em especial, a ANTP, que conta com um banco de dados com indicadores de avaliação; a adoção de indicadores desse tipo é uma das metas da Secretaria para a estruturação do seu Sistema de Informações para servir de indicadores de qualidade e de monitoramento das ações dos governos.

 
Mensagem do secretário da Semob aos membros do Fórum de Secretários em Manaus.

Por ocasião da 78ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte e Trânsito nos dias 28 e 29 de junho de 2012, em Manaus, o secretário Júlio Eduardo dos Santos enviou mensagem específica aos participantes do encontro, na qual manifestou apoio ao Fórum Nacional e apontou os novos desafios da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana.

 
Segundo a mensagem, os desafios concernem à consolidação da Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012, que entrou em vigor em abril de 2012), à implementação do Plano Setorial de Transporte e de Mobilidade Urbana para a Mitigação da Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009), à implantação de uma gestão eficiente dos Programas de Mobilidade Urbana, e ao trabalho de articulação interinstitucional, interfederativa e internacional da Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana. A íntegra da mensagem pode ser lida em nota ao final desta notícia.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Conselho das Cidades discute resoluções de Habitação e Mobilidade Urbana no último dia de reunião


A Secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, e o Secretário Executivo do Conselho das Cidades (ConCidades), Carlos Antônio Vieira, encerraram a 34ª Reunião do Conselho das Cidades, na manhã desta sexta-feira (10/08), que discutiu a edição de resoluções nas áreas de habitação e mobilidade urbana.
Durante a reunião, foram deliberadas quatro resoluções, sendo três da Secretaria Nacional de Habitação (SNH) e uma da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (Semob). Elas terão que ser aprovadas, ainda, pelo plenário do conselho.
Na área de transporte, os conselheiros discutiram a implementação de ações de curto médio e longo prazo do Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária do MCidades, para atender à exigência da Organização das Nações Unidas, que determina redução de 50% das mortes no trânsito de 2010 a 2020.
Já na área de habitação, o debate foi em torno do cronograma de oferta pública do Programa Minha Casa, Minha Vida e da constituição de Grupo de Trabalho (GT) para o desenvolvimento de estudos, com o objetivo de regulamentar o serviço da assistência técnica das unidades habitacionais à população de baixa renda. O GT teria representantes da SNH, da Caixa Econômica Federal, do Conselho das Cidades e de movimentos populares.
O último dia de reunião apresentou, também, relatos dos comitês técnicos de Habitação, Saneamento Ambiental, Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana e do Planejamento e Gestão de Solo Urbano. Ao final, foi apresentado um vídeo sobre a entrega de empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida Entidades no Piauí.
Estiveram presentes na reunião, que começou na quarta-feira (08/08), 73 conselheiros de todo o país, representando o Poder Público, Poder Público Estadual, Poder Público Municipal, movimentos populares, entidades empresariais, de trabalhadores, de profissionais, acadêmicas e de pesquisa, além de Organizações Não-Governamentais.
Wlissara Benvindo
Assessoria de Comunicação Social
Ministério das Cidades

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A solução para as cidades são os ônibus, diz Adalberto Maluf para o Exame.com

Coletivo articulado do Expresso Tiradentes, em São Paulo




Exame.com
Essa tentativa de convencimento de usuários e autoridades é a tarefa complicada de Adalberto Maluf, diretor da cidade de São Paulo dentro do grupo internacional C40,  que reúne as 40 maiores cidades do mundo na troca de experiências sustentáveis. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba integram o time no Brasil, esta última como afiliada.

O C40 não é grupo só de retórica: na Rio+20, em junho, liderados pelo prefeito de Nova York, Michael Blooomberg, 40 mandatários, que representam quase um quinto do PIB mundil,assinaram um ousado acordo de emissão de carbono, enquanto as grandes potências se recusaram a fazer o mesmo.
Agora, Adalberto Maluf defende que há bons exemplos de transporte aplicados nas grandes metrópoles de outros continentes que devem ser replicados aqui. A perspectiva do C40, segundo ele, é que o custo benefício do futuro está nos chamados “Bus Rapid Transit” (BRT), corredores com sistema de pagamento antecipado comuns em Curitiba e com poucos exemplos em São Paulo e outras cidades brasileiras.
Confira abaixo se os argumentos de Adalberto Maluf e do grupo internacional o convencerão a andar de ônibus.

