terça-feira, 8 de maio de 2012

Coordenador do MDT é entrevistado pela AU - Arquitetura e Urbanismo, da editora Pini



Revista AU - O projetos de mobilidade urbana do PAC para as cidades brasileiras contemplam soluções como os monotrilhos. Este tipo de solução pode gerar um "efeito Minhocão", ou seja, pode causar a desvalorização dos imóveis e deterioração do espaço urbano por onde passa?

Nazareno Affonso: “O tema é instigante , mas há uma visão elitista de ser contra o transporte público.
Afirmo que o Monotrilho , não gera o “efeito minhocão” este tem mais de 12 metros, tampa a rua e trás poluição, O monotrilho tem uma viga da ordem de 70 cm e o carro abraça essa viga com 2,60 mts . Sobre as vigas não há sombra permanente, portanto pode-se plantar arvores. Ele é elétrico e não causa poluição como os carros em uma via de dupla mão . Sobre desvalorização dos imóveis, o futuro é ter  valorizado os imóveis junto as estações de sistemas estruturais de transportes coletivos. Vejam a valorização dos imóveis no metro leste de São Paulo e no corredor de ônibus na Av. Perimetral de Porto Alegre. A lei das Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade é clara ao afirmar que a prioridade dos investimentos deve ser no transporte não motorizado , depois o transportes público e esse prioritário aos automóveis. O futuro das cidades será nos eixos de sistemas estruturais de transportes públicos. “

Arquiteto e Urbanista
Nazareno Stanislau Affonso

segunda-feira, 7 de maio de 2012

De terça a quinta desta semana acontece o 2º Seminário Nacional de Mobilidade Urbana, promovido pela ANTP que vai discutir política de mobilidade, segurança viária e impactos ambientais dos deslocamentos urbanos.


O encontro será iniciado na tarde de amanhã e a conferência de abertura será ministrada pela arquiteta e urbanista Ermínia Maricato, professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e atualmente no Instituto de Economia da Unicamp. 


Na ocasião, a doutora Ermínia falará a respeito dos desafios colocados para as cidades brasileiras, que se constituem no cenário de aplicação da Política Nacional de Mobilidade Urbana, definida na recente Lei Federal nº 12.587. 


Coordenador e debatedores


Essa primeira sessão terá como coordenador o presidente da ANTP, Ailton Brasiliense Pires, e como debatedores Horácio Brasil, superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte de Salvador (Setps), e Marcelo Cardinale Branco, secretário de Transporte do município de São Paulo e vice-presidente da ANTP. 


Local do encontro


2º Seminário Nacional de Mobilidade Urbana acontecerá paralelamente à exposição de produtos e serviços denominada II Expo Mobilidade Urbana, no Centro de Convenções - Centro Universitário SENAC – Campus Santo Amaro, localizado na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, 823 - São Paulo-SP

