quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Passeio ciclístico vai abrir 'Dia Sem Carro'

O DIA

Rio - Já estão abertas as inscrições para o passeio ciclístico que abre, no domingo da próxima semana, 21 de setembro, as celebrações do Dia Mundial Sem Carro. Os organizadores do ‘Um Dia Sem carro’ esperam bater o recorde do ano passado, quando 25 mil pessoas deixaram o carro na garagem no Rio de Janeiro. “Somos o quinto consumidor de bicicletas do mundo.
Atualmente, existem mais de 80 milhões de veículos ativos no país. Só no Rio, o uso de bicicletascresceu cinco vezes nos últimos 15 anos”, disse Claudio Santos, presidente da Federação de Ciclismo do Rio de Janeiro e organizador do evento. Na cidade, cerca de 650 mil deslocamentos por dia são feitos em bicicleta, segundo os organizadores. 

Os ciclistas que se inscreverem no site da federação (http://www.fecierj.org.br) por R$ 10 recebe bolsa de praia exclusiva, camisa personalizada, garrafa squeeze, Código Brasileiro de Trânsito de bolso, número para sorteio de 20 bicicletas Caloi 21 marchas, medalha e 02 bilhetes do metrô. O percurso de 12 km começa e termina no Monumento aos Pracinhas. O Dia Mundial Sem Carro é celebrado no dia 22 de setembro em cidades do mundo todo. No Rio, o passeio no domingo marcará também o Início da Semana Nacional do Trânsito.



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

22 de setembro: dia mundial sem carro



Por Luis Ricardo - SINPRO-DF em 17/set/2012


No dia 22 de setembro em cidades do mundo todo, são realizadas atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro.  O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A ideia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do para-brisa.

Em Brasília, o Sinpro-DF, Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF) e outras entidades apoiam a iniciativa e organizam, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a Semana da Mobilidade Sustentável. Além de vários eventos de rua teremos debates e seminários abordando os vários aspectos da mobilidade sustentável. Entre os debates estão: Ciência: Interconexão da Mobilidade com Meio Ambiente (emergência climática e poluição); Saúde (física e psicológica); e Economia (circulação da riqueza, estresse dos trabalhadores, logística da infraestrutura, indústria, etc).
Fará parte da mesa de discussões, além do Sinpro, IPEA, SOS Clima Terra, OPAS/OMS/ONU, Rodas da Paz, CUT-DF e Fenasepe. O evento será realizado nos dias 20 de setembro e 11 de outubro, das 14h às 16h30, no Auditório Águas Claras. Participem! Mais informações no site sosclimaterra.org e diamundialsemcarro.org.br.


11/09/2014 21:13:34


terça-feira, 8 de setembro de 2015

CARTA DE ADESÃO à 15ª Jornada Brasileira “na cidade, sem meu carro”




Formulário que deverá ser assinado por representantes da prefeitura que aderir ao 15ª Jornada Brasileira “na cidade, sem meu carro” . 

Formulário:

 
Eu, abaixo assinado, representante do Município de          , declaro que este município adere a Jornada Brasileira “na cidade, sem meu carro” (que integra o evento mundial com mesmo nome e de responsabilidade nacional do Instituto da Mobilidade Sustentável - RUAVIVA, que o trouxe para o Brasil em 2001) e participará, no dia 22 de setembro de 2015, terça-feira, da 15ª Jornada Brasileira "na Cidade Sem Meu Carro”, cujo tema é “PAZ NO TRÂNSITO, FAIXAS EXCLUSIVAS, BICICLETAS, E CALÇADAS ACESSÍVEIS DOMINEM AS RUAS! É A LEI DA MOBILIDADE URBANA! ”, por reconhecer a necessidade de se desenvolverem esforços de sensibilização dos cidadãos para a utilização de meios de transporte sustentáveis e de proporcionar a todos cidades mais saudáveis, agradáveis e acessíveis, se engajando assim na reflexão e no debate por um transporte público acessível e de qualidade, e no questionamento do transporte individual motorizado, automóvel ou moto.

O signatário compromete-se a cumprir os objetivos, e a desenvolver as medidas abaixo indicadas.