EXAME.com – Por que o BRT é a melhor solução?
Adalberto Maluf
- A C40 fez um estudo em todas as grandes cidades do mundo, inclusive nas que não fazem parte da C40, e comparou os benefícios de investimento seja na viabilidade técnica, política, financeira e operacional do empreendimento. Considerando todos esses fatores, percebeu-se que as cidades que apostaram em corredores de ônibus BRT – que não são simples faixas de ônibus, mas corredores completos, com pagamento antecipado, estações com conforto, calçadas, paisagismo, ônibus mais limpos e articulados, que seguem horários com linhas expressas e semiexpressas – tiveram benefícios maiores, seja porque realmente entregaram o serviço no prazo, seja porque não tiveram grandes aumentos de custo (durante a obra) e conseguiram transportar as pessoas.
EXAME.com – A recomendação do C40 é que São Paulo priorize o BRT em vez do metrô?
Maluf -
Claro. Daqui pra frente, o custo marginal de cada nova linha do metrô vai ser muito alto. Porque as principais, que tem maior demanda, já foram feitas. Então qualquer nova linha, por exemplo, a laranja, vai ter um custo muito grande. Neste caso, de 10 bilhões, para levar 300 mil pessoas a mais, sendo que o que se adiciona ao sistema é a metade, 150 mil. O custo por passageiro adicional ao metrô agora vai ser muito alto, porque as linhas mais ocupadas já foram feitas e cada vez mais as linhas novas terão menos demanda. Mas o custo para fazer em uma cidade já consolidada é muito mais alto. A gente acredita pela experiência das cidades C40 que a maneira mais eficiente de você criar esta rede prioritária que integra todos os cantos da cidade e promove um aumento da produtividade é pela superfície.

EXAME.com – E qual seria a desvantagem do metrô diante deste sistema?
Maluf -
O sistema metroviário não consegue atingir o objetivo prioritário da mobilidade que é uma rede integrada. Porque ninguém mora do lado do metrô e trabalha do lado do metrô, a não ser uma porcentagem muito pequena. Cerca de 82% das pessoas que pegam este meio chegam até ele de ônibus. O sistema de mobilidade precisa de capilaridade e integração modal. No metrô, toda vez que uma linha cruza a outra, as pessoas têm que descer e trocar de linha. Quando você tem várias paradas, o metrô tem que aguardar o que está na frente. Já o ônibus tem flexibilidade, pode simplesmente ultrapassar o outro que está parado se estiver em uma linha expressa, o que aumenta a velocidade operacional. O Expresso Tiradentes, em São Paulo, que é uma linha segregada, tem velocidade aproximada de 38 km/h, que é 60% mais rápido que todos os metrôs do mundo. Com exceção do metrô de Londres, nenhum outro tem capacidade de fazer linha expressa que permite ultrapassagem.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

NTU propõe ações governamentais para desenvolver mobilidade urbana


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Engarrafamento: cena comum nas principais cidades brasileiras. Foto: marcuslyra

Quando o assunto é a mobilidade urbana, falta no Brasil um conjunto de princípios, instrumentos e ações governamentais que estabeleçam compromissos permanentes e bem delimitados para promover avanços significativos. A opinião é de Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente executivo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense de segunda-feira, 6 de agosto, Filho citou o aumento significativo dos deslocamentos urbanos individuais com automóveis, que são energeticamente ineficientes e ambientalmente insustentáveis.
"Ano após ano, a indústria automobilística bate recordes de produção e venda de carros. Esse desempenho pouco surpreende, pois uma das iniciativas preferidas pelo governo tem sido a isenção do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) em tempos de crise mundial financeira e de resultados macroeconômicos recessivos", observou o executivo.
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"Últimas décadas foram marcadas pela inexplicável ausência de investimentos para o transporte público".
Foto:Wilson Dias/ABr
 