Embratur intensifica promoção do país no exterior para atrair mais turistas


As maiores queixas dos turistas consultados se referem à situação das estradas brasileiras, às deficiências de sinalização e à mobilidade urbana.
Brasília – O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) está intensificando a partir deste ano o trabalho de promoção do país no exterior, visando a atrair os turistas estrangeiros, principalmente devido a megaeventos que vão ocorrer até 2016, como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A previsão é que no ano da Copa (2014) visitem o Brasil 7,2 milhões de turistas, sendo que no ano passado estiveram no país 5,433 milhões de estrangeiros.
O presidente da Embratur, Flávio Dino, destaca que está previsto o trabalho de promoção do Brasil em 25 feiras internacionais este ano. "São eventos onde os expositores levam seus produtos para serem vendidos na indústria turística de outros países, por isso o Brasil faz presença para apoiar a comercialização do turismo interno."
Com o Ministério do Turismo, a Embratur vai participar ainda de 14 eventos em 13 mercados, além de outras ações por meio de parcerias que desenvolve com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A Embratur apoia financeiramente o MRE em promoções culturais no exterior, repassando recursos para embaixadas, segundo Flávio Dino. As campanhas de publicidade e a utilização da mídia digital como veículos de divulgação entram também com destaque na rotina do instituto, que era antes denominado Empresa Brasileira de Turismo.
Para Flávio Dino, o país vive “uma boa situação, ao conjugar democracia política, crescimento econômico e distribuição de renda, e tem uma boa posição no mundo na atualidade”. “Junto a esses fatores, a situação cambial ajuda muito também [a incrementar o turismo]”, destacou.
O Ministério do Turismo e a Embratur trabalham também para melhorar a preparação do país para receber os turistas, com a realização de cursos destinados a operadores da área. Segundo Flávio Dino, no exterior, um foco importante é que o Brasil "seja visto por todas as potencialidades que oferece e não apenas pelos recursos naturais que atraem a atenção do mundo”. “Isso é feito com o treinamento de operadores que comercializam o produto final para o Brasil."
As maiores queixas dos turistas consultados se referem à situação das estradas brasileiras, às deficiências de sinalização e à mobilidade urbana.
A ampliação de voos internacionais é outro ponto que está na agenda do Ministério do Turismo e da Embratur. Para isso, está sendo desenvolvido um programa de incentivo a voos fretados, já tendo sido lançado edital para fazer contratações. “Quanto mais oferta de assentos, menores serão os preços, atraindo mais visitantes.”
O orçamento do instituto, incluindo os contingenciamentos anuais, vem oscilando em torno de R$ 200 milhões ao ano, mas conta com suporte do Ministério do Turismo, o que garante resultados importantes. O turismo é um setor movimentado especialmente pela iniciativa privada, lembra o presidente da Embratur. “O governo apenas formula políticas, mas na ponta está o empresariado, por isso é importante o trabalho de apoio institucional para otimização dos resultados.”
O setor mostra mundialmente uma característica predominante de fluxo intrarregional. “O europeu costuma viajar mais dentro da Europa [83% das viagens], e na América do Sul também se verifica essa tendência”, ressaltou Flávio Dino. Cerca de 50% do turismo brasileiro são provenientes do próprio continente. Flávio Dino acredita que é possível aumentar os números da região para o Brasil.
Ele prevê que vai aumentar muito o fluxo de turistas da América do Sul para o Brasil em 2014, pois a última Copa no continente ocorreu em 1978, na Argentina. Os países vizinhos deverão ter cinco ou seis seleções na Copa, por isso deverão vir muito mais turistas em 2014, por causa da tradição do futebol e de outros traços culturais da região.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dilma faz apelo por mobilidade urbana



A presidente Dilma Rousseff convocou ontem prefeitos e governadores para fazer deslanchar o PAC Mobilidade Urbana, que compreenderá investimentos de R$ 32 bilhões em metrôs, corredores de ônibus e veículos leves sobre trilhos (VLT), em 18 estados, nos próximos anos. O governo federal destinará R$ 22 bilhões a esses investimentos, mas conta com os governos regionais para complementar o restante e, principalmente, para subsidiar as tarifas e torná-las acessíveis aos usuários.

Dilma destacou que a sustentabilidade dos sistemas de transporte nas grandes cidades, contempladas pelo PAC Mobilidade, será um tema tratado na conferência Rio+20. De um sistema de transporte eficiente, rápido e com pouca emissão de gases de efeito estufa depende a qualidade de vida dos moradores do grandes centros urbanos, na visão do governo federal.

- Temos agora a Rio+20, quando um dos grandes debates será sobre as cidades sustentáveis. Significa que nós temos de discutir profundamente qual é o novo paradigma que o mundo necessita - disse, ao anunciar os projetos.

O Rio foi o estado mais contemplado em valores com o programa. São R$ 4,4 bilhões que serão investidos no BRT Transbrasil, que atende à área central e portuária. Na Linha 3 do Metrô, que liga São Gonçalo a Niterói; e no sistema sobre trilhos aeromóvel de Nova Iguaçu. Para Marcos Bicalho dos Santos, diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o destaque explica-se principalmente por conta das necessidades diante da Olimpíada de 2016.

Nazareno Affonso, presidente do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade (MDT), recebeu o PAC com grande otimismo, mas prevê que, como em praticamente todos os projetos de metrô do país, precisará haver subsídios para alguns desses projetos para que a tarifa seja acessível aos usuários.

- Um sistema de qualidade custa e tem de ser bancado, mas o governo federal tem deixado claro que não vai mais pagar esse subsídios, como faz para algumas ferrovias, o que deve ser coberto pelos estados - disse.

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, avaliou que, com os projetos lançados para 51 municípios, 53 milhões de usuários do transporte público reduzirão o tempo de trânsito entre casa e trabalho de mais de quatro horas por dia para cerca de uma hora.