São objetivos principais:

- Definir Zonas ou Vias sem as ameaças do Tráfego de Automóvel para resgatar a rua como local de convívio social, de qualidade ambiental, onde só haverá a circulação de pedestres, bicicletas, transportes públicos e de serviços essenciais;

- Encorajar comportamentos compatíveis com o desenvolvimento sustentável e em particular, com a proteção da qualidade do ar, com a mitigação do aquecimento global e com a redução do ruído;

-  Aumentar a conscientização dos cidadãos para os efeitos do transporte na qualidade do ambiente, resultantes das suas escolhas sobre o modo de transporte;

- Proporcionar aos cidadãos oportunidades para se deslocarem a pé, utilizarem a bicicleta e os transportes públicos em vez do automóvel privado, e ainda, promover a intermodalidade;

- Proporcionar aos cidadãos uma oportunidade para redescobrirem a sua cidade, os seus habitantes e o seu patrimônio, num ambiente mais saudável e agradável.

- Fazer lançamentos nesse dia de iniciativas de longo prazo, como implantação de uma faixa ou corredor exclusivo de ônibus, estações ou linhas de sistemas metroferroviários, uma área exclusiva de pedestres, uma ciclovia, retirada de estacionamentos nas vias para aumento de calçadas ou de uma ciclofaixa e outras medidas de priorização da via para os modos não motorizados e dos transportes públicos.

- E outras ações que levem a democratização do espaço público das vias ocupando-as para uso dos pedestres, bicicletas, transportes públicos, e assim fazer valer os preceitos da lei de Mobilidade Urbana (lei 12.587/12).

A 15ª Jornada Brasileira “na cidade, sem meu carro” conta com o apoio do MDT (Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público), do FNRU (Fórum Nacional da Reforma Urbana), da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), da SeMob (Secretaria Nacional de Transporte da Mobilidade Urbana), do FNRU (Fórum Nacional de Reforma Urbana), da FNP (Frente Nacional de Prefeitos) e do FNSTT (Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Transporte e Trânsito).

MARQUE SUAS  MEDIDAS QUE IRÁ APRESENTAR DURANTE A JORNADA:
Cada município deverá assinalar a(s) medida(s) que irá implementar durante a iniciativa 2014:

Prioridade aos Pedestres:
 Rua Verde – rua coberta de grama
 Vagas Verdes – ocupação de vagas de estacionamento
 Ruas ou zonas exclusivas
 Caminhos seguros para a escola;
 Melhoria de infraestruturas (uso estacionamento da via para alargamento de calçadas, criação de calçadas, travessias elevadas, semáforo de pedestres, etc...)
 Zona 30 máxima velocidade 30 Km/h



Utilização da bicicleta:
 Ciclovias;
 Ciclofaixas em estacionamentos de automóveis;
 Bicicletas públicas;
 Esquemas de aluguel ou empréstimo de bicicleta;
 Infraestruturas para estacionamento: paraciclo e bicicletários em terminais de ônibus;
 Sinalização.


Transportes públicos:
 Novas linhas / extensão das existentes;
 Novos pontos e ligações a estações de ônibus, metrô, etc.;
 Proibição de estacionamentos em vias de transporte público;
 Criação de faixas de transporte público fiscalizadas eletronicamente (BRS);
 Criação de corredores exclusivos (BRT);
 Horários: ampliação / maior frequência
 Sistemas de informação aos usuários;
 Utilização de veículos com combustível limpo;

Ordenamento / Controle de tráfego:
 Redução de limites de velocidade nas vias públicas;
 Novas regras de circulação e de estacionamento, priorizando o transporte público, pedestres e bicicletas;
 Novos planos de circulação priorizando o transporte público, pedestres e bicicletas;
 Redefinição da utilização do espaço público;
 Zonas residenciais com moderadores de trafego.

Novas formas de utilização de veículos:
 Partilha do automóvel (“car pooling”)
 Utilização coletiva do automóvel, (carona solidária -“car sharing”)

Cargas e descargas:
 Restrição a veículos de distribuição de mercadorias;
 Plataformas de descarga para transferência de cargas fora da área protegida;
 Lançamento de mudança da frota de veículos de carga da prefeitura por “veículos limpos”.