Os carros de passeio respondem por mais de 65% das emissões dos poluentes no transporte de passageiros em áreas urbanas.
Na opinião dele, o transporte público urbano tem sido negligenciado nas políticas públicas e sobrecarregado com impostos diversos. "Apesar da recente sanção da Lei nº 12.587/2012, que define a Política Nacional de Mobilidade Urbana, e dos recursos voltados para a infraestrutura por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as últimas décadas foram marcadas pela inexplicável ausência de investimentos para o transporte público urbano", criticou.
Segundo Filho, o setor empresarial vê com bons olhos a adoção de avanços tecnológicos, desde que venham associados a políticas claras e duradouras de governo. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) propõe uma série de ações governamentais em longo prazo para que avanços concretos sejam obtidos. São elas:
  • Criação de condições para que o atual estágio de desenvolvimento tecnológico (Fase P7 do Programa de Controle de Emissões Veiculares - Proconve) seja amplamente implantado por todo o país;
  • Monitoramento do progresso dos sistemas BRT em obras e a multiplicação das experiências de sucesso para as cidades de médio porte;
  • Criação de uma política de avanço tecnológico para o setor;
  • Desenvolvimento de um programa estratégico em longo prazo e a implantação de incentivos graduais à transição de um combustível para outro para viabilizar a adoção de novas tecnologias.
Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2011, os carros de passeio respondem por mais de 65% das emissões dos poluentes no transporte de passageiros em áreas urbanas. Ademais, a contribuição dos automóveis particulares é de cerca de 51% do total de emissões de gases de efeito estufa, segundo relatório do Ministério do Meio Ambiente (2009).
EcoD

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

biciRio 2012 vai debater o uso da bicicleta como modal de transporte


Secretaria Municipal de Meio Ambiente elege a integração da bicicleta aos transportes públicos como tema central do II Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta
Com o objetivo de estimular o uso da bicicleta como modal de transporte urbano na vida do carioca, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SMAC) promove de 23 a 25 de Setembro, dentro Semana Nacional de Trânsito, o II Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta – biciRio 2012.
O evento é parte de um conjunto de ações que estão sendo organizadas pela Prefeitura para a semana em que acontece em várias cidades do mundo o “Dia Mundial Sem Carro”, com o objetivo de contribuir com a melhoria da mobilidade urbana e a redução dos gases de efeito estufa, reforçando a cultura do uso da bicicleta como meio de transporte. A programação do fórum, que será aberto com um passeio ciclístico pela orla da Zona Sul do Rio, no dia 23 de setembro, domingo, é totalmente gratuita e prossegue nos dias 24 e 25 com visitas técnicas e palestras.
O tema central do biciRio este ano será “A integração da bicicleta aos sistemas de transportes públicos”, com a apresentação de modelos já implantados em outras cidades do Brasil e do exterior. Na visão do Secretário Em Exercício de Meio Ambiente do Rio, Altamirando Fernandes Moraes, o quotidiano das pessoas que habitam as grandes cidades do mundo tem sido marcado cada vez mais pelo uso da bicicleta. Iniciativas, indivíduos e instituições no mundo inteiro se dedicam à educação e ao fomento do ciclismo urbano, agora não mais como instrumento de lazer apenas, mas como modal de transporte. “No Rio de Janeiro, não é diferente: a questão virou prioridade para as autoridades da área de meio ambiente e de transportes do Rio de Janeiro – cidade que vai sediar alguns dos principais eventos mundiais nos próximos anos”, afirma o Secretário.
O biciRio é parte das iniciativas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para fomentar o uso da bicicleta como modo de transporte não poluente, eficiente, saudável e ecológico, além de promover a sua maior utilização e integrar o planejamento cicloviário ao planejamento de transportes da Cidade. A proposta do biciRio é promover a troca de informações entre cidades com diferentes níveis de experiências na implantação de sistemas cicloviários.
A iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente vai ao encontro da política de incentivo às práticas ambientalmente sustentáveis da atual gestão municipal, que tem na ampliação de sua malha cicloviária e no desenvolvimento de ações educacionais seus pilares de planejamento estratégico. Para inscrições e mais informações, acesse www.bicirio.com.br.
BRT e “Laranjinhas” no programa técnico
Hoje, o Rio conta com 285 km de malha cicloviária em operação. Até 2016, a previsão é chegar a 450 km de ciclovias construídas, além do incentivo à instalação de bicicletários, pontos de aluguel de bicicletas e equipamentos de apoio, e da conservação das vias já existentes, de maneira a permitir a integração desse modal aos transportes públicos.