De olho na Rio + 20, o Ministério da Fazenda divulgou ontem relatório sobre os esforços do governo para promover o crescimento econômico com distribuição de renda e sem prejuízos ao meio ambiente. Elaborado em inglês, o trabalho destaca, por exemplo, que o Brasil é o integrante do grupo Brics (que também reúne Rússia, China, Índia e África do Sul) que possui maior participação de fontes renováveis em sua matriz energética. Em 2009, essa parcela era de 45% no caso brasileiro, enquanto nos demais, menos de 10%.

Fonte: O Globo

Reunião em maio deverá definir a formatação temática da 5ª Conferência Nacional das Cidades e orientar conferências municipais e estaduais


Uma segunda reunião da Comissão Executiva Nacional do Conselho Nacional das Cidades, a ser realizada neste mês de maio, deverá definir a formatação temática da 5ª Conferência Nacional das Cidades, evento marcado para novembro de 2013; nos próximos meses, haverá um processo de debate concernente à 5ª Conferência das Cidades nos níveis municipal e estadual. 

No fim de abril. 

Na quinta e na sexta-feira da semana passada, dias 26 e 27 de abril de 2012, houve a primeira reunião da Comissão Executiva. Segundo o membro do Secretariado do MDT pela AEAMESP, engenheiro Laerte Mathias, que representa a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) no Conselho, a tendência é focalizar na 5ª Conferência das Cidades o atual estágio de a implantação do Sistema Nacional do Desenvolvimento Urbano.  

Mais informações. 

Laerte Mathias propôs no encontro que seja aproveitado o processo de organização da 5ª Conferência das Cidades nos Municípios e nos Estados para informar melhor os agentes municipais e a própria sociedade civil a respeito das políticas urbanas já aprovadas, com os respectivos marcos regulatórios, como é o caso da área de mobilidade urbana, com a Lei 12.587, a Lei de Mobilidade Urbana, que recentemente entrou em vigor, e ainda das áreas de saneamento e de habitação.  

Boletim da AEAMESP


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Copa tem só 25% de obras de mobilidade urbana licitadas, diz TCU

O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou hoje relatório em que aponta grave situação das obras de mobilidade urbana (transporte coletivo) previstas para a Copa do Mundo de 2014.

De 48 obras que serão financiadas pela Caixa Econômica Federal, apenas 12 (25%) estavam com a licitação encerrada no final de março de 2012, a menos de 30 meses do evento. Do restatante, 14 estavam com licitação em andamento e em 22 o processo de concorrência sequer fora iniciado.

Com isso, dos R$ 5,3 bilhões previstos de empréstimos para essas construções, em geral corredores de ônibus ou sistemas de transportes leve por trilhos, apenas R$ 216 milhões (4%) foram liberados pela Caixa para quatro cidades: Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Curitiba (PR) e Recife (PE).

Brasília (DF), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e São Paulo (SP) ainda não tinham qualquer recurso liberado. O Rio de Janeiro tem uma obra de mobilidade financiada pelo BNDES que está em andamento e com recursos liberados.

O ministro do TCU, Valmir Campelo, relator do processo, alertou que as obras poderão sofrer, devido ao atraso, aditivos de última hora que podem elevar seus preços ao final.

Além disso, o ministro alertou que caso as obras não fiquem prontas até o evento, elas poderão deixar de receber os recursos emprestados pelo banco porque deixarão de estar enquadradas numa lei especial que as deixam de fora dos cálculos de limite de financiamento para estados e municípios, causando sua paralisação.

O tribunal recomendou que o governo determine um prazo fatal para a entrega dos projetos e só aprove os que sejam viáveis para a realização durante o evento.

São Paulo está entre piores cidades na questão da mobilidade urbana


Algumas cidades podem transformar a tarefa de se locomover num verdadeiro inferno. Trânsito pesado, insegurança e motoristas que põem suas próprias vidas e as vidas alheias em perigo, são apenas alguns dos problemas nestas 10 cidades que a "CNN", canal de notícias,  escolheu como sendo as piores cidades do mundo para se dirigir. São Paulo, claro, está na lista.

Pequim, China
Com mais de três milhões de veículos em suas ruas, a capital chinesa é extremamente caótica. Muitas das regras báscias de trânsito, como marcações de pistas, sinais de "pare" e prioridades, são simplesmente ignoradas por todos os motoristas. Os engarrafamentos podem ser infernais, e viaturas e ambulâncias têm muita dificuldade de passar por eles, já que os motoristas pouco se importam com o barulho das sirenes. Em agosto do ano passado, um engarrafamento monstruoso durou nada menos do que duas semanas.