“Na Cidade Sem Meu Carro”



O Instituto da Mobilidade Sustentável – RUAVIVA com o apoio do MDT (Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público), do FNRU (Fórum Nacional da Reforma Urbana), da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), da SeMob (Secretaria Nacional de Transporte da Mobilidade Urbana), do FNRU (Fórum Nacional de Reforma Urbana), da FNP (Frente Nacional de Prefeitos) e do FNSTT (Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Transporte e Trânsito ), dão início à organização da 15ª Jornada Brasileira “Na Cidade Sem Meu Carro”, que se realizará dia 22 de Setembro de 2015, terça-feira, cujo tema desse ano é “PAZ NO TRÂNSITO, FAIXAS EXCLUSIVAS, BICICLETAS E CALÇADAS ACESSÍVEIS, DOMINEM AS RUAS! É A LEI DA MOBILIDADE URBANA!”



O momento para a realização da Jornada é próspero, uma vez que o tema da mobilidade, principalmente após as manifestações de junho de 2013, entrou na pauta política dos governos, em todos os meios de comunicação e nas conversas do dia a dia devido ao crescimento assustador da frota de automóveis que amplia a imobilidade nas nossas cidades e pelos investimentos em sistemas estruturais de mobilidade, em particular Metrôs, BRTs e faixas exclusivas de ônibus. Além disso, as manifestações levaram o Conselho das Cidades a elaborar um Pacto Nacional da Mobilidade - em discussão - que é a carta de navegação para implementar a Lei Nº 12.587, a Lei da Mobilidade Urbana nosso Estatuto da Mobilidade Sustentável - levando-a do papel diretamente para as ruas das nossas cidades.


A campanha representa uma ótima oportunidade para apresentar alternativas sustentáveis ​​para os cidadãos e explicar os desafios que as cidades estão enfrentando, a fim de induzir uma mudança de comportamento e de progredir no sentido de uma estratégia de uma mobilidade sustentável. É o momento para colocar já em operação faixas de ônibus e ciclofaixas, retirando estacionamentos das vias, bem como implantar calçadas acessíveis, abrigos com informação aos usuários, pavimentar vias de transportes coletivos e proibir estacionamento onde circulam os ônibus. Todas essas medidas com baixo custo de investimento.


Este movimento mundial, a Jornada Mundial “na cidade, sem meu carro”, começou em 1997 na França e foi trazido para o Brasil em 2001 pelo Instituto RUAVIVA. Tem como objetivo principal instigar a reflexão sobre o modelo de mobilidade dominante em nosso país, onde o modo motorizado individual de locomoção, o automóvel, ganha cada vez mais espaço em detrimento do transporte publico coletivo e do não motorizado.


A Jornada se organiza com o engajamento das Prefeituras, definindo uma área da cidade ou uma via protegida dos automóveis e motos onde as pessoas possam resgatar a rua como local de convívio social, a qualidade do meio ambiente, onde os ônibus circulam sem congestionamento e onde as bicicletas e pedestres não sofrem ameaças dos automóveis. Nesse local podem também acontecer atividades de lazer e cultura. A população é incentivada a deixar seus carros em casa e procurarem formas sustentáveis de se deslocar. Para tal, a Prefeitura precisa garantir transporte público de qualidade, informar bem como funcionará a cidade na área livre de carros e motocicletas, para que a população se sinta estimulada.



A Jornada também poderá ser explorada como uma oportunidade para lançar iniciativas de longo prazo, concebidas para reforçar a conscientização dos cidadãos contra a poluição, o ruído e o congestionamento de tráfego, resultantes da dependência dos automóveis particulares na mobilidade nos centros urbanos.


A Jornada visa difundir os preceitos da Mobilidade Sustentável - onde os pedestres, os ciclistas e principalmente o transporte público - entram de forma definitiva nas agendas das políticas públicas, seja urbana como ambiental, das diversas esferas de Governo e atrair a atenção dos meios de comunicação para o tema.


O RUAVIVA trabalha para que as Prefeituras, que desejem que sua cidade seja mais aprazível, democrata e justa, se engajem assinando a Carta de Adesão, que está em anexo.