Desta forma, além da agenda técnica que acontece no dia 25 de setembro, no Centro Empresarial Rio (Botafogo), com palestras e trabalhos técnicos, o programa do biciRio 2012 vai incluir visitas técnicas, no dia 24/09, ao Centro de Operações do Projeto “Laranjinhas” – Bike Rio (– em São Cristóvão), que implantou no Rio um sistema público de aluguel de bicicletas, com patrocínio do Banco ITAÚ. Na seqüência, será feita uma visita a um dos trechos do Sistema BRT, na Barra da Tijuca.
O Fórum começa no dia 23 de setembro (domingo), pela manhã, com um passeio pela Zona Sul da Cidade integrado às atividades do Dia Mundial Sem Carro, fechando o biciRio. Encerrando o evento internacional, será oferecido um coquetel de confraternização no Palácio da Cidade, com a presença de todos os participantes.
Inscrições
www.bicirio.com.br
Contato
e-mail: secretaria@bicirio.com.br
http://www.facebook.com/biciRio
http://www.twitter.com.br/biciRio

Organização:
Planeja & Informa Comunicação e Marketing

via Carlos Emmiliano

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vítimas sobre duas rodas


Site da Perkons
por Maria Amélia Franco   
A maior parte tem entre 21 e 35 anos, é homem e optou por este tipo de veículo para substituir o transporte coletivo. Este é o perfil do motociclista brasileiro, que tem chamado atenção não só pela ocupação em massa no trânsito de grandes e médias cidades, como também pelo crescente número de acidentes em que está envolvido. Somos o segundo país onde mais motociclistas morrem vítimas de acidente de trânsito – são sete mortes para cada 100 mil habitantes. E esse índice tem aumentado a cada ano, de acordo com estudo do Instituto Sangari divulgado em maio deste ano, que aponta, também, outra triste realidade: até o fim de 2012, mais 13 mil motociclistas deverão morrer em vias brasileiras e mais de 40% deles no próprio local do acidente devido à violência do impacto.

No entanto, culpar apenas os motociclistas pela tragédia que se instalou no trânsito seria no mínimo injusto e, em última instância, desonesto. A responsabilidade passa por quem regulamenta e fiscaliza o trânsito, pelos centros de formação de condutores, por quem oferece infraestrutura e segurança nas vias (ou deveria oferecer), entre tantos outros.

Ao comentar especificamente sobre a formação de motociclistas, uma série de dúvidas pode permear o universo do leitor. É realmente possível reproduzir as condições das ruas em circuitos fechados? As 20 aulas práticas de 50 minutos cada são suficientes para garantir a circulação de novos condutores? E como testar as possíveis situações de conflito que os motociclistas podem vivenciar no trânsito?

Certamente há que se avaliar os vários aspectos que circundam a questão. Motociclistas guiam por pistas esburacadas, com obstáculos, desníveis, em corredores de tráfego intenso, entre condutores e pedestres descuidados, além de, muitas vezes, ficarem no ponto cego dos motoristas. Mais do que uma prova de equilíbrio e conhecimento das regras de circulação, o exame prático para a obtenção da habilitação deveria considerar a habilidade (como sugere o próprio nome) e a destreza do condutor, além de treinar a agilidade de reação diante de imprevistos. Por isso, a realização de provas práticas deveria acontecer, também, nas vias de trânsito intenso.