Nova Délhi, Índia
Nova Déli, capital da Índia, ilustra o ambiente especial e caótico que se vive no país. Poucos são os estrangeiros que se aventuram no trânsito assustador da cidade, e os que fazem, encaram um concentrado de caminhões, riquixás, carros, motos, bicicletas, vacas e até elefantes. Nenhum espaço deixa de ser aproveitado e todos tentam se ultrapassar. Retrovisores, aliás, são retirados dos carros, para que os motoristas se concentrem apenas no que se passa na frente deles.

Manila, Filipinas
Mudanças de faixa totalmente inesperadas, motoristas que não estão nem aí para faróis vermelhos, não tiram a mão da buzina e jamais usam a seta, são algumas das surpresas que você pode encontrar dirigindo nas ruas de Manila, capital das Filipinas. As péssimas condições da pavimentação e uma sinalização quase inexistente contribuem para que Manila esteja na lista de piores cidades do planeta para se dirigir.
Cidade do México, México
A capital do México tem mais de 22 milhões de habitantes e um trânsito digno de uma cidade tão grande e caótica. Obras permanentes que colaboram a piorar o trânsito insuportável, engarrafamentos onde os motoristas passam horas para voltar para casa, agentes de trânsito incompetentes e assaltos nos faróis encontram-se entre as principais reclamações dos habitantes da Cidade do México.

Joanesburgo, África do Sul
Maior cidade da África do Sul, Joanesburgo é também uma das mais inseguras do planeta. O perigo se ilustra no trânsito da cidade, com uma rotina de ataques, sequestros e assaltos à mão armada. Há alguns anos, a cidade atraiu o holofotes mundiais com sistemas de segurança que incluíam lâminas afiadas e até lança-chamas que saíam de baixo dos automóveis, atacando os delinquentes. Além de assaltos, Joanesburgo tem um trânsito caótico, com condutores irresponsáveis e muitos engarrafamentos.
Lagos, Nigéria
As regras de trânsito parecem não existir em Lagos, capital da Nigéria. Faróis vermelhos são invisíveis aos olhos dos motoristas de Lagos, a noção de "sentido proibido" não parece um conceito válido, o estado das ruas e estradas é lamentável e o caos cria engarrafamentos intermináveis. Os motoristas são tão imprudentes que as autoridades até pensaram na ideia de acompanhar as multas de trânsito com análises psiquiátricas dos infratores. Para piorar, assaltos à mão armada e sequestros são muito frequentes, e os agentes de trânsito fazem vista grossa a qualquer infração por propinas insignificantes.

São Paulo, Brasil
O trânsito infernal de São Paulo é tão característico da cidade quanto o Parque do Ibirapuera, o MASP ou sua famosa garoa. Os engarrafamentos não param de bater recordes, e a cidade simplesmente para assim que chove. Os paulistanos perdem incontáveis horas de suas vidas bloqueados no trânsito na hora de voltar para casa, numa cidade que tem cada vez mais carros. O rodízio, o investimento em transporte público e outras medidas ainda não conseguiram dar conta deste problema, um dos maiores da metrópole que o mundo mira como a capital da América Latina.

Moscou, Rússia
Os costumes dos habitantes da cidade ao volante são bem perigosos. Ninguém parece se importar com a sinalização, com faróis vermelhos e, muito menos, com limitações de velocidade, já que parece como se todos sempre aceleram ao máximo seus veículos na primeira oportunidade.

Toronto, Canadá
Maior cidade do Canadá, Toronto é conhecida por enfrentar alguns dos piores congestionamentos de trânsito do planeta. A rodovia 401 é a mais transitada do continente, com dezoito pistas e mais de meio milhão de motoristas diários. Obras que aparecem constantemente nas estradas, limitações de velocidade, além do grande número de carros, fazem com que os habitantes de Toronto encarem longos trajetos na hora de voltar para casa.

Mônaco
O pequeno principado de Mônaco consegue ter mais automóveis por habitante do que os Estados Unidos, país automobilístico por excelência. O grande problema do trânsito de Mônaco não é ter engarrafamentos e sim a impossibilidade de achar uma vaga para estacionar.  Mônaco tem uma grande concentração de automóveis de luxo do planeta, e qualquer arranhão pode virar uma grande dor de cabeça. Em 2011, uma condutora (dirigindo um luxuoso Bentley), conseguiu bater, em um único acidente, em uma Mercedes, uma Ferrari, um Porsche e um Aston Martin.
Terra