Formalizar a adesão é assumir uma participação ousada, que polemize os conflitos ocultos no “caos do trânsito”, colocando município na mídia local, regional ou nacional. Que instigue outros municípios a se engajarem, e principalmente mobilize sua juventude e a população como um todo para mudar o padrão de mobilidade, construindo uma cidade mais equânime, justa, democrática, acessível, saudável, segura, eco-ativa, próspera e participativa.




Os municípios devem  enviar suas cartas de adesões à Jornada Brasileira “Na Cidade Sem Meu Carro” o quanto antes através de fax (31) 3224-0906, e-mail ruaviva@ruaviva.org.br ou via correio (Rua Bueno Brandão, 307 – Floresta – Belo Horizonte / MG CEP: 31010-060);

Maiores informações através do telefone (31) 3224-0906 com Ana Beatriz. Acesse também nosso site www.ruaviva.org.br e no blog www.ruaviva.blogspot.com e Raphael no MDT: (61) 3202 0899.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mobilidade, direito social

Blog do Noblat| Blog do Noblat

A iniciativa foi da deputada Luíza Erundina, do PSB de S. Paulo. Ela é autora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n. 90/2011, que altera a redação do artigo 6º para incluir transporte como direito social, ao lado da educação, da saúde, da alimentação, do trabalho, da moradia, do lazer, da segurança, da previdência social, da proteção à maternidade e à infância, e da assistência aos desamparados.



Segundo os registros da Câmara dos Deputados, a PEC passou dois anos dormitando, aparentemente sem despertar maiores interesses, até que as chacoalhadas que jornadas de junho e julho de 2013 deram no país chegaram às prateleiras do Congresso Nacional. Aliás, há uma leitura muito precisa desses efeitos em nota técnica do IPEA, que demonstra de forma cabal como mudou a velocidade da tramitação de projetos de lei a partir daqueles eventos.

O fato é que o primeiro movimento registrado pela Câmara é a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em 25 de junho de 2013. Depois disso, vem a apreciação por comissão especial em novembro e a aprovação em plenário – em dois turnos, como é necessário para PECs – em dezembro. No Senado Federal, a PEC ganhou o número 74/2013. Sem a mesma intensidade de pressão daqueles memoráveis dias, foram necessários mais dois anos para que o parecer favorável fosse aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e a PEC chegasse ao plenário. Aprovada no primeiro, está agora na pauta para votação em segundo turno.

É certo que o artigo 6º sozinho não vai assegurar a mobilidade digna à população, assim como não assegura educação de qualidade ou moradia, por exemplo. Mas é o reconhecimento como direito social que respalda o Estado e os governos na formulação de políticas publicas nessas áreas, assim como fortalece os movimentos populares em suas lutas por mais conquistas sociais.

Por que será, então, que essa fase final de tramitação da PEC 74 tem passado em tão brancas nuvens? Será que o descrédito das políticas públicas é tão grande assim? Ou são os veículos de comunicação que elegeram pautas que vendem jornal com mais facilidade? Mas e os movimentos sociais e populares, por que parecem tão indiferentes?

Não sei responder a essas perguntas, mas arrisco uma sugestão. Já que a espera se aproxima dos quatro anos, acho que uma semana a mais ou a menos vai fazer muito pouca diferença. Então fica a proposta a parlamentares e militantes das boas causas sociais: agendar com a mesa diretora do Senado Federal uma sessão especial para a votação em segundo turno, dando o destaque que o tema merece. O convite à deputada Erundina para fazer uso da tribuna cairia muito bem!Paulo Cesar Marques da Silva - Engenheiro, doutor em estudos de transportes pela University College London (Reino Unido), é professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Metade das infrações de trânsito é cometida por 5% da frota em SP