Não há dúvida de que as autoridades precisam enfrentar um verdadeiro desafio que é frear a violência no trânsito, especialmente aqueles que envolvem as “vítimas sobre duas rodas”. Desafio que começa com o aumento da fiscalização, com blitzes permanentes e em locais diversificados onde seja possível verificar documentação, itens de segurança e permissão de uso profissional do veículo (motofrete e mototáxi). Ademais, trânsito não é composto apenas por motociclistas. Também é dever dos motoristas respeitar o espaço das motos que, em relação aos veículos, são mais vulneráveis. E essa orientação pode partir de quem forma novos condutores, por meio da revisão dos cursos de formação. Apresentar aos futuros motoristas a nova configuração desse cenário – que nos últimos anos se transformou a ponto de 50% das pessoas que adquirem motos o fazem em substituição ao transporte público e ao carro – torna-se essencial para uma convivência menos traumática para todos.

Outra mudança fundamental diz respeito ao comportamento dos envolvidos no trânsito que deveria estar vinculada à regulamentação para a formação de motociclistas considerando a vivência prática deles. Voltar-se à melhoria das ferramentas de fiscalização, ao planejamento da infraestrutura viária calculando o crescimento desta frota e ao esforço em campanhas contínuas de educação. Finalmente, seria necessário encontrar formas de melhorar o transporte coletivo tornando-o mais seguro, ágil e acessível para que ele seja uma opção ao usuário que, atualmente, migra para as motocicletas.

domingo, 5 de agosto de 2012

Ser intermodal é a nova onda pela mobilidade urbana


Mobilidade urbana. O significado é simples, se locomover pelas cidades. A dificuldade está mesmo, em como fazer isso. Em metrópoles como São Paulo, os congestionamentos quilométricos deixam os cidadãos à beira de um ataque de nervos.



Diante dessa realidade, tem gente mudando o rumo, literalmente, e se transformando em cidadão “intermodal”. Gente que aprendeu a usar vários meios de transporte, ao mesmo tempo, e chegar ao destino sem estresse?

Iniciativas de Estado

O governo federal anunciou a lista dos 51 grandes municípios que receberão os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a mobilidade urbana. Ao todo, serão investidos R$ 32 bilhões.

A diretora de Regulação e Gestão do Ministério das Cidades (M.Cidades), Isabel Lins, abordou a importância da lei e as principais políticas para garantir acessibilidade, qualidade e conforto aos usuários do transporte coletivo.

Lins também destacou a expectativa da população quanto ao cumprimento de direitos como transparência de informações sobre aumento das tarifas, linhas e horários disponíveis, além de pontualidade nos serviços oferecidos. A diretora relacionou, ainda, que a execução dos projetos deve considerar questões ambientais para diminuir a emissão de poluentes, incentivando formas não-motorizadas de transporte e a criação de vias para pedestres.
Agência Eatado

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária - acompanhe a programação do evento

AEAMESP
23/12-116
As cidades continuam crescendo desordenadamente, os congestiona
mentos já fazem parte de suas rotinas diárias, independentemente 
de seus tamanhos e em algumas delas a sociedade vive 
à beira do insuportável. 
Deslocar-se nas cidades, chegar ou sair delas tornou-se um grande 
desafio de paciência e de tempo. Ir de uma para a outra, pelo modo 
ferroviário, trata-se de alternativa não disponível.
As políticas de uso e ocupação do solo, transporte e trânsito não 
convergem. 
Os Municípios vivem buscando soluções que só oferecem mais 
lugar para os carros e as motos. 
No âmbito Federal tomam-se decisões para continuar 
a privilegiar o transporte individual, ora com desoneração tributária, 
ora com incentivo ao crédito ou até mesmo segurando os preços dos 
combustíveis, apesar das variações da cotação do barril de 
petróleo no mercado internacional.
Neste contexto, o transporte público coletivo, nos seus diferentes 
modos,quer nas ligações urbanas, regionais ou de longo percurso, 
passa a ter um papel mais relevante na matriz de transporte 
e torna-se agente de transformação socioeconômica.
“A Contribuição dos Trilhos para a Mobilidade” é o tema principal
deste ano, por meio do qual buscaremos mostrar a importância 
de unirmos os esforços  dos governos, da indústria, das 
peradoras, das entidades de classe, 
dos profissionais da área tecnológica e dos cidadãos brasileiros 
para que investimentos permanentes em projetos 
de infraestrutura, principalmente 
em sistemas estruturantes sobre trilhos, continuem sendo feitos 
para melhorar o transporte, a mobilidade e a acessibilidade para todos.
Nesta 18ª edição da Semana de Tecnologia Metroferroviária serão 
apresentados vários trabalhos técnicos, desenvolvidos por profissionais 
 por empresas, com a abordagem de novas tecnologias e discutidos 
temas relevantes para o setor nos painéis de debates.
Em paralelo com a 18ª Semana de Tecnologia realizaremos a 
METROFERR 2012, feira de exposição de produtos e serviços 
de empresas do setor que mostrará o que há de mais 
moderno na área de transporte público sobre trilhos.
Se você quer ampliar seu relacionamento, manter-se atualizado e 
integrado às propostas de solução para o setor, não perca esta 
oportunidade 
e reserve já este período em sua agenda.
Confira a programação preliminar ao lado e venha participar!
Comissão Organizadora
PROGRAMA PRELIMINAR (Sujeito a alterações sem aviso prévio)
11|09|12 - 3ª feira
A partir das 12h00
Credenciamento
14h00 - 15h00
Cerimônia de Abertura
15h00 - 15h30
Coffee Break
15h30 - 16h00
Estação Conhecimento
16h00 - 17h00
Palestra de Abertura - Liderança e Motivação: “O Futuro é agora”
12|09|12 - 4ª feira
08h30 - 09h00
Welcome Coffee
09h00 - 12h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
09h00 - 10h30
Painel 1 - A Política Nacional de Mobilidade Urbana
10h30 - 12h00
Painel 2 - Como Implantar Projetos Metroferroviários
12h00 - 13h30
Intervalo para almoço
13h30 - 15h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
13h30 - 15h00
Painel 3 - A Gestão Estruturada para a Implantação de Projetos
15h00 - 15h30
Coffee Break
15h30 - 17h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
15h30 - 17h00
Painel 4 - A Competitividade da Indústria Metroferroviária
13|09|12 - 5ª feira
08h30 - 09h00
Welcome Coffee
09h00 - 12h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
09h00 - 10h30
Painel 5 - Mobilidade Sustentável - Mudanças Climáticas
10h30 - 12h00
Painel 6 - ITS em Sistemas Metroferroviários
12h00 - 13h30
Intervalo para almoço
13h30 - 15h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
13h30 - 15h00
Painel 7 - Trens Regionais e de Longo Percurso com Média e Alta Velocidade
15h00 - 15h30
Coffee Break
15h30 - 17h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
15h30 - 17h00
Painel 8 - Tecnologias e Interoperabilidade no Transporte Ferroviário
14|09|12 - 6ª feira
08h30 - 09h00
Welcome Coffee
09h00 - 12h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
09h00 - 10h30
Painel 9 - Participação Privada no Setor Metroferroviário - Quando e Como?
10h30 - 12h00
Painel 10 - Os Desafios Operacionais Frente as Demandas
12h00 - 13h30
Intervalo para almoço
13h30 - 15h00
Apresentação dos Trabalhos Técnicos
13h30 - 15h00
Painel 11 - O Cenário do Setor Metroferroviário no Brasil e as Perspectivas Futuras
15h00 - 15h30
Coffee Break
15h30 - 16h15
Palestra de encerramento
15h30 - 17h00
Cerimônia de Encerramento