28/08/2015 06:00
O Estado de SP 

Levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) com dados de 2014 mostra que 4,9% dos automóveis que circulam na cidade de São Paulo receberam, sozinhos, 49,4% de todas as multas de trânsito aplicadas na cidade. A concentração das infrações faz com que 71% da frota não tenha recebido nenhuma infração ao longo do ano passado.
A frota de São Paulo no ano passado era de 7,8 milhões de veículos. Desse total, 1,5 milhão de veículos foram autuados e 6,3 milhões não receberam nenhuma infração. Atualmente, segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), já passa de 8 milhões o número de automóveis emplacados.
Ao longo do ano de 2014, radares, marronzinhos e policiais militares de trânsito aplicaram 7 milhões de multas, o que representou aumento de 9,3% em relação às 6,45 milhões de multas aplicadas em 2013. Essas infrações resultaram em uma receita de R$ 954 milhões no ano. Por lei, todos os recursos obtidos com as infrações têm de ser aplicados em educação para o trânsito e engenharia de tráfego.
Os dados mostram que 23,1 mil veículos da cidade receberam mais de dez multas entre os 12 meses de 2014; 112 mil receberam entre 5 e 10 infrações. Metade dos veiculos multados, por outro lado, cometeu apenas uma infração ao longo do ano. Foram 811 mil veículos.
O veículo campeão de multas da cidade, pertencente a uma pessoa jurídica e licenciado em 2007, recebeu sozinho 1.528 infrações em 2014 - ou 4 multas por dia, na média. Se tivesse pago por todas as infrações (que somaram R$ 7,4 milhões) e o dinheiro não tivesse de ser aplicado obrigatoriamente em ações de trânsito, o valor seria suficiente para que a gestão Fernando Haddad (PT) construísse sete creches.
Os dados foram apresentados pela Prefeitura no contexto da política de redução de velocidades máximas permitidas em andamento na cidade, que pretende estabelecer os 50 km/h como o limite padrão. Os números são resposta da gestão à suposta "indústria da multa".
Especialistas em gestão de trânsito, no entanto, apontam que o dado revela que a fiscalização exercida pela CET poderia ser maior. O engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira cita estudo feito por sua equipe em 2007 que consistiu em acompanhar automóveis pela cidade e anotar a quantidade de infrações no percurso. "Dos 628 veículos que acompanhamos, 531 cometeram pelo menos uma infração", lembra o pesquisador. "Os porcentuais são o contrário do que esse estudo mostra: 80% dos motoristas cometem infrações, enquanto 20%, não. Mas é que eles não são multados", explica.
Folha de SP
5% da frota responde por mais de metade das multas
Maioria dos carros não cometeu nenhuma infração em 2014, diz gestão Haddad
Mais de metade das multas de trânsito aplicadas na cidade de São Paulo em 2014 se refere a infrações cometidas por somente 4,9% da frota. E a grande maioria dos veículos registrados –71%– não foi flagrada nenhuma vez por radares, marronzinhos ou PMs no intervalo de um ano.
Os dados foram divulgados pela gestão Fernando Haddad (PT) em meio às críticas pela redução dos limites de velocidade na capital simultaneamente ao aperto da fiscalização e crescimento da quantidade de multas.
Os dados indicam haver um grupo de infratores contumazes que é minoritário na frota oficial de 7,9 milhões.
Entre os veículos que receberam alguma multa, 41% dos motoristas foram flagrados somente uma vez ao longo do ano passado inteiro. No outro extremo, 4% destes receberam mais de dez multas.
Em 2015, a prefeitura diz que, até agosto, 19% dos veículos da capital paulista tinham sido multados alguma vez por infrações no trânsito –os demais 81% não haviam recebido nenhuma autuação.
O mecânico José Evandro das Neves Pereira, 67, é a pessoa física com mais multas registradas no mesmo veículo –um Palio vinho de 1998.
Ele diz que vendeu seu carro há três anos, mas não passou a documentação para o nome do novo proprietário. Desde então, guarda em casa um saco cheio de multas.
Só em 2014 foram 778 infrações, que totalizam R$ 94.774. "Perdi a carteira e nem dirijo mais por isso."
Ele afirma que procurou os órgãos responsáveis, mas não conseguiu tirar o carro do seu nome. "Tem que apreender esse carro e prender esse motorista", afirma Pereira.
Segundo ele, o homem que comprou seu carro costuma cometer infrações na marginal Pinheiros. "Sempre toma multas por velocidade e por andar na faixa de ônibus. Tenho medo de ele atropelar alguém e sobrar para mim."
PESSOA JURÍDICA
A empresa com a maior quantidade de multas foi a Francis Germain Indústria e Comércio de Roupas, com 1.528 autuações, totalizando R$ 7,4 milhões. A Folha não localizou o responsável.'